Golpe | Telefone falso usa nome do escritório de advocacia do Sinpro

São vários os textos de mensagens falsas de WhatsApp que professores(as) e orientadores(as) educacionais vêm recebendo de golpistas. Todas as mensagens informam falsamente sobre liberação de precatórios. As mais recentes falam em nome de funcionários do escritório Resende Mori, e usam números de telefone que não são do escritório.

No mais recente golpe, um número que se identifica fraudulentamente como Rezende Mori Hutchinson, usando inclusive o símbolo da empresa. Mas o número em questão, um celular  (61 99839-2426) não pertence ao escritório de advocacia que atende ao Sinpro.

O escritório de advocacia que atende o Sinpro tem apenas este número a seguir: 61 3031-4400.

A mensagem falsa, enviada, diz o seguinte:

⚖️ Escritório Resende Mori e Hutchison Advocacia

Me chamo Amanda Peçanha, secretária do Dr. Lucas Mori De Resende (OAB: 38.633/DF).

Sr. (a)

A câmara de conciliação informa o resultado do julgamento das propostas de acordo do lote (03), nos termos do edital (21/06/2021).

As propostas deferidas poderão ser objeto de recurso administrativo, prazo de dez (10) dias úteis, em petição física direcionada a câmara de conciliação de precatório, com protocolo no posto de atendimento da procuradoria Geral do Município, (Estado) localizado Edifício-sede da Codeplan (ao lado do edifício-sede da PGDF) – Térreo Endereço: SAM, Bloco “H”, Térreo – Entrada independente, à direita da portaria principal SAM Ed. Sede – Asa Norte, DF, 70620-000

Dr.Lucas Mori solicita contato o mais breve possível.

Entrar em contato nos telefones abaixo:

☎️ (61) 99640-8379 (Whatsapp) Atenção: número falso! Não atenda! Bloqueie!

 

Por isso, fique atento(a) para não cair no golpe. Se você receber uma mensagem de WhatsApp ou até mesmo uma ligação telefônica informando sobre uma possível liberação de pagamento de precatório, pode ser uma tentativa de estelionato. O Sinpro orienta a bloquear o número que entrou em contato e a denunciá-lo.

Confira a seguir uma lista de mensagens falsas que vêm sendo enviadas à categoria por golpistas e estelionatários

 

Golpe 1

Criminosos entram em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) informando sobre atualizações no processo de piso salarial e correções monetárias. Os golpistas, que se passam por funcionários do Escritório Resende Mori e Fontes, dizem que a suposta atualização, que na verdade é mais um golpe, diz respeito à cobrança de juros, correção monetária e pelo atraso do pagamento da folha salarial de 2015. Sob o argumento de liberar os valores das ações coletivas e repasse dos pagamentos em atraso, os criminosos pedem para que o(a) professor(a) ou orientador(a) educacional entre em contato com o suposto escritório. Ao ligar, o(a) aposentado(a) é informado que para receber o suposto valor deve depositar um valor na conta para o pagamento de custas advocatícias. O Sinpro volta a afirmar que nem o sindicato, nem os escritórios de advocacia ligados a ele, solicita que sejam feitos depósitos para liberação de valores. A Secretaria de Assuntos Jurídicos ainda ressalta que sindicato não tem processos referentes a piso salarial. Portanto, fique atento e não caia neste golpe.

 

Golpe 2

Uma mensagem enviada por WhatsApp, com foto de perfil com a marca do Sinpro, por um número que não é do sindicato, (61) 99872-4892, informa sobre o assunto: LIBERAÇÃO DO PRECATÓRIO EM FASE DE PAGAMENTO EM REGIME ESPECIAL, com os nomes dos advogados Drª Maria Rosali Barros ou Dr. Lucas Mori, indicando os números (61) 4042-0924 | WhatsApp: (61) 99840-3650 como contatos. Ao final, os golpistas colocam a observação falsa de que o sindicato não está atendendo presencialmente, em virtude os período pandêmico. Fique atento(a)! Isso é golpe! O Sinpro-DF está atendendo, normalmente, de forma presencial, das 8h às 17h, nas sedes e subsedes.

 

Golpe 3

Criminosos ligam para a casa de educadores(as) informando que foi liberado o alvará de precatório para pagamento. Em seguida, dizem que a vítima tem mais de R$ 100 mil para receber, pedem para ligar no número 99639-2111 e solicitam depósito de um valor na conta: NEXT 237 – AG: 3728 – CONTA 609240-3 (Anderson Fabio de Oliveira – CPF: 031.729.793-77). É importante ficar atento, pois a conversa é feita em aplicativo com perfil que leva a foto do logo do Sinpro-DF.

 

Golpe 4

Para o furto via telefone, usam vários nomes. O nome “Cláudia Maria Rodrigues”, que utiliza o telefone fixo 3181-0041 e o celular/WhatsApp, 96519820, é um dos denunciados pela categoria. O Sinpro-DF informa que o nome “Cláudia Maria Rodrigues”, utilizado pela quadrilha, pertence a uma advogada que também está sendo duramente prejudicada pelo bando. Ela avisou ao Sinpro-DF que já denunciou o caso à polícia e tem Boletim de Ocorrência para comprovar o uso indevido do nome dela. O outro nome usado é “Leonardo Mota” (Núcleo Bancário), com o telefone 3181-0285. Um terceiro nome identificado é “Dr. Marcelo Ricardo”, com o número de telefone 99849-7364.

 

Golpe 5

Para extorquir dinheiro das vítimas, a pessoa que realiza a chamada se passa por diretor, ex-diretor ou funcionário da Secretaria de Assuntos Jurídicos, Trabalhistas e Socioeconômicos do Sinpro-DF. Segundo denúncias realizadas ao Sindicato, em alguns casos, o golpista se apresenta como Dr. Daniel ou Dr. Dimas, e chega a utilizar em sua foto de perfil de WhatsApp a logomarca do Sinpro-DF. Em seguida, o farsante solicita depósito em conta bancária vinculada a uma suposta pessoa com nome de Priscila.

 

Golpe 6

Outra modalidade é o golpe com transferência por PIX. Assim como os outros métodos, o golpista solicita um valor para liberar uma quantia à vítima. No caso de transferência por PIX, não há um sistema de retorno ou cancelamento do envio.

 

Golpe 7

Nesta modalidade, o golpista envia à vítima, via WhatsApp ou e-mail, documento simulando papel timbrado do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). O documento ainda leva o nome de dirigentes do Sinpro-DF. No último relatado ao Sinpro-DF, constava o nome da dirigente Silvia Canabrava. O envio é feito posteriormente a uma ligação, em que o criminoso confirma vários dados da vítima, como nome completo, CPF e nome do pai e da mãe.

 

Golpe 8

O golpe mais recente consiste no envio de carta nominal, com logomarca de escritório de advocacia fantasma. O documento falso é enviado pelos Correios e traz uma série de argumentos jurídicos bem fundamentados, além de endereço de e-mail, telefones e assinatura com registro da OAB.

 

Golpe 9

O primeiro golpe de 2022 chega por WhatsApp e vem supostamente do “Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, DF”. É nominal, informa que o pagamento do precatório referente ao processo da pessoa está liberado para a data de hoje, “primeira ou segunda parcela”. O titular deverá entrar em contato com uma “Dra. CHRYSTIANE MAIA GUERCO FARIA LUCAS MORI (OAB: 38015/DF)” para solicitação do recolhimento dos alvarás de liberação do precatório, nos telefones (061) 99687-2994 ou (061) 99667-9219 (outros números também são usados nesse golpe), e se a pessoa não entrar em contato até às 15h, deverá esperar “uma segunda chamada com carência de tempo de 5 a 10 anos”. Mas é golpe.

 

Golpe 10

Na nova modalidade criminosa, os bandidos ligam pelo telefone 3322-1515 – contato oficial do Banco de Brasília (BRB), mas clonado – informando que o banco fez um PIX por engano para a conta do(a) professor(a) ou orientador(a) educacional, solicitando a devolução do valor. Além deste procedimento, os estelionatários também ligam dizendo ser de uma empresa jurídica ligada ao BRB, fazendo a cobrança de tarifas não pagas. Na maioria das vezes, os falsários enviam um link ou pedem dados para “corrigir o problema” e até mesmo solicitando dinheiro. Não abra o link, não forneça dados ou transfira qualquer quantia em dinheiro. Trata-se de um golpe!

 

Golpe 11

Em mais uma versão utilizada pelos estelionatários, um professor foi contatado e informado que havia sido autorizado o pagamento de R$ 108 mil referente ao precatório do Ticket Alimentação, ação movida por um suposto escritório jurídico do Sinpro. Porém, para receber o dinheiro, o educador deveria pagar as taxas, valor totalmente indevido, uma vez que o sindicato nunca solicita nenhum tipo de transação bancária para que professores(as) e orientadores(as) educacionais recebam vantagens financeiras. Para identificar se a ligação é um golpe, basta ficar atento ao pedido de qualquer tipo de taxa/valor/dinheiro para recebimento de precatório. Caso a pessoa peça dinheiro, tenha a certeza que se trata de um golpe!

 

Golpe 12

No dia 11 de novembro, o Sinpro recebeu denúncias de que várias pessoas da categoria estão recebendo mensagem de WhatsApp sobre um falso pagamento de precatório. A pessoa da mensagem diz que é do escritório de advocacia e tenta aplicar o crime de estelionato. Uma das vítimas percebeu a tentativa de golpe e avisou o Sinpro que recebeu a mensagem pelo WhatsApp do próprio celular e também pelo da filha dela. “Desconfiei, pois o número era diferente do que eu tinha na Procuração do escritório dos advogados Resende – Mori Fontes –. Liguei para o escritório e a moça que me atendeu me disse ser golpe. O telefone era totalmente diferente dos telefones do escritório. Fiz o print da mensagem e enviei para o e-mail que ela me indicou”. A mensagem inicia com o nome do escritório e o da vítima e segue um texto dizendo que “a Câmara de conciliação de PRECATÓRIOS, informa o resultado do julgamento das propostas de acordo do ultimo loto, nos termos do edital (21/06/2021)”. É escrito assim mesmo, repleto de erros gritantes de português e, após isso, prossegue com um texto repleto de informações erradas.

 

Golpe 13

Supostos parentes fazendo pedidos de envio de PIX de um telefone “provisório” parece não ter mais tanto efeito no mundo dos golpes bancários. Agora, a pergunta feita pelos golpistas é: reconhece esse PIX feito da sua conta bancária? A estratégia é a seguinte: é feita uma chamada telefônica supostamente do BRB, de um número que realmente coincide com o do banco (3322-1515). Na ligação, a funcionária fake pergunta se a vítima reconhece uma transferência via PIX realizada de sua conta bancária. Ao negar a transação, a vítima recebe um número de protocolo e é encaminhada para um pseudo “setor responsável pela segurança bancária”. O golpista que se passa pelo responsável do “setor” solicita que a vítima abra o aplicativo do BRB, mantenha-o aberto, vá até a loja de aplicativos e baixe a atualização do app do banco. Ao fazer a atualização, o golpista consegue todos os dados pessoais e bancários da vítima. Outra estratégia é pedir para que a vítima desligue e ligue de volta para o BRB, no número 3322-1515. Quando a pessoa realiza a chamada, o golpista intercepta a ligação e captura dados solicitados, como senha bancária numérica e dados como data de nascimento e CPF. É importante lembrar que os bancos não entram em contato por telefone com correntistas. Dados pessoais e bancários, de forma alguma, devem ser passados via telefone ou qualquer outra forma de comunicação não presencial. O Sinpro ainda reforça que não solicita qualquer depósito bancário para liberação de processos jurídicos.

Golpe 14

⚖️RESENDE MORI HUTCHISON ADVOCACIA⚖️

 

Olá Boa Tarde  Sr.(a):

CPF:

Processo:

Devedor(a): DISTRITO FEDERAL

Nosso comunicado é referente a liberação dó seu precatório que se encontra em fase de pagamento.

 

Entre em contato com Dr. Lucas Mori De Resende, para solicitar o recolhimento dos alvarás de liberação, que estão sendo solicitados e exigidos no processo mencionado acima.

 

Entre em contato diretamente com o advogado responsável para maiores informações.

 

WHATSAPP (61) 996789224

 

Horários de atendimento!

Segunda a Sexta-feira

  • 08:00 as 17:00hr

 

Atenciosamente Lais Chaves Assessora Jurídica

 

Golpe 15

No novo golpe, estelionatários têm utilizado o nome do escritório Resende, Mori e Hutchison Advocacia, de funcionários do escritório e até mesmo do advogado Lucas Mori para tentar aplicar golpes na categoria.

Na nova modalidade, os golpistas entram em contato com professores(as) e orientadores(as) educacionais, identificam-se como funcionários(as) do escritório ou como o próprio advogado Lucas Mori, que presta serviços ao Sinpro, com informações sobre o último lote de precatórios. Esses dados não procedem.

Após informar alguns dados e dizer que o(a) educador(a) já tem direito a resgatar o valor do precatório, os criminosos solicitam o pagamento de taxas para que a quantia seja disponibilizada. Não caia nessa! Isso é golpe. Confira, a seguir, outras mensagens golpistas que chegaram nos celulares de educadores(as) recentemente.

O Sinpro JAMAIS pede qualquer quantia em dinheiro para a liberação de precatórios ou solicita qualquer depósito bancário para a liberação de processos jurídicos.

É importante também saber que os(as) advogados(as) somente entram em contato para agendar atendimentos, que ocorrem na sede e subsedes do Sinpro, ou de forma virtual, sem cobrar qualquer valor. Em caso de dúvidas, ligue para o sindicato ou para o escritório Resende Mori e Hutchison Advocacia (3031-4400 – WhatsApp).

 

Golpe 16

Olá, Bom Dia Sr(a). Sou Andressa Vidal secretária do escritório Resende Mori Hutchison Advogados Associados.
Estou entrando em contato em nome do escritório para notificar sobre a liberação do processo N: X DISTRITO FEDERAL.
Precatório autorizado para pagamento em virtude (MP)(Medida Provisória) para maiores informações entre em contato com os Advogados citados á baixo. Dr. Lucas Mori de Resende (OAB/DF 38.015) ou com o Dr. Julio Cesar Borges de Resende (OAB/DF 85.83) Através do Whatsapp ou ligações.

Telefone Móvel
061 9 9679-3262
Telefone Fixo
061 3235-2340
horário de Atendimento
(Segunda a sexta-feira)
09:00 – 18:00
Endereço
Ed. Denasa, SCS Q. 1 BL K Sala 601/603 – Asa Sul, Brasília – DF, 70398-900.
(Ramal 013)

MATÉRIA EM LIBRAS

Professora da SEE-DF promove rifa para apresentar pesquisa em evento da ISME

A professora de música Lorena Aires Felipe está promovendo uma rifa para financiar sua participação na XIV Conferência Regional da América Latina e Pan-Americana de Educação Musical da International Society for Music Education (ISME), que ocorrerá, na próxima semana, entre 3 e 6 de outubro, no Chile.

Os(as) participantes da rifa vão concorrer a dois prêmios: o primeiro é de R$ 300,00; e, o segundo, de R$ 150,00. O sorteio será pela Loteria Federal: primeiro prêmio será dia 25/10/23; segundo prêmio, 1º/11/23. Para participar, os(as) interessados(as) devem escolher um ou mais números entre 000 e 999 e efetuar o pagamento pelo PIX (61) 99610-1027 (no nome da professora) ou pelo QR Code, a seguir. O valor de cada número é R$ 10,00. Assim, escolhido(s) o(s) número(s), a pessoa deve enviá-lo(s) para o mesmo número do celular do PIX, juntamente com o comprovante de pagamento. (Matéria continua após o QR Code)

Ela lançou um vídeo intitulado “Patrocine ciência e educação”. Clique no link a seguir, assista e particpe! https://www.instagram.com/stories/highlights/18028590796618791/

Nas redes de Internet, ela explica os motivos da rifa: “Olá, me chamo Lorena, sou professora de música na Secretaria de Educação do Distrito Federal e estou cursando Mestrado Profissional na Universidade de Brasília. Um dos artigos que escrevi foi selecionado para ser apresentado e publicado nos anais da XIV Conferência Regional da América Latina e Pan-Americana de Educação Musical da ISME que irá acontecer em outubro em Santiago no Chile. Minha pesquisa está voltada para a minha prática como educadora que visa um trabalho interdisciplinar, humanizador, dialógico e crítico”, escreve.

Na mensagem, além de convidar a todos(as) a se somarem a ela nesse projeto, ajudando a patrocinar a viagem, ela explica que quanto mais rifas a pessoa comprar, mais a estará ajudando a compartilhar e a buscar novas ferramentas de aprendizagens, “e ainda estará concorrendo a dois prêmios, conto com você!”

Atualmente afastada para estudo, Lorena desenvolveu a coleta de dados quando estava lotada na Escola Parque 313/314 Sul. Atualmente, está na fase final do trabalho acadêmico. Para a pesquisa desse mestrado, ela elaborou, juntamente com outros(as) professores(as) de teatro, artes visuais e música, uma produção integrada de teatro musical.  

“Sou professora de música e, por meio desse estudo de caso, investigo um trabalho interdisciplinar, integrado entre disciplinas, desenvolvido por crianças. Nesse estudo, estou analisando o desenvolvimento da consciência crítica das crianças em face dessa integração entre professores, justamente porque na maioria das escolas a arte propõe um trabalho pedagógico em que a disciplina arte passe pelas quatro disciplinas, mas não oferece um quadro que tenha professores especializados. Geralmente, só tem um professor para artes que não tem formação em todas as áreas”, explica.

Ou seja, o estudo analisa a integração e como essa integração pode acontecer de uma forma muito mais profunda quando tem a presença dos professores específicos dessas quatro disciplinas, trabalhando de forma interdisciplinar. O artigo selecionado para ser apresentado na XIV Conferência Regional da América Latina e Pan-Americana de Educação Musical traz alguns resultados da pesquisa.

Ela tentou patrocínio pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), mas não conseguiu. Com isso, colegas e amigos(as) a incentivaram a fazer uma rifa. Participe! Patrocine a ciência e a educação! Quanto mais pesquisas na área, mais a Educação pública se fortalece.

Agraciada com Moção de Aplauso e Louvor, APAE-DF é reconhecida pela OMDDH

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais no Distrito Federal (APAE-DF) foi agraciada com uma “Moção de Aplauso e Louvor” pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos (OMDDH). A honraria foi entregue durante o 2º Evento Cívico Cultural da OMDDH, realizado por meio de videoconferência, no sábado (23), em celebração ao Dia Internacional da Paz.

Oito profissionais da associação e professoras da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) foram condecoradas com o “Mérito Educacional 2023”. São elas as professoras Kelly Assunção Colares, Cláudia Conceição Valente Bittencourt, Cleide Barbosa Vaz, Lucrécia Maria de Deus Vieira, Suzana Elisa Borges Dias, Marilene da Paixão Costa Alves e Mariza Soares Silva, e a coordenadora-técnica, Mônica Kanegae.

“Essa moção significa muito para a APAE porque nos mostra que estamos no caminho certo da inclusão social e ao promover o atendimento da pessoa com deficiência intelectual e múltipla, aqui no DF, com foco na empregabilidade, no desenvolvimento das habilidades e competências para o mundo do trabalho e também com foco no envelhecimento com qualidade de vida porque os nossos atendidos com deficiência intelectual e múltipla que chegam aqui a partir dos 14 anos e eles envelhecem”, afirma Kelly Assunção Colares, coordenadora geral de Educação da APAE-DF.

A professora observa que o envelhecimento chega mais cedo para as pessoas com deficiência intelectual e múltipla, síndrome de down. “Por isso, essa dificuldade dado o envelhecimento e temos, para isso, o programa APAE Bem Viver, que promove justamente atividades para que esse envelhecimento ocorra com qualidade de vida”, informa.

Ela afirma, ainda, que as(os) professoras(es) da SEE-DF que atuam na APAE-DF desenvolvem um trabalho de excelência em todos os sentidos, principalmente, quando o assunto é inclusão laboral, e explica: “Deixamos claro que a APAE-DF não é uma escola. Somos uma associação parceira das escolas da rede pública de ensino e fazemos um trabalho complementar. Assim, os(as) mais de 700 atendidos(as) vai, primeiro, para a escola, e, depois, vêm para a APAE para fazer, justamente, essa preparação e serem insertos(as) no mercado de trabalho. E, lá na frente, no processo de envelhecimento, temos os professores da rede fazendo esse trabalho de excelência, lutando contra o preconceito, contra o capacitismo e incluindo as pessoas com deficiência intelectual e múltipla e síndrome de down na sociedade”

Reconhecimento

A moção conferida à APAE-DF foi um reconhecimento aos atendimentos especializados e gratuitos oferecidos às pessoas com deficiências intelectual e múltipla, nas áreas de educação profissional, inclusão no trabalho, arte, esporte, cultura e lazer. Nas redes sociais, a APAE-DF informou que o anúncio foi feito à nossa equipe do Programa de Conservação de Bens Culturais, que repassou as informações. “As homenageadas já receberam o link de acesso ao evento on-line, que, infelizmente, não está mais disponível ao público em geral. Nossa diretora pedagógica, Gloria Dias Leite, representou a Diretoria Executiva a pedido da presidência da entidade”, disse.

Glória Leite recebeu a moção em nome de todos(as) os associados(as), amigos e colaboradores e, em seu discurso de agradecimento, destacou a importância desse reconhecimento para uma instituição que, “ao longo de quase 60 anos de história, tem se empenhado na garantia da autonomia e inclusão social de jovens e adultos com deficiências intelectual e múltipla”.

Em nota publicada em seu site, a APAE-DF contou que, durante o evento, a OMDDH reconheceu e homenageou autoridades e personalidades que se destacaram, nacional e internacionalmente, nos anos de 2022 e 2023, pelo notável serviço prestado no Brasil e no exterior.

Iguaci Luiz de Gouveia Junior, presidente da OMDDH, afirmou que o evento teve o objetivo principal de reunir, reconhecer e honrar as diversas autoridades, instituições e pessoas que realizam trabalhos voluntários em prol do desenvolvimento social, humanitário, educacional, cultural e de promoção de uma cultura de paz e dos direitos humanos.

Fundada em 20 de agosto de 1964, a APAE-DF é uma organização da sociedade civil – sem fins lucrativos – que promove ações em favor de jovens e adultos com deficiência intelectual (associada ou não a outras deficiências). A OMDDH, por sua vez, é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 2013, para promover ações humanitárias, assistenciais e beneficentes. Sua sede está localizada em Belford Roxo, Rio de Janeiro,  e é presidida pelo professor Iguaci Luiz de Gouveia Junior. A OMDDH é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçando seu compromisso com os princípios dos direitos humanos.

Com informações do site da APAE-DF

Arte no Totem percorre escolas do Gama

Após ser recebido por escolas públicas de Brazlândia durante a III Semana Integrada do Cerrado, a web-exposição Arte no Totem percorre escolas do Gama. O projeto traz desenhos, pinturas, esculturas, objetos, fotografias, videoartes, performances, gravuras e instalações que dialogam com questões ambientais e culturais relativas ao Cerrado.

A primeira escola do Gama a receber a web-exposição foi a CED Casa Grande. Lá, o Arte no Totem chegou nessa terça-feira (26). Em seguida, a partir do dia 28, serão os alunos e as alunas do CED 06 do Gama que terão acesso aos materiais. Ainda na cidade, de 29 de setembro a 7 de outubro, a exposição Arte no Totem ficará no hall da administração local, em desfile que comemora o aniversário do Gama.

Com curadoria da professora da rede pública de ensino Luciany Osório e de Artur Cabral, do Medialab UnB, a web-exposição traz as mostras “Rebrota” e “Regime de Fogo” que, juntas, agrupam o trabalho de mais de 60 artistas de todo o Brasil. Entre eles, jovens artistas e nomes conhecidos, como o de Ricardo Stuckert.
“É disponibilizado um totem no centro do pátio das escolas. Nele, os estudantes poderão acessar as exposições, os artistas, a biografia; ler o texto curatorial das obras”, explica Luciany Osório.

Pela qualidade e inovação da exposição, o Arte no Totem irá também para a o Instituto Federal de Goiás, nos dias 18 e 19 de outubro. “A exposição será visitada por estudantes do estado inteiro”, diz professora Luciany.
A ideia dos idealizadores da web-exposição é levar a proposta a todo DF e o Brasil. Entretanto, o projeto é realizado com recursos próprios. “A gente, por enquanto, não tem nenhum tipo de financiamento. Então, a gente depende de parcerias para poder levar a exposição para outros espaços”, explica Luciany Osório.

Para a recepção do projeto Arte no Totem é necessário apenas que a escola forneça acesso à internet wi-fi ou cabeada. O totem ficará instalado em cada escola por um período de dois dias. Mais informações acesse http://www.medialab.unb.br/index.php

Botânica por Amor

O Centro Educacional 02 é uma das escolas mais antigas do Cruzeiro. Ela foi erguida quando Brasília era apenas uma menina, e cresceu junto com a capital federal. Acolheu o povo. Gerações inteiras de famílias passaram por ali. Hoje, o CED 02 tem 50 anos, e mesmo com cinco décadas de história, tem a inquietude da juventude para continuar gerando histórias maravilhosas.

Certo dia, estudantes do CED 02 do Cruzeiro chegaram à sala de aula e se depararam com samambaias e outras plantas expostas. “O que essas plantas estão fazendo aqui, professora”, questionaram. “Elas vão estudar com vocês”, respondeu ela, que iniciava ali um projeto que, de tão querido pelos alunos, virou o grupo de WhatsApp Botânica por Amor.

Intitulado “A folha que vejo, a paisagem que enxergo”, o projeto é idealizado pela professora Cristina Torres Tavares junto a estudantes da faixa etária de 16 a 18 anos. Oficialmente, ele começou em 2022. “Mas ainda em 2019 as plantas já eram expostas para observação em sala de aula”, conta a professora.

Ao observar a curiosidade dos estudantes pelas plantas que diariamente eram observadas, Cristina uniu a percepção à abordagem científica. “Desenvolvi trabalhos de investigação científica, onde eles puderam ver que as plantas têm muitas coisas a oferecer e, com elas, podem também construir o conhecimento científico”, diz.

Com o uso do conhecimento prévio dos estudantes sobre a morfologia externa das plantas, professora Cristina iniciou atividade prática no laboratório. A técnica escolhida foi a diafanização, que consiste no clareamento das folhas até que elas fiquem transparentes, possibilitando a observação das nervuras.

“Em grupo, eles (os estudantes) se engajaram para pesquisar e realizar as testagens. Ao observar as nervuras das folhas, viram que era possível identificar as espécies a partir daí. Ficaram encantados! Viram um conjunto de sequências de nervuras que formavam figuras, desenhos que eles nunca imaginavam que poderia estar na parte interna de uma folha, por trás daquela cobertura verde. Se depararam com desafios, encontraram juntos soluções. Despertaram o interesse pelo trabalho científico”, conta professora com alegria.

Das quase 50 primaveras, 26 Cristina atua nas salas de aula das escolas públicas do DF como docente de Biologia, com atenção especial à Botânica. “A gente traz na genética essa questão de interação e conexão com a natureza e com as plantas. A gente precisa resgatar isso. Saber respeitar, entender que aquela planta está ali exercendo uma função”, esclarece a professora.

Para a diretora do Sinpro-DF Regina Célia, o trabalho da professora Cristina é “genial”. Ela conheceu a proposta em uma das visitas ao CED 02, quando lia as informações dos murais, que sempre se perpetuam em fotografias registradas e arquivadas pela dirigente sindical. Bióloga, Regina conta que, ao ver o projeto da professora, ficou encantada, com os olhos fixos em cada detalhe e a mente acelerada, pensando nas mil e uma possibilidades que poderiam brotar dali.

“A professora Cristina não só contribui para a compreensão do mundo natural, ela instiga a formação de pessoas que podem fazer a diferença para a sociedade, uma vez que desperta a vontade dos estudantes para seguir carreiras científicas. E a ciência contribui sobremaneira para melhorar a qualidade de vida da sociedade, encontrar a cura para doenças, desenvolver vacinas, criar tecnologias e, sobretudo, formar sujeitos críticos e culturalmente enriquecidos”, afirma a dirigente sindical.

Professora Cristina lembra que, quando criança, gostava de olhar o balanço das folhas com o vento e observar o barulho que elas faziam ao realizar os movimentos. Ela ainda se recorda do avô abrindo um Atlas de Botânica e contando histórias que brotavam em sua imaginação. “Acho que a Botânica sempre esteve ao meu redor”, reflete. A criança cresceu, se tornou professora e agora semeia em tantas outras vidas o interesse em conhecer e reconhecer o mundo em que vivem e a possibilidade de transformá-lo, gerando bem-estar social.

Essa é mais uma das incríveis histórias que constroem o CED 02 do Cruzeiro. Uma escola que, dizem alguns do que passam por lá, tem solo sagrado.

MATÉRIA EM LIBRAS

“Convoca Já”: Sinpro entrega carta a distritais e pede apoio para agilizar nomeações

A diretoria colegiada do Sinpro-DF e os(as) professores(as) e orientadores(as) aprovados(as) no concurso de 2022 visitaram, nessa terça-feira (26), os gabinetes dos(as) parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para pedir apoio para duas pautas fundamentais para a educação pública do DF: a nomeação já dos(as) aprovados(as) e a derrubada de vetos do governador Ibaneis Rocha (MDB) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada no primeiro semestre.

Durante a visita, além de conversar com cada parlamentar, o grupo entregou uma carta com o conteúdo da reivindicação e na qual demonstra a situação da rede com a falta de profissionais. Confira no final desta matéria, a carta na íntegra. Segundo a carta, “esse pleito se faz necessário considerando a imensa demanda para efetivação dos profissionais do magistério no conjunto das escolas da rede pública do Distrito Federal”.

“Reivindicamos também o apoio dos e das parlamentares para derrubar os vetos do governador Ibaneis no Orçamento às nomeações de apenas 630 professores e professoras e 200 orientadores e orientadoras educacionais, previstas para 2024”, destaca Ana Bonina, diretora do sindicato. Esse pleito também está na carta, a qual mostra que o déficit de professores(as) na rede pública de ensino é imenso e que existe a necessidade de derrubar o veto do governador à LDO 2024 aprovada na CLDF, que prevê o aumento do quantitativo de vagas para o concurso prevendo a convocação de 8 mil professores(as).

No documento, destaque para a observação de que, de acordo com a LDO para 2023, a previsão de nomeação de 6.200 professores(as) da educação básica e 1.000 pedagogos(as)-orientadores(as) educacionais.  A ação dessa terça-feira faz parte da campanha Convoca Já, que, por sua vez, integra o calendário de mobilização aprovado na reunião do Sinpro com aprovados e aprovadas do último concurso.

A campanha Convoca Já deve se intensificar e o Sinpro seguirá cobrando do governo o cumprimento de todos os pontos do acordo de suspensão da greve. Confira também, no final dessa matéria, outras publicações sobre as ações da campanha Convoca Já.

Confira o álbum de fotos no Facebook e saiba mais sobre o assunto em outras publicações do Sinpro a seguir:

“CONVOCA JÁ” VAI PARA OUTDOORS DAS PRINCIPAIS VIAS DO DF

 

SINPRO REALIZA AÇÃO NAS REDES PELA NOMEAÇÃO IMEDIATA DE APROVADOS EM CONCURSO

 

REUNIÃO COM APROVADOS E APROVADAS DEFINE PRÓXIMAS ESTRATÉGIAS DA CAMPANHA “CONVOCA JÁ”

 

 

MEC encaminha minuta para alteração do Novo Ensino Médio à Casa Civil

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) analisou o texto do Projeto de Lei (PL) apresentado, na sexta-feira (22/9), pelo governo federal com o intuito de substituira Lei 13.415/17, que legalizou a reforma do Ensino Médio imposta ao País pelos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Confira a análise na íntegra, a seguir.

 


MEC encaminha minuta para alteração do Novo Ensino Médio à Casa Civil

 

O MEC já iniciou ações para a alteração do Novo Ensino Médio. Na sexta-feira, 22 de setembro, o órgão enviou uma minuta do Projeto de Lei à Casa Civil para alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) nº  9.394/96. Entre os principais pontos, o documento altera a carga horária da Formação Geral Básica para 2400 horas, revoga a lista dos componentes curriculares obrigatórios, determina a oferta do ensino noturno do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), e da educação quilombola e indígena.

De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, o texto deverá entrar em tramitação no Congresso Nacional até o fim deste mês. O encaminhamento é visto como um avanço para grupos e movimentos da educação que se manifestam contra ao NEM. O presidente da CNTE, Heleno Araújo, se diz satisfeito  ao saber que os apontamentos trazidos pelo MEC na minuta consideram as opiniões das entidades ligadas à educação consultadas pelo órgão.

Segundo Heleno, a consulta pública feita com entidades da educação simboliza um ponto “necessário no processo de mobilização de alteração do novo ensino médio”, destacou. Entretanto, ele menciona que ainda há pontos do documento que precisam ser alterados, tais como a educação profissional, por exemplo. 

Para Heleno, o ensino de formação profissionalizante é ainda um tema dentro da minuta que precisa de mais debates para aprofundamento e, consequentemente, apontamento de melhorias para a integração da formação geral com a profissional. “ Vamos tentar fazer essas melhoras no Congresso Nacional”, declarou.

Pontos de alteração

Entre as mudanças feitas, a minuta determina a carga horária obrigatória para Formação Geral Básica de, no mínimo, 2.400 horas para o ensino médio. Para estudantes do ensino médio técnico, a carga horária será de 2,1 mil horas, dividida em três anos de formação. Nesse nível, será ofertada de 800 a 1,2 mil horas de educação profissional e tecnológica.

De acordo com a Lei 13.415/17, o NEM estabelece as disciplinas de português, matemática, educação física, arte, sociologia e filosofia como obrigatórias, podendo o restante ser trabalhado de modo optativo pelo profissional em sala de aula. Com a alteração da minuta, torna-se obrigatório o ensino de todas as seguintes matérias:

1) língua portuguesa e suas literaturas; 

2) línguas estrangeiras (inglês e espanhol);

3) arte, suas linguagens e expressões;

4) educação física; 

5) matemática; 

6) matérias de ciências humanas e sociais, como história, geografia, sociologia e filosofia; e

7) matérias de ciências da natureza, como física, química e biologia. 

A respeito da organização dos itinerários, o documento aponta a flexibilização curricular de percursos de aprofundamento e integração de estudos, para a articulação de, no mínimo, três áreas de conhecimento ou integração ao ensino profissional.

Segundo o MEC, a previsão é de que em 2024 as adaptações já sejam implementadas para entrarem em vigor em 2025.

 

Clique aqui para ler a minuta na íntegra. 

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Cerimônia do I Prêmio Paulo Freire de Educação ocorre nesta quinta (28)

Escolas, projetos, estudantes e profissionais da pedagogia vencedores(as) do I Prêmio Paulo Freire de Educação da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), receberão seus reconhecimentos em Sessão Solene, nessa quinta-feira (28), a partir das 19h, no Plenário da Casa Legislativa. A CLDF informa que “os projetos inscritos e todos(as) os(as) responsáveis pelos mais de cem projetos inscritos serão apresentados(as) à sociedade e homenageados(as) durante cerimônia de premiação”.

 

O I Prêmio Paulo Freire de Educação é uma iniciativa do deputado distrital e presidente da CESC, Gabriel Magno (PT), idealizada para reconhecer e premiar, publicamente, profissionais de ensino, estudantes, estudiosos e ativistas que se destacaram por suas contribuições na promoção do direito à Educação, na gestão democrática, no Plano Distrital de Educação (PDE) e em projetos políticos-pedagógicos que influenciem de forma positiva as escolas públicas do Distrito Federal (DF).

Em entrevista à imprensa, o deputado Gabriel Magno disse que ficou muito satisfeito e surpreso com a quantidade de adesões e com a alta qualidade dos projetos que concorreram. Em nota pública, ele convida a todos(as) para comparecer à solenidade. Dentre os projetos premiados, está o do CEM 02 de Ceilândia, do CEMAB, EC 05 de Planaltina, dentre outros. Clique aqui e confira a lista dos(as) vencedores(as).

O Prêmio Paulo Freire da CLDF chegou a ser alvo de críticas e ataques de deputados bolsonaristas, que distorceram o pensamento de Paulo Freire, reconhecido internacionalmente como um dos melhores e maiores educadores do mundo.

Também vão receber a premiação o Projeto RAP (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo), o programa de Formação de Professores em Educação Ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB) e o Museu Virtual de Ceilândia.

Segundo informações da imprensa, nessa primeira edição, os projetos se dividiram nas seguintes categorias, a saber: Educação para a Diversidade; Cidadania e Educação em e para os Direitos Humanos; Educação para a Sustentabilidade; Educação no Campo; e Tecnologia e Inovações. Os três primeiros colocados em cada uma delas receberão troféus.

Confira a lista de premiados no link abaixo

https://www.gabrielmagno.com.br/resultadopremiopaulofreire

 

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Paulo Freire e a luta por uma educação pública de qualidade e um país soberano

(*) Por Raimundo Kamir

Se estivesse vivo, o Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire, faria 102 anos no dia 19 de setembro de 2023. A data de nascimento de Freire, reconhecido mundialmente como um dos maiores e mais profundos educadores do planeta, tornou-se momento importante para a reflexão sobre a importância e a necessidade de defendermos a educação pública, gratuita, democrática, popular, laica, inclusiva e de qualidade socialmente referenciada para o Brasil conseguir ser uma nação desenvolvida e soberana.

O legado de Paulo Freire é imenso e, entre o espólio de seu aporte literário, destaco a defesa da educação como um ato político e transformador, capaz de empoderar as pessoas e promover um modelo de sociedade livre de opressões. Quando pensamos a escola brasileira a partir de uma perspectiva freiriana, entendemos que é preciso existirem condições de vida e de trabalho favoráveis aos(às) educadoras(es), estudantes e trabalhadoras(es) da educação a promoverem as práticas pedagógicas com mais autonomia.

O problema é que, quando o neoliberalismo ataca a educação, como um todo, como aconteceu recentemente no Brasil, durante os governos federais entre 2016 e 2022, dificulta e, muitas vezes, impedem a construção do “ser mais” de Paulo Freire, limitando e impedindo, como está acontecendo, atualmente, no Estado de São Paulo, o desenvolvimento de uma educação voltada para capacitar as pessoas para a cidadania e a construir seres humanos sujeitos(as) críticos(as) que possam desfrutar de uma cidadania plena.

O movimento dos professores(as) e orientadores(as) educacionais e seus sindicatos no País afora, com seu papel fundamental na luta em defesa dos direitos dos(as) trabalhadores(as) da educação por condições mais adequadas de trabalho e valorização profissional, corrobora a ampliação das condições materiais que vão ao encontro de uma prática pedagógica crítica e emancipadora. Esse compromisso com a luta em defesa do legado de Paulo Freire é de extrema importância para a garantia de uma educação pública de qualidade socialmente referenciada, democrática e inclusiva.

O fomento às formações sindicais na educação visa a fortalecer a ideia de uma educação como práxis emancipadora, contribuindo para a construção de uma consciência crítica para o enfrentamento das desigualdades presentes no sistema educacional. Esse processo só é possível quando todos(as) os(as) atores(as) da escola e ao redor dela estiverem construindo, como sujeitos e sujeitas, essa ruptura com o modelo de sociedade que produz e reproduz a lógica da miséria, da desigualdade social, do machismo, do racismo, da LGBTfobia, dentre outras opressões estruturais.

Nesta comemoração dos 102 anos de natalício do Patrono da Educação Brasileira, seus ensinamentos nos trazem reflexões preciosas para um período de reconstrução do País, que estamos vivendo agora, e para o fortalecimento da luta pela Educação libertadora. A conjuntura atual abre mais espaços para proposições que defendem a educação pública, contudo, isso não significa que a luta deve enfraquecer. O momento é de propor e de disputar um modelo de educação pública e gratuita, construído e forjado para transformar o mundo em um lugar mais justo, solidário e amoroso e nosso país em uma nação soberana.
Viva Paulo Freire!

(*) Raimundo Kamir é diretor do Sinpro-DF e professor de Artes na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Inscrições abertas para o seminário “Setembro Amarelo – A vida é a melhor escolha”

Se você ainda não se inscreveu, clique aqui, ou no botão a seguir, e faça sua inscrição no seminário Setembro Amarelo – A vida é a melhor escolha. A iniciativa da Secretaria de Assuntos da Saúde do Sinpro será presencial, no dia 29 de setembro, das 14h às 17h, no Auditório Paulo Freire (SIG). O evento será realizado em parceria com o Instituto Olhos da Alma Sã com o intuito de abrir um espaço público para reflexão sobre as questões da saúde mental, de buscar descolonizar ocorrências preestabelecidas e de promover o pensamento crítico sobre experiências e sentimentos por meio de reflexão, desnaturalização dos discursos totalitários e normativos.

 

Aberta para toda a categoria, no fim da atividade os(as) participantes ganharão certificado. Os(as) interessados(as) podem fazer a sua inscrição até o dia 29 de setembro. 

 

Inscreva-se aqui

 

Dentre os temas presentes na programação estão O eu x o nós: máquinas fortes e corpos frágeis, com o professor do Departamento da Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Emílio Peres Facas; LGBTQIAN+ pensando a sexualidade na escola, com a também psicóloga Maria Isabel de Queiroz; Crise na esperança: reinventando inícios, com Ezequiel Nogueira Braga; Estratégias em Saúde Mental, com Luciane Kozicz Reis Araújo, além da participação da Doutora em Biologia pela Universidade de Brasília (UnB), Daniele Scandiucci de Freitas.

Luciane Kozicz reflete que hoje, pela linguagem supostamente humana, máquinas conversam com humanos e, por meio de humanos, conversam até com outras máquinas. “Não são mais humanos que se valem das máquinas para se comunicar, mas o inverso. No mundo da vida, da dor, do desespero, da falência racional a mídia digital não é capaz de acolher. Reunir pessoas, com falas singulares busca autorizar narrativas individuais de pertencimento a um coletivo”.

A coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro, Élbia Pires, afirma que “este seminário quer ampliar o debate com a categoria sobre os processos que causam adoecimento no espaço de trabalho, ampliar os debates sobre a prevenção dos adoecimentos e, principalmente, construir coletivamente propostas de políticas públicas que garantam o exercício da nossa profissão com a dignidade, a saúde e o bem-estar que a nossa categoria merece”.

Confira abaixo a programação:

O eu x o nós: máquinas fortes e corpos frágeis

Emílio Peres Facas

Professor do Departamento da Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Coordena o Núcleo de Trabalho, Psicanálise e Crítica Social no Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília, Doutor em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações (PSTO/UnB), com sandwich na Université Catholique de Louvain, Bélgica.

 

LGBTQIAN+ pensando a sexualidade na escola

Maria Isabel Amora de Queiroz

Psicóloga clínica na Coordenação de Atenção Psicossocial (CoaP) da Universidade de Brasília, onde promove o grupo Vozes LGBTQIA+; Co-criadora do Ambulatório Trans do HuB; Ex-mentora do Programa Transformação da ONU

 

Crise na esperança: reinventando inícios

Ezequiel Nogueira Braga

Psicólogo clínico e psicoterapeuta, mestre em psicologia clínica pela PUC – SP e candidato a analista junguiano pela Associação Junguiana do Brasil – AJB associada a International Association for Analytical Psychology – IAAP.

 

Estratégias em Saúde Mental

Luciane Kozicz Reis Araujo

Coordena a Clínica do Trabalho no Sinpro/DF. Mestre em Saúde Pública na ENSP/Fiocruz Brasília (2017). Especialista em “Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupos” pelo Instituto de Pesquisa em Psicanálise e Psicopatologia de Brasília – IPePP-DF. Graduada em Psicologia pela Universidade de Brasília. Pesquisadora do Cnpq e pesquisadora convidada do Núcleo de Trabalho, Psicanálise e Crítica Social no Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília

Daniele Scandiucci de Freitas

Doutora em Biologia (UnB) especialização em Psicologia Analítica, imaginário e prática clínica; extensão em psicossomática, saúde mental em base analítica, terapia familiar e de casal. Atualmente, trabalha como psicóloga clínica, professora e supervisora junto ao Instituto Olhos da Alma Sã.

 

* Matéria publicada, originalmente, em 06 de setembro de 2023; e republicada, posteriormente, em 20 de setembro de 2023

 

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