Professoras e professores do DF se somam no combate ao fascismo e à violência contra mulher

Neste sábado (29), trabalhadores (as) engrossarão os atos realizados em todo o país contra o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). Seu discurso machista, misógino, homofóbico, racista, retrógrado e conservador, culminou em uma onda de indignação de mulheres e homens do Brasil e do mundo. Em Brasília, a concentração da atividade será às 14h, no gramado da rodoviária do Plano Piloto (entre o Conic e o Conjunto Nacional). Às 15h, ativistas sairão rumo à Torre de TV, onde será realizado ato político.

A iniciativa partiu de integrantes da página “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”. O grupo ganhou ainda mais visibilidade após sofrer retaliações e ataque cibernético. De acordo com as organizadoras, a estimativa é de envolvimento de  42 cidades brasileiras, além do apoio de movimentos  de Lisboa, Porto e Coimbra (Portugal), Berlim (Alemanha), Lyon (França), Galway (Irlanda), Barcelona (Espanha), Sidney e Gold Coast (Austrália), Londres (Inglaterra) e Haia (Holanda).

As mulheres são as mais atingidas com as políticas retrógradas do governo ilegítimo: a falta de investimentos em educação; a reforma trabalhista e previdenciária, aliadas à reforma do Ensino Médio, contribuem ainda mais para o aumento do fascismo e da intolerância no país e para criação de uma população sem consciência política. Além disso, é preciso que a luta em defesa das mulheres seja constante, principalmente porque elas são, diariamente, prejudicadas  pela cultura machista vivenciada no Brasil – as primeiras a perderem o emprego e o acesso a serviços básicos; alvos constantes da violência, intransigência e muito mais –.

Por isso, o Sindicato dos Professores (as) do DF convoca todos e todas a se unirem neste importante ato. “É preciso que toda a população entenda o que Bolsonaro representa para nós, mulheres, e para a classe trabalhadora. Este é um ato inédito no Brasil, composto por mulheres de expressão partidária, movimentos, sociais, populares e sindical. Temos que ir às ruas lutar para evitar que esse candidato tenha êxito. Alguém que não respeita as mulheres, sem dúvida, não merece o nosso voto, muito menos ocupar o Congresso Nacional. O Sinpro/DF conclama professoras e professores a engrossarem as trincheiras e dizer Ele Não”, reafirmou a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa.

Clique aqui e confira o texto da secretária de Relações de Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Isis Tavares Neves, sobre a importância da participação de todos (as) nas ações do dia 29 de setembro.

Fonte: Sinpro/DF com informações CNTE

Bancários aprovam fim da greve

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Em assembleia na noite desta quinta-feira (6), os bancários do Distrito Federal aprovaram as propostas da Fenaban e as específicas do Banco do Brasil e da Caixa e decidiram voltar ao trabalho nesta sexta-feira (7).
No BRB, cujos trabalhadores realizaram assembleia específica logo após a votação da proposta da Fenaban, a decisão também foi a de aceitar o acordo do banco e de por fim à paralisação.
A proposta da Fenaban, que valerá por dois anos, apresentada em rodada de negociação na noite dessa quarta (6), garante reajuste de 8% para 2016 mais abono de R$ 3.500,00; 15% a mais no vale alimentação; 10% no vale refeição; e de 10% no auxílio creche-babá. Além disso, também foi garantido licença paternidade de 20 dias; e criação de um centro de realocação e requalificação, dentro do tema emprego. Para 2017, reajuste estabelecido segue o índice do INPC mais 1% de aumento real, nos salários e em todas as verbas. A PLR será reajustada em 8% em 2016 e inflação mais 1% de aumento real em 2017.
O acordo ainda garante que todos os dias parados serão abonados.
A decisão de encerrar a greve também foi aplicada em praticamente todo Brasil. As assembleias foram realizadas no 31º dia da paralisação, que a transforma na greve mais longa e também com maior índice de participação da categoria pelo menos desde 1992, quando os bancários conquistaram a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que garante os mesmos direitos a todos os trabalhadores do sistema financeiro no Brasileiro, seja de bancos públicos ou privados.
“O que levou os banqueiros de volta à mesa de negociação na quarta-feira e a aumentarem a proposta foi a força dessa grande greve, em que os bancários mais uma vez deram uma demonstração de sua capacidade de mobilização e de unidade nacional”, afirma José Avelino, presidente da Fetec-CUT/CN e integrante do Comando Nacional dos Bancários.
Fonte: Seeb e Fetec-CUT/CN

Estudantes ocupam Campus Águas Lindas do Instituto Federal de Goiás

Estudantes do Campus Águas Lindas do Instituto Federal de Goiás ocuparam a instituição na manhã da segunda-feira (3).
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Eles reivindicam melhorias para o Campus, já que possíveis cortes foram anunciados. A ocupação também tem como motivo a repulsa à PEC 241 e à Reforma do Ensino Médio propostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer.
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Esta é a primeira ocupação do Centro-Oeste de um Instituto Federal de Educação.
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No Distrito Federal, estudantes fazem protesto semelhante, ocupando o Centro de Ensino Médio 414, em Samambaia.
>>> Clique aqui e leia a matéria sobre o CEM 414

Metalúrgicos se mobilizam nesta quinta (29) contra as reformas de Temer

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Nesta quinta-feira (29), os metalúrgicos vão cruzar os braços e levar às ruas uma pauta extensa, mas que pode ser resumida em um ponto: nenhum direito a menos.
O Dia Nacional de Paralisação é convocado por sindicatos do ramo da CUT e das demais centrais.
Além da manutenção de direitos, a mobilização leva às ruas a defesa da aposentadoria e o repúdio á reforma anunciada para a Previdência Social. O combate ao desemprego, à terceirização e ao desmonte da justiça do trabalho, a luta pela redução da taxa de juros e em defesa da saúde, educação, moradia e transporte digno para todos são os outros itens da agenda.
Presidente da CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos), Paulo Cayres, acredita que toda a política industrial corre risco com o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).
“Os metalúrgicos da CUT tem uma pauta antiga que é a renovação da frota de veículos, que estávamos discutindo com Dilma e que prevê uma série de avanços na produção de carros e caminhões. Mas nesse governo não dá para confiar, porque não senta com ninguém para conversar. Tira ideia da cabeça e impõe sem ter discutido previamente com sociedade.”
Aliado a isso, diz o dirigente, não basta discutir modelos de produção, se envolverão trabalho degradante. “Não adianta discutir renovação de frota, se os carros são produzidos por trabalhadores precarizados, atingidos por um processo de terceirização que está flutuando no Senado (PLC 30)”, criticou.
Dinheiro pelo ralo – Na agenda de equívocos que jogam contra a economia e os metalúrgicos, Paulo Cayres destaca ainda a decisão de Temer em comprar navios produzidos fora do país.
“Vão gerar empregos lá fora e recuar justamente no que estávamos avançando. O setor naval que tinha 90 mil trabalhadores já caiu para 35 mil e, ao invés de estimular produção nos nossos estaleiros, vamos na contramão”, falou.
Cayres acredita que os ataques aos direitos trabalhistas são uma concepção de governo que deseja varrer para debaixo do tapete a construção desenvolvimentista dos últimos 13 anos.
“O projeto do governo anterior vinha numa linha de distribuição de renda, geração de emprego e a indústria ajudou muito no crescimento do PIB, que chegou a 7,5% de crescimento em 2010. Quando retira recursos do trabalhador, retira salário e congela ganhos do setor público, mantendo-os 20 anos congelado, como estão planejamento, você trava tudo.”
Fonte: CUT Nacional

CNTE realiza webconferência sobre a reforma do ensino médio

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Como é de conhecimento de todos(as), o governo ilegítimo editou a Medida Provisória nº 746, de 22/09/16, com a finalidade de reformar o ensino médio. A proposta é altamente prejudicial ao projeto de escola pública, inclusiva, gratuita, democrática e de qualidade socialmente referenciada.
A fim de mobilizar os educadores e sindicatos filiados, a comunidade escolar e a sociedade em geral, a CNTE, juntamente com a APEOSP/SP, realizará uma webconferência no dia 30 de setembro, das 14h às 17h, em São Paulo.
O momento exige mobilização para barrar a pauta do golpe que é ampla e caminha a passos largos contra os direitos dos trabalhadores e da sociedade.
ATENÇÃO: O link com o endereço da transmissão será divulgado posteriormente.
Leia a posição oficial da CNTE sobre a MP 746.

Artigo: "O que está em jogo no golpe de Estado no Brasil?", por Antônio Lisboa

antonio_lisboaEm artigo para a Global Union University (GLU), o professor Antônio Lisboa – secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil e representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – afirma que a atual crise política do Brasil se acirrou no dia seguinte após a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, com mais de 54 milhões de votos, em outubro de 2014.
Para Lisboa, a direita incorfomada com a derrota nas urnas vem, desde 2015, fabricando escândalos e divulgando inúmeras mentiras pelos meios de comunicação como se fossem verdades absolutas com vistas a tornar o golpe possível.
“O golpe – que é acima de tudo uma tentativa de barrar o processo de mobilidade social e desenvolvimento nacional visto até então – foi elaborado a partir da ação diária do oligopólio de mídia com o apoio financeiro da indústria, do setor de finanças e do agronegócio”, afirma o professor, enumerando as diversas e nefastas iniciativas do governo interino-golpista sobre as políticas sociais.
Por isso mesmo, relata Lisboa, “a CUT não reconhece o governo Temer e o considera ilegítimo, pois é fruto de um golpe de Estado e de um processo de impeachment ilegal, além de desconsiderar a vontade expressa da maioria dos cidadãos brasileiros que elegeu a presidenta Dilma – o único governo eleito e, portanto, o único legítimo. Nós não vamos aceitar que a classe operária e os setores mais pobres da população façam ainda mais sacrifícios. Lutamos contra o golpe até agora e continuaremos lutando nas ruas e nos locais de trabalho para trazer o país de volta ao Estado de Direito e à Democracia, opondo-nos à redução dos direitos dos trabalhadores e às iniciativas que procuram colocar o Brasil em um papel subordinado à economia internacional”.
A Global Union University é um programa de pós-graduação em nível de mestrado desenvolvido pelas Universidades de Kassel e Berlin (Alemanha), Johanesburgo (África do Sul), Mumbai e Nova Deli (Índia), Pensilvânia (EUA) e Unicamp (Brasil). Destina-se a preparar dirigentes e assessores sindicais para os temas relativos ao mundo do trabalho. Antônio Lisboa integra a direção da GLU.
Confira, abaixo, a íntegra do artigo.

O que está em jogo no golpe de Estado no Brasil?

A atual crise política brasileira vem sendo gestada desde o dia seguinte à reeleição da presidenta Dilma Rousseff – eleita por mais de 54 milhões de brasileiras e brasileiros em outubro de 2014 e que significou a quarta vitória consecutiva das forças progressistas do país nas eleições presidências.
Em primeiro lugar, a direita nacional, mais uma vez derrotada, pediu a recontagem dos votos. Depois, tentou reprovar as contas da campanha da presidenta reeleita e patrocinou diversas outras manobras até chegar ao impeachment. Durante todo o ano de 2015 até agora, foram sendo criados “escândalos” amplamente divulgados pela mídia, conferindo veracidade a centenas de mentiras. A arquitetura do golpe foi elaborada, portanto, a partir da ação diária do oligopólio da mídia (no Brasil apenas seis famílias detêm 80% da informação – TVs, jornais, revistas, rádios, agências de notícias, sites na internet…) com o apoio financeiro do empresariado dos ramos financeiro, industrial e do agronegócio.
Essa direita que conspirou abertamente contra o mandato da presidenta eleita é resultado do secular passado escravista e reacionário que marca a história nacional, assim como herdeira legitima dos setores sociais e econômicos responsáveis historicamente por esse regime. Ao chegarem ao país, essas elites tomaram de assalto nossas terras e riquezas. Os africanos, capturados em suas terras, eram trazidos à força para a América Portuguesa, e tornaram-se, inicialmente, mão-de-obra fundamental nas plantações de cana-de-açúcar, tabaco e algodão. Mais tarde isso se repetiu nas vilas e cidades, minas e fazendas de gado. A classe socialmente dominante, composta por uma minoria branca, justificava essa condição por ideias pseudo-religiosas e racistas que “legitimavam” sua pretensa superioridade e os seus privilégios.
As diferenças étnicas funcionavam como barreiras sociais. A escravidão no Brasil foi uma experiência de longa duração. Os seres humanos escravizados foram, por mais de três séculos, a principal mão-de-obra da economia nacional – o Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravidão. Mais que uma atividade econômica na qual o indivíduo é propriedade de outro, a escravidão fixou um conjunto de concepções em relação ao trabalho, às pessoas e às instituições. Constituindo-se, dessa forma, em uma cultura preconceituosa e escravocrata que persiste até os nossos dias. O que definia e caracterizava a elite colonial era aquilo que ela não fazia – o trabalho manual sempre foi visto como atividade menor, coisa dos gentios e dos escravos – desejável era viver de alugueis, benesses públicas e da renda dos grandes latifúndios.
A elite brasileira ainda insiste em um capitalismo selvagem e não aceita que negros, pobres, mulheres, indígenas, homossexuais, moradores de periferias e favelas tenham acesso ao respeito e à dignidade. As raízes da apartação social se manifestam pelo ressentimento vivenciado por grande parte da classe média que se identifica com a parte de cima da pirâmide social e que enxerga seus privilégios como direitos. Esse grupo nutre a segregação e não aceita as mudanças ocorridas nos últimos 12 anos, desde a vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2003. Quer manter privilégios, julga e deseja que existam pessoas disponíveis ao subemprego e à exploração, acredita que aeroportos, shopping centers e universidades são espaços sociais exclusivos da elite branca e rica.
O projeto representado pelos governos de Lula e Dilma foi responsável pela ascensão social de mais de 40 milhões de brasileiros, a criação de mais de 20 milhões de empregos formais e pela implementação de um novo modelo de desenvolvimento social e econômico mais justo e que priorizou o fortalecimento do mercado interno, ao mesmo tempo em que intensificava as relações entre os países da América Latina, África e era protagonista na criação dos BRICS.
O golpe, nesse sentido, trata-se, sobretudo, de uma tentativa de interromper esse amplo processo de ascensão social e desenvolvimento nacional soberano. Em detalhe, podemos destacar três objetivos mais específicos dessa tentativa. Em primeiro lugar, impedir que o país aumente seu protagonismo na região e no mundo, seja pela participação no bloco dos BRICS, seja como “player” global, com atuação destacada na ONU e demais organismos internacionais. Freiar o crescimento do país no cenário internacional é a estratégia dos EUA, que obviamente quer continuar a ter a América Latina como seu quintal. O segundo objetivo é obrigar o país a entregar suas extraordinárias riquezas naturais, especialmente suas reservas de água e as enormes reservas petrolíferas da camada do pré-sal, recentemente descobertas. O terceiro objetivo é a retomada, pela direita, do governo nacional por meio do parlamento conservador eleito em 2014, já que pelo voto popular não o consegue.
Para atingir todo esse conjunto de objetivos, o golpe envolveu e articulou uma ampla coalização de atores nacionais e internacionais. No primeiro momento, o golpe foi capitaneado pelo candidato derrotado da oposição de direita, Aécio Neves. No entanto, hoje, as três peças-chaves do golpe parlamentar, jurídico e midiático são: a primeira, Eduardo Cunha, afastado da presidência da Câmara dos Deputados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, com milhões de dólares em contas na Suíça e réu por corrupção no STF. A segunda, setores do judiciário que através de investigações, vazamentos seletivos e ações espetaculosas e midiáticas contribuíram para uma ruptura da ordem democrática e institucional. E, por último mas não menos importante, o capital nacional e internacional que, através de seus representantes – como confederações e federações patronais, grandes meios de comunicação, partidos políticos conservadores e de direita e apoiados, de maneira entusiasmada, pela parcela mais rica da sociedade brasileira – e alinhados com os interesses geopolíticos dos países ricos, buscam reduzir o custo da mão de obra na economia brasileira e, como já destacamos, entregar nossas riquezas nacionais.
O golpista Michel Temer, como seu primeiro ato de interinidade, extinguiu, dentre outros ministérios, o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, os Ministérios do Desenvolvimento Agrário – responsável pela agricultura familiar e a reforma agrária – da Cultura – recriado após um amplo movimento da classe artística nacional – Ciência e Tecnologia e o da Controladoria Geral da União – responsável pela transparência e combate à corrupção.
Importante destacar também, que o ministério interino é composto por sete ministros investigados no âmbito da Operação Lava Jato e não possui, pela primeira vez, desde a Ditadura Militar, nenhuma mulher – assim, como nenhum jovem; negro; minorias e também representantes dos movimentos sociais e sindicatos. Até o momento, em apenas um mês, três ministros do governo golpista, foram obrigados a se demitirem por conta de graves e reiterados casos de corrupção. O próprio Michel Temer é acusado por um dos delatores da “Operação Lava Jato” de negociar o recebimento de 1,5 milhões de reais em doação ilegal para um aliado político que concorreu nas eleições municipais de 2012. Temer também é citado em um caso que envolve o recebimento de 5 milhões de reais de outra empreiteira envolvida na “Lava Jato”.
O governo golpista, em questão de poucos dias, anunciou ou sinalizou uma série de retrocessos gravíssimos nas políticas sociais, tais como: a insistência em uma Reforma da Previdência que dificulte ainda mais o acesso dos trabalhadores à aposentadoria e reduza os seus benefícios; reforma trabalhista que torne os direitos garantidos pela CLT em objeto de negociação, prevalecendo o negociado sobre o legislado; redução do tamanho do Sistema Único de Saúde; cobrança de mensalidades em cursos de extensão e de pós-graduação nas universidades públicas; cortes no programa Bolsa Família que poderiam atingir até 30% dos beneficiários; fim de programas habitacionais para a população de baixa renda, geridos em parceria com movimentos sociais; ataques ao direito democrático de manifestação; e política externa submissa aos interesse dos grandes impérios, através de hostilidades com os governos latino-americanos democraticamente eleitos que não reconhecem a legitimidade deste governo golpista.
No mais grave ataque aos direitos sociais desde a promulgação da constituinte de 1988, o governo golpista pretende que os investimentos em saúde e educação sejam corrigidos, por um prazo de dez anos, apenas pela variação da inflação do ano anterior. Caso essa regra estivesse valendo desde 2006, o orçamento federal da saúde seria hoje 30% menor e o da educação sofreria com um corte brutal da ordem de 70% – vale lembrar, que essa regra, proposta pelo governo interino, também iria incidir nos orçamentos dos governos estaduais e prefeituras municipais. Seria a destruição dos nossos sistemas públicos de saúde e educação.
Dessa forma, podemos afirmar que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff significou uma tentativa desesperada de implementar um programa mais duro e antipopular do que aquele que foi sistematicamente derrotado nas últimas quatro eleições presidenciais. Os eleitores e, sobretudo, aqueles mais pobres, não contam nos cálculos da junta golpista – apenas um governo fruto de um golpe poderia propor medidas tão desconectadas dos interesses manifestos da imensa maioria da população. O povo brasileiro espera maior investimento nas áreas sociais, especialmente em saúde e educação, e rechaça mudanças na legislação trabalhista e na previdência social que signifiquem retirada de direitos.
A CUT não reconhece o governo Temer e o condena como ilegítimo, por ser resultado de um processo ilegal e golpista de impeachment e por desrespeitar a vontade expressa da maioria dos cidadãos brasileiros que elegeu, em 2014, a Presidenta Dilma – único governo eleito e, portanto, legítimo. Não aceitaremos que a classe trabalhadora e os setores mais pobres da população tenham que sofrer ainda mais sacrifícios. Lutamos até agora contra o golpe e continuaremos lutando, nas ruas e nos locais de trabalho, para reconduzir o país ao Estado de Direito e ao regime democrático, contra a retirada de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e contra iniciativas que busquem a inserção subordinada do Brasil na economia internacional.
>>> Original em inglês

EAPE oferece curso "Maria da Penha vai à Escola". Inscrições até o domingo (28)

Voltado para gestores, orientadores educacionais, coordenadores intermediários e profissionais do Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem que atuam na SEDF, o Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (EAPE) está oferendo o curso “Maria da Penha vai à Escola”.
Mas atenção: as inscrições se encerram neste domingo, 28/8.
O objetivo é oportunizar a formação de profissionais da educação para o trabalho de esclarecimento da comunidade escolar quanto aos direitos das mulheres em situação de vítimas de violência doméstica e familiar, sobretudo os direitos trazidos pela Lei Maria da Penha, e, ainda, para o trabalho de encaminhamento para a rede de proteção às mulheres do DF.
O curso será ofertado na modalidade híbrida, sendo parte presencial e parte a distância.
>>> Clique aqui para se inscrever e obter mais informações

CUT comemora 33º aniversário. Parabéns, classe trabalhadora!!!

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Fundada em 28 de agosto de 1983, a CUT – Central Única dos Trabalhadores completa, neste domingo, 33 anos de história e muitas lutas.
Ao longo desses anos não faltaram desafios aos trabalhadores e a CUT soube conduzir a situação, fazendo a intervenção na medida e nos momentos corretos, promovendo avanços e evitando retrocessos nos direitos da classe trabalhadora. Não à toa é a maior organização sindical do Brasil, da América Latina e a 5ª maior do mundo.
Como há três décadas atrás, a Central reafirma seu compromisso em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.
Para o professor Antônio Lisboa, secretário nacional de Relações Internacionais da CUT, a entidade foi fundamental para o processo de redemocratização do país após a ditadura militar, trazendo conquistas para os trabalhadores, lutando e conquistando liberdades para toda a sociedade brasileira. “Neste momento em que a democracia está em risco, em que grandes ameaças aos direitos dos trabalhadores estão novamente na pauta, a CUT não se negará a continuar lutando pela democracia e para que nenhum direito seja retirado. Estamos todos nós de parabéns. A CUT, por seu aniversário; e nós, a classe trabalhadora, por termos um instrumento tão fundamental para a luta neste momento crítico no Brasil”, afirmou.
Na mesma linha de raciocínio, o secretário geral da CUT Brasília, também professsor, Rodrigo Rodrigues enfatizou que “a Central comemora os seus 33 anos de lutas em um dos momentos mais complicados da história brasileira, no qual a democracia está sob risco. E nós estamos organizando a classe trabalhadora para lutar contra um golpe que está em curso – articulado pela imprensa conservadora-golpista e encaminhado por instituições que deveriam defender a democracia, mas que se alinham ao que há de pior na política nacional”. E completa: “A importância da CUT se demonstra na defesa dos interesses da classe trabalhadora e na manutenção dos direitos conquistados. E como principal instrumento de luta, criado na redemocratização do país, comemora 33 anos mais uma vez defendendo a democracia e todos os direitos da classe trabalhadora”.
“É certo que está em curso um golpe no país, um golpe sobretudo contra a classe trabalhadora, contra os direitos e conquistas arrancados com muita luta e muito suor. Temos, com certeza, muito o que comemorar nesse 33º aniversário da CUT, mas igualmente temos muitos desafios para vencer daqui para frente – principalmente em organizar e mobilizar a classe trabalhadora para o enfrentamento à ofensiva golpista. Não tenhamos dúvida de que o papel que a CUT deve desempenhar neste período é muito grande, inclusive na perpectiva da construção de uma greve geral. Ou seja, só parando a produção, colocando nas ruas trabalhadores de todos os ramos e categorias é que conseguiremos barrar esse golpe. Esse é nosso desafio, esse o desafio da CUT, e nós vamos encará-lo com a certeza e a firmeza de quem tem 33 anos de luta”, destacou a vice-presidente da CUT Brasília e diretora do Sinpro-DF, professora Meg Guimarães.
Segundo a secretária de Formação da CUT Brasília e também diretora do Sinpro-DF, professora Nilza Cristina Gomes dos Santos, a CUT é sinônimo de resistência, de luta. “E em uma conjuntuta tão complicada como a de agora, conseguir resistir e mobilizar a classe trabalhadora é tarefa para uma Central realmente responsável e comprometida com os traballhadores. Temos que ter orgulho da nossa CUT, uma Central forte e combativa”.
Um pouco da História
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) é uma organização sindical brasileira de massas, em nível máximo, de caráter classista, autônomo e democrático, cujo compromisso é a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora.
Baseada em princípios de igualdade e solidariedade, seus objetivos são organizar, representar sindicalmente e dirigir a luta dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, do setor público e privado, ativos e inativos, por melhores condições de vida e de trabalho e por uma sociedade justa e democrática.
Presente em todos os ramos de atividade econômica do país, a CUT se consolida como a maior central sindical do Brasil, da América Latina e a 5ª maior do mundo.
Desde sua fundação, a CUT tem atuação fundamental na disputa da hegemonia e nas transformações ocorridas no cenário político, econômico e social ao longo da história brasileira, latino-americana e mundial. Os avanços obtidos na proposta de um Sistema Democrático de Relações de Trabalho e a eleição de um operário à presidência da República em 2002, são fortes exemplos dessas mudanças e resultados diretos das ações da CUT em sua luta incansável pela garantia e ampliação de direitos da classe trabalhadora.
Princípios
A CUT defende a liberdade e autonomia sindical com o compromisso e o entendimento de que os trabalhadores têm o direito de decidir livremente sobre suas formas de organização, filiação e sustentação financeira, com total independência frente ao Estado, governos, patronato, partidos e agrupamentos políticos, credos e instituições religiosas e a quaisquer organismos de caráter programático ou institucional.
Para a Central, as lutas da classe trabalhadora são sustentadas pela unidade a partir da vontade e da consciência política dos trabalhadores.

Seminário da CUT organiza dirigentes para ampliar ações contra o golpe

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O primeiro dia do seminário “Cenários para as Relações de Trabalho no Brasil” promovido pela CUT reuniu no Hotel Nacional, em Brasília, secretários de ralações de trabalho das entidades filiadas de diversos estados para discutir sobre a atual conjuntura política e definir estratégias para enfrentar o golpe em curso  no país. O encontro segue até quinta-feira (25).
De acordo com a secretária de Relações de Trabalho da CUT, Graça Costa, o seminário faz parte da agenda de lutas da CUT. “Este debate veio em um momento oportuno. Além de formar cada dirigente, estaremos discutindo estratégias para combater o golpe. Com isso, teremos uma base unificada e combativa”, afirma.
Nesta quarta-feira (24) os dirigentes puderam refletir melhor sobre o momento delicado da política brasileira e quais direitos estão sendo arrancados da classe trabalhadora. Foram apresentados para debate um amplo panorama da atual situação que o país enfrenta, com gráficos e dados da correlação de forças no Congresso, e os projetos que significam retrocessos para os trabalhadores e a sociedade. Além disso, cada dirigente pôde opinar sobre as necessidades para ampliar a mobilização em cada estado.
Para os dirigentes presentes, não basta apenas resistir, é preciso mobilizar e avançar. Além disso, a partir do seminário será elaborada a agenda de lutas da Secretaria de Relação de Trabalho da CUT.
O secretário de Relações de Trabalho da CUT Bahia, Derlan Queiroz, entende que esta iniciativa é fundamental. “Os trabalhadores da Bahia também estão mobilizados e entendem a necessidade de barrar este governo interino golpista. Precismos investir mais em comunicação, assim alcançaremos ainda mais o apoio dos filiados.Esta deve ser uma bandeira de luta permanente, só assim, conseguirmos resultados positivos”, afirma.
“Precisamos encontrar formas de defender a classe trabalhadora urgentemente. A democracia está sendo usurpada junto com nossos direitos. Está claro que o governo golpista quer destruir nossa CLT, pois em menos de 100 dias de puro desgoverno já vimos os prejuízos”, explica a secretária de Relações de Trabalho da CUT Brasília, Juliana da Silva Ferreira.
Entre os principais projetos de lei em tramitação no Congresso que atacam os direitos dos trabalhadores está a PEC 241/16 que limita gastos públicos federais por 20 anos e acaba com a atual vinculação de receitas para gastos com saúde pública e educação, previstas na Constituição.
Também foram apontados como nocivos o Projeto de Lei 4567/16, que visa tirar da Petrobras a função de operadora única do Pré-Sal, abrindo as portas para a entrega das reservas energéticas estratégicas do Brasil ao capital estrangeiro, e o PLC 30 que libera a subcontratação e precarização o trabalho.
Nesta quinta (25), o seminário “Cenário das Relações de Trabalho no Brasil” inicia a partir das 9h.
Confira o restante da programação:
9h – Abertura – Graça, Pedro, Rosane Bertotti, Ari, Madalena, Junéia, Edjane, Julia, Maria, Ari
9h30 – Apresentação do planejamento da SRT e plano para o segundo semestre
11h – Rodada de apresentação dos secretários – os secretários estaduais e dos Ramos apresentarão um rápido panorama da ação das suas secretarias
12h – Almoço
13h – O Cenário das Negociações Coletivas no Brasil – Adriana Marcolino – coordenadora da subseção do DIEESE na CUT Nacional
14h – Debate – como avançar na negociação coletiva nos Estados e Ramos da CUT?
16h – Coffee Break
16h30 – Apresentação do Plano de Ação do segundo semestre 2016 e agenda de trabalho em conjunto
17h30 – Encaminhamentos e encerramento
Fonte: CUT Brasília

Na calada da noite, Senado aprova flexibilização das receitas do governo até 2023

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O Senado concluiu na noite de quarta-feira (24) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 31/2016, que recria a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2023, além de estabelecer a desvinculação de receitas dos Estados, Distrito Federal e Municípios.
Na prática, a proposta permite à União aplicar os recursos vinculados por lei a áreas como educação, saúde e previdência social em qualquer despesa considerada prioritária e na formação de superávit primário.
A expectativa é que a medida libere R$ 117,7 bilhões para uso do Executivo apenas em 2016, sendo R$ 110,9 bilhões de contribuições sociais, R$ 4,6 bilhões da Cide e R$ 2,2 bilhões de taxas.
Esse valor poderá ser usado para o cumprimento da meta de resultado primário deste ano – que prevê um déficit de R$ 170,5 bilhões – e para a redução da dívida pública no âmbito da União.
Como esperado, senadores da base do presidente interino-golpista Temer saudaram a aprovação da PEC. O senador José Agripino (DEM-RN), por exemplo, avaliou que a DRU garante as prioridades do governo. Óbvio. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que a DRU é um instrumento brilhante criado pelo economista Raul Velloso e que garante eficiência à execução orçamentaria.
Em contraposição, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a desvinculação de receitas dos estados e municípios, prevista no texto aprovado, terá impacto negativos nas universidades estaduais, nos fundos de pesquisa de assistência social e de cultura.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) avaliou que a desvinculação pode prejudicar os fundos constitucionais do Norte e Nordeste e nos fundos de ciência e tecnologia.
Por sua vez, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que a desvinculação prejudica a Previdência Social e os mais pobres.
Estados – A PEC aprovada estabelece a criação de uma espécie de DRU para Estados e municípios – chamadas de DRE e DRM, respectivamente – nos mesmos termos da desvinculação de receitas para União, mas prevendo explicitamente que o remanejamento não pode afetar recursos destinados à saúde e à educação.
A PEC produz efeitos retroativamente a 1º de janeiro deste ano. Aprovada em segundo turno por 54 votos favoráveis e 15 contrários, a proposta será promulgada em sessão solene do Congresso Nacional, a ser convocada.
Com informações da Agência Senado

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