Sinpro premia vencedores do XIII Concurso de Redação e Desenho

“Sustentabilidade não é só ambiental / Remete à economia e também ao social / Educação de qualidade tá na ODS 4 / Agenda 2030 vamos cobrar o Estado (…) Violência nas escolas, não é sustentável / Salas superlotadas, não é sustentável / Mestres desvalorizados, não é sustentável / Educação precarizada é o problema do Estado”.

O trecho acima é do poema escrito pelo estudante G.H.C.O, hoje ex-estudante do Sistema Socioeducativo do DF. Ele ganhou o primeiro lugar da categoria V do XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF.

A leitura do texto de G.H.C.O foi feita pelo professor do estudante, Francisco Celso, e se consagrou como um dos momentos mais emocionantes da premiação do concurso, realizada nessa sexta-feira (6/10).

“Várias redações, vários desenhos nos emocionaram muito. É incrível como os estudantes ensinam a gente. Mas o texto do G.H.C.O consegue mostrar como a luta do magistério público do DF também se enquadra nas ações que constroem um mundo socialmente sustentável”, afirma a diretora do Sinpro-DF Letícia Montandon.

Ela destaca que o texto de G.H.C.O mostra que “um mundo sustentável vai muito além da coleta seletiva ou da reciclagem de materiais”. “A sustentabilidade de um mundo só existe quando há condições de vida digna para todos e todas, quando há distribuição de renda, quando o consumo de bens e serviços não acontecem em detrimento direto ou indireto de vidas”, avalia.

Ao todo, o XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF premiou 33 estudantes das escolas públicas do DF, com 1º, 2º e 3º lugar, nas sete categorias na modalidade desenho e cinco na modalidade redação (não houve inscrições para a categoria redação IV). Professores(as) e orientadores(as) educacionais indicados pelos(as) estudantes vencedores(as) também foram premiados.

“O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro vem sendo um sucesso total. O número de inscrições é um indicativo disso. No ano passado, recebemos 1.623 trabalhos distribuídos nas duas modalidades. Este ano, foram 2.390 trabalhos. Isso mostra como cultura e educação dialogam entre si e atuam juntas para a formação de cidadãos e cidadãs que podem fazer um mundo melhor. Podemos dizer que o Concurso de Redação e Desenho do Sinpro é uma prática pedagógica”, diz o diretor do Sinpro-DF Samuel Fernandes.

O Concurso de Redação do Sinpro foi criado em 2009, em meio à necessidade de se debater o combate à violência nas escolas, e deu origem à campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”. O ação foi motivada pelo assassinato do professor Carlos Mota, em 2008, que era diretor do CEF do Lago Oeste, hoje chamado CEF Carlos Mota.

Clique AQUI e acesse as redações e os desenhos vencedores do XIII Concurso de Redação e Desenho

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Conferência Livre de Educação para avaliar o PDE será realizada dia 9 de outubro

A Conferência Livre de Educação fará um balanço dos 9 anos do Plano Distrital de Educação (PDE) na capital do País. O evento será realizado, hoje, dia 9 de outubro (segunda-feira), a partir das 13h30, no auditório da EAPE, 907 Sul, e faz parte do processo da Conferência Nacional de Educação 2024 (Conae 2024).

A Conferência Livre de Educação é organizada pelo Fórum Distrital de Educação (FDE) em parceria com a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por intermédio do gabinete do deputado distrital Gabriel Magno (PT), e pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF). Haverá AFAST para quem está na coordenação pedagógica e participar do evento.

A ideia é que a responsável pela equipe técnica do PDE apresente o Relatório 2022 e, depois, serão convidadas várias pessoas especializadas em Educação para comentar as 21 Metas. “Por exemplo, vamos chamar uma professora da direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, a CNTE, para comentar a Meta 17, que fala da valorização dos profissionais da educação, e da Meta 20, que fala do financiamento de educação, e assim por diante”, informa Júlio Barros, representante do Sinpro-DF e coordenador do Fórum Distrital de Educação (FDE).

Ele informa que a metodologia da conferência será assim: especialistas em educação convidados(as) irão fazer análises técnica e política a respeito do cumprimento ou não das 21 Metas e das 411 Estratégias do PDE. A Mesa de Abertura vai contar com a participação do Fórum Nacional de Educação (FNE), FDE e as mais de 20 entidades que compõem os dois fóruns, bem como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF).

“Todo o processo da Conae é uma parceria entre a sociedade civil, por meio dos Fóruns de Educação, e o Estado, por meio das Secretarias de Educação. Vamos garantir AFAST para as pessoas que estão em coordenação pedagógica. Assim, todo mundo que estiver em coordenação pedagógica estará liberado para participar da Conferência Livre de Educação”, afirma o diretor do Sinpro.

Ele informa também que os(as) participantes irão receber uma Declaração de Participação na conferência para quem precisar de apresentar uma justificativa no local de trabalho. Barros reforça a importância da presença da categoria na conferência. “O Sinpro faz parceria com o FDE na organização e execução de todo o processo da Conae 2024 e chama a atenção para a importância estratégica da participação da categoria em todas as etapas das conferências da Conae, que têm como um dos objetivos dar subsídios para a construção do novo Plano Nacional de Educação e, por consequência, o novo PDE 2024-2034”.

Júlio observa que a participação da categoria é imprescindível e que, “historicamente, o Sinpro-DF tem tido papel de destaque, desde 2010, na construção dessas conferências. Foi assim nas Conaes e nas Conferência Nacional Popular de Educação, Conapes”, finaliza.

 

Publicada originalmente em 26 de setembro de 2023.

CEM 02 do Gama realiza rifa para pagar inscrição de estudantes no PAS

Em pouco mais de dois meses, milhares de estudantes realizarão a prova do Programa de Avaliação Seriada, o PAS. No último subprograma (2022-2024), foram registrados 48,5 mil estudantes inscritos no Programa. Entretanto, outros tantos milhares não puderam ou não conseguiram se inscrever em consequência de uma série de fatores socioeconômicos. O cenário se repetiu neste ano e, ao que tudo indica, será assim também no ano que vem. A comprovação é feita por quem está no chão das escolas, em unidades onde o perfil de adolescentes é de vulnerabilidade social.

No Centro de Ensino Médio 02 do Gama, unidade escolar que atende majoritariamente estudantes de baixa renda e em conflito familiar, professoras(es) e orientadoras(es) educacionais se mobilizaram para garantir que alunos e alunas estivessem na lista dos inscritos do PAS.

“No segundo bimestre, um estudante me procurou e falou: ‘professora tem como a senhora pagar a inscrição do PAS, porque eu não tenho esse dinheiro’. E o valor da inscrição dele era de R$ 133. Eu disse: ‘tudo bem, a professora paga pra você’. Só que foram aparecendo outras demandas”, conta a professora Blenda Rodrigues da Silva.

Foi aí que Blenda levou às professoras Nildes Maria e Manuela Rodrigues a ideia de realizar uma rifa para custear a inscrição dos estudantes. Elas levaram a proposta à coordenação pedagógica que, de pronto, não só aprovou o projeto, mas se empenhou em realizar a ação, abraçada por todos e todas profissionais do CEM 02 do Gama.

“Vários professores doaram kits de produtos de beleza, cesta de chocolates, livros, bolsa de crochê. E os próprios professores que se voluntariaram venderam o carnê da rifa, que custou R$ 5. Conseguimos arrecadar um total de R$ 3.750, o que vai dar para custear cerca de 27 inscrições”, explica a professora Blenda.

As inscrições para o PAS têm valor que variam de R$ 133,80 a R$ 125, dependendo da etapa. Já para participar do vestibular, é necessário fazer inscrição que custa R$ 167.

Com isso, o valor arrecadado com a rifa do CEM 02 do Gama não cobrirá o pagamento das inscrições de todos os estudantes. “A prioridade não vai ser para estudante que só tira nota 10. Vamos levar em consideração frequência, dedicação, interesse”, informa professora Blenda.

Enquanto de um lado professores(as) se empenhavam na venda das rifas, do outro, as professoras Gabriela Almeida de Lima e Milena Ribeiro se dedicaram à inscrição dos alunos no PAS, feita exclusivamente pela internet. “Um trabalho exaustivo. Elas levaram turma por turma ao laboratório de informática e fizeram inscrição por inscrição”, considera professora Blenda, que afirma: “Os estudantes se sentiram oportunizados”.

Exclusão
A UnB garante isenção de taxa do PAS aos candidatos inscritos no CadÚnico; estudantes de ensino médio matriculado na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal que comprovarem, cumulativamente, ter renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio; e candidatos que comprovarem, cumulativamente, ter renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio e ter cursado o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola da rede privada.

Entretanto, quando enquadrado em uma dessas condições, o estudante tem um árduo processo para comprovar sua situação. Burocracia que, muitas vezes, inviabiliza o direito à isenção da taxa.

“São mais de vinte documentos por pessoa. E esses alunos às vezes não conseguem nem os documentos da família, dos irmãos que moram junto. Muitos têm problemas familiares graves, sequer falam com pessoas que moram na mesma casa. Tudo que podíamos fazer para juntar a extensa documentação, fizemos, mas muitos dos pedidos de isenção não foram deferidos por ter faltado uma coisa ou outra”, lamenta a professora Blenda.

Com o pedido de isenção de taxa indeferido e sem recurso financeiro, os estudantes ficam impedidos de sonhar com a entrada no ensino superior. “Eu ainda acho que o acesso ao ensino público superior é elitista, excludente. Para mim, mesmo que um ou dois não consigam pagar a taxa ou que sejam barrados por um excesso de burocracia, já deixa de ser acessível”, opina a professora Blenda.

A opinião da professora encontra respaldo na sua vivência enquanto docente. Diariamente, ela convive com jovens de 15 a 18 anos que, muitas vezes, não sabem nem que existe uma universidade federal pública. Isso mostra que, ainda que tenham sido promovidas importantes políticas de ampliação do acesso ao ensino superior, como o próprio PAS, a universidade pública continua sendo um espaço para poucos.

Em uma análise comparativa, a taxa de inscrição para o PAS é mais cara que a taxa cobrada para realizar o concurso deste ano da Câmara dos Deputados, onde a procura é feita por pessoas com nível superior completo, que, se aprovadas, ganharão salário com valores acima de R$ 25 mil.

Mas para a professora Blenda, que também viveu as barreiras socioeconômicas para entrar na universidade pública, é possível democratizar o acesso ao ensino superior. No caso do PAS, ela sugere a isenção direta de estudantes da rede pública de ensino que tenham frequência superior a 75%, além da desburocratização do processo de comprovação do pedido de isenção para todos que necessitem desse recurso.

Professora em regime de contratação temporária, Blenda espera que o projeto de auxílio aos estudantes que quiserem participar do PAS continue. Ela, que sairá da escola no final deste ano, considera que a condição de professora substituta, muitas vezes, não é favorável à solidificação de projetos como esse. “É uma situação muito difícil. Hoje você está na escola, amanhã já não está mais. Por isso, é importante uma oferta maior de concurso público para a rede pública de ensino do DF”, relata.

Esperançosa, ela encontra segurança na dedicação e no apoio de todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais do CEM 02 do Gama, e tem certeza de que a luta pelo direito dos(as) estudantes à participação no PAS e ao acesso ao ensino público superior será continuada.

 

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Nota de solidariedade à deputada Sâmia Bomfim e às famílias de médicos executados no RJ

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) manifesta seu profundo pesar e indignação pela notícia da chacina que vitimou os médicos Diego Ralf Bomfim, Marcos de Andrade Corsato e Perseu Ribeiro Almeida, ocorrida na madrugada dessa quinta-feira (5), na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

A diretoria colegiada declara sua solidariedade às famílias dos médicos covardemente assassinados e à família da deputada federal Sâmia Bomfim, do PSOL, irmã do ortopedista Diego Ralf, e ao deputado federal Glauber Braga (PSOL), cunhado de Ralf.

Repudiamos todo e qualquer tipo de violência e destacamos que esse tipo de crime mancha a nossa história e perturba a nossa paz social. Entendemos que esse tipo de violência também ameaça o Estado democrático de direito, a soberania da Nação, os poderes constituídos e, consequentemente, a paz do Brasil.

Defendemos rigorosa e eficiente investigação para que os responsáveis sejam identificados e punidos de acordo com a lei. Defendemos um País mais seguro, justo e igualitário e o fim da violência desenfreada que tem vitimado, diariamente, milhares de brasileiros.

 

Diretoria colegiada do Sinpro-DF

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Passeio Ciclístico e Caminhada da EC 04 do Cruzeiro ensina a paz no trânsito

No último sábado de setembro, dia 30, os(as) estudantes das turmas de 1º a 5º Anos e Classes Especiais da Escola Classe 04 do Cruzeiro (EC 04 Cruzeiro) tiveram uma aula prática sobre a paz no trânsito. Participaram desta edição do “Passeio Ciclístico e Caminhada Pintando o 4 com paz no trânsito” em várias ruas. “O tema do passeio veio complementar um trabalho sobre o conhecimento das regras de trânsito”, informa Simone Alves Cardozo Martins, professora de Atividades e, atualmente, diretora da escola.

A atividade faz parte do Projeto Vivência, Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola, que, este ano tem como tema “Pintando o 4”. Simone explica que, com o tema central do projeto “Pintando o 4”, a escola trabalhou as quatro artes: música, dança, literatura e artes visuais. E destaca o fato de que o diferencial deste ano foi a realização, no dia 30/9, do passeio ciclístico e caminhada como abertura das comemorações do Dia das Crianças [12 de outubro], buscando uma integração maior entre família, estudante e escola.

“Essa é uma atividade tradicional na E.C. 04 do Cruzeiro que, devido à pandemia da covid-19, foi suspensa, mas, este ano, retornamos. O Passeio Ciclístico é um momento de união, cidadania, incentivo ao esporte e uma prática de pertencimento à comunidade do Cruzeiro, sempre levando o nosso Projeto Vivências, que este ano tem como tema: “Pintando o 4”, para conhecimento da nossa comunidade”, afirma.

Simone informa que “um dos principais objetivos do ‘Passeio Ciclístico e Caminhada’ é desenvolver nos estudantes a importância da atividade física, o conhecimento sobre as regras de trânsito, buscando sempre conscientizar para o respeito e a paz. Assim, oportunizando vivenciar o que foi aprendido em sala de aula”.

Inclusão

Simone informa que, “infelizmente, entre os 270 estudantes matriculados, nem todas as crianças têm bicicleta, por isso mudamos o nome do evento para ‘Passeio Ciclístico e Caminhada’ para que as crianças que não têm bicicleta, participem caminhando, juntamente com os servidores da escola”.

Na EC 04, o trabalho de inclusão é realizado diariamente. “Ao desenvolverem um trabalho com as crianças em sala de aula sobre as regras de trânsito, os professores reforçam a importância à acessibilidade, principalmente, para as Pessoas com Deficiência (PCD). Neste trabalho, os estudantes confeccionaram cartazes para levar no dia do passeio”, diz a direção.

As mães, pais e responsáveis por estudantes também participam e, segundo a direção, eles e elas sempre ficam ansiosos(as) para participar desses momentos. “É um momento de Vivência sobre o que é aprendido na escola e sempre buscamos a parceria dos pais para a formação integral dos nossos estudantes. A família é símbolo de referência na vida da criança é de extrema importância integrá-los nesses momentos”.

Após o passeio teve almoço comunitário com galinhada vendida na escola e uma dinâmica de dança. “O Passeio Ciclístico e Caminhada da EC 04 é acompanhado por este sindicato desde a sua primeira edição, em 2010, sempre muito bem organizado, pautado nas vivências e projetos da escola, bem como no Currículo em Movimento da Secretaria da Educação. Traz consigo parte da história da escola e integra a história da comunidade do Cruzeiro Novo”, finaliza a diretora do Sinpro, Regina Célia Pinheiro.

Luta de professor para tornar baobás bens patrimoniais sai na Xapuri

A última edição da Revista Xapuri traz entre as matérias a luta de professor André Lúcio Bento, que dedica anos da vida ao estudo da árvore baobá e da sua representação na promoção de uma educação antirracista. Especialista em cultura afro-brasileira e africana, o professor atua para transformar os baobás do DF em bens patrimoniais.

“Quando se estabelece o tombamento, significa que o Estado reconheceu o valor simbólico e cultural de um determinado bem. No caso do DF, se o governador fizer o tombamento dos baobás, ele reconhecerá toda a história presente nessas árvores que vieram nos navios negreiros, como elementos de identidade de cultura de pertencimento, de ancestralidade”, justifica professor André Bento.

A Revista Xapuri é de 2008, e marca os 20 anos do assassinato do ambientalista Chico Mendes. A publicação aborda o meio ambiente de forma transversal aos direitos humanos, à política, à economia e à cidadania.

Com o apoio do Sinpro-DF, a revista é disponibilizada de forma on-line e imprensa.

Conheça a Revista Xapuri e assine aqui https://xapuri.info/assine/

Acesse o link e leia a Revista Xapuri/Setembro. Leia matéria “A luta de um professor para transformar baobás do DF em bens patrimoniais” na página 40.

 

 

 

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CEF 04 do Gama comemora aniversário de 50 anos com encontro literário

Ana Alice (professora aposentada), Neilan (orientador), Raquel (orientador), Luciana (orientadora), Michael (itinerante altas habilidades), Rhomy (professora aposentada) e Alexandre Dias (diretor do CEF 04), além dos(as) estudantes, todos no auditório. Foto: Arquivo do CEF 04

 

A última sexta-feira (29/9) foi um dia de festa no Centro de Ensino Fundamental 04 do Gama (CEF 04 Gama), momento em que ex-alunos(as), professores(as) e orientadores(as) aposentados(as) e da ativa se reuniram para comemorar os 50 anos da escola com um grande encontro literário. O diretor do Sinpro, Carlos Fernandes, conta que teve a honra de representar o sindicato no evento.

“Tive a oportunidade de participar, representando o Sinpro, das comemorações dos 50 anos do CEF 04 do Gama. Foi uma festividade muito interessante e impactante porque se teve uma percepção de como é que se deve homenagear uma escola com 50 anos”, declara Carlos Fernandez, diretor do Sinpro.

Fernandes fez parte de uma Mesa de Debate com quatro professores(as) que formaram o primeiro corpo docente do CEF 04. “Isso, para mim, foi um momento de muita felicidade porque vi o que aconteceu, por intermédio desses professores, naquela época, como era a escola, como foi a vida deles até chegar aos dias atuais”.

Ele destaca que a comemoração de 50 anos de uma escola da rede pública de ensino não é qualquer coisa. “Cinquenta anos que, se a gente se lembrar bem, a Região Administrativa do Gama era uma cidade-adolescente, quando a escola foi criada. Ou seja, havia muita coisa para se fazer naquela época e essa escola com seu corpo docente é uma das pioneiras do Distrito Federal”.

“Como eram os estudantes, os professores e a vida das pessoas, a cidade do Gama, o comércio naquela época? Isso tudo foi resgatado nas várias oficinas que teve na escola e, dentre elas, tinham brinquedos da época que as crianças que estudaram no CEF 04 usaram: muito diferentes das crianças de hoje. Eram brinquedos de uma sociedade que nem sequer imaginava a existência de um telefone celular, um game, Internet. Era outra realidade, outra vida”, informa Fernandes.

Ele conta que as oficinas trouxeram à lembrança que, apesar de a escola ter 50 anos e o Gama ter um pouco mais idade do que isso, ela é uma Região Administrativa (RA) muito jovem e muito há o que se fazer pela cidade. “O que estamos fazendo é contar a história viva e participar dessa história dessa RA”.

Disse também que uma das apresentações interessantes foi o “Chá literário”, com várias atrações e manifestações. Foi uma apresentação com registros da cultura regional. Ou seja, falando da diversidade, da questão ecológica e de problemas atuais, mas, ao mesmo tempo, resgatando a cultura da região como um todo.

“Foi uma grande oportunidade de apresentar o Sinpro e gostaria de, mais uma vez, parabenizar o pessoal do CEF 04, o diretor Alexandre Dias e demais integrantes da direção, supervisores, coordenadores, pessoal da secretaria, bem como os e as estudantes, principalmente, que fizeram essa festa maravilhosa. Acho que todas as escolas que fizerem isso, que resgatarem a sua própria história está no caminho certo porque quem não conhece a sua história não entende o presente”, declara o diretor do Sinpro.

Poliana Diniz, professora de ciências, atualmente supervisora pedagógica do CEF 04 do Gama, atua na escola desde o ano 2000. Ela explica que o tema principal da edição deste ano do Encontro Literário deste foi o aniversário de 50 anos do CEF 04. “Durante o encontro, os estudantes participaram de várias oficinas. Uma delas foi no auditório, com a participação de professores aposentados, ex-alunos e ex-diretores que foram entrevistados e contaram para os estudantes as experiências vividas no CEF 04”, explica a professora .

Segundo ela, estiveram presentes a ex-aluna Silvana Pereira, que foi a Rainha da Primavera de 1974; a professora Edna, que também foi aluna, em 1973; o senhor Neir, ex-estudante, em 1973, que se casou com a Rainha da Primavera; o professor e ex-diretor do CEF 04, Enóquio.

Também participaram da festividade, a ex-diretora Maria Valdinei e os(as) professores(as) aposentados(as) Neuton , Rhomy, Ivonete, Nágila, Yara , Penha, Arleth, Ana Alice, Osvaldo, Yolanda, que conversaram com os(as) atuais estudantes em evento realizado no auditório.

Poliana também cita a presença de ex-alunos(as) que prestigiaram o evento. “Contamos com a presença da ex-aluna Loane, que hoje é jornalista e produtora musical; a Letícia, recordista da Olimgama; Érica, formada em TI e mãe de três filhos que frequentam as altas habilidades do CEF 04; e Ryan Balbino, cantor e compositor de rap. Também estiveram presentes os orientadores Neilan e Jaqueline, que vieram também nos prestigiar”.

Ela informa que o Encontro Literário ofereceu momentos ímpares para a comunidade escolar com recitais de poesias, paródias produzidas pelos estudantes do CEF 04. O evento aconteceu nos dois turnos. Os(as) estudantes receberam um passaporte com o qual eles(as) tinham de participar, obrigatoriamente, de três oficinas.

“Em cada oficina, o passaporte era carimbado e assinado. No fim de cada turno, cantamos parabéns com os(as) estudantes que participaram e,  em seguida, fizemos um lanche coletivo. Também foi oferecido um coquetel para os(as) convidados(as). Foi um evento bem organizado e feito com muito amor. E foi um sucesso”, afirma.

É hoje! TV Sinpro desta quarta (4) apresenta debate ao vivo sobre o Bioma Cerrado

O TV Sinpro desta semana traz o debate sobre a preservação do Bioma Cerrado. Com o tema “Cerrado: tudo era gerais”, o programa apresenta um debate, ao vivo, em referência ao Dia do Cerrado (11/9) e à Semana do Cerrado no calendário letivo do Distrito Federal (5 a 11 de setembro).

O diretor do Sinpro Raimundo Kamir irá bater um papo ao vivo com Iolanda Rocha, professora de educação do campo da rede pública, integrante do Coletivo do Meio Ambiente do Sinpro e conselheira da revista Xapuri; e Robson Eleutério, pesquisador e militante em defesa do cerrado. Ele coordenou a pesquisa histórica do Memorial dos Cerratenses.

Nesta edição, o TV Sinpro vai trazer informações sobre a atual luta pela preservação do Bioma Cerrado, com um histórico da ocupação humana na região, a resistência indígena, a chegada dos colonizadores europeus e os desastres ambientais, mostrando por que o cerrado é considerado o “berço das águas” do Brasil. Não perca!

O TV Sinpro vai ao ar na quarta-feira, 4 de outubro, ao vivo, às 19h, nas redes digitais do Sinpro e na TV comunitária. Não perca!

Texto publicado originalmente no dia 2 de outubro de 2023

 

Acesse também a Revista Xapuri e boa leitura!

https://xapuri.info/wp-content/uploads/2023/09/Revista-PDF-107-.pdf

Para assinar: https://lojaxapuri.info/revista-xapuri-assine/

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Sinpro e BRB abrem negociação sobre superendividamento da categoria

A Comissão de Negociação do Sinpro-DF se reuniu com superintendentes do BRB (Banco Regional de Brasília), nesta terça-feira (3/10), para dar início ao processo de negociação que desencadeará em proposta para solucionar o caos financeiro instalado na vida de milhares de professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF. Os representantes do banco garantiram a continuidade do processo negocial e indicaram a apresentação de proposta em encontro a ser agendado nos próximos dias.

Na reunião, a Comissão de Negociação do Sinpro afirmou que o superendividamento da categoria do magistério público é resultado da precarização da educação pública, imposta pelo GDF, mas também da política financeira adotada pelo banco.

Ao aplicar taxas de juros exorbitantes em linhas de créditos e empréstimos bancários, o BRB atua na contramão de sua missão de promotor do desenvolvimento econômico, social e humano, da geração do emprego e renda e da melhoria da qualidade de vida.

Os superintendentes do BRB afirmaram que o principal impeditivo para renegociação de dívidas e negociações de novo crédito com juros menores foi o aumento da taxa Selic (taxa básica de juros da economia brasileira).

A Comissão de Negociação do Sinpro contestou e disse que o argumento, por si só, não justifica as altas taxas de juros aplicadas há anos. Isso porque os empréstimos da categoria do magistério público realizados junto ao BRB são, majoritariamente, descontados em folha, livrando o banco de qualquer risco financeiro.

Além disso, o BRB está em expansão. Segundo o próprio banco, em 2022, o lucro líquido ajustado foi de R$ 345 milhões: o quarto melhor da história do BRB. De 2019 a 2022, o lucro líquido do BRB alcançou R$ 1,8 bilhão.

A Comissão de Negociação do Sinpro ainda entregou aos representantes do banco documento que indica uma série de legislações descumpridas pelo BRB, o que acarreta na piora do cenário financeiro dos endividados e superendividados. Entre elas, artigos do Código do Consumidor.
Segundo os representantes do BRB, com a redução da taxa Selic, a expectativa é de viabilização de um processo de negociação com taxas de juros menores aos usuários do banco.

Pesquisa Aposentadoria Ativa, de 2023, realizada pelo Sinpro-DF em parceria com o Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da UnB, aponta que 58% dos(as) dos entrevistados tem empréstimo consignado e 42% possui mais da metade da renda comprometida. Há ainda casos de professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa que têm praticamente todo o vencimento convertido em pagamento de empréstimo bancário.

Comissão de Negociação do Sinpro-DF

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Invisibilizados | Últimos dias da exposição fotográfica no Sinpro

 

Dia 5 de outubro é o último dia da exposição fotográfica Invisibilizados, do fotógrafo brasiliense Marco Mota, no saguão da sede do Sinpro-DF do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). A mostra começou no dia 24 de agosto. Trata-se de um trabalho artístico relacionado à temática racial, étnica e social. A atividade é gratuita e os(as) interessados(as) podem conferir o trabalho de 8h às 18h. Venha conhecer e prestigiar o trabalho de Mota. 

O projeto exibe uma coleção com 21 fotografias autorais, tratadas em múltiplos processos de sobreposição de imagens, colagens e intervenções digitais. Desse total, 14 delas têm como base reproduções de registros históricos digitalizados e disponibilizados pelo Arquivo Público do DF e pelo Instituto Moreira Sales. “Os trabalhos têm como objetivo principal ampliar o debate sobre temas ainda tão presentes em nossa sociedade, e retratam situações de preconceito, privação de direitos, falta de acesso e de exclusão, em diferentes momentos da nossa história”, afirma Marco Mota.

    

 

Para encerrar a exposição Invisibilizados, amanhã, 4 de outubro, às 19h, o auditório do Sinpro no Plano Piloto recebe um workshop com Mota. o workshop é aberto a professores(as) e orientadores(as) educacionais, da ativa ou aposentados(as), e também a assinantes do jornal Correio Braziliense.

Na ocasião, Mota irá falar sobre suas fotografias e as técnicas empregadas em cada um dos quadros em exposição – numa visita guiada à exposição. O debate também contará com a participação do professor Luis Guilherme Baptista, coordenador do projeto Re(vi)vendo Êxodos.

 

 

 

 

SERVIÇO

Invisibilizados – exposição fotográfica

Local: Sinpro-DF (SIG Quadra 6 Lote 2260)

Abertura: 24 de agosto (quinta-feira), às 19h

Data: 24/8 a 5/10/2023

Horário de funcionamento: comercial, 8h às 18h

Informações: (61) 3343-4202

 

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