O Sinpro convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para reunião do Coletivo LGBTQIA+ do Sinpro no dia 28 de agosto, às 19h, na sede do sindicato (SIG). Durante a atividade discutiremos questões relacionadas aos desafios, enfrentamentos, além do orgulho e visibilidade lésbica.
Neste mês duas datas importantes marcam a luta das mulheres lésbicas por dignidade e direitos. No Dia 19 é celebrado o Dia do Orgulho Lésbico, em memória a uma grande manifestação promovida por ativistas lésbicas em 1983 pelo direito de se expressar livremente em um bar de São Paulo. Esse ato é considerado por algumas pessoas como o “Stonewall” brasileiro. Já o Dia da Visibilidade Lésbica, celebrado no dia 26, remete à data do 1º Seminário Nacional de Lésbicas, ocorrido em 1996. Além de propor uma reflexão sobre a invisibilidade de mulheres lésbicas, esta data também é usada para lutar por mais políticas e direitos.
Dentre os convidados para a reunião estão a coordenadora da Secretaria de Assuntos da Saúde do Trabalhador Élbia Pires, que falará sobre As mulheres Lésbicas e a luta por direitos e ocupação de espaços de poder; Anete Lobato, que abordará Maternagem Lésbica; Ana Artoni, falando do Currículo em Movimento, Legislação sobre a importância da formação/informação para o empoderamento e luta das mulheres/ trabalhadoras Lésbicas; da diretora do CEI Gavião, Andressa Vieira, que falará sobre a experiência/vivência diária de Gestora de Escola; e Melissa Navarro, da Cotirno de Vênus, que finalizará dissertando sobre o Lesbocenso.
O Coletivo, ligado à Secretaria de Raça e Sexualidade do sindicato, é uma ferramenta construída pela entidade para contribuir e reafirmar a luta por direitos, contra o preconceito e a exclusão. Ainda reafirma o compromisso histórico do Sinpro com os direitos humanos de forma geral, e, de forma específica, reforça a luta pelo respeito aos professores(as) e orientadores(as) educacionais em toda a sua diversidade.
Contra o aumento abusivo e em defesa da função de proteção social do Inas: todos à CLDF nesta terça (29)
Jornalista: Alessandra Terribili
Na próxima terça-feira, 29 de agosto, será apresentado ao plenário da Câmara Legislativa o projeto de decreto legislativo (PDL) que suspende a portaria nº 102 do Inas (Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal), que determinou os aumentos exorbitantes nas mensalidades do GDF Saúde. O PDL é de autoria do deputado distrital Gabriel Magno. Clique AQUIpara ler o texto na íntegra.
Dada a importância do projeto, a diretoria colegiada do Sinpro mobiliza toda a categoria a comparecer à Câmara Legislativa nessa data (29/08) às 14h para pedir o apoio dos parlamentares. O objetivo do ato é reverter os aumentos estabelecidos de forma unilateral e defender o Inas dos desmandos do GDF, lembrando que o instituto é uma conquista das servidoras e servidores públicos do Distrito Federal.
Em reunião com a diretoria do Inas na quarta-feira, 23, a diretoria do Sinpro destacou que a instalação do Conselho Administrativo é condição inegociável para qualquer tomada de decisão desse porte. Os integrantes do Conselho estão definidos – o Sinpro terá direito a dois membros titulares -, e ainda não foram nomeados por responsabilidade do governo. Sem o Conselho em funcionamento e sem debate com as categorias impactadas pelo aumento, o GDF não poderia ter tomado tal decisão.
Por isso, o sindicato vai questionar a portaria judicialmente e também em movimentações na Câmara Legislativa e junto a outros sindicatos. Um novo ofício será enviado ao Inas, oficializando as reivindicações que o Sinpro já apresentou em reunião: 1. Abertura de negociação para discutir o percentual de reajuste; 2. Apresentação dos cálculos atuariais e de sinistralidade do plano; 3. Nomeação imediata do conselho.
O Inas é nosso
O Inas foi criado a partir da luta que servidoras e servidores públicos do DF fizeram desde o início dos anos 2000, com participação importantíssima de professores(as) e orientadores(as) educacionais. Sendo o GDF Saúde um plano de autogestão, a atividade do conselho é uma premissa para seu funcionamento.
O fato de ser um plano de autogestão também traz características diferenciadas em relação a um plano de saúde privado. Sua função de proteção social – e não de venda de serviços de saúde – deve ser preservada e destacada. O GDF não pode desvirtuar o caráter de proteção social do Inas!
Aumento abusivo
Entretanto, em consonância com a prática regular do Governo Ibaneis, os aumentos no GDF Saúde foram anunciados de forma unilateral e impositiva, o que se choca contra a própria natureza do Inas.
O aumento de 22,5% é muito maior que o reajuste oferecido pelo GDF aos seus servidores, de 6% por ano durante 3 anos. Em muitos casos, o aumento supera os 100%, comprometendo o orçamento de muitos profissionais do magistério público – que compõem cerca de 45% do plano – e também o caráter de proteção social do instituto.
Embora reconheça a necessidade de reajustar valores, o Sinpro discorda frontalmente do método sem diálogo, bem como do formato e do índice do reajuste apresentado na portaria. “O GDF Saúde é um plano de autogestão, conquista nossa, e precisa ser sustentável”, destaca a diretora do Sinpro Luciana Custódio. “Mas não podemos aceitar essa política de compensação retroativa, que manteve os valores no ano passado e apresenta um aumento elevadíssimo neste ano. O método encontrado também causa distorções, pois alguns terão aumento de 15% e outros, de até 145%”, finaliza ela.
UnB está entre as sete melhores universidades federais do País em ranking internacional
Jornalista: Maria Carla
A Universidade de Brasília (UnB) está entre as sete melhores universidades federais, e, no cenário nacional, aparece entre 10 mais bem avaliadas do Brasil, segundo o Ranking de Xangai ou Academic Rankin of World Universities (ARWU). O site da UnB informa que, se consideradas as participantes do mundo nessa classificação, ela é uma das oitocentas instituições mais bem avaliadas (faixa 701-800).
Todo ano o Ranking de Xangai classifica mais de 2.500 universidades e, as melhores, aparecem na lista. Em 2022, a UnB também figurou entre as 10 melhores federais (posição 8a-10a) e entre, no cenário nacional, foi classificada entre as 13 (posição 11a -13a) mais bem avaliadas. Este ano, a instituição subiu duas categorias. No ranqueamento mundial, não houve alteração.
Nesta edição do Ranking de Xangai, foram listadas 18 universidades na avaliação nacional e 15 na classificação das federais. Em entrevista ao site da UnB, a reitora Márcia Abrahão disse que “esse ótimo resultado é uma conquista de toda a comunidade da Universidade de Brasília. Mesmo ainda sofrendo efeitos dos graves e constantes cortes orçamentários promovidos contra a nossa instituição nos governos anteriores, nós nos reafirmamos como uma universidade de excelência. Temos compromisso com a valorização da educação pública, sabemos que só por meio do ensino, da pesquisa e da ciência vamos reconstruir o Brasil”.
O site da UnB comemora a nota. A decana de Planejamento, Orçamento e Avaliação Institucional, Denise Imbroisi, disse que “a melhora na avaliação da UnB mostra a dedicação e o esforço de docentes, estudantes e técnicos-administrativos em fazer da Universidade de Brasília uma instituição cada vez mais relevante para o desenvolvimento social e economia do Brasil”. E completou: “Tivemos uma melhor performance no Ranking de Xangai, evidenciando as nossas pesquisas e nossa inegável contribuição para a ciência. Continuamos trabalhando para promover ainda mais a inovação na comunidade acadêmica e apoiando a publicação de artigos científicos pelos nossos pesquisadores”.
Ranking de Xangai
Ainda segundo apuração do site da UnB, o Ranking de Xangai utiliza seis indicadores para avaliar as universidades: ganhadores de prêmio Nobel e Medalhas Fields entre egressos; ganhadores de prêmio Nobel e Medalhas Fields entre pesquisadores; pesquisadores altamente citados em revistas internacionais selecionados pela Clarivate; número de artigos publicados nas revistas Nature e Science entre 2018 e 2022; artigos indexados no Science Citation Index-Expanded e Social Science Citation, em 2022; e um indicador que pondera os escores dos cinco indicadores anteriores pelo quantitativo de pessoas que atuam na área acadêmica da instituição.
“O Ranking de Xangai foi publicado pela primeira vez em junho de 2003 pela Shanghai Jiao Tong University, China, e atualizado anualmente. Desde 2009, quem cuida do ranking é a Shanghai Ranking Consultancy, uma organização independente em inteligência de ensino superior que não é subordinada a nenhuma universidade ou agência governamental”, finaliza.
INAS não quer revogar portaria que aumenta contribuição de plano de saúde
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Comissão de Negociação do Sinpro se reuniu na segunda-feira (21/8) com a presidência do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do GDF (Inas) para tratar da portaria 102 de 11/8/23, que aumentou os valores das mensalidades do GDF Saúde. A proposta do Sinpro é que a portaria seja revogada, pois o reajuste (de 22,5% na mensalidade do titular e percentuais ainda maiores na mensalidade dos dependentes) é exorbitante.
Além da revogação, a Comissão de Negociação do Sinpro cobrou também a implementação do Conselho de Administração do Inas (que contará com 2 representantes titulares do Sinpro) para que os devidos debates sejam feitos antes dos decretos monocráticos.
A diretora do Inas, Ana Paula Cardoso, afirmou que não existe a possibilidade de retroagir da decisão, pois o reajuste (o primeiro ocorrido desde a criação do órgão, em 2020) foi feito para garantir a sobrevivência do plano e é orientação do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). O Sinpro continua em negociação com o Inas, e já solicitou à assessoria jurídica uma análise do cálculo atuarial para saber se o aumento é abusivo ou, de fato, devido.
O plano de saúde é luta antiga de nossa categoria, e conquista da greve de 2006. “O Sinpro tem a consciência não só dos altos custos de um plano de saúde como da necessidade de reajuste desses valores, mas também entendemos que a necessidade de sustento do Inas não pode comprometer a necessidade de sustento da categoria”, afirma Élbia Pires.
O deputado distrital Gabriel Magno, do PT, ex-dirigente do Sinpro, apresentou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para suspender os efeitos da portaria 102. Clique aqui e veja o texto do PDL.
TV Sinpro mostra exposição fotográfica que retrata temática racial, étnica e social
Jornalista: Luis Ricardo
Hoje (23), às 19h, o TV Sinpro conversa com o fotógrafo brasiliense Marco Mota, responsável pela exposição fotográfica Invisibilizados. A mostra será exposta na sede do Sinpro (SIG) de 24 de agosto a 5 de outubro e relaciona as imagens à temática racial, étnica e social. Além de Marco Mota, responsável pelas fotografias, participam do programa a coordenadora da Secretaria de Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro, Márcia Gilda, e do professor da rede pública de ensino do DF Luiz Guilherme.
Não perca o TV Sinpro, que vai ao ar às 19h de quarta, dia 23 de agosto, na TV Comunitária, e no Youtube e Facebook do sindicato.
Dia do(a) Coordenador(a) Pedagógico(a) e a luta por uma educação de qualidade
Jornalista: Maria Carla
Dia do(a) Coordenador(a) Pedagógico(a) e a luta por uma educação de qualidade
Celebrado no dia 22 de agosto, o Dia do(a) Coordenador(a) Pedagógico(a) comemora a atuação de um(a) dos(as) profissionais mais importantes do processo ensino-aprendizagem. O(a) coordenador(a) pedagógico(a), eleito por seus pares, segundo o Regimento Escolar das Unidade Escolares da rede pública de ensino, é o(a) responsável por planejar, orientar, acompanhar e supervisionar as atividades didático-pedagógicas. Ele também é responsável por promover ações que contribuam para a implantação do currículo vigente nas escolas.
Não é à toa que o(a) coordenador(a) pedagógico(a) é considerado “maestro/maestrina” da escola e o(a) “articulador(a)” da comunidade escolar. A função é relativamente recente: foi instituída na década de 1970. Assim como a função/cargo de coordenador(a) pedagógico(o) é uma conquista da luta do movimento docente, as ações que compõem a coordenação pedagógica também é uma vitória da categoria do Magistério Público.
Coordenação pedagógica: uma conquista da categoria
A coordenação pedagógica é um espaço dentro e fora da escola de planejamento, reflexão, avaliação, construção, formação de todas as pessoas envolvidas na prática docente, com o objetivo de melhorar a qualidade da educação. Ela perpassa pela construção e elaboração do Projeto Político-Pedagógico (PPP) dentro da escola, de cada unidade escolar que tem autonomia de construir e de executar seu PPP. Essa autonomia está legitimada pela Lei nº 4.751/2012, da Gestão Democrática.
Em 1996, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica (LDB), o papel desse(a) profissional ganhou uma dimensão diferenciada. Em vez de fiscalizar o trabalho dos(as) professores(as) e dos(as) orientadores(as) educacionais, o que o(a) tornava e o(a) confundia com a função do(a) supervisor(a) escolar, o(a) coordenador(a) pedagógico(a) passou a ter o papel de construir o projeto pedagógico da escola e implementá-lo.
Em artigo publicado no Quadro Negro e intitulado “A coordenação pedagógica”, o ex-diretor do Sinpro, Assis, explica que a coordenação pedagógica é uma conquista histórica dos(as) profissionais da educação do Distrito Federal, pois a melhoria da qualidade da edcuação sempre foi pauta das lutas da categoria. Nas décadas de 1960 e 1970 não existia.
Ele explica que, no fim da década de 1970, ainda sob a orientação da LDB, os(as) professores(as) de 1ª à 4ª Série do Ensino Fundamental tinham o direito a um turno em um dia na semana para preparar material nos mimeógrafos a álcool para aplicar em sua turma. Nesse dia, a turma ficava com um(a) professor(a) dinamizador para que fossem desenvolvidas atividades recreativas e lúdicas. Esse modelo funcionou até meados da década de 1990.
E conta, ainda, que a luta da categoria levou o Governo do Distrito Federal (GDF) a implantar, em 1995, o Projeto Escola Candanga, que reestruturou o formato e o conceito de “coordenação pedagógica” nas escolas públicas do DF, com a implantação da jornada ampliada. O espaço da coordenação pedagógica é uma conquista valorosa que não podemos abrir mão. Trata-se de um instrumento de avanço na prática docente, na medida em que dá suporte técnico-pedagógico na ação coletiva do corpo docente no trabalho diário na escola. Clique na imagem e confira o artigo na íntegra:
Dia do(a) Supervisor(a) Escolar: o braço direito da escola
Jornalista: Maria Carla
Comemorado no dia 22 de agosto, o Dia do(a) Supervisor(a) Escolar é a data em que se homenageia o braço direito dos(as) professores(as) e dos orientadores(as) educacionais e o ombro amigo dos(as) estudantes. O(a) supervisor(a) escolar tem uma visão geral da instituição e é fundamental na gestão escolar. Mas nem sempre foi assim.
A Supervisão Escolar foi instituída em 1931 com o objetivo inicial de controlar o trabalho do(a)docente de forma burocrática e técnica, ou seja, era uma espécie de olhos da diretoria. O papel inicial era semelhante ao do supervisor das fábricas (da época da Revolução Industrial – que, por sua vez, era uma evolução sofisticada do capataz do tempo da escravidão). A luta do movimento docente modificou totalmente essa função e, com o tempo, ela evoluiu.
Graças a essa luta, o(a) supervisor(a) escolar deixou de ser o alcaguete e olhos da diretoria para ser um(a) profissional de excelência, necessário(a) à escola por atuar em favor da educação de qualidade. Atualmente, a função está totalmente integrada à Gestão Democrática, sendo, os(as) supervidores(as), indicados(as) pelos(as) gestores(as) eleitos(as).
Aliás, a rede pública de ensino do Distrito Federal está na fase de montagem de chapas para a eleição das direções das escolas. O edital, que contempla o cronograma e períodos de inscrição e de votação, deve ser publicado na próxima semana. A previsão é a de que as inscrições ocorram entre 21 e 25/08 e de que as eleições sejam dia 25/10. Clique aqui e confira: https://sinpro25.sinprodf.org.br/gestao-democratica-processo-para-eleicoes-diretas-comeca-dia-21/
Dia do Educador Especial e a luta pela inclusão de todos, todas e todes
Jornalista: Maria Carla
Cuidado e carinho são, para muitas pessoas, sinônimo de amor ao próximo. Já para o educador especial isso é sinônimo de estratégia para garantir a inclusão de todos, todas e todes. Dedicar-se a essa tarefa de promover a inclusão educacional e, consequentemente, a inclusão social é um gesto paulo-freireano de amor.
Com seu olhar e ação diferenciados, o(a) educador(a) especial atua com a pedagogia da felicidade para atender às necessidades individuais dos(as) estudantes. Por meio da pedagogia do amor, educadores(as) especiais ajudam a escola, e, por sua vez, a sociedade, a entender a real necessidade de cada um.
Comemorado no dia 22 de agosto, o Dia do Educador Especial é uma data festiva em que se comemora essa profissão fundamental para toda a sociedade. O Sinpro-DF parabeniza a todos(as/es) os(as/es) educadores especiais, que trabalham com a educação inclusiva e que acreditam no potencial de cada estudante, independentemente, de suas limitações.
Mobilização, nesta terça (22), em defesa da população de Santa Luzia na revisão do PDOT
Jornalista: Maria Carla
Os(as) moradores de Santa Luzia precisam da mobilização da população do Distrito Federal para conquistar seu direito social à moradia e à cidade. Esse apoio pode ser materializado nesta terça-feira (22/8), entre 10h até 13h, na audiência pública intitulada “Por um DF sem despejo”, convocada pelo deputado distrital Fábio Félix (PSOL), a ser realizada no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), contra remoções. Existe até mesmo um abaixo-assinado de apoio aos moradores da localidade. Confira no link a seguir: https://www.change.org/p/santa-luzia-resiste-carta-manifesto-contra-a-remo%C3%A7%C3%A3o-da-comunidade
Essa audiência é mais uma atividade em prol dos mais de 17 mil habitantes da localidade, situada entre o Parque Nacional de Brasília e a rodovia Via Estrutural. Ex-diretora do Sinpro-DF e professora aposentada da rede pública de ensino do DF, Presilina Spindola tem acompanhado a situação de quem reside e trabalha em Santa Luzia, bem como a de outras pessoas de localidades existentes ao longo da rodovia, margeada por aglomerados urbanos extremamente pobres.
Além do desemprego ou subemprego, da falta de saneamento, os habitantes de Santa Luzia vivem o pesadelo de, a qualquer momento, perder sua moradia por causa de ações do Governo do Distrito Federal (GDF). Sobressaltada, sob risco de ter suas residências destruídas pelos tratores do GDF, a população está unida e na luta para mudar o status de Área de Relevante Interesse Ecológico no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e garantir regularização fundiária da área.
“Acompanho a situação das pessoas moradoras das localidades existentes na Via Estrutural há muito tempo. Quando começou a pandemia da covid-19, a situação delas ficou ainda mais crítica. Santa Luzia, por exemplo, é local de trabalhadores de material reciclável e informal. A pandemia pesou muito ali, principalmente no quesito alimentação. A partir desse momento, passei a organizar, em conjunto com essa comunidade, alguns projetos sociais”, disse a professora ao site do Sinpro.
Atualmente, Presilina Spindola é coordenadora de Projetos Sociais na Santa Luzia e Cidade Estrutural. Dentre os projetos em andamento, há o grupo de artesanatos intitulado Mães da Estrutural. Há também a Associação Mães Guerreiras da Cidade Estrutural, a Associação das Mulheres Poderosas de Santa Luzia, a ONG Educamar e uma creche cujo nome é Guerreiros da Alegria. Daí a proximidade dela com a população da região e seu envolvimento em projetos que fomentam emprego e renda por meio do artesanato.
“Hoje, Santa Luzia vive momentos decisivos para alcançar sua regularização fundiária. Nesse quesito temos ajudado a população a se conscientizar da situação. Por meio de uma ação dos(as) professores(as) e estudantes da Universidade de Brasília do Projeto de Extensão Santa Luzia Resiste/Grupo Periférico/Residência CTS, realizou-se nesta sexta-feira, 18 de agosto, uma reunião em que discutimos essa situação jurídica da região”, informa.
Segundo a professora Liza Andrade da Universidade de Brasília (UnB), “Santa Luzia localiza-se na ARIS Estrutural desde 2006, mas desde 2007 foi criada a Área de Relevante Interesse Ecológico – ARIE, fato não justificado pelo plano de manejo da ARIE, analisado pelo cenário da ocupação na época. Estudos realizados por pesquisadores da Universidade de Brasília demonstraram que na análise da bacia do córrego do Acampamento, localizado dentro do Parque Nacional de Brasília, Santa Luzia não é o maior problema de poluição difusa, mas sim a Cidade do Automóvel. Trata-se de um caso de injustiça socioambiental”, ressalta a professora Liza Andrade, coordenadora do projeto Santa Luzia Resiste”.
“É preciso mostrar também que Santa Luiza hoje pode ser uma área de defesa estratégica e sua população a cuidadora do Parque Nacional de Brasília (Parna)”, afirma. Spindola também explica que a área do Exército também é outra que provoca mais impacto ecológico-ambiental e mais prejuízo do que Santa Luzia. “Santa Luzia vive hoje a realidade de luta em que esses pontos novos precisam ser esclarecidos e considerados. Por isso, sexta-feira (18), realizamos, na Associação Mães Guerreiras, na Cidade Estrutural, para discutir o processo de regularização e foi realizada uma oficina participativa do PDOT. Foi uma reunião muito importante com professores e estudantes da UnB, fazendo essa explicação e conscientizando essa comunidade para participar da primeira reunião de revisão do PDOT”.
No sábado (19), houve uma reunião participativa do PDOT com os organizadores da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), no CED 01 da Estrutural. “Essa reunião surpreendeu a todos os organizadores do GDF, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, que se viu diante da grande quantidade de pessoas que participaram dessa discussão, aproximadamente 500 pessoas, levando as suas demandas. Por isso, convidamos a população do DF a participar, conosco, da audiência pública na CLDF, nesta terça-feira (22/8), para dar continuidade a esse importante e decisivo momento para Santa Luzia”, finaliza.
CECUT elege representantes do Sinpro para a nova diretoria da CUT-DF
Jornalista: Maria Carla
A categoria do Magistério Público está bem representada na nova diretoria da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF) para o próximo quadriênio (2023-2027). Além do professor da rede pública de ensino do DF Rodrigo Rodrigues ter sido reeleito a presidente da entidade, a diretora da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro-DF, Leilane Costa, foi eleita vice-presidente.
A nova gestão escolhida no encerramento do Congresso Estadual da CUT-DF (CECUT-DF), nesse domingo (20/8), conta também, em sua Diretoria Executiva, com Ana Cristina Machado, que assume a Secretaria de Combate ao Racismo; Joana Darc, Secretaria de Cultura; Thaísa Borges de Magalhães, Secretaria da Mulher Trabalhadora; Henrique Rodrigues Torres, Secretaria de Meio Ambiente; Cleber Ribeiro Soares, Secretaria de Políticas Sociais e Direitos Humanos. Na Diretoria Estadual, foram eleitos(as) os(as) diretores(as) do Sinpro Letícia Vieira Montandon, Carlos de Souza Maciel e Francisco Hélio de Barros.
Confira, a seguir, a matéria da CUT-DF sobre o encerramento do CECUT-DF:
Unidade para retomar direitos trabalhistas é prioridade para nova direção da CUT-DF
O CECUT reuniu centenas de lideranças sindicais no Teatro dos Bancários de Brasília. Além de eleger a nova diretoria, a atividade também aprovou o Plano de Lutas para o quadriênio 2023-2027
Foram eleitas neste domingo (20/8), durante o Congresso Estadual da CUT-DF (CECUT-DF), as diretoras e os diretores que coordenarão os trabalhos da Central no quadriênio 2023-2027. Rodrigo Rodrigues, professor da rede pública de ensino, foi reeleito à presidência da CUT-DF. Ele compõe a chapa única formada por 36 diretoras e diretores (com paridade de gênero), sendo 18 da Direção Executiva e 18 da Direção Estadual.
“Os quatro anos que temos pela frente, são completamente diferentes dos últimos quatro anos de mandato. Isso nos coloca em uma posição em que, ora temos que defender um projeto de Estado que ajudamos a eleger, ora temos que mobilizar a classe trabalhadora para reivindicar os nossos direitos. Temos que ter clareza de qual é o nosso papel enquanto sindicalistas e, principalmente, enquanto direção da nossa Central: temos que ter um papel classista. A luta de cada uma das nossas entidades, a luta de cada uma das nossas categorias, é a luta da classe trabalhadora”, discursou Rodrigo Rodrigues.
O presidente reeleito da CUT-DF deu destaque ao Plano de Lutas aprovado pelos(as) 339 delegados e delegadas presentes (190 homens e 149 mulheres). São 21 eixos que englobam uma série de ações. Entre eles, a defesa da democracia e o combate aos retrocessos; mundo do trabalho; educação pública; comunicação; saúde pública; formação; trabalho no campo; servidores públicos; e terceirização.
“Construímos um Plano de Lutas para retomarmos os direitos da classe trabalhadora, para recuperarmos aquilo que nos foi tirado pelo golpe contra a presidenta Dilma, pelo nefasto governo Bolsonaro, pelo fascismo. Vamos caminhar juntos para recuperar as perdas trazidas pelos governos antipovo. E vamos construir aqui no Distrito Federal a retomada do emprego digno, com direitos e garantias, para que a gente possa avançar nas conquistas da classe trabalhadora”, disse o presidente reeleito da CUT-DF.
O CECUT-DF foi realizado de 18 a 20 de agosto, no Teatro dos Bancários de Brasília. No Congresso, temas como diversidade, direitos humanos, juventude, cultura, redes sociais e mulheres foram discutidos de forma transversal ao mundo do trabalho e à classe trabalhadora
(Veja lista completa da diretoria CUT-DF 2023-2027 abaixo)
Perfil do presidente
Goiano de nascimento, Rodrigo Rodrigues viveu toda a infância em Araguari (MG), cidade de origem da sua família. Mudou-se para Brasília em junho de 1990.
Sempre estudou em escolas públicas. Fez ensino médio técnico e se formou em Contabilidade. Foi com essa formação que conseguiu seu primeiro emprego, aos 16 anos, na Caixa Econômica Federal. Depois foi contratado por uma empresa terceirizada e prestou serviço no departamento financeiro do banco, no edifício Matriz da Caixa.
Em 2002, se formou em Estudos Sociais, com Habilitação em História e Geografia. No mesmo ano, deixou o emprego na Caixa e começou a lecionar. Entrou na Secretaria de Educação do DF em 2004, como professor de História da rede pública de ensino. Sempre lecionou na Regional de Ensino do Paranoá e Itapoã. No início, em Educação de Jovens e Adultos e, posteriormente, em escolas de ensino fundamental e médio.
Também foi professor da rede privada, lecionando em várias escolas de Taguatinga, Plano Piloto, Lago Norte e Cruzeiro.
Participou da direção do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) na gestão 2010-2013, onde exerceu a função de coordenador da Secretaria de Cultura.
Ingressou na CUT Brasília em 2013, como secretário de Formação. Também foi membro da coordenação da Escola Centro Oeste de Formação Sindical da CUT – Escola Apolônio de Carvalho.
Em 2015 foi eleito secretário-geral da CUT-DF e, em 2019, à presidente da Central. Foi reeleito à presidente da CUT-DF para a gestão 2023-2027.
Veja lista completa da diretoria CUT-DF 2023-2027
EXECUTIVA
Presidente Rodrigo Rodrigues
Sinpro-DF – Sindicato dos Professores do Distrito Federal
presidencia@cutdf.org.br
Vice-Presidenta Leilane Costa
Sinpro-DF – Sindicato dos Professores do Distrito Federal
@sinprodf.org.br
Secretário-Geral Douglas de Almeida Cunha
Sindecof – Sindicato Empregados Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional e Entidades Colegiadas e Afins DF
Secretário de Administração e Finanças Washington Domingues Neves
Sindapoio – Sindicato dos Trabalhadores em Locadoras de Vídeo, Escritório de Advocacia, Escritórios de Assessoria, Cobrança e Consultoria do DF
adm@cutdf.org.br
Secretária de Assuntos Jurídicos Tatiane Santos Lopes
SITTRATER – Sindicato dos Rodoviários do DF
Secretária de Combate ao Racismo Ana Cristina Machado
Sinpro-DF – Sindicato dos Professores do DF
secr@cutdf.org.br
Secretária de Cultura Joana Darc Ferreira Soares
Sinpro-DF – Sindicato dos Professores do DF
Secretário de Comunicação Rodrigo Britto
SEEBB – Sindicato dos Bancários de Brasília
imprensa@cutdf.org.br
Secretário de Formação Sindical Roberto Miguel de Oliveira
SINDESV –Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal
robertomiguel@cutdf.org.br
formacao@cutdf.org.br
Secretário da Juventude Tiago Bitencurt Neves
Sindicom – Sindicato dos Comerciários do Distrito Federal
juventude@cutdf.org.br
Secretário de Meio Ambiente Henrique Rodrigues Torres
Sinpro-DF – Sindicato dos Professores do Distrito Federal
Secretária da Mulher Trabalhadora Thaísa Borges de Magalhães
Sinpro-DF – Sindicato dos Professores do Distrito Federal
semt@cutdf.org.br
Secretária de Mobilização e Relação com Movimentos Sociais Maria Isabel Caetano
Sindiserviços – Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação de Serviços e Serviços Terceirizáveis no DF
Secretário de Organização e Política Sindical Luiz Roberto Neto de Santana (Faustão)
Sintect – Sindicato dos Trabalhadores nos Correios
sops@cutdf.org.br
Secretário de Políticas Sociais e Direitos Humanos Cleber Ribeiro Soares
Sinpro-DF – Sindicato dos Professores do Distrito Federal
spsdh@cutdf.org.br
Secretária de Relação do Trabalho Helane Kelly Carvalho Kauffmann
Sechosc – Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares, Lanchonetes e Similares do Distrito Federal
Secretária de Saúde do Trabalhador Conceição de Maria Costa
SEEBB – Sindicato dos Bancários de Brasília
Diretora de Relações com o Entorno Suyenne Borges da Fonseca
Sinprefor – Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Formosa
ESTADUAL
Alzaina Souza Castro SINDESV – Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal
Carlos de Souza Maciel SINPRO – Sindicato dos Professores do DF
Eias Barbosa de Morais SINTTRATER – Sindicato dos Rodoviários do DF
Fabíola Latino Antezana STIU – Sindicato dos Urbanitários
Francisco ALvos de Sousa SINDSER – Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do DF
Francisco Hélio de Barros SINPRO – Sindicato dos Professores do DF
Geraldo Estevão Coan SINTTEL – Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do DF
Heitos Martins de Oliveira SINDETRAN – Sindicato dos Trabalhadores do Detran-DF
José Avelino Barreto Neto SEEBB – Sindicato dos Bancários de Brasília
José Vicente da Silva Magalhães SINPAF – Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário
Karina Barbosa e Jesus da Silva SINPROEP – Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino no Distrito Federal
Letícia Vieira Montandon SINPRO – Sindicato do Professores do DF
Vereníssimo Barçante SINDPETRO – Sindicato Interestadual dos Petroleiros
Neide Barsanufo Borges SINDSEP – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Distrito Federal
Vanessa Sobreira Pereira SEEBB – Sindicato dos Bancários de Brasília
Abadia Vieira Calacia SINTFUB – Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília
Valda Eustáquio Cardoso de Souza SINDSEP – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Distrito Federal
Elizabeth Espíndola Araújo SEEBB – Sindicato dos Bancários de Brasília