Sessão solene em memória da Nakba palestina na CLDF

Uma sessão solene em memória da “Nakba” – a catástrofe (ou desastre) palestina – será realizada, nesta sexta-feira (26), às 19h, no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Convocada pelos deputados distritais Gabriel Magno, Chico Vigilante e Ricardo Vale, todos do PT, a sessão solene visa relembrar o êxodo em massa que mudou o destino e a tentativa de destruição da nação e do Estado palestinos.

Uma cena da história após a guerra áreabe-israelense de 1948 e pós-Segunda Guerra Mundial, que registra a expulsão de centenas de milhares de suas casas e seus territórios. A Nakba palestina ocorreu há 75 anos, no dia 15 de maio de 1948.”A luta do povo palestino é uma luta de libertação e de emancipação nacional. Também é uma luta por direitos físicos, direitos humanos e direitos políticos. O povo palestino precisa de nossa solidariedade política para que seja um Estado Palestino Laico e Democrático em toda a Palestina Histórica, onde possam viver cristãos, muçulmanos, judeus, ateus, etc., sem racismo, sem colonialismo, sem imperialismo. Sejamos solidários e unidos em nossa luta por um mundo justo e pacífico”, explica o deputado em sua justificativa no Requerimento 552, aprovado pelos(as) parlamentares.

No documento, os parlamentares apresentam um breve resumo da opressão histórica ao povo palestino e a disputa pelos territórios na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental ganhou um novo capítulo brutal no dia 15, quando o mundo lembrou mais um ano da Nakba, os 75 anos da tragédia Palestina.

A Mesa do evento conta com a presença do próprio deputado Gabriel Magno, da deputada federal Erika Kokay (PT-DF); Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, embaixador da Embaixada da Palestina; Ahmed Fakri Said Alasaad, ministro conselheiro Vice-Chefe da Missão Diplomática da Embaixada do Estado da Palestina no Brasil – Representando o Embaixador.

Também estarão presentes Qais Marouf Kheiro Shqair, embaixador da Liga dos Estados Árabes no Brasil; Fátima Ali, vice-presidenta da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL); Emir Mourad, secretário-geral da Confederação Latino-Americana e do Caribe (COPLAC); Sayid Marcos Tenório, vice-presidente do IBRASPAL – Instituto Brasil-Palestina.

Uma breve história do que foi a Nakba e por que é uma data importante

No Requerimento 552, o deputado Gabriel Magno conta um pouco do que foi a Nakba, “catástrofe”. A palavra “Nakba”, em árabe, refere-se à expulsão violenta promovida por Israel após sua autoproclamação como Estado. Estima-se que cerca de 750 mil palestinos tenham fugido ou sido forçados a deixar suas casas e 418 vilas árabes foram destruídas pela ocupação israelense em 1948.

Segundo o site DW, até o fim da Primeira Guerra Mundial, o território palestino estava sob domínio turco, como parte do Império Otomano. Com a partilha dele após o fim do conflito, a Palestina passou a ser controlada pelo Reino Unido, no chamado Mandato Britânico da Palestina. A administração civil britânica operou de 1920 a 1948. Nesse período, um número crescente de judeus de todo o mundo se mudou para a região por considerá-la sua pátria ancestral.

Após o horror do Holocausto na Alemanha nazista, um plano de partilha da Palestina foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1947, prevendo a criação de dois Estados: um judeu e, outro, palestino. A Liga Árabe rejeitou o plano, enquanto a Agência Judaica (autoridade para a comunidade judaica na Palestina antes da fundação do Estado de Israel) o aceitou. Em 14 de maio de 1948, o Estado de Israel foi proclamado.

Em reação, uma coalizão de cinco Estados árabes declarou guerra, mas acabou sendo derrotada por Israel em 1949. Antes do conflito, entre 200 mil e 300 mil palestinos fugiram ou foram forçados a deixar suas casas. Durante os combates, outros 300 mil a 400 mil foram deslocados. O número total é estimado em mais de 700 mil palestinos expulsos de seus territórios.

Magno destaca o fato de que “a Nakba aponta ainda para o problema de que muitos refugiados palestinos no exterior permanecem apátridas até hoje”, afirma.  Segundo a Resolução 194 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 1948, e a Resolução 3.236, de 1974, bem como a Convenção da ONU relativa ao Estatuto dos Refugiados, adotada em 1951, os palestinos têm o “direito de retorno”. Os palestinos reivindicam que Israel acate as decisões da ONU e retroceda às linhas de 1948, e que tenham direito de andar livres nas ruas do seu Estado sem serem barrados, fichados, presos ou mortos pelo exército israelense.

“Pela primeira vez em sua história, a Assembleia Geral da ONU rememorou o Dia da Nakba – termo em árabe traduzido como “catástrofe”, como os palestinos descrevem a criação do Estado de Israel, mediante limpeza étnica, em 15 de maio de 1948. Foi uma ocasião para reafirmar que o nobre objetivo de justiça e paz requer reconhecer a história e a realidade do povo palestino e garantir que seus direitos inalienáveis sejam respeitados”, escrevem os parlamentares na justificativa da sessão solene.

PDT-DF manifesta total apoio à greve da Educação

A Executiva do PDT do Distrito Federal emitiu nota oficial de total apoio à greve da Educação.

Em certo trecho, o PDF-DF enfatiza que “recorrer à justiça para condenar a ação dos professores é recurso corriqueiro de quem tem pouco apreço pelo diálogo. O resultado desta prática é, quase sempre, a radicalização e mais prejuízos ao corpo docente e mais ainda ao corpo discente provocando a ampliação dos problemas para as famílias do DF, que são obrigadas a improvisar em sua rotina diária para minimizarem os impactos da falta de diálogo”.

“É bom lembrar que a categoria sofre com salas de aula superlotadas, com crianças com necessidades especiais sem monitor, e vem, desde 2015, sem reajustes e tentado negociar com o governo”, afirma a nota.

Clique aqui e leia a íntegra da nota do PDT-DF

Psicólogos e assistentes sociais divulgam nota de apoio à greve da educação

As entidades representativas dos psicólogos(as) e assistentes sociais do Distrito Federal divulgaram uma nota em defesa da luta e da resistência da categoria do Magistério Público, em greve desde 4 de maio por reestruturação da carreira e outras reivindicações.

A Nota de Posicionamento é assinada pelos Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP 01/DF); Conselho Regional de Serviço Social do Distrito Federal (CRESS/DF); Sindicato das Psicólogas e Psicólogos do Distrito Federal (SindPsiDF).


Confira a nota na íntegra a seguir:

 

Psicólogas/os e assistentes sociais se unem em defesa da Educação do Distrito Federal

As entidades representativas da Psicologia e do Serviço Social se unem, nesse momento de luta e resistência, em apoio à greve das professoras e professores na reivindicação de seus direitos e de uma escola de qualidade.

Manifestamos publicamente o nosso apoio à greve das/os professoras/es do Distrito Federal, por considerarmos justas e necessárias as demandas apontadas pela categoria, uma vez que a valorização social da Educação está implicada no respeito, reconhecimento e na valorização de seus profissionais. Logo, entendemos que tal luta não é só pela conquista e garantia de direito de trabalhadoras/es, como por uma Educação democrática e de qualidade no Distrito Federal.

Convém destacar que, além da defasagem salarial acumulada nos últimos anos, sem ajustes monetários, ressaltam-se os desafios enfrentados por educadores no cotidiano escolar, como a recente onda de violência contra as escolas, estudantes e trabalhadores, bem como as dificuldades referentes aos processos de convivência escolar e à aprendizagem, potencializadas pela crise advinda pandemia da Covid-19.

Destacamos que melhorar as condições de trabalho das/os professoras/es nas escolas públicas envolve a garantia de apoio para o acompanhamento de necessidades educativas que extrapolam o seu fazer pedagógico. Neste cenário, defendemos que a contratação de psicólogas/os e assistentes sociais, em atendimento ao Plano Distrital de Educação (PDE), à Lei Federal 13.935/2019 e à Lei Distrital 6.992/2021, torna-se fundamental para consolidação da luta conjunta das três categorias por Educação de qualidade e emancipadora.

Repudiamos a atual situação de precarização da educação no DF, que é configurada pela falta de profissionais, por condições de trabalho insalubres e pelos baixos salários, tendo o magistério público uma remuneração abaixo do Piso Nacional e mais de 30% de perda inflacionária nos salários. A Secretaria de Educação (SEEDF) conta ainda com a carreira Gestor em Políticas Públicas e de Gestão Educacional, que inclui as especialidades de Psicologia e Serviço Social, que apresenta condições semelhantes às supracitadas. 

Cabe ressaltar que atualmente menos de um quarto das escolas públicas conta com um profissional de Psicologia. Já a especialidade de Serviço Social se encontra sem servidores em exercício em quaisquer das quase 700 escolas públicas do Distrito Federal. A falta desses profissionais sinaliza para um cenário de desassistência de estudantes e familiares. Esses fatores tornam a greve um recurso imprescindível para o atendimento de pautas urgentes que garantam a operacionalização da educação pública de qualidade para todos os estudantes do DF.

Por fim, reafirmamos que os ataques proferidos contra educadores e a Educação são tentativas de criminalizar o direito constitucional de greve e a luta da classe trabalhadora.

 

Assinam esta nota:

Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP 01/DF)

Conselho Regional de Serviço Social do Distrito Federal (CRESS/DF)

Sindicato das Psicólogas e Psicólogos do Distrito Federal (SindPsiDF)

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Inclusão do Fundeb no arcabouço fiscal representa retrocesso

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite dessa terça-feira (23/5), o texto-base do novo regime fiscal – o chamado arcabouço fiscal, PLP nº 93/2023 – para as contas da União a fim de substituir o atual teto de gastos. A proposta foi aprovada por 372 votos a 108, na forma do parecer do relator, deputado Claudio Cajado (PP-BA).

FUNDEB – O relator Cajado – diferentemente  do projeto original do Executivo – com a apresentação do substitutivo ao PLP nº 93/2023, incluiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na regra que irá limitar os gastos do governo. A medida pode inviabilizar mais investimentos na educação, já que o novo regime condiciona maiores gastos do governo ao cumprimento de metas do resultado primário (arrecadação menos despesas), buscando conter o endividamento.

Segundo a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da própria Câmara dos Deputados, “a inclusão da complementação da União dentre as despesas limitadas pelo arcabouço fiscal obrigará a redução de outras despesas, inclusive em programas educacionais, como os da merenda e do transporte escolar, além do livro didático”. A complementação citada pela nota é a fatia correspondente a aportes da União para composição do Fundeb.

A nota da Consultoria da Câmara afirma ainda que a inclusão da complementação da União ao Fundeb dentre as despesas submetidas ao limite de gastos representará “restrição fiscal”, atualmente inexistente. “[Isso] dificultará o alcance do padrão mínimo de qualidade na educação básica, bem como o atingimento das metas previstas no plano nacional de educação”, diz o texto, que ressalta, ainda, que as regras do fundo já garantem que não haja aumento de gastos imprevistos em períodos de dificuldades ou recessão.

“O Fundeb já se autorregula: se cair a arrecadação, automaticamente diminui o valor a complementação da União ao Fundeb na mesma proporção”, diz o texto. O fundo é uma cesta de impostos direcionada às redes de ensino com base no número e tipo de matrículas. A partir do total desse bolo, a União faz a complementação.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), dessa forma, o texto aprovado piora ainda mais o programa de Temer e amplia a dificuldade de investimentos no ensino público e a execução do Plano Nacional de Educação (PNE).

Para o presidente da CNTE, Heleno Araújo, com a aprovação da proposta apresentada pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA), o prejuízo aos trabalhadores(as) da educação, que já sofrem com o achatamento da carreira, e aos estudantes, que verão reduzidas verbas para o transporte escolar, alimentação escolar, uniforme, material didático, será muito maior e pode afetar até mesmo a conclusão das obras paralisadas em escolas.

“O texto-base aprovado impõe uma pressão aos recursos destinados à educação pública, limitando os valores a serem investidos, além de impedir o atendimento às metas do Plano Nacional da Educação. Este novo texto traz grande prejuízo às escolas e à saúde, ao estrangular os recursos destinados a essas áreas e desta forma irá prejudicar o atendimento à população”, explica Heleno. 

Votação de destaques nesta quarta – De acordo com a deputada federal Érika Kokay (PT-DF), os deputados ainda precisam analisar destaques que podem alterar pontos do texto. A votação será retomada nesta quarta-feira (24/5), a partir das 13h55.

E um dos destaques é derrotar a proposta do relator Cajado em mudar as regras de reajuste do Fundo Constitucional (FCDF), mecanismo de financiamento estabelecido pela Constituição Federal para garantir recursos financeiros ao Distrito Federal. O objetivo do fundo é suprir as necessidades do DF em áreas como segurança pública, saúde e educação. Atualmente, o FCDF é composto por recursos provenientes da União, que são repassados ao Distrito Federal de forma automática e regular.

“O relator agora impõe um teto orçamentário e isso trará impacto direto nas políticas públicas para o DF”, enfatiza Kokay.

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Sinpro disponibiliza ônibus para a Assembleia Geral desta quinta (25)

O Sinpro-DF disponibiliza ônibus para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais participarem da Assembleia Geral, nesta quinta-feira (25/5), às 9h30, no estacionamento da Funarte.

A pauta será sobre as próximas ações da greve iniciada no dia 4 de maio. Os ônibus saem de 18 cidades-satélites, às 8h. Confira o horário e os locais de saída a seguir.

 

Lista dos ônibus:

ÁGUAS LINDAS – Shopping de Águas Lindas

PLANALTINA DE GOIÁS – Em frente ao Fórum

PLANALTINA – CEE 01 Planaltina

SOBRADINHO – CEM 01 (ginásio)

PARANOÁ – (Igreja da Praça Central)

CED PAD-DF

SÃO SEBASTIÃO – CAIC Unesco

NÚCLEO BANDEIRANTE – CED 01 RF II, CETELB RF I, CEMUB/CRE Candangolândia

SANTA MARIA – CE Especial (passando pela EC215)

GAMA – CEM 02

RECANTO DAS EMAS – CRE

RECANTO DAS EMAS – CED Mirian Ervilha/Escola Buriti/Jiboia

SAMAMBAIA – Estacionamento da Feira Permanente da 202

TAGUATINGA – Estacionamento ao lado da Administração do Taguaparque

CEILÂNDIA – (estacionamento do BRB do centro)

BRAZLÂNDIA – Praça do Laço

FORMOSA – Igreja Catedral no Centro

GUARÁ – Estacionamento do GG

Vídeo de Simão de Miranda apresenta “Entre greves, pelegos e patrões”

Neste momento em que a categoria do Magistério da rede pública de ensino do Distrito Federal está em greve geral, o professor Simão de Miranda lança um vídeo no YouTube em que explica o que é e como surgiu a greve e do papel de cada trabalhador(a) durante uma luta por melhores salários e condições de trabalho decentes. Confira o vídeo no final desta nota.

Com o título “Entre greves, pelegos e patrões”, o vídeo descreve um pouco dos papeis que cada uma dessas personagens (pelegos e patrões) desempenha durante um movimento paredista. “Hoje o assunto é grave. O assunto é greve. Nossa conversa de hoje é sobre grevistas, pelegos e patrões. Conheça os papéis de cada um destes personagens nos movimentos reivindicatórios da classe trabalhadora. Por favor, assistam e passem adiante. Quem sabe desperta a consciência de classe dos pelegos!”, anuncia o professor.

Simão de Miranda é autor de várias obras e palestras disponíveis no seu website www.simaodemiranda.com.br. Ele também está nas redes digitais Instagram @simaodemiranda. Confira também o link para o artigo “Que tipo de pelego você é?”, assinada por Augusto Azevedo na revista eletrônica Berro, citado no vídeo: https://revistaberro.com/literatura/cronica/que-tipo-de-pelego-voce-e/

Clique no link do YouTube a seguir e assista “Entre greves, pelegos e patrões”

 

Sinpro participa de audiência pública da Câmara dos Deputados sobre escolas militarizadas

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), do governo Jair Bolsonaro (PL), foi tema de uma audiência pública realizada, nessa segunda-feira (22), pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O Sinpro-DF contou com a participação de vários(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal, dentre eles(as), a professora Thaísa Magalhães, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-DF.

Entre os(as) convidados(as) para expor a situação da escolas submetidas a esse projeto bolsonarista estava Fátima Silva, secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Na ocasião, ela e outros(as) representantes de instituições de Ensino Fundamental e Médio defenderam o fim das escolas cívico-militares.

Fátima Silva destacou o fato de que a presença de militares nas escolas, com sua “natureza disciplinar, de obediência e hierarquia, fere princípios constitucionais do ensino, como a liberdade de aprender e ensinar”. Primeira a se pronunciar, ela disse que a inexistência de base legal para a implantação do Pecim.

Ao se referir ao Decreto Federal 10.004/2019 e a todo e qualquer outro modelo de militarização de escolas proposto por Estados ou Municípios, Fátima afirmou que “esse programa é incompatível com os preceitos constitucionais, ferindo o Estatuto da Criança e do Adolescente, a lei do Plano Nacional de Educação (PNE) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)”.

Ela lembrou que a CNTE entregou ao MEC a Carta da Sociedade Civil pela Desmilitarização da Educação e da Vida. “Sou favorável ao uniforme escolar para identificação do aluno/a, mas sou contrária à farda e à linguagem militar para dentro do ambiente escolar”, reiterou a Secretária Geral da CNTE.

Disparidade de remuneração

Durante a audiência, o diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica do MEC, Alexsandro Santos, o Brasil tem cerca de 138 mil escolas de educação básica, das quais, atualmente, 202 são fomentadas pelo Pecim, com uma concentração maior na rede municipal (107 unidades) do que na estadual (75). Ele disse que existem 15 colégios criados e geridos pelas Forças Armadas Brasileiras e outros colégios militares estaduais geridos pelas Polícias Militares e Corpos de Bombeiros dos Estados.

Ele também revelou que a remuneração dos oficiais de apoio em escolas fomentadas pelo Pecim está acima da média salarial de professores(as) e de orientadores(as) educacionais e acima da remuneração de quem ocupa cargos de gestão, como diretor(a) e vice-diretor(a).

“Além do valor que já recebem da sua remuneração de reserva, os militares que trabalham para o Pecim podem ganhar, no mínimo, R$8343; e o valor máximo pode chegar a R$9152. Acho que os deputados sabem quanto ganham uma diretora ou professora de escola no Brasil…”, ironizou Santos.

Segundo ele, o oficial recebe entre R$ 8.343 e R$ 9.553 pela atuação na rede pública de ensino, além do que ganha das Forças Armadas. Já a remuneração básica de um profissional do magistério com ensino superior é de R$ 4.420.

E informou que o MEC já decidiu não financiar mais o programa de escolas cívico-militares. No entanto, explicou que cabe aos estados e municípios decidir o que fazer nas escolas que já foram militarizadas.

A audiência pública foi solicitada pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) e, além da participação da CNTE e do Sinpro-DF, contou com representantes do Ministério da Educação (MEC), da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE).

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PL de Diretrizes Orçamentárias apresenta números “dramáticos” para a Educação

Após o anúncio de bloqueio de R$ 1 bilhão do Orçamento do Distrito Federal deste ano, conforme divulgado pelo Palácio do Buriti, e das medidas contra a inclusão do Fundo Constitucional do DF no arcabouço fiscal, a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa discutiu a situação dessas áreas no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano (PL nº 371/2023). A intenção da CESC é obter informações para apresentar emendas que possam corrigir a proposta do GDF, que será votada até junho. A LDO serve como base para o Orçamento.

No início da reunião, o presidente da comissão, deputado Gabriel Magno (PT), e o membro do colegiado, deputado Ricardo Vale (PT), analisaram a conjuntura atual e destacaram o contingenciamento determinado pelo governador Ibaneis Rocha, além da possível perda de recursos caso o arcabouço fiscal restrinja o repasse da União para o Distrito Federal.

Em seguida, foi apresentada a situação dos setores de educação, saúde e cultura na proposta da LDO, com ênfase na previsão de nomeações de servidores concursados para este e o próximo ano. Na maioria dos casos, não há estimativa de contratações.

A diretora do Sinpro-DF, Luciana Custódio, considerou os números dramáticos e afirmou que as carreiras, como a dos docentes, estão sendo abandonadas neste governo.

Na mesma linha, o diretor Cleber Soares também expressou sua indignação com a proposta da LDO, destacando a substancial redução de recursos para a Educação, tanto do Fundo Constitucional quanto dos recursos próprios. Ele afirmou que “faremos gestões junto à Câmara Legislativa para que a LDO reflita, efetivamente, o respeito aos profissionais do Magistério Público”.

Após ouvir os argumentos, o deputado Gabriel Magno declarou que uma das ideias da comissão será apresentar emendas ao PL nº 371/2023, de modo a recompor, no mínimo, os quantitativos de nomeações nos mesmos parâmetros da Lei de Diretrizes Orçamentárias em vigor.

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MEC realiza debate online sobre proteção e segurança na escola nesta terça (23)

O Sinpro convida a categoria a participar do debate intitulado “Proteção e segurança na escola: questões de segurança e de convivência escolar”, nesta terça-feira (23), às 19h, pelo canal do Ministério da Educação (MEC) no YouTube @ministeriodaeducacao_MEC. Aberto ao público, o debate faz parte do quarto encontro da série de Diálogos Formativos. Confira o link de acesso no final desta nota.

Nesta penúltima edição, o tema será mediado pelo coordenador-geral de Políticas Educacionais para a Juventude, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Yann Evanovick, e contará com a participação de Victor Grampa, do Governo de São Paulo; Miriam Abramovay, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso); e Marivaldo Pereira, Secretário de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Diálogos Formativos – ao todo, serão realizados cinco encontros formativos, todos com transmissão pelo canal do MEC no YouTube. A série de debates teve início em abril e faz parte do programa de formação para implementação das recomendações de proteção e segurança no ambiente escolar, que será disponibilizado na plataforma de formação Avamec. A formação conta terá um total de 40 horas e é direcionada para toda a comunidade escolar: secretarias estaduais e municipais, regionais de ensino, gestores escolares, professores, estudantes, pais, entre outros agentes.

 

SERVIÇO

Diálogos Formativos | Proteção e segurança na escola: questões de segurança e de convivência escolar

Data: terça-feira, 23 de maio

Horário: às 19h (horário de Brasília)

Local: Canal do MEC no YouTube  https://www.youtube.com/watch?v=O7r24DW8_qs

#MECaoVivo https://www.youtube.com/hashtag/mecaovivo

 

Com informações do site do MEC

Sinasefe apoia greve da Educação

O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) lançou nota de apoio à greve dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF. O movimento paredista da categoria foi iniciado no dia 4 de maio.

Professores(as) e orientadores(as) educacionais têm como um dos eixos centrais da pauta de reivindicação a reestruturação da carreira do magistério, que mitiga perdas impostas nos últimos oito anos.

A greve da Educação vem recebendo apoio de diversas organizações do movimento sindical e dos movimentos sociais, além de parlamentares.

Leia AQUI a nota do Sinasefe 

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