União terá de ajudar municípios e Estados para atingir meta do PNE, diz associação

Pesquisadores estimam que a União deverá desembolsar R$ 46,4 bilhões ao ano para complementar o orçamento de Estados e municípios que não atingirem o valor mínimo por aluno estabelecido pelo PNE (Plano Nacional de Educação).
O valor corresponde a mais de um terço do orçamento atual do Ministério da Educação, de R$ 112 bilhões.
O montante foi estimado em nota técnica da Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação), que considerou as matrículas na educação básica em 2011. O governo não divulgou estimativa oficial.
União, Estados e municípios deverão redimensionar seus planos [orçamentários] e destinar mais recursos à educação , disse o deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), relator do PNE na Câmara.
Ele diz que é prematuro fazer uma estimativa sem a definição do custo mínimo por aluno. O valor será elaborado segundo quatro fatores: jornada escolar, número de estudantes por turma, corpo docente e infraestrutura.
O texto do PNE define prazo de dois anos para que a fórmula seja criada, mas não há garantia de que o custo será definido nesse período.
Hoje ele é um consenso. É o primeiro passo para alcançar depois um padrão de qualidade mais próximo do verificado nos países mais desenvolvidos , disse Daniel Cara, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Para Cleuza Repulho, presidente da Undime (entidade que representa os secretários municipais de educação), o Plano Nacional de Educação será um divisor de águas .
Ela pondera que o texto prevê que, a cada dois anos, o governo divulgue estudo sobre cumprimento das metas. Não vamos esperar para ver se deu certo daqui a dez anos , diz.
Diretor-executivo da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), Sólon Caldas defendeu a inclusão de programas como Fies e PROUNI no cálculo do investimento em educação de 10% do PIB.
No Brasil, há uma inversão: quem pode pagar, vai para a universidade pública, quem não pode é que vai para a privada. Se houvesse essa aprovação [sem incluir os dois programas], de novo essas pessoas ficariam de fora , argumentou.
(da Folha de S. Paulo)

Composição dos 10% do PIB para educação dominou debates do PNE

A discussão sobre quais gastos serão incluídos no mínimo de investimento federal em educação previsto pelo Plano Nacional de Educação (PNE) dominou os debates sobre a proposta nesta terça-feira (3). O projeto estabelece um investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação em 2024, e inclui nesse percentual o dinheiro investido nas escolas públicas e os gastos com isenção, bolsas, parcerias e financiamentos – parcerias com iniciativa privada como ProUni, Fies, Ciência sem Fronteiras, Pronatec e creches conveniadas, entre outros.
PSB, PDT e Psol tentaram retirar os programas relacionados ao setor privado desse percentual, mas foram derrotados. Para esses partidos, todo o dinheiro do PNE deveria ser investido apenas no ensino público, mas venceu o argumento de que as parcerias são bem-sucedidas e merecem estar no mínimo de gastos com educação.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, comemorou a conclusão da votação do plano (Projeto de Lei 8035/10), que agora vai à sanção. “É um dos projetos mais importantes de toda alegislatura”, disse.
Ao discutir o financiamento, o relator do PNE, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), ressaltou que os gastos com programas como Fies, ProUni e outras isenções correspondem a um valor pequeno em relação a todo o investimento no ensino público. “Dez por cento do PIB são mais do que o suficiente para a realização de todo o Plano Nacional de Educação”, disse.
Investimentos
O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que o investimento do governo em educação quase triplicou desde 2003. “Nosso governo herdou uma educação pública com orçamento em torno de R$ 35 bilhões e, hoje, chega a R$ 101,9 bilhões, quase três vezes mais. Isso é prioridade para educação”, disse. Esses números correspondem à evolução dos gastos do orçamento do Ministério da Educação.
Fontana disse que as parcerias também são educação pública, já que proporcionam educação a custo zero para os alunos. “Não podemos criar aqui um debate falso. O jovem que ganha uma bolsa do ProUni faz parte da educação pública, ele conquista uma bolsa pelo Enem e vai estudar de graça”, disse.
Já os defensores dos 10% do PIB apenas para as escolas públicas argumentaram que, ao incluir as parcerias e isenções, o governo, na prática, retira dinheiro do ensino público. Para o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), a manutenção dos gastos com Fies e ProUni vai gerar uma competição por financiamento. “Ao colocar o ProUni e o Fies na meta, haverá competição com as outras metas, com o financiamento do ensino público e da pesquisa acadêmica em universidade pública”, disse.
O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), afirmou que a aplicação de 10% do PIB em educação pública é “a alma” do Plano Nacional de Educação. Ele disse ser contra “tirar dinheiro da educação pública para dar para o setor privado”. “Só existe um plano de metas se há financiamento para garantir essas metas e prazos”, declarou.
Distorção
Já o líder do PDT, deputado Vieira da Cunha (RS), afirmou que o texto aprovado distorce a meta de alcançar 10% do PIB em educação pública em 2024. “Permitir o uso desse dinheiro para isenções fiscais, bolsas de estudo e subsídios em financiamento é inadmissível, é retroceder em relação ao que avançamos”, disse.
Apesar de defender os 10% do PIB apenas para a educação pública, a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), ressaltou que o PNE é uma grande vitória. “Não há nenhum resultado que apague o resultado da comissão especial [que analisou o tema]”, disse a parlamentar.
O texto aprovado estabelece 20 metas para melhorar a educação pública nos próximos dez anos, como a melhoria dos salários dos professores, escola integral para 25% dos alunos da educação básica, universalização das matrículas de crianças de 4 a 5 anos, erradicação do analfabetismo e melhoria da gestão, entre outros.
(Da Agência Câmara)

Copa do Mundo é o tema dos jogos interclasses no CEF 2 do Guará

A Copa do Mundo é o tema dos Jogos Interclasses do Centro de Ensino Fundamental 2 (Jicef 2) deste ano. A disputa seguirá até o dia 11 e cada turma representará um país participante do Mundial. As modalidades disputadas são vôlei, futsal, basquete, queimada, tênis de mesa, pebolim e xadrez.
Durante os jogos também será realizada uma gincana cultural que servirá para colocar em prática o conhecimento adquirido das pesquisas feitas pelos alunos desde o segundo bimestre. Nessa disputa, haverá eventos esportivos, jogos de perguntas e demonstrações artísticas.
“Esse trabalho, além de focar o esporte, trabalha uma gama de relações que vai muito além do esporte e da cultura. Todo mundo se emociona com o envolvimento dos alunos e professores na intenção de criar um ambiente em que se aprende a lutar pela vitória e aceitar a derrota”, afirmou a coordenadora do Jicef 2, Josélia Crispim da Silva.
A medalhista olímpica do vôlei de quadra Leila Barros esteve presente na abertura dos jogos, nessa segunda-feira (2). A atleta disse aos alunos que começou no esporte da mesma forma que eles, na escola pública. E, apesar de sérias dificuldades familiares, ela conseguiu seguir no esporte e se tornar uma grande vencedora.
Aline Pereira dos Santos, 16 anos, esteve presente na abertura dos jogos e ajudou os professores a recolher equipamentos após a solenidade. Ela estava bastante motivada: “Espero que seja organizado, que todos possam aproveitar e que possamos aprender muito nos jogos”. Já para Mateus Daniel Rodrigues de Farias, 15, “o mais importante é aprender a conviver uns com os outros, ter união com as outras turmas e se divertir”.
(Da Agência Brasília)

Comissão de Educação debaterá base nacional comum para o ensino básico

A Comissão de Educação promove audiência pública hoje para discutir a criação de uma base nacional comum para o ensino básico do Brasil.
O evento foi solicitado pelos deputados Artur Bruno (PT-CE), Alex Canziani (PTB-PR), Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), Raul Henry (PMDB-PE) e Gabriel Chalita (PMDB-SP).
Convidados
Foram convidados para discutir o tema com os integrantes da comissão:
– a diretora da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Clarisse Travercine;
– o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares;
– o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Rodrigues Repulho;
– o secretário da Educação de Santa Catarina e representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps;
– a pesquisadora do Centro de Políticas Públicas em Educação da Faculdade de Educação (Feusp), Paula Louzano;
– o secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo Filho;
– o presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Vilani de Souza; e
– a secretária de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Maria das Graças Costa.
A audiência ocorrerá no plenário 10, a partir das 14h30.

Inscrições para a Escola de Música de Brasília começam nesta segunda-feira (2)

Começam nesta segunda-feira (2) as inscrições para os cursos da Escola de Música de Brasília. Os interessados devem acessar o site www.emb.se.df.gov.br, entre 8h e 20h, até 9 de junho para se candidatar. Não será cobrada taxa de inscrição.
As vagas são para os cursos de formação inicial, formação continuada e de Educação Profissional Técnica de Nível Médio para o 2º semestre letivo de 2014.
O processo seletivo consistirá na realização de sorteio ou teste para os cursos de Formação Inicial e aplicação de exame para os Cursos de Formação Continuada e de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, conforme critérios definidos no edital.
Clique aqui e acesse o Manual do Candidato.
(Da Agência Brasília)

Comissão de Educação debaterá base nacional comum para o ensino básico

A Comissão de Educação promove audiência pública, na terça-feira (3), para discutir a criação de uma base nacional comum para o ensino básico do Brasil.
O evento foi solicitado pelos deputados Artur Bruno (PT-CE), Alex Canziani (PTB-PR), Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), Raul Henry (PMDB-PE) e Gabriel Chalita (PMDB-SP).
Convidados
Foram convidados para discutir o tema com os integrantes da comissão:
– a diretora da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Clarisse Travercine;
– o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares;
– o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Rodrigues Repulho;
– o secretário da Educação de Santa Catarina e representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps;
– a pesquisadora do Centro de Políticas Públicas em Educação da Faculdade de Educação (Feusp), Paula Louzano;
– o secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo Filho;
– o presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Vilani de Souza; e
– a secretária de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Maria das Graças Costa.
A audiência ocorrerá no plenário 10, a partir das 14h30.
(Da Agência Câmara)

Encontro Nacional de Blogueiros 2014 aprova intensificação da luta pela regulação democrática da mídia no Brasil

A quarta edição do Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais, que ocorreu entre 16 e 18 de maio, em São Paulo, reuniu 400 participantes de 24 estados do país para discutir temas como a democratização da mídia, novas formas e tecnologias da comunicação, além das experiências da blogosfera no Brasil.
O evento contou com a participação de Lula e de diversos debatedores nacionais e internacionais. Em sua fala, o ex-presidente declarou-se militante da democratização dos meios de comunicação do país, comprometendo-se a tratar a pauta como prioridade em todas as suas entrevistas e aparições deste período em diante.
O #4BlogProg teve transmissão online feita pela TVT e reproduzida por diversos blogs e portais. De acordo com a equipe técnica, foram mais de 10 mil acessos logo no primeiro dia do Encontro.
Íntegra da carta:
Carta de São Paulo do IV Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais
Quando o poder da grande mídia,
Transforma verdades em mentiras
Aliena do campo às cidades,
Na espreita, covarde, ela insidia.
Desleal, desinformada e é perfídia,
Que massacra nosso País inteiro.
Mas esquecem que somos um celeiro.
Combatentes nas redes sociais,
Não tememos a mordida dos chacais,
Me apresento com orgulho, sou Blogueiro!
(Zé do Legnas, blog Notícias de Pentecostes/CE)
“Intensificar a luta pela regulação democrática da mídia e pela liberdade de expressão.”
Com a participação de 399 ativistas digitais de 24 estados da federação, além de milhares de pessoas que assistiram à transmissão do evento online (e ao vivo) pela TVT, realizou-se nos dias 16, 17 e 18 de maio, em São Paulo, o IV Encontro Nacional de Blogueir@s e Ativistas Digitais. O evento confirmou que a blogosfera e as redes sociais ganham musculatura e maior legitimidade no Brasil, apesar de todos os obstáculos à ação desta nova forma de militância digital.
No embate de ideias na sociedade, a blogosfera faz hoje o contraponto ao pensamento único da mídia monopolizada, e abre, assim, espaço para os movimentos sociais. As eleições de 2010 consolidaram essa importante trincheira na disputa pela hegemonia nas comunicações. Não é para menos que os barões da mídia e os setores conservadores, com o seu autoritarismo e seu histórico desrespeito ao contraditório, atacam de forma tão virulenta a blogosfera. O ativismo nas redes sociais também revela sua capacidade de mobilização, como ficou patente – apesar das inúmeras contradições e disputas – nas chamadas “manifestações de junho de 2013”.
Também é preciso denunciar as intenções de usar o ativismo digital como pretexto, em muitas partes do mundo, para operações de ingerência e de intervenções estrangeiras. Não permitiremos que um movimento legítimo, que luta por direitos digitais e de comunicação, seja manipulado por interesses imperialistas que visam desestabilizar governos legítimos.
Além dessa militância, que se realiza em rede, de forma horizontal, a blogosfera brasileira busca caminhos para uma ação mais coesa. Sempre respeitando as diferenças próprias deste universo amplo e plural, o esforço é para construir a unidade na diversidade, encontrando pontos de ação conjunta. Isto explica o fato sui generis de o Brasil já ter organizado quatro encontros nacionais de blogueiros e ativistas, e de ter realizado um evento internacional, em 2011, em Foz do Iguaçu (PR).
Graças a essa ação, e unindo-se a outros setores organizados da sociedade, os ativistas digitais deram sua contribuição para a importante vitória da aprovação do Marco Civil da Internet, que garante os princípios da neutralidade da rede, da privacidade e da liberdade de expressão. A blogosfera também somou forças às entidades que compõem o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) em defesa do Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) da Mídia Democrática.
Essas e outras iniciativas, porém, ainda não garantiram avanços mais significativos na democratização da comunicação. O Brasil ocupa o posto de “vanguarda do atraso” nesse setor. Em todo o mundo, o debate estratégico sobre o tema avança. Aqui, porém, ainda patina. Diante dessa realidade, o IV Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais aponta os principais desafios do próximo período:
1 – Intensificar a pressão pela regulação democrática da mídia no Brasil, que proíba os monopólios e a propriedade cruzada, garanta a complementariedade dos sistemas privado, estatal e público, estimule a diversidade e a pluralidade informativa, entre outros pontos já inscritos na Constituição Federal. Aproveitar a campanha eleitoral deste ano para multiplicar os debates sobre esse tema, com a realização de um ato nacional, e para exigir o posicionamento dos candidatos. Ampliar a divulgação da campanha Para expressar a liberdade, liderada pelo FNDC, para aprovação do PLIP (Projeto de Lei de Iniciativa Popular) da Mídia Democrática. Promover, nos principais centros das grandes cidades, diversos tipos de ações culturais para conscientizar a população sobre a necessidade da aprovação da nova lei.
2 – Acompanhar o andamento e manter a pressão permanente sobre o Congresso Nacional e o Governo Federal pela imediata regulamentação do Marco Civil da Internet, denunciando as operadoras de telefonia e outros setores empresariais que já tentam anular a conquista da neutralidade da rede. Pressionar, principalmente, pela retirada do artigo 15 do Marco Civil da Internet, com o objetivo de proteger a privacidade dos usuários.
3 – Exigir que o Governo Federal faça a convocação da 2ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), ainda no ano de 2015, sendo a etapa nacional precedida de etapas regionais e estaduais, nas quais serão eleitos delegados representantes da sociedade civil e delegados representantes do poder público.
4 – Criar mecanismos para dar mais visibilidade à participação feminina na blogosfera e no ativismo digital, estimulando o compartilhamento dos conteúdos produzidos pelas mulheres. Incentivar os blogueiros e ativistas digitais a também abordarem temas da pauta feminista, fortalecendo a luta pela emancipação delas na sociedade.
5 – Reforçar as denúncias contra a perseguição à blogosfera e aos ativistas digitais, que cresce no país através de agressões físicas, ameaças e, principalmente, por meio da censura pela via judicial. São incontáveis os processos que visam asfixiar a liberdade de expressão na rede. Estudar mecanismos para amplificar as denúncias, inclusive em fóruns internacionais, e para garantir auxílio jurídico às vítimas dessa violência, contando para isso com o apoio de entidades como a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil.
6 – Com base na premissa da unidade na diversidade, e sempre atuando em rede, de forma horizontal, promover esforços para aumentar a organicidade da blogosfera. Inclusive com a realização de cursos de formação do movimento de blogueiros e midialivrista, e compartilhamento de informações sobre o uso de novas tecnologias. Estabelecer 2015 como o ano dos encontros regionais e estaduais de blogueiros e ativistas digitais.
7 – Reforçar as articulações com blogueiros e ativistas digitais da América Latina e Caribe, visando a realização de um seminário regional. A região tem sido vítima de violenta ofensiva dos barões da mídia, que tentam desestabilizar governos democraticamente eleitos e impor projetos de neocolonização dos EUA. A troca de experiências e coordenação entre os ativistas digitais da região é fundamental para fazer o contraponto a essa ofensiva.
8 – Defender a soberania tecnológica, o desenvolvimento e a utilização de plataformas livres e colaborativas, fundamentais para o exercício da liberdade de expressão e a democratização do acesso, produção e distribuição de informação. Numa sociedade onde grandes corporações e potências imperialistas, principalmente EUA e Inglaterra, espionam, vigiam e cerceiam a circulação das informações, isso é fundamental. Estabelecer a defesa da privacidade e da neutralidade da rede, nos moldes do Marco Civil da Internet recentemente aprovado pelo Congresso Nacional – referência mundial de legislação avançada para o setor.
9 – Defender a aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei 4.653/2012, que anistia blogueiros e ativistas virtuais em função de multas eleitorais. Defesa esta que deverá ocorrer por meio de ações como campanhas, audiências públicas, entre outras formas de intervenção da sociedade civil.
10 – Criar um grupo de estudos para avaliar a viabilidade de um portal progressista de notícias, alternativo aos grandes portais, com serviço de e-mail, onde seriam hospedados todos os blogs da blogosfera progressista.
11 – Defender a universalização da banda larga de alta qualidade e baixo custo. Para isso é importante que a blogosfera participe e reforce a divulgação da campanha Banda Larga é um Direito Seu, cujo material está disponível no site www.campanhabandalarga.com.br.
12 – Incorporar à pauta do movimento BlogProg a campanha Mostra o DARF, Rede Globo, através das redes e nas ruas. O objetivo é pressionar a TV Globo a provar que pagou os mais de R$ 600 milhões que a empresa é acusada de sonegar à Receita Federal. Trata-se de fato grave, revelado pela blogosfera e com ampla repercussão nas redes sociais, mas praticamente ignorado pela imprensa conservadora. Um exemplo do moralismo seletivo que domina a velha mídia e o Poder Judiciário brasileiros. É preciso exigir que todos os corruptos e sonegadores sejam punidos pela Justiça.
13 – Realizar coleta de assinaturas em favor da Constituinte Exclusiva da Reforma Política, e apoiar o projeto elaborado pela sociedade civil para uma Lei de Reforma Política – que estão sendo propostos nacionalmente pelos movimentos sociais. Além disso, impulsionar debates nas comunidades, universidades e sindicatos, para ressaltar a importância dessa campanha.
14 – Estudar a criação de um observatório sobre tecnologia para aperfeiçoar técnicas e recursos que melhorem a ação nas redes sociais.
15 – Reivindicar, junto ao Conselho da EBC, que a Empresa Brasileira de Comunicação passe a agregar informações produzidas pelos blogs progressistas, e também pelos sindicatos e movimentos sociais, no seu clipping diário. Sugerir que esse material seja disponibilizado para todos os órgãos públicos da administração federal.
16 – Condenar o julgamento político-midiático em que se transformou a AP 470. Apoiar todas as iniciativas (inclusive a produção de material informativo e guia de orientação sobre a referida ação) que ajudem a desmontar a farsa – imposta ao país com ajuda da velha mídia e de setores inescrupulosos do poder Judiciário.
(Do Portal CUT)

Deputados comemoram aprovação do PNE

Os deputados que atuaram, junto com o movimento de estudantes e profissionais da educação, pela aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), fizeram coro aos gritos de alegria que se seguiram à aprovação do projeto, na noite desta quarta-feira (28), na Câmara dos Deputados. O deputado Gustavo Petta (PCdoB-SP), ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), foi quem encaminhou o voto do PCdoB favorável à matéria.

 Segundo ele, a mobilização estudantil foi essencial para a votação da matéria, considerada um marco para a educação brasileira. “Hoje é um dia histórico para a educação no Brasil. Nos próximos 10 anos, teremos condições de tratar a educação como prioridade absoluta num projeto nacional de desenvolvimento”, afirmou.
Para a deputada Alice Portugal (BA), a maior vitória do PNE é a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação pública. “Isso dará um salto de qualidade na educação do nosso país.” Já o deputado Chico Lopes (CE) destacou que a aprovação da matéria marca “um novo e decisivo compromisso do Brasil com a qualidade da educação pública”. A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), emocionou-se: “Esta juventude me orgulha! Determinada, rebelde, amante do futuro!”, disse.

Para o presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), a aprovação do PNE é uma vitória do povo brasileiro. “Tenho certeza de que os estudantes que aqui estão e o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) voltarão para os seus estados dizendo da reponsabilidade e do compromisso desta Casa com as causas do povo brasileiro”, disse.
O líder do governo em exercício, deputado Henrique Fontana (PT-RS), destacou o empenho de todos os envolvidos com a aprovação do plano, que define 20 diretrizes para melhorar os índices educacionais brasileiros nos próximos dez anos. “Nosso governo já vem aplicando mais recursos em educação pública. O orçamento do Ministério da Educação, que há 11 anos chegava a R$ 36 bilhões, este ano está em R$ 101 bilhões”, declarou.
(Do Portal Vermelho)

Celular em sala de aula: limite extrapolado?

As redes sociais extrapolaram a barreira dos lares e chegaram às salas de aula. Se anos atrás o uso do celular no momento do estudo já era considerado um problema, agora, o equipamento permite o acesso ao Facebook e a aplicativos de mensagens instantâneas, como o  Whatsapp. E a situação  tem dado dor de cabeça aos docentes. Mesmo conscientes da proibição, muitos alunos insistem em usar os aparelhos, o que tem ocasionado graves problemas disciplinares e até de rendimento.  Com tantos recursos, os eletrônicos ganham fácil dos professores quando o assunto é atrair a atenção em sala de aula, tirando o foco do que realmente importa: o aprendizado.
Em uma escola de Águas Claras, um desentendimento envolvendo um grupo de alunos que utilizava o Whatsapp causou transtornos a estudantes, pais e educadores, na semana passada.  De acordo com o pai de uma das alunas,  a filha, de 11 anos, entrou em um grupo virtual de alunos do colégio. Após alguns dias, no entanto, o grupo começou a aumentar, e estudantes de outras faixas etárias foram convidados. Um deles teria chamado a sua filha para sair e, diante de uma negativa da garota, o rapaz resolveu se vingar encaminhando a foto dela a outros jovens, com frases pejorativas.
Direção
Inconformado, um amigo da garota resolveu tirar satisfações com o adolescente e a situação foi parar na direção. Pais    precisaram ser chamados. As provocações cessaram, mas deixaram uma dúvida no ar. Até que ponto o uso das redes sociais na escola é saudável para o desenvolvimento psicológico e intelectual? E, mais do que isso, até onde é responsabilidade da escola?
Luiz Gustavo Mendes, diretor do colégio Marista Champagnat, em Taguatinga Sul, conta como a escola tem lidado com a situação. “Acreditamos que as redes sociais são importantes e devem ser utilizadas como um meio de auxílio a aprendizagem. Usar de maneira banalizada, porém, não é prudente. Temos estudado sobre o assunto e em alguns momentos liberamos a utilização orientada pelo professor. Paralelo a isso temos redes internas, que possibilitam o diálogo entre mestres e alunos”, afirma.
Segundo o educador, de maneira geral, as escolas ainda não estão preparadas para utilizar essas ferramentas em sala. “Muitas vezes até os professores têm dificuldade porque não nasceram no  contexto tecnológico atual e ainda não estão tão adaptados a ele quanto os alunos”.
Reflexo negativo no rendimento
Uma pesquisa da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, em 2013, mostrou que o uso de celulares nas escolas atrapalha, e muito, na assimilação dos conteúdos. Durante a pesquisa, 777 alunos, de seis universidades, foram ouvidos e o resultado é surpreendente.
Segundo o levantamento, publicado no Journal of Media Education, mais de 80% dos entrevistados admitiram usar eletrônicos durante as aulas, o que interferiu negativamente no seu aprendizado a ponto de piorar  as notas.
De acordo com os questionários, apenas 8% não mexiam nos aparelhos em sala. Entre os demais, 35% os usavam de uma a três vezes ao dia; 27%  de quatro a dez vezes; 16%  de 11 a 30 vezes; e 15% mais de 30 vezes durante as lições.  Em relação ao objetivo da utilização, 86% disseram que conversavam por texto, 68% checavam e-mails,  67% olhavam as horas, 66% visitavam as redes sociais; 38% navegavam na internet e 8% jogavam algum tipo de game durante as aulas.
Mais de 25% dos alunos admitiram já ter perdido pontos na nota por causa do uso de aparelhos em sala. Ainda assim, a grande maioria minimiza o problema. Para 95%, o hábito de utilizar eletrônicos na aula não é um problema grave. E mais de 90% são contra alguma regra que condene celulares e afins nas escolas.
Proibição
No Brasil não é diferente. Aqui, como no exterior, o problema começa  no Ensino Fundamental,  a partir dos 6º e 7º anos.  No Centro de Ensino 2 de Taguatinga,  conhecido como Centrão,   o uso do celular em sala   é proibido. Há avisos nas paredes  fazendo menção à Lei Distrital 4.131/08, que determina a proibição “do manuseio e utilização do aparelho celular dentro da sala de aula, bem como mp3 ou qualquer outro aparelho eletrônico”.
Wellington Rodrigues,   17 anos, cursa o 7º ano  e admite que o celular em sala provoca distração. “Na sala de aula não é legal, mas acho que poderia ser um pouco mais flexível. Também não podemos dar nem uma olhadinha”, conta.
Sua colega, Leidyane Silva,   15, do 6º ano, acha que tudo é uma questão de bom senso. “Poderia ser mais flexível, desde que os alunos soubessem utilizar. Nunca tive problemas com isso porque não fico com o celular na mão toda hora”, garante.

Nem dentro nem fora da sala
Para evitar maiores transtornos, muitos colégios particulares também resolveram proibir o uso dos aparelhos celulares durante as aulas. É o caso do colégio Olimpo, em Águas Claras. Ali, os alunos não podem usar os celulares nem nas dependências da escola. Segundo o diretor do centro de ensino, Ney Marcondis, essa é a filosofia do grupo desde a sua criação, em 2008.
“O celular em sala tira o foco do que está sendo ensinado. Fornecemos todo o material necessário impresso, justamente para que os alunos não precisem fazer pesquisas na internet. Além disso, caso o acesso ao conteúdo on-line seja indispensável, temos um laboratório de informática”, diz.
Quando um estudante é pego utilizando o celular, ele é imediatamente encaminhado à coordenação. “Em um primeiro momento eles não gostam. Mas depois acabam admitindo que os eletrônicos tiram a atenção e atrapalham o rendimento”, comenta.
Wi-fi no pátio
 
Segundo o vice-diretor do  Centro de Ensino 2 de Taguatinga, Murilo Marconi (foto), como a escola  oferece o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), o sinal wi-fi é livre no pátio. “No EJA, os alunos não têm aula em tempo integral. Muitas vezes eles  ficam com horários vagos, por isso disponibilizamos o acesso à internet. Para que não haja conflito de interesses, nos preocupamos em separar até os laboratórios de informática. Existe um especificamente para  pesquisas e outro onde as redes sociais são liberadas”. Assim,  o aluno que insistir em usar o celular dentro da sala de aula  é encaminhado à direção.
Aluno responde
Cairo Lucas, de 15 anos, é aluno do 2º ano do Ensino Médio  e concorda com o diretor. “Na sala de aula não é ideal. Já estudei em colégios que permitiam o uso regrado do celular e realmente gerou um descontrole do professor perante os alunos. Aqui no Olimpo só podemos usar o celular no intervalo e o pessoal já se adequou. Também há muita fiscalização por parte dos funcionários da escola, eles não permitem que saiamos da linha. Mas fora da sala não vejo problemas. Na nossa turma temos um grupo de estudo, onde trocamos informações e tiramos dúvidas, que funciona muito bem”, conta.
Tablets
No Centro Educacional Sigma, em Águas Claras, o uso de aparelhos eletrônicos em sala também é  terminantemente proibido. O colégio utiliza livros digitais, disponibilizados em tablets, tornando eventuais acessos à internet para pesquisas desnecessários.
Caso o aluno seja pego utilizando o aparelho, ele é encaminhado à coordenação. Se, por motivos de força maior, o estudante precisar usar o telefone, para contato   com pais ou responsáveis, ele é convidado a fazer a ligação na direção, com o aparelho da escola.
Unesco incentiva
A Unesco faz dez recomendações para a implementação adequada dos recursos na escola: criar ou atualizar políticas ligadas ao aprendizado móvel; conscientizar sobre sua importância; expandir e melhorar opções de conexão; ter acesso igualitário; garantir equidade de gênero; criar e otimizar conteúdo educacional; treinar professores;  capacitá-los usando tecnologias móveis; promover o uso seguro e saudável; e usá-las para  a comunicação e a gestão escolar.
Saiba mais
E é bom as escolas se prepararem, pois o número de aparelhos celulares no DF continua aumentando. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), até abril, a capital tinha 4,7 milhões  linhas pré-pagas e outras 1,4 milhão  pós-pagas. No mesmo período do ano passado, havia exatamente 254.740 mil aparelhos a menos no DF.
Vale lembrar que basta ter uma linha, seja ela pré ou pós-paga, para comprar um pacote de internet junto à operadora. Isso sem contar   os jogos, aplicativos de música, edição de fotos e vídeos, que já vêm no celular
(Do Jornal de Brasília)

Petrobras lança revista gratuita para professores e estudantes

A Petrobras, em parceria com a editora Mol, lançou aPetrobras Conhecer, uma revista sobre tecnologia, ciência, pesquisa, energia e inovação voltada para professores e estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e ensino médio. A intenção da revista é estimula o interesse desse público por temas ligados à indústria de energia e tecnologia em geral, de forma lúdica e criativa.
Por enquanto, a revista tem uma versão impressa de tiragem limitada de 10.000 exemplares que são distribuídos gratuitamente em 20 escolas que fazem parte de uma rede de assinantes em todo o Brasil. O número de exemplares pode aumentar nos próximos meses se mais escolas demonstrarem interesse na publicação.
Versão Online
Os professores e estudantes cujas escolas não recebem a versão impressa podem acessar a versão online da revista, no endereço eletrônico www.petrobras.com.br/revistaconhecer. A primeira edição já está disponível e tem como tema o “movimento” e fala dos 60 gênios que mudaram os rumos da história, animais mais velozes, de migrações ao redor do mundo, da energia dos ventos, do Rio Amazonas e fenômenos como o encontro das águas e a pororoca, entre outros assuntos.
Antes da primeira edição foi lançada uma versão piloto, cujo tema foi “energia”. Essa versão também está disponível na internet. A próxima edição também terá uma versão para tablets. A revista Petrobras Conhecer terá três edições por ano.
(Do Brasil Escola)

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