O III Fórum BRICS Sindical (bloco integrado por Brasil, Rússia, Índía, China e África do Sul) acontece nesta terça-feira em Fortaleza, reunindo lideranças das principais centrais de cada um destes países.
A Central Única dos Trabalhadores está presente, fortalecendo a luta por “um modelo de desenvolvimento sustentável, socialmente justo e uma alternativa contra hegemônica à problemática ordem internacional vigente”.
Acompanhe os debates pelo link http://bit.ly/forumsindicalbrics
(Do Portal CUT)
Deputados discutem políticas do governo para o ensino médio
Jornalista: sindicato
A comissão especial sobre jornada integral no ensino médio da Câmara dos Deputados discute nesta quarta-feira (16) a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que avalia a oferta e a qualidade do ensino médio no país.
O deputado Wilson Filho (PTB-PB), que pediu o debate, explica que o TCU assinou, com os tribunais de contas dos estados, um termo de cooperação para realizar uma auditoria coordenada para identificar os problemas que afetam a qualidade do ensino médio no Brasil. “O objetivo é fiscalizar as ações do governo voltadas para o ensino médio.”
Foram convidados para participar da discussão:
– o secretário de controle externo da educação, da cultura e do desporto do TCU, Marcelo Bemerguy;
– a presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Bárbara Melo;
– a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Nilene Badeca da Costa;
– o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão; e
– Priscila Fonseca da Cruz, representante do Movimento Todos pela Educação.
A audiência será realizada no plenário 11, a partir das 14h30.
(Do Nota 10)
Financiamento privado de campanhas corrompe sistema político
Jornalista: sindicato
Exatos 13 meses após as manifestações de insatisfação da sociedade brasileira, sobretudo de jovens cada vez mais céticos com a política e as instituições, julho de 2014 abre ao país um semestre de oportunidades para recuperar o sistema político, mudar os rumos da administração pública e aperfeiçoar a democracia.
O processo eleitoral que se estende até outubro e o plebiscito pró-reforma política de setembro compõem o tempo ideal para se debater com seriedade e iniciar um processo de mudança real.
A cidadania está em plena mobilização por um plebiscito popular para aprovar uma Constituinte do sistema político, a urgente reforma política. Movimentos sociais, sindicatos, comunidades e partidos políticos estão promovendo manifestações nas ruas, nas cidades e na internet para realizar o plebiscito no início de setembro.
Uma reforma política efetiva e que atenda ao desejo de mudança da sociedade passa necessariamente por três propostas fundamentais: acabar com a influência do poder econômico nas eleições, banindo o financiamento empresarial da atividade política e instituindo o financiamento público das campanhas.
Deve também ampliar os instrumentos e os espaços de controle social e de participação direta da população nas decisões de Estado e também fortalecer a representatividade democrática do sistema eleitoral por meio da instituição do voto em lista, ponto crucial para o fortalecimento dos partidos políticos que, fundamentais para a democracia, enfrentam uma crise mundial de representatividade.
É público e notório que o financiamento privado das campanhas eleitorais corrompe o sistema político, interferindo de maneira nefasta na administração pública. Em paralelo a isso, esse tipo de financiamento subverte o princípio fundamental da democracia eleitoral, a igualdade entre cada cidadão e cada cidadã, independentemente de seu poder de influência. Uma reforma de fato deve começar proibindo que a política seja financiada pelo poder econômico.
Também fundamental e urgente é uma readequação do sistema eleitoral. Defendemos a introdução do voto em lista, no qual o eleitor vota num partido e não em uma pessoa – como culturalmente o brasileiro é incentivado a fazer. O voto em lista privilegia projetos de governo e não interesses individuais ou privados.
Criar instrumentos e mecanismos que aperfeiçoem a democracia direta também é fundamental. O modelo de política de gabinete, que não ouve o cidadão e não o convida a participar da definição de políticas públicas, esgotou-se de todo. Insistir nesse procedimento é negar o próprio sentido da democracia. A manifestação da soberania popular, prevista na Constituição Federal, precisa ter meios para se expressar.
Uma nova regulamentação destes mecanismos de democracia direta deve simplificar os processos de convocação de plebiscitos, referendos, projetos de leis de iniciativa popular e interferência direta nas decisões de governo.
Nos últimos anos, a participação da sociedade se expandiu por meio de conferências, conselhos, ouvidorias, audiências, consultas públicas e, mais recentemente, canais de participação por meio da internet.
É preciso buscar maneiras de assegurar o caráter deliberativo desse tipo de mecanismo, a efetividade de suas ações e a incidência em áreas estratégicas do Estado que ainda não contam com instrumentos de participação da sociedade.
É igualmente importante fortalecer a articulação entre municípios, Estados e União, priorizando o município como ente mais próximo do cidadão. O município é onde os atores políticos estão mais próximos, facilitando, portanto, a construção de consensos em torno de ações de interesse comum.
De nada adiantará o esforço da sociedade para elevar o nível da política brasileira se os próprios políticos continuarem contribuindo para a baixaria e o jogo espúrio. Pregar que os políticos “suguem” uns aos outros ou que partidos políticos sejam banidos em nada contribui para a democracia e a civilidade.
Por Mário Reali
(Do Luis Nassif Online)
Estudantes do 5º ao 9º ano podem se inscrever no Câmara Mirim 2014
Jornalista: sindicato
Estão abertas as inscrições para o programa Câmara Mirim, que selecionará 400 alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental para virar deputados por um dia. As crianças e pré-adolescentes virão a Brasília para participar de uma sessão simulada no Plenário da Câmara dos Deputados, onde vão discursar na tribuna e votar três projetos elaborados pelos próprios estudantes.
Para participar, os alunos precisam elaborar um projeto de lei e enviar pelo Correio até o dia 29 de agosto ou pelo portal infanto-juvenil da Câmara (Plenarinho), até o dia 5 de setembro. O modelo do projeto está disponível no site do Plenarinho(www.plenarinho.camara.gov.br).
As três melhores propostas, escolhidas por uma comissão de servidores, serão debatidas em Plenário pelos estudantes no dia 30 de outubro. As despesas com transporte e hospedagem dos três autores dos projetos serão custeadas pela Câmara.
No final da sessão, os projetos aprovados pelos estudantes são enviados para as comissões adequadas ao tema da Câmara, e um deputado pode apadrinhar o projeto para que ele tramite de verdade.
(Da Agência Câmara)
Portal do Professor disponibiliza lista de livros sobre novas tecnologias
Jornalista: sindicato
Novas tecnologias e ferramentas digitais têm auxiliado o trabalhado do professor em sala de aula. Aulas tradicionais são transformadas em espaços interativos onde aluno é convidado a adotar, junto com o professor, uma postura mais colaborativa.
Pensando no cenário convergente (estudado por autores da área da comunicação, como Henri Jenkins e Ramón Salaverría) incorporado ao desenvolvimento de novas estratégias de ensino e aprendizagem, a prática pedagógica nas escolas se torna um novo espaço lúdico, onde professor e aluno aprendem juntos.
Dessa forma, iniciativas que seguem a tendência multimídia estão sendo criadas a partir de projetos acadêmicos e institucionais. Um deles é o ‘Portal do Professor’, um espaço on-line onde professores têm acesso a sugestões de planos de aula, conteúdos multimídia, notícias sobre o panorama geral da educação no País, iniciativas governamentais, podendo até mesmo interagir em fóruns de discussão com outros profissionais da área.
Lançado em 2008, o site tem como objetivo principal apoiar os processos de formação dos professores e enriquecer suas técnicas pedagógicas. São seis espaços totalmente gratuitos, de rápido e fácil acesso. Entre eles, está o ‘Espaço da Aula’, onde professores interagem, em uma ação colaborativa, com outros colegas de profissão. A sessão traz um fórum em que qualquer um pode postar sugestões, deixar comentários sobre propostas curriculares, além de criar um intercâmbio de experiências.
A sessão ‘Multimídia’ oferece uma coleção de vídeos, animações, simulações, áudios, hipertextos, imagens e experimentos práticos. Todo o conteúdo pode ser baixado em qualquer computador ou pendrive para ser utilizado em sala de aula.
No menu ‘Cursos e Materiais’, os professores têm acesso a programação de capacitação oferecidas pelo governo. Há também materiais de estudo com orientações, apostilas, estratégias pedagógicas, entrevistas, publicações e outros recursos.
A sessão ‘Jornal’ também traz novidades do cenário educacional no País. É um veículo dedicado a revelar o cotidiano na sala de aula, trazendo quinzenalmente temas ligados à educação. Neste espaço, o professor também participa na escolha dos assuntos das edições. Informação
A edição 100 do Jornal do Professor trouxe como tema as diversas ações realizadas no âmbito das novas tecnologias. Além das diversas notícias e entrevistas, a sessão oferece sugestões de livros aos professores e interessados no tema, dentro do menu ‘Cultura’.
Confira abaixo os livros indicados para quem deseja se aprofundar no tema e levar os conhecimentos adquiridos para a sala de aula: Educação e Novas Tecnologias
Glaucia da Silva Brito, Ivonélia da Purificação – Editora Ibpex – Brasil – 2008 – 2ª edição
Em linguagem clara e objetiva, esta obra oferece a professores e pedagogos importantes subsídios para pensar os alcances e os limites da informática na educação, chamando a atenção para os equívocos que devem ser evitados e para as ações que devem ser engendradas, a fim de poderem tornar o uso das tecnologias mais eficaz nas escolas. Tecnologia Educacional e Aprendizagem
Ubirajara Carnevale de Moraes (Org.) – Editora Queen Books – 2007 – 1ª edição
Este livro apresenta diversas formas de se apropriar dos recursos digitais como ferramenta de ensino e aprendizagem. Projetos informatizados, linguagem de programação para crianças, software livre, software educacional, mapas conceituais, EAD, ambientes virtuais, ferramentas digitais de comunicação, WebQuest, comunidades virtuais, acessibilidade, objetos de aprendizagem e games são assuntos abordados nesta obra, por educadores atuantes na área de informática aplicada à educação. Multimídia Digital na Escola
Elenice Larroza Andersen (Org.) – Editora Paulinas – Brasil – 2013 – 1ª edição
O livro Multimídia Digital na Escola reúne estudos sobre a inserção de novas tecnologias no ambiente escolar, explorando várias estratégias de uso do computador para a produção multimídia na educação básica.
Seu diferencial consiste em discutir, de modo acessível ao professor, experiências autênticas de desenvolvimento de projetos de ensino, em contextos escolares diversos, a partir do uso de softwares livres, ampliando o leque de possibilidades reais de uso dessas ferramentas nas escolas.
Apresenta, ainda, estudos que auxiliam o professor na escolha de softwares livres para a sala de aula e no processo de avaliação das produções multimídia de seus alunos. Second Life e Web 2.0 na Educação
Carlos Valente, João Mattar – Editora Novatec – Brasil – 2007
Este livro explora o potencial pedagógico das ferramentas disponíveis na Web 2.0 e particularmente do Second Life, além de traçar um panorama da Educação a Distância.
O ambiente virtual 3D mais popular do momento é apresentado em detalhes, e são mapeadas as experiências educacionais que têm sido realizadas com ele, no Brasil e no mundo. Os autores apresentam ainda as experiências criativas e inovadoras que têm realizado tanto com as ferramentas da Web 2.0 quanto com o Second Life.
O livro, amplamente ilustrado, apresenta ainda uma bibliografia selecionada e comentada, e uma lista extensa de sites. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica
José Manuel Moran et al – Editora Papirus – Brasil – 2013 – 21ª edição
A finalidade desse livro é discutir a introdução da informática e da telemática na educação. No debate se inserem, entre outros temas, questões associadas a propostas de integração e utilização do computador e da internet na escola. Numa abordagem de mediação pedagógica, as discussões convergem a uma revisão ampla do papel do professor nos dias de hoje. Eles Sabem (Quase) Tudo
Betina Von Staa – Editora Melo – Brasil – 2011 – 1ª edição
Se você, pai ou mãe, fica cheio de dúvidas em como lidar com seu filho quando o assunto é internet ou, se você, professor, está confuso com relação ao uso da tecnologia em sua escola, Eles sabem (quase) tudo é um livro fundamental. Computadores em Sala de Aula Carme Barba, Sebastià Capella (Org.) – Editora Penso – Brasil – 2012 – 1ª edição
Este livro pretende reunir registros do uso eficaz da tecnologia. Apoiados no tripé – conteúdos, metodologias e ferramentas tecnológicas -, os autores visam apresentar as mudanças que vêm ocorrendo no ensino e tratar sobre o potencial das TICs para atingir características como o trabalho cooperativo, a atenção à diversidade, a pesquisa, a construção do conhecimento, a criatividade e a interdisciplinariedade.
Com base na teoria das inteligências múltiplas, os autores buscam compartilhar suas experiências por meio do uso de propostas didáticas com a utilização de recursos da internet. Educação com Tecnologia – Texto, Hipertexto e Leitura
Mary Rangel – Editora Wak – Brasil – 2012 – 1ª edição
Este livro busca apresentar contribuições às escolas e à formação docente inicial e continuada sobre fundamentos, processos e usos de fontes de leitura, como jornal, revista e hipertextos, que circulam por meio de computadores, celulares e outros meios digitais, trazendo exemplos e sugestões. Guia Didático sobre as Tecnologias da Comunicação e Informação
Daniela Melare Vieira Barros – Editora Vieira & Lent – Brasil – 2009
Guia de estudos sobre os diversos temas relacionados ao uso de tecnologia na educação, com destaque para Educação a Distância. Um guia que pretende facilitar o ensino de educação e tecnologias nas licenciaturas, nos cursos de formação continuada e na capacitação individual dos professores.
Uma forma de indicar ao aprendiz caminhos de construção do conhecimento, com orientações e dicas que poderão contribuir para o aprofundamento da reflexão. Novas Tecnologias na Educação: Reflexões sobre a Prática
Luís Paulo Leopoldo Mercado (Org.) – Editora UFAL – Brasil – 2002 – 1ª edição
Os textos publicados no livro resultam das reflexões produzidas sobre o tema Novas Tecnologias na Educação, proporcionando uma visão ampla da evolução do conhecimento científico na área de novas tecnologias na educação e da metodologia e técnicas de pesquisa como instrumentos de produção do conhecimento. Introduz o uso de novas tecnologias numa escola, envolvendo projetos de informática educativa, telemática educativa, software educativo, atualização pedagógica.
As reflexões abordam a formação de professores frente as novas tecnologias; a socialização na internet através de uma lista de discussão; a escolha de softwares livre na escola; a capacitação de professores para utilizar novas tecnologias nas escolas públicas; a utilização da informática na sala de aula; a terceirização na informática educativa; e a internet como ambiente de pesquisa na escola. O que é Mídia-Educação
Maria Luiza Belloni – Editora Autores Associados – Brasil
Esta obra é uma coletânea de textos baseados em pesquisas sobre duas vertentes do tema mídia-educação – de um lado, os públicos jovens, as formas como as gerações se apropriam das técnicas de informação e comunicação; de outro lado, os modos como a instituição escolar e especialmente os professores vão se apropriando destes instrumentos e os integrando (ou não) ao cotidiano da escola. Hipertexto e Gêneros Digitais
Luiz Antônio Marcuschi, Antônio Carlos Xavier – Editora Lucerna – Brasil – 2004
As principais modificações promovidas pelas inovações tecnológicas nas atividades linguístico-cognitivas dos usuários do computador são os temas dos nove artigos que compõem esta obra. Analisam, ainda, como essas mudanças afetam o processo ensino/aprendizagem da língua na escola e fora dela.
Conceitos fundamentais de hipertexto, gêneros eletrônicos, discurso, leitura e ensino à distância mediados pelo computador são analisados nos diversos trabalhos presentes na obra. Tecnologia e Educação – As Mídias na Prática Docente
Wendel Freire (Org.) – Editora Wak – Brasil – 2008
Novas tecnologias da informação e da comunicação, surgidas com a revolução pós-industrial, fizeram acelerar e crescer imensamente o fluxo comunicacional planetário. Nossos dias fartos de informação demandam cada vez mais à escola a seleção, a pesquisa e a maturação de toda abundância cotidiana.
Este livro busca refletir sobre o que tais adventos trazem à sociedade e apontar algumas possibilidades, que eles permitem ao processo de ensino e aprendizagem, e alguns caminhos para se chegar a uma escola mais dialógica e participativa, utilizando velhas e novas mídias. Idade Mídia – A Comunicação Reinventada na Escola
Alexandre Le Voci Sayad – Editora Aleph – Brasil – 2012
Este livro procura apresentar os resultados de um programa extracurricular criado em uma escola de São Paulo, cujo objetivo é o de ser um canal para livre expressão dos estudantes por meio de projetos de mídia criados por eles próprios.
‘Idade Mídia – A comunicação reinventada na escola’ busca mostrar a trajetória do programa e revelar sua metodologia, e trazer depoimentos dos alunos e profissionais que colaboraram com o curso. Educação e Tecnologias
Vani Moreira Kenski – Editora Papirus – Brasil – 2007 – 1ª edição
O termo ‘tecnologias’ tem sido muito empregado em educação, com os mais diversos sentidos e significados. Neste livro a autora reflete sobre as relações que sempre existiram entre esses dois campos do conhecimento – a educação e as tecnologias. O desafio proposto – falar sobre o tema sem entrar em discussões mais aprofundadas do campo específico da educação, com seus jargões profissionais, suas teorias e abordagens. Games em Educação
João Mattar – Editora Pearson Prentice Hall – Brasil – 2010
Com esta obra de João Mattar, o leitor vai aprender a aproveitar os recursos de vários jogos em benefício do processo de ensino/aprendizagem. Além disso, vai conhecer o estilo de aprendizagem dos nativos digitais e descobrir como utilizar e criar games educacionais.
Destinado a professores e gestores das mais diversas áreas, bem como a profissionais envolvidos com ensino corporativo, este livro deixa claro que, quando o assunto é educação, não há game over.
(Do Portal Brasil)
"Atleta na Escola": seleção para a etapa nacional deve ocorrer até 19 de agosto
Jornalista: sindicato
As 44,7 mil escolas públicas e particulares de educação básica que aderiram à segunda edição do programa Atleta na Escola, além de 4.285 municípios, 26 estados e o Distrito Federal, têm prazo até 19 de agosto para realizar as competições e selecionar os estudantes para a etapa nacional. As modalidades são arremesso de peso, judô, voleibol, corrida de velocidade, corrida de resistência e salto em distância. Participam do Atleta na Escola alunos de 12 a 17 anos.
A fase nacional, denominada Jogos Escolares da Juventude, é promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Estudantes de 12 a 14 anos participarão da etapa nacional no período de 4 a 13 de setembro próximo, em Londrina (PR); os de 15 a 17 anos, de 6 a 15 de novembro, em João Pessoa (PB).
De acordo com o coordenador do programa, Renausto Amanajas, da Diretoria de Formação e Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, a expectativa do MEC e do Ministério do Esporte, promotores do evento, era reunir 40 mil escolas este ano, mas o número foi superado e alcançou 44.713 unidades. Os recursos investidos pelo MEC, de R$ 65,6 milhões, provêm do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).
Para desenvolver o Atleta na Escola, os ministérios firmaram parcerias com as confederações brasileiras de atletismo, de judô e de voleibol. A parceria, explica Amanajas, visa à orientação técnica do programa e à capacitação de professores e monitores que atuam nas modalidades esportivas. Segundo o coordenador, a proposta é capacitar 30 mil monitores e educadores do programa Mais Educação, usando a plataforma E-ProInfo. Paraolímpico — Este ano, o programa Atleta na Escola contempla também o esporte paraolímpico, nas modalidades atletismo, bocha, goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de roda, voleibol sentado, futebol de 5 (para deficientes visuais) e futebol de 7 (para paralisados cerebrais). A data-limite de competição nos estados e Distrito Federal é 29 de setembro. A etapa nacional será realizada de 24 a 29 de novembro, em São Paulo.
As modalidades foram definidas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), na faixa de 12 a 17 anos, feminina e masculina. Segundo o coordenador do programa, o Atleta na Escola apoiará a fase estadual nas modalidades paraolímpicas.
(Do MEC)
Professores de ensino básico poderão ter jornada semanal limitada a 40 horas
Jornalista: sindicato
Os professores de ensino básico da rede pública poderão ter a carga horária limitada a 40 horas semanais. Em compensação, só serão efetivados na função se ficar comprovado o domínio de técnicas didáticas e de conhecimentos gerais e pedagógicos durante o estágio probatório.
As medidas foram sugeridas por estudantes que participaram do Projeto Jovem Senador e se transformaram em proposta de emenda à Constituição (PEC 49/2013), pronta para ser votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A matéria tem parecer favorável, com três emendas do relator, senador Paulo Paim (RS).
A PEC estabelece ainda que os professores em sala de aula que tiverem redução de jornada de trabalho após sua promulgação não sofram redução salarial.
De acordo com Paim, a justificação da proposta deixa clara a intenção de intervir em dois “pontos nevrálgicos” da educação brasileira: o regime de trabalho e a formação didático-pedagógica dos professores.
“Acreditamos que a matéria goza de relevância social e pode contribuir para o salto de qualidade na educação básica pública, de toda a sociedade brasileira, mas especialmente dos professores das redes públicas”, avaliou Paim no parecer.
Depois de passar pela CCJ, a PEC 49 passará por dois turnos de discussão e votação no Plenário do Senado antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
(Da Agência Senado)
Começa oficialmente a campanha eleitoral e CartaCapitaldefine desde já a sua preferência em relação às candidaturas à Presidência da República: escolhemos a presidenta Dilma Rousseff para a reeleição.
Este é o momento certo para as definições, ainda mais porque falta chão a ser percorrido e o comprometimento imediato evita equívocos. Em contrapartida, estamos preparados para o costumeiro desempenho da mídia nativa, a alegar isenção e equidistância enquanto confirma o automatismo da escolha de sempre contra qualquer risco de mudança. Qual seria, antes de mais nada, o começo da obra de demolição da casa-grande e da senzala.
O apoio de CartaCapital à candidatura de Dilma Rousseff decorre exatamente da percepção de que o risco de uns é a esperança de outros. Algo novo se deu em 12 anos de um governo fustigado diária e ferozmente pelos porta-vozes da casa-grande, no combate que desfechou contra o monstruoso desequilíbrio social, a tolher o Brasil da conquista da maioridade. CartaCapital respeita Aécio Neves e Eduardo Campos, personagens de relevo da política nacional. Permite-se observar, porém, que ambos estão destinados inexoravelmente a representar, mesmo à sua própria revelia, a pior direita, a reação na sua acepção mais trágica. A direita nas nossas latitudes transcende os padrões da contemporaneidade, é medieval. Aécio Neves e Eduardo Campos serão tragados pelo apoio da mídia e de uma pretensa elite, retrógrada e ignorante.
A operação funcionou a contento a bem da desejada imobilidade nas eleições de 1989, 1994 e 1998. A partir de 2002 foi como se o eleitorado tivesse entendido que o desequilíbrio social precipita a polarização cada vez mais nítida e, possivelmente, acirrada. Por este caminho, desde a primeira vitória de Lula, os pleitos ganham importância crescente na perspectiva do futuro. CartaCapital não poupou críticas aos governos nascidos do contubérnio do PT com o PMDB. No caso do primeiro mandato de Dilma Rousseff, vale acentuar que a presidenta sofreu as consequências de uma crise econômica global, sem falar das injunções, até hoje inescapáveis, da governabilidade à brasileira, a forçar alianças incômodas, quando não daninhas. Feita a ressalva, o governo foi incompetente em termos de comunicação e, por causa de uma concepção às vezes precipitada da função presidencial, ineficaz no relacionamento com o Legislativo.
A equipe ministerial de Dilma, numerosa em excesso, apresenta lacunas mais evidentes do que aquela de Lula. Tirante alguns ministros de inegável valor, como Celso Amorim e Gilberto Carvalho, outros mostraram não merecer seus cargos com atuações desastradas ou nulas. A própria Copa, embora resulte em uma inesperada e extraordinária promoção do Brasil, foi precedida por graves falhas de organização e decisões obscuras e injustificadas (por que, por exemplo, 12 estádios?), de sorte a alimentar o pessimismo mais ou menos generalizado.
Críticas cabem, e tanto mais ao PT, que no poder portou-se como todos os demais partidos. Certo é que o empenho social do governo de Lula não arrefeceu com Dilma, e até avançou. Por isso, a esperança se estabelece é deste lado. Queiram, ou não, Aécio e Eduardo terão o pronto, maciço, às vezes delirante sustentáculo da reação, dos barões midiáticos e dos seus sabujos, e este custa caro.
(Da Carta Capital)
Para Julio Turra, diretor executivo da CUT, mudanças estruturais no país requerem reforma política
Jornalista: sindicato
Para o diretor executivo da CUT Júlio Turra, a reforma política é necessária para destravar um conjunto de mudanças estruturais ainda pendentes no Brasil. Integrante do Comitê do Plebiscito Constituinte, Turra avalia que as reformas agrária e tributária, a democratização dos meios de comunicação e a luta pelos direitos trabalhistas dependem de um novo sistema político.
“Da maneira como as instituições políticas funcionam, em particular o Congresso Nacional, há um bloqueio permanente a essas reformas de fundo que interessam, sobretudo, à classe trabalhadora e aos setores mais pobres da população”, afirmou em entrevista nesta quarta (2) à Rádio Brasil Atual. O sindicalista explica que a intenção do plebiscito, previsto para acontecer em setembro– uma consulta simbólica, mas com valor político por expressar opinião popular sobre o tema –, é perguntar se a sociedade é a favor que seja convocada uma constituinte livre e soberana sobre o sistema político.
“Nosso objetivo é destravar as reformas. Como é que você vai aprofundar a reforma agrária em um Congresso dominado por latifundiários?”, questiona. O sindicalista considera desproporcional a divisão de votos entre os estados. “O voto do eleitor de Roraima ‘vale’ 10 vezes o que vale o de São Paulo. A regra elementar da democracia, um eleitor, um voto, no Brasil, no plano nacional, não existe.”
Outro ponto discutido pelo comitê é a função do Senado, que exerce papel redundante em relação à Câmara dos Deputados. “Então tem uma série de aspectos que são herdados do passado e o aprofundamento da democracia no Brasil exige mudanças”, reitera.
No próximo dia 7 de julho, vários grupos que participam da campanha pelo plebiscito pretendem fazer pinturas em murais alusivas ao tema da Constituinte nas várias capitais brasileiras. Para o dia 12 de agosto, a entidade programa um dia nacional de lutas.
O Comitê Plebiscito Constituinte pela reforma política conta com 400 escritórios espalhados pelos estados brasileiros. Foi criado em setembro passado por partidos políticos e movimentos sociais como resposta às manifestações de junho. A organização agrega 214 entidades, entre movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e coletivos.
A presidenta Dilma Roussef (PT), após os protestos de massa no ano passado, propôs cinco pactos com a sociedade civil brasileira, dentre eles a realização de consulta popular para a reforma da constituição brasileira. De acordo com a legislação, somente o Congresso nacional pode convocar um plebiscito. E a proposta não andou.
(Do Portal CUT)
O Ministério da Educação (MEC) dá nesta quinta-feira, 3, o pontapé inicial para a construção da chamada Base Nacional Comum da Educação Básica, que prevê o que os estudantes brasileiros devem aprender a cada etapa escolar. Previsto na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), esse dispositivo nunca foi elaborado. É tido por especialistas como fundamental para avanço educacional e na garantia da qualidade do ensino.
A Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC recebe nesta quinta um documento que será o “desencadeador” do debate nacional sobre o tema. O texto foi coordenado pela ex-diretora de currículos e educação integral da pasta, Jacqueline Moll. “Estamos propondo uma discussão em regime de colaboração onde estejam presentes o MEC na condução, secretarias e uma participação mais ampla possível”, disse ao Estado a titular da SEB, secretária Maria Beatriz Luce. “O MEC está aberto a construir conjuntamente se a Base Nacional será menos ou mais detalhada.”
Depois do longo processo de discussão do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff (PT), esse deve ser o debate que vai mobilizar o setor talvez nos próximos anos. A criação de uma base nacional sempre esteve acompanhada de resistência de setores de pesquisadores, que temem um engessamento da autonomia do professor. O respeito a diferenças regionais também é temido.
Além de definir com mais clareza o que se espera que os alunos aprendam nas determinadas fases escolares, a Base Nacional ainda guiará o processo de avaliação e da própria formação de professores. Hoje, as diretrizes da Prova Brasil (avaliação federal da educação básica) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) servem de indutores dos currículos municipais e estaduais, mas são considerados genéricos.
A articulação em torno do tema conta com a participação da União de Dirigentes Municipais e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e também do Conselho Nacional de Educação (CNE). “O compromisso com o CNE é que o MEC coloque o documento para a apreciação online, e todo o País envie sugestões. Isso deve acontecer até o final de agosto”, disse Rosa Neide Soares, representante do Consed.
Um grupo de mais de 50 especialistas e entidades também conversam há mais de um ano sobre o assunto, reunindo evidências internacionais e agrupando interessados. “A gente tem se dedicado muito a levantar evidências, mobilizar e colocar o tema em voga”, disse Alice Ribeiro, secretária executiva do projeto de construção de uma Base Nacional Comum da Educação. “Cada escola vai aperfeiçoar de acordo com sua realidade”, afirmou a ex-secretária de Educação Básica do MEC Maria do Pilar Lacerda.
(Do O Estado de S. Paulo)