Garis encostam vassouras e assumem papel de professores

Em vez de livros, empolgação; de cadernos, ouvidos e olhos atentos; e do quadro negro, a bela vista do Lago Paranoá. Todos esses ingredientes transformaram um dia de aula comum de 24 alunos do Centro de Ensino Fundamental Zilda Arns do Itapoã em um momento mais que especial. A bordo de um barco, eles aprenderam ao longo de um passeio de 1h30 sobre sustentabilidade, na manhã desta quarta-feira (30).
Bem cedinho, todos protegidos por bonés, se acomodaram na embarcação e seguiram rumo ao aprendizado na prática. Os professores, um gari e uma varredora, profissionais com experiência de sobra quando o assunto é lixo, ensinaram sobre a coleta seletiva e seus efeitos positivos para a natureza. A iniciativa, que contou com apoio do SLU, partiu da empresa Sustentare Serviços Ambientais, responsável pela limpeza pública de 17 Regiões Administrativas do DF.
“Aprendi aqui a separar todos os lixos e colocar no lugar certo. Fiquei muito assustada quando o tio falou que já se machucou muitas vezes quando ia pegar o lixo e tinha vidro e outras coisas que cortavam. Agora vou falar tudo isso para meus pais e irmãos e dizer como pode ser perigoso deixar de lado a coleta seletiva”, afirmou a aluna do 6º ano Rosean da Rocha Sampaio, 11 anos.
Os episódios frequentes de feridas causadas pelo lixo mal acondicionado foram relatados pelo gari Aercio Barros, professor do curso pela terceira vez. “Muitos colegas da empresa foram afastados do trabalho por esse motivo. Eu mesmo já me machuquei com palitinho de churrasquinho, aqueles feitos de bambu. Muitos não sabem, mas eles devem ser embalados também”, relatou durante a aula.
De acordo com o profissional, que faz o curso superior de história e sonha em ser docente em um futuro próximo, ensinar crianças é muito gratificante. “Eles aprendem muito rápido e tenho certeza que eles ensinarão não só aos seus pais como também seus amigos, vizinhos, tios, tias e conhecidos. Eles vão multiplicar as informações que passamos aqui, e, quem sabe, mudamos a cultura da sociedade nesse sentido”, avaliou Barros.
O preconceito também é uma atitude que a varredora Cida Vieira Lacerda pretende combater com a dinâmica. “Eu e uma amiga estávamos usando o banheiro de uma escola da Estrutural quando uma criança entrou e nos tratou muito mal porque mexemos com lixo. Falamos com a diretora e ela deu uma bronca na menina. Todos devem saber nossa importância para a cidade, e essas aulas vão ajudar muito”, disse a professora de primeira viagem.
PROJETO – Esta é a terceira aula de um total de 10 aulas que serão realizadas durante o projeto. Ao todo, participarão 500 alunos de escolas públicas, sendo 50 por aula, além de filhos de garis. A coordenadora do projeto, Williani Carvalho, disse que as crianças são o alvo da ação porque “elas multiplicam tudo o que aprendem, e os adultos têm vergonha disso, além de proporcionarmos um dia de diversão para eles, na maioria carentes”.
Para participar, basta a escola interessada entrar em contato com o Recursos Humanos da empresa e torcer para ser sorteada. Segundo a coordenadora, mais de 55 instituições estão na lista, e a prioridade é dada àquelas que fazem parte das regiões onde a empresa atua.
Além da coleta seletiva, as crianças aprendem sobre a importância da reciclagem para a preservação, as funções do lago, da fauna, e a flora da região. Fotos históricas da construção da barragem do Paranoá, quando ainda não existia o lago, do Palácio da Alvorada ainda em obra e da Ponte Juscelino Kubitschek ilustram o conteúdo abordado. Durante as atividades, os participantes ganham lanche e foto do passeio.
LEVANTAMENTO – Na Sustentare, em média, sete garis sofrem acidentes todo mês durante a coleta, em decorrência do acondicionamento incorreto do lixo. Cortes por cacos de vidro são os acidentes mais comuns, mas há perfurações por espetos de churrasco (de madeira, bambu e metal) e por agulhas, correndo o risco de contaminá-los com doenças, como o HIV. “Cerca de 70% dos casos de atestados são por ferimentos dessa natureza”, relatou a coordenadora.
(Da Agência Brasília)

Em 2013, governos gastaram ao menos R$ 191 mensais por aluno

O gasto mínimo anual por aluno da educação básica pública no ano de 2013 foi de R$ 2.287,87, de acordo com portaria publicada pelo MEC (Ministério da Educação) no Diário Oficial da União desta terça-feira (29). O montante equivale ao gasto mínimo de R$ 190,66 ao mês por estudante da educação básica.
O valor aumentou R$ 267,08 em relação ao gasto mínimo do ano de 2012. A primeira estimativa para 2013, publicada em dezembro de 2012, indicava um investimento mínimo de R$ 2.243,71. Ao longo do ano, o valor foi alterado mais duas vezes: em maio passou para R$ 2.221,73 e em dezembro foi para R$ 2.022,51.
O valor é ajustado em razão de mudanças, no decorrer do exercício de 2013, no comportamento das receitas do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação) provenientes das contribuições dos Estados, Distrito Federal e municípios.
Esse valor é referente às séries iniciais do ensino fundamental de áreas urbanas. As UFs (Unidades Federativas) têm liberdade para investirem mais do que isso por aluno. Aquelas que não conseguem atingir esse patamar recebem complementação do governo federal, por meio do Fundeb.
Em 2013, precisaram de complementação os Estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.
(Do Uol)

Censo escolar: prazo final para que escolas informem dados é nesta quarta (30)

As escolas públicas e privadas de educação básica de todo o Brasil têm até esta quarta-feira, 30 de abril, para informar a situação dos alunos na segunda etapa do Censo Escolar 2013.
Os gestores devem encaminhar dados sobre o que aconteceu com os alunos ao final do ano letivo: quem foi aprovado, reprovado ou abandonou a escola. Caso haja necessidade, as informações devem ser retificadas.
O prazo é uma oportunidade também para que as escolas que ainda não concluíram o preenchimento da situação do aluno possam encaminhar os dados.
O governo federal utiliza o Censo Escolar para estabelecer políticas públicas para a educação básica. Os dados da segunda etapa do Censo Escolar ajudam a compor o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb), que será calculado este ano. O indicador é referência para as metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), do Ministério da Educação.
Para avaliar os dados informados e realizar alterações, caso necessário, basta entrar diretamente no módulo Situação do Aluno do Sistema Educacenso, no portal do Inep.
(Do MEC)

MPDFT e MPF vistoriam cinco escolas no DF

No Dia Internacional da Educação, comemorado nessa segunda-feira (28), membros do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e procuradores da República visitaram escolas públicas para verificar a qualidade do ensino e vistoriar as condições estruturais das unidades. A ação faz parte do projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc), que reúne os Ministérios Públicos Federal e dos estados. Cinco instituições de ensino do DF receberam visitas surpresas: Centro de Ensino Fundamental 11 e Escola Classe 19, em Taguatinga; Centro Educacional 3, em Planaltina; Caic Júlia Kubitscheck de Oliveira, em Sobradinho; e Centro de Ensino Fundamental 507, em Samambaia.
O objetivo foi conhecer de perto os constantes problemas enfrentados pelas unidades de ensino e propor soluções aos gestores responsáveis, dentro do projeto MPEduc, lançado no último dia 8. A ação aconteceu simultaneamente em 14 estados. As cinco escolas do DF foram escolhidas a partir de critérios como a nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e as próprias condições estruturais. “A ideia é fazer um diagnóstico da situação dessas instituições e, a partir disso, sugerir mudanças e melhorias aos gestores públicos”, explicou a promotora de Justiça Cátia Vergara.
No período da manhã, foram visitadas escolas em Taguatinga, Sobradinho e Planaltina. A iniciativa foi bem recebida por alunos e professores. O diretor do CEF 11 de Taguatinga, Acácio Araújo, espera que a fiscalização seja revertida em parceria e bons resultados. “É uma surpresa boa! Encaro isso não com receio, mas como uma possibilidade de melhoria da escola. Quando você consegue isso, automaticamente consegue melhorar o local de trabalho para o professor, para o aluno. Isso afeta toda uma comunidade”, afirmou.
Planaltina e Sobradinho
O Centro Educacional 3 de Planaltina foi construído em 1991 para atender, provisoriamente, as séries iniciais da comunidade do Jardim Roriz. Segundo a diretora, Queti Diettrich, a instituição aguarda que a Regional de Ensino se organize para que a escola possa ser demolida, já que a edificação é precária, os pisos são irregulares, as salas são pequenas e as instalações elétricas e hidráulicas defasadas. Além dos problemas estruturais, faltam psicólogos e monitores. “Saber que o Ministério Público está de olho deixa a gente mais tranquilo, porque sabemos que alguma coisa será feita”, afirmou Queti.
Já no Caic Júlia Kibtscheck de Sobradinho, os integrantes do Ministério Público constataram falta de segurança, ventilação, iluminação e acessibilidade. De acordo com a diretora, Jailma da Silva, o banheiro não é adaptado para as crianças pequenas e a estrutura é antiga e perigosa. “Em dias de chuva, a instituição fica toda molhada. Aqui também tem muitas obras inacabadas”, explicou.
Devido à falta de monitores, o horário de aula teve de ser reduzido. Além disso, a psicóloga da instituição é itinerante, o que prejudica o acompanhamento das crianças. “Espero que seja o começo de uma parceira com o MP. Essa iniciativa desmistifica essa história de que o órgão só aparece quando existe um problema. Está mostrando que pode e vai nos ajudar”, disse a diretora.
Para a promotora de Justiça da Educação Amanda Tuma, “apesar dos problemas de infraestrutura é muito bom perceber que há diretores e professores empenhados em melhorar as condições de ensino. Por outro lado, percebe-se a insuficiência de investimentos, sendo necessário que a Administração Pública priorize a destinação de verba para a educação a fim de efetiva melhoria do quadro encontrado”. O procurador da República Marcus Marcelus Goulart explicou que o MP vai acompanhar e cobrar dos responsáveis as medidas cabíveis para que as necessidades sejam supridas.
Samambaia
No período da tarde, o grupo de promotores e procuradores de Justiça conheceu o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 507 em Samambaia. Mesmo antes de entrar, já foi possível observar um dos graves problemas da comunidade local: o muro com buracos para a passagem de drogas. A vistoria revelou problemas de acessibilidade, salas escuras e com pouca ventilação. O sistema de escoamento de água está quebrado e desnivelado. Na quadra de esportes não há cobertura, nem traves ou tabela para jogar basquete. A maioria dos alunos ainda está sem uniforme, à espera de uma doação que deveria ter chegado no início do ano letivo.
Os estudantes fizeram questão de apontar o que gostariam de mudar no CEF 507. Jefferson Oliveira, 12, aluno do 7º ano, fez sua reivindicação: “Gostaria de ver arrumada a quadra, com traves e tabelas para jogar”. Mikael Santos, 11, do 6º ano, contou que quebrou o braço por causa das calhas de escoamento. “Tinha uma parte mais alta e eu cai. Acho muito legal ter essa visita para melhorar a escola.”
A diretoria recebeu com alegria a visita do MPEduc. Elisson dos Santos, diretor do CEF 507, relatou muitos problemas. Desses, a questão da segurança é um dos mais graves. “Ficamos tristes toda vez que precisamos investir em câmeras de segurança e arame farpado e não no ensino”, explicou. O vice-diretor, Alex Cruz Brasil, trabalha há 15 anos no colégio e durante a vistoria contou como é difícil manter alunos e professores motivados, mas não deixa de sonhar com uma escola melhor: “Temos espaço para construir pista de atletismo, quadra de esportes coberta e área de convivência que poderiam tornar o ambiente escolar muito mais agradável.”
Apesar dos inúmeros problemas enfrentados, o CEF 507 é conhecido pela banda de fanfarra, que existe desde 2005, e já se apresentou em vários eventos no DF, até mesmo no Teatro Nacional. “A música tem importante papel de transformação”, se emociona o professor responsável, Manoel Gomes, ao falar do projeto.
Acompanhamento
Após as vistorias, serão enviados questionários aos gestores das escolas e realizadas audiências públicas, elaboradas recomendações e, de acordo com a necessidade, ajuizadas ações judiciais. “A vistoria foi um primeiro momento. Observamos que existem muitos problemas simples que não são resolvidos por falta de verba. Estamos preocupados em unir esforços para obter resultados efetivos no Brasil inteiro”, comentou a procuradora da República Anna Paula Coutinho.
A procuradora-geral de Justiça do DF e Territórios, Eunice Carvalhido, participou da vistoria em Taguatinga, juntamente com a procuradora de Justiça Ana Luisa Rivera e os promotores de Justiça Catia Vergara e Dermeval Farias. Do MPF, os procuradores da República Felipe Fritz e Carolina Martins. Em Planaltina e Sobradinho, o MPDFT foi representado pelas promotoras de Justiça Amanda Tuma e Cristina Rasia e o MPF pelo procurador da República Marcus Marcelus Goulart. Em Samambaia a visita foi realizada pelos promotores de Justiça Anna Bárbara Fernandes, Catia Vergara, Larissa Almeida e Renato Bianchini e pelos procuradores da República Anna Paula Coutinho e Igor Neri. Também acompanharam as vistorias servidores da Proeduc e do Departamento de Perícias e Diligências do MPDFT(DPD).
Todas as informações colhidas durante as visitas estarão disponíveis para acesso público no site do projeto MPEduc. O endereço é www.mpeduc.mp.br.
(Do Jornal de Brasília)

Concurso vai premiar alunos de escolas públicas na América Latina

Respostas para o Amanhã é o primeiro concurso regional de cidadania para estudantes de escolas públicas de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México. O programa da Samsung tem objetivo de estimular o envolvimento de jovens em soluções práticas aos problemas do cotidiano, a partir do desafio: “Como a matemática e a ciência podem melhorar a sua comunidade?”
O concurso tem duração de oito meses, com início em maio e término em dezembro, e premiará os projetos vencedores de cada país com a implantação de estrutura de sala interativa, nas respectivas escolas.
Podem participar estudantes de ensinos fundamental e médio, entre 11 e 17 anos, organizados em grupos e sob a tutela de um professor. Os jovens podem apresentar propostas com aplicação de conhecimentos matemáticos, científicos e lógicos, que implementem mudanças positivas na sociedade em diversas esferas, como a educacional, a social, econômica ou ambiental.
Etapas do concurso regional
O concurso é composto por três fases. A primeira consiste no envio dos projetos escritos no site oficial. Depois, os 20 melhores trabalhos por país serão selecionados por uma comissão julgadora, constituída por especialistas de educação, incluindo representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Rede Latino-americana de Organizações da Sociedade Civil pela Educação (Reduca).
Os grupos selecionados serão contemplados com um kit de edição (composto por notebook, câmera e software de edição) para produzirem um vídeo de seus projetos. Após o envio dos vídeos, as cinco melhores produções de cada país serão disponibilizadas no site para votação pública e da comissão julgadora até novembro. Em dezembro, o programa deve anunciar os projetos vencedores de cada país.
A iniciativa Respostas para o Amanhã começou nos Estados Unidos em 2010. Na última edição, mais de 1,6 mil escolas participaram do concurso. As inscrições deste ano devem ser abertas em maio. Informações no site.
(Do Correio Braziliense)

Uma série de TV para a escola pública que dá certo

Que espaço na TV aberta teria uma série de documentários sobre escolas públicas brasileiras que, apesar de se localizarem em regiões com problemas sociais e econômicos, são capazes de oferecer educação de qualidade e ter resultados surpreendentes, até melhores que escolas privadas?
A julgar pela tendência da programação, pouco espaço. Mas com Educação.doc os diretores Luiz Bolognesi e Laís Bodanzky provam que o assunto não só merece o horário nobre como pode se tornar líder de audiência. A série ganhou exibições no Fantástico, em episódios de oito minutos, e horário fixo na Globo News, aos domingos, às 20h30.
“Filmamos de forma independente e apresentamos para a GloboNews e para o Fantástico. Em geral, a gente pensa que documentários são programação de nicho, ainda mais quando se trata de educação. No entanto, na TV aberta, desde a estreia, há três semanas, fomos exibidos em horário de pico, entre 21h e 22h. E no dia seguinte, segunda, no site do Fantástico, a matéria que teve mais recomendações e curtidas foi justamente a de Educação.doc.”, comentou Bolognesi em entrevista ao Estado. “É ótimo saber que tivemos 20, 25 pontos de audiência. Cerca de 20 milhões de pessoas assistiram e recomendaram. Números que não imaginávamos”, completa o diretor, que em 2013 levou o prêmio de melhor longa de animação no conceituado Festival de Annecy por Uma História de Amor e Fúria.
O mesmo sucesso se repetiu na TV a cabo, em que episódios de 26 minutos tratam de diversos temas e trazem opiniões de alunos, educadores e especialistas sobre o futuro da educação na era tecnológica, o papel do professor, taxa de abandono escolar, entre outros. “São programas que aprofundam o conteúdo. Nas últimas três semanas, a série também foi a mais recomendada no site da GloboNews”, informa o diretor.
O quinto programa, que discute como será a escola daqui a 50 anos, vai ao ar no próximo domingo. Mas quem perdeu os primeiros quatro episódios pode assisti-los online. O mesmo vale para o Fantástico, que disponibiliza o conteúdo online. “É importante poder dar acesso online e gratuito ao público. A televisão também está mudando e acompanha a tendência de que o espectador faz a sua própria programação. Durante seis meses, os programas estarão no ar nos sites. Depois, nós vamos disponibilizar no site da Buriti Filmes (www.buritifilmes.com.br)”, explica Bolognesi, que com sua produtora já realizou longas como As Melhores Coisas do Mundo e Chega de Saudade.
Em paralelo, em parceria com a editora moderna, os produtores preparam um DVD encartado em um livro, que será distribuído para 50 mil escolas e secretarias municipais, entre outros. “Que seja o começo de uma reflexão em todo o Brasil. O que faz uma boa escola? Recursos econômicos? Bons professores? Tecnologia?”, questiona o cineasta.
A jornada de Educação.doc começou quando Bolognesi e Laís começaram a perceber que muitas escolas públicas estavam não só aprovando seus alunos em vestibulares, obtinham resultado do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) acima da média de instituições particulares e que muitas se localizavam em regiões com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). “Eu, que já fui professor e sou apaixonado pelo assunto, e a Laís nos perguntamos como era possível. Fomos investigar”, conta ele, que visitou oito escolas de várias regiões. “Não há uma fórmula só, mas todas passam pela valorização do professor e da educação como política pública de primeira ordem.”
A experiência foi tão marcante que a dupla planeja escrever um roteiro de ficção com base nas informações que coletou ao no processo. “Foi um laboratório incrível. Já havíamos abordado o universo escolar em As Melhores Coisas. Agora queremos contar uma história do jovem da escola pública”, completa Bolognesi.
(Do Todos pela Educação)

Artigo: "As drogas invisíveis", de Cristino Cesário Rocha

O autor do artigo é professor de sociologia e filosofia da rede pública de ensino do Distrito Federal.
Neste texto, Cristino aborda a influência das drogas em nossa sociedade, analisando o conceito desta palavra, indo muito além do parâmetro das substâncias ilegais. Ele amplia e muito este conceito, desenhando um retrato de cunho político e social (desde a “droga” que é a nossa política hoje, como a “droga” veiculada pela mídia, além do próprio capitalismo) e de como isso influencia negativamente nossa sociedade e a educação.
O artigo pode ser lido aqui: AS DROGAS INVISÍVEIS.

 
 
 

Câmara dos Deputados promove debate sobre assédio moral no trabalho

Nesta terça-feira (29 de abril), a Frente Parlamentar pela Segurança e Saúde no Trabalho convida todos (as) para o debate sobre assédio moral nas relações de trabalho.
Ele será realizado a partir das 10h no Auditório Freitas Nobre (anexo IV, subsolo). Participem!

Professor: veja como engajar os pais de seus alunos

Os pais são uma parte fundamental no processo de aprendizado dos jovens. Se eles não desenvolvem um ambiente que incentive seus filhos a aprender, eles não se sentirão motivados a absorver o conteúdo lecionado na escola. Por isso, se você é professor, é possível propor algumas atividades e hábitos que aumentem o engajamento dos pais dos alunos.
A primeira coisa que pode ser feita é criar uma hashtag para cada uma de suas classes. Peça para que seus alunos comentem sobre o que eles aprenderam e o que estudaram utilizando as hashtags e compartilhe essas atualizações com os pais. Por meio das hashtags, os pais podem acompanhar de perto o progresso de seus filhos e dos colegas de sala.
Outra possibilidade é criar um grupo com os e-mails dos pais e enviar, quinzenalmente, um relatório do que foi visto em sala de aula. Além de ser útil para os pais verem o que seus filhos estão aprendendo, fica mais fácil ajudar nas lições de casa e trabalhos.
Por fim, proponha que a sala tenha um blog ou um grupo no Facebook, em que tanto alunos quanto pais tenham a permissão de fazer postagens. Por meio desse espaço, é possível tirar dúvidas, conversar sobre diversos assuntos e ainda entrar em contato com o professor sem precisar de meio burocráticos para isso.
Com essas dicas, os pais estarão por dentro do andamento das suas aulas e participar ativamente no aprendizado dos filhos.
(Do Universia)
 

Confira o Diário Eletrônico para o exercício 2014

Em 2011 o Sinpro discutiu a criação de um diário eletrônico que pudesse facilitar a escrituração do tradicional diário escolar de papel, sendo que no mesmo ano foram realizadas etapas para escolher o melhor formato, que tem sido utilizado pela rede desde 2012.
Para 2014 a Secretaria de Educação do Distrito Federal já disponibilizou o Diário Escolar na versão eletrônica. Mais conhecido como Diário de Classe Eletrônico (DICEL), o documento passou por atualizações, mas já se encontra disponível para a categoria.
Para utilizar o Diário Eletrônico a secretaria da unidade escolar deverá fazer a carga das informações dos dados dos alunos no arquivo do professor.
Além dos arquivos também existe a Circular 2011/2013 para a Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional (Suplave), que orienta e autoriza os(as) professores(as) a utilizarem a versão eletrônica do Diário Escolar.
 
Podem utilizar o Diário Eletrônico:
– Regência de classe;
– Educação infantil;
– Professores de ensino fundamental – anos iniciais;
– Ensino fundamental – anos finais
– Ensino médio – anual
– Ensino médio – semestralidade
– Professores que atuam nas turmas de CDIS (Correção da Distorção e Idade/Série) – anos finais
– Professores que atuam nos CID/GINQ (Centro de Iniciação Desportiva/Ginástica nas Quadras)
– Professores que atuam no CIL (Centro Integrado de Línguas)
– Professores que atuam na EJA (Educação de Jovens e Adultos)
 
Clique aqui para acessar os arquivos do Diário Eletrônico

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