Mais de 18 milhões de alunos fazem a olimpíada de matemática na terça-feira (27)
Jornalista: sindicato
Nesta terça-feira (27) mais de 18 milhões de estudantes de escolas públicas de todo o país participam da primeira fase da 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Nesta fase, a provas com 20 questões objetivas é feita na própria escola e os 5% com as melhores pontuações passam para a segunda fase, que ocorre no dia 13 setembro.
A segunda fase define os medalhistas e ganhadores de menções honrosas. A prova tem seis questões dissertativas, onde o estudante precisa explicar os cálculos e o raciocínio utilizados, e ocorre em cerca de 9 mil centros de aplicação.
A relação dos alunos premiados será divulgada no dia 1° de dezembro, no sitewww.obmep.org.br. Em 2014, serão 500 medalhistas de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze, além de 46.200 ganhadores de menções honrosas. Também recebem prêmios os professores, escolas e secretarias de educação dos municípios que se destacam pelo desempenho dos alunos.
Este ano, se inscreveram 46.712 escolas, de 5.533 municípios, com estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, nos níveis 1 e 2; e do Ensino Médio, que fazem a prova do nível 3. A Obmep é promovida pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com recursos dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo é estimular o estudo da matemática nas escolas públicas e revelar talentos.
Inscrições para Enem chegam ao recorde de 9,5 milhões, crescimento de 21,8%
Jornalista: sindicato
O número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) chegou ao recorde de 9,519 milhões este ano, com crescimento de 21,8% em relação a 2013 (7,834 milhões). Somente na sexta-feira (23), último dia de inscrições, foram 1,8 milhão de inscritos. Os dados divulgados hoje (24) são preliminares e dependem da confirmação do pagamentos da taxa de inscrição até a próxima quarta-feira (28).
No Sudeste, foram 3,407 milhões de inscritos; no Nordeste, 3,062 milhões; no Sul, 1,159 milhão; no Norte, 1,033 milhão, e no Centro-Oeste, 857,195 mil.
O ministro da Educação, Henrique Paim, destacou o crescimento das inscrições em estados da Região Nordeste. “No Ceará, temos uma população de 8,8 milhões habitantes e quase 600 mil inscritos”, disse.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares, alertou para o prazo de pagamento da taxa de inscrição, de R$ 35, que vai até a próxima quarta-feira (28). “Se a inscrição não estiver paga até 28 de maio, não será confirmada”, disse.
Segundo o ministro da Educação, no ano passado houve problemas com estudantes que agendaram o pagamento pela internet e em caixa eletrônicos no último dia do prazo, para efetivação do pagamento depois. “Houve confusão com a data de pagamento e de agendamento. Não basta agendar no dia 28. Tem que fazer o pagamento nesse dia”, alertou o ministro.
De acordo com Henrique Paim, no ano passado cerca de 10% dos inscritos não confirmaram a inscrição com o pagamento. Estudantes da rede pública e pessoas com renda familiar de até 1,5 salário mínimo são isentos. No ano passado, 60% dos inscritos se declararam isentos.
O Enem será aplicado nos dias 8 e 9 de novembro.
Para se preparar, o aluno pode acessar o aplicativo Questões Enem, um banco de questões doPortal EBC que reúne as provas de 2009 a 2013. O acesso é gratuito.
(Da Agência Brasil)
Criança que não estuda e brinca também é “desaparecida”
Jornalista: sindicato
Há seis meses os amigos de Jonas, de 10 anos, não o veem mais na sua escola, no interior de Santa Catarina. Ele agora trabalha todo dia no mercadinho. Clara, 11 anos, não pode mais brincar com suas bonecas. Os únicos brinquedos com os quais tem contato todo dia são os que ajuda a fabricar em uma pequena oficina, no Rio de Janeiro. O professor de Pedro também nunca mais viu o garoto, que agora vende panos de prato em faróis no centro de Belo Horizonte.
Histórias como essas são comuns em todo o País, na sua cidade, no seu bairro. São meninos e meninas que têm família, mas estão perdendo sua infância a cada dia e, se nada for feito, o futuro não será promissor. Por isso a organização não governamental Aldeias Infantis SOS Brasil lança a campanha Infâncias Perdidas.
A organização, que não tem fins lucrativos, quer chamar a atenção para os milhões de crianças, adolescentes e jovens que já perderam, ou que estão perdendo, sua infância em razão da exploração do trabalho infantil. Segundo indicadores do IBGE (Pnad – 2012), cerca de 3, 5 milhões de crianças, adolescentes e jovens com faixa etária entre 5 e 17 anos estão submetidos ao trabalho infantil.
A campanha conta com o apoio de diversos meios de comunicação, e a editora Confiança (que publica CartaCapital, Carta na Escola e Carta Fundamental) participa deste movimento, produzindo conteúdo editorial especial para a causa. Ao longo das próximas semanas, você verá o material da campanha no site de CartaCapital, nas nossas redes sociais e também nas páginas das três revistas.
Afinal, o que é a Aldeias Infantis SOS Brasil?
A história da organização Aldeias Infantis SOS começou em 1949, na Áustria, acolhendo órfãos da Segunda Guerra Mundial. Hoje está em 133 países, atendendo 2,2 milhões de crianças, adolescentes e jovens e suas respectivas famílias. A organização trabalha em nosso país há 46 anos e já atendeu mais de 120 mil crianças, adolescentes e jovens em seus programas de Acolhimento e Fortalecimento de Vivência Familiar.
Desenvolve 22 programas em 12 estados e no Distrito Federal, e foi eleita uma das organizações titulares Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), a instância máxima de formulação, deliberação e controle das políticas públicas para a infância e a adolescência no Brasil. Criado em 1991, o conselho reúne representantes de diferentes esferas do governo e da sociedade civil e é o guardião do Estatuto da Criança e do Adolescente, garantindo que ele seja aplicado.
Pela importância da campanha Infâncias Perdidas e pelo histórico de seriedade da Aldeias Infantis, a editora Confiança decidiu entrar nesse mutirão em prol do futuro do nosso país.
E a boa notícia é que você também pode ajudar a melhorar esse cenário. Clique aqui, colabore com a campanha e saiba mais sobre as iniciativas da Aldeias Infantis SOS Brasil contra o trabalho infantil. Entre nessa corrente positiva para que nenhuma infância seja perdida.
(Da Carta Capital)
Sindicatos do DF realizam campanha para arrecadar agasalhos
Jornalista: sindicato
Apostando no ato de amor que é a doação de calor a quem necessita, dois sindicatos do Distrito Federal se unem para realizar, até o final de maio, uma Campanha do Agasalho. É a hora de retirar dos armários roupas, cobertas e objetos que não nos servem mais, mas podem ser essenciais para outras pessoas.
A arrecadação das doações está sendo feita até o dia 31 em todas as empresas de Segurança e Transportes de Valores e de Asseio e Conservação do DF que fazem parte dos Sindicatos, mas a população também pode participar. Basta entrar em contato com o Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores do Distrito federal (Sindesp-DF) ou o Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário e Serviços Terceirizáveis do Distrito Federal (Seac-DF) pelos telefones (61) 3233-9922 / 3234-8603 ou pelos e-mails sindesp@sindesp-df.com.br ouseac@seac-df.com.br.
Roupas quentes e, principalmente cobertores, também podem ser entregues no SAAN Quadra 03, Número 1.300 – Zona Industrial, Brasília – DF. A distribuição do material arrecadado está prevista para o dia 8 de junho.
(Do Jornal de Brasília)
Livro ajuda jovens do Ensino Médio a escolher a profissão
Jornalista: sindicato
O mundo atual está em constante transformação. Todos sabem disso, mas muitas vezes as pessoas não se dão conta da abrangência dos impactos que essas transformações podem causar nos jovens. Pare um pouco e pense: as profissões que estavam valorizadas e em alta há 15 anos continuam na mesma posição hoje? Então agora reflita sobre como fica a cabeça de um estudante na reta final do Ensino Médio, que, além de passar pela pressão do vestibular e do Enem, tem que escolher uma profissão para seu futuro.
Foi pensando nesse cenário que o Centro de Integração Empresa-Escola, o CIEE, lançou um livro intitulado “Escolha Certa – As profissões do século 21”, de autoria de Luiz Gonzaga Bertelli, presidente da instituição. Durante o Ensino Médio, o jovem, ainda imaturo e com pouca experiência de vida, se vê pressionado a escolher uma carreira sem ter conhecimento do mercado de trabalho.
Esta publicação é um guia com análises de especialistas de mercado, esclarecimentos sobre o conteúdo dos cursos, perfis das atividades profissionais, perspectivas de cada área, profissões promissoras, entre outras informações relevantes.
Não será o livro que vai fazer o jovem decidir a profissão que quer seguir, mas certamente dará argumentos, insumos e dados que irão orientar de maneira mais objetiva a escolha da profissão. Para ter acesso ao material, clique aqui.
(Da RCE)
Quase 70 travestis e transexuais pediram para usar nome social no Enem
Jornalista: sindicato
Pela primeira vez, travestis e transexuais podem usar o nome social no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A medida foi celebrada por ativistas e atraiu mais candidatos ao exame. Dados obtidos com exclusividade pela Agência Brasil mostram que até o penúltimo dia de inscrição, 68 pessoas solicitaram o uso do nome social pelo telefone 0800-616161.
Essas solicitações já entraram no protocolo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e serão atendidas. O número ainda pode aumentar. Segundo o Inep, mais 27 pessoas ligaram para pedir informações sobre a questão. O prazo para solicitar o uso do nome social termina hoje (23), assim como o período de inscrição.
A pedagoga e presidenta do Conselho Municipal LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de São Paulo, Janaina Lima, diz que o uso do nome social atraiu mais candidatos ao exame. “No meu convívio social, eu sei de várias [travestis e trans] que estão se inscrevendo. Saber que vai chegar lá e vai ser só mais uma pessoa concorrendo, tem facilitado. Elas dizem que estão se inscrevendo só porque poderão usar o nome delas e que não vão ser expostas antes mesmo de começar a prova”.
Travesti, Janaína também se inscreveu no Enem. Apesar de ser formada, ela quer testar os conhecimentos e verificar de perto o respeito ao nome social.
Os candidatos devem fazer a inscrição normalmente no site do Enem. O nome a ser usado é o que consta no documento de identidade, mas quem quiser, em seguida, pode usar o telefone para pedir que seja identificado pelo nome social no dia do exame – 8 e 9 de novembro. A inscrição só será confirmada após o pagamento da taxa de R$ 35, o que deve ser feito até 28 de maio. Estudantes da rede pública e pessoas com renda familiar até 1,5 salário mínimo são isentos.
“O nome social garante que a pessoa seja respeitada no gênero em que está, para que não sofra nenhum constrangimento”, explica a coordenadora de Políticas da Região Sudeste da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e coordenadora colegiada do Fórum LGBT do Espírito Santo, Deborah Sabará.
Deborah é trans e fez inscrição no Enem. Ela pretende usar o exame para ingressar no ensino superior. Ainda está em dúvida entre os cursos de história e serviço social. “O percentual de pessoas trans no ensino superior é baixíssimo. Estamos também longe das escolas, do ensino fundamental e médio. Mas eu acredito que isso vai aumentar. Precisamos empolgar a nossa população a fazer o Enem e usá-lo para o que for possível”.
Deborah diz que não há um levantamento oficial sobre o acesso de travestis e transexuais ao ensino superior. No entanto, em Vitória, são apenas duas pessoas, uma em instituição pública e outra em particular, em um universo estimado de 390 trans em Vitória. Para além da própria formação, ela espera servir de exemplo para o filho, Caio Felipe, de 13 anos.
Atualmente, travestis e transexuais podem solicitar à Justiça a mudança de nome na carteira de identidade, mas o processo feito em particular é caro e pode levar de um mês a mais de um ano. O advogado e coordenador do Grupo de Estudos em Direito e Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), Thales Coimbra, diz que não há lei específica para a questão e a pessoa pode ser submetida a uma série de constrangimentos. Para ele, a medida adotada pelo Enem é positiva. “É uma medida de muita sensibilidade. O Enem não coloca nenhum critério que dificulte a pessoa a gozar desse direito. O nome parece algo simples, mas tem muito valor, é o passaporte para o acesso a direitos básicos”, diz.
O presidente do Inep, Chico Soares, explica que o nome social constará também no cartão de confirmação de inscrição que os candidatos recebem pelo correio com informações para o exame, como o local de prova. As medidas foram tomadas depois que duas transexuais tiveram problemas, no ano passado, com a identificação no dia da prova.
“Por uma questão de segurança, a identificação dos candidatos tem que ser feita pelo CPF. Mas foi com muita discussão com os movimentos, que chegou-se à solução do atendimento pelo telefone. A pessoa faz a inscrição, se identifica civilmente e liga para o 0800, onde tem um atendimento personalizado”, acrescenta Soares.
(Da Agência Brasil)
Criminalizar movimentos sociais é retrocesso, dizem debatedores na CDH
Jornalista: sindicato
A aprovação de projetos que criminalizam as ações de movimentos sociais é um retrocesso, afeta direitos garantidos pela Constituição, como o de greve e o de livre manifestação, e poderá gerar presos políticos em plena vigência do regime democrático brasileiro. Esse foi o alerta feito por participantes da audiência pública realizada nesta quinta-feira (22) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
Tramitam no Senado propostas que buscam penalizar pessoas ou grupos que gerem “pânico ou perigo à integridade da comunidade ou de prédios públicos”, legislação que afetaria, por exemplo, movimentos liderados por sindicatos e trabalhadores em greve ou entidades da sociedade civil. Pelo texto do Projeto de Lei do Senado (PLS) 508/2013, do senador Armando Monteiro (PTB-PE), os líderes poderiam ser presos e enquadrados como terroristas. Essa proposta está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Outro projeto, o PLS 499/2013, que define os crimes de terrorismo, só não foi votado em Plenário devido à articulação do senador Paulo Paim (PT-RS).
Violência da polícia
Para José Maria de Almeida, representante da Central Sindical e Popular (CSP Conlutas), atualmente os movimentos sociais já vem sofrendo com o aumento da violência das polícias contra os manifestantes, o desrespeito aos direitos de greve e de manifestação e os assassinatos nas periferias, além da instauração de inquéritos responsabilizando os líderes desses movimentos. O quadro piorará se tais propostas forem aprovadas, opinou. O sindicalista citou a responsabilidade do governo pela onda de manifestações, que deixou de oferecer à população serviços decentes em educação, saúde e segurança, e por isso agora se revolta e toma as ruas. Também criticou a falta de diálogo e negociação com os movimentos grevistas.
Conforme dados apresentados por ele, houve um recrudescimento da repressão e da criminalização de dirigentes e ativistas militantes de maneira alarmante desde as manifestações de junho do ano passado até agora. Já foram mais de dois mil presos e destes, 370 respondem a inquéritos. Desse modo, argumentou, pessoas que organizaram manifestações para reduzir o valor dos transportes no Rio Grande do Sul, por exemplo, poderão ser presas acusadas de cumplicidade numa quadrilha organizada para promover depredações e furtos, e pegar até 20 anos de cadeia.
—Vão ser presos porque lideraram uma manifestação para baixar o preço da passagem de ônibus. Isso é ser preso político – disse José Maria.
Quebradeiras
Segundo explicou José Maria, as quebradeiras e destruições promovidas durante as passeatas criam um clima político que interfere na legitimidade dos movimentos sociais. Ele criticou a Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), que dá a liberdade para as polícias, por exemplo, infiltrarem policiais nas manifestações, e insinuou que os quebra-quebras poderiam até mesmo não ser feitos pelos Black Blocs, como costumeiramente se acusa, mas sim em ação semelhante ao atentado do Riocentro, durante a ditadura, protagonizado pelos próprios militares para culpar os manifestantes. José Maria defendeu até mesmo a desmilitarização da Polícia Militar e ressaltou não concordar com o modo de operação dos Black Blocs.
– Polemizamos com Black Blocs por uma forma de luta que a nosso ver não ajuda, mas não é possível responsabilizar os companheiros pela violência que ocorre nas mobilizações – disse.
Desmoralização
Matheus Gomes, membro da direção da Assembleia Nacional de Estudantes Livres (Anel) é um dos investigados, junto com outros cinco estudantes que, na opinião dele, estão sofrendo um processo de tentativa de desmoralização, por parte da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e da Justiça. Segundo afirmou, os policiais utilizam “gestos arbitrários e acusações falsas” para embasar os inquéritos e comprometer os organizadores das manifestações como mentores intelectuais de desordens e roubos ocorridos e sobre os quais não tiveram responsabilidade.
Ele citou ainda os abusos cometidos pelas autoridades policiais, com detenções acompanhadas de violência física e psicológica, especialmente contra mulheres e jovens negros da periferia que sofrem todo tipo de humilhação. E enquanto centenas de organizadores dos protestos respondem a processos, nenhum policial é investigado por abusos cometidos, lembrou.
Já a representante da Secretaria de Direitos Humanos, Deise Benedito, defendeu o direito de manifestação e organização, importante para a construção da democracia brasileira e que foi assegurada na Constituição por força dos próprios movimentos sociais. Segundo disse, é inadmissível que pessoas tenham os direitos cerceados, mas isso também as faz responsáveis por não permitir violações de direitos humanos.
– Todos têm direito de ir para as ruas, mas todos têm também a responsabilidade. Sei que se vocês virem indivíduo quebrando patrimônio público, acredito que a mesma legitimidade que os leva à rua é a de pedir que essa pessoa se retire da manifestação – opinou.
O senador Paulo Paim, que presidiu a reunião, também se manifestou contra a promoção do vandalismo durante as manifestações
– Sempre dei apoio aos movimentos sociais, mas não concordo com o quebra-quebra. Tenho certeza q essa não é a linha do movimento – opinou o senador.
Ele prometeu realizar mais uma audiência pública sobre o tema, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério da Justiça, que não compareceram a reunião desta quinta. A intenção é convidar alguém que responda pelo aparato policial do país, além de representantes das centrais sindicais, ainda antes da Copa do Mundo.
Fonte: Agência Senado
Representantes de embaixadas apreciam trabalhos de alunos do CIL do Gama
Jornalista: sindicato
Com o tema “Do Brasil para o Mundo”, estudantes do Centro Interescolar de Línguas (CIL) do Gama apresentaram, nesta quarta-feira (21), durante a Expocil, os trabalhos desenvolvidos no centro. As atividades incluem exposições, apresentações musicais e comidas típicas, sempre nas respectivas línguas estudadas.
Representantes de embaixadas, de instituições de ensino e professores de língua estrangeira participaram da programação, desenvolvida durante todo o dia.
Terceira-secretária da Embaixada das Filipinas, Carlyn Monastrial, 37, ficou surpresa com a estrutura do CIL. “Me informaram que era um centro de estudo de idiomas, mas não imaginava que era tão grande. Acho muito boa a iniciativa dos alunos”, afirmou.
O conselheiro de Educação da Embaixada da Espanha, José Suárez Inclán, também elogiou o trabalho feito no CIL Gama. “Saber que pessoas podem estudar idiomas gratuitamente é sinceramente algo maravilhoso”, avaliou.
Segundo a diretora da unidade educacional, Cibele Almeida, a orientação foi que os estudantes apresentassem o que acreditam ter o Brasil de melhor. A diretora lembrou que as inscrições para matrícula no CIL do Gama seguem abertas até o final deste mês, pela internet.
Já a professora Euzenira Maria Pereira da Silva, 49, explicou que esta é a segunda edição da Expocil. “Tanto para nós, professores de língua estrangeira, quanto para os alunos, é um laboratório para colocarem em prática o que vêm estudando há tanto tempo”, afirmou.
(Da Agência Brasília)
Enem: até as 13h do nono dia, exame tem 5 milhões de inscritos; prazo termina na sexta-feira
Jornalista: sindicato
O total de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) chegou a 5.008.713 às 13 horas desta terça-feira, 20. O número é 32% superior aos 3.793.057 inscritos no mesmo período e horário no ano passado. O prazo termina às 23h59 desta sexta-feira, 23. As mulheres são maioria: 2.951.168 já se inscreveram. Os homens, até agora, são 2.057.545.
Deixar a inscrição para o último dia é uma opção a ser evitada pelos candidatos. É importante ainda buscar o acesso à página on-line de inscrições em horários de movimento mais reduzido — no início da manhã, até as 9 horas; à tarde, entre 14 e 17 horas; à noite, após as 21 horas.
São Paulo é a unidade federativa com o maior número de inscritos (788.427). Em seguida, vêm Minas Gerais (533.586) e Ceará (380.907).
A nota obtida no Enem é critério de acesso à educação superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (ProUni). É também requisito para obtenção do benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participação no programa Ciência sem Fronteiras e em seleções para bolsas de graduação-sanduíche da Coordenação de aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Também com a nota do Enem o estudante pode se candidatar ao ingresso em vagas gratuitas de cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).
Estudantes maiores de 18 anos podem obter a certificação do ensino médio por meio do exame.
O Enem de 2014 será realizado em 1.699 municípios. Tanto no sábado, 8 de novembro próximo, quanto no domingo, 9, os portões de acesso aos locais de provas serão abertos às 12 horas e fechados às 13 horas, também de acordo com o horário de Brasília.
Os procedimentos, passo a passo, para a inscrição estão disponíveis on-line. Antes e durante o período, os candidatos podem acompanhar todo o processo na página do Enem na internet.
(Do MEC)
Contraturno evita evasão de alunos em comunidades carentes
Jornalista: sindicato
O estudo está cativando mais os alunos em favelas brasileiras. A escola e projetos de instituições e ONGs são uma forma de oferecer melhores oportunidades aos moradores das comunidades. Em pesquisa de 2013, realizada pelo Data Popular em 63 favelas brasileiras, com 2 mil moradores, 17% afirmaram que tinham intenção de entrar para a faculdade no próximo ano, enquanto no Brasil urbano (como foi chamado o restante da cidade), o percentual foi de 10%. A empolgação se repete com os cursos profissionalizantes: enquanto no Brasil urbano 14% pretendia cursar um técnico dentro de um ano, entre os moradores da favela, o número crescia para 31%.
Diversos projetos acontecem nas favelas pelo Brasil afora com o objetivo de incentivar a educação e levar a oportunidade de estudar para a maior quantidade de brasileiros possível. Um dos que mais se destaca acontece há 15 anos no morro da Mangueira, no Rio de Janeiro. Desenvolvido pela Casa da Arte de Educar, o projeto aproveita os conteúdos comunitários para ajudar os alunos na escola, por meio da metodologia da Mandala dos Saberes, já adotada pelo Ministério da Educação (MEC). A gestora de projetos da Casa, Lolla Azevedo, explica que as mandalas foram escolhidas porque seu símbolo é centralizador, é uma visão sistêmica de que nós somos um todo com o conhecimento.
Para participar, os estudantes precisam ter entre seis e 16 anos, frequentar uma escola regular e morar na Mangueira. No contraturno, os alunos participam de atividades na sede do projeto por quatro horas diárias, como oficinas de artes plásticas, música, capoeira, jogos que resgatam a memória da comunidade e aulas de reforço para auxiliar nos conteúdos da escola. Todas norteadas pelas experiências e bagagem cultural trazidas pelos moradores. As mandalas, muitas vezes confeccionadas manualmente ou impressas, são utilizadas em sala de aula para direcionar as discussões entre professores e estudantes, relacionando os conteúdos escolares com vestuário, lazer, organização comunitária e habitação.
Segundo a coordenadora geral da Casa da Arte de Educar, Sueli de Lima, o objetivo é mostrar que é possível educar compreendendo os diversos universos culturais populares. “Ouvíamos muito na comunidade que a escola não utilizava os saberes dos estudantes de classes populares. Os professores dizendo que esses alunos não sabem nada, por exemplo. Mas eles têm uma experiência diversa dos moradores de outras partes da cidade. O projeto tenta mostrar para o mundo acadêmico que podemos colocar o universo das comunidades populares em contato com o restante da cidade e todos se beneficiam”, diz. Pais voltam a estudar; alunos viram professores
Outro diferencial é que a metodologia não é instrumentalizada, mas sim livre para ser apropriada conforme a realidade em que está inserida, formulando campos de diálogo entre professores, alunos e pais, além de valorizar o morador da favela e suas experiências e conhecimentos. “A metodologia permite que um professor de capoeira possa conversar com o de matemática e eles possam trabalhar juntos, complementando a escola”, explica Sueli. A participação comunitária é muito grande. O projeto realiza pesquisa sobre a realidade local e as avaliações são feitas em conjunto com os moradores. Com as famílias, são realizadas rodas de conversa, onde são discutidos seus direitos e deveres. Os pais dos alunos que quiserem voltar a estudar são bem-vindos na Casa, que oferece o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) no turno da noite.
A professora Rose Carol da Silva, moradora da Mangueira, passou de aluna à educadora da Casa. Após se formar em pedagogia na Universidade da Cidade, Carol retornou ao projeto como monitora e, após dois anos, passou a ser professora. O que mais a atraiu no método é a liberdade de criação. “Não ficamos presos no que está pré-estabelecido, podemos desconstruir para construir de novo depois. Realizamos um trabalho continuado. As crianças que entram no projeto criam uma vontade enorme de viver e participar do mundo”, comenta.
Os resultados do projeto já começaram a aparecer. O índice de evasão escolar, em 2011 e 2012, para os alunos da Casa, foi de 0%. Em termos de reprovação escolar, enquanto a média da Mangueira é de 14%, a dos estudantes da Casa cai para 2%. O que sugere que o reforço de conteúdo oferecido pelo projeto ajuda os estudantes na escola. O aluno Emerson Pereira dos Santos, 14 anos, confirma que a melhora do desempenho na escola acontece. “Desde que comecei a frequentar a Casa, há 5 anos, minha vida mudou. Não sabia muito bem o que era equação, a matemática. As atividades na Casa são como um reforço”, conta.
O estudante do 9º ano do ensino fundamental, que no futuro quer ser bombeiro, participa das aulas de capoeira, dança, música e outras tantas porque gosta. “Antes eu apenas ficava em casa estudando. Hoje venho para a Casa porque tenho vontade de participar. O diálogo escolar também me ajuda muito”, afirma.
Sueli atribui a permanência dos alunos do projeto na escola à forma com que as atividades são desenvolvidas: construindo sentido para o aprendizado. “Invertemos a ideia de decorebas e de que o aluno é um ser passivo que não deve se colocar em uma posição. Na Casa, ele é ativo, realiza projetos de educação, empreende, identifica as falhas e pensa em ações que pode fazer para contorná-las. As informações que eles aprendem na escola passam a ter um sentido”, explica.
A participação familiar também é uma conquista do projeto. Do grupo de pais ou responsáveis pelos alunos, 95% participa das reuniões organizadas pela ONG, segundo dados da Casa. Dos quatro filhos da dona de casa Ednezer Rezende, moradora da Mangueira, três participam das atividades. Ela mesma irá integrar um curso de maquiagem. “Todo mês tem reunião, tem roda de conversa, psicólogos para orientar sobre o desenvolvimento das crianças, dar dicas. Nós também podemos opinar sobre o que queremos na Casa”, conta.
A vida de uma de suas filhas mudou bastante com a ajuda dos professores do projeto. A menina de 14 anos tem déficit de aprendizagem, descoberto na Casa. “Ela não passava de ano, tinha muitas dificuldades. Na sede, ela tem muito apoio, eles nos ajudaram a achar onde fazer o tratamento, depois de detectarem o motivo das dificuldades”. A moradora acredita que seja importante para as crianças participarem de atividades educativas, mesmo que só um esporte, e conta que os filhos adoram os passeios, que muitas vezes viram assunto para a semana inteira. “Eles vão muito a museus. São crianças que não teriam oportunidade de ir de outra forma, algumas não sabem nem o que é um museu. Além disso, os que participam hoje estão mais tranquilos, menos rebeldes”, conclui. Parceria com lideranças de outras comunidades
O projeto tem parceria com diversas lideranças da comunidade da Mangueira, além de prefeituras de outras cidades fluminenses, secretarias de educação e de cultura, museus, escolas, conselho tutelar, entre outras. Sueli informa que está prevista uma ampliação dos trabalhos do projeto para 10 favelas que constituem a grande Tijuca. A Casa também oferece uma capacitação aos professores que queiram utilizar a metodologia da Mandala dos Saberes em seu trabalho. Qualquer professor que tenha interesse em aprender ou contribuir com o projeto pode entrar em contato.
O projeto Casa da Arte de Educar mostra que é possível incluir cada vez mais o jovem na educação e mantê-lo estudando. “O saber não é apenas o que se ensina na escola. O importante é criar relações com o que se aprende no colégio com a vida. As pessoas que moram em comunidades populares são ágeis em diversos aspectos da vida social, resolvem problemas de forma autônoma, e o seu saber não pode ser jogado na lixeira”, afirma Sueli. E se 94% dos moradores das favelas entrevistados pelo Data Popular se considera feliz nas comunidades, 81% gosta de viver onde vive e 66% não gostaria de sair da favela, por que não utilizar seus elementos para educar os jovens que vivem nessa realidade?
“A educação na comunidade popular é um tema social, de toda a sociedade. Quanto mais pessoas estiverem envolvidas, melhores serão os avanços. Principalmente os moradores. Muitas vezes, eles não sabem como participar da escola, se é o lugar deles ou não. Mostramos o que é de direito deles e o que podem cobrar”, acrescenta Lolla Azevedo. Educação na favela
Ainda na pesquisa realizada pelo Data Popular no ano passado, as novas gerações de moradores das favelas estão mais escolarizadas: dos 18 aos 30 anos, apenas 2% não têm escolaridade nenhuma e 48% possui ensino médio, contra 9% sem escolaridade e 17% com ensino médio dos moradores de 48 a 60 anos. A taxa de quem tem ensino médio é baixa na faixa etária de 18 a 30 anos, apenas 1%. Porém, o otimismo nas comunidades brasileiras prevalece. Sete em cada 10 entrevistados concordam que, para progredir na vida, é preciso estudar.
Segundo o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto 14,7% da população residente em outras áreas havia concluído o ensino superior, nos moradores de aglomerados subnormais (como são denominadas as favelas e comunidades populares pelo IBGE), o número era de 1,6%. Em relação a frequentar a escola, 7,12% o faziam nos aglomerados subnormais, contra 29,24% do total da população. “Queremos desmistificar que o pobre é sempre carente e que para ele serve qualquer coisa. Eles mesmos acabam acreditando e essa ideia deve ser desconstruída”, conta Lolla. A gerente acredita que, se o indivíduo se sentir integrado e pertencendo a algum lugar em seu aprendizado, deixará de pensar que é invisível. “Estamos na mesma cidade, no mesmo lugar que as pessoas que não moram na favela. Os moradores daqui devem sentir que pertencem à cidade e vice-versa”.
(Do Terra)