Trabalhadores do Sinpro juntos no combate à violência contra as mulheres
Jornalista: Vanessa Galassi
Maria Cristina dos Santos trabalha no Sinpro há 28 anos, quase metade de toda a sua via. Defensora de um mundo onde as mulheres sejam respeitadas e valorizadas, Cris, como é conhecida, mobilizou os funcionários e as funcionárias da sede do Sinpro no dia 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
Ela passou de sala em sala, chamando homens e mulheres para uma foto com a camisa da campanha “Faça Bonito com o Sinpro”, que combate o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. “Não é porque é homem que não pode estar com a gente (as mulheres) na luta. Todo mundo tem que estar envolvido nessa”, afirma a funcionária.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), em 2023, das 711 vítimas de estupro de vulnerável, 80,5% tinham menos de 14 anos.
Para Maria Cristina dos Santos, o Sinpro não teria a força que tem se os funcionários não estivessem engajados na luta. “Eu faço questão de estar com os materiais do Sinpro em todo lugar. É importante a gente divulgar”, diz a trabalhadora que, literalmente, veste a camisa do Sindicato.
Para a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, o sentimento é de “orgulho”. “Para nós, é definitivo ter funcionárias e funcionários que estão conectados com as nossas pautas. São elas e eles que, no dia a dia, recebem nossa categoria, que produzem tudo aquilo que a gente precisa para colocar a luta em prática”, avalia.
25 de novembro
O Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, realizado em 25 de novembro, compõe o calendário dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No Brasil, a campanha começa no Dia 20 de novembro (Dia de Zumbi, Dandara e da Consciência Negra), para marcar a dupla violência sofrida pelas mulheres negras, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
CED Darcy Ribeiro realiza culminância na Semana da Consciência Negra
Jornalista: Maria Carla
A cultura e a história afro-brasileiras deram o tom às atividades pedagógicas do Centro Educacional Darcy Ribeiro (CED Darcy Ribeiro) entre os dias 18 e 22 de novembro. Estudantes, professores(as), direção e técnico-administrativos(as) mergulharam nas realizações da Semana da Consciência Negra, cuja culminância ocorreu na sexta-feira (22), com a palestra “Onde mora o seu preconceito?”, do educador popular Amarildo Carvalho de Souza.
Além de cumprir as orientações das Lei nº 10.639/2003, a escola mobilizou sua comunidade com o objetivo de promover a igualdade racial e valorizar as contribuições da população negra. Durante a semana, foram realizadas diversas atividades, como apresentações de trabalhos acadêmicos, oficinas – de leitura, música, Teatro do Oprimido etc. –, palestras, apresentação de filme, karaokê, dentre outras ações. Pela manhã, cada turma apresentou trabalhos sobre o tema, com um cronograma de visitação entre as turmas.
À tarde, professores(as) ministraram oficinas temáticas, com inscrição prévia, além de uma exposição fotográfica intitulada “Negras e Negros na Escola”, sob orientação da professora Letícia.À noite, os alunos realizaram uma degustação de doces típicos de países africanos, após pesquisar, elaborar e produzir os pratos. O evento culminou na sexta-feira, dia 22 de novembro, com uma palestra do historiador Amarildo, que fez um resgate histórico da identidade negra e discutiu dados do DIEESE e CODEPLAN sobre desigualdade racial, destacando contrastes entre contextos nacional e distrital.
“A Semana da Consciência Negra é um projeto que ocorre anualmente na escola há mais de 15 anos. Está presente em nosso Projeto Político-Pedagógico (PPP). O evento é fruto dos trabalhos realizados e dos assuntos debatidos em sala ao longo do ano. O nosso público é composto por alunos (maioria) de baixa renda do Paranoá, Paranoá parque e Itapoã”, informa o professor de matemática, Vinicius Elias da Costa. Ele diz que, como complemento das ações do matutino, houve apresentação musical dos(as) professores(as) e concurso de trança afro para os(as) estudantes.
O CED Darcy Ribeiro do Paranoá oferta do 6º ao 9º Ano dos Anos Finais do Ensino Fundamental no turno matutino, com estudantes na faixa etária de 11 a 15 anos, e, do 1º ao 3º Ano do Ensino Médio regular nos turnos vespertino e noturno com estudantes de faixa etária dos 15 anos para cima.
Sinpro defende a vida e afirma que criança não é mãe
Jornalista: Vanessa Galassi
Um dos temas mais falados desde essa quarta-feira (27/11) foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que obriga mulheres estupradas e com gestação que coloca a própria vida em risco a seguirem com a gravidez. A PEC, de número 164 de 2012, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, por 35 a 15.
O Sinpro alerta que a PEC 164 não só viola o direito das mulheres ao aborto legal, garantido desde 1940 pelo Código Penal, mas ataca o direito à vida e à infância. Por isso, o Sindicato avalia que é urgente a mobilização da sociedade civil organizada.
“Precisamos explicar que nossas vidas estão em jogo com essa PEC. Esse é um debate que tem que ser feito em todos os espaços, inclusive nas escolas. O Sinpro está junto nesta luta, e vai dialogar não só com a comunidade escolar, mas com a sociedade do DF, além de pressionar o parlamento a barrar essa proposta”, afirma a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.
Segundo ela, “é preciso pensar: qual é a culpa que tem uma menina ou mulher que foi estuprada ou pode morrer diante de uma gestação de alto risco? Por que a vida de uma mulher ou de uma menina vale menos?”, questiona a diretora, e continua: “Quantos e quantas de nós, professoras e professores, orientadoras e orientadores educacionais, vemos nas nossas salas de aula meninas do 6ª, 5º ano vítimas de abuso sexual realizado por parentes ou pessoas próximas? Queremos que essa nossa estudante morra? Pois é isso que a PEC 164 quer”, afirma.
Para a diretora do Sinpro, a defesa do aborto legal não se compara em nenhum espectro com defesa de assassinato. “Aliás, muitos dos parlamentares que votaram ‘sim’ para a PEC 164 são defensores dos articuladores da Operação Punhal Verde Amarelo. Isso sim é defender assassinato”, aponta.
Com a aprovação na CCJ da Câmara dos Deputados, agora o PL do Estupro seguirá para a análise de uma Comissão Especial. Só então ela seguirá para o Plenário da Casa, onde precisa de 308 votos para ser aprovada.
A PEC 164/12 é de autoria dos ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ), cassado há oito anos, e João Campos (PSDB/GO). Diferente do PL 1904/2024 – barrado pela luta da sociedade civil –, que tinha os mesmos objetivos, a PEC 164 proíbe os casos de interrupção da gravidez em qualquer fase da gestação, e não só após a 22ª semana.
Novo plano odontológico para carreira do magistério está disponível
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro informa que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da carreira do magistério público têm um novo plano odontológico. A nova assistência dental será prestada na forma de um auxílio, com caráter indenizatório, mediante o ressarcimento de 99% do valor para a contratação do plano odontológico, com débito direto na Folha de Pagamento, sendo R$ 29,70 pagos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e apenas R$0,30 pagos pelo(a) servidor(a) público(a). As adesões serão realizadas pelo Club Diamond Seguros.
O plano é ofertado por meio da Operadora Odontogroup, com sede em Brasília, registrada na Agência Nacional de Saúde (ANS) sob o nº 38.9854 e conta com uma rede de prestadores de serviço em todo o Brasil. As adesões serão realizadas por meio da Club Diamond Seguros, que juntamente com a Odontogroup, fará todo o processo de ativação dos planos.
A nova assistência odontológica foi instituída pelo GDF por meio do Decreto nº 46.102/2024, para atender às(aos) servidoras(es) civis efetivas(os), inativas(os), pensionistas ou comissionadas(os) da Administração Direta, Autárquica e Fundacional e, com isso, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da carreira magistério terão direito ao benefício.
Importante ressaltar que o plano contempla apenas os(as) servidores(as)efetivos(as) e seus(as) cônjuges e filhos(as) até 24 anos. A efetivação dos(as) dependentes só será feita quando o(a) titular for efetivado(a).
Confira alguns diferenciais:
Plano Completo: limpeza, restaurações, canal, raio-X, prótese, emergência 24 horas, odontopediatria, radiologia, cirurgia, endodontia, dentística, periodontia e mais de 200 procedimentos inclusos.
Plano sem carência e sem limite de utilização.
Descontos em medicamentos, vacinas e exames.
Telemedicina: atendimento clínico médico, com tele consultas, prescrição de exames e atestados médicos. 24 horas por dia e 7 dias por semana.
Confira o texto da lei que instituiu a assistência odontológica:
Autoriza a instituição de assistência odontológica destinada aos servidores civis da administração direta, autárquica e fundacional do Distrito Federal.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, FAÇO SABER QUE A CÂMARA
LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL DECRETA E EU SANCIONO A
SEGUINTE LEI:
Art. 1º O Poder Executivo do Distrito Federal fica autorizado, nos termos da Lei Complementar nº 840, de 23 de dezembro de 2011, art. 271, IV, a instituir assistência odontológica destinada aos servidores civis da administração direta, autárquica e fundacional do Distrito Federal, bem como a seus dependentes.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 15 de julho de 2024
135º da República e 65º de Brasília
IBANEIS ROCHA
Sempre pensando na saúde e no bem-estar dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, o Sinpro destaca que, quem fizer a adesão até o dia 5 de dezembro, terá a efetivação do plano a partir de 5/1/2025.
Revista Xapuri comemora 10 anos com homenagem a Athos Pereira
Jornalista: Maria Carla
A edição 121º da Revista Xapuri impressa e eletrônica já está disponível. Neste novembro, a revista completa dez anos e, nada mais justo e próprio de uma edição comemorativa, que esta edição celebre sua primeira década e honre a vida de um dos ícones da resistência: Athos Pereira, jornalista, militante e um dos fundadores do PT. Ele participou da construção da democracia do Brasil e, ao falecer em agosto deste ano, deixou um legado de trabalho incansável por um País melhor e mais justo.
Dentre outras matérias, a revista apresenta o conteúdo do Sinpro com o título “Nossa luta, nossa vitória”. A edição traz uma série de reportagens trazendo o jornalista como exemplo de luta e centelha de inspiração para a resistência. Das grandes contribuições de Athos Pereira para a atual jornada de luta e de resistência, vale destacar que a receita é seguir sonhando, seguir lutando. “Na verdade, seguir esperneando, como foi, até o fim, o existir deste nosso companheiro”, informa Zezé Weiss, jornalista e editorada Revista Xapuri.
Ela diz ainda que “os mais de 100 depoimentos colhidos por sua companheira Thais, nossa jornalista responsável desde as primeiras edições, ou a nós enviados por seus familiares, suas amizades e seus camaradas, traçam o perfil de um companheiro que, em vida, fez o que tinha que ser feito: travou o bom combate, sempre! “Celebremos, pois, o legado de Athos Pereira. Gostando da revista, curta, comente, compartilhe em suas redes sociais”, convida a jornalista.
CEF 405 Sul realiza culminância com Mostra Cultural
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Fundamental da 405 Sul de Brasília (CEF 405 Brasília) finalizou, no dia 22 de novembro, sua terceira edição da Mostra Cultural sobre o Mês da Consciência Negra. A atividade é um projeto pedagógico, que, há 3 anos, tem mobilizado professores(as), gestores(as), comunidade escolar e, sobretudo, estudantes numa produção acadêmica que atende à Lei 10.639/2003, a qual incluiu no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira.
A Mostra Cultural é a culminância do projeto que envolve estudantes de 8º e 9º Anos e é apresentada pelos(as) professores(as) de arte, história, matemática, português e educação física, com um grande “Show de Talentos”. “Trata-se de um evento amplo e complexo que se une ao planejamento curricular para ser desenvolvido. Esta edição aconteceu no período matutino no pátio da escola. Tivemos apresentações de musicais, recitações de poemas e dança, apresentação de podcast (transmissão) sobre abolição, gráficos matemáticos sobre herança africana e exposição de todos os trabalhos feitos durante o ano sobre movimentos artísticos em que, nos últimos horários, abrimos a exposição para a comunidade para que todos pudessem apreciar os seus trabalhos”, informou Luiza Regina, professora de arte.
Ela conta que, durante a realização do projeto, são gerados vários temas todos em concordância com o currículo escolar para que este possam ser organizados, trabalhado e executado na mostra cultural. O trabalho abraça a equipe de professores(as) e tem como protagonista os nossos e as nossas estudantes. No total, oito turmas de 8⁰ e 9⁰ Anos realizam os trabalhados acadêmicos, cuja exposição de arte mostra os movimentos artísticos e o projeto de leitura conjunta com artes visuais, o uso da música e dança.
“Na arte que inspira: somos todos iguais. A exposição apresenta uma amostragem da multiplicidade, da diversidade e da singularidade do mundo da arte, que comporta, de modo não excludente, as variadas formas de manifestação artística”, explica a professora.
Ela informa que todos os trabalhos foram feitos no decorrer de cada bimestre sobre os movimentos artísticos (desenhos, colagem, pintura). “São separados e organizados para serem expostos. O Show de Talentos teve uma preparação com ensaios todos os dias durante o quarto bimestre, apresentando recitações de poemas feitos pelos alunos e pelas alunas, uso de instrumentos musicais e dança”, finaliza.
Sinpro realiza reunião para discutir construção do NEM, dia 27
Jornalista: Vanessa Galassi
Na próxima quarta-feira (27/11), o Sinpro realizará reunião com representantes das escolas de Ensino Médio da rede pública do DF para discutir a construção do Novo Ensino Médio. O encontro será às 14h, no auditório da sede do Sindicato (SIG).
Na reunião, também serão ouvidos e discutidos os problemas recorrentes das unidades escolares que implementaram a reforma desta etapa de ensino.
Para que o debate seja amplo, diverso e representativo, o Sinpro orienta que cada unidade escolar de Ensino Médio envie ao menos um representante.
Com a nova lei do ensino médio, a implementação do sistema começará em 2025, para estudantes do 1º ano. Em 2026, será ampliado para estudantes do 2º ano e em 2027, também para o 3º ano. Além disso, as diretrizes curriculares serão revistas e os itinerários formativos melhor elaborados.
Outra mudança na legislação do Novo Ensino Médio foi quanto à carga horária desses itinerários formativos, que caiu de 1,2 mil horas para 600 horas.
O Sinpro alerta que os debates realizados na reunião do próximo dia 27 se somarão às contribuições para a elaboração dos Parâmetros Nacionais para a Oferta dos Itinerários Formativos, documento que deve ser apresentado pelo Conselho Nacional de Educação e pelo MEC até março de 2025.
27 de novembro | Dia Nacional de Combate ao Câncer
Jornalista: Maria Carla
Criado pela Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707, em dezembro de 1988, o Dia Nacional de Combate ao Câncer, realizado no dia 27/11, é mais uma data para fortalecer e ampliar o conhecimento da população sobre o câncer, principalmente acerca da prevenção à doença. Este ano, o Sinpro ressalta a importância da prevenção do câncer orofaríngeo, conhecido como câncer de garganta, que afeta com frequência a categoria do magistério.
Trata-se de uma doença que se desenvolve em qualquer tecido da região da orofatinge – parte posterior da boca, base da língua, palato mole, amígdalas e úvulas (um apêndice cônico do véu palatino, situado na parte posterior da boca).
É preciso cuidar da voz: de olho nos sinais
Problemas de saúde na voz é muito comum entre professores e professoras e, muitas vezes, pode degenerar em câncer. Daí a importância de estabelecer cuidados diários e preventivos com a voz, uma vez que esse é um dos principais instrumentos de trabalho da categoria. Os cuidados básicos com a voz podem evitar uma série de doenças, sobretudo o câncer de garganta.
Dentre os sintomas que demonstram sinais de câncer de garganta, destaque para as alterações de voz, rouquidão; dificuldade para deglutir; dor no ouvido; irritação de garganta; dificuldade ao respirar; perda de peso inexplicável; surgimento de ínguas (gânglios) no pescoço; tosse frequente; ronco excessivo.
Geralmente, as causas do câncer na garganta vêm de um histórico familiar, infecção por HPV, tabagismo e alcoolismo. Para se prevenir desse tipo de doença, é importante manter hábitos saudáveis, como atividades físicas, alimentação nutritiva, realização de exames de rotina; parar de fumar e de ingerir bebidas alcoólicas em excesso; vacinar-se contra o HPV. Confira também outras doenças relacionadas à voz na seguinte matéria do Sinpro: 16 de abril: Dia Mundial e Nacional da Voz.
Atividades físicas e a prevenção
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Ministério da Saúde tem uma programação completa, com palestras e outras atividades, para explicar tudo sobre o combate à doença. Para quem se interessar pelo tema, basta acessar o seguinte link do Inca: https://www.youtube.com/live/_PRmBolgzao?si=b14E8sYUYNG9A5cz
O Inca sempre destaca que a melhor maneira de evitar um câncer é se manter em movimento. “Movimentar o corpo é importante aliado na prevenção do câncer”, afirma o instituto. Novos estudos reforçam que a atividade física ajuda na prevenção da doença em homens e mulheres, por isso, ser fisicamente ativo como parte da rotina diária é uma atitude valiosa para prevenir o câncer.
Diferentes tipos da doença podem ser prevenidos co prática da atividade física, dentre eles os mais comuns no Brasil, como os de mama e intestino grosso (cólon). E isso não necessariamente está relacionado a frequentar academias, fazer parte de um time de futebol ou correr maratonas. A recomendação de alcançar 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada é importante, mas, segundo o INCA, qualquer tempo dedicado a movimentar o corpo, em qualquer intensidade, trará benefícios para a saúde.
Tudo isso vale para outros tipos de cânceres, como, por exemplo, cânceres muito comuns e curáveis quando detectados a tempo, como o de mama, o de colo do útero, câncer de intestino e o de próstata.
Os outros cânceres que também afetam, com frequência, a categoria
Colo de útero
No Brasil, o câncer do colo do útero é um problema de saúde pública, sendo o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (excetuando-se o câncer de pele não melanoma), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no País.
Essa informação é do Inca, que também alerta para o fato de que esse tipo de câncer atinge, principalmente, mulheres com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Apesar de ser um câncer frequente, suas lesões iniciais podem ser identificadas pelo teste de Papanicolau (exame preventivo) e, quando tratadas, evitam o surgimento da doença. O instituto informa também que, a exposição traz informações para que a população conheça melhor esse câncer e suas formas de enfrentamento ao longo da história até os dias de hoje.
Mama
O câncer de mama atinge as mulheres e os homens. Trata-se de outra doença curável se detectada precocemente. Por isso, na ocasião do lançamento 2024 da campanha Outubro Rosa, a ministra da Saúde (MS), Nísia Trindade, informou que o foco do MS é a prevenção e detecção precoce. O Inca tem investigado para saber por que há mais casos de câncer de mama agressivo nas brasileiras negras.
Segundo o instituto, as mulheres negras têm 57% de chance a mais de morrer de câncer de mama do que as brancas. Nas pardas, a probabilidade é de 10% a mais. Este ano, durante o Outubro Rosa, mês e cor dedicados à conscientização sobre o câncer de mama, o Inca lançou uma publicação intitulada “Controle do câncer de mama no Brasil: dados e números 2024”.
Próstata
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, representando cerca de 29% dos casos de câncer, segundo dados do Inca. Somente em 2023, foram estimados mais de 70 mil novos casos no País, o que ressalta a importância de iniciativas que promovam a conscientização e o diagnóstico precoce.
No Nordeste, a situação é alarmante. Dados mostram que a taxa de mortalidade é significativa, com uma média de, aproximadamente, 15,9 mortes a cada 100 mil habitantes, superior à média nacional. É por isso que existe a campanha “Novembro Azul” para conscientização sobre a doença e incentivar os homens a cuidarem da saúde e realizarem exames preventivos.
Intestino
O câncer de intestino, por sua vez, abrange os tumores que se iniciam no intestino grosso, chamado cólon, e no reto (15-12cm finais do intestino, imediatamente antes do ânus). Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal.
Segundo o Inca, é outro problema tratável e, na maioria dos casos, curável ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.
A Campanha Salarial 2024 da categoria do magistério público está a todo vapor! Neste ano, a reivindicação é pelo reajuste imediato de 19,8%, rumo à meta 17 do Plano Distrital de Educação.
O índice de 19,8% repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Aplicada a meta 17, o reajuste da remuneração ultrapassaria o índice de 67%.
O Sinpro lembra que as principais estratégias de qualquer Campanha Salarial são unidade e mobilização. Assembleias, atos, manifestações e demais atividades devem ter participação massiva da categoria.
O engajamento dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais também deve ser nas redes. O Sinpro vem publicando em seus veículos de comunicação uma série de peças que abordam a Campanha Salarial e a pauta de reivindicação vinculada. É essencial que esses materiais sejam curtidos, comentados e compartilhados para ampliar visualização e alcance, reforçar a mensagem e fortalecer o apoio público à luta.
Paralelamente, de forma responsável e comprometida, a Comissão de Negociação do Sinpro vem atuando junto ao GDF para construir os caminhos possíveis ao atendimento da pauta de reivindicações da Campanha Salarial. Para dar peso à luta, vem sendo articulado o apoio de parlamentares e de outros órgãos, como o Ministério Público, por exemplo.
O Sinpro ainda lembra que a pauta de reivindicação da Campanha Salarial caminha paralela à luta pela nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as) no último concurso público do magistério, para além das vagas imediatas e do cadastro reserva; pelo cumprimento integral e célere do acordo de greve de 2023; pelo fim da superlotação das salas de aula; pela construção de escolas; por merenda de qualidade; pelo fortalecimento da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e do Batalhão Escolar e do PDAF (Programa de Descentralização Administrava e Financeira); além de investimento na Educação Inclusiva e da defesa do Ensino Médio.
19,8% já!
Segundo o Dieese, a inflação dos últimos cinco anos no DF ficou em 33,3%. Em contraponto, o reajuste salarial do magistério acumulado no período de abril de 2022 a dezembro de 2023 foi de 11,3%. O reajuste de 19,8%, funciona, portanto, como um percentual de reposição de perdas inflacionárias.
Nesse acumulado, são considerados a primeira das seis parcelas do reajuste de 18% imposto pelo governador Ibaneis, realizado em julho de 2023; além da primeira parcela referente à incorporação da Gaped/Gase ao vencimento, paga em outubro do ano passado, após luta intensa da categoria.
Matéria publicada originalmente em 30 de abril de 2024, com edições
Letramento de gênero é tema central na II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo
Jornalista: Vanessa Galassi
Fazer com que as mulheres tenham consciência de que é possível ter projetos de vida sem a obrigatoriedade de inclusão do casamento, da maternidade e da validação masculina é trabalho estratégico na luta em defesa dos direitos, da emancipação das mulheres e, consequentemente, do combate à violência de gênero. Esse foi o tema central da II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, realizado pela Secretaria de Mulheres Educadoras do Sinpro, no último 23 de novembro.
Durante o encontro, realizado na Chácara do Sinpro, dezenas de professoras e orientadoras educacionais praticaram atividades de autoconhecimento, autocuidado e debates políticos coletivos sobre a violência no trabalho e na vida. Além da reflexão sobre a temática para aplicação na vida pessoal, as participantes discutiram o papel da escola na conscientização das(os) estudantes.
“Se pretendemos fazer educação emancipadora na vida de estudantes, precisamos perceber e construir em nós essa emancipação enquanto professoras e orientadoras, para que possamos projetar essa educação para meninas e meninos”, afirma a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.
A II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres teve início com o contato das participantes com ervas medicinais, banhos para a saúde da mulher e escalda-pés, que dialogam com a necessidade do autocuidado diário.
Em seguida, foi trabalhado o uso da Educação Popular, da Pedagogia Griô e dos saberes ancestrais na luta pelo fim da violência contra as mulheres, facilitado por Dona Josefa, educadora popular, guardiã de saberes ancestrais e agricultora familiar. Isso porque essas três formas de vivência dão base à construção de relações mais justas e equitativas; valorizam a dimensão comunitária, promovendo a construção de relações de cuidado e proteção entre as mulheres; transmitem conhecimentos e experiências de forma mais acessível, entre outras ações.
Ainda na parte da manhã, a pesquisadora na área de Saúde Mental e Gênero Valeska Zanello realizou a palestra “Letramento de Gênero: O papel emancipador das escolas no combate às violências contra mulheres”. A professora do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília tem entre as publicações o livro “A Prateleira do Amor”, que traz como uma das frases-destaque: “Mulheres aprendem a amar os homens, homens aprendem a amar o que quiserem”. O nome do livro é uma metáfora criada pela pesquisadora para entender a lógica afetiva que as mulheres aprendem, mediada por um ideal estético e comportamental criado por uma cultura machista e patriarcal.
Em uma programação extensa, a diretora do Sinpro Berenice Darc falou sobre “Violência contra Educadoras”. A pesquisa “Mulheres e violência”, realizada pelo Sinpro em 2021, mostra que 60% das professoras avalia que a comunicação direta com a família e com os próprios estudantes são situações que trazem maior insegurança. O estudo ainda mostra que 46% das professoras somente às vezes sente segurança e tranquilidade para falar e expressar opiniões diante dos colegas, 38% afirmou que não é sempre que se sente respeitada pelos estudantes e 30% disse que, raramente, se sente segura no local de trabalho.
O debate sobre Feminismo Negro também foi pauta da II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Facilitado pela diretora do Sinpro Márcia Gilda, o foco central do debate foi a intersecção entre gênero, raça e classe quando se fala de violência contra as mulheres. Para a dirigente sindical, uma das estratégias mais eficazes de combater o racismo e o machismo é dando protagonismo às mulheres negras na sala de aula. Para isso, ela sugeriu seja estudada de forma interdisciplinar a participação da mulher negra nos diversos segmentos da educação.
Na avaliação da diretora do Sinpro Regina Célia, a atividade realizada pelo Sinpro no último dia 23 é uma iniciativa que visa ampliar informações, contribuir com a formação continuada da categoria e debater medidas de prevenção de combate ao machismo. “Quando estamos interligadas a uma entidade sindical, conseguimos organizar melhor as lutas ao lado de pares, em reivindicações, e isso nos fortalece individual e coletivamente. É o fazer política para mulheres”, destaca.
A mulher trabalhadora aposentada também foi tema da II Imersão de Mulheres nos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A diretora do Sinpro Elineide Rodrigues foi a facilitadora do debate, e disse que as principais violências cometidas contra mulheres aposentadas são a patrimonial e a emocional. Entretanto, a sindicalista ressaltou que essas mulheres fazem toda a diferença na luta da categoria do magistério público, de outras categorias e na luta feministas, sendo sempre um ser político.
“Mergulhamos num processo fluido, que correu transparente, que tomou a forma do ambiente seguro, afetuoso e verdadeiro que foi organizado pelo Sinpro. Vivemos uma experiência tocante, rara, irrepetível. Nesta experiência, peculiar e grupal, partilhamos situações e circunstâncias que transitam entre a esfera privada e a pública, entre o que sinto e o que sentimos, entre o que vivencio e o que vivenciamos, entre o que aspiro e o que aspiramos. Que venham outras imersões!”, pontua a professora aposentada Edna Rodrigues Barroso, que participou da II Imersão de Mulheres.
A atividade ainda teve automassagem, ginástica integrativa e cortejo com a Batucada Feminista. “A Imersão de Mulheres realizada pelo Sinpro é uma atividade de envolvimento, de trocas de experiências e atualizações de leis e estatísticas que demonstram onde ainda temos que avançar na busca de espaços, direitos e igualdade na sociedade”, finaliza a diretora do Sinpro Silvana Fernandes.