Dados do Censo Escolar 2013 podem ser enviados até 8 de abril

As escolas têm até 8 de abril para enviar os dados da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2013 sobre rendimento e movimento escolar dos alunos. A nova data foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 24.
Esta etapa se refere à situação do aluno ao final do ano letivo e inclui informações sobre rendimento (aprovado ou reprovado) e movimento (transferido, deixou de frequentar ou falecido).
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recolhe, anualmente, por meio do Educacenso, sistema de coleta de dados via internet, informações detalhadas sobre escolas, alunos, professores e turmas de todas as etapas e modalidades da educação básica do país.
Censo
O Censo Escolar é o principal e mais completo levantamento de dados estatístico-educacionais de âmbito nacional realizado todos os anos e coordenado pelo Inep. As informações coletadas permitem traçar um panorama nacional da educação básica, referência para a formulação de políticas públicas e execução de programas na área da educação.
Confira o novo cronograma.
Fonte: INEP

CCJ aprova projetos sobre contratação de professores e pagamentos de obras

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa aprovou em reunião ordinária nesta terça-feira (25) o projeto de lei nº 446/2011, do deputado Prof. Israel (PV), que dispõe sobre a nomeação de professores concursados da educação básica nos casos de aposentadoria e criação de novos cargos. A proposta, que segue para votação em plenário, foi acatada com três emendas apresentadas na comissão. Uma delas exclui a fixação prévia dos prazos de convocação, sob a justificativa de não invadir competência privativa do Executivo.
De iniciativa da deputada Eliana Pedrosa (PPS), a CCJ aprovou a admissibilidade ao projeto de lei nº 833/2012, que estabelece diretriz para a programação financeira subsequente a ano eleitoral. A proposição determina que os pagamentos de obras e serviços a serem feitos pelo novo governo sigam a ordem cronológica. O presidente da CCJ e relator da proposição na comissão, deputado Chico Leite (PT), enfatizou que o projeto apresentado pela colega aperfeiçoa o sistema de pagamento de obras públicas, “favorecendo o princípio da impessoalidade e da moralidade pública”.
(Da Câmara Legislativa)

Câmara promove enquete sobre exigência de aprovação no Enade para obter diploma

De acordo com proposta em análise, Enade será aplicado anualmente, ao final do último ano de curso, a todos os alunos de graduação. Aprovação no exame será requisito para obtenção do diploma.
Os alunos que concluírem qualquer curso de nível superior poderão receber o diploma somente depois de aprovados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). A medida está prevista no Projeto de Lei 5277/13, do deputado Domingos Dutra (SDD-MA), e é tema da nova enquete feita pelo Portal da Câmara.
O Enade é feito periodicamente, dentro do sistema de avaliação da qualidade do ensino do País, sendo admitida a realização por amostragem. Os universitários fazem duas provas: a de formação geral (igual para todos os cursos) e a de componente específico por área, que significam 25% e 75% da nota final, respectivamente.
Se for aprovada a proposta do deputado, o exame será aplicado anualmente, ao final do último ano de curso, a todos os alunos de graduação. A nota de aprovação, inscrita no histórico escolar dos estudantes, será considerada requisito indispensável para a obtenção do diploma.
“Reforçamos o preceito de que cabe ao MEC [Ministério da Educação] avaliar os cursos que ele autorizou e reconheceu, além de aferir a proficiência de seus formandos”, diz Dutra. “Defendemos então que os alunos de todas as áreas obrigatoriamente se submetam à avaliação oficial anual e nela sejam aprovados, como condição para obterem seus diplomas. De outra forma, o Estado brasileiro estará chancelando uma farsa”, acrescenta.
O parlamentar ressalta também que o MEC não pode permitir o funcionamento de cursos de graduação sem qualidade e ver depois os estudantes serem “castigados” pelo mercado.
Nota insuficiente
O projeto estabelece ainda que, no caso de avaliação insuficiente de uma instituição de ensino, os processos seletivos para admissão de novos alunos nos cursos de graduação correspondentes serão imediatamente suspensos.
Atualmente, quando os resultados são insatisfatórios, a faculdade assina um protocolo de compromisso com as medidas a serem adotadas para corrigir os problemas.
Para ser aprovado pela Câmara, o projeto de lei precisa passar pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
E você? É a favor ou contra a exigência de aprovação no Enade para o recebimento do diploma de nível superior? Participe! Vote na enquete e deixe também seu comentário abaixo.
Fonte: Agência Câmara

Unesco lança materiais pedagógicos sobre cultura africana e afro-brasileira

No âmbito do Programa “Brasil-África: Histórias Cruzadas”, criado em resposta à promulgação da lei n° 10.639 de 2003, que determina a inclusão de conteúdos sobre a história da cultura afro-brasileira e africana na educação básica nos sistemas de ensino no Brasil, foram lançados nesta sexta-feira (21) dois materiais pedagógicos que tratam do tema.
São eles: a “Síntese da coleção História Geral da África” e o livro “História e cultura africana e afro-brasileira na educação infantil”. Também foi lançada a 2ª Edição do Prêmio Curta Histórias. (clique nos respectivos títulos para mais informações sobre cada um dos lançamentos)
Os lançamentos aconteceram durante o evento “Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial: o Papel da Educação”, que ocorreu no Ministério da Educação, em Brasília. A promoção é da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC/SECADI) e a UNESCO no Brasil.
O ponto de partida das duas publicações é a Coleção História Geral da África da UNESCO, traduzida para o português em 2010, em uma parceria com o Ministério da Educação, também, como parte do Programa Brasil-África.
O Programa “Brasil-África: Histórias Cruzadas” é desenvolvido por meio de parceria entre a UNESCO no Brasil, o Ministério da Educação e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), como forma de reconhecer a influência da história e da cultura africana na sociedade brasileira.
Seu principal objetivo é dar visibilidade e reconhecimento à intersecção das histórias africana e brasileira, transformando e valorizando positivamente as relações entre os diferentes grupos étnico-raciais que constituem o Brasil.
Para o representante da UNESCO no Brasil, “a produção de materiais pedagógicos sobre história e cultura africana e afro-brasileira propiciará subsídios para a transformação da prática de docentes da educação básica e contribuirá, consequentemente, para o desenvolvimento do país”.
A UNESCO destacou que o Brasil, por meio das ações realizadas em parceria com a ONU, tem sido protagonista na construção da agenda da Década Internacional de Afrodescendentes, criada por resolução da Assembleia Geral da ONU no dia 23 de dezembro último e cujo tema é ‘Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento’.
A Década será celebrada de 2015 a 2024 com o objetivo de reforçar o combate ao preconceito, à intolerância, à xenofobia e ao racismo.
Publicações
A Síntese da Coleção História Geral da África está publicada em dois volumes e pretende fornecer subsídios para pesquisadores e estudantes, bem como para a prática pedagógica de professores responsáveis pela educação básica, com o objetivo de ampliar seus conhecimentos em relação à história e a cultura africana.
O volume 1, dividido em quatro capítulos, contém, de forma criteriosa, o resumo dos temas publicados nos quatro primeiros volumes da edição completa da coleção HGA, abordando os períodos desde a pré-história até o século XVI.
O volume 2 aborda os temas tratados nos quatro últimos volumes da edição completa da coleção, abrangendo desde o século XVI até o século XX.
O livro História e Cultura Africana e Afro-brasileira na Educação Infantil é uma ferramenta que disponibiliza, tanto para os professores responsáveis e compromissados com a educação da primeira infância quanto para os interessados de modo geral em uma educação e em um país justo e igualitário, conteúdos sólidos para a formação e o conhecimento sobre a riqueza, as diferenças e a diversidade da história e da cultura africanas e suas influências na história e na cultura do povo brasileiro, em especial, da população afro-brasileira.
Por meio dos projetos pedagógicos presentes na publicação, os(as) professores(as), a comunidade e os demais profissionais envolvidos com a história, a vida e a educação das crianças, poderão elaborar atividades e desenvolver práticas pedagógicas promotoras da igualdade étnico-racial.
Fonte: UOL Educação 
 
 

Em reunião de secretários, ministro defende pacto pela educação

Ministro falou sobre a importância de cooperação entre os governos federal, estadual e municipal para a construção de políticas conjuntas para a melhoria da educação
O ministro da Educação, Henrique Paim, destacou na quinta-feira (20), em Macapá (AP), durante a 1ª Reunião Ordinária do Fórum do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) 2014, a importância de cooperação entre os governos federal, estadual e municipal para a construção de políticas conjuntas para a melhoria da educação.
Paim citou iniciativas do MEC e enfatizou o ensino médio, em que foram incluídos 5 milhões de estudantes nos últimos 20 anos, e a educação profissional, que ganhou um grande impulso com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “Além da formação de professores, precisamos de uma pactuação com gestores de estados e municípios para levar uma nova formação para dentro das universidades”, salientou.
Secretários de todos os estados do Brasil continuam reunidos nesta sexta-feira (21) para a realização da 1ª Consed. Ainda em Macapá, o ministro participou de cerimônia de assinatura de termo de compromisso por parte da prefeitura para a construção de sete creches até o fim do ano.
Fonte: MEC

Ministro da Educação espera que o Congresso aprove PNE até abril

O ministro da Educação, José Henrique Paim, disse na tarde desta quarta-feira (19), em Brasília, que espera a aprovação do Plano Nacional da Educação (PNE) no Congresso até o mês de abril. “Esperamos que ele seja aprovado rapidamente e que os municípios se apropriem do seu conteúdo. O Congresso está trabalhando na direção de aprovar até o mês de abril.”
Paim conversou sobre o PNE com prefeitos no Encontro Nacional de Municípios e enfatizou a importância do plano para o País nos próximos anos. “O PNE vai ser o grande balizador da educação brasileira nos próximos 10 anos. Então, é importante que os municípios tenham conhecimento das metas e que eles possam, a partir delas, estabelecer seus planos municipais em prol da melhoria da educação brasileira.”
O PNE estabelece metas para a educação a serem cumpridas nos próximos 10 anos. Entre as diretrizes estão a erradicação do analfabetismo e a universalização do atendimento escolar. O plano também destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação – atualmente são investidos no setor 5,3% do PIB brasileiro. O projeto tramita no Congresso Nacional há três anos. Já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e agora volta à apreciação dos deputados.
O representante da Secretaria-Geral da Presidência da República, Pedro Pontual, participou do mesmo debate que o ministro da Educação. Pontual conversou com gestores municipais sobre o Compromisso Nacional da Participação Social. Ele convidou os prefeitos a aderirem a esse compromisso, cujo objetivo será desenvolver estratégias para estreitar a relação entre governos e sociedade civil na elaboração de políticas públicas. Segundo Pontual, um decreto deverá ser assinado nas próximas semanas pela presidenta Dilma Rousseff instituindo essa nova política de governo.
Fonte: Portal Terra

Gasto direto da União em educação pública é de 1% do PIB há 4 anos

Tabela inédita mostra algum avanço com inclusão de gastos com ensino privado e aposentadorias. União se explica dizendo que muitos recursos são repassados aos estados e municípios.

Dados inéditos sobre investimento estatal em educação revelam como foram os gastos federais diretos em educação nos últimos anos. Desde 2009 a União investe anualmente o equivalente a 1% do PIB (há uma explicação a respeito, como se verá a seguir).
Já nos Estados e nas cidades, houve um modesto avanço nos anos mais recentes. Os governos estaduais investiam 2% do PIB diretamente em educação pública em 2009. O percentual mais recente é de 2,2%. No caso das prefeituras, a taxa subiu de 1,9% para 2,3% do PIB.
Essas informações deixaram de ser divulgadas regularmente pelo Ministério da Educação em 2010. O Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) fez um requerimento ao MEC e recebeu os dados, que foram apresentados ontem (19) na sessão da comissão especial da Câmara que debate o Plano Nacional de Educação, relatado pelo deputado Angelo Vanhoni (PT-PR).
O texto do PNE já passou pelo Senado. Tem recebido críticas de entidades do setor e de estudantes.
O governo nega que os gastos diretos federais em educação tenham estagnado como sugere uma primeira análise da tabela abaixo. “Quando se avaliam os investimentos desagregados por esfera de governo, pode-se afirmar que os números não correspondem com a realização do dispêndio de cada uma, tendo em vista que as transferências intergovernamentais não são contabilizadas como investimento de quem se origina o recurso, mas sim de que o aplica”, explicou o MEC em carta ao senador Randolfe Rodrigues.
Em resumo, a União argumenta que repassa dinheiro a Estados e a cidades, que fariam o investimento direto em educação –e fica registrado que o dinheiro foi investido nessas esferas de governo, e não pelo governo federal.
Apesar dessas ressalvas, é útil conhecer os dados oficiais sobre investimentos estatais em educação no Brasil:
Gastos-Educacao-Brasil-2000-2012
Quando se observa o gasto total, nota-se um avanço significativo de 2000 a 2012 (último dado disponível): de 4,7% para 6,4% do PIB. Há indícios, entretanto, de que esse aumento foi alavancado por investimentos em atividades relacionadas à educação, mas não necessariamente em educação pública.
Os gastos totais incluem todos os investimentos estatais em educação, pública ou privada. Esse dado considera bolsas de estudo concedidas pelo Estado a quem se matricula num curso privado. Também leva em conta renúncia fiscal para escolas e universidades privadas que aceitam estudantes a preços subsidiados ou de graça. E, por fim, considera também as despesas para a aposentadoria futura de profissionais de educação que ainda estão na ativa.
Um dado mais preciso para saber o que se gasta apenas na atividade fim da educação é o investimento direto: trata-se nesse caso apenas de dispêndios com educação 100% pública. Ou seja, dinheiro estatal que é usado exclusivamente nas escolas mantidas pelos governos, em todos os níveis.
Fonte: Blog do Fernando Rodrigues (UOL)

Senado aprova uso da ação civil pública para proteção de grupos raciais

Senado aprovou nesta quarta-feira (19), em votação simbólica, substitutivo da Câmara a projeto que busca ampliar a proteção da dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos (PLS 114/1997). O texto, como aprovado, estende a abrangência da ação civil pública à proteção da honra e da dignidade desses segmentos. Agora, o projeto seguirá para sanção presidencial.
O projeto foi apresentado em 1997 por Abdias Nascimento, morto em 2011, conhecido por sua luta em prol da igualdade para as populações afrodescendentes. À época, o senador disse considerar inegável a dispersão e a precariedade da legislação sobre o tema, motivo pelo qual seria necessário o aperfeiçoamento.
Na Câmara, onde tramitou entre 1998 e 2009, o texto sofreu alterações. O relator, então deputado Manoel Ferreira, constatou que o projeto repetia dispositivos da Lei da Ação Civil Pública (Lei 7.347/1985). Assim, optou por simplesmente incluir a proteção aos grupos raciais, étnicos ou religiosos na lei existente.
Nas ações civis públicas, o Ministério Público e outras entidades buscam defender interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos, como os dos consumidores. Atualmente, a ação civil pública já é prevista no caso de dano causado ao meio ambiente; ao consumidor; a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; à ordem urbanística; e  a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, além de danos causados por infração da ordem econômica.
Para o relator do substitutivo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador José Pimentel (PT-CE), a proteção de grupos raciais, étnicos ou religiosos por ação civil pública “homenageia os fundamentos constitucionais da cidadania, da dignidade da pessoa humana e do pluralismo”. Pimentel afirmou, ainda, que a medida proposta será útil para evitar a perseguição a grupos sociais minoritários.

Comenda

Na mesma sessão, o presidente do Senado, Renan Calheiros, informou que os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Lídice da Mata (PSB-BA) foram eleitos, respectivamente, presidente e vice-presidente do Conselho da Comenda Senador Abdias Nascimento. O prêmio homenageia os que contribuem para a proteção e promoção da cultura afro-brasileira.
Fonte: Agência Senado
 

GO: Educadores reprovam governador em Aula da Cidadania

Contra o calote, o desrespeito e a falta de investimentos em Educação por parte do governador Marconi Perillo. Foi este o tom dominante da Aula da Cidadania que ocorreu na manhã desta terça-feira (18), em frente o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia. O ato foi parte das atividades do segundo dia da Greve Nacional que se encerra nesta quarta-feira (19) com uma grande manifestação de todos os professores brasileiros em frente ao Congresso Nacional em Brasília.
“Chega de tapeação e calote. O educadores goianos não aceitam mais a desculpa da falta de recursos para o descumprimento da lei do Piso”, disse a presidenta do Sintego, Ieda Leal, ao ler a resposta de uma professora a uma carta que o então candidato a governador enviou aos professores em que prometia investir em Educação e pagar salários superiores ao Piso Nacional. Na carta, a professora pede: “Tenha a decência de cumprir o que o senhor prometeu (…). O discurso é bonito, mas palavras não geram efeitos. Tenha atitude”, escreveu a professora.
A grande revolta dos educadores goianos é com o constante desrespeito do Governo do Estado que, periodicamente, gera prejuízo financeiro. Primeiro foi a retirada da titularidade para o pagamento do Piso, logo em seguida, o descumprimento do acordo assinado durante a greve de 2012, que prevê a realização de concurso público, solução para o Quadro Transitório do Magistério, readequação das tabelas para quem faz 30h e 40h, gratificação por formação continuada, entre outros pontos.
Não bastasse isso, outros dois golpes foram dados no ano passado e está se repetindo este ano, o calote de quatro meses de reajuste do Piso para os professores PIII e PIV e o parcelamento da data-base dos administrativos que em 2013 foi em três anos e agora, em duas vezes. “Governador Marconi Perillo, o senhor não nos representa”, resumiu a vice-presidenta do Sintego, Alba Lauria, na sua exposição na Aula da Cidadania.
Chega de promessas!
Este é o basta dos educadores ao governo que mentiu quando enviou carta pedindo voto. Agora a máscara caiu! Lucieny Alves, presidenta da Regional Sindical de Piracanjuba arrematou: “governador, o senhor e sua administração foram reprovados”.
(SINTEGO)
 

Professores de escolas públicas protestam na Esplanada dos Ministérios

Uma manifestação liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) está sendo realizada na manhã desta quarta-feira (19/3). Os professores se concentram em frente ao Congresso Nacional desde as 9h. Segundo informações da Polícia, há mais de mil pessoas no local. Para a CNTE, há 2,5 mil pessoas no ato. Vestidos de vermelho e segurando faixas, eles caminharam pacificamente e ocuparam quatro faixas da Esplanada dos Ministérios até chegar à Praça dos Três Poderes. A pista entre o Congresso Nacional e a Praça dos Três Poderes está interditada.
Em frente ao Palácio do Planalto, o grupo deseja sensibilizar a presidente Dilma, segundo Roberto Leão, presidente da CNTE. “Desde segunda-feira, professores de outros estados estão paralisados e participando de eventos e manifestações. Para finalizar esses três dias de ato, conseguimos juntar 2,5 mil pessoas hoje. Espero sensibilizar a presidente para que ela interceda junto aos estados e municípios e garanta apoio a eles”, disse. Segundo Leão, o principal motivo do movimento é votação imediata do Plano Nacional de Educação (PNE), que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. Os profissionais de educação também desejam plano de carreira e o cumprimento integral da lei do piso salarial do professor, que hoje é cumprida por apenas quatro unidades da federação: Distrito Federal, Acre, Tocantins e Ceará.
Além de professores da região da capital federal, a estimativa do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) é que pelo menos 2 mil educadores de outros estados se juntem ao movimento. O Sinpro-DF estima que entre 60% e 80% dos professores da rede pública tenham deixado de trabalhar para aderir à manifestação, mas números exatos só serão informados ao fim do dia. A Secretaria de Educação ainda não tem como informar o quantitativo de adesão ao movimento. Em resposta à solicitação do Correio Braziliense, a assessoria de imprensa respondeu que “A SEDF só poderá ter o quantitativo de adesão ao movimento no final dos três turnos do dia letivo, quando as 14 Coordenações Regionais de Ensino, responsáveis pelas 654 unidades educacionais da rede pública de ensino, receberem as informações de mobilização ou não por parte das escolas. No caso de paralisação, a escola deverá agendar a reposição”.
Entre as reivindicações estão o cumprimento do piso salarial do professor definido em lei e a votação do Plano Nacional de Educação que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para investimentos em educação. No DF, o piso dos professores é respeitado, mas segundo Rosilene Correa, diretora do Sinpro-DF e membro da CNTE, além da pauta nacional, há problemas regionais a serem resolvidos. “Há muitas escolas sem professores e muitas escolas endividadas por falta de repasse de recursos. Alguns direitos não estão sendo cumpridos, como o gozo da licença premium, e a redução de 20% da carga horária para o professor que passa 21 anos em sala de aula. Também queremos que nosso auxílio alimentação, que hoje é de R$ 373, se equipare ao da Câmara Legislativa, que é de R$ 800”, afirma. Para outros estados, o piso ainda é um problema. “Há governadores e prefeitos que insistem em não pagar o mínimo definido em lei”, critica Rosilene.
O lado dos alunos
Os alunos da rede pública de ensino foram avisados de que não haveria aula nesta quarta-feira por meio de comunicados. No Centro Educacional 1 do Cruzeiro, alguns poucos desinformados foram ao colégio e, em seguida, liberados, como explica o vice-diretor Getúlio Sousa Cruz. “A direção da escola continua funcionando, mas fica engessada já que os professores estão na manifestação. A reposição dessa aula será definida pelo Sinpro e pela Secretaria de Educação. Provavelmente, deve ocorrer em um sábado, ainda no mês de março, para que o aluno não fique prejudicado”. Segundo ele, os únicos professores que foram ao colégio nesta manhã são os quatro que são mantidos por contratos temporários, já que eles não podem fazer greve.
Fonte: Correio Braziliense

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