Projeto que cria programa de combate ao 'bullying' nas escolas segue para a Câmara
Jornalista: sindicato
O Senado aprovou em turno suplementar na sessão plenária desta quinta-feira (19) e já remeteu à Câmara dos Deputados o projeto que cria o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, o bullying. Como foi aprovado um substitutivo da Comissão de Direitos Humanos (CDH), a proposta deve passar pela Câmara com as alterações, antes de seguir para sanção da presidente da República.
O texto (PLC 68/2013) tem o objetivo de prevenir e combater a prática de bullying nas escolas. Para tanto, os profissionais de educação deverão ser capacitados para implementar ações de discussão, prevenção e solução do problema. Além disso, serão publicados relatórios anuais das ocorrências de violência nas escolas e nas redes de ensino. Outro propósito é orientar as famílias e responsáveis para que possam identificar e enfrentar as situações de bullying, bem como garantir assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores. Bullying, segundo o texto enviado para a Câmara, é definidocomo uma sequência de episódios de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados reincidentemente por um indivíduo ou grupo contra outro indivíduo ou grupo, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas, produzindo na vítima prejuízos psicológicos, físicos ou morais.
(Da Agência Senado)
Unesco incentiva mais educação física nas escolas para evitar doenças e mortes
Jornalista: sindicato
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, alertou que crianças e adultos em todo o mundo estão realizando cada vez menos atividades físicas.
Segundo a Unesco, essa tendência tem sérios riscos para a saúde e para a expectativa de vida e também no desempenho das crianças nas salas de aula e dos adultos no trabalho e na sociedade.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, classifica essa tendência como uma pandemia que causa a morte de 3,2 milhões de pessoas por ano.
Por isso, a Unesco lançou o estudo “Educação Física de Qualidade, Guia para os Legisladores” na reunião da Comissão Intergovernamental da agência para o assunto, que está sendo realizada em Lausane, na Suíça.
O guia lida com diversas áreas que necessitam de maior atenção, segundo conclusão da Revisão Global do Estado da Educação Física, divulgado no ano passado.
Entre os pontos mais importantes estão a implementação da prática nas escolas, treinamento de professores e condições e qualidade das instalações onde as atividades são realizadas.
A organização pediu aos governos que revertam os cortes de investimentos em educação física nas escolas tanto de países desenvolvidos como em desenvolvimento.
O documento cita que na Europa, os fundos e o tempo disponíveis para a prática têm diminuído progressivamente em mais da metade do continente e a situação é a mesma na América do Norte.
A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, afirmou que os investimentos em educação física são amplamente recompensados pelas economias na saúde e avanços na educação.
O estudo mostrou casos de sucesso no mundo inteiro onde programas de atividades físicas ajudaram a dar aos jovens mais autoconfiança, habilidades sociais e também bom desempenho nas salas de aula.
A Unesco explica que para a sociedade colher os benefícios de uma educação física de qualidade é preciso implementar a prática para meninas e meninos, e para jovens, de uma forma geral, dentro e fora das escolas.
Ampliar uma frente de esquerda para combater o conservadorismo
Jornalista: sindicato
“Se não disputamos com a sociedade o que fundamenta nossas ações, não preparamos a defesa dos valores e concepções que orientam nossas políticas e que vão muito além do nosso governo”
O 15 de março marca um momento complexo da conjuntura política brasileira e, portanto, requer uma avaliação aprofundada acerca de sua origem e suas implicações. Nesse sentido, a análise que fazemos é preliminar, pois, certamente, merecerá uma formulação mais consistente ao longo dos próximos dias.
O que assistimos neste 15 de março é uma manifestação da disputa de classes, de valores. Um confronto que manifesta os interesses dos setores mais conservadores da sociedade que, desde a eleição do presidente Lula, traçavam estratégias para derrotar o projeto democrático e popular. Essa derrota não ocorreu na última eleição, mas a pequena margem de votos que garantiu a vitória da Presidente Dilma gerou a ideia presente de que poderia se modificar esse resultado por meio da pressão política e da desestabilização do governo Dilma.
Assim, propomos algumas questões centrais para análise do movimento que se forma em contraposição ao atual governo.
A primeira se refere ao entendimento sobre a disputa de projetos políticos para o país. Os governos Lula e Dilma produziram um processo de mobilidade social jamais visto no Brasil: milhões de pessoas saíram da linha da pobreza e 36 milhões ingressaram na classe média. Isso assusta a elite e os setores da classe média que temem a perda de seu status quo. Sentem-se ameaçados por um projeto que amplia as oportunidades de acesso por meio das políticas sociais. O que divide o país, aproximando elite e parcelas da classe média, é a diminuição da desigualdade social que ocorre com a garantia de condições trabalhistas para os setores mais pobres da população (regulamentação da profissão das empregadas domésticas é um exemplo), a redistribuição de renda por meio do sistema tributário, a ampliação da disputa de emprego com a entrada de amplos setores da população à educação profissional, tecnológica e à universidade (Prouni, cotas, Mais Médicos, são exemplos).
A outra questão para análise diz respeito aos fatores conjunturais que se agregam a esse clima de conflito ideológico. A classe média, hoje endividada, foi um dos setores mais beneficiados com as políticas anticíclicas desenvolvidas pelo atual governo e, hoje, sente a perda dessa condição. O agravamento da crise econômica faz com que o governo, neste primeiro trimestre, recorra ao aumento de tarifas e serviços, gerando sua insatisfação (energia elétrica, combustíveis, planos de saúde, mensalidades escolares etc.).
Aliado a isso, a ausência de sinalização contundente do projeto de enfrentamento à crise, garantindo a continuidade e a expansão de ações de proteção dessa camada social, libera uma movimentação desses setores em direção a uma elite que nunca se viu representada pelos Governos Dilma e Lula. Mais que isso, os avanços alcançados não vieram acompanhados de um movimento de politização das camadas populares para a defesa de um real projeto político emancipatório. Os grupos beneficiados pelos programas governamentais como Bolsa Família; Luz para Todos; Minha Casa, Minha Vida; ou Prouni; em sua maioria, não têm uma consciência social de defesa ou de reconhecimento da decisão da sua implementação, que devem ser compreendidas como de um projeto mais amplo de transformação social.
Mas, essas questões apontadas não podem perder de vista os elos entre todas elas, forjando os atos do 15 de março como grande expressão pública de protesto contra o governo e o PT. Trata-se do entendimento acerca dos mecanismos de articulação que conduziram parcelas da população às ruas para fazer pressão política. Trata-se de refutar, veementemente, a tese da espontaneidade repetida pela grande mídia. Os passos dessa movimentação são de elevado profissionalismo e clareza de objetivos dos adversários políticos deste governo que souberam captar a insatisfação existente com o momento econômico, insuflando um clima de corrupção generalizada, a partir da crise na Petrobras. Importante lembrar que há uma seletividade na indignação com a corrupção.
A grande mídia atua como elemento catalisador deste sentimento, dando um verniz de espetáculo, com a participação dos próprios atores globais na convocação dos atos. A massiva divulgação, todo o dia nos canais de televisão, com um discurso do senso comum de que se tratava de ações apartidárias, bonitas, pacíficas, funcionou como um convite à participação. Um movimento desta magnitude envolve planejamento, investimento, organização e financiamento. Por que esses fatos são omitidos durante toda a transmissão?
Além disso, questões como o escândalo do HSBC, as denúncias de que as irregularidades na Petrobras tiveram início, pelo menos, em 1997, durante o governo FHC, ou casos de corrupção que envolvem PSDB e DEM, como em SP, MG, DF, PR, entre outros, não ganham dimensão partidária e são sempre tratados como condutas individuais. Isso fica evidente quando, ontem, o PP/RS esteve à frente das manifestações contra, entre outras coisas, a corrupção na Petrobras, sendo que todos os deputados federais de sua bancada no estado gaúcho estão sendo investigados.
Tudo isso, cria o sentimento anti PT que se transforma em um sentimento de ódio à democracia, reunindo outros sentimentos autoritários, homofóbicos, racistas e reacionários que se expressaram no dia de hoje por meio de faixas que pedem a intervenção militar, apoiam o feminicídio, saúdam o nazismo e protestam até contra o grande educador brasileiro, símbolo da educação popular, Paulo Freire.
Mas as respostas às manifestações de 15 de março não serão resultado de uma equação simples, pois enfrentamos um quadro adverso. Essas respostas passam por uma articulação do governo para, no plano imediato, aprovar medidas de ajuste econômico que possibilitem reduzir o déficit nas contas públicas e, no plano estrutural, aprovar medidas efetivas da reforma do Estado brasileiro.
Isso requer a construção de um novo consenso político que possibilite avançar, especialmente, em relação à reforma política, à reforma agrária, à reforma tributária e à regumentação da mídia. Eis o impasse: quem foi à rua ontem não reivindicou tais reformas. Quem bate panela na sacada do seu apartamento no Alto Leblon não se propõe a lutar por medidas efetivas de reforma estrutural do Estado brasileiro.
Aliás, a própria base aliada no Congresso Nacional não comunga da mesma visão que temos sobre o conteúdo das reformas que o país precisa. Um exemplo é o PMDB, que possui as presidências da Câmara e do Senado e a vice-presidência da República e apresenta uma proposta de reforma política e eleitoral diametralmente oposta a nossa numa questão central, que é o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais. Além disso, PP, PR, PRB, PSD, PTB são exemplos de aliados ocasionais que fazem acordos pontuais no contexto conjuntural e do ponto de vista estratégico defendem bandeiras e propostas totalmente distintas das nossas.
O pacto feito por Lula e reafirmado por Dilma, com setores produtivos da elite brasileira está se esgotando. Em parte pelo cenário internacional, mas, também, pela impossibilidade interna de manutenção de incentivos e desonerações que respondiam aos interesses mais imediatos desses setores.
Portanto, se tudo isso é verdadeiro, uma nova governabilidade é necessária. O modelo de governabilidade baseado numa maioria parlamentar sustentada pela troca de espaços na composição de governo está definitivamente superado.
Para o alcance desse objetivo é preciso reaproximar as relações entre o governo e a base social que elegeu Lula e Dilma. Para tanto, há duas questões-chave: sustentar a transitoriedade das medidas de ajuste e agregar a elas propostas que incluam a taxação das grandes fortunas, a progressividade nas alíquotas do Imposto de Renda e o combate implacável aos grandes sonegadores e à corrupção. Além disso, é preciso que o próprio PT defina com clareza as medidas em relação aos filiados envolvidos no caso da operação Lava Jato. Não haverá êxito na conduta do governo contra a corrupção se o PT não for implacável nas suas questões internas, sinalizando para sociedade esse compromisso.
Outra questão que merece destaque diz respeito à incapacidade do nosso governo em disputar uma visão da gestão do Estado, dominado por uma tecnocracia que se perpetua desde os governos do PSDB. Quadros técnicos que têm uma visão política sempre são considerados vozes de segundo valor. Assim, nossas políticas estão, cada vez mais, nas mãos da chamada tecnocracia e aliados sem compromisso com a continuidade do nosso projeto. Enfraquece-se a disputa em torno de concepções e programas e ações passam a ser reduzidos a uma política de resultados, baseada em indicadores, sem disputa de conteúdo e valores.
Portanto, se não disputamos com a sociedade o que fundamenta nossas ações, não preparamos a defesa dos valores e concepções que orientam nossas políticas e que vão muito além do nosso governo.
Retomar a iniciativa política com uma agenda positiva, em um cenário complexo como esse se torna um imenso desafio. Os obstáculos são imensos e o cenário de instabilidade que atinge a Argentina e a Venezuela agrava, ainda mais, esta conjuntura política. Nossos adversários já sinalizam para novas manifestações em breve, o que nos obriga a agir com celeridade e ousadia.
A nós cabe o ativismo político, a mobilização dos setores democráticos, a interlocução com os movimentos e a constituição de uma frente de esquerda que dialogue amplamente para fazer frente ao crescente conservadorismo.
(Da Rede Brasil Atual) *Paulo Pimenta é deputado federal (PT-RS) e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
Pesquisa pretende mapear o atendimento especializado ao aluno com altas habilidades e superdotação
Jornalista: sindicato
A Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a Undime pretende mapear os programas de atendimento especializado aos alunos com altas habilidades/superdotação nos municípios brasileiros e investigar a percepção de gestores e professores quanto à avaliação que fazem dos programas dos quais participam. Diante dessa necessidade, a ideia é colher as informações necessárias por meio de uma pesquisa online.
O gerenciamento do portal que hospeda a pesquisa será de responsabilidade da Undime. As respostas serão analisadas pela pesquisadora da UnB. São apenas duas perguntas, simples e objetivas. Elas devem ser respondidas pelos gestores e/ou professores de todos os municípios brasileiros. Quanto mais municípios responderem, melhor será o mapeamento das condições referente ao atendimento especializado em todas as regiões do Brasil.
Após a primeira etapa, na qual serão apenas duas perguntas, a pesquisadora responsável pela condução do estudo entrará em contato com os municípios para realizar uma segunda etapa de perguntas. Vale lembrar que todas as respostas serão mantidas em sigilo. Os resultados serão analisados coletivamente.
Contamos com a participação de todos os municípios!
Clique aqui para acessar o portal da pesquisa e responder às perguntas. Mais informações: (61) 9100-9334 – Liliane Carneiro/ UnB ou (61) 3037-7888 – Undime
(Da Undime)
Brasil celebra o Dia da Escola com crescente número de alunos
Jornalista: sindicato
Alfabetizar. Aprender e ensinar ciências, letras ou artes. Mostrar e compartilhar o conhecimento acumulado por milênios, construir a cidadania. Tudo isso acontece em um lugar comum: a escola. E, nelas, cresce, no ensino básico brasileiro, a educação em período integral, quando crianças e jovens passam sete horas ou mais em atividades.
Desde o ano de 2010, o número de estudantes em período integral mais do que triplicou e, hoje, representa 12% das matrículas. A meta do Governo Federal é atingir 25% até o ano de 2024.
O Brasil comemora em 15 de março o Dia da Escola. É na escola que as crianças iniciam a vida social, para além do convívio familiar, e, também, o processo de aprendizagem de infinitas possibilidades sobre o mundo e as coisas.
A diretora Vera Lúcia Riberio explica que é preciso oferecer para os alunos mais que as atividades em sala de aula e realizar atividades dentro e fora da sala de aula. “A educação integral é o desafio do Brasil e não há receita. Ela precisa mais que infraestrutura. Precisa reforçar a participação dos grupos e da comunidade dentro da escola, além de reforçar a formação dos professores. Para nós, é vencer um desafio a cada dia”, destaca.
No Brasil, o registro das primeiras escolas data de 1779, quando padres jesuítas fundaram os primeiros colégios. Já as escolas públicas surgiram apenas na metade do século XIX, com as primeiras ideias de educação em massa no Brasil.
Hoje, depois de pouco mais de um século das primeiras escolas públicas no país, são mais de 50 milhões de pessoas matriculadas somente na educação básica. Apenas 8 milhões estão em estabelecimentos privados, conforme o último censo da educação básica.
Outro dado importante é o número de anos de estudos dos brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, a média de anos de estudos alcançou 7,7, com taxa de alfabetização de 91,4%.
Para conseguir oferecer educação para tantas pessoas, o Brasil conta com cerca de 2 milhões de professores em sala de aula, como Sindi Bones Bötker, 30, que ainda adolescente escolheu trabalhar na área. “Meu pai era escritor. Minha mãe também foi professora. Então, por já viver nesse meio, por essa vontade de querer as coisas diferentes, de querer um pouco de mudança, acredito que tudo isso tenha me levado a esta área profissional”, conta Sindi, que há três anos trabalha em escola pública.
(Do MEC)
Site Plenarinho cria planos de aula para auxiliar professores
Jornalista: sindicato
O Plenarinho, site infanto-juvenil da Câmara dos Deputados, criou planos de aula para auxiliar os professores do ensino fundamental. Neste primeiro momento, estão disponíveis materiais sobre orçamento, índios, projetos contra a corrupção, prevenção contra o abuso sexual infantil e história da Câmara dos Deputados.
Os planos foram criados com base nos parâmetros curriculares nacionais (PCN). Os materiais incluem animações, revistinhas, reportagens, infográficos, entre outros, todos acessíveis gratuitamente pela internet (http://www.plenarinho.gov.br).
(Do Correio Braziliense)
CUT, MST e UNE vão às ruas nesta sexta-feira "contra retrocesso"
Jornalista: sindicato
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) convocou, para esta sexta-feira 13, manifestações em 26 capitais brasileiras. O ato é uma resposta antecipada a outro protesto marcado para este domingo 15, cuja pauta é o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Apesar de ser uma entidade ligada ao PT, a CUT promete protestar “contra o retrocesso”, em referência aos ajustes fiscais promovidos pelo governo que têm atingido direitos dos trabalhadores. No entanto, os sindicalistas enfatizam que o objetivo é também defender a democracia, além da Petrobras e de uma reforma política.
Os protestos têm apoio de outras organizações sindicais e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Em manifesto sobre a convocação, a CUT chamou de “ataque a direitos” as mudanças que o governo Dilma tem feito no acesso a bens trabalhistas.
“As MPs 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença, são ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora. Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização; se quer combater a alta taxa de rotatividade, que taxe as empresas onde os índices de demissão imotivada são mais altos do que as empresas do setor”, diz o comunicado.
Na mesmo texto, a central reforça que é preciso, no entanto, “respeita os resultados eleitorais”, em referência, justamente, à pauta dos manifestantes de 15 de março, que pretende derrubar o governo eleito. “Fomos às ruas para acabar com a ditadura militar e conquistar a redemocratização do País. Democracia pressupõe o direito e o respeito às decisões do povo, em especial, as dos resultados eleitorais. A Constituição deve ser respeitada”, afirma.
Em resposta às denúncias de corrupção que envolvem na Petrobras, que surgiram durante a deflagração da Operação Lava Jato, os sindicalistas propõem a reforma política. Por isso, esta será outra bandeira da manifestação. “Para combater a corrupção entre dirigentes empresariais e políticos, temos de fazer a Reforma Política e acabar de uma vez por todas com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A democracia deve representar o povo.”
Em São Paulo, o ato da CUT está marcado para começar na avenida Paulista, altura do número 901, onde fica uma das sedes administrativas da Petrobras, a partir das 15h, mesmo horário em que ocorrerá a concentração no Rio de Janeiro, na Cinelândia. Em Curitiba, a manifestação está marcada para começar às 17h, na Praça Santos Andrade, e contará com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Paraná (APP Sindicato), que tem promovido uma série de protestos contra o governador do Estado, Beto Richa (PSDB-PR).
(Da Carta Capital)
Para MST, ameaça a Stedile é reflexo de “mídia partidarizada” que “promove o ódio e o preconceito”
Jornalista: sindicato
Em nota divulgada hoje (12), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), se pronunciou a respeito de um anúncio que circula nas rede sociais desde ontem, pedindo “Stedile vivo ou morto” e qualificando o líder do movimento como “inimigo da Pátria”. No texto, os sem terra afirmam que “já foram tomadas as providências, junto às autoridades, para que o autor do cartaz e todos os que estão fazendo sua divulgação, com o mesmo propósito, sejam investigados e responsabilizados criminalmente, uma vez que são autores do crime de incitação à pratica de homicídio”.
De acordo com o MST, a ação teria partido da conta pessoal no Facebook de um guarda municipal de Macaé (RJ), ganhando espaço na internet “pela maioria das redes sociais que diariamente destilam ódio contra os movimentos populares, migrantes, petistas e agora, especialmente, contra a presidenta Dilma Rousseff.”
Para os sem terra, o panfleto também seria o reflexo de “uma mídia partidarizada, que manipula, distorce e esconde informações, ao mesmo tempo que promove o ódio e o preconceito contra os que pensam diferente”. “Essa mídia, órfã de ética e de responsabilidade social, é que forma seus leitores com a mentalidade do autor que fez o criminoso cartaz sobre Stedile. É quem alimenta as redes sociais com os valores mais anti-sociais e incivilizatórios”, diz o texto.
A nota critica ainda a postura do PSDB, que teria criado “um monstro” pela forma com a qual o partido escolheu fazer oposição ao governo petista. “A violência e o ódio estão se naturalizando pelas ruas. Essa criatura já escolheu suas vítimas primeiras: os casais homossexuais e seus filhos, os imigrantes, pobres das periferias, dirigentes de movimentos populares e militantes políticos de esquerda. Mas não raras vezes, essas criaturas, sempre ávidas de violência e intolerância, não poupam sequer seus criadores e os que hoje os acompanham.”
Confira abaixo a íntegra da nota Nota ao povo brasileiro Circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede “Stedile vivo ou morto”. Apresentando-o como líder do MST e “inimigo da Pátria”, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido. Em outras palavras, está incentivado e prometendo pagar para matar uma pessoa, no caso João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST. Há indícios que a ação criminosa partiu da conta pessoal no facebook de Paulo Mendonça, guarda municipal de Macaé (RJ). E foi, imediatamente, reproduzida pela maioria das redes sociais que diariamente destilam ódio contra os movimentos populares, migrantes, petistas e agora, especialmente, contra a presidenta Dilma Rousseff. São as mesmas redes sociais, em sua maioria, que estão chamando a população para os atos do dia 15/3, para exigir a saída de Dilma do cargo de Presidenta da República, eleita legitimamente em 2014. Já foram tomadas as providências, junto às autoridades, para que o autor do cartaz e todos os que estão fazendo sua divulgação, com o mesmo propósito, sejam investigados e responsabilizados criminalmente, uma vez que são autores do crime de incitação à pratica de homicídio. Mas o panfleto é apenas um reflexo dos setores da elite brasileira que estão dispostos a promover uma onda de violência e ódio, com o intuito de desestabilizar o governo e retomar o poder, de onde foram afastados com a vitória petista nas urnas em 2002. Para estes setores não há limites, nem sequer bom senso. Recusam-se a aceitar a vontade da população manifestada no processo democrático de eleger seus governantes. Deixam-se levar por instintos golpistas, embalados pelo apoio e a conivência da mídia conservadora e anti-democrática. Usam a retórica do combate a corrupção e da necessidade de afastar os que consideram estar destruindo o país, para flertar com a ruptura democrática. Posam de democráticos esquecendo que os governos da ditadura militar também diziam ser. São os mesmo que cometeram, impunemente, o crime de lesa-pátria com a política de privatizações, na década de 1990. O panfleto, e o que se vê nas ruas e redes sociais, é reflexo, sobretudo, de uma mídia partidarizada, que manipula, distorce e esconde informações, ao mesmo tempo que promove o ódio e o preconceito contra os que pensam diferente. O teólogo Leonardo Boff tem razão quando responsabiliza a mídia, conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular, pela dramaticidade da crise política instalada no país. E corajosamente nomina os promotores do caos em que querem jogar o país: é o jornal O Globo, a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estado de S. Paulo e a perversa e mentirosa revista Veja. Um poder midiático que tem a capacidade de sequestrar partidos políticos e setores dos poderes republicanos. Essa mídia, órfã de ética e de responsabilidade social, é que forma seus leitores com a mentalidade do autor que fez o criminoso cartaz sobre Stedile. É quem alimenta as redes sociais com os valores mais anti-sociais e incivilizatórios. Os tucanos, traindo sua origem socialdemocrata, fazem oposição ao governo alimentando um ódio coletivo inicialmente restrito à classe alta, mas agora espraiado em todos os segmentos sociais, contra um partido político e a presidenta eleita. Imaginam que serão beneficiados com o caos que querem instalar, envergonhando, com essa política rasteira, os seus que os antecederam. Um monstro foi criado pela forma como os tucanos escolheram fazer oposição ao governo petista e pela irresponsabilidade da mídia empresarial. A violência e o ódio estão se naturalizando pelas ruas. Essa criatura já escolheu suas vítimas primeiras: os casais homossexuais e seus filhos, os imigrantes, pobres das periferias, dirigentes de movimentos populares e militantes políticos de esquerda. Mas não raras vezes, essas criaturas, sempre ávidas de violência e intolerância, não poupam sequer seus criadores e os que hoje os acompanham. Haverá uma longa jornada para superar as dificuldades criadas pelos que se opõe a construir um país socialmente justo, democrático e igualitário. A começar por uma profunda reforma política, que nos leve a uma nova Assembleia Nacional Constituinte, exclusiva e soberana. É preciso taxar as grandes fortunas e enfrentar o poder dos rentistas e do sistema financeiro. Batalhas tão urgentes e necessárias quanto as de enfrentar o desafio de democratizar comunicação para assegurar, igualmente, a liberdade de expressão e o direito à informação, direitos bloqueados pelo monopólio da comunicação existente no país. Somente assim, os saudosistas dos governos ditatoriais serão derrotados, e o povo terá a consciência de que defender o pais é lutar pela democracia, e não o contrário, como imagina hoje o autor do cartaz criminoso. Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST São Paulo, 12 de março de 2015
(Da Revista Forum)
Universalização do ensino médio no Brasil levará 30 anos, diz Unicef
Jornalista: sindicato
Um relatório divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que universalizar o ensino médio com qualidade é um dos principais desafios da educação no país. Nos últimos 20 anos, os indicadores de acesso e de permanência evoluíram, mas o Brasil só conseguirá universalizar o ensino médio nas próximas três decadas se as condições atuais da educação se mantiverem.
De 2004 a 2014, o percentual de adolescentes de 15 a 17 anos matriculados no ensino médio aumentou de 47,5% para 59,5%, uma evolução melhor que a de anos anteriores. No entanto, cerca de 1,7 milhão de adolescentes de 15 a 17 anos (16,3% dessa população) ainda estão fora da escola, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2011. Entre os que estão matriculados, 35,2% (em torno de 3,1 milhões) ainda frequentam o ensino fundamental.
As conclusões são da publicação 10 Desafios do Ensino Médio no Brasil, lançada no seminárioEnsino Médio no Brasil: sujeitos, tempos, espaços e saberes, realizado pelo Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, até a próxima sexta-feira (13).
“O Brasil conquistou grandes avanços no ensino médio, mas agora é preciso acelerar esse processo e garantir a qualidade do ensino”, diz Mario Volpi, coordenador do programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef. “Isso será possível por meio de metodologias de ensino que estejam em sintonia com o contexto, as vivências e as expectativas dos próprios adolescentes.”
Além de trazer análises e levantamentos estatísticos, o relatório do Unicef também apresenta os desafios apontados por 250 adolescentes que estão fora da escola ou em risco de abandoná-la. O objetivo da pesquisa, realizada pelo Observatório da Juventude da UFMG, foi entender o que os impede de permanecer na escola e progredir em seus estudos.
Foram realizadas entrevistas por meio de grupos focais nas cidades de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Belém (PA), Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Santana do Riacho (MG) entre outubro e dezembro de 2012 e entre maio e novembro de 2013. A pesquisa revelou que, independentemente do lugar onde vivem, a relação dos adolescentes os obstáculos são semelhantes. Trabalho precoce, gravidez e violência familiar e no entorno da escola, falta de acesso à escola na zona rural e ausência de proposta pedagógicas inovadoras são alguns dos desafios apontados pelos adolescentes entrevistados.
(Do Correio Braziliense)
Pesquisa revela que o Brasil tem o maior índice de indisciplina em aula
Jornalista: sindicato
Pesquisa realizada em 33 países, coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), revelou que, no Brasil, um professor gasta em média 20% do tempo em sala de aula para disciplinar os alunos, sendo a média internacional de 13%.
O levantamento, feito com base no ano de 2013, rendeu ao Brasil o pior desempenho no ranking da pesquisa, com o maior índice de alunos problema. Contudo o resultado não é novidade, pesquisas anteriores observaram a degradação da relação entre alunos e professores devido a fatores como conteúdos aplicados, administração escolar, entre outros.
Onaide Schwartz Mendonça, especialista em alfabetização da Unesp em Presidente Prudente, diz que a pesquisa deixa clara a dificuldade que professores têm em impor a disciplina para ministrar suas matérias e que isso acontece por falta de preparação dos profissionais para trabalhar com crianças e acrescenta: “Hoje é muito dificil para os professores estabelecerem uma certa autoridade em sala de aula, os professores são maltratados, ofendidos (..) isso porque, creio eu, estamos vivendo uma situação da falta de ensino de valores, inclusive por parte das famílias”.
Ela comenta a importância da introdução do ensino de valores para a melhora do ensino e diz que é necessário trabalhar a questão do respeito. Usando o exemplo de crianças provenientes de famílias problemáticas, fala que é possível, ao ensinar os valores na escola, ver uma melhora de comportamento e consequentemente os professores terão mais tranquilidade para trabalhar em sala de aula, algo que não é realidade atualmente.
(Do Correio Braziliense)