Divergências sobre correção do piso dos professores marcam audiência pública

Divergências sobre os critérios de reajuste do piso nacional dos professores marcaram audiência pública realizada nesta quarta-feira (19) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) para debater a valorização dos profissionais de educação. A consultora de Educação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Mariza Abreu, defendeu a aprovação de projeto de lei do Executivo que corrige o piso pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos doze meses anteriores à data do reajuste (PL 3776/2008).
Na presidência da reunião, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) discordou da mudança, proposta em 2008 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em tramitação na Câmara dos Deputados. Foi graças ao critério estabelecido pela Lei 11.738/2008 – o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano – que o piso teve um ganho real (acima da inflação) de 37% entre 2010 e 2015. O valor está hoje em R$ 1.917,78.
O secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino, Binho Marques, disse que o Ministério da Educação, reconhecendo os impactos financeiros produzidos pela forma de atualização prevista na Lei 11.738 nas folhas de pagamento de pessoal do quadro do magistério da educação básica, criou um fórum permanente para acompanhamento do assunto.
De acordo com Marques, o fórum terá objetivo de propor mecanismos para a obtenção e a organização de informações sobre o cumprimento do piso pelos entes federativos, bem como sobre os planos de cargos, carreira e remuneração. O fórum será composto por representantes dos trabalhadores, dos secretários municipais e estaduais de educação e do Ministério da Educação, entre outros órgãos.
Mas, conforme o representante do MEC, o aumento não valeu para todos. Apenas 52% dos estados cumprem integralmente o piso, com o pagamento também da hora-atividade (a Lei 11.738/2008 reserva o mínimo de um terço da carga horária dos docentes da educação básica para dedicação às atividades extraclasse).
Mesmo com aumento acima da inflação, o salário médio dos profissionais do magistério equivale, ainda de acordo com Binho, a 72,7% da média dos demais profissionais com pelo menos 12 anos de escolaridade. O fato, na avaliação do representante do MEC, pode explicar o desinteresse dos jovens pela licenciatura – apenas 2% seguem por esse caminho.
Além do desinteresse, há deficiências na formação de professores, reconhecidas pelo representante do MEC. Como resultado desse problema, a demanda por professores de física, por exemplo, é mais de dez vezes superior à capacidade de formação. Em 2013, formaram-se 1.826 professores nessa área, para uma demanda de 19.662 no mesmo período.
Mas nem sempre o problema é a formação, como disse Binho. Educação física, outro exemplo citado, teve mais de 19 mil concluintes em 2013, número superior à demanda de 11.591 professores. Entretanto, grande parte dos que se formaram em educação física foi trabalhar em academias ou como profissionais autônomos (personal trainer).
Durante a audiência, a presidente da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope), Iria Brzezinski, defendeu a criação de um sistema nacional de formação e valorização desses profissionais. A iniciativa, como disse, deve fazer parte do Sistema Nacional de Educação.
O debate desta quarta-feira, que integra o ciclo de audiências públicas “Financiamento da Educação Básica no Brasil”, foi proposto por requerimentos de Fátima Bezerra e do senador Telmário Mota (PDT-RR). Por ter caráter interativo, contou com a participação de internautas, que enviaram muitas perguntas pelo portal e-cidadania e pelo Alô Senado.
(Da Agência Senado)

Prazo é prorrogado e escolas têm até o dia 28 para preencher dados do Censo Escolar

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogou até o dia 28 de agosto o prazo  para que as escolas enviem os dados para o Censo Escolar da Educação Básica 2015.  O prazo terminaria hoje (12) e o novo cronograma foi publicado em portaria no Diário Oficial da União.
O Censo Escolar é um levantamento de dados estatístico-educacionais de âmbito nacional, feito anualmente e coordenado pelo Inep. A pesquisa é promovida com a colaboração dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e tem a participação de todas as escolas públicas e privadas do país.
Os formulários devem ser preenchidos por meio da plataforma do Educacenso, pelo diretor ou responsável pela escola, com o apoio das secretarias municipais e estaduais de Educação. Para mais informações, os gestores podem acessar a página do Censo Escolar no portal do Inep.
De acordo com a autarquia, a partir das informações coletadas pelo Censo é possível formular, implementar, monitorar e avaliar políticas públicas. É com base nesses dados que são executados programas governamentais na área de educação. Além disso, o levantamento serve de subsídio para análises e estudos sobre as características da educação básica pública e privada no Brasil.
(Da Agência Brasil)

Governo Alckmin confirma à Apeoesp que vai acertar atrasados dia 24

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, confirmou hoje (11) o pagamento dos dias parados em março e abril, durante a greve dos professores. A confirmação foi feita diretamente ao sindicato dos professores da rede estadual paulista (Apeoesp). O pagamento será feito em folha complementar no próximo dia 24.
Mesmo com determinação judicial para o pagamento de todos os dias parados, em 24 e 29 de julho o governo já havia pago somente os dias parados de maio.  Mas há professores que ainda não receberam.
A Apeoesp vem acionando a Justiça paulista pelo cumprimento das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio Tribunal de Justiça de São Paulo. Alckmin recorreu, perdeu e mesmo assim não cumpriu.
Nesta semana, o sindicato ingressou com pedido de intervenção federal no estado de São Paulo e de abertura de processo-crime contra o governador Geraldo Alckmin e do secretário por desobediência à Justiça.

Reposição de aulas

Diversos professores reclamam que encontram dificuldades em suas escolas para as reposições. Por isso, o sindicato está organizando ato no próximo dia 20, às 14h, em frente à secretaria da Educação, na Praça da República, no centro da capital paulista. Além do direito de reposição, os professores vão reivindicar o atendimento da pauta, que inclui reajuste salarial, jornada do piso e uma nova forma de contratação de temporários.
(Da Rede Brasil Atual)

Sem regular a mídia, governo se torna refém do setor privado

A ausência do ministro da Comunicação, Ricardo Berzoini, no Seminário Internacional “Regulação da Mídia e Liberdade de Expressão”, na noite desta segunda (10), na Universidade de Brasília (UnB), foi bastante criticada pelos participantes que, inclusive, apontaram a posição retraída dos governos do PT de não promover a democratização da comunicação como um dos principais motivos da crise política hoje instaurada no país.

“Os governos dos últimos quatro mandatos caíram em uma armadilha: acreditaram que os oligopólios poderiam ser parceiros de um projeto político que beneficiasse as camadas mais carentes da população”, afirmou o professor aposentado da Faculdade de Comunicação da UnB, Venício Lima.
Segundo ele, os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não entenderam a importância de garantirem uma mídia plural e diversificada e, por isso, agora, esta última está pagando o preço. “Deu no que deu: hoje temos um governo completamente refém do setor privado”, criticou o acadêmico.
Na avaliação dele, a situação é ainda mais desalentadora porque o governo parece não ter aprendido a lição. “As notícias mais recentes, das últimas 72 horas, dão conta de que o governo capitula frente a esses grupos para sair da enrascada que ele mesmo se meteu”, disse Lima, em referência ao suposto acordo feito entre o governo e a Rede Globo, o maior dos oligopólios da mídia brasileira, para evitar a crise do impeachment.
O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Rios, criticou também a posição do judiciário brasileiro no processo de completa desregulação da mídia. Segundo ele, a interpretação dada à Lei de Imprensa pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, teceu um verdadeiro libelo à liberdade de expressão, mas sem nenhuma contrapartida, o que coloca em xeque outros direitos constitucionais.
Ele citou que existe uma ação direta de inconstitucionalidade no STF discutindo classificação indicativa e cinco ministros já se manifestaram no sentido de que a classificação indicativa viola o princípio da liberdade de expressão. “A regulação da liberdade de expressão deve ser razoável e proteger outros direitos, como o da criança e do adolescente”, argumentou.
O procurador lembrou que, no Brasil, a desregulação é tão profunda que, no âmbito da internet, por exemplo, nem o direito de resposta pode ser garantido, o que deixa os cidadãos à mercê de campanhas difamatórias que desconstroem até as biografias mais robustas, sem que a vítima tenha meios para se defender.
Para o procurador, o problema é superdimensionado nas redes sociais, em uma internet que, sem regulação de nenhuma espécie, favorece a transmissão de discursos de ódio, boatos e notícias falsas sem que os responsáveis tenham que pagar por seus erros. “Se temos um olhar que desumaniza o outro, seremos porta-vozes do discurso de ódio”, esclarece.
O procurador acredita que a associação errônea feita entre regulação e censura criou um ambiente hostil que hoje, mergulha o país em uma crise ética, muito mais grave do que a econômica ou a política. “Que país estamos construindo e onde vamos parar sem nenhum controle da mídia? Em nome da liberdade de expressão, estamos caminhando para o desastre”, concluiu.
A coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertoldi, criticou duramente a ausência do ministro Berzoini que, segundo ela, tem sido regra em todos os eventos promovidos pelos movimentos sociais que defendem a democratização da comunicação, embora ele não perca os encontros com os representantes das grandes emissoras.
Na esteira do discurso do procurador da República, ela lembrou que a tão propagada liberdade de expressão no Brasil só favorece um lado. “Nunca houve tanta liberdade de expressão, mas uma liberdade de expressão que ataca direitos, que criminaliza orientação sexual, cor, raça e até a liberdade de participar de organizações políticas”, criticou.
A militante criticou também o papel da justiça que permite, por exemplo, a manutenção da página do Facebook que incita o assassinato do ex-presidente Lula, mas condena à indenizações milionárias os chamados “blogs sujos”, que publicam denúncias contrárias aos interesses dos poderosos de plantão. “Você só tem liberdade de expressão se ela for regulada. Se não, é a liberdade do mais forte”, afirmou.
Presidente da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular, a deputada Luíza Erundina (PSB-SP), que têm dedicado seus mandatos à luta pela democratização da comunicação, disse que só a conscientização da população acerca da importância deste debate pode frear o poder que os monopólios detém hoje no país. Segundo ela, a maioria da população não entende o acesso à informação de qualidade e a liberdade de expressão como direitos.
A parlamentar lembrou que a luta pelo controle da mídia é tão grande que no Conselho de Comunicação do Senado, um órgão meramente consultivo, as vagas destinadas a sociedade civil estão sendo ocupadas por ministros. E por decisão tomada em sessão sem o quórum mínimo necessário para deliberação. “Já é um órgão mitigado em suas prerrogativas e, ainda assim, roubam o espaço da sociedade civil”, denunciou.
Convidado especial da noite, o relator especial para liberdade de expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), Edison Lanza, traçou um panorama de como o tema da regulação da mídia vem sendo enfrentado na América Latina. De acordo com ele, apesar dos avanços verificados após o fim das ditaduras que assolaram o continente, ainda são muitos os problemas verificados.
Em uma defesa latente da liberdade de expressão como valor inerente à democracia, o relator criticou o papel dos oligopólios e monopólios privados que mantem a concentração da mídia na América Latina. “Os monopólios e oligopólios de comunicação atentam contra a democracia e a liberdade de expressão”, afirmou.
O ministro Ricardo Berzoini só informou que não participaria do eveno dez minutos antes do seu início. Segundo a assessoria dele, Berzoini foi convocado para jantar com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada.
O seminário internacional “Regulação da Mídia e Liberdade de Expressão” foi uma iniciativa do Coletivo Intervozes, em parceria com o Centro de Informação da ONU para o Brasil e a Universidade de Brasília, com o apoio do Fórum Nacional pela Democratizatização da Comunicação (FNDC) e da Fundação Ford.
(Do FNDC)

Escolas têm até quarta-feira para enviar dados do Censo Escolar

Gestores de escolas públicas e privadas de Educação Básica de todo o país têm até a próxima quarta-feira (12) para preencher o questionário do Censo Escolar 2015.
O prazo para o  envio dos dados começou no dia 8 de junho e deve ser realizado pela plataforma Educacenso. Os dados declarados devem refletir a realidade da escola da última quarta-feira do mês de maio (dia 27/05). Após o preenchimento, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) irá verificar a consistência das informações coletadas.
Os dados preliminares serão publicados na edição do Diário Oficial da União do dia 26 de agosto. Os relatórios por escola no sistema Educacenso estarão disponíveis para conferência dos gestores municipais e estaduais. A partir dessa data o sistema será reaberto para conferência e eventual correção de informações por um prazo de 30 dias.

O Censo Escolar

O Censo Escolar é um levantamento de dados estatístico-educacionais de âmbito nacional realizado anualmente, sob a coordenação do Inep. Ele coleta dados sobre estabelecimentos, matrículas, funções docentes, movimento e rendimento escolar. Essas informações são utilizadas para traçar um panorama nacional da educação básica e servem de referência para a formulação de políticas públicas e execução de programas na área da educação, bem como para a distribuição de recursos da União para estados e municípios.
(Da Agência Brasil)

TVT amplia programação, telejornal diário e parcerias

A partir desta semana, a TVT mostra sua nova programação. A novidade começa com o telejornal diário Seu Jornal, agora maior, com 45 minutos de duração. A emissora leva ao ar ainda três novos programas: Vídeo Popular – 30  Anos Depois, Art é Arte!e Panorama.
O Vídeo Popular – 30 Anos Depois reúne uma coletânea de vídeos que contam a ascensão dos movimentos sociais nesse período. A série, em 26 episódios com a bagagem da Associação Brasileira de Vídeo Popular, recupera a memória documentada por organizações e movimentos sociais desde os anos 1980.
O programa Art é Arte! trata das manifestações artísticas das periferias das grandes cidades e que não aparecem na mídia tradicional. “A mídia tradicional dá uma falsa impressão de que a arte é uma coisa erudita, das elites, uma coisa confinada aos teatros. Arte é uma coisa do ser humano, de qualquer pessoa”, destaca o presidente da TVT, Valter Sanches.
O Panorama é um programa de reportagens que pretende mostrar uma investigação mais aprofundada de temas importantes do dia a dia.
Em entrevista ao Seu Jornal, Sanches falou da importância de se ter uma emissora de TV aberta nas mãos dos trabalhadores, e que supera o modelo comercial tradicional, dando voz aos segmentos sociais que não encontram espaço nos veículos de mídia tradicionais. Para o presidente da TVT, é “importante a gente construir outro espaço de expressão, que é negado para a maioria dos movimentos sociais”.
Além da nova programação, Sanches destacou o trabalho de parceria com outras emissoras, como a Rede Minas e a TVE Bahia, no compartilhamento de programas. Também por meio de parcerias, o Seu Jornalpassa a cobrir os principais assuntos da cidade do Rio de Janeiro e região. “É uma conquista muito grande, a gente vai nacionalizando a nossa programação.”

Premiação

A TVT foi homenageada, no último final de semana, pelo conteúdo educativo de sua programação e por prestar serviços de cidadania. O prêmio foi concedido pela Milícia da Imaculada, uma instituição da Igreja Católica que realiza serviços sociais.
Em uma noite de shows com muita música do cenário católico, a premiação foi realizada no palco do Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Para o presidente da TVT, o prêmio é um importante reconhecimento, justamente no momento em que a emissora se prepara para o lançamento de sua nova programação: “Hoje, a gente liga a rádio e a TV e só ouve falar de desgraça, corrupção, violência. É preciso ter um outro espaço para que as pessoas possam se expressar, que possam falar de coisas diferentes, promover a cidadania, os direitos das pessoas, a justiça social”.
(Da Rede Brasil Atual)

Começam nesta segunda (3) inscrições para o Fies

Começam hoje (3) as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Ao todo, serão ofertadas 61,5 mil vagas. O período de inscrição vai até o dia 6, pela internet. A partir desta edição, passam a valer as novas regrasdo Fies. Os juros passarão dos atuais 3,4% para 6,5% e os estudantes pagarão parte da mensalidade, de acordo com a renda. Como contrapartida, os participantes do Fies terão um desconto de 5% nas mensalidades.
Para concorrer, os estudantes precisam ter tirado pelo menos 450 pontos na média das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). São aceitas todas as edições do Enem a partir de 2010. O candidato também tem que ter tirado nota maior que 0 na redação. Além disso, precisa ter renda familiar por pessoa de até 2,5 salários mínimos por mês, ou seja, R$ 1.970.
A oferta de vagas vai priorizar cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, excluído o Distrito Federal. Os cursos das áreas de engenharia e saúde e a formação de professores também serão priorizados, assim como aqueles com conceitos 4 e 5 na avaliação do Ministério da Educação (MEC), que vai até 5.
Com as novas normas, os financiamentos não serão concedidos por ordem de inscrição, mas por concorrência. Dessa forma, os candidados não precisam ter pressa para acessar o sistema. O resultado da pré-seleção será divulgado no dia 10 de agosto, em chamada única.
Os estudantes pré-selecionados deverão concluir a inscrição na internet e completar o processo no estabelecimento de ensino e na instituição financeira. Quem não for pré-selecionado passa a integrar a lista de espera.
Renovações
Além das novas inscrições, os estudantes que já têm o financiamento devem fazer o aditamento dos contratos. O prazo começa dia 10 e, para esses estudantes, vai até o dia 31 de outubro. As renovações devem ser feitas a cada seis meses.

Os estudantes que, por alguma razão, não renovaram os contratos no prazo estipulado no semestre passado terão a chance de fazê-lo também a partir do dia 10. O prazo para que os estudantes fizessem o aditamento dos contratos vigentes no primeiro semestre terminou no último dia 20, após ser prorrogado mais de uma vez. Segundo o MEC, menos de 100 mil estudantes não renovaram o financiamento no primeiro semestre.
O Fies é um programa do governo que oferece financiamento em instituições privadas de ensino superior com juros mais baixos. Atualmente, cerca de 2,1 milhões de contratos estão ativos.
 
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(Da Agência Brasil)

Campanha da mídia monopolizada busca desmoralizar e enfraquecer o sindicalismo

Muita confusão, desinformação  e sonegação de informações da mídia velha para desmoralizar e enfraquecer o movimento sindical
imposto sindical
A campanha da mídia comercial para atingir e eliminar direitos da classe trabalhadora não encontra limites. Quando não ataca o governo democrático-popular eleito, cuja participação da classe trabalhadora por intermédio do movimento sindical é garantida, ataca o próprio movimento sindical. Uma matéria publicada pelo O Globo, no dia 21 de julho, intitulada “Sindicatos: Caixa-preta se torna a marca registrada” é um exemplo disso. Afirma que o “governo se nega a fornecer informações de quanto é repassado de imposto sindical a entidades”.
Para a mídia, não basta eleger um Congresso Nacional conservador que tem solapado direitos históricos da classe trabalhadora. Ela quer extinguir o movimento sindical no país, inviabilizando-o financeiramente. No texto, O Globo afirma que “em tempos onde transparência é a palavra da moda, o universo dos sindicatos não parece seguir a tendência da estação. Quem quiser saber hoje quanto a entidade que o representa recebe de Contribuição Sindical (imposto decorrente de um dia de desconto do salário de todos os trabalhadores) terá muita dificuldade”.
Sem revelar o outro lado da informação, como preza o bom, o ético e o jornalismo sério, deixaram de buscar nas centrais sindicais e nos próprios sindicatos informações cruciais sobre o tema. Em primeiro lugar, os sindicatos e centrais sindicais, como, por exemplo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), tem o hábito, desde a sua criação, de prestar contas das suas receitas e despesas em assembleias e também em publicações periódicas e, quando há algo errado com as contas das entidades, as próprias categorias interessadas pedem auditoria contábil, fiscal, financeira e patrimonial.
Na matéria extremamente tendenciosa e completamente desfavorável à classe trabalhadora, O Globo tenta jogar luz em locais claros e limpos para, talvez, manter na escuridão setores da mídia nacional que nunca prestou contas das verbas publicitárias públicas que recebe mensalmente dos cofres públicos. E mais grave ainda é que não presta contas também das infinitas e sombrias renovações de concessões públicas de TV, rádio, entre outros serviços públicos estatais factíveis de concessão.
No texto, O Globo divulga dados do Contas Abertas, dando conta de que “dos R$ 3,18 bilhões gerados no ano passado, por exemplo, a única informação repassada por órgãos oficiais é que R$ 173,2 milhões foram para as contas de cinco centrais. O Ministério do Trabalho e a Caixa simplesmente se recusam a informar quanto cada um dos 10.620 sindicatos registrados recebe”.
Indica também que “o Ministério do Trabalho afirmou que, por causa da liberdade sindical, não fiscaliza o balanço das organizações sindicais. Em nota, a pasta informou que, como são entidades privadas, têm diversas fontes de financiamento, não apenas essa contribuição, e que a Constituição determina que elas não sejam fiscalizadas pelo Executivo”.
Diz ainda que “a Caixa, responsável por arrecadar e distribuir a Contribuição Sindical, nega-se a passar as informações sobre quanto cada sindicato recebeu. O banco estatal informou em nota que esses valores ‘são protegidos pelo sigilo bancário, já que os dados não são públicos, tendo em vista que as entidades sindicais não são órgãos públicos. Dessa forma, entende-se que as informações solicitadas só poderão ser fornecidas pelas próprias entidades arrecadadoras do referido tributo’, informou o banco”.
Na obsessão para destruir conquistas da classe trabalhadora, a mídia conservadora omite criminosamente em seus textos a história da luta de classes no Brasil e no mundo e, também, de forma condenável e antiética, esconde o outro lado da informação, demonstrando irresponsabilidade na elaboração da notícia e desprezo pelo (a) trabalhador (a), jogando nuvens de fumaça em cada linha de uma notícia. Na matéria,deixou de mostrar ao (à) leitor (a) que sindicatos do setor público têm uma decisão conjunta de não receber o imposto sindical, todavia, ainda há sindicatos, sobretudo os da iniciativa privada, como o Sindicato dos Jornalistas – que, por sinal, precisa receber o imposto sindical para existir. Há sindicatos inclusive que devolvem o imposto sindical a seus associados.
Importante lembrar que, num primeiro momento, essa quota era denominada contribuição sindical, debitada do salário do trabalhador (a) integrante de categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, independentemente de serem ou não associados a um sindicato. Ela foi instituída pela Constituição de 1937, conferindo aos sindicatos o poder de impor contribuições e exercer funções delegadas do Poder público.
Em 1940, por meio de um decreto-lei, essa contribuição foi denominada de imposto sindical e estabeleceu, entre outros, a época do recolhimento pelas empresas e indicou o percentual a ser distribuído pelos sindicatos às entidades de grau superior. A Constituição de 1988 preservou a contribuição sindical compulsória, mantendo, assim, a principal fonte de recursos dos sindicatos.
Esse imposto foi muito importante para a organização sindical brasileira no momento em que esse movimento foi criado no país, na década de 1930. E, embora ele não seja mais necessário para as entidades do setor público, ele ainda é importante para a manutenção de várias entidades do setor privado, incluindo aí as entidades dos jornalistas profissionais com diploma universitário.
Ao terminar de ler as matérias de pauta única da mídia velha não restam dúvidas, não há qualquer intenção de informar a população, o objetivo é criminalizar uma das formas clássicas da organização da classe trabalhadora, que são os sindicatos, suas federações e confederações e as centrais sindicais.
Em tempos de Congresso com ladrões de direitos que unem-se vergonhosamente pra derrubar 100 anos de conquistas da classe trabalhadora com a aprovação do famigerado PL4330, precarizando as condições de trabalho e pondo em risco as conquistas trabalhistas da CLT, o jornalismo negócio, de espírito escravocrata, faz o de sempre: serve como megafone dos interesses do capital com seu chicote manipulador desinformando e confundindo os próprios trabalhadores.
As tentativas de criminalizar a luta da classe trabalhadora organizada só mostram o quão os sindicatos e centrais verdadeiramente comprometidos com as lutas de seus associados são necessários como instrumento de luta.
(Do Portal Forum)

Saúde e Educação perdem mais de R$ 2 bi

Áreas prioritárias do governo, como saúde e educação, vão perder mais R$ 2,179 bilhões neste ano. Ontem, o Decreto nº 8.496, publicado no Diário Oficial da União (DOU), detalhou o corte de R$ 8,6 bilhões, anunciado na semana passada pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, durante a revisão da meta fiscal de 2015 de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,15%.
Apesar da tesourada, em nota, o Planejamento afirmou que as duas pastas foram “protegidas”, uma vez que, proporcionalmente, os cortes foram de 2,55% e 1,31%, respectivamente. A pasta comandada por Arthur Chioro teve uma redução de R$ 1,179 bilhão — passando de R$ 90,4 bilhões, previstos anteriormente, para R$ 89,2 bilhões. Já a do acadêmico Renato Janine Ribeiro, que inspirava  o slogan do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, Pátria Educadora, teve uma redução de R$ 1 bilhão, para R$ 38,3 bilhões.
A publicação do decreto evidenciou mais uma fragilidade nas relações da Fazenda e do Planejamento: assim que o DOU saiu com o detalhamento do bloqueio no Orçamento do Executivo, a Fazenda se antecipou e divulgou uma tabela sem uma explicação. Os dados eram diferentes dos que o Planejamento costuma divulgar nos decretos de revisão orçamentária e que constavam da nota divulgada posteriormente à imprensa. Nos bastidores, o mal-estar foi grande.
Os ministérios das Cidades, da Saúde e da Educação foram os que tiveram os maiores contingenciamentos, em valores absolutos. A tesourada na pasta chefiada por Gilberto Kassab e que abriga o Programa Minha Casa Minha Vida foi de R$ 1,3 bilhão, o equivalente a 9,3% do limite anterior de gasto. Com isso, o valor das despesas não obrigatórias passou de R$ 14,1 bilhões para R$ 12,8 bilhões. Diante dessa redução, o terceiro MCMV, adiado várias vezes, não deverá sair do papel neste ano. Essa é a avaliação do especialista em contas públicas e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV)  Fernando Zilveti. “Ou eles fazem isso ou vão perder o grau de investimento. Não tem arrecadação para todo esse gasto. A perspectiva é mais sombria possível”, alertou.
Particularidades
De acordo com o Planejamento, “o bloqueio dos valores primou pela qualidade do gasto público, de modo que não houve um corte linear e alguns ministérios não foram contingenciados. Também foram consideradas as particularidades de cada política e de cada órgão, além do ritmo de execução das obras em andamento”, disse.
Também foi duramente afetado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que perdeu R$ 2 bilhões, ou seja, 23% do que foi contingenciado. Isso fez com que o teto do programa, neste ano, passasse de R$ 40,5 bilhões para R$ 38,5 bilhões. O secretário-geral da organização não governamental Contas Abertas, Gil Castelo Branco, lamentou que o governo só tenha bloqueado verbas de investimentos, o que acaba por deprimir ainda mais a economia. “O ideal era que o governo conseguisse cortar mais custeio. Mas vivemos uma situação inusitada onde o Executivo manda projetos de cortes de despesas e o Congresso dá um jeito de aumentar ainda mais os gastos. É uma equação cujo resultado é impossível.”
Para Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, depois do deficit histórico de R$ 8,2 bilhões em junho, o Congresso terá uma responsabilidade muito maior. “Em parte porque as agências de risco jogaram a culpa de um possível rebaixamento na nota do país para os parlamentares, caso não aprovem as medidas do ajuste fiscal”, disse. Ele  destacou que este ano, efetivamente, ainda não houve corte. “Os gastos são crescentes e, somente o mês de janeiro registrou uma despesa abaixo de R$ 80 bilhões e a receita só caiu desde o início do ano. “A ânsia arrecadatória do governo provavelmente criará um imposto tapa- buraco da ineficiência, porque não há intenção nenhuma de cortar gastos”, disse. (RH e CP)
Mais atingidos
Veja os ministérios com os maiores contingenciamentos (em R$ milhões)
Cidades     1.322
Saúde     1.179
Educação     1.000
Transportes     875,6
Integração Nacional     723,4
Fazenda     409
Defesa     300
Agricultura e Pecuária      287,2
Ministério Des. Social      280,0
Esporte     250,6
Fonte: Ministério do Planejamento

Problemas com a leitura e com a matemática

Um estudo divulgado ontem pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) mostra que são poucas as crianças brasileiras que têm domínio da língua escrita e conseguem realizar cálculos matemáticos que envolvem gráficos e tabelas. A segunda parte do Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Terce) avaliou o desempenho de 134 mil jovens da 3º ao 6º ano do ensino fundamental em 16 países da América Latina. No Brasil, o estudo avaliou crianças que estão do 4º ao 7º ano. Foi avaliada a performance dos estudantes em matemática, linguagem (escrita e falada) e ciências naturais.
O estudo dividiu os jovens em quatro níveis de aprendizado. A maior concentração de alunos brasileiros no grau mais alto de desempenho ocorreu em leitura no 7º ano, quando 16,6% demonstraram ter plena compreensão ao interpretar e inferir o significado de palavras em textos escritos. A maior parte dos estudantes, no entanto, está nos níveis mais baixos de desempenho. Mais de 60% dos alunos do quarto ano do ensino fundamental têm desempenho entre muito ruim e regular em leitura e matemática.
Apesar disso, o estudo mostrou que houve uma melhora de toda a região da América Latina em relação à avaliação anterior. O desempenho das crianças brasileiras é igual à média dos alunos dos outros 15 países estudados em escrita e em ciências naturais nos quatro níveis. Além disso, as notas alcançadas são as mesmas em leitura no 4º ano e em matemática no 7º ano. O Brasil está acima da média da região em matemática no 4º ano e em leitura no 7º ano.
O pior desempenho dos jovens brasileiros foi na prova de ciências naturais, aplicada pela primeira vez no Brasil aos alunos do 7º ano. Apenas 4,6% estão no nível mais alto, enquanto 80,1% encontram-se nos mais baixos. Isso quer dizer que os estudantes não são capazes de aplicar os conhecimentos científicos para explicar fenômenos do mundo. Apenas três países estão acima da média regional em todos os testes e anos avaliados: Chile, Costa Rica e México. Além dessas três nações, o Terce fez o levantamento em Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e no estado de Nuevo León (México).
Fatores
Os primeiros resultados do Terce foram divulgados em dezembro do ano passado e, em 2015, o estudo incluiu fatores associados à aprendizagem em cada país. Segundo a Unesco, o envolvimento dos pais e o nível socioeconômico das famílias influencia mais no desempenho das crianças brasileiras no ensino fundamental do que a infraestrutura das escolas, independentemente se estão localizadas no meio urbano ou rural.
O estudo traz um dado interessante em relação ao Brasil. O desempenho dos estudantes melhora quando os pais acompanham os resultados obtidos na escola, apoiam e chamam atenção dos filhos. No entanto, as notas pioram quando os pais supervisionam e ajudam sempre nas tarefas escolares, tirando a autonomia das crianças. Os pais também são importantes na hora de incentivar, independentemente das condições sociais e econômicas.
De acordo com o estudo, os estudantes que vivem em regiões mais carentes têm desempenho pior. Contudo, se os pais têm expectativas altas e incentivam os filhos quanto ao que serão capazes de alcançar no futuro, as crianças obtêm melhores resultados. Outro ponto que a Unesco chama a atenção é para o início da vida escolar da criança. No levantamento, jovens que frequentaram a pré-escola desde os quatro anos tiveram um desempenho melhor. Por outro lado, faltar à escola é mais um aspecto que diminui o rendimento do estudante.
O uso de ferramentas tecnológicas fora do ambiente escolar também auxilia as crianças. No Brasil, os estudantes que utilizam o computador fora das salas de aula tendem a ter melhores resultados em todas as provas. Já a combinação com trabalho é lesiva aos jovens. Segundo o estudo, as crianças brasileiras do quarto ano do ensino fundamental que estão sujeitas a trabalho infantil têm nota mais baixa tanto em leitura quanto em matemática.

O desempenho


Em uma avaliação de 1.000 pontos, os estudantes foram divididos em quatro níveis. Confira cada faixa e as notas tiradas por área de conhecimento
Nível I – Até 675 pontos
Nível II – Entre 676 até 728 pontos
Nível III – Entre 729 até 812 pontos
Nível IV – A partir de 813 pontos
As notas
Estudantes, segundo o nível de desempenho (%)
Área de conhecimento    Série    I         II       III        IV
Linguagem                         3º    39,5    21,7    26,2    12,7
Linguagem                        6º    18,4    51,5    16,5    13,7
Matemática                       3º    47,2    23,3    22,1    7,4
Matemática                      6º    46,9    35,9    12,1    5,1
Ciências Naturais           6º    40       39,1    15,2    5,7

Fonte: Correio Braziliense

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