O Dia Mundial do Meio Ambiente e Ecologia e a educação para a sustentabilidade

Nesta segunda-feira (5), o mundo celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia. Na edição deste ano, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que criou a data, escolheu a Costa do Marfim para sediar as comemorações com o tema “soluções para a poluição plástica” no planeta e a hashtag #CombataAPoluiçãoPlástica.

Embora esteja engajado nessa luta contra a poluição plástica, o Sinpro-DF lança, nesta segunda, sua própria hashtag e divulga #EducarParaUmMundoSocialmenteSustentável por entender que a educação está, literalmente, ligada ao tema do ambiente ecologicamente correto. O sindicato vai além da poluição plástica e destaca, nesta data, a necessidade de defender uma educação para um mundo socialmente sustentável.

Sempre comprometido com a luta pela sustentabilidade, o Sinpro também adotou o tema do meio ambiente na sua agenda 2023. Com o mote “Educar para um mundo socialmente sustentável”, a Agenda 2023, distribuída aos(às) sindicalizados(as) no fim do ano passado e início deste ano, pautou a necessidade de as escolas públicas do Distrito Federal adotarem o projeto de sustentabilidade socioambiental em suas atividades pedagógicas.

Na agenda 2023, o sindicato explica o significado dos “5 Rs da Sustentabilidade – Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar/Compostar”– e informa que a entidade é parceira da Revista Xapuri em vários projetos ligados ao desenvolvimento de um mundo socialmente sustentável. Para estimular a participação das escolas no tema, ofereceu, a elas, a possibilidade de apresentar projetos de sustentabilidade socioambiental para publicação na Revista Xapuri.

O Concurso de Redação e Desenho do Sinpro 2023 também traz o tema “Educar para um mundo socialmente sustentável”. O tema ambiental se tornou uma pauta evidente do ano e mote de uma disputa política sobre desenvolvimento ecologicamente sustentável versus desenvolvimento antiecológico, com poluição e destruição do meio ambiente.

Essa disputa está no Congresso Nacional em vários Projetos de Leis (PLs) em tramitação, principalmente, no PL 490/07, do marco temporal, que visa a legalizar a grilagem em Terras Indígenas (TIs) para atender aos desejos dos latifundiários de explorarem, de forma antiecológica e genocida contra os povos originários, as riquezas biológicas e minerais nas reservas indígenas.

Na sexta-feira (2), o Sinpro lançou a campanha para pressionar os(as) senadores(as) a votarem contra o PL 490/07. Clique aqui e confira a matéria da campanha. “Preciamos reconhecer o direito dos povos originários aos locais que ocupam sem nenhum arbítrio legal de períodos de tempo específicos. Atualmente o marco temporal se tornou ameaça a existência dos povos indígenas”, afirma Raimundo Kamir, coordenador da Secretaria de Políticas Sociais do Sinpro.

Ele explica que “os danos causados ao meio ambiente impactam de forma imediata na qualidade de vida e podem comprometer, inclusive, a sobrevivência das populações e dos ecossistemas. Não são apenas um transtorno passageiro, são ameaças constantes, capazes de alterar negativamente a vida da população e o ecossistema”.

O diretor destaca o fato de que “a eleição de um parlamento altamente conservador e aliado de uma agenda de devastação da do meio ambiente no Brasil nos indica que não haverá trégua e nem vida fácil para os defensores da agenda ambiental. A ação esta semana no parlamento brasileiro com o objetivo diluir drasticamente as competências dos órgãos de tratam do tema da agenda ambiental e indígena do Governo Federal nos dar a real dimensão do desafio”, finaliza.

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3 de junho – Dia Nacional da Educação Ambiental

Esta data, muito mais que comemorativa, é uma oportunidade para que a sociedade reflita sobre o quanto as ações desenvolvidas no meio ambiente no momento presente influi no futuro. Além disso, neste dia, objetiva-se ressaltar a importância das práticas educativas que direcionam a sociedade para comportamentos sustentáveis e conscientes quanto ao meio ambiente.

Por isso mesmo, a educação ambiental desempenha um papel crucial na formação de uma sociedade mais sustentável, na qual os indivíduos compreendem a importância da proteção do meio ambiente e estão dispostos a agir de maneira responsável.

Nesse sentido, o Sinpro-DF elegeu para trabalhar durante o ano de 2023 o tema “Educar para um mundo socialmente sustentável”. Para o Sindicato, “nós, educadoras e educadores, somos peças-chave na formação desse mundo sustentável de maneira social, ambiental e econômica. Afinal, um mundo sustentável exige, antes de qualquer outra coisa, a formação do pensamento crítico”.

E o Sinpro-DF prossegue: “Gerar nos estudantes das escolas públicas a compreensão de que um mundo sustentável vai muito além da coleta seletiva ou da reciclagem de materiais é tarefa desafiadora e, na mesma medida, urgente. Um mundo sustentável engloba as pessoas e suas condições de vida, os recursos naturais do planeta, a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços.

Ficam um convite e uma provocação. Que cada um dos(as) educadores(as) possa desenvolver em sua escola projetos que trabalhem o tema da sustentabilidade de forma crítica, para que cada estudante chegue à conclusão de que um mundo sustentável em todas as suas esferas é um mundo mais justo e cheio de esperança.

Em tempo: o Sinpro-DF vai divulgar, na próxima semana, as informações sobre o concurso anual de redação da entidade. O tema terá foco nas questões ambientais.

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Veja tabelas salariais com incorporação da Gaped/Gase e reajuste salarial

Professores(as) e orientadores(as) educacionais podem verificar como ficarão suas remunerações com a incorporação da Gaped/Gase mais o reajuste salarial apresentado pelo Governo do Distrito Federal. As tabelas estão disponíveis no link https://sinpro25.sinprodf.org.br/tabelas/

O reajuste salarial do GDF é de 18%, dividido em três parcelas anuais de 6%, aplicadas sempre em julho. Já a Gaped/Gase, que representam 30% do vencimento básico doas(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, serão incorporadas em seis parcelas de 5% cada, pagas a partir de outubro deste ano e, posteriormente, em janeiro e julho de cada ano.

Foram publicadas sete tabelas das titulações PQ3 (graduação), PQ4 (especialização), PQ5 (mestrado) e PQ6 (doutorado), para 40 horas e 20 horas semanais. As tabelas são apresentadas da seguinte forma:

Tabela 1 – Apresenta a aplicação de 6% sobre o vencimento básico, feita em julho de 2023.

Tabela 2 – Apresenta a incorporação da Gaped/Gase no vencimento básico, feita em outubro de 2023.

Tabela 3 – Apresenta a incorporação da Gaped/Gase no vencimento básico, em janeiro de 2024.

Tabela 4 – Apresenta a aplicação de 6% sobre o vencimento básico mais a incorporação da Gaped/Gase, em julho de 2024.

Tabela 5 – Apresenta a incorporação da Gaped/Gase no vencimento básico, em janeiro de 2025.

Tabela 6 – Apresenta a aplicação de 6% sobre o vencimento básico mais a incorporação da Gaped/Gase, em julho de 2025.

Tabela 7 – Apresenta a incorporação da Gaped/Gase no vencimento básico, em janeiro de 2026.

As tabelas PQ1 (sem conclusão de graduação) e PQ2 (licenciatura curta) serão disponibilizadas posteriormente, após finalização da negociação do aporte para aproximação do Piso Nacional do Magistério.

Conquista histórica
A incorporação da Gaped/Gase é resultado da luta e da mobilização da categoria do magistério público do DF. Após 22 dias de greve unificada, o GDF, que se recusava a negociar, abriu diálogo com a Comissão de Negociação do Sinpro-DF e negociou a incorporação integral da Gaped/Gase, em seis parcelas de 5% cada.

A incorporação da Gaped/Gase ao vencimento resguarda qualquer ameaça de retirada desse valor da remuneração da categoria. Isso porque o Fundo Constitucional do DF foi mantido no arcabouço fiscal pelo relator da proposta na Câmara dos Deputados, Claudio Cajado (PP-BA). Com as novas regras fiscais, em dez anos, serão R$ 87 bi a menos para o Fundo. Com o impacto no FCDF, as gratificações ficam ameaçadas, podendo ser retiradas das diversas categorias. Com a incorporação da Gaped/Gase, elas passam a ser vencimento e, portanto, o valor não pode ser subtraído da remuneração da categoria do magistério público.

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Nota de apoio à greve dos servidores técnico-administrativos da UnB

O Sinpro-DF presta todo apoio e solidariedade à greve dos servidores e servidoras técnico-administrativos(as) da Universidade de Brasília (UnB), que iniciaram o movimento nesta sexta-feira, 2 de junho. A categoria foi surpreendida com decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que, por meio de mandado de segurança, cassou o pagamento de 26% do salário dos trabalhadores e das trabalhadoras.

O percentual, que representa cerca de ¼ do salário dos técnico-administrativos, é referente à URP/89 (Unidade de Referência de Preço), devidos pela diferença de inflação não repassada aos servidores à época.

A URP/89 é paga em folha aos servidores técnico-administrativos da UnB, da ativa e aposentados, há mais de 30 anos. Em 2010, a ministra do STF Carmen Lúcia concedeu liminar para garantir o pagamento da URP à categoria até o julgamento definitivo do caso pela Corte. A ministra ainda determinou a devolução de parcelas eventualmente retidas desde o ajuizamento da ação impetrada pelo Sintfub, sindicato que organiza a categoria.

O ataque aos trabalhadores técnico-administrativos da UnB é inadmissível, inclusive por prejudicar também a educação superior prestada pela UnB. Isso porque esses trabalhadores e essas trabalhadoras são essenciais para que a garantia da qualidade do processo de aprendizado.

Por isso, o Sinpro-DF se soma à pauta do Sintfub contra a decisão do ministro Gilmar Mendes e pela manutenção do pagamento da URP/89 a todos os trabalhadores e trabalhadoras técnico-administrativos(as) da UnB.

Juntos e juntas somos mais fortes!

Diretoria colegiada do Sinpro-DF

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SINPRO agradece parlamentares pelo apoio à greve da Educação

Diversos parlamentares compreenderam as demandas do Magistério Público do DF e necessidade de o governador Ibaneis efetivamente negociar com a categoria em greve. O apoio desses parlamentares foi decisivo para o avanço da pauta de reivindicações e, consequentemente, para a suspensão do movimento paredista.

Por isso mesmo, o SINPRO-DF promoveu um café da na manhã, nesta sexta-feira (2/6), para reunir e agradecer o esforço e a pressão desses parlamentares sobre o GDF.

Recepcionados por diretores do Sindicato, estiveram presentes os deputados federais Érika Kokay (PT-DF) e Reginaldo Veras (PV-DF), assim como os distritais Chico Vigilante (PT), Gabriel Magno (PT) e Max Maciel (Psol). Assessorias presentes representaram os mandatos dos distritais Wellington Luiz (MDB, presidente da CLDF), Ricardo Vale (PT), Paula Belmonte (Cidadania), Dayse Amarilio (PSB), Jorge Viana (PSD) e Fábio Félix (Psol).

“A imortalidade dos educadores e educadoras vem pelo exemplo. Daqui a muito tempo estaremos falando desta greve de 2023. Tenho muito orgulho de cada um de vocês, orgulho deste Sindicato, orgulho das construções que foram feitas com o comando de greve, orgulho das conquistas que vocês arrancaram, e da possibilidae e capacidade de uma categoria que não sai ferida e não sai fazendo com que a greve não acabe dentro da escola, mas em uma assembleia soberana. Podem olhar nos espelhos das suas casas e dizer ‘eu sou professor, eu sou professora, eu sou orientador, eu sou orientadora, e nós construímos a política pública mais generosa e mais potencialmente transformadora na sala de aula”, destacou a deputada federal Érika Kokay (PT-DF).

Para o deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF) “foi muito bonito o que aconteceu nesse movimento grevista porque tinham muitos educadores jovens nas assembleias, o que fortaleceu significativamente o movimento, somado ao foto de termos agregado os professores substitutos. É muito importante continuar este trabalho de mobilização, principlamente trazendo novos adeptos para o Sindicato”.

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) enfatizou a tentativa do GDF em utilizar o Judiciário para interromper a greve. “Houve a ameaça do corte de ponto, como também a multa diária ao Sinpro. Mas esta diretoria é de luta. Não se curvou em nenhum momento e buscou todos os apoios possíveis”, disse.

“Não foi toda a vitória necessária, mas foi um passo fundamental mais uma vez. Uma verdadeira aula de cidadania”, afirmou o deputado Max Maciel (Psol).

Já o deputado distrital e professor Gabriel Magno (PT) enfatizou a absoluta confiança na atual direção do Sinpro para conduzir a luta e de conduzir uma categoria tão grande como a nossa. Pela ação, organização e mobilização de vocês, o Legislativo local ficou três semanas sem votar nada. Com tanta mobilização, Ibaneis fez o impensável, teve que negociar com uma categoria em greve – coisa que afirmou, inclusive na televisão, que jamais faria. A proposta apresentada não é a ideal, nunca é, mas avançamos muito nos direitos e no fortalecimento da carreira e na valorização dos educadores”.

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Dirigentes Sindicais e professoras recebem moção de louvor da CLDF

A 4ª edição da Semana Legislativa pela Mulher da Câmara Legislativa encerrou as atividades nesta quinta-feira (1/6) com a entrega de moções honrosas a mulheres do DF com destaque na sociedade e na política. Entre as mais de 40 homenageadas, estão a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio, a diretora da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) Rosilene Corrêa e a professora da rede pública de ensino do DF Patrícia Ramiro.

As proposições de moção honrosa às professoras foram feitas pelos deputados Gabriel Magno (PT), Fábio Félix (Psol) e João Cardoso (Avante).

“A entrega dessa moção é uma das demonstrações da importância da educação para a construção de um DF e um mundo com equidade de gênero. Essa é uma pauta histórica do Sinpro e da CNTE. Isso porque a democracia só será realmente efetiva quando mulheres e homens tiverem os mesmos direitos e as mesmas oportunidade”, afirma Luciana Custódio.

Rosilene Corrêa, diretora da CNTE, lembra que “a educação é uma das ferramentas mais efetivas para consolidar a equidade de gênero em todas as esferas da sociedade”. “É no chão das escolas que colaboramos para a formação de seres sociais. A educação é transformadora. E a transformação que a gente quer exige o fim do machismo, do racismo e da misoginia. Isso significa, também, ter mulheres nos espaços de poder, sobretudo, na política”, afirma.

Na Semana Legislativa Pela Mulher, realizada de 30 de maio a 1º de junho, foram realizadas uma série de debates e oficinas sobre mulheres, sociedade e política, além do tema da promoção da equidade entre homens e mulheres em todos os seus aspectos.

Confira abaixo a nominata das homenageadas:

ÉRIKA JUKA KOKAY
MARIA DE JESUS DE OLIVEIRA
MAURA ALVES DE MIRANDO FEITOSA
EDILAMAR DE SOUZA
FERNANDA MATEUS COSTA MELO
IZABEL CRISTINA CAVALCANTE GONÇALVES
INÊS ARAUJO DOS SANTOS
ÍSIS MARIA QUESADO SOARES MAGALHÃES
NEILA MEDEIROS
CLEO BOHN DE LIMA
LUCIANA VITOR DIAS BOTÃO
SAMARA FURTADO CARNEIRO
ANDREA GALLASSI
JAMILA ZGIET RODRIGUES SANTOS
PATRÍCIA RAMIRO
ARLETE AVELAR SAMPAIO
MARIA LAURA SALES PINHEIRO
ROSILENE CORREA
ELAINE CRISTINA FARIAS DE SOUSA
KELLI CARDOSO FERNANDES
VANESSA DE ARAUJO SANTOS
LEILA GUIMARÃES DE ABREU
MARIA STUANI DE ALMEIDA MATSUI
ROSÂNGELA BATISTA DE OLIVEIRA
ROSÂNGELA GRAVIA
CRISTIANE KARLA CONCEIÇÃO
GILVANDA PEREIRA ELVAS
MARIA FEITOSA DE OLIVEIRA
LUCIANA CUSTÓDIO
MARIA DEL PILAR DE LA PLAZA ILARI
MONICA DE MESQUITA MIRANDA
ALINE CHAVE MARINHO E SILVA
MONICA CRISTINO PEREIRA XAVIER
VIRGÍNIA ANGÉLICA SANTOS CASTRO
ELIANE NUVEM
FERNANDA MATEUS COSTA MELO
MONIZE MARQUES
ANA FLÁVIA MAGALHÃES PINTO
MARIA JOSÉ DA CONCEIÇÃO
MARIA MADALENATORRES
DORCA DE SOUSA COSTA CAMPOS
GLAÍSA DA CUNHA MELO DE CASTRO
NOÊMIA DE ALMEIDA FONSECA DIAS
MARIA DE JESUS AGUIAR ALVES
SANDRA MARIA RODRIGUES
SANDRA SOARES COSTA

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Sinpro lança campanha contra o PL 490, do marco temporal. Pressione agora!

O Sinpro lança, nesta sexta-feira (2), uma campanha para pressionar todos(as) os(as) 81 senadores(as) a votarem contra o Projeto de Lei nº 490/2007 (PL 490/07), que extingue os direitos de povos originários e legaliza a grilagem em Terras Indígenas (TIs). Participe! Pressione agora! Com alguns cliques, você pode pressionar TODOS os(as) senadores(as) a dizerem não ao PL do Genocídio: https://marcotemporalnao.org.br/

O sindicato adota a hashtag #PL490Não e se engaja na campanha nacional contra esse novo extermínio de povos indígenas. Ele foi aprovado, nesta semana, na Câmara dos Deputados e seguiu para o Senado Federal. Se for modificado no Senado, volta à Câmara, sua Casa Legislativa de origem, para revisão. Caso não tenha alteração no Senado, o PL segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se Lula vetá-lo, ele volta ao Congresso Nacional e os parlamentares podem derrubar o veto do Presidente, transformando-o em lei.

A campanha do Sinpro contra o PL do marco temporal visa a disponibilizar às comunidades escolares e à população do Distrito Federal a possibilidade de pressionarem os(as) senadores(as) a rejeitar totalmente a legalização do extermínio de indígenas e comece a ser defenestrado da pauta do dia a dia e do Congresso Nacional já no Senado.

O que é o PL 490/2007

O PL 490 cria o chamado marco temporal da ocupação de terras por povos indígenas, alterando o artigo 231 da Constituição, dos direitos indígenas, e a Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973, que descola atribuição de demarcação de terras indígenas para o Poder Legislativo. Foi apresentado, em 2007, pelo ex-deputado federal da bancada ruralista e representante da Federação da Agricultura do Mato Grosso (Famato), Homero Pereira (PSD-MT), para atender aos seus próprios interesses e aos do latifúndio rural.

O documento traz uma profusão de problemas sociais ao País já superados pela Constituição Federal. A aprovação dele, na semana passada, pela bancada ruralista e de extrema direita, retoma uma discussão pública já superada sobre a viabilidade, ou não, de modificação do artigo 231 da Constituição.

Inconstitucionalidade e genocídio

Vale destacar ainda que, apesar de o Congresso Nacional seguir debruçado sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomará a análise da constitucionalidade do marco temporal na próxima semana. Não é a primeira vez que que esse tema é discutido no STF. A inconstitucional já foi apontada pelo Supremo. Em abril de 2021, o ministro Roberto Barroso, em entrevista concedida ao Jornal O Globo, afirmou que “o direito dos povos originários à terra é cláusula pétrea”. Mesmo assim, Arthur Lira (PL-AL) o colocou em votação.

O PL 490 legaliza o genocídio e, ao impulsionar a tese do marco temporal, abre precedente para o contato forçado com povos indígenas isolados, porque acaba com a proteção desses povos em relação a contatos externos, e possibilita a anulação de TIs. A tese política do marco temporal dificulta a demarcação de novas TIs porque, segundo o entendimento dos ruralistas, só podem ser demarcadas as terras de comunidades que ocupavam a terra reivindicada na data de promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

“Nessa visão, é como se o Brasil tivesse começado naquele dia e não tivesse havido conflitos agrários com comunidades expulsas à bala e a tiros de suas próprias terras pela grilagem dos latifundiários”, explica o jornalista Leonardo Sakamoto em seu blog. Esse PL visa também, dentre outros problemas, a abrir os territórios tradicionais para a exploração de recursos hídricos, energéticos, minerais e de instalação de infraestrutura pela iniciativa privada.

Não é à toa que ele é chamado de PL do genocídio: afeta os povos indígenas e a economia brasileira. O PL 490/07 coloca o Brasil na contramão da nova dinâmica ambiental do planeta, contra a sustentabilidade e impede o País de ser uma nação desenvolvida. Com apenas alguns cliques, você pode pressionar TODOS os(as) 81 senadores(as) por #PL490Não. É só ir em https://marcotemporalnao.org.br/

 

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“Memória Viva do curso A Arte de Contar Histórias ”: professora lança documentário na CRE do Núcleo Bandeirante

“De quantas histórias se faz uma história? Quantos enredos haverá nela?” Essas e outras indagações dão o tom ao documentário “Memória Viva do curso A Arte de Contar Historias”, de autoria de Cristina Aparecida Leite, professora de Português da rede pública de ensino e atuante, desde 2008, nas Oficinas Pedagógicas. A estreia do documentário ocorreu, nessa quarta-feira (31), no auditório da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Núcleo Bandeirante, entre 13h30 e 16h.

O filme faz parte da pesquisa de doutoramento da professora Cristina sobre o curso “A Arte de Contar Histórias”, ministrado pelos Centros de Vivências Lúdicas Oficinas Pedagógicas da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF). Ela explica que o lançamento teve como objetivo a apreciação, pelo grupo dos professores e professoras formadoras das Oficinas Pedagógicas, que estão contribuindo para que ela organize a história que está sendo contada. O evento contou com a participação do coordenador da CRE, Mauro Rocha e do chefe da UNIEB, Afrânio Barros, do Núcleo Bandeirante, além das anfitriãs da Oficina, Professoras Simone Moura e Karla Machado.

Também estiveram presentes Maria das Graças, subsecretaria da EAPE,  e sua assessora Maria Cristina; Luciana Ribeiro, diretora da DIOP; Luana Mendes (EAPE), gerente da GDOL; Lucas Baeta, coordenador das Oficinas Pedagógicas; professores formadores das 14 Regionais de Ensino que estão na ativa e vários(as) aposentados(as), e, ainda, alguns cursistas egressos da formação que estão colaborando com a pesquisa de doutoramento da professora Cristina Leite. Houve cerca de 80 participantes ao todo.

“Importante mencionar que grande parte do grupo focal da minha pesquisa são professoras e professores formadores aposentados que fazem parte desta narrativa. É um grupo tão engajado que, mesmo após aposentados, permanecem vinculados a esta história, pois sabem da sua importância para a educação pública. São inúmeros os relatos de professores e professoras cursistas de todas as Regionais de Ensino que mencionam terem sua trajetória transformada pela participação nos cursos das Oficinas Pedagógicas”, afirma a professora.

Estreia intimista – Ela informa também que essa estreia foi mais intimista, justamente, para apreciação do documentário por quem participa da história, que é, em essência, coletiva. “Escolhi não contar esta história sozinha justamente por isso. Os interlocutores da minha pesquisa estão acompanhando todo o processo. É uma pesquisa COM eles e não sobre eles. Por isso, este momento foi tão importante. Ainda vou considerar os apontamentos feitos e, caso seja necessário, faremos os ajustes no material para poder lançar para toda a rede, em um outro momento, fazendo um lançamento oficial, aberto para toda a rede pública de ensino, convidando todos que já passaram por esta formação, exatos 3.909 professores e professoras de todas as Regionais”, diz Cristina.

Segundo ela, embora ainda em desenvolvimento, a pesquisa já permitiu evidenciar que o curso contribui para enriquecimento da prática pedagógica de professores de diferentes etapas (desde a educação infantil até o ensino médio), diferentes modalidades (EJA, educação profissional, ensino especial) e diferentes disciplinas, incluindo professores das áreas das exatas, como matemática, biologia e física. Tudo isso devido ao poder de transformar e de humanizar que as histórias possuem. O curso ainda contribui com a trajetória de muitos professores que passam pela readaptação e precisam encontrar novas formas de atuar, vivificando os espaços das salas de leitura e bibliotecas escolares.

Contação de histórias – “Contribui para a cena artística-cultural do DF, pois, após a formação, muitos continuam contando histórias para além dos espaços escolares, formam grupos de contação de histórias e vemos nascer muitos escritores egressos desta experiência. Aos aposentados, o curso oferece nova possibilidade de atuação, seja profissionalmente ou em trabalhos voluntários, espalhando as histórias, tão necessárias, especialmente neste momento pós pandemia em que precisamos reencontrar o que nos une como humanos: o olho no olho, a emoção e a imaginação criadora. Todas estas são percepções que a pesquisa em andamento, com a participação ativa de mais de 100 profissionais já me permitiram perceber”, informa.

Cristina destaca a importante presença do Sinpro-DF na trajetória de sucesso deste curso. “É importante mencionar que a pesquisa mostrou que o SINPRO-DF se faz presente nesta trajetória de sucesso, no movimento embrionário para o curso se estruturar, quando ofereceu formação continuada ministrada pelo Mestre Zezito (in memoriam), da qual muitas professoras formadoras das Oficinas Pedagógicas participaram e trouxeram esses saberes para o curso ir sendo constituído. A primeira turma aconteceu em 1999”, lembra.

Oficinas Pedagógicas –  Cristina diz  que o nome “Oficinas Pedagógicas” gera ambiguidade e que ele foi alterado, em 2018, para que a categoria entendesse o que é esse trabalho. As Oficinas Pedagógicas são espaços de formação continuada em que se busca, sempre, trabalhar teoria e prática interligados.

“É uma formação que é diferente. Trata-se de um trabalho vanguardista, que nasceu em 1986 e une teoria e prática em suas propostas e, por isso, faz tanto sucesso entre os professores e as professoras. Em 2018, teve uma portaria, que rege até hoje, que mudou esse nome para Centros de Vivências Lúdicas Oficinas Pedagógicas. No entanto, popularmente, esses espaços são conhecidos como Oficinas Pedagógicas”, explica. Ela se afastou do CVLOP de Samambaia quando foi para o doutorado.

Atualmente, existem 14 Centros de Vivências Lúdicas Oficinas Pedagógicas (CVLOP), com equipes compostas por cerca de três professores(as) formadores(as), que oferecem os cursos aos(às) demais professores(as) da rede. Confira os locais dos CVLOP.

CVLOP de Brazlândia

CVLOP de Ceilândia

CVLOP do Gama

CVLOP do Guará

CVLOP do Núcleo Bandeirante

CVLOP do Paranoá

CVLOP do Plano Piloto/ Cruzeiro

CVLOP de Planaltina

CVLOP do Recanto das Emas

CVLOP de Santa Maria

CVLOP de Sobradinho

CVLOP de São Sebastião

CVLOP de Taguatinga

CVLOP de Samambaia.

SINPRO explica proposta do GDF no que tange os aposentados e aposentadas

Aposentados e aposentadas do magistério público do DF poderão acompanhar ao vivo explicação, ponto a ponto, das propostas negociadas com o GDF.

Os diretores do Sinpro-DF Cláudio Antunes (Política Educacional) e Elineide Rodrigues (Assuntos dos Aposentados) estarão à frente da transmissão – nesta sexta-feira (2/6), às 16h, no Youtube do Sinpro-DF.

 

 

ATENÇÃO: Dúvidas e solicitação de cálculos poderão ser enviadas pelo WhatsApp do telefone (61) 99991-0687.

Peça: Grande Sertão Veredas – Uma Kizomba Periférica

A Semente Cia de Teatro apresenta a peça Grande Sertão Veredas – Uma Kizomba Periférica, entre os dias 2 e 24 de junho, no Espaço Semente (entre a rodoviária e a biblioteca pública do Gama/DF), sempre às 20h, com entrada gratuita.

De acordo com os organizadores, a peça adentra o universo de Guimarães Rosa “para oferecer ao público uma ousada releitura de um dos grandes clássicos da literatura brasileira. No espetáculo o sertão é o terreiro e as personagens marginais do romance adquirem protagonismo inédito, em uma proposta escancaradamente macumbística que incorpora elementos da estética diaspórica africana, como a música e a religião”.

“Kizomba” é um termo que, em banto, significa “festejo”. É neste clima de festa de terreiro que os intérpretes/médiuns deixam chegar em seus corpos esses personagens/entidades para narrar passagens da vida de Riobaldo.

“A história é contada numa perspectiva metafísica, seguindo conselho do próprio Guimarães Rosa que sempre nos convoca a encarar seus escritos como base poética – ou trampolim – para o salto transcendental. É pela brecha entre o real e o imaginário que os seus personagens ganham textura e densidade, é na encruzilhada do medo e da coragem que o pacto se faz. O sertão é dentro de nós, boa viagem jagunços”, alertam os produtores.

Serviço

Data – 02 a 24 de junho de 2023 – Sexta – Sábado e Domingo

Horário – 20h

Local – Espaço Semente – Entre a rodoviária e a biblioteca pública do Gama/DF.

Entrada gratuita – Os ingressos serão distribuídos no Espaço Semente sempre com uma hora de antecedência ao início do espetáculo. Sujeito à lotação da sala: 70 lugares.

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