Participação no PAS é negada a estudantes do CEM 04 de Sobradinho 2

No início do mês de outubro, o Sinpro publicou a matéria “CEM 02 do Gama realiza rifa para pagar inscrições de estudantes no PAS”, onde mostrou as dificuldades dos estudantes da unidade escolar para conseguir a isenção da taxa de inscrição no processo. Infelizmente, essa é uma realidade que atinge toda a rede pública de ensino do DF. Nesta matéria, o caso do Centro de Ensino Médio 04 de Sobradinho 2.

 

Foto: arquivo pessoal

O CEM 04 comporta um grupo de estudantes que tem como perfil a vulnerabilidade social. Para eles, a entrada em uma universidade pública é considerada, na maioria das vezes, um “passo grande demais”. Isso porque as barreiras para garantir uma vaga no ensino superior passam por barreiras que vão desde a necessidade de trabalhar cedo até conflitos e afazeres familiares que se mostram insuperáveis para avançar nos estudos.

Professor Alexandre Cherulli Marçal tentou mudar o curso dessa história, a partir do PAS. Ministrou conteúdos voltados para o processo seletivo; motivou os estudantes em conversas individuais e coletivas; junto com a gestão da escola, construiu mural com contagem regressiva para as inscrições no programa; organizou mutirão para garantir que todos os estudantes interessados pudessem realizar a inscrição, que é feita exclusivamente pela internet. Tudo que pôde ser feito, foi feito pela equipe do CEM 04 de Sobradinho 2.

À esquerda, professor Alexandre Marçal / Foto: arquivo pessoal

 

O resultado, entretanto, foi desanimador. Assim como no CEM 02 do Gama, a garantia da isenção da taxa de inscrição para estudantes inscritos no CadÚnico ou estudantes de baixa renda ficou apenas no papel.

“Quase nenhum estudante do CEM 04 inscrito no CadÚnico conseguiu a isenção de taxa (para inscrição no PAS). E o pior é que não existe nenhuma justificativa por parte do Cebraspe (empresa organizadora do PAS). Simplesmente aparece ‘pedido indeferido, realizar pagamento da taxa’”, conta professor Alexandre.

Segundo o docente, estudantes de baixa renda também tiveram o direito à isenção da taxa de inscrição do PAS negado. “De cerca de 200 inscrições de baixa renda, apenas um estudante conseguiu a isenção”, afirma.

 

Foto: Arquivo pessoal

“As barreiras que os estudantes encontram para acessar a universidade federal vão se confirmando. Seja através do discurso elitista, da distância geográfica, da realidade econômica, dos processos burocráticos, da falta de diálogo. Eles (os estudantes) se sentem lesados de um direito”, desabafa professor sobre a tentativa frustrada de fazer com que os estudantes do CEM 04 de Sobradinho 2 tenham chance de entrar na Universidade de Brasília a partir de um programa elaborado, em princípio, para somar na luta pela democratização do acesso ao ensino superior.

Para professor Alexandre, a privatização do Cesp/Cebraspe, organizadora do PAS, pode ser o cerne dos problemas relacionados à negativa do pedido de isenção de taxa de inscrição. “Parece que há uma tentativa da empresa não adotar práticas mais acessíveis, como o Enem já adota, em que todos os estudantes da rede pública têm a isenção. É um processo de empresa, visando melhor gestão dos seus recursos, ou seja, o lucro, se afastando de uma ideia primordial, que é a democratização do ensino”, avalia professor Alexandre.

Descontente, o professor que empenhou todos os esforços para ver seus estudantes mais perto do ensino superior declara que, mesmo diante de todo desgaste, os principais prejudicados são os próprios adolescentes, que têm negado o direito humano à educação.

 

 

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Prazo do recadastramento da SEE-DF é prorrogado e vai até 22 de outubro

O Sinpro-DF informa que a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) ampliou o prazo de recadastramento, que começou no dia 25 de setembro e, agora, prossegue até o dia 22 de outubro. O sindicato destaca a importância de os(as) professores(as) do contrato temporário também participarem do recadastramento.

Em matéria publicada recentemente, o Sinpro informou que o recadastramento havia começado no dia 25 de setembro e que todos(as) os(as) servidores(as) da SEE-DF deveriam fazer o recadastramento anual.

O procedimento deve ser realizado por meio do Sistema de Recadastramento, Complementação e Atualização de Dados (Recad). Para realizar o recadastramento, acesse o link sistemas.df.gov.br/recadastramento

Deverão realizar a atualização de dados servidores(as) ativos(as), em contratação temporária, afastados(as), licenciados(as), de férias ou concedidos(as) a outros poderes ou entes federativos.

No caso de servidores(as) aposentados(as), em vez do recadastramento, deverá ser feita a prova de vida, realizada no mês de aniversário. (Saiba como AQUI)

 

Por que é preciso fazer o recadastramento e a prova de vida?

 

O recadastramento tem o objetivo de atualizar as informações dos(as) servidores(as) e empregados(as) públicos(as), bem como de seus(as) dependentes. De acordo com o Decreto nº 39.276 de 2018, o(a) servidor(a) que não cumprir a atualização cadastral no período definido pode responder a processo administrativo. Confira no site do Sinpro

A Secretaria de Educação também informa que os(as) “agentes públicos(as) que, por motivo justificado, não puderem efetivar o recadastramento pelo Recad, dentro do prazo estabelecido para seu órgão ou entidade, deverão realizá-lo, pessoalmente, na Unidade de Gestão de Pessoas (Unigep) da respectiva Coordenação Regional de Ensino ou na Gerência de Cadastro Funcional (Gecaf), no prazo adicional de mais sete dias corridos, ou seja, de 9/10/2023 a 15/10/2023”.

 

* Publicado originalmente em 09/10/2023.

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CLDF realiza sessão solene em homenagem ao Dia do Professor e da Professora nesta segunda (16)

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) vai realizar, nesta segunda-feira (16/10), uma sessão solene em homenagem ao Dia do Professor e da Professora. O evento, iniciativa do deputado distrital Gabriel Magno (PT), será realizado no Plenário da Casa Legislativa entre 19h e 22h.

O parlamentar explica que, dentre outros objetivos, o tributo aos(às) professores(as) do Distrito Federal celebra a importância social desses(as) profissionais, “que, sem dúvidas, são insubstituíveis para a construção de uma sociedade mais justa e com sujeitos críticos com vistas a um mundo novo”. Ele observa que essa celebração não pode ser feita sem registrar a luta pela valorização da categoria. “Os(as) professores(as) do Distrito Federal, que ao celebrarem o dia 15 de outubro, sonham com um País melhor e mais justo, trabalham incansavelmente por uma educação pública democrática, inclusiva, plural e de qualidade social para todos(as)”.

Ele também observa que “que o(a) professor(a) tem papel fundamental no desenvolvimento individual e social, bem como na vida de todas as pessoas, de toda a comunidade. É ele(a) que forma todos(as) os(as) profissionais. Segundo o Patrono da Educação Brasileira e do Distrito Federal, o educador Paulo Freire (1921-1997), o papel do(a) professor(a) é o de estabelecer relações dialógicas de ensino–aprendizagem, em que, o(a) educador(a), ao passo que ensina, também aprende. Ser professor(a) é desejar um futuro melhor para toda a sociedade. É auxiliar na formação de cidadãos e formar profissionais. É pensar com responsabilidade para o hoje e olhar com esperança para as futuras gerações”, escreve o parlamentar na proposição aprovada pela Casa.

No documento, ele conta um pouco da história do Dia 15 de Outubro e informa que, no Brasil, a origem da comemoração do Dia dos(as) Professores(as) é muito antiga, remonta ao ano 1827, durante o reinado de Dom Pedro I, quando o imperador criou, em 15 de outubro, por meio de um decreto imperial, o ensino elementar no País.

“Em 1947, um professor de São Paulo, chamado Salomão Becker, sugeriu a outros colegas o dia 15 de outubro para ser um dia de descanso e de reflexão sobre os rumos do ensino. A iniciativa acabou se espalhando para outras escolas paulistas, e depois, para outras instituições de todo o país. Assim, a data foi oficializada como feriado escolar em todo o Brasil, pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963”, registra o parlamentar.

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O autofinanciamento é a nossa base

A diretoria colegiada do Sinpro reitera que não haverá cobrança de taxa negocial da categoria, bem como nunca houve desconto de imposto sindical.

Por decisão política, o Sinpro-DF nunca recolheu imposto sindical quando ele existia (foi abolido pela última reforma trabalhista em 2017), por apostar no autofinanciamento: o Sinpro-DF sempre se sustentou através da contribuição voluntária de filiadas e filiados.

Diante da não cobrança da taxa negocial, não é necessário que professores(as) e orientadores(as) educacionais enviem ao Sinpro-DF qualquer tipo de requerimento ou formalização de pedido para negar a contribuição.

 

O que é taxa negocial

O imposto sindical era uma contribuição compulsória estabelecida em legislação desde a década de 40. A CUT sempre foi contra o imposto sindical. Entretanto, a forma como a reforma trabalhista o extinguiu teve brutal impacto sobre a organização sindical no Brasil, com muitas entidades fechando as portas.

Este ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) teve a compreensão de que os efeitos da luta sindical são expressos em cada acordo coletivo e beneficiam o conjunto da categoria à qual correspondem. Portanto, seria justo que todos os trabalhadores e trabalhadoras custeiem o processo que foi desenvolvido e culminou com o acordo coletivo – processo que demanda altos custos com advogados, materiais de divulgação, estrutura.

Assim, surgiu a taxa negocial. Diferente do imposto, segundo o qual bastava o sindicato existir, ela deve ser debatida e aprovada em assembleia em meio aos debates de campanha salarial e acordo coletivo, e não a qualquer tempo.

 

Base do Sinpro-DF

Por princípio e por acreditar no financiamento voluntário da entidade por sindicalizados e sindicalizadas, o Sinpro-DF reafirma que não há nem haverá (assim como nunca houve) desconto de taxa negocial de nenhum professor(a) ou orientador(a) educacional.

Publicado em: 10 de outubro de 2023 às 18h

Na sala de aula é que se muda uma nação

É indiscutível que nós, professores e professoras, temos papel fundamental na formação das crianças e adolescente do Brasil. Dessa forma, também somos determinantes na construção do futuro do nosso país.

Ser protagonista na transformação da sociedade, a partir do incentivo ao desenvolvimento do pensamento crítico e, consequentemente, da mudança na mentalidade dos oprimidos, fez com que, em um passado recente, estratégias cruéis fossem desenvolvidas contra a nossa categoria.

Professores e professoras foram atacados em várias frentes. Tivemos nossos salários cada vez mais desvalorizados; fomos taxados como “doutrinadores”, “aliciadores”; fomos vigiados e achincalhados. Uma investida da ultradireita, desprovida de qualquer respaldo democrático.

Resistimos! Tentaram nos amordaçar, mas gritamos nossas lutas. A vontade que temos de ver esse DF e esse Brasil brilhar é muito maior do que qualquer ataque travestido de bons costumes.

Com a retomada da democracia, urge a reconstrução de tudo aquilo que nos foi arrancado. Uma tarefa que exige unidade e força, atributos que sempre foram nossos. Mostramos isso na Greve da Educação e continuaremos nessa toada para garantir que todos os acordos assinados pelo GDF sejam cumpridos.

Seguiremos firmes, em defesa de uma educação pública de qualidade para todas e todos, com profissionais valorizados e reconhecidos.

Seguiremos sempre, pois é na sala de aula que se muda uma nação!

Parabéns a todas as professoras e a todos os professores!

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Inscrições abertas para o I Simpósio Diversidade e Resistência

Estão abertas as inscrições para o I Simpósio Diversidade e Resistência, cujo tema é “Pesquisa e produção acadêmico-científica: luta, resistência e maternagem”, previsto para acontecer entre os dias 2 e 4 de dezembro, no Distrito Federal. Confira no final desta matéria os links para inscrição nas suas diversas modalidades e para apresentação de artigos acadêmicos.

O objetivo do evento é proporcionar reflexões sobre os impactos sociais do ativismo de mães e filhos (as, es) na pesquisa, extensão e produção acadêmica em diversos níveis e espaços educacionais. Confira também no Instagram da Plataforma 4 EAD (@plataforma4ead) e do coletivo Mães da Resistência (@maesdaresistencia).

O simpósio integra o programa do 1º Congresso Brasileiro das Mães da Resistência, que recebe apoio da UNAIDS Brasil – um programa comjunto da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem objetivo liderar e coordenar a resposta golobal à epidemia de HIV/AIDS. As Mães da Resistência é um coletivo de mães, pais e familiares de pessoas LGBTQIAPN+ que lutam pelos direitos de seus(as/es) filhos(as/es) por e com eles(as/us).

Nos últimos anos, o Brasil tem revivido uma série de retrocessos nos direitos humanos relativamente à diversidade. No início deste mês, por exemplo, a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputado aprovou, por 12 votos favoráveis a cinco votos contrários, um Projeto de Lei (PL) inconstitucional, que proíbe o casamento homoafetivo e a união estável entre pessoas do mesmo sexo e cria outra modalidade de união civil. O PL seguiu para as Comissões dos Direitos Humanos e Constituição e Justiça para seguir sua tramitação ordinária da Casa Legislativa.

O Sinpro, por meio de sua Secretaria para Assuntos de Raça e Sexualidade, manifesta seu total repúdio a esse PL e destaca que, nos últimos anos, tem alertado para os ataques contra a diversidade humana nas escolas e observado que isso tem levado o Brasil a involuir no campo dos direitos humanos e interferido, negativamente, na execução de uma educação pública inclusiva e alinhada na busca pela justiça e paz sociais.

Em postagem no Instagram, as Mães da Resistência declararam que “hoje [10/10/23] nós Mães da Resistência estivemos na Comissão de Previdência, Infância, Adolescência e Família, juntamente com vários grupos e movimentos LGBTS, para defender a união civil homoafetiva. Infelizmente, o projeto inconstitucional foi aprovado. A aprovação do projeto pela comissão ocorreu a despeito de jurisprudência já firmada pelo Supremo, que, em 2011, equiparou as relações entre pessoas do mesmo sexo às uniões estáveis entre homens e mulheres, reconhecendo, assim, a união homoafetiva como um núcleo família. Nós continuaremos na luta pelo direito de nossos filhos, filhas e filhes constituírem suas famílias e pelo reconhecimento civil dessas uniões pelo Estado porque o que define família é o amor”

Inscrições aqui:

https://www.even3.com.br/1-simposio-de-diversidade-e-resistencia-377628

 

https://www.instagram.com/p/CxIgmluu6nF/?igshid=MzRlODBiNWFlZA==

 

https://linktr.ee/maesdaresistencialinks

 

Você pode escolher uma entre as seis (06) áreas temáticas previstas:

 

Gênero e diversidade na escola.

 

Gênero e diversidade na sociedade (saúde, segurança, assistência social, pobreza e mercado de trabalho, legislação e normativas de proteção a pessoa LGBTQIAPN+).

 

Gênero e diversidade e interseccionalidade(s) (raça-etnia e luta antirracista, pessoa com deficiência e luta anticapacitista; Cuidado, autocuidado e família).

 

A pesquisa e a extensão ou relatos de experiência como ações de combate à LGBTfobia e/ou de fortalecimento da identidade de pessoas LGBTQIAPN+.

 

A pesquisa e a extensão ou relatos de experiência como ações de fortalecimento das relações familiares e/ou maternagem, em núcleos que incluem pessoas LGBTQIAPN+.

 

A pesquisa e a extensão ou relatos de experiência como ações de combate às DSTs e HIV AIDS.

 

E pode inscrever quantos trabalhos quiser! A equipe avaliadora não terá acesso à autoria, e sim ao resumo. Cada inscrição corresponde a um resumo/trabalho.

 

Seja como ouvinte, monitor ou apresentando trabalhos, este Simpósio vai ampliar seus horizontes e possibilidades na academia, no que se refere às suas relações e responsabilidades para com a população LGBTQIAPN+.

 

Atenção: as apresentações de trabalhos serão presenciais, no Edifício Cidade Corporate, Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Ministério dos Direitos Humanos; em Brasília/DF.

 

Os monitores (as, es) deverão ser residentes no Distrito Federal.

Subfinanciamento da educação é destaque da Conferência Livre de Avaliação do PDE

Imprescindível para garantir a aplicação de políticas públicas, a urgência de financiamento adequado para a educação pública foi um dos destaques da Conferência Livre de Avaliação do Plano Distrital de Educação (PDE). O evento, realizado pelo Fórum Distrital de Educação, em parceria com a Secretaria de Educação do DF, foi nesse 9 de outubro, no auditório da EAPE (Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação).

O diretor do Sinpro-DF Cláudio Antunes foi enfático ao dizer que: “sem investimento, não há como cumprir as estratégias do PDE”. “Nós sabemos que, infelizmente, muitas das 21 metas desse PDE não foram 100% alcançadas”, disse.

Na mesma linha, o deputado distrital Gabriel Magno (PT) alertou que é “fundamental reverter a ação dos últimos anos de subfinanciamento da educação pública brasileira”.

O parlamentar, que é presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa do DF, avalia que, no DF, “estamos retrocedendo na capacidade do Estado de financiar a educação pública”.

“A Meta 20 do PDE previa sairmos dos 3,1% do PIB (investimento em educação) em 2015 para 6,2% do PIB no ano que vem. Mas estamos discutindo Orçamento na CLDF no patamar de 2,6% do PIB (investimento na educação)”, relata.

A necessidade de investimento na educação pública vai para além do DF: é uma demanda de todo o Brasil, diz o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Heleno Araújo. “Precisamos reestabelecer o financiamento necessário para que as políticas saiam do papel e sejam colocadas em prática no dia a dia das nossas escolas, na perspectiva do acesso; da permanência e da conclusão dos estudos; na (perspectiva da) política de valorização dos profissionais de educação; na qualidade social da educação que nós defendemos”, discursou.

Na abertura do evento, a diretora do Sinpro-DF Berenice Darc destacou que a Conferência Livre é “um processo importante na construção da Conferência Distrital de Educação. Objetivo é analisar e monitorar o Plano Nacional de Educação 2014-2024”.

A dirigente sindical ainda lembrou que 2023 marca o retorno da Conae de forma plural e representativa, formato abandonado no governo Bolsonaro. “A Conae volta a ser Conae. Voltamos a participar, depois de um tempo em que nós estamos organizados na Conap (Conferência Nacional Popular de Educação). Voltamos a organizar a Conae com todo carinho e dedicação que a gente tem a este processo. A gente retoma a perspectiva democrática do nosso país e voltamos a tomar assento Fórum Nacional de Educação.”

Reconstrução
Na avaliação dos(as) debatedores(as), o subfinanciamento da educação pública é reflexo de uma sequência de ataques iniciados em 2016.

O presidente do Fórum Distrital de Educação, Júlio Barros, fez uma análise histórica do processo de desinvestimento na educação pública. Segundo ele, o subfinanciamento da educação pública foi iniciado em 2016, com o golpe político-jurídico-midiático contra a presidenta Dilma Rousseff. A partir daí, foram implementados projetos como a Emenda Constitucional 95, que embarreira os investimentos sociais por 20 anos, e realizadas investidas para implementar iniciativas como homescooling, militarização das escolas, Escola Sem Partido.

Júlio Barros, que também é diretor do Sinpro-DF, lembrou ainda que, no período do governo Temer – continuado e piorado com Bolsonaro –, várias entidades do setor educacional brasileiro foram expulsas do Fórum Nacional da Educação. “O objetivo era claro: domesticar e dirimir a resistência que o campo educacional do país iria oferecer às mudanças drásticas que as elites brasileiras impõem à educação nacional. Neste sentido, forjamos a criação Fórum Nacional Popular de Educação e organizamos a Conferência Nacional Popular da Educação”, resgatou.

A investida contra a educação pública falhou, segundo a diretora da CNTE Rosilene Corrêa. “Acharam que poderiam tirar de nós os espaços de debate, construção e defesa da verdadeira educação pública. Mas nós, mais uma vez, fomos resistência”, afirmou.

Convoca Já!
Na Conferência Livre de Avaliação do PDE, uma das ações que norteiam a construção da Conferência Nacional de Educação e da construção do 2º PDE, ainda foi destacada a importância da convocação imediata dos(as) aprovados(as) nas vagas imediatas e cadastro reserva do último concurso do magistério público, realizado em 2022.

O deputado distrital Gabriel Magno solicitou à Secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, a continuidade do cumprimento dos acordos feitos com professores(as) e orientadores(as) educacionais na Greve da Educação. “Temos uma agenda extensa de combinados assinados pelo GDF, e eu quero destacar a convocação imediata de servidores e servidoras para nossa rede de educação, que hoje passa por um momento dramático”, ressaltou ao falar do número exorbitante de contratos temporários em regência de classe: 2/3 do total.

 

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Dia das Professoras e dos Professores nas telonas

O Cine Cultura veiculará neste mês de outubro vídeo do Sinpro-DF em homenagem ao Dia das Professoras e dos Professores.

Celebrado no dia 15 de outubro, a data traz à tona a reflexão sobre a importância de uma educação pública valorizada para a transformação social urgente ao Brasil.

No vídeo, o Sinpro destaca a luta das professoras e dos professores das escolas públicas do DF – e dos(as) orientadores(as) educacionais: por carreira digna; por concurso público e nomeações; em defesa do PNE; pela construção de novas escolas e por muitas outras pautas que atingem toda a sociedade.

Assista ao vídeo.

Remanejamento Interno | Divulgação preliminar de carência nesta terça (10)

O Sinpro informa que foram divulgadas, nesta terça-feira (10), 13.303 carências para visualização e conferência por todos os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que participam do Remanejamento Interno (RI). O sindicato alerta também que, conforme o cronograma do RI, que pode ser visualizado no final desta matéria, é preciso estar atentos(as) porque inicia também, nesta terça-feira (10), e vai até quinta-feira (12), o período de recurso, ou seja, o prazo que a categoria tem para apontar a falta de carências ou mostrar onde não foram apresentadas e, portanto, caso precise, interpor recurso conforme previsto no Edital 47 e dentro do Sistema de Remanejamento. Confira no final desta matéria o Painel de Carência para acessá-las.

A apresentação de recurso tanto serve para incluir carência como para excluí-la. É importante destacar que este é o período do Remanejamento Interno em que todos(as) participam e fiscalizam as carências apresentadas. Em matéria recente divulgada no site, o Sinpro informou que, de acordo com o despacho de 29 de setembro, enviado pela Secretária de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), houve alteração de datas no processo de Remanejamento Interno para servidores(as) da carreira Magistério Público do Distrito Federal.

Conforme recente alteração no cronograma, a divulgação das carências ocorreu nesta terça, 10 de outubro; o período de recurso das Carências para o REMANEJAMENTO INTERNO também começou nesta terça-feira (10) e vai até quinta-feira (12 de outubro); a análise dos recursos ocorre de 10 a 13 de outubro; a divulgação final das carências para o remanejamento interno será no dia 17/10 e o envio das listas de carências no Sigep, entre os dias 17 e 19 de outubro.

Confira as novas datas na imagem abaixo

 

O procedimento de remanejamento é regido pelo Edital nº 47, de 29 de agosto de 2023, com as normas para Procedimento de Remanejamento Interno e Externo 2023/2024, e pela Portaria nº 895, da mesma data, com definição de critérios para lotação, exercício e remanejamento de servidores do Magistério, inclusive readaptados, para que todos possam concorrer em igualdade de condições. Os dois documentos foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

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O Concurso de Remanejamento Interno e Externo é composto por várias fases e é necessário que o(a) professor(a) e orientador(a) educacional interessado(a) fique atento(a) para não perder prazos e nem errar etapas. É importante ler com atenção o Edital de Procedimento de Remanejamento 2023/2024.

A Portaria 895 dispõe sobre lotação (provisória e definitiva), exercício (provisório e definitivo), bem como Solicitação de devolução de servidor, afastamento e movimentação preventivos, remanejamento (interno e externo) e carências.

Clique aqui para ler a portaria  

 

Confira as datas importantes no mês de outubro para você, servidor(a) (em vermelho, as novas datas).

10 a 12/10 – Período de Recurso – Carências para o REMANEJAMENTO INTERNO

17 a 19/10 – Envio da lista de carências no SIGEP, pelos servidores,
para participação no REMANEJAMENTO INTERNO.

20 a 23/10 – Período de Recursos do resultado preliminar do
REMANEJAMENTO INTERNO, por meio do Processo SEI
encaminhado à DISET.

Clique aqui e veja a tabela completa, atualizada, com todas as datas do processo de Remanejamento 2023/2024

 

Painel de Carências

Caro(a) servidor(a), no REMANEJAMENTO/Painel de Carência, localize as carências ofertadas no Procedimento de Remanejamento e monte sua lista de interesse nas carências compatíveis com sua(s) carga(s) horária(a), habilitação(ções) / aptidão(ões) ou destinadas à readaptados.

 

Orientações básicas:

Filtro para localização de carência
Tenho interesse
Carência livre
Carência bloqueada
Caso Nenhuma carência localizada Abrir Recurso (“Não encontrei a carência”) até 12/10/2023 as 23:59

 

Para localizar a carência, siga os seguintes passos:

1. Clique em Filtro para Localização de Carência para aplicar os filtros para selecionar as listagem de carências que deseja visualizar.

2. A busca pode ser efetuada de acordo com uma das opções a seguir:

2.1 – Digitando o número da carência;

2.2 – Ou preenchendo o campo “Unidade Administrativa/CRE” e outro campo de sua escolha. Caso deseje, o usuário pode aplicar mais filtros a busca para refinar o resultado (entretanto, o campo “Unidade Administrativa/CRE” e outro campo escolhido devem ser preenchidos.

 

IMPORTANTE: NÃO É NECESSÁRIO INFORMAR O NÚMERO DA CARÊNCIA PARA PESQUISA, PORÉM DEVE-SE APLICAR O DISPOSTO NO ITEM 2.2.

“Angela” é filme da vez no Cine Debate Sinpro Mulher, dia 11

A Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF realizará mais uma edição do Cine Debate Sinpro Mulher, dia 11 de outubro. O filme discutido é “Angela”, de Hugo Prata. Exclusiva para filiados(as) ao Sinpro-DF, a atividade será às 20h, no Cine Cultura, no Liberty Mall Shopping. Para participar, é necessário fazer inscrição gratuita AQUI. O espaço é sujeito à lotação.

“Angela” é um longa-metragem brasileiro que traz à telona a história de Ângela Diniz, vítima de feminicídio na virada de 1976 para 1977, pelo namorado Raul Street, conhecido como Doca Street.

O Cine Debate Sinpro Mulher do dia 11 de outubro terá como mediadoras a Promotora de Justiça titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal do Paranoá e colaboradora do Núcleo de Gênero do MPDFT, Mariana Távora; a professora de Políticas Públicas da UnB e Doutora em Sociologia pela UnB Ana Paula Antunes; e a diretora do Sinpro-DF e da CNTE Berenice Darc.

O projeto tem como objetivo promover discussões sobre temas relacionados aos direitos das mulheres, à equidade de gênero, à luta pelo fim da violência de gênero e contra o racismo, à ocupação de espaços de representação sociopolítica e econômica por mulheres. “Queremos nos somar na força-tarefa de conscientizar e formar uma sociedade antimachista, antimisógina. Uma sociedade que seja estruturalmente equânime”, afirma a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira.

Além de gerar o debate de gênero, o Cine Debate Sinpro Mulher também promove o acesso à produção cinematográfica, através da exibição de filmes, documentários e vídeos.

O Cine Debate Sinpro Mulher é voltado para professoras e orientadoras educacionais da rede pública de ensino do DF, além de outras e outros profissionais da educação. “É interessante que as discussões feitas sejam reproduzidas em sala de aula. É a partir das escolas que podemos fazer um mundo diferente”, orienta Mônica Caldeira.

Sinopse
Angela é um filme brasileiro de 2023, dirigido por Hugo Prata. O longa-metragem conta a história dos últimos meses de vida da socialite Ângela Diniz (Isis Valverde), que foi assassinada pelo namorado Raul Street (Gabriel Braga Nunes), também conhecido como Doca Street.

A trama começa quando Angela se encontra com Street em uma festa.

O relacionamento entre eles começa rapidamente, marcado por cenas de festas e boates. Já no início, é mostrado o ciúme de Street, que passou de namorado a assassino.

Tanto Ângela como Street deixam seus relacionamentos e vão viver o romance na casa da Praia dos Ossos, em Búzios. Lá, Street comete feminicídio contra Ângela, um crime que aconteceu na virada de 1976 para 1977.

Serviço
Cine Debate Sinpro Mulher, com “Angela”

Mediação do debate:
Mariana Távora – Promotora de Justiça e colaboradora do Núcleo de Gênero do MPDFT

Ana Paula Antunes – professora de Políticas Públicas da UnB e Doutora em Sociologia pela UnB

Data: 11 de outubro, quarta-feira

Horário: 20h

Local: Cine Cultura, Liberty Mall Shopping

Inscrições AQUI. Espaço sujeito à lotação

 

Publicado originalmente em 2 de outubro de 2023.

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