Sinpro realiza 2ª etapa do curso de Formação Sindical para Aposentados

A luta do Sinpro pelos aposentados(as) da categoria vai além das negociações com o governo. Mais do que a preservação e a ampliação de direitos para a melhoria da qualidade de vida de quem tanto contribuiu para a educação, o sindicato oferece formação sindical. Um exemplo é a 2ª etapa do curso de Formação Sindical para Aposentados(as) do Sinpro, realizado de 31 de março a 3 de abril (segunda a quinta).

A segunda etapa do curso teve como objetivo consolidar os aprendizados e debates da primeira etapa, realizada em outubro de 2024. Elineide Rodrigues, coordenadora da Secretaria de Assuntos de Aposentados do Sinpro, destacou que o curso serve como espaço importante para manter a participação ativa dos aposentados e das aposentadas nas questões sindicais e reafirmar a importância de se manter sindicalizado, fortalecendo a luta da categoria.

Nesta 36ª turma, o sindicato consolidou a formação iniciada na primeira etapa. O próximo passo será a certificação. “Nesta segunda etapa, falamos deste momento em que reafirmamos as questões sindicais, a importância de que mesmo quem está aposentado e aposentada permanecerem sindicalizados, fortalecendo a entidade, além da importância de nossa central e confederação, CUT e CNTE. Também destacarmos a nossa campanha salarial”, ressalta Elineide.

Em parceria com a Escola Centro-Oeste de Formação Sindical da Central Única dos Trabalhadores Apolônio de Carvalho (ECO-CUT), o Sinpro traz palestrantes de alta qualidade para promover provocações, debates e estudos relevantes para este segmento da categoria. “No curso, mostramos que nosso sindicato continua lutando por toda a categoria e que aposentados e aposentadas sempre serão beneficiados pela nossa campanha salarial. Um exemplo disso é a cartilha ’50 Mais’, que aborda temas como as vivências da pessoa aposentada, direitos muitas vezes desconhecidos e a saúde do idoso. O curso foi um sucesso e as avaliações dos participantes mostram como essa imersão de quatro dias foi positiva, proporcionando bem-estar e reencontros importantes na vida deles e delas”, afirmou.

O curso faz parte do Programa de Formação do Sinpro e é ministrado pela ECO-CUT. Trata-se de um espaço formativo importante, que potencializa a ação sindical da categoria. O curso é uma das diversas iniciativas da Secretaria de Aposentados.

Audiência Pública na CLDF debate instalação de ponto eletrônico na educação nesta terça (8/4)

Na próxima terça-feira (8/4), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizará audiência pública para discutir a instalação do ponto eletrônico pela Secretaria de Educação nas unidades administrativas e regionais de ensino. O Sinpro avalia que a medida tem gerado preocupação entre os profissionais da educação, uma vez que está sendo implementada sem diálogo com os servidores e sem considerar a dinâmica de trabalho. O evento será realizado no Plenário da CLDF, às 19h.

A audiência é de autoria do deputado distrital Gabriel Magno (PT), que destaca a importância do debate para entender os impactos reais da medida e buscar soluções que respeitem as especificidades do trabalho na educação. “Nosso compromisso é com a valorização dos profissionais da educação, com condições dignas de trabalho e com uma gestão que dialogue e respeite a realidade da nossa rede pública de ensino”, afirmou o parlamentar em suas redes sociais.

 

 

O Sinpro ressalta que a obrigatoriedade do ponto eletrônico nos atuais moldes pode inviabilizar formações continuadas e atendimentos pedagógicos essenciais para as escolas. A exigência do controle de presença eletrônico não leva em conta atividades fora do ambiente escolar, como formação e acompanhamento de projetos, constantemente realizadas pelos profissionais da educação das unidades administrativas e regionais de ensino.

O Sinpro lembra que a audiência pública compõe o calendário de lutas da categoria e orienta professores(as) e orientadores(as) educacionais a comparecem à audiência pública, para fortalecer o debate.

>> Leia também: Ponto eletrônico: SEEDF desconsidera especificidades das unidades central e regionais; cenário é de prejuízo aos servidores – https://x.gd/psO9K

Vitória do Sinpro: STF nega recurso do GDF e diz não ao homeschooling

O ensino domiciliar – ou homeschooling –  no Distrito Federal foi considerado inconstitucional pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, realizada no último dia 28 março, foi unânime e é um desdobramento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo Sinpro sobre a Lei 6.759 de 2020, sancionada pelo governador Ibaneis Rocha, que trata da regulamentação dessa prática em âmbito local.

Na argumentação, a Primeira Turma do STF lembrou que qualquer decisão estadual ou municipal que adote o homeschooling será inconstitucional, “por invadir a competência privativa da União para legislar sobre diretrizes e bases da educação”.

“Assim que foi editara a lei (do homeschooling), nós entramos com a ação. Ganhamos do TJDFT (Tribunal de Justiça do DF e Territórios) e, agora, ganhamos também no STF, que negou o recurso do governo Ibaneis-Celina. Continuaremos nossa luta, em defesa da educação de qualidade”, afirma o diretor do Sinpro Dimas Rocha.

Lei do retrocesso

A lei do homeschooling no DF, de 2020, é de iniciativa do governo Ibaneis-Celina, junto com os deputados João Cardoso (Avante) e Eduardo Pedrosa (União Brasil), além dos ex-deputados Delmasso e Júlia Lucy.

Segundo a lei, “a educação domiciliar visa o pleno desenvolvimento da criança e do adolescente, além de seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Entretanto, a própria Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) admite que não é possível medir os resultados acadêmicos da educação escolar em casa. Para além disso, a Constituição Federal de 1988 estabelece que a educação não tem apenas função técnica.

“Escola também é espaço de aprender a conviver com as diversidades, com a pluralidade; é espaço de socialização, de vivência. A educação domiciliar não garante isso a nossas crianças e adolescentes. É por isso que o Sinpro atua contra o homeschooling”, explica a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

MATÉRIAS EM LIBRAS

TV Sinpro aborda o combate ao bullying em meio ao impacto da série Adolescência

Na semana do dia nacional de combate ao bullying e à violência nas escolas, o TV Sinpro abordará o impacto da série Adolescência, que trata de temas como bullying, radicalização, violência digital e os impactos da exclusão social, e como tudo isso se manifesta na rede pública de ensino do DF. O programa vai ao ar na quarta-feira, 9 de abril, 19h. A transimssão é pela TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e no canal do Sinpro no Youtube.

Participam do TV Sinpro a professora Camilli de Castro, as psicólogas Rosimeire Dutra e Fernanda Colares e, também, a pedagoga aposentada Valdirene Reis. Rosimeire atua na EC 64, e Fernanda e Camilli, no CED 07, ambos em Ceilândia. As convidadas para o TV Sinpro apresentarão algumas práticas já adotadas na rede pública no combate ao bullying.


Dia 7 de abril

No dia 7 de abril é memorado o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. Mais de 10% dos estudantes brasileiros foram vítimas de algum tipo de violência escolar no último ano, segundo informações da TVT News. “Isso representa mais de 6,5 milhões de crianças e adolescentes afetados por práticas como o bullying e o cyberbullying – números que podem ser ainda maiores, considerando os inúmeros casos silenciados por medo ou intimidação”.

O Dia Nacional de Combate ao Bullying foi criado em 2016 pela Lei nº 13.277, sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff. A data escolhida é 7 de abril, em referência ao massacre do Realengo, em 2011.


Combate ao bullying

A especialista Tatiana Azevedo, pesquisadora de questões relacionadas à intolerância, ódio e conteúdos extremos na Internet, recomenda que crianças e jovens tenham o uso de celulares, bem como de redes sociais, supervisionados por adultos responsáveis também dentro de casa.

“Muitas vezes, pais e responsáveis estão tranquilos, pois os filhos estão em casa, longe dos perigos das ruas, e na verdade eles estão em redes sociais como o Discord, submetidos a riscos muito maiores. Nossas pesquisas apontam que é no contraturno escolar que acontece a maior parte das conexões a essas redes sociais. Por isso, é fundamental a supervisão de pais, mães e responsáveis”, explica a pesquisadora, que monitora grupos de ódio e violência nas redes sociais.

As professoras e psicólogas que participarão do TV Sinpro da próxima quarta-feira trarão provocações para os profissionais que atuam na rede de ensino da Secretaria de Educação do DF e toda comunidade escolar. Elas abordarão a expressão final do ódio propagado via redes sociais, que são as violências que acontecem na escola e como elas têm sido naturalizadas.

 

 

 

EP 308 Sul recebe escritores e ilustradores para apresentar os “Palácios da Democracia” aos estudantes

Durante o encontro, os autores apresentaram suas obras, contaram curiosidades do processo criativo e dialogaram com os estudantes. /Foto: Deva Garcia

 

A quinta-feira (3/4) na Escola Parque da 308 Sul, na Asa Sul, foi marcada por curiosidade e troca de saberes. Estudantes dos 4º e 5º anos participaram de um encontro com escritores e ilustradores da coleção infantojuvenil Palácios da Democracia, no teatro da escola. O momento proporcionou uma viagem literária nos principais espaços de poder da capital federal, aproximando as crianças do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto.

A atividade contou com a presença do escritor Tino Freitas, autor do livro Cartão-Postal, que apresentou às crianças a história com foco no Congresso Nacional. Conceição Freitas e Mano Wladimir falaram sobre Casa da Justiça, que convida os leitores a conhecerem o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma narrativa lúdica. Já Coração do Poder, que tem como tema o Palácio do Planalto, foi escrito por Otávio Junior, em parceria com a equipe da editora Quereres, e ilustração de Bruna Brasil.

A proposta da coleção é envolver o público infantojuvenil com os palácios-sede dos Três Poderes da República, promovendo também a valorização do Patrimônio Cultural. Durante o encontro, os autores apresentaram suas obras, contaram curiosidades do processo criativo e dialogaram com os estudantes, que participaram com atenção e entusiasmo.

Para o diretor da escola, Alexandre Baena, a experiência foi marcante. “Foi uma experiência super válida. Ver as crianças em contato com autores, escritores, ilustradores. Foi bem interessante a participação das crianças, elas realmente prestaram atenção no que eles falaram, no que eles conversaram, tiveram troca, fizeram perguntas interessantes também. Devíamos ter muitos encontros dessa interação com autores e comunidade escolar”, afirmou.

Ele também destacou a importância de vivências como essa para despertar talentos e fortalecer o vínculo com a literatura e a cultura local.

“As crianças participaram e houve também distribuição de livros desses autores para a escola. É muito importante os estudantes terem tão próximos autores e ilustradores de histórias tão interessantes, que retratam o cotidiano da cidade de Brasília, os palácios da cidade. Foi bem legal essa troca, principalmente com crianças que também demonstraram que querem ser desenhistas, que têm talento para desenhar”, destaca o diretor.

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EducArte na Praça leva espetáculos para estudantes das escolas públicas

De 7 de maio a 27 de junho, Taguatinga, Santa Maria, Riacho Fundo e Brazlândia recebem a 3ª edição do EducArte na Praça. O projeto, concebido e coordenado pelas professoras Cléria Costa e Miriam Rocha, tem como intuito garantir a estudantes da rede pública a oportunidade de acesso a atividades culturais. As entradas são gratuitas.

A programação do EducArte na Praça inclui espetáculos cênico-literários, shows músico-literários, contação de histórias, saraus, batalhas. Nesta edição, o projeto busca chamar atenção para a importância do livro, da leitura e da literatura para a formação de crianças, jovens e adultos.

 

 

“Quando estávamos pensando a 3ª edição do projeto, nos chamou muito a atenção os baixos índices de leitores em nosso país. Pesquisas revelaram recentemente que a proporção de não-leitores é maior do que a de leitores e que mais de 50% das pessoas não leram nem parte de um livro de qualquer gênero, incluindo didáticos e religiosos”, a professora Cléria Costa.

Todas as atividades serão realizadas em bibliotecas públicas ou comunitárias, com a socialização de saberes e vivências, contribuindo para a transformação desses espaços em ambientes coletivos, atrativos e múltiplos, onde as pessoas percebam a literatura como arte, fruição e identidade.

Acompanhe o projeto pelo @educartenapraca nas redes sociais

PROGRAMAÇÃO EDUCARTE NA PRAÇA – 3ª EDIÇÃO

7 de maio
Biblioteca Machado de Assis de Taguatinga
CNB 01 Área Especial

08h30 – De Boca em Boca – Grupo Paepalanthus
10h50 – Batalha da Fonte: Ritmo e Protesto – MC Vizage, a poetisa Iara Beatriz da Silva Santos (Ari) e convidados
13h30 – SARAU DE PALAVRAS – a poesia de Noélia Ribeiro
16h45 – Espetáculo cênico-literário Galhada em Tempos de Fissura – Alice Stefânia
20h00 – Espetáculo Poema Musicado – Lucas Baraúna e Vagner Santana

8 a 19 de maio
Biblioteca Pública Monteiro Lobato de Santa Maria Norte
EQ 215/315, Lote A (ao lado do CAIC)

08/05, às 13h30, Histórias de Lobos – CIA DO FIO
13/05, às 9h, Par: lendas e cantos – Ângela Café e Sérgio Duboc
15/05, às 10h40, ESPETÁCULO MÚSICO-LITERÁRIO: POESIA CANTADA – Lucas Baraúna e Vagner Santana
19/05, às 11h, BATALHA IMATERIAL com Mc Manodáblio e convidados

20 a 23 de maio
Biblioteca Pública Livia Barros de Riacho Fundo
Área Comercial 3, Lote 5, Riacho Fundo I

20/05 – ESPETÁCULO MÚSICO-LITERÁRIO: POESIA CANTADA – Lucas Baraúna e Vagner Santana
21/05 – Batalha Imaterial – com Mc Manodáblio e convidados
22/05 – A Baba da Onça Pintada – com Wellington Abreu
23/05 – SARAU CERRADO VIVO: cantos, contos e encantos – com Grupo Casa de Autores

23 a 27 de junho
Biblioteca Érico Veríssimo de Brazlândia
Setor Sul, Área Especial 3/4 A

23/06 – Sarau de Palavras: A Poesia de Noélia Ribeiro. Com Noélia Ribeiro, Fátima Ribeiro, Nara Fontes e Vanderlei Costa
24/06 – Contação de Histórias: Contando Histórias com O Grupo Paepalanthus
25/06 – Espetáculo cênico-literário: “A Baba da Onça Pintada” com Wellington Abreu
26/06 – Espetáculo músico Literário: Poemas Musicados com o Duo de violonistas Lucas Baraúna e Vagner Santana
27/06 – Espetáculo Cênico Literário “Galhada em Tempos de Fissura” com Alice Stefânia

 

Sinpro e aprovados dialogam com sociedade e ganham apoio na luta pela nomeação de professores

Sinpro e aprovados(as) no concurso público do magistério de 2022 lotaram a plataforma superior entre o Conic e o shopping Conjunto Nacional nesta sexta (4/4), em mais uma ação do Convoca Já! A ação amplia a pressão sobre o governo Ibaneis/Celina para a nomeação dos(as) professores(as) que aguardam apenas uma canetada do governo para serem efetivados(as).

 

Sinpro e aprovados(as) do último concurso do magistério durante ato na rodoviária | Foto: Deva Garcia

 

Com panfletagem, os(as) manifestantes dialogaram com a população sobre a urgência das nomeações para fortalecer a educação pública. “É importante destacar que educação de qualidade se faz com professor valorizado. E para o professor ser valorizado, ele precisa estar dentro da carreira. O caminho para isso é a convocação dos aprovados”, disse a diretora do Sinpro Ana Bonina.

O material entregue à sociedade reforçou o que há anos é sentido pela comunidade escolar: déficit de professores(as) na rede pública de ensino do DF, reflexo da política antieducação adotada pelo governo Ibaneis/Celina. O material explica que o desdobramento disso são salas de aula superlotadas e dificuldade para dar continuidade ao projeto pedagógico, o que prejudica o aprendizado dos(as) estudantes.

 

 

Quem passava pelo local, a pé ou de carro, sinalizou apoio total à ação, seja com leitura atenta e escuta ativa, ou com buzinaço.

“A gente traz para a rua a importância de termos professores efetivos. Hoje, nós temos um número muito grande de professores em regime de contrato temporário e, por coincidência, muitos desses profissionais constam no banco de aprovados no concurso de 2022. Por isso, seguiremos cobrando dignidade para quem constrói a educação e o futuro”, disse a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

Atualmente, a rede pública de ensino do DF tem cerca de 15 mil professores(as) em regime de contratação temporária, número que ultrapassa o total de professores(as) efetivos(as) em regência.

A luta continua

Com a aproximação do vencimento do concurso de 2022 para o magistério − 27 de julho −, a estratégia do Sinpro é intensificar as mobilizações pela nomeação dos(as) aprovados(as) e garantir a prorrogação da validade do certame.

No próximo dia 15 de abril, o sindicato realizará mais uma reunião com o grupo, para traçar estratégias de luta para o próximo período. O encontro será às 19h, na sede do Sinpro (SIG).

 

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Edição: Vanessa Galassi

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Sinpro atua e categoria poderá repor paralisação de março até o fim do semestre

A Comissão de Negociação do Sinpro, em diálogo com a Secretaria de Educação, garantiu que a reposição da paralisação do dia 27 de março possa ser feita até o final do semestre letivo.

Nesta sexta-feira (4/4), a SEEDF enviou às unidades escolares circular que sugere três sábados do mês de abril para repor o dia da paralisação. Entretanto, o Sinpro ressalta que essa não é uma imposição. Cabe a cada escola a escolha da data.

O sindicato ainda orienta que a categoria considere que no dia 12 de abril será realizada assembleia para definição da Comissão Eleitoral que coordenará as eleições do Sinpro (triênio 2025-2028), e que é importante a participação dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais na atividade.

> Leia também: Assembleia elegerá integrantes da Comissão Eleitoral, dia 12/4

 

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Ponto eletrônico: SEEDF desconsidera especificidades das unidades central e regionais; cenário é de prejuízo aos servidores

Enquanto a educação pública do Distrito Federal enfrenta dificuldades profundas devido à falta de investimentos em infraestrutura e valorização dos(as) profissionais, a Secretaria de Educação (SEEDF) optou por direcionar recursos para a instalação de Registradores Eletrônicos de Pontos com reconhecimento facial nas unidades administrativas e regionais de ensino. A iniciativa, em fase experimental até meados de junho deste ano, levanta preocupações devido aos eventuais prejuízos aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais dos setores.

Realizada de forma unilateral pela SEEDF, a medida desconsiderou a importância do diálogo com o Sinpro, entidade representativa do magistério público, e com os(as) próprios(as) servidores(as) atingidos(as). Com isso, as especificidades do trabalho de professores(as) e orientadores(as) educacionais desses espaços foram completamente ignoradas.

Elos de implementação da proposta de política-pedagógica da SEEDF nas unidades escolares, os(as) servidores(as) das unidades administrativas e regionais de ensino realizam atividades externas ao seu local de trabalho, como formação e acompanhamento de projetos.

Dentro da lógica do registro de ponto eletrônico, o(a) servidor(a) deve bater o ponto na entrada da jornada em seu local de lotação ou através de aplicativo, baixado em seu aparelho telefônico particular. É importante perceber que o registro de ponto somente no local de trabalho aumentaria a quantidade e o tempo e de percursos feitos pelo(a) professor(a) ou orientador(a) educacional. Na prática, o(a) servidor deve registrar o ponto no início do dia para, depois, dirigir-se à atuação externa. Em seguida, ele retorna à unidade administrativa ou regional de ensino para registrar o ponto do almoço. Após, novamente, é feito o deslocamento para a atividade externa e, por fim, deve ser feito o retorno ao local de trabalho para bater o ponto no término do dia.

Foi desconsiderado pela SEEDF que as idas às atividades externas, inclusive às escolas do campo, são realizadas com veículo particular e combustível custeado do próprio bolso do(a) servidor(a). A situação é reflexo da insistência da Secretaria em não estabelecer uma indenização para transporte, como é previsto para outras categorias do GDF. Além disso, o Taxigov é insuficiente e extremamente burocrático para atender as reais necessidades de trabalhadoras e trabalhadores em atividade nas unidades central e regionais.

Ao fim e ao cabo, a imposição do ponto eletrônico engessa o desenvolvimento da política-pedagógica educacional nas escolas do DF. Além disso, pode ameaçar a privacidade desses(as) servidores(as), já que orienta a instalação do aplicativo de registro de ponto no aparelho celular particular do(a) servidor(a).

Como apresentado pelo Sinpro em Mesa de Negociação com a SEEDF, a pasta não pode impor a servidores(as) as prioridades de instalação de aplicativos nos seus próprios dispositivos móveis. É importante alertar ainda que o programa de geolocalização, por não ter precisão absoluta, poderia causar transtornos, sobretudo, para quem precisa se deslocar para realizar seu trabalho.

Como agravante, se mantido constantemente ativado, o sistema de geolocalização pode realizar vigilância ostensiva. Com isso, esses(as) servidores(as) podem desenvolver ansiedade, estresse, sensação de desconfiança e outros problemas que atacam a saúde mental.

Privatização
O ponto eletrônico nas unidades administrativas e regionais de ensino, conforme informou a SEEDF, é gerido e concebido por uma empresa privada contratada, o que reforça o caráter privatista do governo. Um dos problemas constantes neste tipo de contratação para área de educação é que o sistema desenvolvido concebe o espaço educacional como uma repartição burocrática do serviço público ou, até mesmo, uma empresa privada.

Educação não é mercadoria. Portanto, não pode ser enquadrada na lógica mercadológica de produtividade e gerencialismo, com foco em uma suposta eficiência e mensuração de resultados, e totalmente distante da qualidade do ensino e das condições de trabalho.

Traçar caminhos que partam da compreensão de educação como mercadoria e desembocam na privatização deste setor é transformar um direito fundamental em produto, e isso o Sinpro nunca permitirá.

 

Racismo
O reconhecimento facial funciona por meio de um sistema que utiliza algoritmos e softwares para mapear padrões nos rostos das pessoas. No entanto, se um sistema de reconhecimento facial é treinado principalmente com imagens de pessoas brancas, ele terá dificuldade em identificar rostos de pessoas negras ou de outras etnias.

O problema é agravado pelo fato de que as equipes responsáveis pelo treinamento desses algoritmos são, em sua maioria, compostas por homens brancos. De modo geral, há uma falta significativa de diversidade entre os profissionais que desenvolvem e treinam os algoritmos de reconhecimento facial. Como resultado, se os dados utilizados para treinar esses sistemas refletem desigualdades ou preconceitos raciais, os algoritmos tendem a aprender e reproduzir esses mesmos padrões discriminatórios.

O mesmo mecanismo adotado pela SEEDF nas unidades administrativas e regionais de ensino foi, inclusive, desencorajado por organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU). Isso porque uma série de estudos flagram a prática de racismo no reconhecimento facial.

A educação pública precisa de respeito. A fiscalização das atividades dos(as) servidores(as) das unidades administrativas e regionais de ensino pode buscar caminhos que dialoguem com a inclusão, com a democracia, com a saúde, com a qualidade de vida no trabalho e na vida. E é isso que o Sinpro defende.

 

O que diz a SEEDF
Na tarde da última sexta-feira (14/03), a Comissão de Negociação do Sinpro reuniu-se com a SEEDF para discutir os problemas gerados pela adesão aos Registradores Eletrônicos de Pontos com reconhecimento facial nas unidades administrativas e regionais de ensino. A Comissão apresentou diversas situações relatadas pelos(as) servidores(as) atuantes nas unidades central e intermediárias.

A SEEDF reafirmou que a implementação está em fase experimental e que possíveis problemas em relação ao registro não seriam empecilhos para o correto pagamento salarial. Segundo a pasta, também não há previsão de ponto eletrônico nas unidades escolares.

A Secretaria de Educação justificou a adesão ao ponto eletrônico a processo tramitado, de forma sigilosa, no Ministério Público de Contas. Nele, há supostas denúncias, demonstradas a partir de prints e ouvidores, sobre o não cumprimento adequado do horário de trabalho.

A Comissão de Negociação do Sinpro reforçou que a SEEDF cometeu um equívoco ao implementar o sistema de registro de ponto sem levar em conta as particularidades das atividades pedagógicas e administrativas desempenhadas tanto nas unidades centrais quanto, principalmente, nas regionais (intermediárias). Além disso, o sistema desconsidera o comprometimento e a dedicação que são marcas fundamentais dos(as) servidores(as) em seu cotidiano de trabalho.

Durante a reunião, o Sinpro ressaltou a necessidade de aprofundar o debate em Mesa de Negociação e ratificou o total desrespeito aos trabalhadores e trabalhadoras que atuam nestes espaços ao realizar a implementação do ponto eletrônico sem qualquer diálogo com o grupo.

Continuaremos a discussão e mobilização da nossa categoria contra este modelo de controle concebido de forma unilateral e antidemocrática.

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CEF 10 Gama | Exposição Sátira provoca reflexões sobre tecnologia e sociedade

A Exposição Sátira, do Centro de Ensino Fundamental nº 10 do Gama (CEF 10 do Gama), chega à quarta edição com uma abordagem crítica sobre temas contemporâneos, como globalização, meio ambiente, indústria 4.0, consumismo e o uso excessivo da tecnologia. Realizada na biblioteca da escola, a instalação artística estará aberta até esta sexta-feira (4/4).

O evento faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da unidade escolar e é interdisciplinar entre as disciplinas geografia e artes, porém, pode envolver outras disciplinas.

“A exposição acontece há quatro anos e tem um papel fundamental na formação crítica dos alunos. Trabalhamos com temas que impactam diretamente o cotidiano deles, como o uso excessivo da tecnologia e a influência da globalização. Este ano, os e as estudantes usaram a inteligência artificial para criar algumas imagens, o que adicionou um novo elemento à discussão”, afirma o professor de geografia Wellington Araújo, conhecido como Tom, um dos idealizadores do projeto.

Experiência imersiva

A Exposição Sátira foi organizada para proporcionar uma experiência imersiva. A biblioteca foi transformada com divisórias de TNT preto e vermelho, criando um ambiente visualmente impactante.

“Trabalhamos a ideia de que ‘uma imagem vale mais do que mil palavras’. A intenção é que as obras falem por si e provoquem questionamentos nos espectadores, trazendo um impacto maior do que apenas um texto explicativo”, explica a professora de artes, Eliane Santiago.

As obras expostas incluem esculturas, pinturas e fotomontagens inspiradas em artistas que, dentre outras temáticas, trabalharam os temas satíricos, como Pavel Kuczynski, Steve Cutts e Banksy. Os(as) estudantes do 9º Ano foram responsáveis pela produção das peças, tendo liberdade para buscar outras referências ou desenvolver criações próprias.

Além de produzir as obras, os(as) estudantes atuam como mediadores, apresentando os trabalhos aos(às) alunos(as)  do 6º e 7º Anos, quando explicam os conceitos por trás das obras. “Ontem, um estudante saiu daqui dizendo que quer ser professor. Ele ficou encantado com a experiência de ensinar, e isso mostra o impacto positivo desse projeto”, conta o professor Tom.

Nas telonas

A Exposição Sátira também serve como ponto de partida para o Cine 10, outro projeto da escola que envolve a produção de curtas-metragens produzidos pelos(as) estudantes. As temáticas exploradas na exposição podem ser transformadas em roteiros de filmes, a serem exibidos no Teatro do Sesc, dia 15 de agosto, o que amplia o debate e a reflexão para além da sala de aula.

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