Concurso cultural premiará alunos de escolas rurais
Jornalista: sindicato
O lançamento oficial do concurso cultural “A juventude do campo ligada na transparência” será realizado nesta quinta-feira (10), às 9h, na Plenária do Fórum Permanente da Educação do Campo do DF, no auditório do edifício Phenícia, localizado no SBN, quadra 02, bloco C (prédio do banco Alpha).
Estarão presentes os gestores das 75 escolas rurais da Secretaria de Educação do DF, outras representações da SEDF, assim como de outras secretarias e movimentos sociais.
A iniciativa tem como público-alvo os estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental das escolas do campo da rede pública do DF. O objetivo do concurso, realizado pela primeira vez em 2014, é despertar o interesse pelo tema, incentivando o uso dos instrumentos de transparência, o controle social e o exercício da cidadania nos ambientes educacionais.
Para participar, o estudante deve criar um desenho inédito e original sobre o tema do concurso. Serão premiados os três melhores trabalhos, o professor de cada estudante premiado e a escola rural à qual pertencer o vencedor em primeiro lugar. Cada escola deverá escolher o desenho que irá representá-la na disputa pelos prêmios.
O desenho deverá ser enviado à Secretaria de Transparência e Controle do Distrito Federal, localizada no Anexo do Palácio do Buriti, 12º Andar, Sala 1205, junto com a Ficha de Participação devidamente preenchida, de 12 a 23 de maio. O resultado será divulgado em 30 de maio, no site www.stc.df.gov.br, onde estão disponíveis o regulamento e o formulário. PREMIAÇÃO – Para o desenho classificado em 1º lugar, o estudante, o professor e a escola receberão, cada um, um notebook e uma máquina fotográfica. Para o 2º lugar, aluno e professor ganharão, cada um, um iPod Nano e uma máquina fotográfica. Na premiação para o 3º, estudante e professor receberão, cada um, um MP3 Player e uma máquina fotográfica.
(Do Jornal de Brasília)
Jardim de Infância 21 de Abril surgiu antes da inauguração de Brasília
Jornalista: sindicato
Os contornos de Brasília foram desenhados ao redor dessa escola. As paredes, colocadas de pé antes mesmo da fundação oficial da capital do Brasil. Inaugurada por Juscelino Kubitschek, em 1959, um colégio público localizado entre a 708 e a 908 Sul ganhou a data de aniversário da cidade como parte do nome de batismo. A estrutura arquitetônica integra o Conjunto Urbanístico de Brasília. É tombada tanto no âmbito distrital quanto no federal e resiste bravamente ao tempo em pleno Plano Piloto.
Entrar no Jardim de Infância 21 de Abril é um convite à nostalgia. As paredes de madeira das salas, os pisos de tacos e os armários embutidos remontam o nascimento de um sonho no Planalto Central. O colégio, que atende crianças de 3 a 5 anos, conta com a maior área verde e a maior área construída no centro de Brasília. São aproximadamente 5 mil m² e 1 mil m², respectivamente.
A paisagem mudou desde o surgimento da instituição, que tinha como missão primária de atender filhos de funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF). O viveiro de outrora, que abrigava aves, macacos e outros bichos silvestres deu lugar a uma piscina. A ala dos docentes também recebeu adaptações, quando surgiu a secretaria. Seguindo os moldes do projeto original, cada sala de aula ganhou um banheiro. O auditório, na contramão, é aquele mesmo da década de 1960. Conserva, inclusive, as mesmas cadeiras do tempo em que a Secretaria de Educação assumiu a escola.
“Até o telhado é o mesmo. Por isso, precisa ser trocado. Também necessitamos de uma avaliação estrutural. Nós mexemos somente na parte elétrica”, conta o secretário escolar Mauro Vargas, que salienta a necessidade de reformas.
Pelo jardim de infância, passaram gerações de candangos. Avós, pais, filhos e netos. Muitos deles aprender primárias a partir da pintura da cada classe. O sistema permanec mesmo, e as dependências se dividem entre: sala vermelha, sala verde, sala amarela e sala azul. Hoje, a escola atende mais de 160 alunos, entre estudantes do maternal, do 1° período e do 2° período.
Em meio às iniciativas desenvolvidas na unidade, meninos e meninas têm aulas de capoeira e judô. Projetos complementares buscam ainda conectar o ambiente, cercado de verde, aos alunos. No vasto quintal da escola, por exemplo, é possível encontrar ipês, copaíbas e árvores frutíferas, como pés de pitanga, amora, limão e jaca. Muitos dos exemplares são originais. As mesmas espécies que um dia deram frutos colhidos pelos pais, hoje alimentam também filhos e parentes desses ex-alunos.
A professora Dennise Calisto Bezerra trabalha no 21 de Abril há 22 anos e acompanhou de perto esse ciclo. Cita, de cabeça, pelo menos dois casos de pais e filhos que foram seus alunos. “É muito gratificante ver isso. Perceber que viveram bons tempos aqui. Realmente temos nossas particularidades. Conservamos, de fato, um nome e uma história fortes”, argumenta a docente, que trabalhou por duas décadas com o 2° período e hoje dá aulas para o maternal.
A fisioterapeuta Márcia Dayane Silva, 26 anos, é uma das alunas na lembrança da professora Dennise. Os bons momentos no colégio levaram-na a inscrever a filha, Sara, 5, na instituição. O sobrinho, Eduardo, de 14 anos, também passou pelo local. “Foram os melhores anos da minha vida e carrego o ensino de lá até hoje, principalmente em termos morais”, justifica Márcia. Em 2016, ela garante que vai matricular o filho mais novo, Gabriel, de apenas seis meses.
Os filhos mais velhos da professora Sandra Leite Teixeira, 48 anos, estudaram no jardim de infância. Um, hoje, cursa história na Universidade de Brasília (UnB) e a outra está terminando o ensino médio. Em 2014, quem ocupa uma das carteiras do 21 de Abril é o filho mais novo, Marx, de 5 anos. “Desde quando era nova e estudava na Escola Normal, eu pensava em colocar meus filhos para estudar ali. Realmente não me arrependi. O 21 de Abril é uma escola familiar e que sintetiza o modelo pensado por Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer”, afirma Sandra.
(Do Correio Braziliense)
MPF fará diagnóstico para identificar problemas de escolas
Jornalista: sindicato
O Ministério Público Federal (MPF) lançou ontem (8), em parceria com o Ministério Público dos estados, o projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc). Pelo projeto, o MP fará um diagnóstico dos centros de ensino e apresentará, por meio de recomendações, soluções para os problemas identificados. A intenção é que o projeto chegue às mais de 150 mil escolas públicas do país.
O objetivo, segundo o próprio MPF, é estabelecer a defesa da educação básica de qualidade como prioridade na atuação do Ministério Público. “O projeto partiu de um levantamento que mostrava que, de toda a atuação do MP em educação, apenas 6% estavam voltados para a educação básica, e mesmo assim as ações eram muito dispersas”, diz a procuradora da República no Rio de Janeiro e gerente do MPEduc, Maria Cristina Cordeiro.
A primeira etapa do projeto consiste no diagnóstico, que será feito por meio de audiências públicas com a participação da comunidade. Além disso, serão feitas visitas às escolas e aplicados questionários online aos gestores dos municípios e estados, aos diretores das escolas e aos presidentes dos conselhos de Alimentação Escolar (CAE) e de Acompanhamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Segundo o MPF, os questionários tratam de aspectos estruturais e pedagógicos, da alimentação escolar, da inclusão, de políticas públicas e do funcionamento dos conselhos sociais. As respostas fornecidas ficarão disponíveis ao público no site mpeduc.mpf.mp.br.
Com base no diagnóstico, em uma etapa posterior, os membros do MP apresentarão aos gestores públicos as recomendações aos problemas identificados. A última etapa consistirá em uma audiência pública para apresentação dos trabalhos desenvolvidos.
Maria Cristina diz que a maior parte dos problemas das escolas está na gestão. Dos R$ 100 bilhões do orçamento do Ministério da Educação, mais da metade é destinada para a educação básica. “O problema quase nunca é falta de recursos. Os maiores problemas são, infelizmente, a corrupção, má gestão e descontinuidade administrativa”. De acordo com ela, é nesse sentido que o MP pretende atuar.
O projeto foi executado como piloto em oito municípios dos estados de Roraima, do Pará, de Alagoas, do Amapá e do Rio de Janeiro. Agora, será implementado em 57 municípios que manifestaram interesse. A intenção é dar prioridade às cidades com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
“São visíveis os exemplos do que se pode fazer com essa preparação da gestão do recurso público que existe para a escola. O MP mostra que pode atuar não só de forma repressiva, mas de forma a orientar o gestor público para a boa e profissional utilização do recurso”, diz o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Estará disponível ao público, a partir de hoje (9), em Brasília, no prédio da Procuradoria-Geral da República, uma exposição da fotógrafa Claudia Martini. Ela acompanhou a execução do projeto nos oito municípios pilotos.
(Da Agência Brasil)
Olimpíada de Matemática tem 18 milhões de estudantes inscritos
Jornalista: sindicato
Ao todo, 18.187.971 estudantes se inscreveram para a 10.ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Este ano, serão 46.698 escolas participantes, de 5.533 municípios. As inscrições terminaram no dia 21 de março e a prova da primeira fase está marcada para 27 de maio.
São Paulo, com 3.497.224 de alunos, e Minas Gerais, com 1.936.366, são os estados com o maior número de inscritos. Os estudantes são divididos em três níveis: 6º e 7º anos do ensino fundamental; 8º e 9º anos do ensino fundamental; e 1º, 2º e 3º anos do ensino médio.
Na primeira fase, os alunos fazem a prova com 20 questões de múltipla escolha dentro da própria escola. Os 5% com as melhores notas vão para a segunda fase, que tem seis questões dissertativas, onde os estudantes precisam expor os cálculos e explicar o raciocínio usado.
Este ano, serão distribuídas 500 medalhas de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze, além de 46.200 menções honrosas. Todos os medalhistas são convidados para integrar o Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) de 2015.
Os professores, escolas e secretarias de educação de municípios que se destacam pelo desempenho de seus alunos também são premiados. Mais informações na página www.obmep.org.br .
(Da Agência Brasil)
Parlamento Juvenil do Mercosul inscreve estudantes até dia 15 de maio
Jornalista: sindicato
Estudantes de escolas públicas podem se tornar representantes brasileiros no Parlamento Juvenil do Mercado Comum do Sul (Mercosul) até 2016. A seleção é para jovens de 14 a 17 anos, matriculados no primeiro ou no segundo ano do ensino médio.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), os representantes vão discutir a formação política e cidadã da juventude, além de inclusão educativa, gênero, jovens e trabalho, participação cidadã dos jovens e direitos humanos.
As secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal devem organizar encontros de quatro horas para selecionar os alunos. Serão escolhidos, incialmente, três nomes de cada unidade federativa, para indicação ao MEC até o dia 15 de maio.
Na seleção, segundo a pasta, deverão ser garantidas a diversidade e a igualdade, deve ser indicado um representante do sexo masculino, uma do feminino e um de estudantes negros, indígenas, moradores de comunidades populares, das áreas rurais ou com deficiência.
Posteriormente, o ministério promoverá em Vitória, Espírito Santo, de 4 a 7 de junho, o encontro nacional dos selecionados na etapa estadual. Será escolhido, então, um representante de cada estado e do DF.
Esta é a terceira seleção para o Parlamento Juvenil do Mercosul, formado por estudantes dos países que integram o bloco — Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Comissão debaterá manifestações e atos homofóbicos no Distrito Federal
Jornalista: sindicato
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias promove audiência pública, na quinta-feira (10), para discutir as manifestações e atos de violência homofóbica ocorridos no Distrito Federal recentemente.
O evento foi proposto pela deputada Erika Kokay (PT-DF). Ele ressalta que, nas últimas semanas, Brasília tem sido palco da violência homofóbica: “Quatro mulheres, com idade entre 18 e 22 anos, foram agredidas no Balaio Café, na quadra 201 Norte, na madrugada do dia 28 de fevereiro de 2014. Uma delas está hospitalizada”.
Segundo ela, os suspeitos foram detidos em flagrante, as vítimas prestaram queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e afirmaram que o caso se trata de homofobia. “‘Lepra da sociedade’, ‘puta neguinha’, ‘sapatona’ e ‘vocês têm que morrer’, foram ataques ouvidos pelas jovens”, relata a parlamentar. Decreto revogado
Kokay lembra que no Distrito Federal existe uma lei, aprovada desde 2000, que estabelece sanções a todos os locais e estabelecimentos comerciais que cometerem qualquer tipo de discriminação.
“O governador do Distrito Federal estabeleceu um decreto para regulamentá-la, mas, oito horas depois, sem qualquer justificativa à sociedade brasiliense, ele o revogou, pairando no ar a impressão de que o Estado não tem uma postura de enfrentamento à homofobia, em plena capital da República”, critica a deputada. Convidados
Foram convidados para discutir o tema com os integrantes da comissão:
– a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci;
– o ministro Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho;
– o secretário de Governo do Distrito Federal, Gustavo Ponce de Leon Soriano Lago;
– a ministra Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti;
– a vice-presidente do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Janaina Oliveira;
– o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; e
– o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Torres Avelar.
A audiência ocorrerá no plenário 9, a partir das 9 horas. Fonte: Agência Câmara
Programa Mais Educação recebe inscrições de escolas da rede pública até final de maio
Jornalista: sindicato
Está aberto o período de cadastramento de novas escolas públicas que pretendam integrar o Programa Mais Educação, da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação. O cadastramento deve ser feito por meio do acesso ao sistema do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) interativo e o cadastramento pode ser feito até o final de maio.
A oferta da educação integral é realizada por meio da diversificação de atividades educacionais. As escolas passam a oferecer orientação de estudos e leitura, com acompanhamento pedagógico, obrigatória para todas as escolas, com monitoria, preferencialmente, de estudante de licenciaturas vinculadas ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), ou estudante de graduação com estágio supervisionado.
Além do acompanhamento, os participantes podem optar por ações nas áreas de educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica.
A meta para 2014 é alcançar a adesão de 60 mil escolas. Escolas que se apresentam com 50% ou mais de estudantes participantes do Programa Bolsa Família mantêm-se prioritárias para o atendimento, considerando a intersetorialidade do programa com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), por meio do Programa Brasil Sem Miséria.
O Programa Mais Educação tem a finalidade de contribuir para a melhoria da aprendizagem, com o estímulo à ampliação do tempo de permanência de crianças, adolescentes e jovens matriculados em escola pública. É a estratégia indutora da educação em tempo integral no Brasil, instituída pela Portaria Interministerial n.º 17/2007 e regulamentado pelo Decreto 7083/2010. Acesse a página do PDDE Interativo para cadastrar a escola Confira o passo a passo para o cadastramento de novas escolas
(Do MEC)
Parceria entre escola e família transforma realidade de escola em Ceilândia
Jornalista: sindicato
Aos poucos, as janelas com chapas de ferro voltaram a ser de vidro. Nos muros, a camada de tinta branca com detalhes verdes se mantém sem pichações. No lugar do tráfico, a prática esportiva. Os alunos, antes sinônimos de problemas, agora, são líderes de boas iniciativas. O que parecia impossível se tornou realidade no Centro Educacional 7, em Ceilândia. Lá, diretores, estudantes e pais escrevem juntos uma nova história, pautada no respeito, na confiança, na autoestima e no sonho de transformação. Nas edições de hoje e de amanhã, a série “O bê-á-bá da violência” revela histórias em Ceilândia, em Samambaia, em Planaltina e no Paranoá, de vencedores da guerra contra a violência.
Localizado em uma área de risco, o Centro Educacional 7 de Ceilândia é um oásis para a comunidade escolar. Mas, em 2008, quando Firmino Neto assumiu a direção, encontrou uma realidade assustadora. Naquele ano, o Batalhão Escolar apreendeu 20 tabletes de maconha, 30 comprimidos de roupinol e cocaína dentro da escola. Por ano, 180 janelas e 700 cadeiras eram destruídas por atos de vandalismo. “Decidimos abrir a escola, sair do casulo. Por estar inserida em um espaço onde o tráfico é muito forte, havia influência do ambiente externo e nenhuma reação”, disse Firmino.
O primeiro passo foi fazer um diagnóstico do problema. A equipe pedagógica montou uma sala de apoio ao educando. Um professor readaptado organizou todas as ocorrências. No início, 50 estudantes indisciplinados lotavam a sala para atendimento. “Separamos quem tinha problemas graves de comportamento. Chamamos a família. Diagnosticamos transtornos, doenças e problemas familiares”, contou o diretor. O esporte, a música e uma rádio, entraram no currículo escolar. A educação integral foi uma aliada. “Conseguimos colocar 150 alunos para estudar o dia inteiro. Filhos de pais com ficha criminal, crianças que tinham tudo para dar errado, começaram a mostrar resultados surpreendentes”, constata o diretor.
A descoberta do xadrez mudou a vida de José Carlos Vargas, 17 anos. Ele ganhou vários torneios e se orgulha dos troféus e medalhas na prateleira de casa. “Eu matava muita aula. Gostar mais da escola mudou meu pensamento. Parei de ficar na rua”, diz o adolescente. “Menino de futuro”, segundo o diretor. “Ele tem liderança, é muito inteligente, um parceiro. Será um homem de sucesso”, orgulha-se o docente. Com ele, Luís Fernandes, 16 anos, agradece às inovações. “O diretor fez a diferença na escola. Hoje, jogo tênis de mesa, estudo, gosto de praticar esportes. Não tenho por que pensar em coisas ruins.”
O investimento foi além do diálogo. A escola tem ainda um estúdio que oferece a maior parte dos instrumentos musicais e criou o projeto Sete Bandas. O investimento de R$ 11 mil ajuda os estudantes a concretizarem o sonho de tocar e gravar as próprias composições e a de outros autores. “Comecei a tocar guitarra. Agora, quero montar a minha banda. Temos boas oportunidades aqui”, completa Wendel Nogueira, 13 anos, estudante do 8° ano.
Controle
No Centro de Ensino Fundamental 3 em Planaltina, a mudança começou pelo rigor no controle de entrada por meio de carteirinhas e com a instalação de 44 câmeras de segurança, que permitem ao pai monitorar toda a movimentação dentro do colégio em tempo real. Assim como o investimento em prática esportiva. O ex-atleta da Seleção Brasileira José Carlos de Oliveira faz um trabalho voluntário com os alunos todas as terças e quintas-feiras.
As iniciativas começaram em 2009 capitaneadas pela diretora, Rita Cirlene Martins de Godoi. Com os recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), ela instalou todo o sistema de monitoramento e conseguiu reduzir os casos de roubos de celular, de material e, de quebra, fortaleceu a parceria com a família. “Muitas vezes, os pais não acreditam quando relatamos o mau comportamento do filho e querem ver as gravações Com as câmeras, ficou muito mais fácil trabalhar em conjunto”, relata. “O ensino integral para 100 alunos também está entre as medidas tomadas que deram certo”, completa a diretora.
A escola fica em Buritis 2, região conhecida como Pombal, marcada pelas brigas de gangues, pelo tráfico e pelo alto índice de homicídios. Lá, o endereço de um jovem pode se tornar um problema incontornável a ponto de impedi-lo de frequentar as aulas. “O problema aqui é no caminho da escola. Muitas vezes, os alunos de regiões rivais só conseguem matrícula aqui e somos obrigados a fazer a transferência”, relatou uma das funcionárias da instituição.
Táticas de enfrentamento
Diante do quadro de violência encontrado nas escolas, o secretário de Educação, Marcelo Aguiar, anunciou um plano el-borado em conjunto com a Secretaria de Segurança para diminuir as ocorrências. Algumas medidas já estão em andamento, como a contratação de um sistema de monitoramento por câmeras para ser instalado nas instituições de ensino que apresentam os índices mais preocupantes. O chefe da pasta pretende reforçar o papel do Batalhão Escolar e contratar profissionais para preencher as lacunas no quadro de servidores da secretaria.
Escolas de Planaltina, Santa Maria, Ceilândia e Samambaia serão as primeiras a receber o sistema de monitoramento. Segundo o secretário, os equipamentos serão colocados na área comum das instituições e ao redor do prédio, pontos críticos de tráfico de drogas. “O diferencial é que o sistema vai estar ligado ao monitoramento da Secretaria de Segurança”, completou o secretário.
Aguiar adiantou que serão criados conselhos de segurança na escola e nas regionais de ensino para envolver toda a comunidade na discussão de melhorias. Os professores e funcionários também receberão cursos de capacitação. “Eles (docentes) precisam saber como tratar uma ocorrência, como mediar conflitos e toda essa questão que envolve as relações internas nas escolas”, explicou. O secretário pretende integrar ainda mais o Batalhão Escolar às escolas e aumentar os polos de policiamento, além de abrir licitação para contratar porteiros.
(Do Correio Braziliense)
Educação integral do DF terá ensino de língua estrangeira ampliado
Jornalista: sindicato
O Centro Interescolar de Línguas está colocando em prática um projeto-piloto para estender o ensino de inglês, francês e espanhol aos alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede pública do DF. Outra novidade é que para essa faixa etária as aulas serão na própria unidade de ensino. Até agora só era permitido participar dos cursos nos Cils a partir do 6° ano.
O projeto começou por Brazlândia e está beneficiando mais de 500 estudantes da educação integral de 9 escolas. As aulas são dadas por cerca de 10 jovens educadores, selecionados e treinados pelos professores do Centro Interescolar de Línguas, em curso de formação continuada.
A partir de julho, o projeto será colocado em prática em escolas de período integral do Guará, e a partir daí será estendido para todas as cidades que tiverem uma unidade dos Cils.
“Assim que tivermos escolas que são atendidas pelo CIL daquela região e as mesmas façam adesão à educação integral, organizaremos esse atendimento naquele CIL para essas unidades de ensino regular”, informou a coordenadora pedagógica dos CILs, Ana Cristina Chaves.
Segundo a gerente das Escolas de Natureza Especial (Gnesp), professora Andreza Barbosa, os princípios da educação integral para a formação dos educandos, abre espaço para maior atuação dos Centros Interescolares de Línguas.
“A ampliação do atendimento da educação integral nas escolas da SEDF abre espaço definitivo para que tenhamos mais tempo para o desenvolvimento do ensino e aprendizagem com qualidade em língua estrangeira nos CILs, de forma holística”, afirmou a gerente.
O período de inscrições nos CILs acontece sempre em dezembro e junho para o semestre subsequente, no site da Secretaria de Educação. As unidades estão presentes em Brazlândia, Ceilândia, Gama, Sobradinho, Guará, Taguatinga e duas no Plano Piloto.
(Da Agência Brasília)
Apenas 0,9% dos participantes do Enem 2013 tiraram nota superior a 900 na redação
Jornalista: sindicato
Segundo dados divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) nesta quarta-feira (2) aos inscritos no Enem 2013, apenas 0,9% dos 5.093.237 estudantes que realizaram a prova de redação conseguiu atingir a nota de 900 pontos ou superior na redação.
O gráfico mostra que a maioria dos participantes (27,9%) conseguiu uma nota entre 501 a 600 pontos, enquanto 6,9% obteve pontuação inferior a 300 na redação, conforme mostra tabela a seguir:
Todos os candidatos participantes do Enem 2013 podem acessar o espelho da redação por meio do site do exame (http://enem.inep.gov.br/). Vale lembrar que programas como o Ciência sem Fronteirasexigem uma nota de no mínimo 600 pontos nos seus processos seletivos.
Sobre a redação do Enem
Em 2013, o tema da redação do Enem foi “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”, surpreendendo os participantes que apostavam em assuntos como a maioridade penal e a Comissão da Verdade.
Na redação do Enem, são avaliadas cinco competências diferentes. São elas:
1) Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa
2) Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das varias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
3) Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
4) Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
5) Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.