Bem-vindos e bem-vindas às aulas e à luta

O ano letivo de 2025 começa com desafios a serem enfrentados para garantir a valorização da categoria do magistério público do Distrito Federal. Mas também traz a esperança de novas vitórias, pavimentada pela unidade dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

 

 

Ao entrarmos em sala de aula, sentiremos a emoção que só o início de um novo ano letivo pode trazer: rostos curiosos, olhares cheios de expectativas, risadas, histórias para contar e sonhos para construir. Mais uma vez, nós, professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais, assumimos o papel essencial de contribuir para a formação de cidadãs e cidadãos críticos, a partir de uma educação transformadora e emancipadora.

No entanto, para garantir uma educação que transforme vidas e seja socialmente referenciada, é imprescindível valorizar aqueles e aquelas que estão na linha de frente desse processo.

Por isso, iniciamos o ano letivo fortalecendo nossa “Campanha Salarial: 19,8%, rumo à Meta 17. Pela reestruturação da Carreira Já!”.

Que neste ano letivo, nossa união e resistência, marcas da nossa categoria, se fortaleçam ainda mais. Juntos e juntas, avançaremos na luta por uma educação verdadeiramente valorizada.

Bem-vindos e bem-vindas às aulas e à luta!

Diretoria colegiada do Sinpro

 

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VÍDEO | Sinpro dá as boas-vindas à categoria e chama para a luta

Está na TV aberta e nas salas de cinema do Cine Cultura Liberty Mall vídeo do Sinpro desejando para a categoria bom retorno às aulas e à luta. O material começou a ser veiculado nessa quinta-feira (6/2), durante a Semana Pedagógica.

 

No vídeo, a diretora do Sinpro Márcia Gilda ressalta a importância da educação para o futuro de uma nação e da busca de toda a categoria do magistério público por uma educação pública de qualidade para a população do Distrito Federal.

Professores(as) e orientadores(as) educacionais iniciam o ano com força total pela valorização da categoria do magistério público e pela defesa da educação pública, com a “Campanha Salarial 18,9% rumo à Meta – pela reestruturação da Carreira Já!”.

Inscrições para a X Corrida do Sinpro começam nesta segunda (10)

A partir desta segunda-feira (10/2), às 14h, começam as inscrições para a X Corrida do Sinpro, que será realizada dia 15 de março. Neste ano, o evento celebra os 46 anos de lutas e conquistas do Sindicato e prepara uma grande festa, com show do grupo Samba Urgente . A X Corrida do Sinpro é gratuita e exclusiva para filiados(as), que devem estar em dia com o sindicato. As inscrições vão até dia 5 de março ou até que as vagas se esgotem. Para se inscrever, clique aqui https://sinpro25.sinprodf.org.br/x-corrida-do-sinpro-df/ .

>> Clique no link e acesse o regulamento da X Corrida do Sinpro https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2025/02/REGULAMENTO-10-CORRIDA-SINPRO-2025.pdf>

No ato da inscrição, os(as) interessados(as) poderão escolher entre três modalidades a:  corrida, caminhada ou passeio ciclístico, todas com 5 km de percurso. O trajeto é o mesmo para todas as modalidades: imediações da Praça do Palácio do Buriti. A concentração para a X Corrida do Sinpro será a partir das 18h, na Praça do Buriti. Largada marcada para 19h.

Os kits para as(os) inscritas(os) estarão disponíveis para retirada de 10 a 14 de março, das 8h às 17h, na sede e subsedes do Sinpro. O(a) inscrito(a) deverá apresentar a carteirinha do Sinpro, RG ou CNH, além do contracheque ou a Declaração de Autorização para Terceiros. No ato da inscrição, o participante pode escolher o local de recebimento do kit, que poderá ser na sede do sindicato (SIG) ou em uma das subsedes: Gama, Planaltina ou Taguatinga.

Aniversário do Sinpro-DF

Bernardo Távora, diretor do Sinpro e coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais, afirma que atividades esportivas, como corrida, caminhada e pedal, são uma excelente oportunidade de lazer, incentivando a prática de atividade física e promovendo o convívio social entre os membros da nossa categoria.

“A X Corrida do Sinpro é, sem dúvida, um momento especial em que o esporte se torna um espaço de resistência política e de fortalecimento da nossa luta. O esporte é uma forma de resistência e complementa nossa ação sindical”, afirma.

“Diante dos desafios e ataques aos direitos trabalhistas, corrida, caminhada e pedal são momentos de união e fortalecimento da nossa unidade. Além de promover atividade física, esses eventos favorecem o convívio social e reafirmam nossa resistência política”, afirma a também diretora do Sinpro Fátima Almeida, a Fatinha.

Já a diretora do sindicato Leilane Costa, destaca que a Corrida do Sinpro é mais que um evento esportivo, é um símbolo de resistência. “Em celebração aos 46 anos de luta, a atividade une lazer e saúde à nossa luta por direitos e melhores condições de trabalho. É um momento de confraternização e fortalecimento da nossa organização sindical frente aos ataques à categoria”, avalia.

A Corrida do Sinpro se consolidou como um evento esportivo e cultural tradicional no calendário anual da entidade sindical.

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Edição: Vanessa Galassi

Matéria publicada originalmente dia 7 de fevereiro de 2025

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Professor lança “Beco”, um livro que discute diversidade e luta de classe

Darlan Alves, professor de Matemática da rede municipal de ensino da Cidade Ocidental, lançou neste mês nas redes digitais a obra “Beco”, cujo enredo trata da diversidade e luta de classe no interior de Goiás. A história se desenvolve no município de Luziânia, e mostra a luta por direitos sociais e como grupos historicamente excluídos, como negros e LGBTQIA+, se organizaram para vencer dificuldades.

 

 

“O livro/HQ Beco conta a história de uma sociedade distópica em busca de direitos sobre os outros. Uma guerra é gerada devido as pessoas sempre buscarem direitos sobre as outras raças. Uma iniciativa somente é tomada quando a alta cúpula é inserida e prejudicada. Resolveram, então, dividir as cidades em muro de contenção, onde cada parte das cidades seria uma cidade para cada raça. Assim surgiu a cidade dos negros, cidade dos brancos, cidade ROSA e a parte que cabe aos indígenas. A verdadeira minoria mostrada a todos, onde aqueles que mais precisam de verdade da atenção das autoridades, são exilados entre os muros, no BECO. A história se passa em um ambiente muito conhecido com monumentos e paisagens da cidade do entorno, Luziânia”, conta Darlan Alves.

O lançamento virtual foi pela Editora UICLAP. Acesse AQUI ou AQUI

Capitais

O professor Darlan Alves de Oliveira recomenda também a leitura de outra obra publicada recentemente, aplaudida pelo público leitor que acompanha sua produção. Trata-se do livro Capitais. Nele, uma andorinha acorda no início do rigoroso inverno do Rio Grande do Sul, e parte em uma jornada para reencontrar seu bando.

“Com a chegada do frio, a escassez de alimento é iminente. Em uma aventura épica repleta de desafios e perigos, nosso protagonista atravessa as 27 capitais brasileiras, admirando alguns dos pontos turísticos mais emblemáticos de cada uma. Tudo isso em uma busca incansável para se reunir com seu bando”, conta o autor.

Capitais também foi lançado pela Editora UICLAP, e está disponível nas redes. Acesse AQUI ou AQUI

Quadrinhos
Darlan Alves é o filho mais novo de uma família de oito irmãos. A família cerca de 15 km de Luziânia, e viviam dos recursos necessários disponíveis.

“Meu pai, comerciante, juntava as moedas para meus irmãos irem até a cidade pagarem as contas, o que restava além do dinheiro das contas eram apenas migalhas para que pudessem pagar passagem de ônibus para irem e voltarem. Eles, então, faziam o trajeto de ida e volta a pé, e utilizavam o dinheiro restante da passagem para comprarem quadrinhos. Ao retornarem, deliciávamos com as histórias literárias com heróis e vilões, lutas e dramatizações. Assim, iniciei minha história com a literatura, o que me fez aprender a ler antes mesmo de ir para a escola”, conta.

Abertas as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Restauração de Ecossistemas

Estão abertas as inscrições para a terceira edição da Olimpíada Brasileira de Restauração de Ecossistemas, a Restaura Natureza. A competição é colaborativa e estimula estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar a agir em momento de emergência climática, com aplicação do aprendizado teórico em ações práticas. Escolas e professores(as) interessados(as) devem acessar restauranatureza.org.br para se inscrever.

 

 

A olimpíada tem viés pedagógico e busca incentivar a comunidade escolar a se conectar com a natureza, adotar hábitos sustentáveis e formar uma rede de mobilização em prol do meio ambiente. Podem participar da competição colaborativa estudantes do 7º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º e 2º Ano do Ensino Médio de todo o Brasil.

Após realizar o cadastro gratuito, o(a) estudante pode começar a realizar os quizzes da Fase Online, sobre temas urgentes e fundamentais, como escassez hídrica e segurança alimentar, para acumular pontos. Além disso, o(a) inscrito(a) pode formar seu grupo para a Fase Prática, em que crianças e adolescentes irão desenvolver, acompanhados(as) de um(a) professor(a) responsável, os seus projetos relacionados ao uso de tecnologia, planejamento, incidência política, campanhas de engajamento ou qualquer ação que promova a restauração dos ecossistemas. As fases são simultâneas e já estão acontecendo.

Histórico
Em 2024, o “Restaura Natureza” contou com a participação de 8.437 estudantes e professores(as) de 275 escolas de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Apesar desse avanço, os organizadores acreditam que ainda há muito a ser feito para gerar o impacto necessário para reverter os danos ambientais.

A olimpíada coloca as escolas como protagonistas na formação de uma nova consciência ambiental, promovendo práticas sustentáveis e incentivando as comunidades a se unirem em ações de restauração.
A iniciativa é promovida pela WWF-Brasil (World Wide Fund for Nature – Brasil), uma das maiores Organizações Não-Governamentais de conservação ambiental do mundo, e organizada pelo projeto Quero na Escola.

Para saber mais, acesse restauranatureza.org.br

PDE contempla mais de 50% das reivindicações do magistério público

Às vésperas do início do ano letivo de 2025, a preocupação com o futuro do Plano Distrital de Educação é unânime: mais de 50% das reivindicações do magistério público estão no PDE. Entre elas, a valorização profissional, o fim da superlotação das salas de aula, infraestrutura adequada das unidades escolares e melhores condições de trabalho. A importância do tema trouxe à Semana Pedagógica do Sinpro o painel “O PDE que temos e o PDE que queremos”, que fechou os três dias de evento, nessa sexta-feira (8/2).

Palestrante do painel, o diretor do Sinpro e coordenador do Fórum Distrital de Educação, Júlio Barros, afirmou que a luta da categoria do magistério organizada pelo Sinpro, somada à atuação de outras organizações parceiras da educação, impulsionaram um resultado positivo quanto ao cumprimento dos indicadores do PDE 2015-2024. “Com todas as adversidades, nós tivemos média de 64,1% dos indicadores executados. Isso é resultado da nossa luta”, ressaltou.

 

 

Entretanto, segundo o dirigente sindical, é urgente que se avance no cumprimento do PDE que será elaborado para o próximo decênio. Os trabalhos para a composição do texto-base já começaram. Uma construção que, segundo Barros, vai “radicalizar na democracia”. “O objetivo é fazer plenárias, colóquios, seminários para que a sociedade tenha pertencimento ao Plano Distrital de Educação”, afirma. Segundo ele, a estratégia é decisiva para que o PDE seja cumprido.

Durante a palestra, foi ressaltado que a principal barreira para a execução do PDE é a falta de financiamento da educação. Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do DF sobre o PDE recebeu da Secretaria de Fazenda e da Secretaria de Educação do DF a informação de que o governo local não segue os parâmetros estabelecidos na Meta 20 do PDE para financiar a educação pública. Segundo as pastas, o índice estabelecido é “inexequível”.

A Meta 20 prevê que o percentual de investimento em relação ao Produto Interno Bruto do DF deve ser, ao fim de 2024, de 6,12% (recursos do FCDF incluídos). Paralelamente, de 2015 a 2021, foi registrado déficit de investimento em educação na ordem de R$ 31,27 bilhões. A maior parte desse desinvestimento gerado no governo Ibaneis Rocha.

De acordo com Júlio Barros, é preciso criar e fortalecer mecanismos que pressionem o cumprimento do PDE. Entre eles, está a criação de uma Lei de Sistema Distrital de Educação.

Segundo o diretor do Sinpro Cláudio Antunes, “a educação sempre esteve em disputa, e não será diferente agora”. “Precisamos fazer a diferença no debate e na luta pela aprovação e cumprimento do PDE”, avalia.

“A tarefa que nós temos daqui para a frente é grande, e precisamos do engajamento da categoria e da sociedade como um todo. A aprovação do PDE é positiva para todo o Brasil e para o nosso futuro”, complementa Carlo Maciel, que também é diretor do Sinpro.

 

Júlio Barros, diretor do Sinpro e coordenador do Fórum Distrital de Educação

 

PNE
O Plano Nacional de Educação (PNE) é o balizador da construção dos planos estaduais e distrital de educação. No DF, a formatação do PDE é a mesma do PNE, o que não significa engessamento da estrutura.

O novo texto-base para o PNE tem 18 objetivos, 58 metas e 253 estratégias. “Pela primeira vez, há metas focadas na redução de desigualdades entre grupos sociais”, disse Júlio Barros no painel que encerrou a Semana Pedagógica do Sinpro, nessa sexta-feira (7/2).

A construção do texto-base do Plano Nacional de Educação foi marcada pela ampla participação da sociedade civil. Foram mais de 4 mil conferências preparatórias e mais de 8,6 mil emendas. Das alterações propostas, cerca de 10% foram do DF.

Embora o PNE elaborado para o próximo decênio traga importantes inovações, como educação indígena, do campo e quilombola, ainda são constatadas limitações na proposta. Entre elas, a ausência de definição de vedação ao uso da EaD na educação básica e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além disso, ainda se registra a falta de diretrizes curriculares para a educação em gênero e educação sexual. Outro ponto que merece destaque se refere à gestão democrática. Assim como o PNE 2014/2024, o critério de eleição direta para diretores no novo PNE está secundarizado.

 

Edição: Vanessa Galassi

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Aposentadorias e pensões passam a ser geridas pelo Iprev; instituto garante que categoria não terá perdas

O Sinpro ressalta que não haverá nenhum impacto financeiro para a categoria. / Foto: Reprodução.

 

O Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal ( Iprev-DF) passou a ser responsável pela centralização das atividades de concessão, manutenção, revisão e cessação dos benefícios previdenciários de aposentadoria e pensão por morte dos servidores públicos efetivos do DF e seus dependentes. A mudança teve início no início deste mês.

A alteração ocorre em conformidade com a Portaria nº 56, de 27 de dezembro de 2024. Cabe registrar que a solicitação para a aposentadoria permanece sendo feita pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Com isso, o processo tramita pela Secretaria de Estado de Educação. 

No entanto, assuntos relacionados a inclusão, alteração e exclusão de dados cadastrais e financeiros dos(as) aposentados(as), bem como solicitações de auxílios, agora devem ser feitas diretamente pelo Iprev-DF

De acordo com informações do Instituto, todos os processos de aposentadoria e pensão por morte serão publicados pelo Iprev-DF no Diário Oficial do DF, sempre no primeiro dia útil de cada mês. 

Apesar da transferência de responsabilidade, o acesso ao contracheque, ficha financeira e declaração de rendimentos, por exemplo, continua sendo realizado normalmente pelo Portal do Servidor, sem qualquer alteração na senha ou no procedimento já utilizado pelos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

A diretora do Sinpro, Elineide Rodrigues, reforça que a mudança de gestão não altera as regras da aposentadoria da categoria. “Estamos atentos e em constante contato com o IPREV e a Secretaria de Educação, tanto para buscar mais informações quanto para levar as demandas da categoria à gestão do Instituto”, afirma.

O Sinpro ressalta que não haverá nenhum impacto financeiro para a categoria, garantindo que os direitos e benefícios dos(as) aposentados(as) e pensionistas seguem assegurados. Mais informações diretamente com o Iprev-DF ou com o próprio Sindicato.

 

Entenda 

Em 2008, o Governo do Distrito Federal publicou a Lei Complementar nº 769, que estabelece a reorganização e unificação do Regime Próprio de Previdência Social do DF. A legislação também criou o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) como gestor único do regime previdenciário no Distrito Federal.

Mais recentemente, a Portaria Nº 56 de dezembro de 2024, definiu que, a partir da competência 02/2025, a inclusão, alteração e exclusão de dados cadastrais e financeiros dos aposentados e pensionistas vinculados à Secretaria de Educação serão de responsabilidade exclusiva do Iprev-DF.

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Como traduzir ações diárias e experiências em educação de qualidade

A importância da organização do trabalho pedagógico no projeto educacional e a necessidade do trabalho conjunto entre os(as) atores(as) presentes no chão da escola são pontos cruciais na busca por uma educação de qualidade. A questão foi debatida nessa quinta-feira (6/2), no segundo dia da Semana Pedagógica do Sinpro, na parte da noite.

Com o tema “Organização do trabalho pedagógico para o início do ano letivo”, as professoras Camilli de Castro, Rosimeire Dutra e Valdirene Reis, três profissionais com mais de 20 anos de experiência na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), mostraram que é possível traduzir ações diárias e experiências em uma educação de qualidade.

Criadoras do Canal Pedagógico professoras e professores em movimento, as educadoras mostraram a importância de ampliar os horizontes, desenhar processos, projetos e práticas pedagógicas; construir soluções, reconhecer potencialidades e, principalmente, valorizar a qualificação da atuação docente. Os pontos são ferramentas necessárias para a organização do trabalho pedagógico no projeto educacional.

Especialista em gestão educacional e professora aposentada da rede pública do DF, Valdirene Reisenfatizou que a participação da categoria nas discussões é fundamental. “Ao passo que a escola perde os espaços pedagógicos, os professores perdem espaço nos debates, e as escolas, na emancipação dos estudantes. Só com intencionalidade conseguiremos chegar ao fomento para o alcance das nossas metas. A escola poder deixar de ser um espaço de silenciamento e exclusão quando começarmos a movimentar e coletivizar o nosso saber.”

Camilli de Castro, doutoranda na Universidade de Brasília (UnB) e professora dos Anos Iniciais na SEEDF desde 2005, disse que conhece as fragilidades e potencialidades dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, motivo que a levou a propor uma nova visão sobre a Semana Pedagógica. “Este (Semana Pedagógica) é o momento que trazemos o coordenador, o supervisor e toda a categoria para discutir o trabalho pedagógico. O acompanhamento pedagógico sistemático deve ser coordenado pelo supervisor e coordenador pedagógico, com a participação efetiva dos demais professores. Deve ser entendido como um ciclo de ações contínuas e permanentes que permearão toda a organização do trabalho pedagógico.”

Rosimeire Dutra, psicóloga da Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem (EEAA) desde 1999 e, atualmente, em atuação na EEAA da Escola Classe 64 de Ceilândia, lembra que a escola não é somente um local de desenvolvimento para estudantes, mas, também, para professores(as), orientadores(as) educacionais, coordenadores(as), servidores(as) e colaboradores(as). “É preciso traçar os rumos, as competências que podemos desenvolver para determinada função. As relações que se estabelecem no ambiente de trabalho podem ser potencializadoras ou não. Na escola, tentamos fazer isto de uma forma que cada profissional tenha clareza do seu papel, se vendo como um sujeito de desenvolvimento. Teremos assim uma chance maior de ofertarmos uma educação realmente de qualidade.”

 

A importância do engajamento no fazer pedagógico

O engajamento e união da categoria no fazer pedagógico é fundamental para o sucesso do ensino. Se um(a) professor(a) chega com uma proposta e não acessa os sujeitos de uma unidade escolar, sem o engajamento dos(as) colegas nesta construção, não vai impactar o ensino naquela instituição escolar.

“Quando falamos de desenvolver competências, é preciso falar de planejamento. O planejamento individual pode ser pouco, mas ao fazê-lo de forma coletiva, conseguimos superar desafios, dúvidas e incertezas. Tudo fica mais produtivo quando pensamos que um projeto não é de um professor, mas de um conjunto de educadores, constatamos um processo plural, rico, carregado de práticas pedagógicas diversas”, ressalta o diretor do Sinpro Cláudio Antunes.

 

 

Canal pedagógico

O canal pedagógico foi criado como meio de troca, colaboração, coprodução e compartilhamento entre pessoas que atuam na educação.

Com vários anos de atuação na rede pública de ensino do Distrito Federal, Camilli de Castro, Rosimeire Dutra e Valdirene Reis se juntaram com o objetivo de contribuir para que professores(as) e profissionais da educação possam ampliar horizontes, desenhar processos, projetos e práticas pedagógicas, construir soluções, reconhecer potencialidades e principalmente qualificar a atuação docente.
O “Canal” surgiu como uma iniciativa inovadora idealizada por três profissionais com mais de 20 anos de experiência na Secretaria de Educação do Distrito Federal. Este projeto é a materialização de um compromisso com a formação continuada dos(as) educadores(as), oferecendo um espaço dinâmico e colaborativo para o compartilhamento de conhecimentos e práticas pedagógicas efetivas.

 

Semana Pedagógica do Sinpro

A Semana Pedagógica do Sinpro é fundamental para fortalecer a formação continuada dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, bem como para promover práticas inovadoras e alinhadas com as necessidades dos(as) estudantes. O evento vai até esta sexta-feira (7/2), na sede do sindicato.

Veja a programação completa AQUI

Também é possível acompanhar a Semana Pedagógica do Sinpro pelo Youtube do sindicato.

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Aberta a pré-inscrição para as aulas de Libras no Curso de Formação Continuada

Está aberta a pré-inscrição para o II Curso de Formação Continuada do Sinpro-DF. Das 18h desta quinta-feira (6/2) até as 23:59 do domingo (9/2), professoras(es) (efetivas(os) ou do contrato temporário) e orientadoras(es) educacionais sindicalizadas(os), da ativa ou aposentadas(os), poderão se inscrever gratuitamente no Curso Língua Brasileira de Sinais – Nível básico. A confirmação da inscrição ocorre entre os dias 17 e 19/02.

O curso tem carga horária total de 120 horas. As aulas ocorrem de fevereiro a julho de 2025, em formato a distância, com encontros síncronos e presenciais, sempre às quartas-feiras, às 19h. A primeira aula acontece no dia 26 de fevereiro, e quem não estiver presente estará automaticamente desclassificado e impossibilitado de participar de Cursos de formação Continuada do Sinpro pelo período de um ano.

Confira o cronograma de aulas:

Inscrições

06 a 09/02

Confirmação das inscrições

17 a 19/02

Aula inaugural presencial

26/02

Módulo 1
(26/02 a 28/03)

Encontro síncrono: 12/03
Encontro presencial: 26/03

Módulo 2
(31/03 a 30/04)

Encontro síncrono: 09/04
Encontro presencial: 23/04

Módulo 3
(02/05 a 30/05)

Encontro síncrono: 14/05
Encontro presencial: 28/05

Módulo 4
(02/06 a 04/07)

Encontro síncrono: 11/06
Encontro presencial: 25/06

Encerramento

04/07

 

Inscreva-se aqui

 

O curso oferece 60 vagas a serem preenchidas por ordem de inscrição, segundo critérios de gênero, raça, diversidade e PCD, a serem informados no ato da pré-inscrição. Quem se inscreveu na primeira edição do Curso de Formação Continuada no semestre anterior e não concluiu o curso ficará impossibilitado de se inscrever em qualquer outro curso de formação continuada do Sinpro durante o ano de 2025.

Para efeitos de registro junto à SEE-DF, o curso Língua Brasileira de Sinais – Nível Básico, igualmente aos demais cursos de Formação Continuada a serem ofertados pelo Sinpro, contarão como Curso de Aperfeiçoamento, e têm validade para os procedimentos de distribuição de carga horária e para progressão vertical na carreira Magistério.

“Este é o segundo semestre de oferta do Curso de Formação Continuada do Sinpro. É a comprovação do compromisso do sindicato na luta pela excelência curricular da categoria do Magistério Público do DF. No próximo semestre, ofertaremos novos cursos”, afirma Cláudio Antunes, coordenador da secretaria de Política Educacional do Sinpro.

Mais uma vez, a coordenação do curso fica a cargo da professora Olga Freitas, Pedagoga, Doutora em Educação e Mestra em Neurociência do Comportamento, dentre outras qualificações. Ela também ministrará as aulas neste semestre.

 

Inscreva-se aqui

 

Língua Brasileira de Sinais – nível básico

O curso “Língua Brasileira de Sinais – Básico” tem como objetivo propiciar a professoras(es) e orientadoras(es) educacionais a aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais – Libras, possibilitando-lhes o desenvolvimento de habilidades comunicativas essenciais em Libras, atendendo aos princípios da educação inclusiva, conforme estabelecido na Lei nº 10.346/2002 e seu decreto regulamentar 5.626/2006, e na Lei nº 13.146/2015, entre outros marcos normativos.

Para tanto, o curso abrangerá temas relacionados aos aspectos históricos e socioantropológicos Libras; da cultura surda e a importância da acessibilidade linguística; aspectos linguísticos, gramaticais e sintáticos da Libras; vocabulário básico e sua utilização no contexto escolar, além de noções de tradução e interpretação.

 

Inscreva-se aqui

 

Plataforma exclusiva

Esta é a segunda edição dos Cursos de Formação Continuada do Sinpro. No semestre passado, o sindicato ofereceu cursos com os temas Educação Inclusiva e Elaboração de Projeto de Pesquisa. Agora, as pessoas matriculadas no curso terão a oportunidade de estudar a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Os Cursos de Formação Continuada serão ofertados num Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) exclusivo do sindicato. Nessa nova plataforma online, as pessoas inscritas terão acesso a suas turmas, bem como ao material didático do curso e também à sala de aulas virtual.

Esse ambiente armazenará todas as informações necessárias para a condução do curso e para a entrega dos trabalhos solicitados.

 

Publicado originalmente dia 6 de fevereiro de 2025

 

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EEAA: uma parceira importante da comunidade escolar

As Equipes Especializadas de Apoio à Aprendizagem (EEAA) são fundamentais para a qualidade e melhoria do processo ensino e aprendizagem nas escolas públicas. No entanto, apesar do papel estratégico desenvolvido, ainda existem dúvidas quanto à atuação do grupo multidisciplinar no espaço escolar. A importância e o melhor aproveitamento da EEAA foram debatidos nesta quinta-feira (6/2), durante a Semana Pedagógica do Sinpro.

A psicóloga da EEAA Rosimeire Dutra lembrou que as EEAA surgiram em 1968, em consonância com a época, e atuavam em parceria com equipes de saúde na identificação de alunos que precisam de diagnóstico. Com o passar dos anos, o trabalho desenvolvido foi se reconfigurando e se adequando às necessidades que foram surgindo. Entretanto, pontuou Rosimeire, o serviço ainda é visto de forma limitada.

 

Para o diretor do Sinpro Cláudio Antunes, “é preciso valorizar, dar condições de trabalho, mas também fazer o reconhecimento financeiro” dos profissionais das EEAA

 

Ela destacou que embora o apoio a alunos seja uma das ações promovidas, a atuação da EEAA é bem mais ampla: olha não apenas para os discentes, mas para a comunidade escolar, visando atender ao coletivo. “Nós continuamos repensando nossa atuação. Olhamos para a escola como um todo e pensamos como a gente pode contribuir o processo de ensino e aprendizagem”, disse.

Parceria

Já a professora da Secretaria de Estado de Educação do DF Angélica Aparecida destacou que muitas vezes há um distanciamento dos profissionais das escolas das equipes de apoio. “A gente sempre traz a discussão de que somos parceiros, mas pensando sempre na qualidade e no atendimento aos estudantes”, disse.

Entre os trabalhos que a EEAA pode desenvolver para melhoria do ensino, Angélica citou a formação continuada, o planejamento e conduções de ações envolvendo os pais/responsáveis no acompanhamento da vida escolar, além de proposições na condução do conselho de classe.

“A gente está atuando em várias frentes na escola. Temos contato com os estudantes, professores e família. A gente está em todos os espaços da escola. É um leque de possibilidades que a equipe tem de atuação”, pontuou.

Nesse sentido, Angélica ressaltou a importância de as escolas disporem de equipes completas (psicólogo e pedagogo). “Isso deve ser uma pauta de reivindicação presente em nossas discussões. A gente entende que essa equipe traz benefícios ao ensino e à escola, por isso, trazemos essa discussão como pauta de luta”, afirmou.

 

Semana Pedagógica do Sinpro é fundamental para fortalecer a formação continuada dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais | Foto: Joelma Bomfim

 

O mesmo entendimento foi compartilhado pela psicóloga Fernanda Colares, que acredita que as EEAA necessitam que todos os profissionais alcancem melhores resultados. “Quando nós não temos essa configuração, naturalmente falta uma expertise nesse contexto, fica faltando algo no desenvolvimento do trabalho”, disse.

EEAA abre diálogos

Fernanda Colares ainda pontuou que as EEAA desenvolvem uma série de diálogos com a comunidade escolar, e que essas conversas fortalecem o processo de desenvolvimento humano dentro das escolas. “Quando essas vozes são ouvidas, repercutem no processo de desenvolvimento, e fica mais possível de o processo de ensino e aprendizagem ter sucesso”, afirmou.

Fernanda falou ainda da necessidade de a EEAA desenvolver parcerias com outros órgãos e entes, em atuação de rede, buscando fortalecer o atendimento à comunidade escolar. Isso porque, segundo a psicóloga, a escola recebe diversos tipos de demandas.

“Todas as situações possíveis de realidade humana vão chegar até nós. São circunstâncias que atravessam a escola, mas que não pertencem à escola. Todos esses atravessamentos, todos esses marcadores sociais que passam por nós são nossa responsabilidade dar encaminhamento”, disse.


Valorização

O diretor do Sinpro Cláudio Antunes falou da importância da discussão e luta do Sinpro em defesa dos profissionais. “É um trabalho de equipe muito importante que qualifica o trabalho que a gente já desenvolve na escola, dando, sobretudo assistência para os professores e as professoras. O Sinpro tem, ao longo desses anos, construído pautas para o seu próprio fortalecimento. É preciso valorizar, dar condições de trabalho, mas também fazer o reconhecimento financeiro”, disse.

Semana Pedagógica

A Semana Pedagógica do Sinpro é fundamental para fortalecer a formação continuada dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, bem como para promover práticas inovadoras e alinhadas com as necessidades dos(as) estudantes.

O evento vai até esta sexta-feira (7/2), com painéis diversos. Nesta quinta-feira (6/2), a partir das 19h, o tema debatido será “Organização do trabalho pedagógico para o início do ano letivo”.

Veja a programação completa AQUI

O evento é realizado na sede do Sinpro. Também é possível acompanhar a Semana Pedagógica do Sinpro pelo Youtube do sindicato.

 

Edição: Vanessa Galassi

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