Cronograma e carências do Remanejamento interno são divulgadas

Começa no próximo dia 26 setembro o concurso de remanejamento. As/os professoras/ES e orientadoras/ES devem conferir o cronograma de atendimento da 1ª etapa do remanejamento interno.
Como funciona?
Nesta fase participam professores que estão em exercício em unidades escolares ou DREs da sua DRE de lotação. Poderão, dentro das carências apresentadas, mudar o seu local de exercício. Os professores que bloquearem carências nesta fase não poderão participar da 2ª etapa do interno. Contudo, ressaltamos que ao bloquear uma carência no remanejamento interno (1ª ou 2ª etapas) o professor pode, posteriormente, bloquear carência no remanejamento externo, prevalecendo neste caso, a opção de remanejamento externo.
No remanejamento interno não podem participar professores/orientadores que ocupam cargos comissionados, estes podem participar do remanejamento externo, porém, sem bloqueio de exercício, bloqueiam apenas a nova lotação.
Os professores só atuarão na nova escola a partir do retorno de férias, em 2012.
Recomendamos que os professores cheguem 30 minutos antes do início de atendimento da sua classificação, sob pena de perderem o atendimento. Professores que estão em regência no horário de atendimento da sua classificação devem comunicar a direção da escola que se ausentarão para participarem do concurso.
Como conferir as carências apresentadas?
Foram divulgadas as carências do remanejamento interno. Os professores têm até 21 de setembro, quarta-feira, para denunciarem eventuais divergências no quantitativo de carências que as escolas apresentaram. Liguem diretamente para os diretores do Sinpro que visitam sua escola.
Na sexta, dia 23, a Secretaria de Educação confirmará com nova divulgação, as carências que serão apresentadas a partir do dia 26. Isso ocorre tanto para que se apresentem carências que não foram apresentadas ou para que se retire carências que não podem ser apresentadas devido a já terem titulares ocupando-as.
Confira abaixo o cronograma e as carências.
 

DRE CRONOGRAMAS CARÊNCIAS
BRAZLÂNDIA CRONOGRAMA URBANO RURAL
CEILÂNDIA CRONOGRAMA URBANO
GAMA CRONOGRAMA URBANO RURAL
GUARÁ CRONOGRAMA URBANO
NÚCLEO BANDEIRANTE CRONOGRAMA URBANO
PARANOÁ CRONOGRAMA URBANO RURAL
PLANALTINA CRONOGRAMA URBANO RURAL
PLANO PILOTO / CUZEIRO CRONOGRAMA URBANO
RECANTO DAS EMAS CRONOGRAMA URBANO
SAMAMBAIA CRONOGRAMA URBANO
SANTA MARIA CRONOGRAMA URBANO
SÃO SEBASTÃO CRONOGRAMA URBANO
SOBRADINHO CRONOGRAMA URBANO RURAL
TAGUATINGA CRONOGRAMA URBANO RURAL

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Violência nas Escolas: Sinpro participa de Audiência Pública no Senado

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta segunda-feira (18), estudantes e professores concordaram com a ideia de que medidas de repressão não são suficientes para resolver o problema da violência nas escolas e pediram mais investimentos na educação.
Rosilene Corrêa, professora e diretora do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) lamentou a apresentação de projetos de lei que propõem a instalação de câmeras e detectores de metais para aumentar a segurança nas escolas. Em sua opinião, esse tipo de medida distancia ainda mais a comunidade do ambiente escolar.Segundo ela, o foco do debate sobre violência não pode estar na punição, mas deve estar na valorização da educação no país por meio de investimentos em estrutura e melhores salários para os professores. Rosilene frisou que é preciso ampliar os investimentos na educação e não o reforço na segurança das escolas.
– Enquanto a educação for vista como despesa, continuaremos com essa sociedade. Temos que investir para não ter que aumentar os presídios neste país. – afirmou. Rosilene Corrêa também destacou que os profissionais de educação não estão preparados para lidar com situações de violência e conflito.
Formação
A subsecretária para Educação Integral, Cidadania e Direitos Humanos do Distrito Federal, Gícia de Cássia Falcão, defendeu uma revisão na formação de professores e propôs que sejam criados cursos para que os profissionais de educação sejam habilitados a mediar conflitos não apenas nas escolas, mas em toda a comunidade escolar.
-Nós professores não somos formados para determinadas situações. A formação do profissional de educação é grande preocupação. É preciso formar, sim, para que possamos atuar de maneira que esses conflitos sejam resolvidos dentro da escola, dentro da própria comunidade escolar – disse.
O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, defendeu que o governo destine mais do que 5% do produto interno bruto (PIB) ao setor.
– Ao destinar apenas 5% do PIB ao setor, o governo demonstra que a educação não é prioridade no país – disse. O estudante lembrou que o Congresso Nacional deverá examinar este ano o Plano Nacional de Educação, que tem como objetivo determinar o que será aplicado no setor até 2020.
– Estamos no ano que pode ser decisivo para os próximos dez anos. É o ano que o Estado brasileiro pode dizer: nós podemos investir um pouco mais em educação – alertou.
O Senador Paulo Paim, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa destacou a importânica em continuar debatendo o assunto e que a escolha do tema aconteceu antes do massacre das crianças em Realengo no Rio de Janeiro. O Senador enalteceu a presença na audiência do Coordenador de Educação na Unesco, Paolo Fontane, do presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Dr. Antônio Geraldo, do professor Antônio Lisboa, representante da CNTE e do Dr.  Luciano Wagner Guimarães Lírio,  Presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Os alunos do Centro de Ensino 4 do Guará participaram da audiência como convidados representando os estudantes em escolas públicas de todo país.
Cultura de paz
Ao mesmo tempo em que também vê professores e alunos como alvo de bullying, o presidente da ABP, Antonio Geraldo da Silva, os convoca a denunciar essas agressões e a disseminar uma cultura de paz nas escolas.
O psiquiatra citou distúrbios mentais que podem estar associados a esse tipo de violência, como depressão, anorexia, transtornos bipolar e de déficit de atenção, e observou que a comunidade escolar precisa não só estar apta a identificá-los, mas saber também para onde encaminhar esses casos.
– É muita gente doente sem tratamento adequado. Vivemos um problema de desassistência psiquiátrica no país. É preciso identificar os transtornos de conduta que levam ao uso de drogas e a um comportamento antissocial – sustentou Antonio Geraldo. Ainda sobre a questão de entorpecentes, o presidente da ABP defendeu uma maior taxação e controle na produção e venda de insumos legais usados na produção de cocaína e “crack”. Após afirmar a posição da entidade totalmente contrária à liberação das drogas no país, convidou o presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), a ser padrinho da campanha “craque que é craque não usa crack“, a ser lançada em seminário nacional sobre o assunto, marcado para novembro, no Rio de Janeiro.

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