Mais uma modalidade de golpe está sendo aplicada contra os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal. Mais uma vez os criminosos estão utilizando o nome do advogado Lucas Mori de Resende, que presta serviços ao Sinpro, para tentar lesar a categoria.
Os golpistas têm entrado em contato por WhatsApp com educadores(as) se passando pelo assessoria do dr. Lucas, do escritório Resende Mori e Hutchison Advocacia, informando sobre a liberação de pagamento de processo. O comunicado solicita que os(as) educadores(as) entrem em contato imediato, pois o susposto processo está “em fase liberação”.
A exemplo de outras tentativas de golpe praticados por esta rede, os criminosos informam que o valor já foi – ou está sendo – liberado, mas é preciso o pagamento de taxas para a liberação do valor. Cuidado, é golpe!
Em nenhum momento ou sob qualquer hipótese o sindicato pede dinheiro para a liberação de precatórios. Além da atenção redobrada em não enviar dinheiro para os criminosos, é importante ter cuidado e não clicar em links suspeitos, não baixar arquivos sem verificar a procedência e não enviar sua documentação a não ser que tenha certeza que é para o Sinpro. Importante frisar que os(as) advogados(as) somente entram em contato para agendar atendimentos, que ocorrem na sede e subsedes do Sinpro, ou de forma virtual, sem cobrar qualquer valor . Em caso de dúvidas, ligue para o sindicato ou para o escritório Resende Mori e Hutchison Advocacia (3031-4400 – WhatsApp).
O Sinpro-DF promoveu um café da manhã e uma reunião com gestores(as) das escolas públicas do Distrito Federal, na última terça-feira (6/6).
No encontro foram debatidas questões relativas à avaliação da greve, às lutas que a categoria precisará travar, às reposições das aulas, aos repasses do PDAF, entre outros assuntos pertinentes.
Na avaliação do Sindicato, a reunião foi produtiva, pois os(as) gestores(as) puderam tirar diversas dúvidas e expor o seu ponto de vista em relação à atual conjuntura que cerca a Educação no DF.
Dia Nacional da Liberdade de Imprensa e a importância do combate às fake news
Jornalista: Maria Carla
Depois de pagar caro e quase se afundar num abismo econômico por causa de um golpe de Estado construído, aplicado em 2016 e continuado nas eleições de 2018, com largo uso de fake news (notícias falsas) e tramas ideológicas veiculadas pela imprensa liberal, o Brasil se desperta, em 2023, para o significado da expressão “liberdade de imprensa”.
Nesta quarta-feira (7), o País celebra o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa com reflexões sobre a importância do combate às fake news e do fortalecimento da democracia. Uma breve análise do papel da fake news na recente história do País mostra que liberdade de imprensa não é liberdade de empresa.
O acordar para as notícias falsas
O Brasil demorou de 2016 a 2022 para acordar dos malefícios das fake news e dar um passo firme, nas eleições de outubro do ano passado, para sair do abismo econômico e político a que foi jogado pelo golpe de Estado de 2016. Foram 6 anos debaixo de um virulento e sistemático jogo de fake news e de doutrinação ideológica veiculado, diariamente, pela chamada “grande” mídia.
As notícias falsas quase destruíram a democracia e serviram para encobrir uma sequência de golpes contra a economia do País, que, pode ser resumida na expressão “passar a boiada”, utilizada, sem constrangimento, pelo governo Bolsonaro. O Sinpro destaca que a recente história do Brasil mostrou que combater as fake news é um exercício diário de reflexão sobre a situação do País que todo brasileiro deve de fazer diante do noticiário das mídias liberais.
Também ressalta a importância do fortalecimento dos canais de transparência dos governos nas três esferas da União, do acesso à informação de qualidade pela sociedade e de todas as garantias para a população ter o direito à informação real, sem notícias falsas (fake news). A mídia que não publica fake news tem compromisso com sua nação. É preciso também estar alerta para as novidades e o uso ideológico, por exemplo, da chamada “Inteligência Artificial”.
Liberdade de imprensa é fundamental para a democracia
Atualmente, recém-saído de um golpe de Estado, o Brasil precisa estar atento(a) para não confundir liberdade de imprensa com a divulgação de ideologias belicosas. Este ano, como em toda edição do Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, as entidades defensoras da democratização da comunicação social reforçam a luta contra as fake news e ressaltam que o País foi exemplo mundial de como as notícias falsas são criadas para enfraquecer a democracia e desviar dinheiro público para esquemas privados de apropriação indevida das riquezas nacionais.
“A liberdade de imprensa é fundamental para o fortalecimento da democracia. Mas a liberdade de imprensa não pode ser restrita a veicular a opinião ou interesses particulares ou corporativos do dono da empresa de comunicação. É diferente. A liberdade de imprensa tem de significar uma possibilidade que cada cidadão e cidadã terá de conhecer o que está acontecendo a sua volta, na sua conjuntura, nos seus universos humanos, econômicos, políticos, sociais. Essa é a liberdade de imprensa”, alerta Cleber Soares, diretor do Sinpro.
Ele lembra que, no Brasil, há sempre um debate enviesado que confunde liberdade de imprensa com liberdade de empresa, que confunde liberdade de imprensa com a liberdade e o direito de ter informações reais sobre o fato verdadeiro com a veiculação de interesses particulares e corporativos daqueles que controlam os meios de comunicação.
“No Brasil, depois dessa onda absurda de fake news que corroeu a nossa democracia, essa situação não pode mais voltar a acontecer. Notícias falsas que naturalizaram e estimularam desvios de dinheiro público, apropriações indevidas de riquezas nacionais, preconceitos, mortes e todo tipo de discriminações, gerando violências, deturpando consciências e fragilizando as políticas públicas sociais e emancipatórias, como educação, saúde, segurança, não podem mais acontecer. Por isso, é fundamental que continuemos a exigir uma imprensa livre, democrática, que respeite as pessoas, a diversidade humana, que sirva para fortalecer a democracia”, finaliza o diretor.
Professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) que têm obras autorais publicadas poderão participar da Noite de Autógrafos do Sinpro. O evento será dia 23 de junho, às 19h, na sede do sindicato (SIG). As inscrições começam nesta terça (6) e vão até dia 16 de junho. Para se inscrever
Podem participar do evento professores(as) efetivos(as), de contrato temporário ou aposentados(as), e também orientadores(as) educacionais efetivos(as) ou aposentados(as). No ato da inscrição, é necessário preencher todos os campos e anexar, obrigatoriamente, release em PDF do livro que será apresentado. O autor ou a autora deve ser sindicalizado(a) e estar em dia com o sindicato. Serão convidados e convidadas para a Noite de Autógrafos os(as) primeiros(as) 25 inscritos(as). Mais informações pelo WhatsApp 99924-3398.
A Noite de Autógrafos é uma atividade cultural-pedagógica que tem o objetivo de valorizar os profissionais do magistério público que também são escritores(as). O encontro é aberto ao público. As obras são de responsabilidade dos(as) autores(as).
Projeto “Cliquei minha escola num Poema” promete agitar Sobradinho
Jornalista: sindicato
Promover na comunidade escolar o direito à ocupação dos seus espaços e territórios, a fim de se construir um olhar mais humanizado sobre eles, garantindo a interação entre homem e meio ambiente. Com este objetivo, o professor Cleiton Rodrigues Torres, do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho, desenvolveu o projeto “Cliquei minha escola num Poema”, com apoio do diretor Rafael Urzedo.
A ideia é tão simples quanto extremamente criativa.
“Buscamos olhar de forma poética os espaços e territórios da escola, ou seja, tornar lugares e olhares comuns em arte”, enfatiza Cleiton.
Unindo fotografia e poesia, os alunos são levados ao fortalecimento de seus conceitos sobre o ambiente em que estão inseridos e fortalecem a ideia de pertencimento dos espaços escolares.
Confeccionados por estudantes dos 1º e 2º anos do Novo Ensino Médio, os fotopoemas ou fotopoesias estarão expostos em breve na Biblioteca Escolar Comunitária Espaço Rui Barbosa (BECERB), na Quadra 04, Área Especial 04 , em Sobradinho – “um espaço educacional cuja a existência há décadas contribui com a História de nossa cidade. É um aparelho cultural e educacional aberto a toda comunidade e que abrigou gerações de estudantes que passaram por suas dependências e que foram por ela influenciados e que a influenciaram”, explica o professor Cleiton Rodrigues.
Em tempo: O fotopoema é uma criação artística que mescla duas artes: a fotografia e o poema. É uma criação artística que parte da fotografia para o texto (poema). O fotopoema constitui-se da junção da poesia em si e da fotografia, nele encontram-se um poema sob uma imagem, o que muitas vezes já fala por si, causando um maior impacto no leitor.
Antiviolência | CNTE apresenta ao MEC casos bem-sucedidos de redução de conflitos nas escolas
Jornalista: Maria Carla
Como promover a cultura de paz nas escolas e prevenir situações de violência? Bons exemplos existem e a CNTE convidou trabalhadores/as de escolas públicas e especialistas para compartilhá-los com o Ministério da Educação (MEC), em encontro realizado na manhã desta segunda-feira (5).
A reunião faz parte do Grupo de Trabalho Executivo do MEC para o Enfrentamento e Prevenção às Violências nas Escolas e Universidades, instituído pela atual gestão do Ministério para ouvir a sociedade e construir uma política nacional sobre o tema.
A oitiva da CNTE foi coordenada pela professora Rosilene Corrêa, Secretária de Finanças da entidade. Além de apresentar a Campanha Pública da Confederação (Saber Amar é Saber Respeitar), ela trouxe exemplos de ações preventivas. A CNTE também abriu espaço para a apresentação de propostas do Observatório da Educação Básica(clique aqui para conhecer) da Universidade de Brasilia.
Para Edileuza Fernandes, da UnB, doutora em educação e especialista em gestão escolar e formação de professores/as, a solução para o problema passa por políticas de fortalecimento da gestão democrática, como o incentivo à formação de conselhos escolares e grêmios estudantis.
“A escola é a instituição da sociedade fisicamente mais próxima das comunidades e das famílias, e ela precisa ter opções de lazer, cultura, esporte e acesso às tecnologias. Para isso, tem que haver investimento em estrutura física e realizar campanhas de valorização do ambiente escolar”, defendeu a educadora.
O coordenador-geral de Políticas Educacionais para a Juventude da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Yann Evanovick, que também participou da reunião, parabenizou a CNTE pela mobilização das pessoas que estiveram no encontro.
“As experiências educativas apresentadas hoje são impressionantes porque têm profissionais muito comprometidos com esta agenda. O novo MEC tem procurado dialogar mais e tudo o que foi dito aqui vai nos ajudar na elaboração de estratégias”, disse Yann.
Conheça os exemplos mostrados no encontro:
“SABER AMAR É SABER RESPEITAR”
O primeiro caso foi apresentado por Rosilene Corrêa. Ela mostrou a campanha “Saber Amar é Saber Respeitar”, disseminada em todo o país pela CNTE,em 2017.
“O objetivo foi inspirar práticas escolares em prol do respeito e a convivência. Para executar qualquer ação, é importante ouvir quem está no dia a dia da escola, pois cada uma tem uma realidade”, contou Rosilene.
Realizado desde 2015, o Projeto R.A.P (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo) oferece saraus, cine-debates, festival de música e rodas de conversa com artistas dentro da Unidade de Internação de Santa Maria (DF), CED 310, onde jovens cumprem medidas socioeducativas.
“Hoje, temos quase 100% de não reincidência de atos infracionais entre as meninas. Entre os meninos, o percentual é menor, mas evoluiu. Esse projeto pode ser replicado em outras escolas, de Brasília e do país, como é o caso de Londrina, no Paraná, que replicou a experiência do R.A.P por lá”, disse o responsável pela iniciativa, o professor de História Francisco Celso, agraciado por diversos prêmios pela iniciativa.
O educador foi selecionado, por exemplo, para concorrer ao Prêmio “Global Teacher Prize 2020“, considerado o “Nobel da Educação”.
Programa de educação emocional que ensina crianças a lidarem com as dificuldades do dia a dia, o “Acolher” foi implementado na Escola Classe Córrego do Arrozal, na zona rural do Distrito Federal.
Entre as diversas ações, a iniciativa estimula as crianças a identificar sentimentos, resolver conflitos e fazer escolhas mais saudáveis.“A escola está próxima de 9 acampamentos rurais e dois assentamentos do MST. Percebemos como é importante estimular as crianças e jovens a falarem sobre o que estão vivendo e sentindo”, apresentou a educadora Anete Aparecida Silva.
Desenvolvido no Centro de Ensino Fundamental 11, do Gama (DF), o projeto atende uma comunidade escolar localizada em uma região muito violenta. Aulas de esporte, música e circuitos de ciência e cultura estão dentro do escopo do projeto e foram os instrumentos para, ao longo de 20 anos da iniciativa, os responsáveis pela diminuição drástica desses índices de violência.
Thiago Silva, responsável pela apresentação da iniciativa, lembra que a escola era foco de muitos conflitos, mas reverteu a situação. “Conseguimos trazer as famílias e contribuímos com o desenvolvimento social e individual do aluno”, comemora.
Após triplicar o número de alunos, a Escola Municipal Valdir Arantes, de Caldas Novas (GO), viu aumentar também os casos de violência com a presença de gangues rivais que existiam na cercania da unidade educacional.
Foi então que a educadora Juliana de Faria promoveu uma reunião entre trabalhadores/as de todos os setores da escola – do porteiro à merendeira, mobilizando também todos/as os/as educadores/as. Nesse grupo, surgiu o projeto “Corrente do Bem”, que trabalhou ações para o estímulo ao desenvolvimento sócio emocional dos/as estudantes.
“Fizemos parceria com psicólogos/as, rodas de conversa com alunos/as e ciclos de palestras com pessoas da comunidade que eram referência para os/as estudantes. Com o tempo, percebemos que os indicadores relacionados a movimentos pacíficos melhoraram em 90%”, relata a professora.
Inscrições abertas para o XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro
Jornalista: Vanessa Galassi
“Educar para um mundo socialmente sustentável” é tema do XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF. A atividade, lançada nesta terça-feira (6/6), é gratuita e direcionada a estudantes da rede pública de ensino. As inscrições para o concurso começam também nesta terça (6/5) e vão até 11 de agosto. Faça AQUI sua inscrição.
Nesta edição, é feita a reflexão de que um mundo sustentável vai muito além da coleta seletiva ou da reciclagem de materiais: engloba as pessoas e suas condições de vida, os recursos naturais do planeta, a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços.
“Dessa forma, a educação pública é peça-chave para que formemos pessoas que compreendam um mundo sustentável como um mundo com justiça e esperança. O espaço da escola é determinante para que essa formação ampla e crítica seja feita”, analisa a coordenadora de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, Letícia Montandon.
O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF integra a campanha “Quem bate na escola maltrata muita gente”, idealizada pelo Sinpro-DF em 2008, com o objetivo de tornar o espaço escolar um espaço de paz e construção para uma sociedade equânime.
Inscrições
Podem participar do XIII Concurso de Redação e Desenho do Sinpro-DF “Educar para um mundo socialmente sustentável” os estudantes de escolas públicas do ensino regular, ensino especial, Altas Habilidades e EJA (Educação de Jovens e Adultos), incluindo estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional.
Nesta edição, foram criadas duas novas categorias na modalidade redação, específicas para estudantes do Sistema Socioeducativo e do Sistema Prisional. A demanda, feita pelos profissionais que atuam no setor, tem como objetivo é proporcionar que esses estudantes, que, majoritariamente, enfrentam um abismo educacional, possam participar do XIII Concurso de Desenho e Redação do Sinpro em condições de igualdade com os demais estudantes da rede pública de ensino. Na categoria desenho, os estudantes do Sistema Socioeducativo e do Sistema Prisional participarão juntamente com os demais estudantes inscritos(as), de acordo com a etapa/modalidade de ensino.
As inscrições poderão ser realizadas de 6 de junho a 11 de agosto. O(a) participante poderá fazer a inscrição e entregar o trabalho posteriormente, desde que não extrapole o prazo de 11 de agosto. Para fazer o upload do trabalho, basta clicar em “anexar documentos”. Embora as inscrições possam ser feitas apenas pela internet, a entrega do trabalho poderá ser feita digital ou presencialmente, na sede ou em uma das subsedes do Sinpro-DF.
O trabalho deve ser entregue em folha específica disponível para download no link da inscrição, junto com autorização para utilização do trabalho concorrente em qualquer peça de comunicação do Sinpro-DF. O modelo de autorização também está disponível no link da inscrição.
O regulamento do concurso divide a apresentação de trabalhos em 12 categorias, nas modalidades redação e desenho. Para cada faixa etária/segmento há regras específicas, como, por exemplo, quantidade mínima e máxima de linhas para a redação.
Premiação
Serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria. Em todas elas, o 1º lugar receberá um tablet Samsung Galaxy Tab S6 Lite; o 2º será premiado com um aparelho Tablet Galaxy Tab A8; e o 3º lugar ganhará um Tablet Samsung Galaxy Tab A7 Lite. Estudantes do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional poderão optar pela conversão do prêmio em dinheiro.
Também serão contemplados professores(as) ou orientadores(as) indicados(as) pelos(as) estudantes vencedores(as) de cada categoria, com premiações de R$ 1.200 para o 1º lugar, R$ 700 para o 2º lugar e R$ 500 para o 3º lugar.
Lei que exige paridade salarial entre gêneros vai a sanção presidencial
Jornalista: sindicato
Na quinta-feira (1°/6), o Senado aprovou o projeto de lei que torna obrigatória a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens para trabalho de igual valor ou no exercício da mesma função. O texto determina que o governo federal terá que regulamentar a futura lei por meio de decreto. O PL 1.085/2023 agora segue para sanção presidencial.
A notícia é especialmente comemorada na Educação, pois o ensino básico brasileiro é majoritariamente formado por profissionais do sexo feminino. Entre profissionais da Educação, 79,2% são mulheres, segundo dados do Censo Escolar 2022, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
“As professoras são maioria nos anos fundamentais e na educação infantil, em que a relação de cuidado é maior e onde os salários são menores. Esse projeto será uma importante ferramenta para acabar com a diferença entre salário de professores nos diferentes níveis e por isso iremos nos debruçar neste debate para que os cuidados não sejam considerados atividades menores”, afirma a Secretária de Relações de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Berenice D’Arc Jacinto.
Berenice acredita que a medida, desde que cobrada e fiscalizada pelos sindicatos, federações, confederações em defesa da classe trabalhadora, ajudará a valorizar as trabalhadoras essenciais para a formação dos cidadãos e cidadãs brasileiras.
Multa – A proposta de lei inclui uma série de penalidades para discriminação de sexo, raça, etnia, origem ou idade. Entre estas, se uma desigualdade salarial for identificada, o pagamento das diferenças salariais não impedirá a pessoa discriminada de buscar compensação por danos morais.
Além disso, a lei propõe uma mudança substancial na penalidade estabelecida no artigo 510 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). De acordo com a nova lei, a multa será equivalente a dez vezes o valor do salário atualizado que o empregador deve ao empregado prejudicado e pode dobrar em casos de reincidência. A lei também estipula que em caso de não conformidade, a empresa pode ser multada até 3% da sua folha de pagamento, com um limite de cem salários mínimos.
Combate à desigualdade – O projeto prevê, como medidas para garantia da igualdade salarial, o estabelecimento de mecanismos de transparência salarial; o incremento da fiscalização; a criação de canais específicos para denúncias de casos de discriminação salarial; a promoção de programas de inclusão no ambiente de trabalho; o fomento à capacitação e à formação de mulheres para o ingresso, a permanência e a ascensão no mercado de trabalho, em igualdade de condições com os homens.
Se houver disparidade salarial, as empresas serão obrigadas a criar planos de ação para eliminar essas desigualdades, estabelecendo metas e prazos para a implementação.
Luta – Esta legislação representa uma vitória significativa para a sociedade brasileira e um marco no combate à discriminação salarial. As mulheres, em particular, que há muito lutam por salários equiparados aos dos homens, celebram este avanço. A lei é vista como um reflexo da luta de todas as mulheres e da sociedade brasileira como um todo por igualdade salarial.
CAFÉ DA MANHÃ COM GESTORES(AS) NESTA TERÇA-FEIRA (6/6)
Jornalista: sindicato
O Sinpro-DF convida os(as) gestores(as) das escolas públicas do Distrito Federal para um café da manhã nesta terça-feira (6/6), às 9h, no Auditório Paulo Freire (SIG).
Na ocasião debateremos a pauta da greve e os próximos desafios para a categoria.
Moção de apoio à greve dos(as) trabalhadores(as) da Prefeitura de Florianópolis
Jornalista: Maria Carla
A defesa do serviço público de qualidade é um direito e, principalmente, um dever de todos(as) os(as) servidores(as) públicos(as). É também uma obrigação de toda a população brasileira usuária, que paga impostos para que eles existam e sejam ofertados com qualidade. Todavia, entre 2016 e 2022, os serviços públicos municipais, estaduais e federais passaram por um ataque sistemático dos governos neoliberais com o intuito de sucateá-los para privatizá-los, o que até hoje reflete negativamente na vida de todos, todas e todes.
Uma das repercussões desses ataques são os salários defasados e as condições de trabalho precárias das categorias que atuam em muitas Prefeituras. Por essas e outras razões, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) declara seu apoio à greve dos(as) trabalhadores(as) da Prefeitura Municipal de Florianópolis e repudia a opressão que o governo Topázio Neto (PSD) tem cometido contra o movimento paredista.
Em vez de receber os(as) trabalhadores(as) do serviço público de Florianópolis com respeito, o governo ataca o movimento e criminaliza a categoria por defender seus direitos. Em greve desde o dia 31/5, os(as) servidores(as) não são recebidos para negociação. O governador Topázio Neto, um empresário que se tornou prefeito, tem promovido, segundo denúncias do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), uma escalada autoritária contra o sindicato e a categoria, com ameaças de demissão, multas e prisão de trabalhadores(as) em greve.
Além da luta por melhores salários e condições de trabalho, na pauta de reivindicações, a categoria exige a realização de concurso público e o fim da profusão de terceirizações por meio de organizações sociais, um modelo de gestão privatista, que acumula denúncias, em todo o País, de fraudes e de precarização dos serviços, dos salários e dos direitos dos trabalhadores, e, principalmente, de sucateamento do atendimento à população.
Assim como a recente greve do Magistério Público do Distrito Federal, suspensa em 25 de maio, após o governador Ibaneis Rocha (MDB) abrir as portas do Palácio do Buriti para a negociação, a greve dos(as) trabalhadores(as) da Prefeitura de Florianópolis também é por valorização dos profissionais e pelo pagamento de pisos e carreiras do Magistério, Enfermagem e quadro civil, que estão em lei e são descumpridos pelo prefeito.
A categoria também luta em defesa do direito à Previdência e por condições de trabalho dignas, exige respeito ao direito constitucional à greve e ao direito da população de ter um serviço público de qualidade. O Sinpro-DF se solidariza com a categoria, que reivindica abertura da Mesa de Negociação Permanente para tratar das pautas com responsabilidade e a retirada imediata de todas as ameaças e tentativas de punição dos(as) trabalhadores(as) em greve.