Centros de Atenção Integral à Criança sofrem devido ao abandono

Criados há mais de 20 anos para ser um modelo de ensino no país, idealizado pelo educador Darcy Ribeiro, os centros de Atenção Integral à Criança (Caics) do Distrito Federal amargam o abandono. As oficinas de arte, as aulas de educação física e o atendimento médico e odontológico deram lugar às aulas regulares. São poucos os alunos que conseguem ficar o dia inteiro na escola, mas as atividades não se aproximam do que já foram um dia. Além da renúncia à ideia original, os Caics sofrem com a falta de manutenção nos prédios.

Para a direção do Sinpro, embora o Caic tenha sido originalmente concebido para educação integral, toda rede de ensino, com mais investimentos, poderia se tornar integral, fato que ressalta a necessidade de mais recursos às escolas públicas.

A decadência desse modelo de educação pode ser observada nos 14 Caics que existem no DF. O primeiro do país, o Santa Paulina, abandonou esse modelo ainda nos anos 1990. Hoje, somente 150 crianças dos 1,1 mil alunos têm a oportunidade de passar o dia na escola, fazer as refeições e participar de aulas complementares. Mas, mesmo assim, as atividades extras não são as mesmas daquela época. Em vez de música, teatro e educação física, os estudantes têm reforço de matemática e português, informática e recreação. “Não temos espaço físico nem funcionário para atender todos os estudantes”, lamentou a vice-diretora, Jaqueline Barreto de Oliveira.

Recentemente, os funcionários do Caic do Paranoá ainda passaram por um susto. Parte da estrutura do ginásio de esportes caiu durante o carnaval e, até hoje, não foi recolocada. Quando chove, as crianças ficam impedidas de ter aulas de educação física. Outra queixa da vice-diretora é a caixa d’água. “Ela está condenada pela Defesa Civil e não funciona há cinco anos. Nos períodos de seca, ficamos sem água. Desde a inauguração, nunca passamos por uma reforma total”, disse.

A pequena Isadora Carolina Alves dos Santos, 3 anos, faz parte do seleto grupo que tem a oportunidade de passar o dia no Caic do Paranoá. O pai, o auxiliar de manutenção elétrica Ozéias Santos Lima, 26 anos, deixa a filha na escola às 7h e só a pega no fim do dia. “Trabalho das 7h às 19h. É muito bom deixá-la na escola o dia inteiro. Os professores são a segunda mãe dela”, disse. No entanto, Ozéias se preocupa com o futuro da filha. No próximo ano, ela não poderá mais estudar em período integral. Sem contar o filho caçula, de 1 ano, que vai começar a frequentar o colégio. “Já estamos com nome na lista, não podemos pagar uma creche ou escola particular. É uma pena que, a cada governo, tudo mude”, lamentou.

Com informações do Correio Braziliense

 
 

Ensino integral nas escolas privadas cresce menos que na rede pública

Celebrada pelo Ministério da Educação como um dos grandes destaques do Censo Escolar da Educação Básica de 2013, a expansão do ensino integral no país foi maior na rede pública do que na privada. Enquanto o número de matrículas desse tipo aumentou em 46,5% nas escolas administradas por diferentes esferas governamentais, o crescimento nas particulares foi de 12,5% em um ano. Levando-se em conta ambas as redes, a alta foi de 45,2%.
Segundo o Censo, em 2013, o número de matrículas em tempo integral no ensino fundamental era de 3.171.638. Unidades públicas somavam 3.079.030 delas. Já as particulares totalizavam 92.608.
Representantes de associações escolares afirmam que o avanço modesto na rede privada tem a ver com o custo maior que representa manter o filho mais tempo no colégio. De acordo com a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, Amábile Pácios, a mensalidade pode ser até 80% no caso do período integral.
— São realidades diferentes. A rede pública tem aumentado o tempo de permanência dos alunos até pelo risco que as crianças correm quando estão fora das escolas. Já a particular trabalha em função da demanda das comunidades onde estão. Hoje, muitas famílias não optam pelo ensino integral por uma questão de orçamento doméstico — observa.
Para Amábile, a próxima década será de mudança nesse cenário:
— A tendência é que isso mude, já que, com a Lei das Domésticas, o custo de manter alguém em casa cuidando das crianças também cresceu.
No Rio, apesar de o crescimento das matrículas no ensino integral entre 2012 e 2013 (20,7%) ter sido menor que a média brasileira, o quadro se repete: foram de 233.358 para 282.880 (aumento de 21,2%) nas escolas públicas e de 7.323 para 7.739 nas particulares (+ 5,7%).
Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro (Sinepe Rio), Edgar Flexa Ribeiro, confirma que há impacto financeiro na expansão da jornada das escolas privadas. Para ele, no entanto, o avanço quase quatro vezes mais acelerado na rede pública ocorre porque a particular já oferece turmas integrais há mais tempo.
— As famílias que têm filhos em escolas particulares já recorrem ao ensino integral há muitos anos. De qualquer forma, acho que o aumento (nacional) de 12,5% não é desprezível — avalia Flexa Ribeiro.
Secretária municipal de Educação do Rio, Claudia Costin prevê que a expansão do tempo integral nas públicas acabará pressionando as unidades privadas.
— Acho que as escolas particulares vão acabar sendo atropeladas pelas públicas. Como boa parte do dinheiro delas vem da matrícula, na hora de implantar o turno único, elas vão ter de gastar dinheiro e cobrar mais — afirma. — A gente sente que tem aumentado a migração de alunos de classe média para escolas municipais de tempo integral.
Segundo a Secretaria municipal de Educação, 171 unidades escolares como Ginásios Experimentais Cariocas, Ginásios Experimentais Olímpicos e Turno Único receberam 1.501 crianças da rede particular este ano. Hoje, 19,5% dos alunos da rede municipal passam de sete a oito horas em aulas. O objetivo é que esta parcela aumente para 35% dos alunos, até o fim de 2016.
Ana Cristina Leite, mãe do aluno do 3º ano da Escola Sesc de Ensino Médio Pedro Leite, defende que jovens aprendem mais ficando mais tempo na escola. A unidade funciona em horário integral e é gratuita.
— As horas a mais na escola permitem que o estudante vá além da grade curricular. Meu filho tem aulas de basquete e música, além de atividades de campo relacionadas ao que aprende em aula. O aluno fica em contato com o ambiente escolar o tempo todo — opina.
(Do O Globo)

Bienal de Brasília sedia encontro internacional sobre bibliotecas públicas

De hoje (15) a quinta-feira (17) Brasília sedia o Encontro Internacional de Bibliotecas Públicas, Escolares, Comunitárias e de Agentes de Leitura. Organizado pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, o evento faz parte da programação da 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que ocorre até o próximo dia 21, na Esplanada dos Ministérios, e conta com a participação de mais de 120 escritores e intelectuais brasileiros e estrangeiros convidados para palestras e seminários gratuitos.
Segundo o diretor do Sistema de Bibliotecas Públicas do Distrito Federal, Wander Filho, o encontro internacional visa a reunir estudantes de biblioteconomia e de ciências da informação, coordenadores de bibliotecas públicas, agentes de leitura, contadores de história e todos os interessados em trocar experiências e em debater políticas públicas de estímulo à leitura e ao fortalecimento das bibliotecas públicas.
“Nosso principal objetivo é conseguirmos multiplicar a noção de que bibliotecas públicas são um polo dinamizador da cidadania e uma ferramenta de desenvolvimento humano das comunidades em que funcionam”, disse Wander Filho à Agência Brasil.
Desde 1992, quando foi criado o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), o Brasil vem progressivamente avançando no que diz respeito à disseminação de bibliotecas públicas. De acordo com a coordenadora do sistema, Elisa Machado, uma das palestrantes da primeira manhã do encontro internacional, 97% dos municípios brasileiros contam, hoje, com pelo menos um equipamento público em funcionamento. O problema ainda é a forma como esses espaços se distribuem.
Das 6.062 bibliotecas públicas identificadas no último levantamento do SNBP, 1.933 estão na Região Sudeste e 1.272 na Região Sul. A Região Nordeste conta com 1.846 equipamentos públicos de leitura. Já as regiões Norte e Centro-Oeste têm, respectivamente, com 512 e 499 bibliotecas. Além disso, segundo a professora e ativista Cida Fernandez, do Centro de Desenvolvimento e Cidadania de Pernambuco, dos 383 municípios que não contavam com uma biblioteca até o fim do ano passado, 254 haviam recebido recursos públicos que deveriam ter sido destinados à instalação desses equipamentos e não o foram. Cobrados, 89 desses municípios estavam regularizando a situação até fevereiro passado.
Para Wander Filho, o Brasil pode comemorar os avanços no tocante à disseminação das bibliotecas públicas pelo país, mas ainda tem muito o que fazer para garantir a qualidade dos acervos e dos serviços oferecidos.
“As bibliotecas precisam ser espaços de fomento à cidadania, à cultura, ao lazer e à informação. Aumentar o acesso ao livro e à leitura foi um primeiro passo. Agora, precisamos qualificar esses espaços. É necessário que as bibliotecas públicas tenham suporte, tecnologia, acervos qualificados e diversificados e servidores aptos a trabalhar com as comunidades onde estão inseridas”, acrescentou o diretor, que defende a transformação do Plano Nacional do Livro e da Leitura, instituído em 2006, pelo Ministério da Cultura, em uma política nacional. “Está em vias de acontecer, e será positivo porque, assim, será possível definir orçamentos, ações a serem desenvolvidas e a avaliação da eficácia das iniciativas [de estímulo à leitura]”, acrescentou.
“As bibliotecas são um fator de desenvolvimento e de empoderamento das pessoas. Mas não basta criar uma biblioteca por decreto. É preciso garantir sua sustentabilidade”, concluiu Cida Fernandez.
A programação completa do encontro pode ser conferida no site do SNBP.
(Da Agência Brasil)

Censo escolar: prazo para conferir dados da situação do aluno é 30 de abril

As escolas públicas e privadas de educação básica de todo o Brasil devem conferir entre 16 30 de abril a situação dos alunos (aprovação, reprovação e abandono) informada na segunda etapa do Censo Escolar 2013. Caso haja necessidade, os dados devem ser retificados. O prazo também é uma oportunidade para que as escolas que ainda não concluíram o preenchimento da situação do aluno possam encaminhar as informações.
A primeira etapa do Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), coleta dados sobre alunos, professores, turmas e escolas. A segunda fase verifica o que aconteceu com os alunos matriculados ao fim do ano letivo.
“Entender esses eventos e monitorar o seu comportamento pode contribuir para que as escolas e os gestores de rede ampliem o conhecimento do resultado de suas práticas, a fim de ajustá-las e torná-las mais eficientes, sobretudo porque esses indicadores têm forte influência sobre a trajetória regular dos estudantes”, destaca Carlos Eduardo Moreno Sampaio, diretor de estatísticas educacionais do Inep.
Os dados da segunda etapa fazem parte do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb), indicador referência para as metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), do Ministério da Educação. O Ideb será calculado este ano. Além disto, o governo federal utiliza o Censo Escolar para estabelecer políticas públicas para a educação básica, por ser um instrumento de coleta para um quadro completo sobre alunos, professores, turmas e escolas.
Para avaliar os dados informados e realizar alterações, caso necessário, basta entrar diretamente no módulo Situação do Aluno do Sistema Educacenso, no portal do Inep, e seguir as orientações: acesse a página do sistema; clique em autenticar; digite o CPF do usuário e a senha; clique na opção do menu [situação do Aluno – relatórios]; confira os dados; caso seja necessária correção, acesse a escola e clique em [início], no menu da [situação do aluno].
Se a escola estiver com o ano escolar encerrado no módulo [situação do aluno] e precisar de correção, basta acessar o Educacenso e, ao visualizar a lista de turmas, clicar em [retificar].
(Da Agência Brasil)

Distritais aprovam projeto que nomeia professores da reserva em casos de aposentadoria

Nesta terça-feira (15), foi aprovado em segundo turno o projeto 446/2011, que obriga o governo do Distrito Federal a nomear, em caso de aposentadoria, novos professores para os cargos vagos.
O objetivo do projeto, de autoria do deputado Israel Batista (PV), é evitar a falta de educadores e impedir que os alunos fiquem sem aula por longos períodos. “Os alunos perdem aulas ou têm seus professores trocados porque a Secretaria de Educação, em vez de nomear os professores efetivos aprovados em concurso, contrata professores substitutos”, argumentou Israel Batista, ainda em Plenário.
Segundo justificativa do distrital, ao não repor os servidores de carreira e nomeando professores temporários, o governo causa mudanças bruscas na rotina dos alunos, que acabam prejudicados pela movimentação do quadro.
A lei afirma que têm direito a ser nomeados os professores aprovados em concurso e que façam parte do quadro de reserva. Ela vale também para concursos já realizados, graças à Lei Geral dos Concursos, que proíbe concursos exclusivos para cadastros reservas.
Sanção
Mesmo com a lei aprovada pelos deputados está prevista a contratação de professores temporários, mas limitando-se aos casos que prevê a norma, como na hipótese de afastamento de docentes por questões de saúde e estudos.
A lei será enviada ao Poder Executivo, mas ainda não tem previsão de sanção.
O projeto de lei pode ser acessado aqui: PL-2011-00446-RDI.
(Com informações do Jornal de Brasília)

Sindicato dos Jornalistas vai acionar Conselho de Ética contra Jair Bolsonaro

Nesta quarta-feira (16), o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal vai entrar com uma ação junto ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, apontando tentativa de censura do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) à repórter da Rede TV Manuela Borges.
Os deputados Amauri Teixeira (PT-BA), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Jean Wyllys (PSOL-SP) se colocaram à disposição do sindicato para apresentar a ação – que precisa ser feita via deputado ou partido.
“Você é uma idiota. Você aprendeu onde isso aí?”, disse Bolsonaro, após a jornalista fazer uma pergunta sobre o golpe de 1964, no dia 02 de abril. “Você é uma analfabeta! Não atrapalhe seus colegas, você está censurada!”, completou o deputado, visivelmente exaltado.
Além da ação junto ao Conselho de Ética, o sindicato e a jornalista também pretendem entrar com uma ação nas esferas civil, por danos morais, e criminal.
Fonte: Portal IG
 

Inep prevê Enem 2014 para os dias 8 e 9 de novembro

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2014 deve ser nos dias 8 e 9 de novembro, após as eleições, conforme o UOL apurou. A assessoria de imprensa do Inep, autarquia do MEC (Ministério da Educação) que é responsável pelo exame, não confirma, nem descarta a data.
Os locais em que serão realizadas as provas já começaram a receber os ofícios sobre a disponibilidade de uso dos espaços — em geral, escolas de ensino médio e instituições de ensino superior. Segundo a assessoria do Inep, esta ainda é uma pesquisa prévia uma vez que esses locais de prova podem dar resposta negativa e data pode ser alterada.
A data é divulgada oficialmente com a publicação do edital do exame — em 2013, o Inep publicou o edital em 8 de maio.

O que é o Enem

Exame Nacional do Ensino Médio foi criado em 1998 com o objetivo de diagnosticar a qualidade do ensino médio no país. Em 2009, o exame ganhou uma nova função: selecionar ingressantes nos cursos superiores de faculdades e universidades federais por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).
Também pode ser utilizado para concorrer a vagas em instituições privadas de ensino superior, por meio do Prouni (Programa Universidade para Todos) ou para obter financiamento pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).
Candidatos interessados em cursos técnicos também poderão usar a nota para concorrer a vagas pelo Sisutec (Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica).
Uma boa avaliação no Enem é também requisito para obter bolsa no Programa Ciência sem Fronteiras. O exame é usado ainda para certificação do ensino médio de estudantes maiores de 18 anos que não têm o documento.
É uma prova aplicada anualmente pelo MEC, por meio do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O exame é composto de 180 questões mais uma redação – ele é realizado em dois dias de prova, no segundo semestre.
(Do Uol)

Conheça 6 ferramentas online para professores descobrirem plágios

Uma preocupação que muitos professores possuem em relação aos trabalhos que seus alunos fazem é o plágio. Por mais que pareça uma tarefa impossível checar cada um dos textos, existem ferramentas online que podem facilitar bastante esta tarefa. Conheça 6 sites que ajudam os professores a descobrirem plágios:

1 – DupliChecker

Com o DupliChecker, o professor só precisa colar o texto ou hospedar o arquivo no site e em poucos minutos os resultados aparecem.

2 – Anti-Plagiarism

Anti-Plagiarism é um software que faz vastas pesquisas na internet em busca de plágios. É possível hospedar arquivos em diversos formatos e o resultado aparece rapidamente.

3 – PaperRater

PaperRater oferece um software produzido por especialistas e universitários que, além de conferir se existem plágios na web, oferece algoritmos que compara o que está escrito com livros e pesquisas acadêmicas.

4 – Plagium

Um dos poucos sites em português, o Plagium permite que você cole o texto na página inicial e, em poucos segundos, ele já aparece com os resultados da pesquisa.

5 – Viper

software Viper permite que o professor pesquise trabalhos em diferentes formatos e os compare com resultados da web, além de trabalhos e pesquisas acadêmicas.

6 – SeeSources

Por meio do SeeSources, o professor pode pesquisar gratuitamente trechos e textos completos que ele suspeite conter algum tipo de plágio.
 
(Do Universia)

Maioria dos docentes do ensino médio não tem formação na área em que atua

maioria dos professores do ensino médio no Brasil (51,7%) não tem licenciatura na disciplina em que dá aulas. Outros 22,1% dos docentes que estão nas salas do ensino médio não têm qualquer licenciatura. Os dados do Censo Escolar 2013 foram compilados pela ONG Todos Pela Educação.
Nordeste é a região em que faltam mais professores licenciados nas áreas específicas das disciplinas – 66% não são formados na área em que atuam. No Centro-Oeste, o índice é de 60,5%. Na região Norte, o percentual é de 55%. As regiões Sul (41,9%) e Sudeste (42%) são as com as menores carências de professor.
A disciplina com maior deficiência é artes em que apenas 14,9% dos professores são licenciados. Língua portuguesa é a disciplina com mais professores dentro da sala de aula que se formaram na área (73,2%). Em física, 80,8% dos docentes não são formados na área; na disciplina de química, o índice é de 66,3%.
Entre os que não têm licenciatura na disciplina em que dá aulas entram professores que não são especialistas na área –como o professor de física que dá aulas de química ou o formado em ciências sociais que dá aulas de geografia. Esses casos são permitidos pelo MEC (Ministério da Educação). Há ainda o problema dos profissionais formados em outras áreas que estão nas salas de aula, como o administrador que dá aulas de língua portuguesa no ensino médio. Isso é comum entre professores temporários.

Ensino fundamental

Nos anos finais do ensino fundamental, 21,5% não tem qualquer formação no ensino superior e 35,4% dos professores não cursaram licenciatura
Há também 67,2% dos docentes não são habilitados nas disciplinas que lecionam. Mais uma vez é o Nordeste a região com maior deficiência (82,4%). No Norte, 81,9% dos professores dos anos finais do ensino fundamental não são formados nas áreas que atuam. No Centro-Oeste, o índice é de 64,3%.
Nessa etapa de ensino, apenas 28,1% dos professores de geografia são formados na área. Em história, o índice é de 31,6%, e em ciências, o percentual é de apenas 34,2%.

Deficiência na formação

Em março, uma auditoria do Tribunal de Contas da União, feita em parceria com tribunais de Contas dos Estados, já tinha indicado a carência de 32 mil professorescom formação específica nas 12 disciplinas obrigatórias do nível médio.
Com salários baixos, um dos problemas é que a docência não atrai os jovens no ensino superior. Neste ano, o piso nacional do professor foi fixado em R$ 1.697,39, para uma jornada de 40 horas.
Mesmo entre os que decidiram seguir carreira na sala de aula, a evasão da educação básica é cada vez maior. Insatisfação no trabalho e desprestígio profissional são alguns dos motivos apontados por quem prefere abandonar a sala de aula.
Em outubro do ano passado, uma pesquisa internacional mostrou que, entre 21 países, o Brasil fica em penúltimo lugar em relação ao respeito e à valorização dos seus professores.
A formação e a valorização do professor é uma das metas do PNE (Plano Nacional de Educação), que está em discussão na Câmara dos Deputados e deve ser votado no dia 22 de abril.
(Do Uol)

Escolas da região metropolitana elegerão novos diretores

Começam na próxima segunda-feira (14) as inscrições para candidatos à Diretor, Vice-diretor e membros dos Conselhos Escolares das unidades de ensino público do Distrito Federal. Podem concorrer os servidores ativos da Carreira Magistério Público ou da Carreira Assistência à Educação Pública que preencham os requisitos previsto no edital.
As inscrições poderão ser feitas nas unidades escolares nas quais ocorrerão as eleições ou nas Comissões Eleitorais Locais. Os interessados têm até o dia 22 de abril para apresentar a candidatura.
As eleições para os Conselhos ocorrerão no dia 14 de maio e para os cargos de Diretor e Vice, no dia 28 de maio. Toda a comunidade escolar está apta a votar. Os estudantes têm o direito de aplicar seu voto em horário contrário ao turno de aula.
Os cargos estão abertos para escolas do Plano Piloto, Cruzeiro, Brazlândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Sobradinho, Planaltina, Taguatinga, Samambaia, Paranoá, Santa Maria, Recanto das Emas e para as Coordenações Regionais de Ensino.
Para acessar a publicação da Secretaria de Educação do DF no Diário Oficial, clique aqui (pág.36).
(Do Jornal de Brasília)

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