Outubro Rosa: DF pode ter mais de 3 mil novos casos entre 2023 e 2025

No Brasil, a campanha internacional Outubro Rosa 2023 para controle, diagnóstico e prevenção dos cânceres de mama e de colo de útero começou com dados preocupantes do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A publicação Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, lançada recentemente, indica que, no triênio 2023-2025, estão previstos 3.090 novos casos de câncer de mama no Distrito Federal e que, somente em 2023, a previsão é a de que haverá 1.030 casos de câncer de mama até o fim do ano.

O estudo indica, ainda, que são esperados 704 mil novos casos de câncer no País a cada ano do triênio 2023-2025, com destaque para as Regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da incidência. Entre todos os tipos de tumores, o risco estimado para o câncer de mama é de 62,70%, no público feminino.

“Esse tipo de câncer é o mais incidente (depois do de pele não melanoma). Nas regiões mais desenvolvidas, em seguida vem o câncer colorretal, mas, nas de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o câncer do colo do útero ocupa essa posição”, informa o site do Inca.

Mônica Caldeira, coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro, ressalta o fato de a vida feminina ser cheia de desafios e estresses. “O excesso de responsabilidade atribuído à mulher gera uma sobrecarga, dificultando a manifestação de uma vida saudável e tranquila. Por isso, cada uma deve priorizar o bem-estar e o direito a ter momentos de cuidados e compromisso consigo e com sua saúde. Não esperar que outros reconheçam isso como marido, filhos, mãe etc. Nessa cultura em que a mulher se sente culpada por momentos em que não esteja se doando aos cuidados dos outros, é preciso uma consciência poderosa do autocuidado”.

É importante destacar que o câncer de mama também acomete o público masculino, embora, entre os homens, o câncer de próstata seja predominante em todas as regiões, totalizando 72 mil casos novos estimados a cada ano do triênio mencionado anteriormente, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.  Nas regiões de maior IDH, os tumores malignos de cólon e reto ocupam a segunda ou a terceira posição, sendo que, nas de menor IDH, o câncer de estômago é o segundo ou o terceiro mais frequente entre a população masculina.

Os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).  O tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).

O Sinpro-DF adverte a categoria sobre o problema e recomenda a todos e todas realizarem exames preventivos e a adoção de uma vida saudável e, observa que, para isso, é preciso participar da luta do sindicato por condições de trabalho dignas, bem como por um Sistema Único de Saúde (SUS) fortalecido e totalmente financiado pelo Estado nacional. “É preciso garantir que toda mulher tenha acesso aos programas de prevenção e ao tratamento adequado, de qualidade e humanizado no Sistema Único de Saúde”, finaliza Élbia Pires, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro.

Fatores de risco

Não há uma causa única para o câncer de mama. Diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres, tais como, o envelhecimento, determinantes relacionados à vida reprodutiva da mulher, histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante.

Comportamentais/ambientais – Os principais fatores, segundo o Inca, são comportamentais/ambientais: obesidade e sobrepeso, após a menopausa; atividade física insuficiente (menos de 150 minutos de atividade física moderada por semana); consumo de bebida alcoólica; exposição frequente a radiações ionizantes (raios-X, tomografia computadorizada, mamografia etc.); história de tratamento prévio com radioterapia no tórax.

Aspectos da vida reprodutiva/hormonais – O Inca informa que em termos de aspectos da vida reprotutiva/hormonais, os fatores são, geralmente, a primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos; não ter filhos; primeira gravidez após os 30 anos; parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos; uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona); ter feito terapia de reposição hormonal (estrogênio-progesterona), principalmente por mais de cinco anos

Hereditários/Genéticos – Há também os aspectos hereditários e genéticos que são fatores de risco, como, por exemplo, o histórico familiar de câncer de ovário; de câncer de mama em mulheres, principalmente antes dos 50 anos; e caso de câncer de mama em homem; alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

O Inca alerta para o fato de que a mulher que possui esses fatores genéticos tem risco elevado para câncer de mama. Com 74 mil novos casos por ano, o câncer de mama é o mais comum entre as brasileiras e 17% dos casos, segundo o Inca, podem ser evitados por meio de hábitos de vida saudáveis.

Como se proteger

O Inca indica, como forma de se proteger, manter o peso corporal saudável; ser fisicamente ativa; evitar bebidas alcoólicas; amamentar até o sexto mês de forma exclusiva e, se possível, até os 2 anos ou mais.

Ter uma alimentação rica em alimentos de origem vegetal, como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e evitar os alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou para aquecer, bebidas adoçadas, entre outros, pode prevenir o câncer. “A alimentação deve ser saborosa, respeitar a cultura local, proporcionar prazer e incluir alimentos regionais”, alerta o Inca

Em texto publicado no seu site o Inca apresenta recomendações sobre alimentação e prevenção de câncer. Para quem já foi pego pela doença, após o tratamento, pessoas que tiveram diagnóstico de câncer, incluindo as pessoas que já estão diagnosticadas como livres da doença, devem seguir essas recomendações.

Cuidar da alimentação, praticar atividade física, buscar manter o peso adequado e evitar bebidas alcoólicas é essencial para recuperar a saúde, prevenir o retorno da doença e o desenvolvimento de outro tipo de câncer. Confira, a seguir, as dicas para uma alimentação saudável   os mitos e verdades sobre prevenção de câncer , publicações e vídeos sobre o tema.

Na publicação Dieta, Nutrição, Atividade Física e Câncer: Uma Perspectiva Global. Um Resumo do Terceiro Relatório de Especialistas com uma Perspectiva Brasileira estão disponíveis as evidências e recomendações do INCA para a prevenção de câncer.

Utilize o Guia Alimentar para a População Brasileira (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf)  como fonte confiável de informações e recomendações sobre alimentação adequada e saudável. Confira também as recomendações referentes ao consumo de bebidas alcoólicas, peso corporal e atividade física.

Breve histórico da campanha Outubro Rosa

A campanha Outubro Rosa surgiu há 32 anos, em Nova York, com a I Corrida pela Cura com o  objetivo de alertar a todos e todas sobre a importância do diagnóstico precoce e a prevenção do câncer de mama. No entanto, mais recentemente, foi adicionada à campanha o câncer de colo do útero.

Em 1991, Fundação Susan G. Komen for the Cure (hoje a maior organização de combate ao câncer de mama do mundo) lançou o laço cor de rosa e o distribuiu aos(às) participantes da I Corrida pela Cura (Komen Race for the Cure), realizada em Nova York.

Mas apenas 7 anos depois é que entidades estadunidenses iniciaram um trabalho com o foco no diagnóstico e na prevenção do câncer de mama. Em 1997 algumas entidades das cidades de Yuba e Lodi (EUA) começaram a fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, surgindo daí o nome Outubro Rosa e os enfeites em locais públicos com os laços, ou outras ações, como corridas, desfile de modas com sobreviventes da doença e até mesmo partidas de boliche.

O movimento cresceu e tomou conta do planeta. Hoje, o Outubro Rosa é um movimento internacional e oficial de vários países para conscientização e controle do câncer de mama. No mês de outubro, intensificam-se o compartilhamento de informações e a promoção de exames e de campanhas de conscientização sobre a doença.

No Brasil, a primeira iniciativa aconteceu, em 2002, em São Paulo, quando iluminaram, de cor de rosa, o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (o Obelisco do Ibirapuera). Essa iniciativa começou com um grupo de mulheres. Em 2018, as ações foram instituídas por lei federal e, a partir de 2011, o Outubro Rosa incluiu o câncer de colo do útero em sua campanha.

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Sinpro disponibiliza enquete para escolha do Calendário Escolar 2024

A partir desta segunda-feira (25), professores(as) e orientadores(as) educacionais poderão participar da enquete do Sinpro-DF sobre a escolha do Calendário Escolar para o ano letivo de 2024. O acesso à enquete poderá ser feito até dia 15 de outubro. Será computado um voto por IP (Internet Protocol). Para participar, acesse o link https://sinpro25.sinprodf.org.br/enquete-calendario/. Nele você também terá acesso às propostas de Calendário Escolar.

O Sinpro apresenta três propostas de Calendário Escolar: A, B e C. A novidade para este ano letivo é que todas as propostas trazem a sugestão de uma Semana Pedagógica compacta, de três dias, ao invés de cinco dias, como de praxe. Com isso, o total de dias trabalhados seria de 203 e não de 205, como nos anos anteriores. Essa redução seria feita sem prejuízo ao processo de reflexão e planejamento das práticas pedagógicas mais adequadas a serem adotadas no ano letivo.

Na proposta de calendário “A”, a sugestão é de adesão a três dias letivos móveis no 1º semestre letivo (28 de março, um dia antes da Sexta-Feira Santa; 31 de maio, após o Corpus Christi; e 8 de julho, um dia antes do início do recesso escolar para estudantes, professores e orientadores educacionais).

A proposta de Calendário Escolar “B” também apresenta a sugestão de três dias letivos móveis. Entretanto, todos eles seriam no mês de julho (8, 9 e 10 de julho, antes do início do recesso escolar), o que possibilitaria a ampliação do recesso escolar para estudantes, professores (as) e orientadores(as) educacionais.

Já a proposta de Calendário Escolar “C” não apresenta a sugestão de dias letivos móveis.

Os dias letivos móveis são dias normais de trabalho. Entretanto, a unidade escolar poderá optar por tratá-los como recesso. Neste caso, os mesmos dias deverão ser repostos em sábados do mesmo semestre letivo.

A enquete é um mecanismo de escolha democrática do Calendário Escolar. As opções apontadas pelo Sinpro-DF consideraram aspectos administrativos legais, pedagógicos, políticos e as pautas de reivindicação dos(as) servidores(as) do magistério público.

O resultado da enquete será apresentada em reunião do Sinpro com o GDF, onde será fechado o Calendário Escolar 2024 oficial.

 

Publicado em: 25 de setembro às 17:58

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Campanha Convoca Já chega às escolas da rede distrital

A campanha Convoca Já vem tomando as ruas do Distrito Federal em vários formatos. Uma série de ações vêm ocorrendo, outras tantas irão ocorrer. Agora, por exemplo, as escolas estão sendo tomadas pelo movimento.

Os diretores e as diretoras do Sinpro estão em visitação às unidades escolares da rede, e recebem o apoio de docentes e estudantes, que entendem no dia a dia a importância da Campanha Convoca Já.

Não é aceitável que 2/3 dos profissionais em regência de classe na rede distrital de educação atuem sob regime de contratação temporária. São profissionais com as mesmas capacidades e demandas dos efetivos, mas eles não têm progressão de carreira – o que, com o passar do tempo, se traduz em achatamento salarial dentre outras precarizações.

São profissionais com as mesmas exigências dos efetivos, que são sistematicamente desvalorizados pelas políticas do GDF. São profissionais submetidos a ainda mais estresse devido às fragilidades no vínculo laboral, que adoecem com muito mais frequência.

A gestão da educação do GDF se traduz em 2/3 de profissionais em regime de contrato temporário, ante a quantidade de matrículas de estudantes que aumenta ano após ano e profissionais que se aposentam. E não há estudos ou projeções acerca da evolução desses números, o que se traduz em ausência de previsão de concurso público, que só sai mediante muita pressão dos sindicatos. É o caos.

Segundo pesquisa do Dieese, a região Centro-Oeste é a que mais apresenta número de profissionais com vínculos não estáveis de trabalho – mas esse quadro vem crescendo em todas as outras regiões.

“Desde 2016, está em curso um projeto político de Estado Mínimo para a Educação. Esse processo vem sendo respaldado por uma série de leis que desregulamentam e precarizam as relações de trabalho. Em nome da modernidade e do estado mínimo, acabou-se com direitos históricos que garantiam proteção ao trabalhador – no caso da educação pública, diminuiu o número de vagas efetivas em concursos público. Essa estratégia tipicamente neoliberal vem sendo questionada até mesmo nos Estados Unidos, com as greves do setor automotivo daquele país”, afirma a diretora do Sinpro Ana Bonina.

Uma das exigências do acordo para a suspensão da greve de 2023 foi a convocação de todas as pessoas aprovadas no concurso de 2022 – tanto em vagas imediatas quanto em cadastro reserva. Isso equivale a 2.870 pessoas contratadas (ante quase 16 mil atuais contratos temporários).

Campanha nas ruas

Em outras frentes de ação nas ruas do DF, uma série de outdoors estão em veiculação por toda a cidade pedindo a imediata convocação dos aprovados.

Na quarta-feira (27/9), diretores(a) do Sinpro e a comissão de aprovados(as) no Concurso 2022 fizeram vigília no Shopping ID, onde fica a sede da Sugep, durante reunião da Comissão de Negociação do sindicato com a Secretaria de Educação.

Na terça-feira (26/9), a diretoria colegiada do Sinpro, acompanhada da comissão de aprovados(as), visitou os gabinetes de parlamentares distritais para pedir apoio a duas pautas fundamentais à educação pública do DF: a nomeação imediata dos(as) aprovados(as) e a derrubada de vetos do governador Ibaneis Rocha (MDB) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada no primeiro semestre.

No dia 25/9, os e as profissionais aprovados(as) no Concurso 2022 lotaram o auditório do Sinpro no Plano Piloto, para definir as estratégias da campanha.

Em breve, o Sinpro mobilizará os aprovados para acompanhar as discussões na Câmara Distrital a respeito da Lei Orçamentária Anual (LOA). Fiquem atentos!

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Setembro Amarelo | A Vida é a melhor escolha

O auditório do Sinpro recebeu na última sexta-feira o Seminário Setembro Amarelo – A Vida é a melhor escolha.

O  seminário abriu um espaço público para refletir questões de saúde mental e buscar descolonizar ocorrências preestabelecidas, promover o pensamento crítico sobre experiências e sentimentos, por meio de reflexão, desnaturalização dos discursos totalitários e normativos.

O evento foi realizado pela secretaria de Assuntos de Saúde do sindicato em parceria com o Instituto Olhos da Alma Sã.

Dentre os temas presentes na programação, O eu x O nós: máquinas fortes e corpos frágeis, com o professor do Departamento da Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Emílio Peres Facas; LGBTQIAN+ pensando a sexualidade na escola, com a também psicóloga Maria Isabel de Queiroz; Crise na esperança: reinventando inícios, com Ezequiel Nogueira Braga; Estratégias em Saúde Mental, com Luciane Kozicz Reis Araújo, além da participação da Doutora em Biologia pela Universidade de Brasília (UnB), Daniele Scandiucci de Freitas.

No Facebook do Sinpro, o álbum com todas as fotos

VEJA O ÁLBUM

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1º Prêmio Paulo Freire de Educação da CLDF reconhece profissionais e entidades

Os(as) vencedores(as) do I Prêmio Paulo Freire de Educação da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) receberam seus reconhecimentos na quinta-feira (28/9), numa Sessão Solene, realizada no Plenário da Casa Legislativa. Além dos(as) profissionais da educação, estudantes e comunidade escolar, entidades, como o Sinpro-DF e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), também receberam Moção de Louvor. Confira no Facebook do Sinpro-DF o álbum de fotografias.

Idealizado e coordenado pelo deputado distrital e presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da CLDF, Gabriel Magno (PT/DF), a premiação objetiva reconhecer e valorizar profissionais da área da educação, professores/as, estudantes e seus familiares, estudiosos da educação, ativistas pelo direito à educação e comunidades escolares.

O prêmio homenageia, reconhece e valoriza profissionais da área da educação, professores(as) e orientadores(as) educacionais, estudantes e seus(as) familiares, estudiosos(as) da educação, ativistas pelo direito à educação e comunidades escolares e se destacaram por suas contribuições na promoção do direito à educação, pública, gratuita e de qualidade, da gestão democrática, do Plano Distrital de Educação (PDE) e projetos político-pedagógicos que impactam as escolas públicas, a vida de seus(as) estudantes e suas cidades-satélites.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) também receberam Moções de Louvor da CLDF. O diretor do Sinpro, Raimundo Kamir, e a secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Corrêa, estiveram presentes na cerimônia representando suas respectivas entidades sindicais.

Kamir destacou a importância de se ter educadores(as) na composição da CLDF. “Somente um professor, forjado na luta, seria capaz de trazer para esse espaço a potência que é a escola pública”, disse. E, Rosilene Corrêa, parabenizou os(as) professores(as) que contibuem, diariamente, para o aprendizado em sala de aula, com a beleza que o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, deixou de herança.

A diretora da CNTE também lamentou a realidade crítica de muitas escolas Brasil afora, resultado da precarização da educação e do trabalho docente. “Meus cumprimentos não são apenas pelos projetos que fazem a diferença, mas também, pelo fazer pedagógico diário de cada escola, pois são esses que fazem a diferença para termos um país melhor, onde o oprimido nunca desejará ser opressor, onde todos teremos um tratamento igualitário, o acesso a uma educação de qualidade, e que essa seja, sobretudo, uma educação pública que respeita os direitos de cada um”, declarou.

Acesse  o álbum no Facebook

Clique aqui e acesse também matéria da CNTE sobre a premiação

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Festa do Sinpro “Com Você, Por Você” com show de Diogo Nogueira está chegando!

A Festa “Sinpro Com Você, Por Você” está chegando com o imperdível show de Diogo Nogueira. Será neste sábado (7/10), a partir das 21h, no NET Live (Opera Hall). Não perca! Exclusiva para os(as) sindicalizados(as), a festa comemora o Dia dos(as) Professoras(as) 2023. No show, o sambista oferecerá uma seleção dos seus maiores sucessos e releituras de clássicos da Música Popular Brasileira (MPB). Além de Diogo, haverá shows do DJ Chokolaty e da Banda Terminal Zero.

A carteirinha do Sinpro dá acesso à festa-show com direito a um acompanhante. Ou seja: para acessar o evento, professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) podem apresentar a carteirinha do Sinpro (física ou virtual), ou contracheque com desconto referente à filiação, na entrada do evento e levar um acompanhante.

O Sinpro destaca que, entre 2016 e 2022, a cultura nacional foi duramente atacada e fortemente diminuída de todas as formas. Mas, os(as) brasileiros(as) perceberam a importância da valorização e do resgate da tradição artística e cultural do País. Este ano, o setor artístico-cultural ressurge com força e estímulo do Poder Público.  Afinal, a arte e a cultura, juntamente com a ciência, o conhecimento e a educação pública, gratuita e de qualidade, fortalecem a soberania da Nação.

Como destaca Bernardo Távora, diretor do Sinpro: “Cultura é resistência. Vamos celebrar o Dia das Professoras e dos Professores com muita festa e alegria, e dessa forma também vamos lembrar que a educação pública e a categoria do magistério público devem ser valorizadas. Isso porque, mais que um direito de todos e de todas, a educação pública é um dos principais pilares de uma sociedade com justiça, igualdade e paz”, afirma.

Homenagem ao Hip Hop

Além da MPB, este ano, o “Sinpro Com Você, Por Você” homenageará também um gênero importado que já faz parte da cultura nacional, comprovando, mais uma vez, que a arte não tem fronteiras: o Hip Hop. A ornamentação do Net Live (Opera Hall) para o Dia do(a) Professor(a) será voltada para os 50 anos do Hip Hop. A escolha é estratégica.

“O Hip Hop nasce como forma de expressão da juventude da periferia e mantém esse mesmo perfil 50 anos depois. O direito à educação pública, bem como a negação a esse direito; os baixos salários de professores; a história de não oportunidades, principalmente de jovens negros, são temas dos versos cantados no rap, dançados no break, expressos pelo grafite”, informa a diretora do Sinpro-DF Fátima de Almeida.

Leilane Costa, diretora do sindicato, explica que “a cultura hip hop está inserida em várias escolas públicas do DF, e deve ser estimulada, já que se mostra como ferramenta pedagógica”. “O Hip Hop trabalha o desenvolvimento de habilidades cognitivas, socioemocionais e culturais dos estudantes e das estudantes. Com ele, podemos exercitar a criatividade, a resolução de problemas, a comunicação, a inclusão, a diversidade e uma série de outras questões essenciais para a formação de cidadãos e cidadãs”, afirma.

 

NÃO ESQUEÇA: filiados(as) ao Sinpro-DF têm direito a levar um(a) acompanhante à festa-show. É necessário apresentar a carteirinha de sindicalizado(a) ao Sinpro (física ou virtual).

 

 

SERVIÇO

Festa “Sinpro Com Você, Por Você” – Comemoração do Dia do(a) Professor(a) 2023

Local: NET Live (Opera Hall)
Horário: A partir das 21h
Data: 7 de outubro de 2023
Show: Diogo Nogueira, Terminal Zero, DJ Chokolaty
Acesso: Carteirinha do Sinpro, Ou contracheque com desconto referente à filiação na entrada do evento, e direito a um acompanhante.

 

Estudantes da EC 403 Norte dão aula sobre educação climática na Câmara dos Deputados

Gael, Débora, Gusttavo e Pedro foram o ponto alto da audiência pública sobre educação climática, realizada pelas Comissões de Meio Ambiente e de Educação da Câmara dos Deputados. Estudantes do 5º ano da Escola Classe 403 Norte, os alunos da professora Kathleen de Oliveira mostraram, nessa quinta-feira (28/9), os problemas ambientais pelos quais o Brasil e o mundo passam e como superar essa crise.

Diante de muita gente grande, eles foram convictos ao ressaltar que, quando se trata de questões ambientais, “estamos diante de uma emergência global”.

“Precisamos urgentemente realizar mudanças em favor da continuidade da vida. Não temos mais tempo para esperar!”, alertaram. Para mudar os rumos do país e promover a proteção ambiental, os estudantes indicam a necessidade de “vontade política”.

O quarteto ainda destacou o ataque ao bioma Cerrado, considerado o berço das águas por abrigar as nascentes de importantes bacias hidrográficas da América do Sul. “E o que estamos fazendo? Estamos trocando uma das vegetações mais antigas do mundo por imensas plantações de monocultura de soja e milho, inclusive com incentivos governamentais para o uso de agrotóxicos”, denunciaram.

Como encaminhamentos, Gael, Débora, Gusttavo e Pedro, que representaram ali a voz das crianças do Brasil, reforçaram a necessidade de “leis severas para os que desmatam, e incentivos para os que preservam as florestas”; “investimento nos órgãos de proteção ambiental” e “proteção das terras indígenas contra os garimpeiros e madeireiros”.

“Progresso jamais pode ser sinônimo de destruição”, concluíram os estudantes da Escola Classe 403 Norte.

A audiência pública foi solicitada pela deputada Socorro Neri (PP-AC), que contou com o apoio dos deputados Nilto Tatto (PT-SP), Moses Rodrigues (União-CE), Gilson Daniel (Podemos-ES), Professora Goreth (PDT-AP) e Daniel Barbosa (PP-AL). Ela e eles acreditam que a conscientização sobre questões ambientais precisa ser transversal com a educação em todas as etapas.

 

Festival de Dança do CED 06 do Gama inova com releitura coreográfica

A edição 2023 do Festival de Dança do CED 06 do Gama provou, mais uma vez, que a iniciativa é sucesso e veio para ficar. Criado pelo professor de educação física Juliano Menezes, o projeto é executado juntamente com os professores de educação física e todos os(as) professores(as) das demais disciplinas.

Realizado na quadra da própria escola, o festival faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e mobiliza todas as 24 turmas do Ensino Médio. Este ano, a escola pôs apresentou a quarta edição do festival no sábado (23/9), trazendo novas reeleituras das danças por meio das várias expressões artísticas com a própria dança”.

“A proposta com esse projeto é levar a dança como expressão artística, trazer conhecimento de movimento do corpo para as aulas de educação física e maior interação entre os(as) estudantes de suas respectivas salas”, afirma Sebastião Junior, professor de física e, atualmente, diretor do CED 06 do Gama. Ele informa que o Festival de Dança é “uma atividade de crescimento e conhecimento para os nossos alunos”.

MEC aprova novo cálculo do nível socioeconômico das escolas, elaborado na UFMG

Maria Teresa Alves, da FaE, assumiu a Diretoria de Estudos Educacionais do Inep em 2023. Foto: Luis Fortes | Ascom/MEC

 

Uma nova metodologia de cálculo do indicador que promete promover mais igualdade na distribuição dos recursos financeiros públicos destinados à educação básica foi criada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e aprovada, nesta semana, pela Comissão Intergovernamental de Financiamento da Educação Pública de Qualidade do Ministério da Educação (CIF/MEC), que reúne representantes dos estados, municípios e governo federal.

Trata-se do Indicador de Nível Socioeconômico (NSE), previsto na lei que regulamenta a distribuição do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), aprovado em 2020. Com a nova metodologia, o MEC busca democratizar a distribuição de recursos do fundo.

Segundo matéria do site da UFMG, o NSE é objeto de estudos conduzidos ao longo de vários anos pelo Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais (Game) e, mais recentemente, pelo Núcleo de Pesquisa em Desigualdades Educacionais (Nupede), ambos da Faculdade de Educação (FaE) da UFMG.

“A metodologia do NSE é um exemplo de sucesso da boa pesquisa que sai da universidade para ter um enorme impacto social”, afirma Maria Teresa Gonzaga Alves, professora da FaE e líder do Nupede, atualmente à frente da Diretoria de Estudos Educacionais < https://ufmg.br/comunicacao/noticias/professoras-da-faculdade-de-educacao-ocupam-cargos-no-governo-federal > do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela elaboração da metodologia de cálculo recém-aprovada.

Ela ressalta a importância da contribuição dos(as) pesquisadores(as) do Inep, que aplicaram a nova metodologia com dados atualizados e mais completos, aumentando sua precisão. “Isso foi crucial para a aprovação do indicador de NSE na comissão de financiamento e, assim, para que se tornasse parte de uma política pública tão importante”, reiterou a docente. Confira, no texto da UFMG, a seguir, o que é a nova metodologia.

Metodologia

Chico Soares: “Quem precisa mais vai receber mais”. Foto: Raphaella Dias | UFMG

O novo cálculo do NSE envolve indicadores primários, elaborados a partir de dados obtidos por meio de questionários respondidos pelos estudantes nas avaliações educacionais, e indicadores secundários, que caracterizam o contexto social das escolas. Propostas anteriores de cálculo do NSE consideravam apenas dados de questionários do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo. No entanto, os cálculos anteriores eram limitados às informações obtidas das escolas que participam dessas avaliações, o que, segundo os pesquisadores, não alcança nem a metade daquelas registradas no Censo Escolar.

A diretora de Estudos Educacionais do Inep lembra que há alguns anos buscava-se uma solução para estimar o NSE das chamadas “escolas invisíveis”, que não participam das avaliações escolares. “Conseguimos produzir um índice de NSE com cobertura quase universal das escolas de educação básica e muito mais robusto para captar as desigualdades socioeconômicas do país”, enfatiza.

Mapa da desigualdade

As disparidades socieconômicas podem ser observadas no mapa de distribuição territorial da média municipal do NSE nas escolas, disponível em um artigo preprint < https://nupede.fae.ufmg.br/2023/02/08/pesquisadores-do-nupede-apresentam-nova-metodologia-para-o-calculo-do-nivel-socioeconomico-das-escolas-nse/ > que apresenta a nova metodologia. Os municípios com as maiores médias, representados pelas cores mais escuras, estão concentrados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto aqueles com menores médias se concentram nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

“No caso de Minas Gerais, sabemos que o Sul do estado tem condições sociais muito melhores do que o Norte. O indicador deveria mostrar isso. Então, a palavra importante no caso de um indicador é a composição: juntamos muitas informações limitadas para construir um indicador que é sólido”, ilustra o professor emérito da UFMG José Francisco Soares, coordenador do Game à época em que os primeiros trabalhos de pesquisa foram realizados e parceiro de Alves nos estudos sobre o NSE.

Soares explica que as informações obtidas do Censo Escolar possibilitam resgatar, por exemplo, a trajetória dos estudantes, que costumam mudar de escola ao longo da formação. Assim, ao acompanhar esse movimento de transferências, é possível identificar escolas sobre as quais não havia informações. Outro banco de dados incluído para ajudar a entender melhor o contexto social das escolas foi o Bolsa Família. O professor pondera, porém, que há pessoas em situação de exclusão que também não estão contempladas no programa de transferência de renda.

Na avaliação de Chico Soares, a nova metodologia de cálculo do NSE vai aprimorar a execução das políticas públicas educacionais, ao orientar a distribuição do Fundeb. “A novidade é que agora existe um critério auditável, público, de alocação de recursos. Quem precisa mais vai receber mais. Há várias outras decisões que são tomadas, mas nós colocamos nesse processo de tomada de decisão um elemento muito sólido”, afirma.

 

Texto da UFMG com edição e adaptação do Sinpro-DF

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Na passarela, a luta por uma sociedade anticapacitista

No fundo do palco, um banner grande com ipês cor rosa cercado por cortinas de papel metálico dourado. No centro da imagem, em letras pretas e bem desenhadas, o anúncio: XII Desfile Fashion 2023 – CEE 01 de Santa Maria. Na plateia, olhos atentos para ver desfilar aqueles e aquelas que, diariamente, enfrentam o preconceito e a discriminação contra pessoas com deficiência.

Havia chegado o grande dia, e a ansiedade tomava conta de quem estava prestes a subir ao palco. Crianças, adolescentes, adultos, idosos. Alguns vestiam roupas que dialogavam com o tema dessa 12ª edição do Desfile Fashion: “Encantos de Brasília”. Pequenos ipês, uma igrejinha e até um Congresso Nacional surgiriam sorridentes. Outros e outras modelos vestiam as melhores roupas que tinham em seus guarda-roupas.

A passagem pelo palco foi triunfal. Sobre cadeiras de rodas ou ao lado de professores(as) e monitores(as), estudantes do Centro de Ensino Especial 01 de Santa Maria expuseram muito mais que vestimentas elaboradas, preparadas com cuidado pela equipe da escola. Eles desfilavam a resistência a uma sociedade capacitista.

Professor Leandro Gelain Casagrande acompanha o Desfile Fashion desde a 1ª edição do evento. Gestor do CEE 01 há sete anos, ele tem orgulho ao dizer que a proposta está no Projeto Político Pedagógico da escola. “Ver que a gente consegue alcançar o estudante, tocar o estudante, é muito gratificante.”

Professor Leandro conta que o Desfile Fashion é realizado sempre dia 21 de setembro, quando é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. “É uma forma de a gente se somar a essa data importante, de valorizar as pessoas com deficiência. Eles são belos!”, define sem titubear.

O CEE 01 de Santa maria tem 408 estudantes com deficiência. Segundo professor Leandro, todos e todas participam do desfile, somando-se desde o início à preparação do evento, que inclui também a comunidade escolar. “A gente traz pais, mães, responsáveis, amigos para dentro da escola. E é isso que a gente quer: a comunidade escolar participante”, diz o diretor da unidade escolar.

Neste ano, mais de 200 pessoas assistiram à apresentação. Entre eles, o diretor do Sinpro-DF Hamilton Caiana. “Definitivamente, o espaço escolar é uma ferramenta de transformação social. O CEE 01 é exemplo disso. Através desse projeto, se mostra como é equivocado e cruel considerar pessoas com deficiência incapazes, inferiores. É uma forma de resistência e, paralelamente, de formação de toda a comunidade de Santa Maria”, considera.

Assim que o Desfile Fashion deste ano foi encerrado, professores(as) e orientadores(as) da escola já começaram a pensar no tema do próximo ano, tamanho o envolvimento com a proposta e os resultados positivos que ela gera. Embora os palpites e as ideias fluam com naturalidade, a decisão será tomada conjuntamente, na Semana Pedagógica do ano letivo de 2024. Afinal, todo projeto grandioso nasce de construção coletiva.

 

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