CUT é central para a reconstrução do Brasil, avalia diretora da CNTE

   

A diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Rosilene Corrêa afirmou que a conscientização política da população brasileira é tarefa imprescindível da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para reconstruir o Brasil. A avaliação da dirigente sindical foi feita em sessão solene na Câmara Legislativa do DF, nessa segunda-feira (4/9), em homenagem aos 40 anos da Central.

“Temos um Executivo com vontade fazer, uma classe trabalhadora que precisa de muitas mudanças, mas um Congresso Nacional que não está do nosso lado. Precisamos mudar essa correlação de força. Cabe a nós eleger representantes da classe trabalhadora. Se olharmos para dentro do Congresso, não são os trabalhadores rurais que estão lá, são os latifundiários; quem está lá, em sua maioria, são os grandes empresários; quem está lá pela educação, são donos de escolas ou quem tem relação próxima com a educação privada. É papel nosso mudar essa realidade”, avalia Rosilene Corrêa, que também é dirigente da CUT Nacional.

No evento, o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, afirmou que a Central “tem o desafio de reconstruir o Brasil onde o bolsonalrismo ainda existe”. Para ele, essa reconstrução deve ser pavimentada na geração de empregos; no resgate dos direitos roubados; na valorização dos sindicatos; no fortalecimento dos serviços e empresas públicas; na regulação das novas formas de contratação trabalhista; na garantia dos direitos previdenciários e da seguridade social para todos e todas.

Segundo Rodrigo Rodrigues, essa reconstrução passa, necessariamente, pelo respeito aos princípios da CUT, de “autonomia, independência, liberdade de organização, defesa da democracia e, sobretudo, solidariedade de classe”.

O deputado Chico Vigilante (PT), que foi o primeiro presidente da CUT-DF, resgatou a história da Central nessas quatro décadas e comparou o momento do nascimento da CUT aos dias de hoje, na perspectiva dos desafios. Ele lembrou que, há 40 anos, a CUT surgiu para defender a classe trabalhadora e garantir os direitos às diversas categoria. Agora, 40 anos depois, a Central, para o parlamentar, precisa se manter “alerta e vigilante” para barrar a investida contra a organização da classe trabalhadora, realizada pelos mesmos setores reacionários que insistem em dar um golpe no Brasil desde 1964.

“A Central nasceu para combater tudo isso, e é por isso que todos nós temos que continuar acreditando na Central Única dos Trabalhadores: o mais perfeito e potente instrumento de luta de classe neste país. Vida longa à CUT”, discursou o deputado Chico Vigilante.

Ainda participaram da sessão solene em homenagem aos 40 anos da CUT a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), os deputados distritais Gabriel Magno (PT) e Max Maciel (PSol), a supervisora do Dieese em Brasília, Mariel Angeli Lopes, o atual presidente do Iphan, Leandro Grass, João Vicente Goulart (PCdoB) e lideranças sindicais de várias categorias de trabalhadores.

 

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Sinpro cobra agilidade e dignidade no atendimento da Subsaúde

Diretores da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF se reuniram, nessa terça-feira (5), com representantes da Subsaúde para apresentar uma pauta de situações que dificultam a vida dos(as) profissionais de educação que estão em adoecimento e discutir soluções para esses problemas.

“O objetivo é minimizar as dificuldades que professores(as) e orientadores(as) educacionais encontram ao precisarem dos serviços da Subsaúde”, explica Élbia Pires, coordenadora da Secretaria de Saúde do Trabalhador.

Na pauta estavam problemas, como o da readaptação funcional, o trato dos peritos com a categoria, os prazos para resultados das homologações de atestados até 10 dias, a lentidão nos processos de solicitação de horário especial em razão de pessoa PCD na família ou o(a) próprio(a) servidor(a) ser PCD. A dirigente informa que está prevista a realização e nova reunião em dezembro.

Ela afirma, ainda, que “essa reunião com a equipe da Subsaúde é um esforço que estamos fazemos para diminuir os problemas enfrentados pela categoria ao precisar daquela subsecretaria. Estaremos atentas ao processo e continuaremos cobrando melhorias no atendimento a nossa categoria”.

No encontro, decidiram marcar uma nova reunião para dezembro para verificação do que foi avançado. “A ideia é marcar reuniões trimestrais para irmos avançando no diálogo e irmos conseguindo diminuir os problemas que a categoria tem com a Subsaúde”, afirma a diretora.

A reunião contou a presença dos(as) representantes do Sinpro, Élbia Pires, Rodrigo Teixeira e João Braga,  e, da subsaúde, participaram a subsecretária Luiza Carolina Carneiro Barreiros, e os assessores Douglas e a Gilvana.

 

Confira como foi a discussão e alguns itens da pauta

 

Item 1 – Readaptação funcional – Foi discutido o atual procedimento adotado pela Subsaúde, que, em constatando que o(a) servidor(a) se encontra de atestado e apresenta condição laboral, mas não de regência, o(a) médico(a)-perito(a) encaminha o retorno ao trabalho com restrição temporária (geralmente, por 60 dias) e o(a) orienta a solicitar uma Avaliação de Capacidade Laborativa, a qual deve ser encaminhada a DIPEM/GPSS para continuidade do processo de restrição/readaptação.

Item 2 – Trato dos(as) peritos(as) com a categoria. Nesse tema, foram cobradas atitudes para solucionar problemas de falta de urbanidade/ destrato/ indiferença, dentre outros comportamentos dos(as) profissionais que atendem na Subsaúde. A pasta informou que já vem dando atenção para essa questão e sinalizou que irá buscar novos mecanismos para resolver esse problema.

Item 3 – Prazos para resultados das homologações de atestados de até 10 dias – Os(as) dirigentes do Sinpro apontaram as dificuldades dos prazos muito alargados, entre eles, a necessidade de agilidade da perícia e da licença para fechar a folha de ponto do(a) servidor(a).

Nesse item, a subsecretária informou que esse prazo, hoje, é de cerca de 12 dias e que, de fato, já foi muito maior, mas que foi feita uma força tarefa para reduzir a demora entre o dia que o(a) servidor(a) faz a inserção dos dados no sistema SEI e a data que ele(a) recebe a resposta no site da SIAPMED.

Ainda segundo a Subsaúde, as perícias presenciais estão com prazo entre a data em que o professor(a) e o(a) orientador(a) educacional entram no site da SIAPMED para marcar e a data da perícia está em torno de 30 dias, que a Subsaúde pretende fazer uma força tarefa também nas perícias presenciais para diminuir esse lapso de tempo.

Item 4 – Lentidão nos processos de solicitação de Horário Especial em razão de pessoa PCD na família ou o(a) próprio(a) servidor(a) ser PCD – A informação é a de que o processo segue um trâmite de mais ou menos 60 dias e que, nesse prazo, passa por análises administrativas, após essa fase, o(a) servidor(a) é convocado(a) para a perícia médica presencial, que segue o fluxo das Perícias de Licenças Médicas e entrarão na força tarefa para redução do prazo de espera.

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Últimos dias para adesão ao leilão de precatórios

Termina nesta sexta-feira (8/9) o prazo para adesão ao leilão de precatórios convocado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por meio do Edital nº 2/2023. Interessados(as) devem apresentar a proposta de acordo direto de pagamento mediante preenchimento de requerimento específico, no período de 7 de agosto até 8 de setembro de 2023, acompanhado de toda a documentação exigida no Edital nº 2/2023.

O Sinpro informa que essa adesão não é feita pelo Jurídico do sindicato, cabendo a cada professor(a) e orientador(a) educacional credor(a) a iniciativa. Além disso, diante do alto número de golpes aplicados, o sindicato orienta cautela no desenrolar do processo. Em caso de dúvida, o edital também disponibiliza, neste link de Guias Rápidos, manuais com o passo a passo dos procedimentos necessários para a realização do protocolo do requerimento, bem como para recuperação de senha do sistema de autenticação gov.br.

Publicado no dia 7/8, o edital autoriza a celebração de acordo direto de pagamento de precatórios apresentados até 2 de abril de 2023, e precatórios alimentares apresentados até 17 de julho de 2023, expedidos exclusivamente no âmbito de processos do TJDFT. O(a) professor(a) e orientador(a) educacional interessado(a) deve apresentar a proposta de acordo até esta sexta-feira: 8 de setembro de 2023. O protocolo do requerimento deve ser feito pelo credor, procurador ou advogado no endereço www.acordoprecatorio.pg.df.gov.br.  

Ainda segundo o edital, em caso de “eventuais dificuldades no momento do preenchimento ou do protocolo do requerimento poderão ser sanadas, em dias úteis, no chat disponibilizado na página www.acordoprecatorio.pg.df.gov.br , no período das 9h às 19h.

A antecipação do pagamento do precatório impõe um deságio de 40% sobre o valor devido, além de 10% de honorários advocatícios, ou seja, o pagamento final, caso aprovado o leilão, é de metade do que o credor tem a receber. Além disso, ainda há uma ordem devida aos leilões. Têm prioridade, nesta ordem, processos de quem tem doenças graves (devidamente reconhecida pelo órgão competente); maiores de 60 anos e pessoas com deficiência. Os dois últimos critérios são: ordem crescente de valores e ordem alfabética do nome do credor.

Após apresentar pedido de antecipação, o processo passará por análise, que leva em consideração, dentre outros fatores, a anexação dos documentos devidos e classificação. Depois disso, a Coordenadoria de Conciliação de Precatórios do TJDFT realizará a atualização de valores do precatório devido (já com o deságio de 40% e os 10% de honorários). Em seguida será feita a intimação do credor. Ela será feita pelo WhatsApp, pela Coordenadoria de Conciliação de Precatórios do TJDFT, para ciência do valor a ser recebido, devolução de certidão de crédito que eventualmente tenha sido solicitado perante a COORPRE e demais providências que se fizerem necessárias à formalização final do ajuste.

 

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Sinpro atua contra nova investida de criminalização da categoria do magistério público

O Sinpro enviou para todos os deputados e deputadas distritais, na manhã desta quarta (06), ofício que alerta sobre projetos de lei que estão na pauta de votação e que podem afetar permanentemente o sistema educacional do DF. O documento também será protocolado na Câmara Legislativa na segunda-feira, 11 de setembro. 

O documento solicita aos parlamentares a retirada das propostas da análise da Casa, e ainda será encaminhado às Comissões de Educação, Saúde e Cultura (CESC); de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF); e de Constituição e Justiça (CCJ).

Teoricamente, os projetos alertados pelo Sinpro são voltados à primeira infância. Mas, na prática, os textos estão na linha do desmonte da educação pública e do movimento Escola sem Partido, conhecido como Lei da Mordaça, “que pretende censurar educadores e ferir o princípio da dignidade humana e do direito à educação e à informação”.

Um dos projetos de lei destacados no ofício do Sinpro é o PL nº 2.472/2022, de autoria do deputado Iolando (MDB), que “proíbe a exposição de crianças e adolescentes a atividades escolares que possam contribuir para a sexualização precoce e a erotização infantil no âmbito da Educação Básica do Sistema de Ensino público e privado do Distrito Federal.” A proposta, todavia, é uma releitura de projetos já rejeitados pela Comissão de Educação e Saúde por terem o mesmo teor do movimento Escola sem Partido, derrotados no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro PL destacado pelo Sinpro no ofício é o nº 558/2023, de autoria do deputado Roosevelt (PL), que “institui a Política distrital pela Primeira Infância’”. Assim como o projeto do deputado Iolando, o texto tem conteúdo semelhante ao Escola Sem Partido.

“Os projetos apresentados, além de terem sido discutidos e reprovados, são projetos que atacam frontalmente a educação, criminaliza os profissionais do segmento e retiram dos estudantes e das estudantes o direito ao conhecimento amplo. Isso resulta no preconceito, na discriminação; que geram uma sociedade violenta, incapaz de conviver pacificamente, respeitando a diversidade”, afirma a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio.

No documento a ser protocolado, o Sinpro ainda ressalta que os projetos “prejudicam o cumprimento das diretrizes curriculares nacionais e distritais” e compromete o desenvolvimento do Currículo em Movimento.

Ambos os projetos destacados pelo Sinpro precisam de maioria simples (metade mais um dos presentes) para serem aprovados pelo plenário da Casa. Caso isso aconteça, as propostas seguirão para sanção do governador Ibaneis Rocha.

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Sinpro cobra cumprimento dos pontos negociados na Greve da Educação

Comissão do Sinpro fez mais uma rodada de reunião de negociação nessa segunda-feira (4/9), para cobrar do GDF celeridade no cumprimento dos itens da proposta do governo, aprovada em assembleia geral pela categoria, determinante para a suspensão da Greve da Educação. O encontro teve a representação da Secretaria de Educação, Secretaria de Orçamento e Secretaria de Relações Intersindicais.

Os(as) representantes das pastas apresentaram à Comissão do Sinpro um panorama do andamento de todos os itens estabelecidos. A metodologia institucional e burocrática e a escolha dos mecanismos jurídicos mais adequados a cada questão são os principais desafios para a conclusão dos pontos.

A Comissão do Sinpro reforçou que a categoria do magistério público não abrirá mão de nenhum dos itens acordados, e que é fundamental o máximo empenho do GDF em materializar integralmente a proposta negociada.

Nova reunião para tratar do cumprimento do acordo de greve foi agendada para 14 de setembro. A Comissão do Sinpro continuará acompanhando de perto todas as questões. A mesa de negociação segue em andamento com a presença de representações da SEEDF, da Seplad e da Secretaria de Relações Intersindicais.

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Publicada no DODF a incorporação da GAPED/GASE

Luta histórica da categoria materializada em lei: foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta terça-feira (5/9), a Lei nº 7.316, de 4 de setembro de 2023, que altera a Lei nº 5.105/2013, e reestrutura a carreira Magistério Público do Distrito Federal para incorporar a Gratificação de Atividade Pedagógica (Gaped) e a Gratificação de Atividade de Suporte Educacional (Gase) ao vencimento.

 

A incorporação da primeira parcela de 5% das gratificações está confirmada para outubro. Segundo a lei, a incorporação será realizada da seguinte forma: a GAPED e a GASE serão calculadas sobre o vencimento básico do padrão e da etapa em que o servidor esteja posicionado. Os percentuais serão alterados na forma que segue:

 

  1. a) 25%, a partir de 1º de outubro de 2023;
  2. b) 20%, a partir de 1º de janeiro de 2024;
  3. c) 15%, a partir de 1º de julho de 2024;
  4. d) 10%, a partir de 1º de janeiro de 2025;
  5. e) 5%, a partir de 1º de julho de 2025;”

 

Clique aqui e confira a Lei nº 7.316, de 4 de setembro de 2023. A lei está na página 2 do DODF.

 

Em matéria recente, o Sinpro tratou deste e de outros pontos da negociação resultante da greve. Confira a seguir: Sinpro cobra PL da incorporação da Gaped/Gase; GDF garante que 1ª parcela entra em outubro

 

Histórico

Essa é uma conquista que resultou da unidade e da mobilização que pavimentaram os 22 dias de greve da Educação pela valorização e reestruturação da carreira. A Gaped nasceu em 1991, com o nome de Gratificação de Regência de Classe (GRC), conhecida como Pó de Giz (A Gase nasceu anos depois).

Ela foi uma resposta de curto prazo e paliativa aos ataques trazidos com a crise econômica dos anos 90. Em 2007, tornou-se Gratificação de Atividade em Regência de Classe (Garc) e, em 2013, a Gaped. Embora a essência fosse a mesma, a gratificação passou por mudanças estruturais e de nome para ampliar o número de profissionais da categoria com direito ao valor que, ao longo dos anos, também aumentou de 20% para 30% do vencimento básico.

 

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Semana do Cerrado: reflexão e defesa do bioma mais ameaçado do Brasil

Um terço do Bioma Cerrado foi extinto para dar lugar à pastagem e ao agronegócio. Uma pesquisa do Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgada em julho deste ano, mostrou que o Cerrado é o bioma mais ameaçado do Brasil e que o avanço da agropecuária somado às regras ambientais mais permissivas e à menor porcentagem de áreas protegidas explicam o aumento dos índices de desmatamento.

Nesta terça-feira (5/9), o Distrito Federal e sua rede de ensino dá início às atividades de comemoração à Semana do Cerrado. O desmatamento é um dos piores problemas que o bioma enfrenta e se intensifica ano após ano. Diante dessa situação, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou e instituiu, em janeiro do ano passado, a Lei n° 7.053/2022, de autoria do deputado Chico Vigilante (PT), que inclui a Semana do Cerrado, já prevista nas Leis nº 1.417/1997 e nº 4.939/2012, no calendário letivo da rede de ensino do Distrito Federal.

A iniciativa contou com a participação de um grupo de educadores e educadoras ambientais e com o apoio do Sinpro-DF. Com essa lei, além de a Semana do Cerrado ter sido incluída no calendário letivo da Rede de Ensino do DF, passou a fazer parte do Currículo em Movimento que trata da Educação para a Sustentabilidade, passando a ser realizada, anualmente, entre os dias 5 e 11 de setembro, culminando com o Dia Nacional do Cerrado (11/9).  Para o Sinpro, é importante que a discussão sobre esse tema ocorra ao longo do ano letivo e de forma transversal.

“A Semana do Cerrado previsto nas escolas do DF de 5 a 11 de setembro, instituído por lei distrital, é uma grande oportunidade para que a comunidade escolar aborde a temática desse importante bioma que é o Cerrado. Permite realizar iniciativas de sensibilização e de informação de conscientização sobre o bioma, por meio de painéis, seminários, palestras e outras ações educativas”, afirma Raimundo Kamir, coordenador da Secretaria para Assuntos de Políticas Sociais do Sinpro-DF.

Ele lembra do fato de que no Brasil, país com dimensões continentais, não é somente a cultura do povo que é diversa, mas a biodiversidade também, além de ser extraordinária. “Nossos biomas são formados pela maior floresta tropical úmida do mundo; pela maior planície inundável, o Pantanal; pelas florestas semiáridas da Caatinga; pelos campos dos Pampas; pela floresta tropical pluvial da Mata Atlântica; e pelas ricas savanas e bosques do segundo maior bioma em extensão, o Cerrado. No entanto, o desmatamento descontrolado do cerrado, o contrabando de suas espécies e as queimadas ameaçam e podem levar, dessa maneira, à extinção da sua da fauna e flora, e consequentemente tornar a região inviável para habitação”.

Professor de artes e diretor do Sinpro, Kamir vê a lei que cria a Semana do Cerrado (5 a 11/9) e o Dia do Cerrado (11/9), bem como a inserção dessas datas e desse tema no calendário letiv como uma conquista importante para a conscientização de crianças, adolescentes e adultos. “É fundamental que haja, nas escolas, uma política de educação ambiental permanente sobre essa temática, com o fortalecimento da pedagogia da alternância das escolas do campo, a qual leva em conta o meio em que a comunidade está inserida para a formação dos estudantes”.

Iolanda Rocha, ex-diretora do Sinpro, professora da rede pública de ensino do DF e militante socioambientalista, considera a Lei n° 7.053/22 um avanço incontestável. “Entendo que foi um ganho muito grande para essa discussão aqui na região do cerrado. O Dia do Cerrado, que é 11 de setembro, já existe. Daí que incluir uma semana inteira no Calendário Escolar é importante que todas as escolas do Distrito Federam venham a debater essa questão; que o Sindicato dos Professores e o Governo do Distrito Federal (GDF) invistam nesta divulgação para que todas as escolas trabalhem como o tema da Semana do Cerrado nas suas atividades pedagógicas”.

Ela destaca a importância de as escolas desenvolverem projetos que coloquem o Cerrado como tema transversal durante todo o ano e não somente na semana do dia 5 a 11 de setembro. “Quando se trata de água, povos indígenas, agroecologia enfim, tem de colocar o cerrado em todos os aspectos. O Bioma Cerrado é fundamental para a sobrevivência dos povos, para os recursos hídricos do Distrito Federal e em todos os municípios existentes dentre do Bioma Cerrado”.

O Sinpro-DF valoriza o debate acerca da Semana do Cerrado e do Dia do Cerrado no calendário letivo e também na ação sindical. Para além da luta contrativista da nossa categoria, o sindicato também tem essa responsabilidade socioambiental com o Bioma Cerrado. Entendemos que estamos incluídos neste bioma e precisamos ampliar não só a discussão sobre preservação ambiental, mas, principalmente intervir diretamente, por todos os meios, na conscientização da importância do cuidado com o Cerrado que um bioma único no planeta: não existe outro igual.

No entendimento da diretoria da entidade, a educação é o caminho para conscientização sobre o direito à vida dos povos, da fauna e da flora de ter o Bioma Cerrado preservado, livre de monoculturas destruidoras, afinal, dentre outros muitos motivos, a região é comprovadamente, o berço das águas do Brasil – oito das 12 principais bacias hidrográficas nascem no Cerrado – e, ainda assim, mesmo sabendo da importância de sua preservação, o Cerrado é o bioma mais ameaçado do país.

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Sinpro organiza nova turma para o curso de Formação Sindical

Em reunião realizada no dia 31 de agosto, o Sinpro-DF constituiu sua 26ª turma do curso de Formação Sindical – Etapa Básica – com 55 professores(as) e orientadores(as) educacionais inscritos(as). O encontro ocorreu no Auditório Paulo Freire da sede do sindicato no Setor de Indústrias Gráficas (SIG).

 

O curso é dividido em três módulos e será realizado na Chácara Quincas Donna, em Ceilândia. O Módulo I, intitulado “O sujeito e o sindicato”, será realizado nos dias 23 e 24/9, com saída dia 22. O Módulo II, tem o título “O sujeito e a sociedade”, será realizado nos dias 11 e 12/11, com a saída no dia 10. E o Módulo III, nos dias 2 e 3/12, com saída no dia 1°. Confira as fotos da reunião.

 

“Todos os espaços são formativos e ela [a formação] ocorre em todos os momentos. A Formação Sindical é voltada para a base e busca, por sua vez, construir uma consciência de classe assentada nos princípios cutistas e da CNTE, resgatando a organização da nossa categoria na luta por direitos”, afirma a coordenadora da Secretaria de Formação Sindical do Sinpro-DF.

 

A 26ª Turma está completa e conta com mais 20 professores(as) e orientadores(as) educacionais numa lista de espera. Ainda não está prevista a data para uma próxima turma e, assim que tiver uma previsão, o Sinpro avisará à categoria pelos seus meios de comunicação.

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Seminário sobre Gestão Democrática começa nesta sexta (1º/9) no Sinpro

Começa nesta sexta-feira (1º/9) e prossegue até este sábado (2), o seminário sobre Gestão Democrática. Haverá certificação para os(as) participantes inscritos(as) e o seminário será realizado no Auditório Paulo Freire, na sede do Sinpro no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Além de informações sobre o processo eleitoral para a escolha de gestores e conselho escolar, que ocorre no segundo semestre, o seminário promoverá debates sobre o Panorama Geral da Gestão Democrática, base legal e arcabouço jurídico e a questão da gestão democrática e igualdade de gênero.

As inscrições se encerraram no dia 25 de agosto. 

As eleições para Conselho Escolar e Gestores das escolas públicas do GDF estão previstas para outubro – o edital e a resolução de regulamentação do processo eleitoral devem ser publicados até o início de agosto. Em 2023, a Lei nº4751, a chamada Lei da Gestão Democrática, completa 11 anos.

O debate sobre a Gestão Democrática extrapola os muros da escola e envolve toda a comunidade, numa discussão ampla e profunda sobre o papel da escola e a organização efetiva na sociedade. O processo como um todo não se limita apenas à eleição dos/as diretores/as. O que garante efetivamente a existência da gestão democrática é a participação da comunidade na eleição dos seus gestores e também na construção do projeto político pedagógico, levando em consideração suas características, realidade local, a cultura da comunidade onde está inserida e os vários aspectos, sempre almejando uma escola mais próxima, acessível e inclusiva.

“A Lei 4.751 é motivo de orgulho para a comunidade escolar, é o resultado de uma luta coletiva que envolveu os mais diversos setores da sociedade, com destaque para o Sinpro-DF, que sempre entendeu a importância desse instrumento como forma de organização e luta em defesa de uma escola pública, gratuita, inclusiva, plural, laica e de qualidade”, afirma Cláudio Antunes, diretor do sindicato, que completa: “A Gestão Democrática faz parte da luta estratégica para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e capaz de superar suas contradições. Como bem disse Paulo Freire, “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”.

Confira a programação do evento

Sexta-feira (1º/9), às 19h

 

Mesa de abertura
Convidados:

Sinpro, Forúm de Educação, CNTE, Conselho de Educação, UBES.

 

Mesa 1 Panorama geral da Gestão Democrática

Palestrante: Olgamir Amâncio (UNB)

Doutora e Mestra em Educação pela UnB, coordena os projetos de Extensão: Educação Ambiental no Parque Sucupira e Maria da Penha vai à Escola. Professora aposentada da SEE-DF, e ex-diretora do Sinpro-DF. 

22h – Encerramento

 

Sábado (2/9), às 8h30

Abertura / Café da manhã

9h – Mesa 2 Princípios, Arcabouço Jurídico e mecanismos de democratização das escolas e do sistema de educação
Palestrante: Júlio Barros

Mestre em Educação pela UnB, diretor do Sinpro-DF, Coordenador do Fórum Distrital de Educação/FDE e membro da Comissão de Avaliação e Monitoramento do Plano Distrital de Educação/PDE.

 

10h – Mesa 3 Experiência na Gestão Escolar

Palestrante: Jacy Braga

Professor da Secretaria de Educação do DF. Foi Secretário Adjunto da Educação, e ex-diretor do Sindicato dos Professores por dois mandatos.  Atualmente é gestor do Centro de Ensino Médio Setor Oeste.

11h – Mesa 4 Gestão democrática e Igualdade de gênero
Palestrante: Olga Freitas

Pedagoga, Doutora em Educação, Mestra em Neurociência do Comportamento, doutoranda em Neurociência Cognitiva, Especialista em Gestão Educacional, em Língua Brasileira e Sinais, em Neuropsicologia e em Neuropsicopedagogia. É professora aposentada e professora universitária; membro da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento e da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia. Escritora e pesquisadora com diversas publicações na área de neurociência e aprendizagem, diversidade e gênero.

12h30- Intervalo/Almoço

 

14h – Mesa 5 Processo Eleitoral
Palestrantes:

Bernardo Távora – Diretor e coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro-DF

Élbia Pires – Diretora e coordenadora da Secretaria de Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro-DF

Rita de Kácia – Diretora da Secretaria de Organização e Informática do Sinpro-DF

 

16h30 – Encerramento

Inscrições encerradas no dia 25 de agosto

 

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Sinpro realiza terceira turma da Oficina de Mídias e Redes Sociais para aposentados

Uma turma de 30 professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) e sindicalizados(as) experimentou uma navegação orientada pelas redes sociais e outras mídias da Internet. Foi a terceira turma do curso Oficina de Mídias e Redes Sociais, realizada na tarde dessa quarta-feira (30), no Auditório Paulo Freire, na sede do sindicato no Setor de Indústrias Gráficas (SIG).

Embora tenha sido a terceira oficina, foi a primeira aula prática sobre o tema. Foi ministrada pela própria Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF por meio da ministrante Palloma Barbosa. Aprenderam a navegar e a protagonizar suas próprias ações nas redes digitais, bem como a localizar os temas de interesse no vasto mundo da WWW. Conheceram, por exemplo, ferramentas de acesso às redes sociais e a todas as mídias do Sinpro.

A Oficina de Mídias e Redes Sociais atende a uma demanda dos(as) aposentados(as). “Era para ter começado no início do primeiro semestre, mas, em razão da greve, a estreia aconteceu logo após o movimento paredista”, informa Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria para Assuntos dos Aposentados.

As duas primeiras oficinas foram teóricas e ministradas pelo Sebrae, por meio de uma parceria do Sinpro com a entidade. “A dessa quarta-feira foi prática. A turma conheceu ferramentas virtuais, incluindo o site, as redes e o aplicativo Sinpro para que saiba interagir com essas ferramentas e visualize as notícias que o nosso sindicato divulga, bem como a ver a participação deles e delas nas nossas lutas”, disse a diretora.

Para novas turmas, professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) sindicalizados(as) devem fazer a pré-inscrição na Secretaria para Assuntos de Aposentados do Sinpro pelo telefone (61) 33434235, falar com a funcionária Elieuza. A diretora informa ainda que quando houver novas turmas, o Sinpro irá divulgar amplamente no site e redes digitais.

Rodrigues diz ainda que, “na oficina dessa quarta, houve uma interação muito grande entre os aposentados e as aposentadas, inclusive, além de elogiarem a aula, pediram mais uma”. A diretora explica que a demanda decorre do fato de esse tema ter um conteúdo extenso. “Eles e elas têm interesse em interagir com proatividade nas redes, especialmente no WhatsApp e no Instagram, mas todos e todas têm interesse em aprender a interagir com site, o Facebook,  o YouTube, e o Sinpro está presente em todas essas redes diuturnamente com informações sempre novas”, disse.

A diretora informou ainda que a turma gostou muito da aula prática. “Ontem foi muito agradável. O tempo todo eles e elas sorriam e falavam que estavam muito satisfeitos e satisfeitas e querem a realização de mais um módulo. Assim, a gente também tem interesse de continuar porque esse é um grupo que fez a pré-inscrição, inicialmente, na nossa reunião ampliada, mas temos muitas pessoas com interesse em participar e ainda não abrimos para a categoria toda. Quando fizermos essa abertura, tenho certeza que haverá novas turmas”, explica.

“Atualmente, todo mundo quer interagir nas redes digitais e nas mídias com algum conhecimento, segurança e proatividade. Todo mundo tem um computadorzinho na bolsa, como, por exemplo, um celular conectado na Internet, e, além da informação e do entretenimento, querem interação. Isso é importante especialmente para quem já está na fase da aposentadoria, que são pessoas que, muitas vezes, não tem muita mobilidade, não pode sair de casa, e tem as redes sociais como fonte de informação e de entretenimento”, finaliza.

 

Serviço

Para fazer a pré-inscrição, professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) ligar para o número (61) 3342-4335, falar com a funcionária Elieuza.

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