Inscrições para o Inglês sem Fronteiras são prorrogadas até segunda (11)

As inscrições para cursos presenciais do Programa Inglês sem Fronteiras foram prorrogadas até o meio-dia (horário de Brasília) de segunda-feira (11). O prazo terminaria nessa sexta-feira (8). Serão 9.225 vagas gratuitas, destinadas a estudantes de educação superior. As inscrições devem ser feitas no site do programa. As aulas terão início no dia 18.
Os cursos terão duração mínima de 16 horas, em 30 dias, e máxima de 64 horas, em 120 dias. Estão previstas quatro aulas presenciais de 60 minutos, distribuídas em pelo menos dois encontros semanais, em locais e horários a serem definidos pela universidade credenciada.
Para concorrer às vagas, o candidato deve ser estudante de graduação, mestrado ou doutorado, com matrícula ativa nas universidades federais credenciadas como núcleos de línguas; ser estudante ativo no curso My English, online (níveis 2, 3, 4 ou 5), cuja inscrição tenha sido validada até 48 horas antes da inscrição no núcleo de línguas; e ter concluído até 90% do total de créditos da carga horária do curso.
Terão prioridade os alunos de graduação de cursos das áreas do Programa Ciência sem Fronteiras: ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e de saúde. Também podem concorrer às vagas os estudantes que tenham concluído até 80% da carga horária total do curso em andamento, bem como bolsistas ou ex-bolsistas do Programa Jovens Talentos para a Ciência, de qualquer curso de graduação.
O Inglês sem Fronteiras foi lançado em dezembro de 2012 com o objetivo de melhorar o nível de proficiência dos estudantes em inglês e aumentar a participação no Programa Ciência sem Fronteiras, que oferece bolsas de estudo em universidades estrangeiras.
(Da Agência Brasil)

A importância de integrar atividade esportiva ao projeto pedagógico escolar

O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Vicente Molina Neto acredita que o desenvolvimento do esporte na escola como conteúdo da educação física escolar só faz sentido quando está integrado ao projeto pedagógico da instituição de ensino.
Em entrevista coletiva concedida ao Portal do Professor, o educador comenta a importância do esporte durante a trajetória escolar. “Os benefícios do esporte estão localizados na formação humana dos estudantes, em seus desdobramentos físicos, intelectuais e ético-morais e no desenvolvimento humano das sociedades historicamente localizadas”, afirma.
Na UFRGS, Molina coordena o grupo de pesquisa F3P-Efice – Grupo de Estudos Qualitativos Formação de Professores e Prática Pedagógica em Educação Física e Ciências do Esporte.
Também participa do grupo Formación Inovación y Nuevas Tecnologias e do Centro de Estudios sobre los Cambios en la Cultura y en la Educación, ambos da Universidade de Barcelona (Espanha), onde cursou doutorado em filosofia e ciências da educação, participou de pós-doutorado e fez estágio sênior como professor convidado.
Ele tem licenciatura em educação física, mestrado em educação e experiência nas áreas de formação de professores de educação física e de esporte escolar.
Jornal do Professor – Qual é a importância de desenvolver atividades esportivas na escola?
Vicente Molina Neto – Esse conjunto de perguntas é o mesmo que a área de conhecimento educação física se faz há mais de 40 anos. E nesse tempo todo foram respondidas desde diferentes perspectivas teóricas.
No meu ponto de vista, o desenvolvimento do esporte na escola como conteúdo da educação física escolar só faz sentido quando está integrado ao projeto pedagógico da escola e quando isso é entendido por toda a comunidade escolar, não só por um coletivo docente específico.Para entender a questão do esporte na escola é necessário pensar em um erro histórico de preposição – é de preposição mesmo.
Historicamente, governos têm tentado “desenvolver o esporte na escola como meio de desenvolvimento humano e social”. Fracassam porque o esporte que vem acontecendo na escola é de certo modo diferente do esporte no sentido que a sociedade em geral dá ao conceito.
O sentido que os estudantes dão, quando pedem ao professor de educação física para jogar bola, é diferente do que pensam os gestores quando propõem políticas públicas de incentivo ao esporte na escola.
Nesses casos, os adultos antecipam o desenvolvimento de hábitos higiênicos, respeito às regras do jogo e uma série de valores do mundo adulto, como o aumento do quadro nacional de medalhas olímpicas. Já as crianças e adolescentes, quando jogam bola na escola, apostam em celebração e na transgressão das normas em que não acreditam.
Portanto, como alguns colegas já disseram, é importante pensar o esporte da escola. É nessa perspectiva que penso estar a importância do esporte da escola como conteúdo da educação física. Na medida em que amplia a cultura corporal de movimento dos estudantes.
– Quais os benefícios que o esporte pode trazer para crianças e adolescentes (físicos, comportamentais, emocionais…)?
– Na perspectiva que antes explicitei, os benefícios do esporte estão localizados na formação humana dos estudantes, em seus desdobramentos físicos, intelectuais e ético-morais e no desenvolvimento humano das sociedades historicamente localizadas. O esporte da escola brasileira traz grandes benefícios ao desenvolvimento da sociedade brasileira. Ajuda, integrado com outros processos de socialização, na construção do cidadão brasileiro.
– Quais as principais modalidades esportivas que podem ser desenvolvidas na escola? Há algumas mais adequadas ao ambiente escolar do que outras? Por quê?
– Não há uma modalidade esportiva melhor do que outra a ser ensinada na escola. Tampouco há alguma que seja proibida. O que as escolas precisam para o desenvolvimento da educação física em toda sua plenitude, incluído o esporte da escola, é espaço – aberto, coberto, verde. Enfim, espaço onde possam ser desenvolvidos, pelo professorado de educação física, os esportes, os jogos, as lutas, as atividades de comunicação e expressão corporal, a dança o folclore etc.
– Os professores de educação física estão capacitados para desenvolver atividades esportivas nas escolas? É importante participar de cursos de especialização? Qual o papel das instituições universitárias nesse aspecto?
– Tudo o que há de bom e ruim no esporte da escola tem uma luxuosa contribuição do professorado de educação física. Em face da constituição histórica da disciplina educação física, o professorado sabe bastante de esporte, mas muito pouco de criança e de adolescente. Sabe muito sobre as regras do jogo, mas pouco como lidar com estudante com dificuldades de aprendizagem.
Sabe muito sobre os aspectos biodinâmicos do movimento, mas pouco sobre ler contextos de ensino e aprendizagem. Poucos sabem fazer análise de conjuntura com o fim de integrar seu ensino a um projeto educacional consistente.
Também há muitos cursos bons, principalmente nas universidades federais. Na UFRGS, promovemos uma reforma curricular importante. Acredito que seja o melhor currículo de educação física do Brasil.
Centramos as ações nos interesses dos estudantes a partir da pergunta: que saberes são necessários para que o professor de educação física atue de modo competente nos diferentes lugares nos quais a educação ganha concretude e tem visibilidade?
Com ele, corrigimos grande parte da fragmentação dos saberes da área de conhecimento e os integramos através de atividades interdisciplinares, contribuímos com a organização do tempo dos alunos (ensino e trabalho; ensino e pesquisa; ensino e extensão; ensino e tempo para estudar) e com ele contribuímos com algo que a departamentalização da universidade tinha retirado dos alunos – a possibilidade das turmas, o grupo, a integração, a possibilidade da formação política face a face.
Contudo, não foi uma tarefa tranquila e unânime, na medida em que discutir currículo e formação do professorado enseja uma série de debates sobre concepções de mundo e de educação.
Hoje, na Escola de Educação Física da UFRGS, os estudantes saem preparados para trabalhar em todos os ambientes de ensino e aprendizagem. Ainda mais, são capazes de trabalhar com equipes multidisciplinares e liderá-las.
Contudo, devem continuar estudando porque o fato de um estudante ter uma boa formação inicial não dispensa a formação continuada, a especialização e a continuidade dos estudos.
– De que forma o Brasil pode estimular a formação de novos atletas?
– O desenvolvimento do esporte, da dança, dos jogos, das lutas passa pela educação física regular. Se quisermos estimular a formação de estudantes qualificados, com sólida formação humana na cultura corporal do movimento humano, coloquemos esses programas sociais sob a tutela do projeto pedagógico da escola e da educação física regular. Ofereçamos as condições e avaliemos os resultados na comunidade escolar.
– Algum país poderia servir de exemplo ao Brasil com relação ao desenvolvimento de atividades esportivas na escola? Por quê?
– O Brasil é o modelo dele mesmo. Há que ter paciência histórica. A formação e o desenvolvimento humano não se fazem por decreto. Temos coisas a aprender com os outros, mas eles também têm muito que aprender conosco. Vejam o caso do futebol. A grande maioria dos treinadores europeus de sucesso não se cansa de dizer que adaptou a suas realidades o modelo brasileiro de jogar futebol.
Acredito na educação integral e na escola com horário expandido, não para fazer os deveres das disciplinas de caráter intelectual, mas para fazer atividades que integrem o esporte, a dança o teatro, o artesanato, a música e o exercício filosófico – a escola de Atenas.
Enfim, atividades alternativas ao currículo escolar de base intelectual. Aqueles estudantes que pretendam se dedicar ao aprimoramento esportivo, com vistas à profissionalização, que tenham oportunidades e meios, dentro e fora da escola. A escola não é uma ilha. A comunidade também educa.
(Portal Brasil)

A queda do analfabetismo na Bolívia

O vice-ministro da Educação alternativa da Bolívia, Noel Aguirre, declarou na última terça-feira (29) que a Unesco aceitou o relatório enviado pelo governo que aponta que o país está livre do analfabetismo.
“Podemos dizer orgulhosamente que o Estado Plurinacional é um estado livre do analfabetismo”, declarou.
De acordo com Aguirre, o país tem nesse momento um índice de 3,8% de analfabetos, abaixo dos 4% que a ONU declara que um país precisa ter para erradicar o analfabetismo. O ministro apontou que o objetivo do governo é chegar até a população “residual”,  com mais de 60 anos.
Nascido em Cuba, o método “yo si puedo” (sim, eu posso) começou a ser exportado para outras nações a partir de 1999 e já foi utilizado na alfabetização de milhões de pessoas pelo mundo e foi utilizado pelo governo Morales.
O método busca entender as necessidades dos alunos e  todas as peculiaridades do local ultilizando recursos audiovisuais e combinações entre números e letras. Além disso,  tem a vantagem de poder ser durar pouco mais de três meses e de poder ser impantado em locais com pouco estrutura.
No Brasil, o método é aplicado pelo MST em diversos estados, e foi importado pelo governo Lula em 2010.
(Do Luís Nassif Online)

Encontro debate o fortalecimento e a criação dos fóruns municipais de educação

A presidenta da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal no Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares, e representantes de cerca de 30 sindicatos de servidores das cidades cearenses participaram, na última terça-feira (5), de encontro promovido pelo Fórum Estadual de Educação (FEE) no Ceará, no auditório João Frederico Ferreira Gomes da Assembleia Legislativa, que teve o objetivo de debater a criação e manutenção dos fóruns municipais de educação.
Os Fóruns têm como objetivo principal participar do processo de concepção, implementação e avaliação da política estadual de educação básica e superior, além de acompanhar e avaliar os impactos da implementação do Plano Nacional de Educação (PNE). Desde dezembro de 2011, o Ceará conta com Fórum Estadual de Educação e organiza-se seguindo as orientações e os procedimentos estabelecidos pelo Fórum Nacional de Educação. No encontro na Assembleia Legislativa do Ceará, nesta terça-feira, também esteve presente representante do Ministério da Educação (MEC).
Conforme Enedina Soares, é fundamental que o debate sobre a autonomia e a sustentabilidade dos fóruns municipais, que capengam em boa parte das cidade, diante dos problemas financeiros e políticos impostos a eles. “A realidade nos municípios é que não se debate estrategicamente a política municipal de educação, ao mesmo também que fica parcial a fiscalização destas, quando os fóruns tem dificuldade de funcionar ou simplesmente ainda não existem”, comentou a dirigente.
Fóruns Municipais e Estaduais de Educação são compostos pela sociedade civil e pelo poder público com a responsabilidade de coordenar os processos de conferências de educação e a construção participativa dos Planos de Educação.
Quitéria Freire, presidente do Sindicato de Servidores de Itapipoca argumenta que os servidores municipais podem contribuir com suas experiências de incidência política para os Fóruns Municipais e Estaduais de Educação. “Seguindo a forma de ação da própria do movimento sindical, nós podemos levar a articulação e a forma como a sociedade civil pode se instalar nos Fóruns Municipais, por exemplo. Sempre pensamos de maneira coletiva e estamos muito articulados no processo da Conae [Conferência Nacional de Educação] e dos Planos de Educação”, ressaltou.
Já para a professora Karla Bessa, da diretoria do Sindicato de Servidores de Caucaia, o movimento sindical deve levar para os Fóruns Municipais e Estaduais de Educação as bandeiras de luta e a própria história de atuação dos Sindicatos de Servidores. “Nós fazemos encontros nacionais, seminários de formação e temos muito a contribuir no sentido da construção dos Planos e do fortalecimento dos Fóruns Municipais e Estaduais”, reforçou.
(Do Portal CUT)

Programa de educação integral prorroga prazo de adesão de escolas

Foi prorrogado para até o próximo dia 31,  o prazo para as escolas públicas se inscreverem no programa de educação integral. A expectativa é que as 32 mil escolas que participaram do programa em 2013, continuem neste ano. Desse total, apenas 831 escolas ainda não fizeram a readesão em neste ano.
O cadastramento é feito todo ano pelos diretores das escolas por meio do sistema Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) interativo, do Ministério da Educação (MEC).
Sobre o Programa
O objetivo  é garantir a permanência dos alunos nas escolas em período integral, articulando disciplinas curriculares com práticas socioculturais. As atividades desenvolvidas pelo programa incluem educação ambiental, esporte e lazer, direitos humanos, cultura digital, promoção da saúde e educação econômica.
Confira a lista de escolas que estão com adesão pendente.
(Do Portal Brasil)

Escolas de todo o país começam a selecionar textos para a Olimpíada de Língua Portuguesa

Em todo o território nacional, 46.902 escolas públicas com turmas do quinto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio cumprem, até o próximo dia 15, uma agenda comum com foco na língua portuguesa. Está em pauta a seleção dos melhores poemas, memórias literárias, crônicas e artigos de opinião escritos por 5,1 milhões de alunos que participam da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, edição 2014. O tema em todos os gêneros literários é O lugar onde vivo.
A seleção das obras é realizada por uma equipe da escola e constitui a primeira de quatro etapas da olimpíada. Dados do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), entidade que coordena o concurso, mostram que o evento envolve 170 mil professores de língua portuguesa de 46.902 escolas das 27 unidades da Federação. Dos 5.565 municípios, 5.014 aderiram, o que representa 90,1% do total.
O portal da olimpíada registra que, em 12 estados, 100% dos municípios aderiram. No Nordeste – Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará; no Norte – Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima, Amapá; no Sudeste – Rio de Janeiro e Espírito Santo, e no Centro-Oeste – o Distrito Federal.
Segundo a coordenadora da olimpíada, Sônia Madi, é a participação dos professores de língua portuguesa que determina a quantidade de alunos que vai se envolver com a criação de textos. “Os professores têm desejo de orientação e a olimpíada os ajuda no cotidiano da sala de aula.” Ela lembra que, nos anos ímpares, os educadores participam de formação e nos anos pares, do concurso.
Sônia Madi lembra ao diretor da escola que é importante criar a comissão julgadora, que tem as atribuições de ler, julgar e selecionar o melhor trabalho por categoria. O prazo é 15 de agosto. Os textos selecionados, que devem ser digitados em campo próprio no portal da olimpíada, seguem para a segunda fase, que é no âmbito do município; a terceira etapa é estadual e a quarta regional.
Estudantes do quinto e sexto ano do ensino fundamental escrevem poemas; sétimo e oitavo anos, memórias literárias; nono ano do ensino fundamental e primeiro do ensino médio, crônicas, e segundo e terceiro ano do ensino médio, artigo de opinião.
Gêneros – A fase regional da Olimpíada de Língua Portuguesa é um encontro entre melhores autores e seus professores por gêneros literários. Cada gênero terá 125 alunos, 125 professores e a equipe que vai trabalhar com eles. As reuniões por categoria serão realizadas em São Paulo, Recife, Porto Alegre e Campo Grande, no período de 28 de outubro a 20 de novembro. Nesses encontros são escolhidos os 20 textos finalistas, sendo cinco por categoria. A reunião nacional será de 24 a 28 de novembro.
A premiação será em 1º de dezembro, em Brasília. Os 20 estudantes e seus professores receberão os seguintes prêmios: medalha, um notebook e uma impressora. As escolas a que pertencem ganham 10 microcomputadores, uma impressora, um projetor multimídia, um telão para projeção e livros.
Trajetória – A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro teve origem no programa Escrevendo o Futuro, desenvolvido pela Fundação Itaú Social, de 2002 a 2006, em edições bianuais. Em 2008 tornou-se política pública de educação e passou a ser olimpíada, sob a coordenação do MEC, desenvolvida em parceria com o Cenpec e o Itaú Social. Desde o primeiro evento, em 2002, segundo o Cenpec, oito mil professores participaram de todas as edições.
(Do MEC)

Jogos Escolares do DF chegam à 54ª edição

Uma história de amor ao esporte desde cedo. Assim se define a relação entre o Distrito Federal e os Jogos Escolares (JEDF). Chegando à sua 54ª edição, a competição terá sua abertura oficial nesta quinta-feira (7), a partir das 15h, no Ginásio do Cruzeiro.
O torneio começou de fato em junho, com as disputas da categoria de 12 a 16 anos. A partir de agora, com os jovens entre 15 e 17 anos, o torneio segue até outubro. Com as duas categorias, os JEDF devem reunir por volta de nove mil estudantes de 400 escolas públicas e particulares de todo o DF. São 17 modalidades em disputa. Além das 14 que compõem o programa dos Jogos Escolares Brasileiros (Jebs), a Coordenação de Educação Física e Desporto Escolar (Cefdesc), da Secretaria de Educação do Distrito Federal, incluiu mais três: capoeira, caratê e peteca.
“O principal objetivo da secretaria é discutir o jogo como espaço que envolva valores, não apenas o confronto ou a competição de alto rendimento”, destacou o coordenador Juarez Sampaio. “Nesses eventos são expressas as práticas pedagógicas aprendidas não apenas nas aulas de educação física, mas em sala de aula também”, completou.
As disputas estão programadas para acontecer nos centros olímpicos, arenas esportivas de escolas públicas e particulares e ginásios das administrações regionais. A tabela completa dos confrontos está disponível em http://escolas.se.df.gov.br/cefdesc/gejoesc/jedf.
A expectativa é que 530 estudantes consigam índices para o Jebs. Os confrontos da categoria de 12 a 14 anos acontecem em Londrina (PR), no próximo mês. Em novembro, na cidade de João Pessoa (PB), começam os embates da categoria 15 a 17 anos. Nesse mesmo período, em São Paulo (SP), os atletas paraolímpicos participam da competição nacional.
(Da Agência Brasília)

Comissão aprova plebiscito sobre federalização da educação básica

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (5) projeto de convocação de um plebiscito de âmbito nacional para consultar o eleitorado a respeito da transferência para a União da responsabilidade sobre a educação básica. Atualmente cabe, em sua maior parte, aos estados e municípios custear a educação infantil e os ensinos fundamental e médio.
O plebiscito foi proposto pelo senador Cristovam Buarque (DF). De acordo com o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 460/2013, a consulta deverá ser realizada simultaneamente com o primeiro turno das eleições de 2014, em 5 de outubro. O cidadão deverá responder, com sim ou não, à seguinte questão: “o financiamento da educação básica pública e gratuita deve passar a ser da responsabilidade do governo federal?”.
Caso o projeto seja aprovado, o Congresso Nacional comunicará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que expedirá as instruções para a realização do plebiscito. Além disso, será assegurado tempo de TV e rádio para que partidos políticos e frentes suprapartidárias organizadas pela sociedade civil façam suas campanhas a favor ou contra a transferência.
Segundo o relator da proposta na CE, senador Randolfe Rodrigues (AP), estados e municípios são responsáveis por cerca de 80% dos recursos destinados à educação, enquanto a União, que detém para si mais da metade do bolo da arrecadação de tributos, participa com apenas 20%. Ou seja, o ente federado com mais recursos é quem faz o menor aporte de verbas para a educação básica, reforçou o relator.
Como consequência, disse Randolpe, há disparidades na infraestrutura escolar pelo país afora, incapacidade de diversos governos estaduais e prefeituras para honrar o piso salarial dos professores; lacunas na oferta de vagas em creches; e inexistência de um padrão nacional mínimo de qualidade; entre outros problemas.
O projeto segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e depois para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e ainda terá que ser analisado pelo Plenário.

Prêmio valoriza inovação na formação de professores

Para valorizar e divulgar experiências educativas inovadoras, a 4a edição doPrêmio Professor Rubens Murillo Marques irá selecionar projetos realizados por docentes de licenciatura durante a formação de professores para o ensino básico. Promovido pela Fundação Carlos Chagas (FCC), que incentiva pesquisas na área de educação, o prêmio irá destinar R$ 30 mil para cada trabalho selecionado.
Com inscrições abertas até o dia 31 de agosto, podem concorrer projetos realizados por docentes universitários em cursos de licenciatura de todo o país. Cada experiência educativa deve ser inscrita em nome de apenas um professor responsável, mesmo quando a atividade for desenvolvida em parceria com outros autores.
Os trabalhos devem ter sido realizados ao longo de 2013 e concluídos até junho de 2014. O projeto apresentado pelo docente precisa conter informações sobre justificativa da proposta, contexto em que o trabalho está inserido, abordagem dos conteúdos curriculares, comentários sobre inovações implementadas e a avaliação de aprendizagem dos estudantes e do trabalho.
A avaliação dos projetos será realizada por uma comissão de especialistas que irá fazer a indicação de três premiados. A seleção levará em conta itens como coerência, pertinência e adequação do projeto aos objetivos do prêmio. A premiação inclui diploma e R$ 30 mil, além da divulgação do projeto no site e um espaço na coleção de textos da fundação. Os vencedores também irão receber a réplica de uma escultura da artista plástica Vera Lucia Richter, contida no jardim interno da FCC.
Os resultados serão divulgados no dia 6 de outubro. Para concorrer ao prêmio, os docentes devem preencher uma ficha de inscrição e anexar o projeto no site da fundação. Mais informações podem ser encontradas noedital de divulgação do prêmio.
(Do Porvir)

Palestina e Israel: as crianças não nascem se odiando

Escrito por: João Felicio e Antônio Lisboa

As crianças não se odeiam, são “ensinadas” a odiar por “adultos” enfermos, adeptos de crenças e valores que representam a própria negação da Humanidade. Por isso os psicopatas se creem infalíveis em seus desígnios doentios, querendo impor a submissão a qualquer custo e negando ao outro até mesmo o direito de dizer não.

É isto o que se vê no filme “O menino do pijama listrado” e, infelizmente, é o que estamos assistindo com os bombardeios de aviões e tanques a escolas, hospitais e até parques de diversão na Faixa de Gaza. Conforme a própria ONU, um terço das vítimas das bombas assassinas de Israel – boa partemade in USA – é composta por crianças, muitas mortas em suas incubadoras. Outras no colo das suas mães, fugindo de mãos dadas com seu pai ou simplesmente jogando futebol na praia.

Mas voltemos ao filme do diretor Mark Herman, adaptado do livro de John Boyne. Falando de um tempo em que os carrascos de hoje eram as vítimas, retrata a amizade de dois meninos: um judeu, preso com seu pai no campo de concentração; o outro, filho do oficial nazista, comandante do “clube de lazer” – como eram retratados esses centros de terror pela máquina de propaganda de Hitler e Goebbels.

Quando o pai judeu desaparece, o filho pede ajuda ao amigo alemão que arruma uma pá, cava por debaixo da cerca que os separava e veste o pijama listrado justamente no momento em que mais uma leva de seres humanos era enviada à fornalha.

Somente ao ver que seu menino foi confundido e carregado para incineração, o pai, carrasco de tantas crianças, tem a noção do que está acontecendo. E em meio à fumaça fúnebre dos fornos crematórios, tudo termina.

Neste momento de intensa dor e perplexidade, onde levantamos em alto a bandeira da solidariedade ao povo palestino, mais do que estranheza, causa repugnância a forma covarde com que alguns pretendem esconder – e justificar – o terrorismo de Estado praticado por Israel. Assim, tentam rotular como “antissemitas” a todos os que não endossam suas teses, desconhecendo inclusive que os palestinos são povos semitas, pois árabes e hebreus compartilham as mesmas origens culturais.

Assim, como o fim imediato dos bombardeios, urge que seja dado ao povo que habita a Palestina há milhares de anos o direito de ter o seu Estado, algo que lhe é negado – desde 1948 – quando foi criado Israel. Afinal, como pode um povo viver confinado em bantustões, ao estilo do regime de segregação racial na África do Sul, sem qualquer autonomia, com os rios desviados, com a energia roubada, enquanto os assentamentos de colonos ultraortodoxos israelenses crescem a cada dia, armados até os dentes, erguendo um muro sem fim? E as centenas de milhares de refugiados palestinos a quem é negado o direito ao retorno? É esta somatória de fatores mais do que cruéis o que provoca e vitamina a violência.

Como a velha indústria armamentista americana e europeia vê nos crimes de guerra praticados por Israel uma fonte inesgotável de lucros, sua diplomacia e sua mídia têm atuado como cúmplices, empenhadas que estão em sustentar a tese de que é o Estado sionista quem estaria sendo atacado.

Diante de tais fatos, causa indignação e revolta a declaração do cônsul geral de Israel em São Paulo, Yoel Barnea, quando defende “a existência de dois Estados para dois povos e na constituição de um Estado palestino, ao lado de Israel”. Afinal, quem está sendo um obstáculo à criação do Estado palestino, que resultaria em paz e prosperidade para os dois povos? É o próprio Estado de Israel.

Resoluções da ONU, durante décadas, condenam as práticas do Estado sionista sem que seus sucessivos governantes tenham se inclinado a respeitá-las. Portanto, a conquista da paz só será possível com o mais amplo boicote comercial e militar a Israel, nos mesmos moldes do que foi feito contra o apartheid sul-africano. Sem fecharmos a torneira, o sangue de inocentes continuará escorrendo. Na Palestina e em Israel.

Com informações da CUT

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