Sinpro lança campanha de filiação para fortalecer a luta do magistério

A greve da educação deixou claro que, sem organização sindical, professores(as) e orientadores(as) educacionais ficam completamente desprotegidos e não têm condições de lutar por valorização ou qualquer outro direito. Por isso, o Sinpro traz, com força total, a campanha Sindicato forte, magistério valorizado. Filie-se ao Sinpro-DF!

Um sindicato forte e representativo só existe com uma base ampla e participativa. Por isso, o Sinpro convida toda a categoria do magistério, efetivos e substitutos, ativos e aposentados, a sindicalizar-se. O principal objetivo é somar forças na luta coletiva em defesa da educação pública e da campanha salarial.

Filie-se

 

 

O Sinpro é uma entidade forte e representativa no Distrito Federal porque é construída pela base. Filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), tem o perfil de sindicato autônomo, independente, democrático, com foco na luta dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que acreditam na defesa de uma educação pública, gratuita, inclusiva, democrática, laica e de qualidade socialmente referenciada.

A luta por melhores condições de trabalho e valorização salarial é inseparável da luta por esse ideal de educação pública de qualidade. É esse entendimento que leva o Sinpro a atuar, incessantemente, na defesa dos interesses e direitos da categoria. Por isso, a nossa força vem da unidade, união, mobilização e participação de todas e todos.

A sindicalização de cada professor(a) e orientador(a) educacional é fundamental para assegurar negociações bem-sucedidas e novas conquistas, bem como para enfrentar os desafios da profissão. Quanto maior a representatividade do sindicato, mais força e impacto nas decisões que afetam o magistério público do Distrito Federal, o que resulta em benefícios para a vida pessoal dos(as) profissionais da educação.

Filie-se ao Sinpro-DF e faça parte de um sindicato forte, que atua com transparência, independência, autonomia, compromisso e dedicação. Sua participação fortalece a luta!

 

Filie-se

 

Filiar-se para

> > Fortalecer as lutas da categoria, como a greve atual, aumentando a pressão por salários justos, direitos e valorização profissional.

>> Reforçar a luta por condições de trabalho dignas.

>> Assegurar voz ativa nas negociações e reivindicações da categoria.

>> Ter acesso a suporte jurídico e a outros benefícios exclusivos para sindicalizados.

>> Construir, coletivamente, um sindicato forte e representativo.

E muito mais!

 

O Sinpro se importa com você

>> O sindicato defende os interesses profissionais e os direitos da cidadania de cada professor(a) e orientador(a) educacional.

>> O Sinpro atua além das questões da profissão, cuidando também da condição social de cada trabalhador(a) da educação enquanto cidadãos.

>> O Sinpro oferece apoio e orientação diante de situações complexas que podem comprometer a defesa individual de cada profissional.

>> O Sinpro evita que o(a) trabalhador(a) da educação fique isolado(a) e vulnerável, especialmente em conflitos ou negociações.

> O Sinpro fortalece a união e a solidariedade entre a categoria, promovendo o senso de coletividade e responsabilidade mútua.

> O Sinpro é um instrumento essencial de luta e de organização da classe trabalhadora.

>> O Sinpro contribui para o fortalecimento da sociedade na defesa dos direitos trabalhistas e constitucionais.

E muito mais!

MATÉRIAS EM LIBRAS

 

Matéria publicada originalmente no dia 12 de junho de 2025

Todas e todos às assembleias regionais nesta terça (24/6)

Nesta terça-feira (24/6), professores(as) e orientadores(as) educacionais em greve realizarão assembleias regionais às 10h. Nos encontros, a categoria avaliará as propostas apresentadas pelo GDF em reunião com a Comissão de Negociação do Sinpro nesta segunda-feira (23/6).

Confira a seguir os locais das assembleias regionais. Todas elas serão realizadas às 10h. Participe!

 

Brazlândia – CEM 01
Ceilândia – CEF 20
Gama – CEM 01 (CG)
Guará – CED 03 (Centrão)
Núcleo Bandeirante – CEMUB
Paranoá – CEF 01
Planaltina – CEF 02 (Paroquial)
Plano Piloto – Sede Sinpro (SIG)
Recanto das Emas – CEF 101
Samambaia – CEM 304
Santa Maria – CEE 01
São Sebastião – Caic Unesco
Sobradinho – CEM 01
Taguatinga – CEMAB

Assembleia geral desta quarta (25) será ponto para doação de agasalho

A luta da categoria do magistério público vai além da valorização de professores(as) e orientadores(as) educacionais: é uma ação por justiça social. Por isso, o Sinpro lança a campanha de arrecadação de agasalho “Doação que aquece a luta”. O local de coleta será na assembleia geral desta quarta-feira (25), às 9h, no estacionamento da Funarte.

“A realidade da população é vista no dia a dia das escolas. A gente vê e vive a vulnerabilidade social da população. Nós, do magistério, lutamos por uma educação pública de qualidade por entendermos que esse caminho é o mais certeiro para que haja oportunidades de um futuro melhor. Mas há uma série de outras questões que não podem esperar, e embora seja um dever do Estado promover condições de vida digna às pessoas, devemos ser solidários”, explica a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

A campanha Doação que aquece a luta receberá todos os tipos de agasalho, de qualquer tamanho, além de cobertores, gorros, luvas de frio, calças. Qualquer doação será muito bem-vinda.

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Ato unificado em defesa do serviço público nesta segunda (23/6)

Na próxima segunda-feira (23/6), às 16h, a Praça do Buriti será palco de ato unificado em defesa do serviço público do Distrito Federal. Chamado pela CUT-DF (Central Único dos Trabalhadores), o evento denunciará à sociedade o descaso do governo Ibaneis-Celina com educação, saúde, assistência social e todos os outros serviços prestados à população. A ação integra o calendário de greve dos professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais do Sinpro.

O governo Ibaneis-Celina é a tradução do descaso com os serviços públicos do Distrito Federal. No caso da educação, a categoria do magistério enfrenta ano após ano o problema das superlotações das salas de aulas, com déficit de professores efetivos que não é suprido pelo governador, que insiste em manter 70% do contingente em regência de classe sob o regime de contratação temporária – e direitos precarizados.

“A ideia do ato é demonstrar que a gestão de Ibaneis Rocha não tem o menor cuidado com os serviços essenciais aos cidadãos do DF, enquanto tem dinheiro de sobra para fazer viaduto, pontes. O orçamento do DF cresceu, mas o investimento em educação não. Isso é a prova das prioridades deste GDF”, aponta a diretora do Sinpro, Márcia Gilda.

Guia para participação na greve

A greve é direito de toda a classe trabalhadora. No magistério público, todos(as) os profissionais da educação têm direito a aderir ao movimento, seja efetivo(a), em estágio probatório ou contrato temporário; da ativa ou aposentado(a). Também não importa o local que o(a) professor(as) ou o(a) orientador(a) educacional atua: o direito de greve está garantido.

O Sinpro elaborou um guia para orientar a participação na greve, com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas sobre o movimento paredista. O material explica, entre outros pontos, quem tem direito à greve, como agir diante de represálias e se a adesão ao movimento pode ser considerada falta injustificada. A iniciativa busca fortalecer a categoria, garantindo que todos tenham acesso a informações claras durante a mobilização.

Quanto maior for a união e a mobilização da categoria durante a greve, maior será o poder de pressão sobre o GDF – e mais rápido será o avanço nas negociações.

A verdade tem que ser dita

A greve é direito constitucional de toda a classe trabalhadora. Ainda que em estágio probatório ou em regime de contratação temporária, o(a) professor e o(a) orientador(a) educacional têm esse direito assegurado. Isso é decisão do Supremo Tribunal Federal.

✅ Há décadas, a reposição dos dias parados é negociada com o governo em exercício ao final da greve. A ameaça de corte de ponto pelo governador Ibaneis é mais uma prova de seu autoritarismo e traz flagrante desrespeito a um avanço que dialoga com a democracia. Reafirmamos: a discussão sobre os dias parados é condição essencial para qualquer acordo que ponha fim à greve.

✅ A adesão à greve não pode ser caracterizada como falta injustificada. Isso vale para todos e todas, inclusive quem está em regime de contratação temporária ou em estágio probatório. O que reprova no estágio probatório são faltas injustificadas, e greve não se enquadra nisso. O mesmo se aplica aos abonos (5 por ano). Ninguém deve perder esse direito por aderir à greve.

Não importa o local de atuação do(a) professor(a) ou do(a) orientador(a) educacional. Seja em unidade escolar, na sede, em regional de ensino, você tem direito a aderir à greve. A forma de reposição será no acordo de fim de greve.

Represálias são ilegais e irregulares, além de serem passíveis de punição. As relações trabalhistas são regidas pelo princípio da impessoalidade. Logo, perseguições pessoais não se justificam nem se sustentam. Se ameaças se tornarem reais, procure o Sinpro.

✅ Quanto maior a adesão à greve, mais rápido alcançaremos nossas reivindicações e mais forte será o processo de negociação. Por isso, sua participação é fundamental para fortalecer a luta coletiva. O Sinpro é sua força e sua voz.

Por que a greve não é abusiva?

 GDF não regularizou o repasse da contribuição previdenciária ao INSS – Essa negligência do GDF tira de 16 mil pessoas o direito a auxílio-maternidade, auxílio-saúde, aposentadoria e todos os direitos vinculados ao INSS.

GDF não nomeia aprovados – Diversos professores(as) que trabalham em regime de contrato temporário, com direitos precarizados, também prestaram concurso para o magistério em 2022, foram aprovados(as), mas ainda aguardam nomeação. Este é outro ponto do acordo de greve de 2023, que vem sendo ignorado pelo governo Ibaneis desde então.

GDF não valoriza a categoria – Embora venha sendo discutida desde 2022 o governo Ibaneis-Celina não atendeu a nenhum ponto da reestruturação da carreira do magistério. Hoje, a categoria ocupa o 29º lugar no ranking salarial entre as 30 carreiras de nível superior do GDF. Portanto, exigir mudanças estruturais que impactam na tabela salarial, além do reajuste de 19,8% rumo à Meta 17 do PDE é mais que legítimo.

GDF nega o direito de acompanhar filhos em consultas – Este era um dos pontos do acordo de greve de 2023, que beneficiava diretamente os contratos temporários e vem sendo ignorado pelo governo Ibaneis desde então.

 

Se o governo viola direitos, nossa resposta é GREVE!

Manual do e da grevista 

1 – Compareça e se some a todas as deliberações da assembleia geral da categoria;

2 – Mantenha-se informado(a) sempre pelos meios de comunicação do Sinpro. Muitas vezes, as notícias da imprensa comum são distorcidas;

3 – Compareça às manifestações da categoria, nas ruas e nas redes;

4 – Participe dos piquetes, das ações nas feiras, nos atos e demais atividades que fortalecem a greve;

5 – Trate com respeito aquele que não aderir à greve. Contudo, tente convencê-lo a participar, argumentando sobre a importância do atendimento das reivindicações. Nossa força está em nossa união e lembrar que todas as nossas conquistas só foram possíveis com a nossa luta organizada;

6 – Siga as orientações do comando de greve;

7- Conheça a pauta de reivindicações aprovada pela categoria;

8 – Não se intimide com as pressões e ameaças do GDF e não acredite em boatos. Busque sempre informações seguras e oficiais pelos canais oficiais do Sinpro. Participar das mobilizações organizadas pelo sindicato é melhor forma de evitar a propagação de Fake News. A desinformação também é uma forma de ataque à nossa luta.

9 – As assembleias são espaços de construção e troca, onde diferentes ideias e propostas enriquecem o debate. Mesmo que você não concorde com tudo, o respeito é fundamental.
Ao final, as decisões serão sempre tomadas pela maioria.

10 – Converse com amigos, responsáveis pelos estudantes parentes, vizinhos, e, inclusive, com os próprios alunos sobre os motivos da greve. Esclareça a todos a legitimidade das nossas reivindicações.

 

Edição: Vanessa Galassi

MATÉRIAS EM LIBRAS

CAMPANHA | Solte o verbo em defesa da educação

Se você é professor(a), orientador(a) educacional, mãe, pai, estudante ou faz parte de qualquer segmento da sociedade e apoia a greve da educação, solte o verbo. Grave seu depoimento e marque @sinprodf nas suas redes sociais.

A ação tem como objetivo mostrar a força do movimento paredista, ampliar a rede de apoio e mostrar que a luta pela educação pública é de toda a sociedade.

Além disso, é importante que se mostre os verdadeiros culpados pela greve: o governador Ibaneis Rocha, a vice, Celina Leão, e a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, que aplicam uma política na contramão da valorização da educação pública.

Veja as orientações e grave seu depoimento:

– Para que tenha maior alcance, o vídeo deve ter duração de até 1 minuto,

– Para começar, limpe a lente do celular. Esse pequeno detalhe faz toda diferença na qualidade do vídeo;

– Desative as notificações para evitar interrupções;

– Escolha um ambiente com boa iluminação;

– Se não tiver tripé, apoie o celular em uma superfície firme, na altura dos olhos; E lembre-se: deixe seu aparelho na posição vertical,

– Fique atento(a) ao áudio. Se não tiver um microfone externo, opte por um local com pouca interferência sonora;

– Faça um teste para garantir;

– Tudo certo! Você está pronto(a) para gravar seu vídeo apoiando a greve da educação,

– Agora poste nas suas redes sociais e marque o @sinprodf.

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Postado, originalmente, em 12 de junho de 2025.

Pressão do magistério público abre caminho para negociação

Em ato na Câmara Legislativa, nesta terça-feira (17/6), a categoria do magistério público foi informada de que o governador do DF, Ibaneis Rocha, receberá o deputado distrital Chico Vigilante na próxima segunda (23/6), às 17h, para discutir os pontos da greve da educação. Na reunião será definida uma data para o governador receber a Comissão de Negociação do Sinpro.

“Ninguém faz greve por querer fazer greve. Faz greve por necessidade. Eu não vou lá negociar, vou pavimentar as conversas”, disse o deputado Chico Vigilante.

 

Categoria realiza ato na CLDF em busca de apoio de parlamentares à greve. Foto: Joelma Bonfim

 

A reunião é resultado da mobilização da categoria do magistério público e do apoio que a greve da educação vem recebendo desde o início, no dia 2 de junho. Entidades sindicais, lideranças políticas e organizações da sociedade civil já manifestaram solidariedade à luta do magistério por valorização e por qualidade na educação pública.

Mobilização na CLDF

A ação do Sinpro desta terça (17/6) foi realizada dentro e fora da CLDF. Enquanto parte da categoria acompanhava o debate no Plenário da Casa e buscava apoio de parlamentares à greve, outro grupo se manifestava do lado de fora. “Ôh, Ibaneis, você que diz que professor deve ganhar igual juiz”, bradavam os manifestantes.

 

Diretora do Sinpro Márcia Gilda em ato na CLDF. Foto: Joelma Bonfim

 

Assembleia

A categoria realiza nova assembleia geral na próxima terça (24), às 9h, no estacionamento da Funarte. A assembleia poderá ter alteração da data.

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Inspeção do TCDF comprova legitimidade da greve da educação

Inspeção realizada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) em 17 unidades de ensino de 6 CREs, que atendem a 11 mil estudantes, aponta uma série de irregularidades de infraestrutura dos prédios. A auditoria, que investigou especificamente questões relacionadas a água, esgoto e infraestrutura escolar, constatou falhas como problemas em bebedouros, descargas quebradas ou ausentes, falta de manutenção em caixas d’água e problemas na coleta de esgoto.

A falta de infraestrutura, bem como de condições mínimas de trabalho, são alguns dos motivos da greve da Educação, que pede muito mais do que recomposição salarial.

As escolas já haviam sido vistoriadas em 2023, e pouco mais de 30% dos problemas apontados há dois anos foram sanados. A omissão de Ibaneis, Celina e Hélvia, os inimigos da educação, foi ressaltada pelo trabalho do Tribunal de Contas do Distrito Federal.

A auditoria do TCDF constatou que quase metade das escolas não tinham água potável disponível no momento da inspeção (47%). Em uma delas, o certificado de potabilidade atestava que a água era insatisfatória para consumo e, na EC 50 de Ceilândia, a caixa d’água estava há mais de seis meses sem passar por limpeza por conta de problemas estruturais.

A Escola Classe 59 de Ceilândia foi classificada como a unidade em situação mais precária de toda a amostra. Foram encontrados banheiros sem forro e sem energia elétrica, mictórios inutilizáveis, salas com infiltrações e estruturas em estado avançado de deterioração.

A visita às escolas foi realizada nos dias 4 de junho (CED 123 Samambaia sul; CEF 301 Recanto das Emas; CEF 415 Samambaia Sul e JI 01 Riacho Fundo II), 6 de junho (CED Dona América Guimarães, EC Núcleo Rural Córrego do Atoleiro e EC Coperbrás, todas em Planaltina) e na última segunda-feira, 16, quando foram visitados o CED Dona América Guimarães (Planaltina), EC Kanegae (Riacho Fundo) e, em Ceilândia, as Escolas Classe 50 e 59, esta última visitada pelo presidente do TCDF, conselheiro Manoel de Andrade.

Presidente do TCDF, Manoel de Andrade, chega à EC 59 de Ceilândia para inspeção do local

Obras fora do PDAF

De acordo com o presidente do TCDF, o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) não seria adequado para cobrir o custo das reformas necessárias, uma vez que essa verba é para pequenos reparos, e comparou: “Não dá pra fazer remendo em roupa velha”.

 

Descaso reincidente

As escolas visitadas pelo TCDF não foram escolhidas ao acaso. Elas já haviam sido vistoriadas pelo próprio tribunal em 2023, e suas situações eram apontadas como críticas. Só 32,6% das falhas antigas foram resolvidas – e são questões relacionadas à segurança, como instalação de câmeras e regularização de extintores. Os problemas básicos, como acesso à água potável e manutenção de banheiros, continuam.

Na Escola Classe 59, o conselheiro do TCDF observou que a própria direção da escola está preocupada com a situação e quer a melhora das instalações da unidade.

 

Força Tarefa do Ministério Público

Segundo levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público, mais de 647 mil estudantes de escolas públicas em todo o país não têm acesso à água potável. No DF, a auditoria de 2023 já havia apontado que 12 escolas não possuíam certificado de potabilidade da água e diversas apresentavam deficiências graves de infraestrutura sanitária.

Se o escopo da vistoria fosse mais abrangente e analisasse também questões didático-pedagógicas, nenhuma escola do DF seria aprovada. “A superlotação de turmas é um problema que só se agrava ano após ano. Ibaneis e Celina priorizaram viadutos em detrimento da construção de novas unidades escolares”, lembra a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

A vistoria do TCDF faz parte do projeto nacional Sede de Aprender, coordenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A iniciativa mobiliza tribunais de contas e MPs em todo o país para fiscalizar especificamente o acesso a água potável, saneamento básico e infraestrutura escolar. No Distrito Federal, a atuação teve como foco 19 escolas previamente apontadas como críticas em auditoria realizada pela Corte em 2023. O TCDF fiscalizou 17 e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) visitou duas.

Além do TCDF, também a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) vem cobrando da Secretaria de Educação estratégias para a redução do alto contingente de profissionais em regime de contrato temporário.

 

Sanções previstas

De acordo com o presidente do TCDF, conselheiro Manoel de Andrade, o tribunal estabelece metas e cobra o estado, e volta a visitar as escolas. Caso as metas não sejam cumpridas, as sanções vão desde a aprovação das contas do GDF com ressalvas até a restrição das contas do governo. Também não foi descartada a possibilidade de interdição das unidades escolares, nos casos mais graves.

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Movimentos sociais lançam abaixo-assinado contra privatização da Flona e do PNB

No momento em que a crise climática exige ações urgentes para a preservação ambiental, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) avança com uma proposta de privatização Floresta Nacional (Flona) e do Parque Nacional de Brasília (PNB). A iniciativa tem sido duramente contestada por mais de 70 entidades dos movimentos sociais, ambientais, sindical e sociedade civil do Distrito Federal, que convidam a população a assinar petição em apoio a manifesto em defesa do direito à Flona e ao PNB.

Assine a petição no link a seguir: https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR149732

Clique na imagem abaixo e conheça o manifesto:

No manifesto, as entidades expõem sua preocupação com os encaminhamentos que o ICMBio vem dando às duas unidades de conservação. É citado o Artigo 225 da Constituição Federal, que fala sobre o direito ao meio ambiente equilibrado, e ressaltado que essa proposta de privatização surpreendeu a todos e todas, porque não houve participação da sociedade e de representantes das comunidades próximas, bem como de usuários, na etapa de elaboração dos estudos.

As 70 entidades denunciam o fato de que essa concessão da Flona e do PNB à iniciativa privada desconsidera que as áreas não são apenas reservas ecológicas: são territórios essenciais para o abastecimento de água do Distrito Federal, abrigando aquíferos, como os Lagos Santa Maria e Descoberto.

“O Parque Nacional e a Flona são fundamentais como espaços democráticos de lazer, recreação e esporte. São espaços vitais para a promoção do contato com a natureza e da educação ambiental como mecanismos de compreensão importantes de proteção do Cerrado, das águas da nossa região. Não podemos admitir que esses locais tradicionais e públicos, desde a criação de Brasília, sejam, agora, entregues a uma empresa que irá administrá-los segundo a lógica do lucro em detrimento dos interesses e direitos da população”, afirma João Carlos Machado, professor e coordenador do movimento Caminhos do Planalto Central, formado por voluntários que atuam na criação de trilhas ecológicas.

O Sinpro se une aos movimentos sociais e ressalta sua preocupação com a ação que visa a entregar à iniciativa privada a gestão do uso público das duas unidades de conservação. O sindicato ainda alerta para o fato de que a privatização dessas áreas coloca em risco a preservação ambiental e a segurança hídrica do DF.

Leia também:  Audiência pública sobre privatização do Parque Nacional de Brasília ocorre sem participação da sociedade civil

Foto: Divulgação

 

Repercussão

A pressão social levou o Ministério Público Federal a abrir um inquérito civil público sobre a concessão da Flona e do PNB, e forçou o ICMBio a adiar a consulta pública e revisar parte dos materiais informativos.

Paralelamente, o Instituto Arayara protocolou uma Ação Civil Pública com pedido de suspensão imediata da concessão, apontando graves falhas no processo e ameaças à integridade socioambiental das unidades.

 

Contra violência do GDF, categoria responderá com mais mobilização

O governo Ibaneis-Celina tem tentado de todas as formas calar a luta legítima do magistério público por valorização e melhorias na educação. Em vez de diálogo e negociação, o GDF tem optado sistematicamente pela repressão − seja ela qual for. A última investida contra a categoria aconteceu nesta segunda (16/6), durante manifestação pacífica na sede da Secretaria de Educação, no Shopping ID.

No local, que deveria ser um símbolo de respeito e compromisso com a educação e com quem a constrói diariamente, professores(as) e orientadores(as) educacionais foram recebidos com spray de pimenta, empurrões e ameaças por parte da Polícia Militar do DF. A truculência reafirmou o desrespeito do governo Ibaneis-Celina ao direito de greve e à luta por valorização profissional.

 

 

“O Sinpro repudia com veemência a violência contra professores(as) e orientadores(as) educacionais e exige respeito àqueles(as), que mesmo diante de tamanho descaso, seguem se dedicando ao futuro de nossos estudantes. A nossa luta é legítima e nenhuma repressão vai calar quem defende a educação pública”, disse a diretora do Sinpro, Márcia Gilda.

Respeite o(a) professor(a)!

O professor João Macedo foi uma das vítimas da truculência da PM. Para ele, a ação refletiu o não compromisso do governo Ibaneis-Celina com a educação. “Estávamos lá, de forma pacífica, no lugar que deveria ser a casa da educação, apenas pedindo que o governador Ibaneis atendesse nossas reivindicações. Mas, em vez de diálogo, fomos recebidos com agressividade. O que vimos foi mais uma tentativa de silenciar uma luta legítima. Mas deixamos claro: nenhuma repressão vai nos intimidar”, disse.

A professora Iolanda Rocha também foi alvo da repressão policial e precisou de assistência. “A forma como o governo está tratando os(as) professores(as) é absurda e desrespeitosa. O que nós queremos é apenas o respeito e a valorização. Por isso, não aceitaremos a truculência como resposta”, afirmou.

Diante de tamanha violência, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) solicitou à Corregedoria-Geral da Polícia Militar do DF a abertura de investigação para apurar o uso de spray de pimenta contra professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública.

“O magistério público do DF seguirá firme na luta por respeito, valorização e condições dignas de trabalho. Se o governo insiste na repressão, responderemos com mais organização e mais força coletiva. A educação resiste e não será calada”, garantiu a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

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