Professores(as) e orientadores(as) educacionais se reuniram em assembleia neste sábado (12/4), na sede do Sinpro (SIG), e legitimaram os membros da Comissão Eleitoral responsável por conduzir o processo de escolha da diretoria do Sindicato para o triênio 2025-2028.
Foram eleitos(as): Ângela Cristina, Enóquio, Esthel Duarte, Henrique Torres e Rodrigo Rodrigues. O pleito contabilizou 537 votos.
Professores e orientadores educacionais legitimaram os membros da Comissão Eleitoral que conduzirá o processo de escolha da diretoria do Sindicato para o triênio 2025-2028 | Foto: Deva Garcia
Os membros da Comissão Eleitoral escolhidos representam a base do magistério público do Distrito Federal. Todas as chapas que se inscreverem às eleições do Sinpro terão direito a indicar um membro para a Comissão Eleitoral, que será integrado ao grupo já eleito.
Eleições
O prazo para a inscrição das chapas para participarem das Eleições do Sinpro triênio 2025-2028 vai de 22 a 28 de abril. O requerimento de registro de chapa, acompanhado de todos os documentos exigidos, deverá ser dirigido à Comissão Eleitoral, que manterá uma secretaria na sede do Sinpro (SIG), com funcionamento diário de 9h às 17h. As fichas próprias para a inscrição das chapas serão entregues por essa secretaria.
As eleições do Sinpro serão realizadas dias 28 e 29 de maio. O edital de convocação das eleições foi publicado no dia 26 de fevereiro de 2025.
Bullying: Educadoras publicam pesquisas e instigam debate sobre masculinidade tóxica nas escolas
Jornalista: Vanessa Galassi
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Materiais sobre a minissérie Adolescência: Reflexões sobre o Fenômeno no da Netflix e suas Implicações Educacionais na Rede Pública de ensino da SEEDF podem ser acessados, gratuitamente, por qualquer pessoa que se interesse pela temática. O conteúdo é resultado das pesquisas das psicólogas Rosimeire Dutra e Fernanda Colares e a professora Camilli de Castro, que atuam em escolas públicas de Ceilândia.
“Até então, quando a gente via uma situação de violência extrema envolvendo um aluno, apontávamos o problema para família desestruturada ou problemas psicológicos daquele indivíduo. Mas a série Adolescência mostra que não há nada disso. E, no dia a dia das escolas, o que a gente vê é que as famílias também estão perdidas. Então, temos que fazer da escola um veículo de informação e conscientização também com as famílias”, afirma Rosimeire Dutra, psicóloga da Escola Classe 64 de Ceilândia.
Segundo ela, desde 2001, foram realizados 43 ataques de violência extrema contra escolas brasileiras. Desse grupo, 168 pessoas foram vítimas, 47 fatais. Também perderam a vida 6 autores dos ataques. “A totalidade dos autores desses ataques é do sexo masculino. Então, é preciso falarmos, nas escolas, da masculinidade tóxica, da misoginia e da violência, e entender por que as meninas não identificam essa violência em seus cotidianos.”
Psicóloga no CED 07 de Ceilândia, Fernanda Colares avalia que “a violência não é um fenômeno, mas um sintoma”. “Redes sociais sem mediação levam a isso. Cabe a nós da escola aprender a dar os nomes certos a todos os problemas que nos cercam e nos afligem, para podermos discutir esses temas sensíveis de forma construtiva e responsável”, afirma.
A professora Camilli de Castro joga a realidade da Secretaria de Educação dentro dessa questão: “Precisamos de uma formação continuada que também nos dê embasamento para fazermos uma escuta qualificada, pois precisamos saber como receber os pais. Não é só questão de política pública. Precisamos entender que isso começa bem antes, e a escola não está apartada da sociedade. E nós trazemos essa discussão desde a educação infantil, pois falamos em desenvolvimento social desde a mais tenra idade”.
Canal pedagógico
Camilli de Castro, Rosimeire Dutra e Fernanda Colares participaram do TV Sinpro desse 9 de abril e compartilharam suas experiências.
As pesquisadoras também são as criadoras do Canal Pedagógico – Professoras e professores em movimento. Os conteúdos do canal auxiliam no combate ao bullying dentro das escolas e estão disponíveis no YouTube
e no Instagram (@canalpedagogicopem).
Assembleia elegerá integrantes da Comissão Eleitoral dia 12/4
Jornalista: Alessandra Terribili
No dia 12 de abril (sábado), às 9h30, será realizada assembleia na sede do Sinpro (SIG) para definir os membros da Comissão Eleitoral que organizará as eleições da diretoria e do Conselho Fiscal para o triênio 2025-2028. A Comissão Eleitoral é responsável por todo o processo eleitoral do sindicato.
O edital de convocação foi publicado no Jornal de Brasília do dia 26 de fevereiro. As eleições serão realizadas nos dias 28 e 29 de maio de 2025.
Para prestar informações a associados e associadas interessados em participar das eleições do Sinpro, após a eleição da Comissão Eleitoral, será instalada uma secretaria que funcionará de segunda a sexta-feira, exceto recessos e feriados, das 9h às 17h.
Inscrições
O prazo para inscrição das chapas interessadas em concorrer nas eleições do Sinpro será de 22 a 28 de abril de 2025. O requerimento de registro de chapa, acompanhado de todos os documentos exigidos, deverá ser dirigido à Comissão Eleitoral.
Apuração
A apuração dos votos das eleições da diretoria do Sinpro e Conselho Fiscal triênio 2025-2028 será realizada imediatamente após o encerramento da votação.
Matéria publicada originalmente no dia 3 de abril de 2025.
As afrontas às liberdades democráticas continuam fortes nas ruas e, também, dentro de instituições políticas. Nessa quarta-feira (9), o Conselho de Ética aprovou o pedido de cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) e deu uma demonstração de que a máxima é verdadeira.
A aprovação do Conselho foi feita sem nenhum fundamento legítimo. A motivação foi a reação do parlamentar a um membro do MBL que, por diversas vezes, provocou Glauber e outros parlamentares. O estopim foram as agressões verbais direcionadas à mãe do deputado ameaçado de cassação, que à época estava internada com Alzheimer e veio a falecer dias depois do episódio.
O Sinpro lembra que a reação não pode ser confundida com a agressão. No Congresso e na vida, Glauber Braga sempre lutou pela justiça social, pela transparência pública e pela ética na política. Enquanto o Conselho decide colocar na mesa o pedido de cassação de seu mandato, parlamentares de partidos avessos à pauta defendida por Glauber e outros partidos seguem com seus mandatos intactos, mesmo constando na ficha pessoal casos de corrupção, violência contra as mulheres e outras agressões aos direitos humanos. Continua como deputado até mesmo mandante de assassinato.
Em defesa da democracia e da justiça, o Sinpro se solidariza com o deputado Glauber Braga – que está em greve de fome – e diz com firmeza: Glauber fica! Não temos dúvidas de que a tentativa de cassação do mandato do parlamentar é uma ação orquestrada para frear qualquer manifestação contrária às práticas que atentam contra o interesse público, como, por exemplo, o orçamento secreto.
Governo Ibaneis-Celina manda executar multa de R$ 6 mi contra professores
Jornalista: sindicato
Qual o limite das investidas do governo Ibaneis-Celina contra a educação pública do Distrito Federal? A cada dia de gestão, torna-se mais difícil prever essa resposta. Nessa quarta-feira (9/4), o plano insensato do GDF contra a categoria do magistério público seguiu sua marcha. Sem qualquer constrangimento, o governo decidiu executar multa de R$ 6 milhões contra a categoria.
A multa milionária refere-se ao movimento grevista de 2023, quando a categoria decidiu paralisar suas atividades frente à negligência do GDF em dar celeridade às pautas reivindicadas.
A pena aplicada a professores e orientadores educacionais por exercer um direito constitucional é ainda mais grave ao analisar os números referentes à renúncia fiscal adotada pelo GDF. Dados do Dieese mostram que, em 2024, foram mais de R$ 9 bi para beneficiar grandes empresários. Neste ano, a cifra destinada a este propósito ultrapassa R$ 8,6 bi.
É urgente reconhecer: o GDF instrumentaliza o poder público com violência institucional, uma tentativa tosca de calar o movimento sindical organizado e a insatisfação da categoria quanto à escalada de ataques que instalam um cenário de caos nas escolas públicas do DF.
Temos que ter certeza de que uma multa de R$ 6 milhões trata-se de uma ofensiva articulada, estratégica e, na mesma medida, repulsiva rumo à precarização da educação pública, à desvalorização da categoria do magistério e à instalação de um estado de medo junto à classe trabalhadora.
O pedido de execução da multa não estremecerá nossa luta por uma educação pública de qualidade, que valoriza seus e suas profissionais. Daremos seguimento às nossas ações em defesa da Campanha Salarial 19,8% rumo à Meta 17 – pela reestruturação da carreira já!, e vamos avançar: com dignidade, respeito, integridade, coerência, honestidade. Que bom seria se o GDF optasse seguir sobre os mesmos trilhos.
Sinpro volta a acionar a justiça em questão de previdência de Contratos Temporários
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Sinpro, por meio de sua assessoria jurídica, voltou a provocar a justiça em face da inação da SEEDF com relação ao recolhimento da contribuição previdenciária dos contratos temporários. A secretaria vem regularizando apenas as situações urgentes determinadas no acordo de dezembro, e nada tem feito aos demais casos de professores(as) do Contrato Temporário.
Em audiência com o TRF-1, o Sinpro, por meio do escritório Resende Mori Hutchison, informou a respeito do não cumprimento do acordo firmado em dezembro, passados 60 dias de prazo.
Acordo não cumprido
Em dezembro de 2024, o Sinpro-DF, a Secretaria de Educação e o TRF da 1ª região fecharam acordo em dezembro que garantia procedimento específico para casos de professores(as) CT’s que têm direito a auxílio-doença e auxílio maternidade, para que o benefício seja garantido com celeridade. Demais casos deveriam ter sido regularizados até o fim de fevereiro, “mas até agora a Secretaria vem regularizando apenas as urgências, e os demais casos continuam sem solução”, explica o diretor do Sinpro Dimas Rocha.
Falta de gestão
Desde 2022, o GDF vem cometendo erros no repasse previdenciários de professores(as) em regime de contratação temporária. Com isso, mesmo tendo trabalhado nos anos de 2023 e 2024, esses professores(as) perdem a qualidade de segurados do INSS, já que o sistema previdenciário identifica a não contribuição por um período superior a 12 meses. Por conta disso, benefícios como auxílio-doença, licença-maternidade e aposentadoria estavam sendo negados aos(às) profissionais.
Os prejuízos gerados aos(às) professores(as) CT’s nesse período foram causados por problemas de gestão da Secretaria de Educação do DF, apesar dos repetidos questionamentos do Sinpro com relação às irregularidades no pagamento das obrigações previdenciárias.
Em 2021, o INSS alterou o sistema de recebimento de informações previdenciárias e determinou que essa comunicação fosse feita via eSocial. O prazo para a adequação ao novo sistema foi encerrado em 2022. Entretanto, dois anos após o limite estabelecido pelo INSS, a Secretaria de Educação ainda não havia se adequado ao novo sistema. Dessa forma, o repasse ao INSS chegou a ser feito, mas os dados não foram computados.
Casos urgentes
O Sinpro garantiu que professores(as) que precisam dar entrada no auxílio-doença ou auxílio-maternidade tenham acesso a procedimento específico que garanta celeridade no recebimento do benefício.
Para esses casos, a atualização dos dados de repasse previdenciário junto ao INSS deverão ser feitos pela SEEDF manualmente. Isso porque o sistema de repasse informações previdenciárias do DF ainda não está adequado às determinações do INSS.
Nos casos de solicitação de auxílio-doença (atestado médico de mais de 15 dias) e auxílio-maternidade, o(a) professor(a) deverá ir à Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (Subsaúde) para realização de perícia médica e homologação do atestado médico. Neste momento, é necessário que seja feito o pedido de regularização das contribuições ao INSS. Após isso, o(a) professor(a) deverá enviar email para nuip.sugep@se.df.gov.br, com o seguinte texto:
Assunto: Regularização do repasse da contribuição previdenciária
Prezados,
Eu, [Preencher o nome completo], portador(a) do CPF [preencher o CPF], venho por meio deste e-mail solicitar a regularização do repasse da minha contribuição previdenciária. Informo que agendei a perícia médica no SIAPMED para o dia ___/___/___. Abaixo seguem os detalhes solicitados de minha matrícula e período de trabalho: • Nome Completo: • CPF: • Perícia médica agendada no SIAPMED: [Data do Agendamento] Matrículas por ano de trabalho: • 2022: Matrícula: [Número da Matrícula de 2022] • 2023: Matrícula [Número da Matrícula de 2023] • 2024: Matrícula [Número da Matrícula de 2024]
Agradeço a atenção e fico à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais. Atenciosamente, [Nome Completo] [Cargo/Disciplina]
Ações individuais
Professores(as) CT’s que tiveram benefício previdenciário negado devido aos problemas gerados pela SEEDF deverão entrar em contato com o Sinpro para obter assistência judicial individual. O Sindicato já entrou com mais de 400 ações desse tipo e teve centenas de decisões favoráveis.
Educador social voluntário: a precarização e o desamparo impostos por um governo omisso
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No último dia 2 de abril, uma educadora social voluntária (ESV) de uma escola do Gama foi atropelada em frente à unidade em que trabalha. O motoqueiro que a atropelou fugiu sem prestar socorro. A educadora, formada em Pedagogia, fraturou algumas costelas e o fêmur. Ela está internada, com dreno no pulmão e sem previsão de alta.
Tivesse ela um contrato de trabalho devidamente constituído, teria todo o amparo legal necessário neste momento: seria afastada das funções, mas com o atestado médico, continuaria a receber a remuneração que é seu sustento, até recuperar plenamente a saúde e poder voltar ao trabalho.
Mas leis trabalhistas são aplicadas a pessoas com vínculos empregatícios, algo inexistente para um ESV. A pedagoga que, na prática, é uma trabalhadora precarizada, não tem direito a nenhuma espécie de remuneração enquanto estiver afastada por motivos médicos.
A escola está prestando à vítima todo o amparo afetivo. Mas, do ponto de vista legal, não há muito o que fazer: “Com cinco faltas consecutivas, nossa obrigação é emitir um termo de desligamento e comunicar o fato à CRE (Coordenadoria Regional de Ensino), que tem a obrigação de nos enviar um novo ESV”, conta um membro da direção, que também fala em “vaquinha” para ajudar a educadora e seu filho.
Diante do caso, o diretor do Sinpro Raimundo Kamir se solidariza com a educadora social voluntária e lamenta a precarização das relações de trabalho sofrida por todos os trabalhadores da educação. “A qualidade da educação passa pela valorização do trabalho de todos os profissionais que atuam dentro da escola. Os professores e professoras já enfrentam turmas superlotadas, com muitos estudantes com necessidades educacionais especiais. É necessário que, além de construir escolas, o estado forneça ao professor profissionais de apoio com carreiras efetivas no funcionalismo público, com plenos direitos trabalhistas.”, completa.
De aulas avulsas a substituição de monitores
A figura do educador social voluntário surgiu como ideia para ministrar oficinas no ensino integral: professores de instrumentos musicais, ou teatro, ou outras atividades lúdicas cuja carga horária não passasse de 8 horas semanais, e sem a exigência de assinatura de ponto.
A falta de continuidade das políticas públicas de educação transformou esses prestadores voluntários de serviços em substitutos de monitores escolares – profissionais efetivos e com carreira regulamentada por lei.
ESVs não têm vínculo empregatício, embora tenham horário a cumprir e folha de ponto a assinar. Em caso de acidentes, como o da educadora da escola do Gama, o Estado não lhe oferece nenhum tipo de amparo. Para o Estado, o educador social voluntário é uma solução capenga para uma das necessidades do cotidiano da escola que, por lei, deveriam ser supridas por monitores escolares devidamente concursados e com vínculos e direitos trabalhistas assegurados por lei. Ibaneis e Celina não se preocupam em fornecer a escolas monitores, que demandam do governo orçamento para sua contratação.
“O educador social voluntário está ocupando de maneira totalmente informal e precarizada o emprego de um monitor”, lembra Kamir. A precarização assumiu o cotidiano das escolas.
CEE 01 de Sobradinho realiza caminhada pela conscientização sobre autismo
Jornalista: Maria Carla
As ruas de Sobradinho se tornaram palco de solidariedade e união. O Centro de Ensino Especial número 01 (CEE 01) realizou uma caminhada pela conscientização sobre o autismo e a luta pelos direitos das pessoas com deficiência em referência ao Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência nas Escolas, celebrado em 7 de abril.
A atividade, realizada no sábado (5), contou com a participação dos(as) estudantes das turmas de Educação Precoce, Atendimento Pedagógico Especializado e Atendimento Interdisciplinar Complementar (AIC), famílias, professores(as), servidores(as) e pessoas da comunidade. “Foi um momento marcado por gestos de solidariedade, união e afeto, reforçando o compromisso da escola com a valorização da diversidade”, diz a professora do apoio pedagógico Luana Gerado da Cruz.
Ao longo do percurso, cartazes, sorrisos, mãos dadas e o entusiasmo dos participantes transmitiam uma mensagem provocativa: a construção de uma sociedade mais justa, acolhedora e acessível é uma responsabilidade de todos e todas. “Mais do que um ato simbólico, a caminhada representou a continuidade de um trabalho sério e comprometido com a educação inclusiva e o respeito às diferenças”, afirma a professora.
Na avaliação de Ricardo Gama, diretor do Sinpro que participou da caminhada, o CEE 01 de Sobradinho tem se destacado pelo trabalho de excelência com estudantes com deficiência e suas famílias. “A caminhada deu visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos profissionais de educação à importância de se ter este espaço na nossa comunidade”, afirma.
Vanilce Diniz, diretora do Sinpro que também participou da caminhada, afirma que atividades como esta são de fundamental importância para dar visibilidade à pauta das pessoas com deficiência e com autismo. “Estabelecer esse diálogo com a sociedade é essencial. Foi bonito de ver todo o engajamento da comunidade escolar e a receptividade da população por onde a caminhada passou”, analisa.
“Com coragem, afeto e determinação, seguimos juntos na defesa dos direitos, da dignidade e da inclusão de todas as pessoas”, declara a professora Luana da Cruz.
A atividade do o CEE 01 de Sobradinho contou com o apoio do Sinpro, da Polícia Militar (PM), Departamento de Trânsito (Detran), Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBDF), Instituto Ambiental de Brasília (Ibram) e Secretaria de Estados de Educação (SEE-DF).
“Educação é movimento e não cabe em ponto”, diz diretora do Sinpro em audiência na CLDF
Jornalista: Leandro Gomes
Em audiência pública na Câmara Legislativa do DF, nessa terça (8/4), a diretora do Sinpro Márcia Gilda criticou a instalação do ponto eletrônico nas unidades administrativas e regionais de ensino e as visões engessadas do processo educacional. O debate, solicitado pelo Sinpro e viabilizado pelo deputado Gabriel Magno (PT), faz parte do calendário de lutas da categoria do magistério público, aprovado na assembleia do dia 27 de março.
“Educação é movimento e não cabe em ponto”, disse Márcia Gilda. Ela destaca que o sistema foi instalado sem qualquer diálogo com o sindicato e com os(as) trabalhadores, além de desconsiderar as especificidades do trabalho desenvolvido pelos(as) profissionais desses locais. “O ponto eletrônico deve ser combativo pela categoria de forma coletiva, e é por isso que ela também integra a nossa campanha salarial 19,8% rumo à Meta 17 e pela reestruturação da carreira já!”
Resultado da audiência, o deputado Gabriel Magno encaminhou à SEEDF requerimento com a solicitação de acesso integral ao processo de licitação para instalação dos Registradores Eletrônicos de Pontos com reconhecimento facial. Sem resposta, o mandato do parlamentar, Sinpro e outras representações da educação acionarão o Tribunal de Contas e o Ministério Público.
O parlamentar ainda articulou reunião entre o Sinpro e o secretário da Casa Civil, Gustavo Vale Rocha, para tratar da questão do ponto eletrônico nas unidades administrativas e regionais de ensino.
A SEEDF chegou a ser convidada para participar da audiência dessa terça, mas, mais uma vez, preferiu não dialogar com a categoria. “Deixo aqui meu o repúdio; lamentamos muito. Serão sempre bem-vindos e sempre convidados, mesmo que negando os convites sistematicamente”, disse o deputado Gabriel Magno.
Desinvestimento
A instalação de Registradores Eletrônicos de Pontos com reconhecimento facial nas unidades administrativas e regionais de ensino, que custou cerca R$ 3 mi aos cofres públicos, foi implementada pela SEEDF em março deste ano de forma unilateral.
Em pouco mais de um mês de funcionamento, o sistema se mostrou inviável, e tem causado prejuízos à prática pedagógica e à saúde mental de servidores.
Para a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) Rosilene Corrêa, “a SEEDF está dando atestado de desconhecimento de como seu próprio sistema funciona”, uma vez que a implementação do ponto não tem viabilidade.
“Poderíamos estar aqui discutindo, sim, a implantação de ponto eletrônico, mas dentro de uma realidade que é nossa, a partir do que temos que executar e fazer, mas chegar na contramão, é uma forma de punição”, afirmou.
Trabalho inviabilizado
Fernando Sousa, coordenador intermediário da Unidade de Educação Básica (Unieb) de Ceilândia, contou que chegou a cancelar duas formações, por falta segurança jurídica para que pudesse deslocar da Unieb ao local da capacitação.
“Qualquer pessoa que entenda sobre educação sabe que é impossível entender a dinâmica da educação e fazer algo dentro de algo tão fechado como o ponto eletrônico”, disse.
A formadora da Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) Gigliola Mendes leu uma carta dos(as) servidores da escola e mostrou que o ponto eletrônico desconsidera as complexidades que marcam o trabalho docente.
“O ponto eletrônico nos faz negar o direito à educação e à formação dos professores que estão atuando nos locais mais distantes, porque o ponto não considera as especificidades. Impor o ponto eletrônico é negar a natureza intelectual, dinâmica, territorial e expandida do nosso trabalho”, disse.
Erika Kokay, deputada federal (PT-DF), afirmou que o ponto eletrônico lembra controle sobre educadores e educadoras. Para ela, a medida que impede que haja educação em movimento vem de um conjunto de ações que representam um projeto contra a educação.
“Estamos vivenciando um controle, uma tentativa de culpabilizar os educadores pela ausência de estrutura dentro das próprias escolas, ou seja, ausência de condições de funcionamento. Precisamos fazer um dossiê e levantar todas as realidades que os educadores estão enfrentando diariamente”, disse a parlamentar.
Reestruturar para avançar | Reestruturação da carreira defende ampliação de gratificações
Jornalista: Leandro Gomes
A extensão das Gratificações de Atividade Pedagógica (GAA) e de Atividade de Ensino Especial (GAEE) é uma das reivindicações da Campanha Salarial 19,8%, rumo à Meta 17 – Pela reestruturação da carreira já!.
Os(as) diretores(as) do Sinpro Fátima Almeida e Raimundo Kamir falam sobre o tema em novo vídeo da série “Reestruturar para avançar”, sequência de registros audiovisuais que abordam, ponto a ponto, a proposta do sindicato de reestruturação da carreira do magistério público do DF.
Clique na foto para assistir ao vídeo.
Diretores(as) do Sinpro, Fátima Almeida e Raimundo Kamir, falam sobre a luta do sindicato pela extensão das gratificações
Os(as) sindicalistas lembram que, nos anos 90, o pagamento de gratificações foi uma estratégia utilizada por várias categorias – inclusive pelo magistério público − para amenizar os impactos do arrocho salarial imposto pela política do governo federal à época.
Ao longo dos anos, a partir da luta organizada pelo Sinpro, a categoria conquistou gratificações diversas, como a Gratificação de Incentivo à Carreira (GIC), a Gratificação por Dedicação Exclusiva e Regime de Tempo Integral (Tidem), a Gratificação de Atividade Pedagógica (Gaped), a Gratificação de Atividade de Suporte Educacional (Gase) e outras.
Para que essas gratificações fossem incorporadas ao vencimento da categoria, houve novo processo de mobilização organizado pelo Sinpro. “Um ganho histórico para nossa categoria”, diz trecho do vídeo.
Agora, a luta do Sinpro é pela extensão da GAA para todos os(as) alfabetizadores(as) dos anos iniciais e do Primeiro Segmento da EJA e pagamento da GAEE a professores(as) e orientadores(as) educacionais que trabalham com inclusão em escolas regulares.
A extensão das gratificações significa o reconhecimento de quem transforma vidas por meio da educação.