Taxação para super-ricos deve ser votada nesta semana

Dos Projetos de Lei (PL) em tramitação no Congresso Nacional advindos da Campanha Tributar os Super-Ricos, dois se referem a medidas que evitam que os super-ricos continuem se aproveitando de brechas para não pagarem o que eles já devem de tributos.  São os casos dos fundos exclusivos e das offshores.  O PL referente aos juros sobre o capital próprio, por sua vez, é uma forma de voltar a cobrar imposto que já era cobrado antes de 1995.

No entanto, segundo o Dão Real Pereira dos Santos, presidente do Instituto Justiça Fiscal (IJF), os obstáculos são os interesses dos muito ricos que pressionam o Congresso Nacional. “O pensamento neoliberal que predomina no parlamento é contrário a tributação dos mais ricos e, por causa disso, fazem um verdadeiro terrorismo fiscal contra as medidas. Obviamente não tributar os ricos ou permitir que eles possam escapar dos poucos tributos que deveriam pagar, produz dois movimentos possíveis: aumentar tributos sobre os mais pobres ou reduzir os gastos sociais, essas duas alternativas são prejudiciais aos mais pobres”, diz.

Em relação à educação, sem dúvida, a falta da cobrança desses impostos e, consequentemente, de recursos financeiros públicos, afeta diretamente os recursos para a educação pública. “Por exemplo, se a gente revogasse a isenção de imposto de renda para lucros e dividendos distribuídos, seria possível dobrar o orçamento da educação pública. A cobrança efetiva de tributos dos mais ricos, mantendo-se o piso constitucional para a educação implica aumento direto de recursos financeiros”, assegura Santos.

Márcia Gilda Moreira Cosme, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Raça e Sexualidade, lembra que a educação é um direito social assegurado na Constituição Federal e precisa de mais investimentos financeiros constante e diuturnamente e que o Sinpro-DF faz parte, assim como dezenas de entidades nacionais, da Campanha Tributar os Super-Ricos do IJF e que a campanha tem vários PL em tramitação no Congresso Nacional.

“O grande desafio da educação, hoje, vai além do acesso à escola, e sim à permanência desses e dessas estudantes nesses espaços. Em 2016, com a adoção, pelo governo da época, da Emenda Constitucional 95, que congelou investimentos do Estado na educação, contribuiu para desobrigar o Estado de fazer esses investimentos sistemáticos. Assim, nesse sentido, tributar os super-ricos hoje é um passo importante para garantir investimentos regulares que possam garantir o sucesso desse desafio que é a permanência do e da estudante na escola e educação com qualidade”, afirma Cosme.

No entendimento dela, “ao criar um fundo público com a taxação dos super-ricos que possa financiar as políticas públicas, como a educação, é urente porque a educação, sem dúvida nenhuma, é a ferramenta fundamental para a transformação social”. 

Campanha Tributar os Super-Ricos

O Sinpro-DF integra as mais 70 entidades do País que apoiam e participam da campanha nacional Tributar os Super-ricos, cujo mascote é a Niara.  Atualmente, a campanha está numa nova fase. Desde que os projetos de lei foram protocolados na Câmara dos Deputados, em setembro de 2021, a partir de uma parceria do IJF com a Associação Vida e Justiça e o mandato do deputado Pedro Uczai (PT-SC), a campanha conta com o apoio de mais de 60 parlamentares. Os PL foram aperfeiçoados para incorporarem a proteção das vítimas da covid-19 e acrescido um PL sobre CIDE-agrotóxicos. Confira a seguir uma matéria do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, com todas as informações sobre a tramitação do PL da taxação dos super-ricos que está trancando a pauta de votações desde o dia 14 de outubro.

 


 

Câmara deve votar taxação para super-ricos nesta semana

 

O Projeto de Lei (PL) Proposta tranca pauta de votações desde último dia 14

 

Com a previsão de arrecadar R$ 20 bilhões em 2024, e até R$ 54 bilhões até 2026, a taxação dos investimentos da parcela mais rica da população deverá ser votada nesta terça-feira (24) na Câmara dos Deputados. Desde o último dia 14, o projeto de lei em regime de urgência tranca a pauta na Casa.

 

O relator da proposta, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), tenta fechar um acordo com a bancada ruralista sobre o aumento no número de cotistas nos Fiagros, fundos de investimento em cadeias agroindustriais. O parlamentar estava ainda definindo como ocorrerá o parcelamento do Imposto de Renda sobre fundos exclusivos e uma eventual equiparação de alíquotas entre esses fundos e as offshores (investimentos em empresas no exterior).

 

Pedro Paulo também tentou incluir uma solução intermediária para o fim dos juros sobre capital próprio (JCP), proposto por outra medida provisória. No entanto, a proposta não prosperou por falta de acordo no Parlamento.

 

O governo queria ter votado o texto na semana passada. No entanto, três partidos – PL, PP e União Brasil – pediram a manutenção do acordo para votação no dia 24, após o retorno do presidente da Câmara, Arthur Lira, de uma viagem oficial à China e à Índia.

 

Originalmente, o projeto de lei tratava apenas da taxação das offshores. No entanto, Lira incorporou ao texto uma medida provisória editada no fim de agosto, e ainda em validade, que muda a tributação de Imposto de Renda em fundos exclusivos. O procedimento é igual ao que ocorreu com a medida provisória do Programa Desenrola, apensada ao projeto de lei que regulamenta a taxa do rotativo do cartão de crédito, aprovado no início do mês.

 

Reforço de caixa

O governo precisa reforçar o caixa para compensar o aumento do limite de isenção da tabela do Imposto de Renda, sancionada nesta segunda-feira (28) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dinheiro também é importante para cumprir a meta de zerar o déficit primário em 2024, conforme estipulado pelo novo arcabouço fiscal, aprovado no fim de agosto pelo Congresso.

 

Instrumentos personalizados de investimentos, com um único cotista, os fundos exclusivos exigem pelo menos R$ 10 milhões de entrada e taxa de manutenção de R$ 150 mil por ano. Hoje apenas 2,5 mil brasileiros aplicam nesses fundos, que acumulam patrimônio de R$ 756,8 bilhões e respondem por 12,3% da indústria de fundos no país.

 

Atualmente, os fundos exclusivos pagam Imposto de Renda (IR), mas apenas no momento do resgate e com tabela regressiva – quanto mais tempo de aplicação, menor o imposto. O governo quer igualar os fundos exclusivos aos demais fundos de investimento, com cobrança semestral de IR, conhecida como come-cotas. Além disso, quem antecipar o pagamento do imposto pegará alíquotas mais baixas.

 

Quanto à taxação das offshores, o governo quer instituir a tributação de trusts, instrumentos pelos quais os investidores entregam os bens para terceiros administrarem. Atualmente, os recursos no exterior são tributados apenas e se o capital retorna ao Brasil. O governo estima em pouco mais de R$ 1 trilhão (pouco mais de US$ 200 bilhões) o valor aplicado por pessoas físicas no exterior.

 

Confira as propostas do relator:

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Fundos exclusivos

 

  • Instrumento: originalmente era medida provisória, mas texto foi incorporado a projeto de lei;

 

  • Como é: tributação apenas no momento do resgate do investimento;

 

  • Tributação: alíquota de 15% (fundos de curto prazo) ou de 22,5% (fundos de longo prazo) de Imposto de Renda sobre os rendimentos uma vez a cada semestre por meio do mecanismo chamado come-cotas a partir do ano que vem. Fundos com maiores prazos de aplicação têm alíquotas mais baixas por causa da tabela regressiva de Imposto de Renda;

 

  • Atualização antecipada: quem optar por começar a quitar o come-cotas em 2023 pagará 6% sobre o estoque dos rendimentos (tudo o que rendeu até 2023). O governo propôs dois modelos de pagamento

 

– 6% para quem parcelar em quatro vezes, com a primeira prestação a partir de dezembro. Na medida provisória, o governo tinha proposto alíquota de 10% nessa situação;

 

– 15% para quem parcelar em 24 vezes (dois anos), com primeira prestação a partir de maio de 2024.

 

Offshore e trusts

 

  • Instrumento: projeto de lei;

 

  • Como é: recursos investidos em offshores, empresas no exterior que abrigam fundos de investimentos, só pagam 15% de Imposto de Renda sobre ganho de capital se voltarem ao Brasil;

 

  • Tributação: cobrança anual de rendimentos a partir de 2024, com alíquotas progressivas de 0% a 22,5%, mesmo se dinheiro ficar no exterior. Cobrança ocorrerá da seguinte forma

 

– isenção sobre parcela anual dos rendimentos até R$ 6 mil;

 

– 15% sobre parcela anual dos rendimentos entre R$ 6.000,01 e R$ 50 mil;

 

– 22,5% sobre parcela anual dos rendimentos acima de R$ 50 mil.

 

  • Apuração: lucros das offshores serão apurados até 31 de dezembro de cada ano

 

  • Forma de cobrança: tributação dos trusts, relação jurídica em que dono do patrimônio transfere bens para terceiros administrarem.

 

  • Como funcionam os trusts: atualmente, legislação brasileira não trata dessa modalidade de investimento, usada para reduzir o pagamento de tributos por meio de elisão fiscal (brechas na legislação) e facilitar distribuição de heranças em vida;

 

  • Variação cambial: lucro com alta do dólar não será tributado em duas situações

 

– variação cambial de depósitos em conta corrente ou em cartão de crédito ou débito no exterior, desde que os depósitos não sejam remunerados;

 

– variação cambial de moeda estrangeira para vendas de moeda de até US$ 5 mil por ano.

 

Fonte: O Dia

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Campanha Convoca Já continua nas ruas, nas escolas e na televisão

A campanha Convoca Já continua nas ruas do Distrito Federal em vários formatos. Uma série de ações tem sido realizadas e outras irão ocorrer. As escolas continuam tomadas pelo movimento.

A campanha também tem sido veiculada em rede local de televisão. No vídeo, o Sinpro cobra do Governo do Distrito Federal (GDF) a convocação imediata dos(as) aprovados(as), em vaga imediata e cadastro reserva, no último concurso realizado para o Magistério Público, em 2022. Confira no final desta matéria o conteúdo sobre a campanha na TV.

Os diretores e as diretoras do Sinpro têm visitado as unidades escolares da rede e recebem o apoio de docentes e estudantes, que entendem, no dia a dia, a importância da Campanha Convoca Já.

Não é aceitável que 2/3 dos profissionais em regência de classe na rede distrital de educação atuem sob regime de contratação temporária. São profissionais com as mesmas capacidades e demandas dos efetivos, mas eles não têm progressão de carreira – o que, com o passar do tempo, se traduz em achatamento salarial dentre outras precarizações.

São profissionais com as mesmas exigências dos efetivos, que são sistematicamente desvalorizados pelas políticas do GDF. São profissionais submetidos a ainda mais estresse devido às fragilidades no vínculo laboral, que adoecem com muito mais frequência.

A gestão da educação do GDF se traduz em 2/3 de profissionais em regime de contrato temporário, ante a quantidade de matrículas de estudantes que aumenta ano após ano e profissionais que se aposentam. E não há estudos ou projeções acerca da evolução desses números, o que se traduz em ausência de previsão de concurso público, que só sai mediante muita pressão dos sindicatos. É o caos.

Segundo pesquisa do Dieese, a região Centro-Oeste é a que mais apresenta número de profissionais com vínculos não estáveis de trabalho – mas esse quadro vem crescendo em todas as outras regiões.

“Desde 2016, está em curso um projeto político de Estado Mínimo para a Educação. Esse processo vem sendo respaldado por uma série de leis que desregulamentam e precarizam as relações de trabalho. Em nome da modernidade e do estado mínimo, acabou-se com direitos históricos que garantiam proteção ao trabalhador – no caso da educação pública, diminuiu o número de vagas efetivas em concursos público. Essa estratégia tipicamente neoliberal vem sendo questionada até mesmo nos Estados Unidos, com as greves do setor automotivo daquele país”, afirma a diretora do Sinpro Ana Bonina.

Uma das exigências do acordo para a suspensão da greve de 2023 foi a convocação de todas as pessoas aprovadas no concurso de 2022 – tanto em vagas imediatas quanto em cadastro reserva. Isso equivale a 2.870 pessoas contratadas (ante quase 16 mil atuais contratos temporários).

Campanha nas ruas

Em outras frentes de ação nas ruas do DF, uma série de outdoors estão em veiculação por toda a cidade pedindo a imediata convocação dos aprovados.

Na quarta-feira (27/9), diretores(a) do Sinpro e a comissão de aprovados(as) no Concurso 2022 fizeram vigília no Shopping ID, onde fica a sede da Sugep, durante reunião da Comissão de Negociação do sindicato com a Secretaria de Educação.

Na terça-feira (26/9), a diretoria colegiada do Sinpro, acompanhada da comissão de aprovados(as), visitou os gabinetes de parlamentares distritais para pedir apoio a duas pautas fundamentais à educação pública do DF: a nomeação imediata dos(as) aprovados(as) e a derrubada de vetos do governador Ibaneis Rocha (MDB) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada no primeiro semestre.

No dia 25/9, os e as profissionais aprovados(as) no Concurso 2022 lotaram o auditório do Sinpro no Plano Piloto, para definir as estratégias da campanha.

Em breve, o Sinpro mobilizará os aprovados para acompanhar as discussões na Câmara Distrital a respeito da Lei Orçamentária Anual (LOA). Fiquem atentos!

 

Campanha na TV

 

Sinpro amplia luta pelo Convoca Já com vídeo na TV aberta

 

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21 de outubro: Dia Nacional da Alimentação nas Escolas

O Dia Nacional da Alimentação nas Escolas é comemorado no dia 21 de outubro. Essa comemoração tem objetivo de chamar a atenção de toda a população para a importância de pensar e manter os bons hábitos alimentares para as crianças, jovens e adultos estudantes, sobretudo para os(as) estudantes das escolas públicas.

A boa alimentação é fundamental para o desenvolvimento da capacidade cognitiva dos(as) estudantes e proporciona rendimento escolar e outras melhorias na vida da criança e dos(as) jovens, tais como o aumento da qualidade do sono e da capacidade respiratória, além de prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares, dentre outras enfermidades causadas pela falta de alimentação de qualidade.

A escola pública é o local em que crianças e jovens das classes de baixa renda encontram para comer o que não têm em casa. Por causa disso, o Estado brasileiro criou, no ano de 1955, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que, desde os anos 50 do século 20 contribui para a construção e o fortalecimento de hábitos alimentares saudáveis entre estudantes da Educação Básica das redes públicas de ensino.

“Esse investimento, no entanto, passou por momentos de extrema precariedade entre os anos de 2016 e 2022, sem o devido investimento público do Estado nacional. Após 6 longos anos de congelamento feito pelos governos de Michel Temer (MDB / golpe de Estado de 2016) e Jair Bolsonaro, do PL, (2019-2022), o governo Lula reajustou, em março de 2023, em até 39%, o valor destinado à compra de merenda escolar para estados e municípios”, destaca Ricardo Gama, diretor do Sinpro e membro do Conselho de Alimentação Escolar (CAE).

Ele lembra que a estimativa do governo Lula era a de investir R$ 5,5 bilhões no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) em 2023, um aumento de cerca de R$ 1,5 bilhão em relação ao orçamento anterior. O Pnae direciona ainda 30% dos recursos para a compra de alimentos da agricultura familiar. “Contudo, apesar do investimento do governo federal, no Distrito Federal, o governo local fez de conta que nada tinha chegado a seus cofres públicos”, diz o diretor.

Não só não investiu os percentuais determinados em lei para compra de alimentos da agricultura familiar, como não tem realizado a reposição de alimentos nas escolas. Essa atitude tem sido motivo de denúncia por parte do Sinpro-DF, das próprias escolas, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) etc. No DF, a lista os produtos da agricultura familiar aparece nos documentos do GDF, mas o governo não efetiva a entrega nas escolas.

“O governo do DF apresenta um cardápio com diversos gêneros da agricultura familiar para preparação da merenda, mas não entrega os gêneros nas escolas! Fiscalizei escola que somente nesta semana não tinha no depósito, mas constava no cardápio, gêneros como inhame, beterraba, hortelã, tomate, pimentão,  couve flor, morango, vagem, espinafre, brócolis, repolho roxo e abóbora”, denuncia Samuel Fernandes, diretor do Sinpro-DF e membro do CAE.

O diretor afirma que isso “é uma forma de o governo enganar a população porque quem olha o cardápio pensa que os estudantes da rede pública estão tendo, de fato, uma alimentação de qualidade completa, o que não está acontecendo, pois o cardápio é fictício”. Fernadnes ressalta que o Governo do Distrito Federal (GDF) é obrigado a destinar no mínimo 30% dos recursos repassados da União para a compra de alimentos da agricultura familiar. Por que esses alimentos não estão chegando na escolas?”, cobra o diretor do Sinpro.

 

Em meados deste ano, o Sinpro divulgou várias matérias de denúncia sobre o problema da alimentação nas escolas do DF. Mas a situação continua, mesmo com as denúncias flagrantes. Confira algumas matérias deste ano que denunciam a situação.

Falta de merenda em escolas públicas do DF é questionada pelo Ministério Público

 

Sinpro e CAE denunciam falta de merenda

 

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Sinpro amplia luta pelo Convoca Já com vídeo na TV aberta

Começa a ser veiculado em rede local de televisão vídeo que cobra do GDF a convocação imediata dos(as) aprovados(as), em vaga imediata e cadastro reserva, no último concurso realizado para o Magistério Público, em 2022.

O material de 1 minuto lembra que o compromisso do governador Ibaneis Rocha em nomear imediatamente todo o grupo foi um dos pontos que contribuíram para a suspensão da Greve da Educação. “Cumprimos nossa parte do acordo (…) Cabe ao senhor cumprir a sua parte do acordo”, traz o material.

O vídeo veiculado pelo Sinpro-DF é uma das peças da campanha “Convoca Já”, realizada pelo sindicato para pressionar o GDF a nomear imediatamente professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovados no último concurso. A campanha também já percorreu as ruas do DF, em outdoors, panfletos e diálogo, e as unidades escolares, a partir da visita dos(as) diretores(as) do Sinpro.

Assista ao vídeo

 

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GDF não paga PDAF e escolas públicas do DF apresentam todo tipo de problemas

“A segunda parcela do PDAF, destinada à compra de materiais pedagógicos básicos, manutenção, compra de gás, dentre outras coisas, está atrasada há quase 3 meses em, praticamente, todas as escolas do DF”, informa Samuel Fernandes, diretor do Sinpro-DF. Só na Ceilândia, cerca de 50 escolas não receberam o recurso financeiro do  Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (PDAF) e enfrentam todo tipo de problema.

 

Fernandes verificou, pessoalmente, a situação e afirma que a responsabilidade por essa crise é toda do Governo do Distrito Federal (GDF) e não dos(as) gestores(as) porque as prestações de contas foram todas entregues em dia. “Esse dinheiro está fazendo falta. As escolas não têm papel para imprimir as atividades para os estudantes, precisam de dinheiro para a manutenção dos ventiladores e ares-condicionados, redes elétricas, resolver problemas nos telhados e até falta de gás, que sem ele vai afetar também o preparo da merenda escolar para os alunos”, alerta o diretor.

 

A denúncia foi feita por gestores(as) durante a reunião ordinária do Coletivo da Gestão Democrática, realizada, de forma virtual, nessa terça-feira (17). Na ocasião, além dos problemas gerados pelo não pagamento da segunda parcela do PDAF pelo Governo do Distrito Federal (GDF), os(as) gestores(as) apresentaram várias situações de demandas administrativas, pedagógicas e financeiras para a pauta sindical.

 

 

Os problemas nas escolas pela falta da segunda parcela do PDAF foram denunciados no jornal DF TV 1ª Edição, da Rede Globo, desta sexta-feira (20). Na reportagem, o DF TV mostrou que quase 50 escolas da Ceilândia estão sem o dinheiro do PDAF. Clique no link a seguir e confira a reportagem. https://g1.globo.com/df/distrito-federal/df1/video/gestores-de-escolas-publicas-reclamam-de-atraso-no-repasse-do-pdaf-12046005.ghtml

 

Em vídeos, o Sinpro mostra o exemplo do que ocorre em três escolas, lembrando que estas e outras situações são recorrentes em todas as Coordenações Regionais de Ensino (CRE) do DF.

 

EC 27 de Ceilândia

 

A partir das denúncias feitas na reunião dos(as) gestores(as), o Sinpro foi visitar algumas escolas e constatou problemas de todo tipo, como, por exemplo, na Escola Classe 27 de Ceilândia (EC 27 de Ceilândia), em que os bebedouros estão desligados, apesar do clima extremamente quente que o Distrito Federal está vivendo.

 

Em vídeo, a seguir, o diretor Samuel Fernandes mostra que os bebedouros “estão desligados porque estão dando choque e a escola não tem dinheiro para manutenção porque não recebeu a verba do PDAF. Inclusive as torneiras foram adaptadas porque não são próprias desse bebedouro”, destaca. Clique aqui e veja.

 

 

Além dos bebedouros, Fernandes informa que a EC 27 de Ceilândia está enfrentando outros problemas por falta de recurso financeiro, como, por exemplo, problemas em toda a sua parte elétrica. O diretor do Sinpro informa que, nas salas de aula, os ventiladores pararam de funcionar. “E o dinheiro do PDAF é de fundamental importância para esses reparos”, ressalta.

 

Situação de um banheiro em escola pública de Ceila

 

 

CEF 33 de Ceilândia

No Centro de Ensino Fundamental 33 de Ceilândia (CEF 33 de Ceilândia), verificou-se a uma situação perigosa nos ares-condicionados. Em vídeo e fotos, o diretor do Sinpro mostra a situação dos filtros do equipamento.

 

Diretor Samuel Fernandes mostrando o problema da sujeira dos ares-condicionados

 

Também no CEF 33, o diretor, Tadeu, mostra que está usando as últimas resmas de papel compradas com dinheiro arrecadado em festa junina. “Estamos com as últimas resmas de papel em uso, que foram compradas com o restinho de dinheiro que conseguimos na festa junina e estamos com alguns ventiladores estragados aguardando manutenção. Tudo isso depende da verba do PDAF que neste segundo semestre ainda não foi depositada na conta da escola”, afirma.

EC 13 de Ceilândia

Fernandes também registrou imagens de problemas com o gás na Escola Classe 13 de Ceilândia (EC 13 de Ceilândia). No vídeo, observa-se que a escola está usando o último botijão de gás e, segundo a gestora, não dura nem 10 dias. “Se a verba do PDAF não sair, a segunda parcela, não tenho como repor o gás para garantir a merenda das crianças”, alerta a gestora. Confira no vídeo.

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Projeto VIDA&ÁGUA para as ARIS convida candidatos(as) a gestor(a) escolar a assinarem carta-compromisso

O Projeto  Vida & Água para as ARIS  lançou, nessa quarta-feira (18), uma carta-compromisso em que convida os(as) candidatos(as) que participam do processo eleitoral da gestão democrática nas escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal, cuja eleição será realizada no dia 25 de outubro, a assumirem o projeto como forma de democratizar o acesso e de garantir à população de baixa renda o direito humano à água potável tratada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Acesse a Carta Compromisso e o link para adesão a ela no final desta matéria.

A Carta Compromisso foi construída coletivamente e aprovada em reunião semanal ordinária online, do projeto, nessa segunda-feira (16). Maria Luiza Pereira, professora aposentada da UnB e membro da coordenação do Projeto VIDA&ÁGUA para as ARIS, explica que o documento Word da Carta Compromisso com os 11 compromissos é para divulgação ampla, convidando os(as) candidatos(as) a diretores(as) de unidades escolares emancipadoras da ARIS para o assinarem.

“Em tempo de exigência histórica de consolidação democrática, o fato de o diretor(a) ser membro nato do Conselhor Escolar, agora, com a recente Lei Federal nº 14.644/2023, cabe-lhe a responsabilidade de efetivá-lo como representativo espaço de exercício democrático da comunidade escolar e comunidade local,  sobretudo, na elaboração de PPP EMANCIPADOR, com base no empoderamento popular das ARIS – isto perpassa os 11 compromissos da Carta-Compromisso”, afirma.

A professora informa que, ao acessar o formulário online, cada candidato(a) estará assinando a Carta Compromisso automaticamente, um por um, registrando sua opção ao apreciar a escala de seis (6) possibilidades, a saber:

🔘Concordo 100%

🔘 Concordo parcialmente

🔘Não sei/nem concordo nem discordo

🔘Discordo parcialmente

🔘Discordo integralmente

🔘NÃO SE APLICA

 

Assine aqui a Carta Compromisso

Ela afirma que “desde 2020, estamos instalando, progressivamente, a CASA VIDA&ÁGUA nas unidades escolares emancipadoras das 54 ARIS com fundamental apoio do SINPRO/DF e,  nestas,  certamente, os/as candidatos/as têm conhecimento e realizarão sua adesão. Somente com  ampla divulgacão da Carta-compromisso com o convite para assinatura via formulário online, saberemos o quantitativo de adesão”.

Direito humano e vital à água

O acesso à água potável é um direito fundamental a todo(a) cidadão(ã) do planeta, no entanto, é negado a milhões de pessoas no mundo. Esse recurso também é negado a milhões de pessoas no Brasil, país que detém 12% das reservas de água doce do planeta, constituindo 53% dos recursos hídricos da América do Sul. O problema se repete na capital do País. No Distrito Federal, segundo dados de 2020 da Caesb, pelo menos duzentas mil pessoas, residentes, à época, em 39 Áreas de Regularização de Interesse Social (ARIS), não tinham acesso à água.

Atualmente, o DF registra a existência de 54 ARIS cujos residentes não têm acesso a esse direito humano. A situação dessas pessoas piorou na fase crítica da pandemia da covid-19 e foi amenizada quando o Projeto Vida&Água para as ARIS, da Universidade de Brasília (UnB) com a colaboração do Sinpro-DF e das escolas da rede pública de ensino, entrou em cena.

Hoje, para manter e ampliar o acesso à água potável tratada pela Caesb às famílias dessas regiões, o projeto continua e fortalece sua conexão com as escolas da rede pública de ensino por vários motivos, dentre eles, pelo fato de em muitos ARIS o único órgão público existente ser uma escola pública. A água potável tratada pela Caesb é o direito à água com quaĺidade para consumo humano porque, é claro que as pessoas se viram com “gatos”, com poços artesianos com água poluída ou compram água vendida por donos de poços maiores, igualmente, sem laudos de qualidade da água, que provocam doenças, sobretudo, em crianças, como diarréias”, observa a professora Maria Luiza.

Ela conta que, “desde 2020, em plena sindemia, para além de pandemia, desenvolvemos pela UnB com a metodologia da pesquisa-acão o Projeto VIDA&ÁGUA para as ARIS, construindo uma rede de redes, incluindo o Sinpro-DF, com o objetivo de empoderamento popular por direitos à vida digna, começando por direito à ÁGUA, visto que a própria CAESB registrou 200 mil pessoas sem água potável tratada nas 39 ARIS do DF”, conta Maria Luiza.

A professora também explica que as ARIS, conforme art. 126 da Lei Complementar nº 803, de 25/04/2009-PDOT, a qual foi alterada pela Lei Complementar nº 854, de 2012, são assentamentos irregulares ocupados, predominantemente, por população de baixa renda que, em 2021, aumentaram para 47 ARIS e, em 2022, para 54 ARIS.

“Cinquenta e quatro ARIS: este é o real aumento demográfico do DF e se evidencia que o não acesso à água como direito humano vital, soma-se ao não acesso a outros serviços públicos, como saneamento básico, coleta de lixo, energia elétrica, saúde, assistência social, segurança pública e outros, agravando a vulnerabilidade socioambiental, desta população de baixa renda, sem garantia do direito à cidade”, pondera.

Além disso, a professora observa não acesso à água potável tratada pela CAESB Isto porque fazem 3 anos que a CAESB mesmo sob pressão contínua, inclusive, de deputados distritais da Frente parlamentar Ambiental do DF coordenada por Leandro Grass com PT, PSOL, REDE , PV e PDT (minoria), houve audiência pública, simplesmente, não cumpriu o compromisso declarado publicamente! O GDF atual tem objetivo de privatização da CAESB, semelhante ao governo de São Paulo com a SABESP – daí a importância de registrar a CAESB no texto.

Entretanto, no entendimento da professora, ainda que não atendendo à grande demanda educacional, constatou-se a presença da escola pública como único serviço público nas ARIS, “motivando, em acordo com os gestores escolares e representantes da rede de redes,  a instalação de um Comitê Gestor denominado CASA VIDA&ÁGUA em cada unidade escolar das ARIS para busca coletiva emancipadora por direitos, iniciando pelo acesso à água como emergência sanitária”.

Escolas Emancipadoras

Escolas emancipadoras nas ARIS são unidades escolares que assumem o exercício da gestão democrática pelo Conselho Escolar, abrangendo a realidade da comunidade escolar e comunidade local das respectivas ARIS, conforme a recente Lei Federal nº 14.644, de 02/08/2023, com objetivo EMANCIPADOR.

 

 

Clique e assine a Carta Compromisso

 

Inscrições abertas para o IX Encontro de Terapias Integrativas

Educadores(as) aposentados(as) irão promover o IX Encontro de Terapias Integrativas, na quarta-feira (25/10), das 9h às 16h, na Chácara do Sinpro-DF, situada no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, Chácara 02, Lote 125, em Brazlândia-DF. Confira como chegar na chácara no final deste texto. A ideia é tornar todo o dia 25 de outubro em momento de cuidados com você e para você.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas, antecipadamente, clicando aqui. Confira também a programação completa no final desta nota. A atividade é desenvolvida, de forma autônoma, por um grupo de educadores(as) aposentados(as). Para mais informações, entre em contato pelo telefone: (61) 9973-6898.

Os(as) educadores(as) aposentados(as) informam que o almoço é por conta de cada um, quem quiser leve o seu (lá tem micro-ondas para aquecer), ou se quiserem pedir uma marmita do comércio local, em média o valor é R$ 15,00 mais R$ 2,00 de entrega, será disponibilizado o telefone da compra da marmita ao chegarem, para já solicitarem a sua.

 

Terapias integrativas para o bem viver

Há algum tempo, um grupo de educadores(as) aposentados(as) tem promovido, de forma autônoma, encontros de terapias integrativas para professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as). A atividade é realizada na sede do Sinpro, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Além do bem-estar dos(as) participantes, as práticas realizadas por esses(as) educadores(as) visam a fundamentar uma luta por políticas públicas por terapias integrativas para pessoas aposentadas e idosas.

As terapias integrativas são várias combinações de terapias que se integram a um determinado tratamento. Elas são indicadas de maneira coordenada com o tratamento tradicional. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são recursos terapêuticos que buscam a prevenção de doenças e a recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

As práticas foram institucionalizadas por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), se destacando a Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura; Homeopatia; Plantas Medicinais e Fitoterapia; automassagem; Lian Gong 18 terapias; Yi Qi Gong; Biomagnetismo; Elementoterapia Magnética; Arteterapia; Biodança; Dança Circular; Meditação; Musicoterapia; Osteopatia; Quiropraxia; Reflexoterapia; Reiki; Shantala; Terapia Comunitária Integrativa; Yoga; Aromaterapia; Bioenergética; Cromoterapia; Iridologia  e Terapia de Florais.

 

Confira a programação:

9h – Tai chi e Automassagem

10h – Lanche compartilhado

10h30 – Visita guiada pela chácara

11h – Roda de Terapia Comunitária

12h30 – Almoço

13h às 14h30 – Espaços Ambientes de Terapias Integrativas Diversas

14h30 – Livre atividade

15h30 – Avaliação

 

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Como chegar na Chácara do Sinpro

Reunião com gestores pauta problemas administrativos, financeiros e pedagógicos

O Sinpro-DF realizou, nessa terça-feira (17), reunião ordinária e virtual com os(as) gestores(as) de escolas. No encontro, os(as) participantes foram informados sobre o decorrer da Conferência Nacional de Educação (Conae) – Etapa Distrital e da concessão de AFAST durante o período da coordenação pedagógica para assegurar a participação de professores(as) e orientadores(as) educacionais nesse evento. Vale ressaltar a importância dos(as) gestores(as) na garantia dessa participação da categoria na Conae Distrital.

Na reunião, outras iniciativas do sindicato também foram informadas, como, por exemplo, a retomada da campanha em defesa da EJA e a importância da participação de todas as escolas nela. A diretoria do Sinpro também informou sobre as últimas notícias relativas às reuniões da Comissão de Negociação com o governo Ibaneis.

Os(as) gestores(as), por sua vez, também trouxeram demandas administrativas, pedagógicas e financeiras para a pauta, tais como falta de pessoal e necessidade de nomeações de concursados; aumento do número de estudantes em turmas, sobretudo nas séries iniciais previsto estratégia de matrícula; portaria que reduziu a quantidade de supervisores na maioria das escolas; atraso no repasse do PDAF, além dos recursos insuficientes para atender às necessidades básicas das escolas, como papel para impressões diversas, prováveis problemas operacionais que dificultarão o atendimento célere a eventuais necessidades da escola a partir da implantação do cartão PDAF; processo eleitoral da gestão democrática; precarização das condições de trabalho que, possivelmente, resultará em mais profissionais adoecidas; dentre outros.

O Sinpro informa que os encontros ordinários com os(as) gestores(as) dá continuidade ao espaço de diálogo e debate entre o sindicato e a gestão escolar para discutir as condições administrativas, financeiras e pedagógicas das escolas. A reunião faz parte da agenda de lutas da categoria e promove o debate sobre soluções para problemas e dificuldades na gestão escolar.

O próximo encontro poderá ser presencial e está previsto para ocorrer na segunda semana de novembro. Na ocasião, o Sinpro irá avisar a todos(as) os(as) gestores(as) que participam do Coletivo da Gestão Democrática pelos seus meios de comunicação. O sindicato destaca, ainda, que participação de todos(as) os(as) gestores(as) é de grande importância.

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Sinpro retoma campanha em defesa da EJA

Com o mote “EJA: um direito seu e um compromisso social de todos e todas!”, o Sinpro-DF resgata, nesta terça-feira (17), a campanha em defesa da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A diretoria colegiada entende que essa é uma campanha necessária e urgente em razão do intenso desmonte ocorrido nessa modalidade de ensino, ferozmente atacada pela política neoliberal e excludente adotada pelo governo Ibaneis Rocha (MDB).

O “Estudo nº 1.030 de 2023 – Educação de Jovens e Adultos – EJA no Distrito Federal”, feito pelo gabinete do deputado distrital Max Maciel (PSOL), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), e um documento do GTPA-Fórum EJA/DF, enviado no início deste ano à secretária de Educação do Distrito Federal, Helvia Paranaguá Fraga para pautar uma reunião sobre essa modalidade de ensino, trazem um quadro da situação da EJA na capital do País.

Os dois documentos apresentam propostas para fortalecer a modalidade de ensino. Segundo as duas análises, houve uma queda acentuada no número de matrículas na EJA entre 2019 e 2023. O decréscimo, segundo os estudos, traduz-se em evasão escolar, acentuada, notadamente, a partir de 2020, ano que começou a pandemia da covid-19. Após a crise sanitária, houve um tímido aumento de matrículas, o que sugere que houve algumas poucas ações numa tentativa de mudar o cenário de evasão, notadamente insuficientes em razão do volume de problemas que se acumulam na EJA.

O trabalho da CLDF mostra que houve uma melhora nas taxas de abandono em relação ao período anterior à pandemia, contudo, houve uma considerável piora no índice de reprovação. Mostra ainda que no primeiro semestre de 2019 havia 45.259 pessoas matriculadas na EJA no Distrito Federal. Em 2021, esse número caiu para 31.257 e, em 2023, houve um tímido aumento para 32.958 matrículas em relação a 2021. Decréscimo dessa natureza constata a intensa evasão escolar.

E mostra também a necessidade de adoção, por parte do Governo do Distrito Federal (GDF), da política permanente da busca ativa por potenciais estudantes. Sobre esse tema, o GTPA – Fórum EJA ressalta o descumprimento das Metas 8, 9, 10 e 11 do Plano Distrital de Educação (PDE). O monitoramento do grupo mostra que os resultados negativos nos Relatórios Anuais de Monitoramento do PDE (2016-2017) são a comprovação do descumprimento das metas supracitadas. Esse tema, inclusive, tem sido pauta e discussão nas Conferências Nacionais de Educação (CONAE) – etapas estaduais, municipais e distrital e será tema da CONAE 2024. https://sinpro25.sinprodf.org.br/subfinanciamento-da-educacao-e-destaque-da-conferencia-livre-de-avaliacao-do-pde/

O documento da CLDF traz também um levantamento sobre a distribuição de recursos financeiros para a EJA advindos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) feita entre 2019 e 2022. Houve um aumento de investimentos em razão da crise sanitária provocada pela pandemia da covid-19, no entanto, as escolas que receberam recursos e ofertam EJA não atuam apenas nessa modalidade e esse dinheiro não foi exclusivo para o público de jovens e adultos. No entanto, paralelamente, o DF viveu, e ainda vive, o esvaziamento e o enfraquecimento da EJA, com fechamentos de turmas e fim do turno noturno em várias escolas, dentre outros problemas.

Prova disso é que, quanto aos recursos exclusivos para a EJA não decorrentes de descentralização financeira, o estudo da CLDF destaca que foi apenas no ano de 2023 que o GDF executou ação específica para a modalidade, com valor liquidado de R$ 18.481.782,54 até a presente data. “Nos anos 2019, 2021 e 2022, nenhuma despesa nesse sentido foi executada, e, em 2020, as despesas publicizadas não se articularam em ação planejada de manutenção, consistindo em medidas motivadas pela pandemia da covid-19”, diz o documento.

Esses dados, ainda segundo o documento da CLDF, permitem concluir que “os altos índices de evasão, abandono e reprovação verificados têm relação direta com a observada estagnação nos valores de financiamento. A permanência, afinal, depende de diversos fatores, como melhorias de consumo, serviços e equipamentos, todos afetados pela insuficiência de recursos provenientes de descentralização financeira”.

O esvaziamento da política de educação de jovens e adultos, a falta de investimentos financeiros e pedagógicos, o fechamento de turmas, o fim do turno noturno em várias unidades escolares, a falta da busca ativa permanente por parte do governo, a ausência de políticas voltadas para a permanência desses estudantes, entre uma profusão de problemas demonstram a necessidade da retomada da campanha em defesa da EJA.

Assim, periodicamente, enquanto durar a campanha, o Sinpro produzirá conteúdos que denunciarão o intenso desmonte dessa modalidade de ensino e, ao mesmo tempo, terão o objetivo de conscientizar tanto a categoria como o público usuário da importância da EJA. É fundamental que a categoria se envolva, denunciando as negligências e descasos relacionados à EJA e compartilhe os materiais gráficos da campanha nas redes sociais, marcando o governador (@ibaneisoficial) e a secretária de Educação do DF (@helviaparanagua @educadf). Com a campanha, a categoria poderá também estimular o público usuário a se matricular e a permanecer na escola até concluir seus 12 anos de estudo.

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Fique atento(a) para divulgação final das carências e prazo de envio da lista no Sigep

O Sinpro informa que a divulgação final das carências para o Remanejamento Interno ocorre nesta terça-feira (17/10) e também começa, nesta terça (17), prosseguindo até quinta-feira (19/10), o prazo para envio da lista de carências no Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (Sigep), pelos(as) professores(as) de Educação Básica e pedagogos(as)-orientadores(as) educacionais, para participação no Remanejamento Interno.

Confira, a seguir, a tabela com as datas e etapas para não perder nenhum dos prazos. Tire um print para salvar as informações. O sindicato também recomenda, a quem participa do procedimento, acompanhar todas as fases do Remanejamento Interno, diretamente, pela Sigep.

O Concurso de Remanejamento Interno e Externo é composto por várias fases e é necessário que o(a) professor(a) e o(a) orientador(a) educacional interessados(as) fiquem atentos(as) para não perder prazos e nem errar etapas. É importante ler com atenção o Edital de Procedimento de Remanejamento 2023/2024.

ATENÇÃO: a divulgação final das carências para o Remanejamento Interno ocorre nesta terça-feira (17/10) e o envio da lista de carências no Sigep, entre os dias 17 e 19 de outubro.

 

Confira as novas datas na imagem abaixo

 

O procedimento de remanejamento é regido pelo Edital nº 47, de 29 de agosto de 2023, com as normas para Procedimento de Remanejamento Interno e Externo 2023/2024, e pela Portaria nº 895, da mesma data, com definição de critérios para lotação, exercício e remanejamento de servidores do Magistério, inclusive readaptados, para que todos possam concorrer em igualdade de condições. Os dois documentos foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

 

Clique aqui para ler o edital

 

A Portaria 895 dispõe sobre lotação (provisória e definitiva), exercício (provisório e definitivo), bem como Solicitação de devolução de servidor, afastamento e movimentação preventivos, remanejamento (interno e externo) e carências.

Clique aqui para ler a portaria  

 

Confira as datas importantes no mês de outubro para você, servidor(a) (em vermelho, as novas datas).

10 a 12/10 – Período de Recurso – Carências para o REMANEJAMENTO INTERNO

17 a 19/10 – Envio da lista de carências no SIGEP, pelos servidores,
para participação no REMANEJAMENTO INTERNO.

20 a 23/10 – Período de Recursos do resultado preliminar do
REMANEJAMENTO INTERNO, por meio do Processo SEI
encaminhado à DISET.

Clique aqui e veja a tabela completa, atualizada, com todas as datas do processo de Remanejamento 2023/2024

 

 

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