ONG destaca 15 projetos de educação que devem ser monitorados no Congresso

A Fundação Abrinq lançou nesta quarta-feira (7) na Câmara dos Deputados, em Brasília, um levantamento com os principais projetos que tratam dos direitos da criança e do adolescente no Congresso. No “Caderno Legislativo da Criança e do Adolescente” foram reunidas 60 propostas, divididas em quatro eixos: educação, emergência, proteção e saúde.
Entre os 15 projetos de educação, o mais importante para a organização é o PNE (Plano Nacional de Educação),aprovado ontem (6) na Comissão Especial da Câmara.
“Ele [PNE] é a base das políticas de proteção. É o projeto mais importante para o futuro das crianças e adolescentes”, disse Heloísa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq.
Entre os principais pontos que devem constar no texto final do PNE, disse Heloísa, está a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação pública e a adoção de parâmetros de qualidade.
O texto do PNE, que foi enviado ao Congresso no fim de 2010 e que deveria entrar em vigor em 2011, ainda precisa ser aprovado novamente pelo plenário da Câmara antes da sanção presidencial.
Além do PNE, as demais propostas que devem ser monitoradas na educação estão concentradas em três áreas: financiamento, direitos sociais ligados à educação e alterações na LDB (Lei de diretrizes e Bases da Educação).
Na lista estão projetos como o que obriga o Estado a fornecer creche ou pré-escola a crianças de até cinco anos, outro que dispõe sobre a garantia de cursos profissionalizantes para adolescentes que moram e orfanatos, e o que destina 50% do fundo social do pré-sal para a educação.

Veja abaixo os projetos mais importantes ligados à educação:

Financiamento
  • PLP 15/2011

    Do deputado Felipe Bornier (PHS/RJ), estabelece normas para a cooperação entre a união e os Estados, o Distrito Federal e os municípios, com relação à responsabilidade na gestão pública da educação escolar brasileira

  • PLS 138/2011

    Do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), destina 50% dos recursos do fundo social do pré-sal para a educação, sendo o mínimo de 80% desse recurso para a educação básica e infantil

  • PL 8.035/2010

    Do Poder Executivo, trata do Plano Nacional e de Educação

  • PL 5.847/2013

    Do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT/PE), destina à educação 50% dos proventos recebidos pelo Tesouro Nacional para o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação)

  • PEC 20/2010

    Do senador Flávio Arns (PSDB/PR), desvincula percentual da receita de certas contribuições sociais para custear ações de manutenção e desenvolvimento do ensino

 

Direitos Sociais
  • PEC 6/2011

    Do deputado Vieira Cunha (PDT/RS), garante oferta de educação integral a estudantes de famílias em baixa renda

  • PL 563/2011

    Do deputado Lindomar Garçon (PV/RO), prevê a garantia de cursos profissionalizantes e estágios a adolescentes residentes em orfanatos e/ou abrigos

  • PL 854/2011

    Do deputado Jonas Donizette (PSB/SP), torna obrigatória a presença de profissional de saúde em todas as escolas públicas e privadas

  • PL 5.609/2013

    Do deputado Roberto Freire (PPS/SP), determina que municípios devem reestruturar o ensino fundamental até 2016 a fim de garantir a alfabetização das crianças a partir dos 6 anos

 

Alterações na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional)
  • PL 2.357/2007

    Do deputado Ayrton Xerez (DEM/RJ), trata das obrigatoriedade de permanência dos alunos de redes públicas nas dependências da escola, no caso de falta e professores

  • PL 6.755/2010

    Do senador Flávio Arns (PSDB/PR), a emenda que prevê o dever do Estado de garantir educação infantil e creche ou pré-escola para as crianças de até cinco anos

  • PL 285/2011

    Do deputado Sebastião Bala Rocha (PDT/AP), inclui o parágrafo terceiro ao artigo 23 da LDB, e determina que a oferta de educação infantil em creches públicas tenha 240 dias de atendimento anual

  • PL 2.384/2011

    Da deputada Fátima Bezerra (PT/RN), trata da participação dos conselheiros escolares na elaboração do projeto pedagógico da escola, determinando funções e atribuições desses conselheiros

  • PL 4.731/2012

    Do senador Humberto Costa (PT/PE), estabelece o número máximo de alunos por turma na pré-escola e nos ensinos fundamental e médio

  • PL 3.179/2012

    Do deputado Lincoln Portela (PR/MG), dispõe sobre a possibilidade de oferta domiciliar da educação básica

 

O levantamento

As 60 propostas reunidas no caderno foram selecionadas a partir dos 24.495 projetos apresentados por deputados e senadores entre outubro de 1988, quando a Constituição entrou e vigor, e dezembro de 2013.
Desse montante, a Fundação Abrinq monitorou, em 2013, 711 projetos — sendo 224 da área de educação, 389 de proteção, 78 de saúde e 20 de emergência. Eles tratam da redução, da ampliação ou da promoção dos direitos das crianças e adolescentes.
O caderno tem análises sobre propostas como a que reduz a maioridade penal, a que aumenta o tempo de internação de menores autores de atos inflacionais e o projeto que proíbe maus-tratos contra crianças.
(Do Uol)

Brasil se distancia da média mundial em ranking de educação

O Brasil se distanciou da média de 40 países em um ranking que compara resultados de provas de matemática, ciência e leitura, e também índices como taxas de alfabetização e aprovação escolar.
No entanto, apesar de ter o seu índice piorado, o país subiu uma posição no ranking – de penúltimo para antepenúltimo – pois o México apresentou queda maior do que o Brasil no índice.
Esta é a segunda edição do relatório produzido pela empresa de sistemas de aprendizado Pearson (ligado ao jornal britânico Financial Times) e pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU).
O Brasil aparece na 38ª posição do ranking, na frente de México e Indonésia – um avanço de um lugar, na comparação com a edição de 2012.
O indicador do ranking é composto a partir duas variáveis: capacidade cognitiva (medida por resultados de alunos nos testes internacionais PISA, TIMSS e PIRLS) e sucesso escolar (índices de alfabetização e aprovação escolar).
O número usado para comparar os países (‘escore z’) indica o quão longe cada nação está da média dos 40 países (que é zero, nesta escala). Foram analisadas nações da Ásia, da Europa e das Américas – nenhum país africano participa do ranking.
Em 2012, o Brasil havia obtido um escore de -1.65; neste ano o indicador foi de -1,73, o que mostra que o país está mais distante da média dos 40 países. Já o México viu seu escore cair de -1,6 para -1,76. O sinal negativo indica que ambos os países estão abaixo da média dos 40 países.
O Brasil piorou nas duas variáveis – tanto na capacidade cognitiva (de -2,01 para -2,06) quanto no sucesso escolar (de -0,94 para -1,08).
Os escores são sempre comparados com a média das 40 nações. Então não é possível determinar ao certo se a piora do indicador do Brasil se deve a uma queda no desempenho dos alunos brasileiros, ou se houve uma melhora na média mundial.
Mais professores de ciência e matemática
‘Países em desenvolvimento ocupam a metade inferior do ranking, com a Indonésia novamente aparecendo em último lugar entre as 40 nações analisadas, precedida por México e Brasil’, diz o relatório produzido junto com o ranking (‘A Curva de Aprendizagem’).
‘É preciso questionar a habilidade dos sistemas educacionais destes países de suportar índices altos de crescimento econômico no longo prazo.’
Um dos capítulos do relatório discute ‘lições a serem aprendidas por países em desenvolvimento’ e conta com contribuições de Maria Helena Guimarães de Castro, diretora da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), um centro de pesquisas do governo do Estado de São Paulo.
Castro é citada no relatório dizendo que o Brasil precisa de um aumento de 30% no número de professores de ciência e matemática para aliviar as pressões sob o contingente atual – que está sobrecarregado e carece de treinamento.
‘Nós não temos professores porque essa carreira não é atraente. Isso é um problema que não será resolvido a não se que o governo e os governantes decidam mudar isso’, diz a diretora do Seade, no documento da Pearson e EIU.
Ásia em alta
No topo do ranking, a novidade desta edição é a queda dos países escandinavos e a ascensão de asiáticos.
A Finlândia, que liderava a edição de 2012, viu seu escore piorar de 1,26 para 0,92 – caindo quatro posições e sendo ultrapassada por Coreia do Sul, Japão, Cingapura e Hong Kong. O relatório afirma que países escandinavos, como Suécia e Finlândia, tem visto nos últimos anos as notas de seus alunos piorarem nos testes internacionais.
A Coreia do Sul é o país com a melhor média em relação às 40 nações. Um dos destaques positivos do ranking foi a Rússia, cujos alunos melhoraram suas notas nas avaliações. Com isso, a Rússia subiu sete posições, de 20° para 13°.
(Do G1)

Abertas as inscrições para as primeiras creches do Recanto das Emas

A partir desta quinta-feira (8), estarão abertas, até a próxima sexta-feira (9), na Coordenação Regional de Ensino do Recanto das Emas, na quadra 203 (antiga FTB), as inscrições para o preenchimento de 336 vagas para crianças de 0 a 5 anos em três Centros de Educação da Primeira Infância (Cepi),popularmente conhecidos como Creches, localizados nas quadras 107, 307 e 406.
Para se inscrever, os responsáveis pelos alunos devem apresentar o documento de identidade, CPF/MF, comprovante de residência e certidão de nascimento da criança.
Na ocasião, também são exigidos alguns documentos necessários para verificar os critérios sociais em que a família se encontra, segundo a portaria de 30/12/2013, publicada no D.O.D.F. nº 08, de 13/01/2014 (http://www.cre.se.df.gov.br/ascom/documentos/public/manual_creche.pdf).
A estrutura básica dos Cepis é formada por seis blocos interligados com anfiteatro, parque infantil, sala de leitura multiuso, laboratório de informática, pátio coberto, oito salas de aula e toda a estrutura oferece acessibilidade adequada para crianças com necessidades especiais.
O Governo do Distrito Federal pretende concluir e entregar à comunidade, no segundo semestre desse ano, mais um Centros de Educação da Primeira Infância na quadra e está previsto o inicio outros quatro Cepis até dezembro de 2014.
Esses investimentos estão previstas no Caderno das Cidades, publicação elaborada pela Casa Civil do Distrito Federal que reúne os projetos e ações do GDF nas regiões administrativas e que facilita o acompanhamento e fiscalização do emprego dos recursos por parte da população.
Maiores informações: 3901-1548
CRONOGRAMA
08 e 09/05 (quinta e sexta) – 9h as 17 h – Inscrições para os interessados. Critérios: alunos novos, que NÃO  estejam matriculados na Rede. Alunos que estejam inscritos para outras Creches poderão alterar a sua opção. Demais critérios estão previstos no Manual.
12/05/14(segunda) –  Digitação e compilação de resultados.
13/05/14(terça)  – 9h –  Divulgação de Resultados para a comunidade – Resultado/classificação  no próprio CEPI.
13 e 14/05/14 (terça e quarta)  – 9h às 12 e 14 as 17h –  Efetivação de Matrícula –  a Regional prepara o encaminhamento e a Instituição efetiva a matrícula.
(Com informações do Jornal de Brasília)

Entrega de medalhas a 6 mil estudantes de escolas públicas encerra Olimpíada da Matemática

A nona edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) foi encerrada na tarde desta quarta-feira, 7, no Rio de Janeiro, onde foram entregues 499 medalhas de ouro, 900 de prata e 4.600 de bronze a 6 mil estudantes. A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Educação, Henrique Paim, participaram da cerimônia de entrega das medalhas.
Participaram dessa edição da olimpíada 18,7 milhões de estudantes de 47,1 mil escolas públicas de todo o país. Desse total, 38.836 estudantes receberam menção honrosa.
De acordo com Dilma, a educação constitui um caminho para o crescimento e desenvolvimento do nosso país. Ela destacou o papel dos docentes. “Para ter educação de qualidade é fundamental ter professores valorizados. Não é possível ter educação de qualidade sem professores bem pagos”, afirmou a presidenta.
O ministro Henrique Paim lembrou a importância da olímpiada no desenvolvimento da matemática no Brasil, o país que obteve maior crescimento nesse setor na última edição do  na área do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). “A olimpíada é uma política pública de educação que permite não só a formação dos professores, mas também a integração de institutos de pesquisa e ensino da matemática”, disse.
Realizada desde 2005, a Obmep é um projeto de estímulo ao estudo da matemática voltado para as escolas públicas, estudantes e professores de todo o país. Para estimular a participação, produz e distribui material didático, oferece bolsas de iniciação científica aos estudantes e reconhecimento aos educadores, escolas e secretarias de educação. A Obmep também prepara, a cada ano, cerca de 30 medalhistas de ouro para competições internacionais.
(Do MEC)

Educação financeira chegará a quase 3 mil escolas públicas até 2015

Você tem controle sobre o dinheiro que recebe? Sabe que dia entra e qual o valor?  Você planeja o que fazer com sua receita? Como faz esse planejamento? Segundo a Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), essas e outras questões devem ser respondidas desde cedo e fazer parte do currículo escolar. Por meio do projeto Educação Financeira nas Escolas, até o fim de 2015, 2.962 escolas públicas de ensino médio terão acesso à formação.
O projeto é executado em parceria com a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação e o Grupo de Apoio Pedagógico do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef). Em uma experiência piloto em 2010 e 2011, foi testado em 891 escolas públicas do Tocantins, Rio de Janeiro, de Minas Gerais, São Paulo, do Ceará e Distrito Federal e contou com a participação de aproximadamente 27 mil estudantes e 1,8 mil professores, segundo dados da AEF-Brasil.
“Os jovens servem de multiplicadores da educação financeira em suas famílias. De modo que nas famílias em que os filhos receberam esse material, o grau de informação mudou”, explica o superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da Comissão de Valores Mobiliários, entidade que atualmente preside o Conef, José Alexandre Vasco. Ele diz que o material usado em sala de aula ficará disponível online para que seja usado também nas escolas que não serão inicialmente contempladas.
O projeto piloto ganhou um relatório do Banco Mundial: O Impacto da Educação Financeira no Ensino Médio – A Experiência do Brasil.  A instituição constatou o aumento de 1% do nível de poupança dos jovens que passaram pelo programa. Segundo os cálculos da entidade, isso pode contribuir para o crescimento também de 1% do Produto Interno Bruto brasileiro, uma vez que a poupança vira investimento. Os alunos passaram a fazer uma lista com os gastos todos os meses e a negociar o pagamento ao fazer uma compra.
A experiência nas escolas será um dos assuntos tratados na primeira Semana Nacional da Educação Financeira, com atividades previstas em várias cidades do país. Além de palestras e seminários, a população poderá receber orientações gratuitas e participar de mutirão de renegociação de dívidas. O evento começou ontem (5), e a programação está disponível na internet.
(Da Agência Brasil)

Último censo escolar aponta que só 35% das escolas brasileiras possuem bibliotecas

Sancionada em 2009, a lei  que prevê a obrigatoriedade de um acervo com pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino do país não saiu do papel.
Um levantamento do protal QEdu com dados do censo escolar de 2013 revela que somente 35% das escolas brasileiras possuem bibliotecas.
O portal analisou dados mais recentes sobre infraestrutura e matrículas de nas escolas públicas e privadas do Brasil.
Na comparação com outros estados do Brasil, a rede particular de São Paulo é a que tem o menor número de escolas equipadas com bibliotecas 39% (em 2011, eram 38%). São Paulo também tem o menor porcentual de escolas com bibliotecas, apenas 13% (em 2011, eram 11%).
A análise apontou que estes percentuais são baixos devido à inexistência da figura do bibliotecário.   Por outro lado, as escolas particulares de Acre e Amapá são as mais bem equipadas, com 93% e 89% de instituições com biblioteca, respectivamente.
No Acre, porém, apenas 7% das escolas municipais têm bibliotecas. Este índice baixo faz com que bibliotecas na soma total das escolas (públicas e particulares) registre apenas 18%. Enquanto no Amapá a soma total deste tipo de infraestrutura chega a 38%.
Censo escolar
O Censo Escolar é um levantamento de estatísticas educacionais de âmbito nacional realizado todos os anos e coordenado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), ligado ao MEC (Ministério da Educação).
Esta análise é utilizada para auxiliar no diagnóstico, planejamento e na elaboração das políticas públicas educacionais do País . Todos os níveis de ensino são analisados, ensino infantil, ensino fundamental, ensino médio e EJA (Ensino de Jovens e Adultos).
(Do R7)

Escolas públicas devem informar ao Simec que querem receber ingressos da Copa

Até o dia 18 deste mês, as escolas públicas que quiserem receber ingressos para os jogos da Copa do Mundo devem informar ao Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle(Simec), do Ministério da Educação (MEC).
As instituições e estudantes que receberão os ingressos foram sorteados no último sábado. Agora, eles devem aderir ao sistema e indicar o responsável para retirar os ingressos em um dospostos da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Os números sorteados estão disponíveis nainternet, e os ganhadores serão informados oficialmente em até dez dias úteis, pelo Simec.
Para a seleção, são considerados os cinco últimos algarismos do código do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) da instituição de ensino. No caso dos alunos contemplados, os cinco últimos algarismos da matrícula no Censo Escolar da Educação Básica de 2013. As escolas devem estar localizadas em uma das 12 cidades-sede, fazer parte do Programa Mais Educação e ter, no mínimo, 200 matrículas em 2013.
Ao todo,  48 mil ingressos do Mundial serão distribuídos a alunos de instituições públicas de ensino. Fortaleza, Curitiba, Cuiabá, Porto Alegre e Recife terão mais de 100 escolas contempladas com uma média de 50 ingressos, sendo metade para alunos sorteados e o restante para seus acompanhantes, que devem ser maiores de 18 anos.
Belo Horizonte e São Paulo terão, cada uma, 43 escolas sorteadas. Salvador terá 76, Natal, 57, Manaus, 36, Brasília, 27, e o Rio de Janeiro, 11. No total, 901 escolas serão contempladas. Após confirmados os nomes dos alunos sorteados, eles terão que fornecer o nome do acompanhante. Os ingressos não poderão ser transferidos para terceiros.
Os convites foram doados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para que o governo federal os repassasse a beneficiários de programas sociais brasileiros. Além dos 24 mil pares de ingressos para alunos da rede pública, 2 mil entradas serão distribuídas por meio do Comitê Intertribal e da Fundação Nacional do Índio para integrantes de comunidades indígenas. Segundo o Ministério do Esporte, o comitê informou que os ingressos serão doados aos atletas participantes dos Jogos dos Povos Indígenas.
(Da Agência Brasil)

Caso Bernardo: abandono afetivo desafia escolas e educadores

A morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, levantou questões sobre como identificar e agir frente a situações de abandono afetivo identificadas na comunidade e na escola. Segundo relatos de professores, Bernardo era muito querido onde estudava, e não faltavam sinais de que o menino tinha carência da atenção do pai, Leandro Boldrini, e se incomodava com a maneira com que a madrasta, Graciele Ugulini, o tratava. Ambos estão presos sob suspeita de envolvimento no crime.
Assim como Bernardo, muitas outras crianças sofrem de abandono afetivo. Sem chegar a um fim trágico como o do menino gaúcho, esses pequenos têm de lidar com a falta de carinho e proteção diariamente. Os sinais nem sempre são tão evidentes, mas a escola pode ajudar na identificação do problema.
Mudanças de conduta e comportamento bruscos, como a criança que sempre foi receptiva e de repente se isola, por exemplo, ou uma criança que sempre foi calma e se torna agressiva, merecem atenção do professor. “Esses casos precisam ser muito bem investigados, observados e documentados”, aconselha a doutora em psicologia da educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Andréa Patapoff Dal Coleto. “A escola tem obrigação de delatar um caso crítico do pai não ser presente, mas é preciso cuidado. É preciso pegar no pé mesmo da família, insistir em conversar. Se mesmo assim os pais ou responsáveis não responderem, a instituição precisa tomar outra atitude”, diz.
Para a professora, o abandono afetivo se configura não apenas quando a criança é deixada de lado, mas quando ela consegue perceber e sentir o abandono. “O professor tem um papel importante nessa hora. Ele precisa ter uma sensibilidade pedagógica e afetiva para perceber esses sinais. Temos hoje um sistema muito conteudista e, infelizmente, o professor brasileiro, principalmente nas séries do fundamental, tem menos contato com os alunos do que professores polivalentes. Porém, não se justifica a falta de um olhar para o comportamento da criança. Só o conteúdo não basta, temos de trabalhar com o ser humano”, diz.
Segundo a promotora da Infância e Juventude – Regional da Educação de Porto Alegre, Danielle Teixeira, a escola tem a responsabilidade, como toda a sociedade, de agir dentro do possível em uma situação de abandono afetivo de alunos, seja chamando os pais para uma conversa, identificando o que está acontecendo e, se necessário, levando o caso aos órgãos responsáveis, como Conselho Tutelar ou até mesmo o Ministério Público.
A promotora explica que, se o problema refletir no desempenho escolar da criança, tais instituições podem ser chamadas durante o acompanhamento do caso, mas não faz parte do processo judicial. “Dentre as medidas aplicadas, se envolverem a escola, talvez seja necessário a ajuda da mesma. Se os pais não estiverem levando o aluno às aulas ou houver uma alteração de comportamento o juiz pode decidir por esse acompanhamento escolar”, explica. No caso de Bernardo, o diretor do Colégio Ipiranga, Nelson Antônio Gabriel Weber, conta que a escola foi procurada duas vezes pelo Conselho Tutelar e que a instituição contribui com pareceres sobre o aluno.
A promotora da 7ª Promotoria da Infância e Juventude de Porto Alegre, Inglacir Delavedova, explica que a medida de suspensão ou destituição do poder familiar pode ocorrer, mas não é utilizada com frequência, apenas quando há risco de vida constatado à criança. “Cortar o vínculo sem outra medida pode ser muito prejudicial à criança. Geralmente as medidas de tentativa de melhorar a convivência se mostram positivas. O caso de Bernardo foi uma exceção”, afirma.
Na escola, é preciso orientar a criança a encontrar formas de resolver os problemas pelos quais passa. Para que o professor tenha essa sensibilidade, é necessária a capacitação desde a formação inicial, seja em pedagogia ou em licenciaturas. “A formação atual é precária nesse sentido, de comportamento. As teorias são estudadas, mas noto que os alunos entram no curso de pedagogia sem saber como lidar com situações em que um aluno está agressivo ou muito quieto, chorando. A formação continuada pode ser uma maneira de reverter essa situação”, opina Andréa.
Desenhos nem sempre são sinal de maus-tratos
Crianças absorvem muito facilmente o que está ao seu redor enquanto crescem. Mas nem sempre que um aluno desenha algo interpretado como perturbador pelo professor significa que ele esteja passando por aquilo na família. “É preciso cuidado para não psicologizar demais os desenhos. Não é porque uma criança desenha um homem gritando com a mulher que ela passa por isso em casa. Ela pode ter ouvido no vizinho, por exemplo. Ela fica curiosa, porque não entende aquela situação, e acaba representando o sentimento no desenho”, explica Andréa.
O mais indicado é que um profissional apto para analisar tais desenhos seja contatado –  um psicólogo, por exemplo. “Alguns profissionais acabam se tornando neuróticos. Se a criança pintou algo de preto ou vermelho, é porque está sendo agredida. Não é bem assim. Por isso os fatos precisam ser documentados e as atitudes tomadas frente ao comportamento da criança precisam ser bem documentadas”, conclui.
A importância do plano pedagógico
A professora ressalta a importância de uma construção de um Plano Político Pedagógico sólido e afirma que essa organização deve partir da gestão da escola. Os planos geralmente são construídos com base em conversas não só entre os funcionários da escola, mas também entre pais, alunos e a comunidade. Já na formatação do plano, o professor começa a ter uma espécie de formação. “O professor não pode se sentir sozinho, sem apoio da escola como um todo. É preciso uma abertura da gestão da escola para que o educador tire dúvidas de como agir em alguma situação de problemas com alunos. É claro que ele toma decisões sozinho dentro da sala de aula, mas um professor que já não tem preparo paral lidar com situações mais complicadas, como de abandono afetivo, e não tem um canal de comunicação com o gestor da escola vai continuar quieto”.
Dentro de um plano político-pedagógico, a escola pode criar projetos que envolvam as relações interpessoais dos alunos na comunidade e família, reservando momentos para discutir e conversar com os estudantes. Então o aluno vai poder expor seus sentimentos, vai ser ouvido e o professor teria voz para ajudar a resolver o problema. “Será que o professor não ajuda porque não quer ouvir, ou não sabe como lidar ou mesmo não tem espaço para isso? A escola ideal deveria proporcionar esse espaço aos alunos e professores. Infelizmente, elas são a minoria em nosso País”, aponta Andréa.
Relação escola e família
A conversa entre escola e família pode ser determinante para que se evitem tragédias como a do menino Bernardo. O pai não pode ser chamado a participar da escola apenas em festas de comemoração ou em reuniões onde os professores apenas apontam os defeitos dos filhos. A parceria com a escola precisa ser vista como uma extensão da vida da criança. A conversa precisa ser mantida e o que acontece com o aluno na escola deve ser compartilhado com a família. “Quando se matricula um novo aluno, se está também matriculando a família dele, ele vem com uma história que precisa ser reconhecida e conhecida pela escola. Mesmo uma instituição com muitos alunos precisa arranjar mecanismos de envolver a todos”, diz Andréa.
O caso
O assassinato aconteceu no noroeste do Rio Grande do Sul, na cidade de Três Passos. Os principais suspeitos de envolvimento do crime são o pai do menino, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Boldrini, e uma amiga dela, Edelvania Wirganovicz; os três estão presos. O menino era conhecido na cidade por ser carente e reclamar da falta de atenção do pai e da implicância da madrasta. A mãe do menino morreu em 2010. Bernardo chegou a procurar o Fórum da cidade gaúcha para reclamar dos maus-tratos. Desde novembro de 2013, o Conselho Tutelar acompanhava o caso do menino, investigando se havia abandono afetivo, conversando com o pai, com professores da escola que Bernardo frequentava, o Colégio Ipiranga, e com o próprio menino.
(Do Terra)

Professor: confira formas de incentivar a leitura nas suas aulas

Uma das maiores queixas de alunos e professores diz respeito a leitura: de um lado os docentes reclamam da falta de interesse dos estudantes. Do outro, os alunos dizem que os livros escolhidos pela escola são chatos ou que ler é entediante. Como resolver esse problema? É praticamente impossível determinar uma solução absoluta, entretanto, existem algumas atitudes que professores  podem tomar em sala para tornar suas aulas mais interessantes. Confira:

1 – Escolha algo que você gosta

Leve para a sala de aula um capítulo de um livro que você gosta. Ao levar uma leitura pela qual você mesmo se interessa, as chances de demonstrar a sua empolgação e contagiar os estudantes com ela são bem maiores do que com uma obra que lhe seja indiferente.

2 – Torne o ambiente propício

Geralmente, o melhor lugar para ler é silencioso e tranquilo. Escolha um ambiente propício para a sua aula! Lembre-se de que a sala de aula não é a única opção: explore os demais espaços do colégio, estude com a direção a possibilidade de fazer excursões para parques e dar aulas ao ar livre… Enfim: permita-se inovar e crie o ambiente ideal para seus alunos.

3 – Use a música ao seu favor

Nós dissemos que ambientes silenciosos costumam ser melhores, mas isso não precisa ser uma regra. Muitas vezes a música pode dar um clima de tranquilidade para a aula, fazendo com que seus alunos sintam-se mais relaxados e à vontade e tornando assim o aprendizado mais prazeroso.

4 – Estimule trocas

Estimule a criação de uma rede de trocas de livros entre seus alunos. Destine, por exemplo, uma aula apenas para que eles levem seus títulos e emprestem aos colegas, além de um horário para que quem se sinta a vontade conte sobre o que leu e crie uma discussão com os colegas.

5 – Crie discussões

Pergunte aos seus alunos sobre quais temas eles gostariam de ler, peça sugestões… Enfim: faça com que os estudantes percebam que o hábito da leitura é prazeroso e que as suas aulas são um espaço aberto.
 
(Do Universia)

Após um ano, senador devolve projeto sobre limite de alunos por classe

Após um ano como relator do PLC 230/2009, em 23/04 o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) entregou à Comissão de Educação o texto da proposta, mas sem o parecer.
A proposta limita o número de alunos por turma, da creche ao ensino médio. O texto já havia sido aprovado na Câmara estava nas mãos do senador desde 18 de abril do ano passado.
Com a devolução do projeto, ele precisa ser redistribuído a outro relator na Comissão. Ou seja, foi um ano inteiro tempo perdido. O PLC 230/2009 é de autoria do deputado Jorginho Maluly (DEM-SP).
Desculpas
Em 9/4, a Federação dos Professores (FEPESP) questionou o senador Valadares sobre a demora em emitir um parecer sobre o projeto. A assessoria do senador Valadares justificou com dois argumentos: o assunto já estar sendo tratado no Plano Nacional de Educação (PNE); e há uma nota da consultoria do Senado, que recomendaria prejudicada a proposta, uma vez que o Senado já havia aprovado os projetos 388/2007 e 504/2011.
A reportagem da FEPESP esclarecia, porém, que o texto do PNE (PL 8035/2010) não aborda o limite de alunos. E que o PL 388 não tem relação nenhuma com esse assunto. O projeto 504 já está em tramitação na Câmara, com o número 4731.
Na segunda parte da resposta, a assessoria do senador dizia que ele solicitaria novos estudos à consultoria para dar encaminhamento ao PL 230. Enfim, em 23/04 a Comissão de Educação do Senado recebeu o texto sem parecer.
No Congresso, são oito projetos em tramitação que tentam definir números para o limite de alunos por classe – um deles, inclusive, prevê teto para o ensino superior.
A Contee e as entidades filiadas defenderam, nas conferências que antecederam a Conae 2014 (marcada para novembro), os seguintes limites para a relação aluno-classe: de 0 a 2 anos (até 8 crianças), de 3 a 5 anos (até 15 crianças), no fundamental I (até 20 estudantes), no fundamental II (até 25 estudantes), no médio e superior (até 30 estudantes).
(Do Sinpro-SP)

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