Projeto “Saúde Sexual em Libras” será lançado na Biblioteca Demonstrativa

A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), situada na 506/507 Sul, em Brasília, será o palco, nesta sexta-feira (29), a partir das 19h, do lançamento oficial do projeto “Saúde Sexual em Libras”. A iniciativa é conduzida pelo Grupo Estruturação e com o apoio do Fundo Positivo, cujo objetivo é o de fornecer informações cruciais sobre saúde sexual para a comunidade surda, abordando prevenção ao HIV e outras doenças Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

A ideia é combater a desinformação que cerca o tema das doenças sexualmente transmissíveis para reduzir estigmas negativos e preconceitos, que, muitas vezes, silenciam debates essenciais sobre a sexualidade. Durante o mês de dezembro, serão divulgados 15 vídeos produzidos, especificamente, para a comunidade surda. Todos abordarão temas como as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) — incluindo sífilis, HPV e hepatites B e C — e tratarão de questões relacionadas aos estigmas comuns sobre o HIV, que, frequentemente, resultam em discriminação e impacto negativo na saúde mental daqueles que convivem com o vírus.

A iniciativa também se destaca pela representatividade: todas as etapas da produção contam com a participação ativa de pessoas surdas, especialmente, com membros do núcleo de surdos LGBTQIAPN+ do Grupo Estruturação. Além disso, o coordenador do projeto vive, abertamente, com HIV, reforçando a importância de uma comunicação inclusiva e transparente.

Entre os temas de destaque nos vídeos, destaque para os métodos de prevenção, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que ainda são pouco conhecidos, até mesmo entre a população não-surda. A barreira linguística e a falta de atenção direcionada à comunidade surda têm contribuído para a falta de informação e o projeto “Saúde Sexual em Libras” surge, justamente, para preencher essa lacuna, promovendo educação e diálogo inclusivos.

O lançamento é parte da programação cultural da Biblioteca Demonstrativa, do Ministério da Cultura, que busca fortalecer a inclusão e a acessibilidade em diversos aspectos da vida cultural e informativa da sociedade.

Sobre a programação cultural da BDB

A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970, e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal.

Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, a BDB Maria da Conceição Moreira Salles busca sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP).

 

Texto de Paola Cunha – BDB Cultural com edição do Sinpro-DF

CEMAB realiza culminância da Mostra Africanidades e Povos Originários

O Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab) de Taguatinga Sul realizou, nos dias 11, 13, 19 e 21 de novembro, a culminância da edição 2024 do projeto Africanidades e Povos Originários. A mostra faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola há alguns anos, tendo sempre o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, como data de culminância. O tema deste ano foi “Raízes e ressonâncias: celebrando culturas e histórias conectadas”. Clique no link no final desta matéria e confira o álbum de fotografias no Facebook do Sinpro-DF.

“Na semana passada, nossa escola realizou a Mostra de Africanidades e Povos Originários, um evento que celebrou a riqueza cultural e histórica das culturas africanas e indígenas e suas profundas influências na formação da sociedade brasileira. A atividade foi um marco na promoção da diversidade e do respeito, envolvendo a comunidade escolar em apresentações artísticas, exposições interativas e debates”, afirma Ingrid Duarte, professora de física e supervisora pedagógica da escola.

Ela conta que os(as) estudantes se destacaram pela criatividade e dedicação, trazendo reflexões sobre identidade, ancestralidade e o combate ao preconceito. Professores(as) e colaboradores(as) contribuíram com projetos inovadores e oficinas dinâmicas, tornando a experiência enriquecedora para todos os participantes. “O evento evidenciou a importância de práticas pedagógicas inclusivas e multiculturais, reafirmando o papel da escola como espaço de valorização das diferentes identidades que compõem nosso País”, disse.

O projeto é uma atividade acadêmica com o propósito de pôr em curso a temática das africanidades, segundo o que determina a Lei nº 10.639/2003, e a dos povos originários, conforme recomenda a Lei nº 11.645/2008. Ambas as leis tornaram obrigatório o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio do País. Antônio Ahmad, professor de história do Cemab e participante como coordenador da Turma do 2º MA, diz que, com o projeto Africanidades e Povos Originários, a escola aplica em todas as turmas as duas leis e os trabalhos envolvem os temas da afrodescendência e dos povos originários que permeiam toda a sociedade brasileira.

“A pegada pedagógica do projeto é justamente trabalhar as leis, as africanidades, a educação antirracista, relações humanas, as questões afrodescendentes, o respeito e o não ao preconceito sobre todas as formas, principalmente, ligada às questões afro e indígenas, restabelecendo as relações humanas e sociais”, explica o professor.

O Africanidades e Povos Originários é realizado todo ano e faz parte do Projeto Político-Pedagógico da escola. Como é feito todo ano, ele é desenvolvido nas salas de aula. Cada uma das 56 turmas, sendo 28 vespertinas e, 28, matutinas, aborda uma temática ligada às africanidades e dos povos originários. Em todas as atividades, há participação de todos(as) os(as) estudantes, professores(as) orientadores(as) e professores(as) avaliadores(as) e da direção da escola. Parte da nota é dada pelos(as) professores(as) orientadores(as) e, parte, pelos(as) professores(as) avaliadores(as).

O projeto é interdisciplinar e transversal, que vale um ponto na nota do turno matutino e, dois pontos, no turno vespertino, para todas as disciplinas no quarto bimestre. “Ele conta com uma ampla interdisciplinaridade do conteúdo, do trabalho feito, cuja culminância é a exposição na sala de aula”, conta Ahmad. Ele informa que “a participação de toda a escola movimenta o projeto. Todos(as) dos(as) professores(as) orientadores(as) e avaliadores(as) também participam, além de todos(as) os(as) estudantes, demais professores(as), que visitam os estandes e valorizam as apresentações”.

As apresentações ocorrem depois de os(as) estudantes realizarem, durante 30 dias, a preparação da mostra. Esse conteúdo é produzido sob a orientação dos(as) professores(as) com a abordagem dos temas. Na opinião do professor Ahmad, esse projeto é positivo porque, uma das qualidades, é reunir estudantes, professores(as) e toda escola em torno de um tema vibrante e necessário que são as africanidades e os povos originários.

“Além disso, ele vale nota para todas as disciplinas tanto no vespertino como no matutino. São 28 turmas de manhã e, 28, à tarde. Há um ganho pedagógico, há uma valorização e há uma discussão do tema com relação aos alunos, que passam a enxergar o projeto como uma questão importante da data, do Dia da Consciência Negra, o dia 20 de novembro, ou seja estabelecer a conexão do projeto enquanto trabalho e que tem perspectivas para ir melhorando. Cada ano criando novidades, inovações. Tudo isso é importante dentro dessa característica.

Histórico

A mostra Africanidades e Povos Indígenas faz parte do PPP da escola há alguns anos. No início, ele aborda estritamente o 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, mas foi tomando corpo e acabou se tornando uma mostra cultural envolvendo a temática de africanidades. Nos últimos anos, segundo o professor Ahmad, ela vem sendo aplicada com essa relação desse projeto transversal que estrutura explicitamente essa proposta pedagógica envolvendo o tema da africanidades.

Acesse as redes sociais do Sinpro-DF para ver as fotos do projeto. No Facebook, clique no link a seguir: https://www.facebook.com/share/p/1AwX8oNGao/

Sinpro participa da elaboração do Calendário Escolar 2025

Em reunião com a Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação do DF (Suplav), nessa quinta-feira (7/11), a Comissão de Negociação do Sinpro fechou as datas do Calendário Escolar 2025. No documento, o Sindicato garante que as escolas possam optar pela extensão de feriados, a partir da adesão a dias letivos móveis.

 

 

Para o Sinpro, essa é uma forma de contribuir com a qualidade de vida de professores(as) e orientadores(as) educacionais. Isso porque dá à categoria a oportunidade de passar mais tempo com a família e os amigos, planejar passeios e viagens, ter mais tempo contínuo de descanso. O Sindicato ainda destaca que o benefício atinge toda a comunidade escolar, já que, comprovadamente, mais tempo de descanso resulta em maior produtividade.

Um dos feriados prolongados poderá ser adotado em outubro, com a antecipação Dia do(a) Professor(a), comemorado em 15 de outubro, para 14 de outubro. De acordo com o Calendário Escolar de 2025, a rede pública de ensino do DF indica recesso no dia 13 de outubro. Com isso, a categoria poderá emendar os dias 13 e 14 de outubro (segunda e terça-feira). Considerado o fim de semana anterior, são quatro dias de folga.

Ainda em outubro de 2025, o Dia do(a) Servidor(a) Público(a) (28/10) cairá em uma terça-feira. Com a negociação com a Suplav, a Comissão do Sinpro garantiu que, no Calendário Escolar do ano que vem, o dia seja antecipado para 27 de outubro (segunda-feira), como dia letivo móvel. Com isso, contado com o fim de semana, são mais três dias de descanso.

O Calendário Escolar 2025 ainda traz outros quatro dias letivos móveis: 2 de maio, sexta-feira, após o Dia dos(as) Trabalhadores (1º/5); 20 de junho, sexta-feira, após Corpus Christi (19/6); 7 e 8 de julho, segunda e terça-feira que antecedem o início do recesso escolar do meio do ano. A reposição dos dias letivos móveis devem ser feitas no mesmo bimestre.

FÉRIAS

O Calendário Escolar 2025 indica que as férias da categoria do magistério público será de 6 de janeiro (segunda-feira) a 4 de fevereiro (terça-feira). De 2 a 5 de janeiro, a categoria terá recesso, e dia 1º é feriado.

SEMANA PEDAGÓGICA

A Semana Pedagógica começará logo após as férias do início do ano: dia 5 de fevereiro (quarta-feira) e segue até dia 7 (sexta-feira).

INÍCIO DO ANO LETIVO

Pelo Calendário Escolar de 2025, o início do ano letivo está programado para dia 10 de fevereiro (segunda-feira), após a Semana Pedagógica.

RECESSO MEIO DO ANO

O Calendário Escolar 2025 estabelece que o recesso do meio do ano seja realizado de 9 de julho (quarta-feira) a 27 de julho (domingo), totalizando 19 dias. Entretanto, caso a unidade escolar opte pela adesão aos dias letivos móveis previstos para 7 e 8 de julho, o recesso se estende para 23 dias, contado com o fim de semana (5 e 6/7).

INÍCIO SEGUNDO SEMESTRE

De acordo com o Calendário Escolar de 2025, o segundo semestre letivo do ano iniciará em 28 de julho, segunda-feira.

FIM DO ANO LETIVO

O término do ano letivo está programado para 18 de dezembro, quinta-feira. A avaliação final será dia 19 de dezembro, sexta-feira. O recesso escolar de fim de ano começa dia 22 de dezembro e segue até dia 31.

MATÉRIAS EM LIBRAS

Letramento de gênero realizado pelo Sinpro nas escolas é levado para curso da EAPE

Combater o ciclo de violência contra as mulheres passa pelas escolas. Em reconhecimento ao engajamento e à atuação do Sinpro nesta temática, a Secretaria de Políticas para as Mulheres Educadoras do Sindicato foi convidada para realizar o fechamento do curso “Maria da Penha vai à Escola – violência contra mulheres”, promovido pela Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE).

 

 

Na exposição, realizada no último dia 21 de novembro, as dirigentes do Sinpro Mônica Caldeira e Regina Célia dialogaram com as participantes sobre as ações desenvolvidas pela pasta ao longo dos anos letivos. Cartilha sobre a Convenção 190 da OIT (assédio moral no local de trabalho); 8 de Março nas Escolas; Maria da Penha Vai às Escolas com o Sinpro; Faça Bonito com o Sinpro; panfletaço sobre o que é relacionamento tóxico e atividades de vivência pessoal e coletiva na Chácara do Sinpro foram algumas das ações expostas pelas dirigentes sindicais no curso da EAPE.

“O retorno das participantes com a exposição do Sinpro foi muito bom. Inclusive, várias profissionais fizeram convite para que o Sindicato realize o trabalho de formação nas escolas que atuam”, disse a professora da Secretaria de Educação do DF e formadora em atuação na EAPE Gisele Dantas.

Segundo ela, que fez o convite para que o Sinpro participasse do curso, a atuação do Sindicato nas escolas deve ser reconhecida. “O Sinpro tem feito um trabalho de fortalecimento da discussão dessa temática (combate à violência contra as mulheres) na rede de ensino, divulgando para mais colegas a importância desse conteúdo à nossa categoria. Isso é muito importante”, afirma.

De acordo com a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, “a penalização criminal não é suficiente para consolidar uma sociedade segura para as mulheres”. “Nós precisamos formar as pessoas sobre os direitos das mulheres, as desigualdades de gênero existentes, as legislações vigentes, a história de opressão vivida pelas mulheres. Essa é uma questão que deve ser tratada desde cedo, inclusive nas escolas, para que possamos formar cidadãos e cidadãs conscientes. E para que estudantes possam ser formados sob essa perspectiva, é preciso que tenhamos professoras e professores conhecedores do tema”, afirma.

Regina Célia, que também compõe a diretoria do Sinpro, lembra que “a luta pelo fim da violência contra as mulheres é uma pauta estrutural do Sindicato”. “O que é plantado nas escolas, floresce na sociedade. Temos que ter a consciência de que enquanto uma só mulher sofrer violência pelo fato de ser mulher, todas as outras também estarão suscetíveis, inclusive nós, professoras, orientadoras, mães, estudantes”, alerta.

O curso “Maria da Penha vai à Escola- violência contra mulheres”, da EAPE, é oferecido a professores(as) e servidores(as) da Educação, além de profissionais da Rede de Proteção de instituições. “O objetivo é fortalecer o enfrentamento das violências, sobretudo a doméstica e intrafamiliar contra crianças, adolescentes e mulheres”, afirma Gisele Dantas.

Formação
A unidade escolar da rede pública de ensino interessada em realizar formação sobre letramento de gênero, que aborda temas como desconstrução de estereótipos, promoção da igualdade, prevenção da violência, entre outros, deve entrar em contato com: Mônica Caldeira, telefone (61) 99951-6710; Silvana Fernandes, telefone (61) 99664-6314 ou Regina Célia, telefone (61) 99939-8917.

 

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

CEF Polivalente é campeão da 7ª Olimpíada de Matemática do DF

O Centro de Ensino Fundamental Polivalente (CEF Polivalente) de Brasília foi campeão na Olimpíada de Matemática do Distrito Federal. A escola recebeu a distinção no dia 9 de novembro, no Auditório do Museu da República, durante a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (21SNTC), principal evento de divulgação científica do Brasil, realizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), que aconteceu em Brasília, entre os dias 5 e 10 de novembro. Confira as fotos da premiação nas redes digitais do Sinpro-DF. Acesse o link do álbum no final deste texto.

Aurea Satomi Sone, professora de ciências da natureza e diretora da escola, informou que toda a equipe da escola recebeu a notícia com imensa honra, alegria e satisfação. Ela disse que, este ano, a escola recebeu 20 medalhas na Olimpíada de Matemática do Distrito Federal (OMDF), sendo três de ouro; cinco, prata; 12, bronze. Desde 2019, Aurea é a professora representante das Olimpíadas de Ciências da escola e, este ano, assumiu as Olimpíadas de Matemática.

Ela conta que, além das medalhas na OMDF, a escola também foi premiada na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), na qual recebeu seis medalhas de ouro; uma, de prata; e, sete, de bronze. Desde o início do ano letivo de 2024, os(as) estudantes foram motivados(as) pelos(as) professores(as) a participarem das Olimpíadas do Conhecimento/Científicas. Este ano, participamos da Olimpíada de Matemática do DF (OMDF), da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) e da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Esta última ainda está em andamento”.

Ela explica que durante o ano, cada professor(a) desenvolve o seu trabalho de motivação e estudo com a resolução de provas das olimpíadas nos anos anteriores para colocar os(as) estudantes em contato com o estilo e complexidades das provas do torneio. O CEF Polivalente tem um histórico de vitórias nessas competições. “Já recebeu outras premiações da OMDF, em 2023 e 2022, e tem uma história de destaque nas olimpíadas de Ciências e Matemática com conquista de medalhas e premiações”, afirma Aurea.

Este ano, a equipe gestora anunciou a vitória pelas redes sociais, com um texto de elogio e agradecimento a toda a comunidade escolar. “Querida comunidade escolar, é com imenso orgulho e alegria que anunciamos a conquista dos nossos alunos na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC)! O talento, a dedicação e o empenho dos nossos estudantes brilharam intensamente, resultando em um verdadeiro espetáculo de conquistas: seis medalhas de ouro, uma, de prata; e, sete, de bronze! Cada medalha é um símbolo de esforço, dedicação e superação”.

No texto, a equipe agradece a todas as pessoas que contribuíram para esse sucesso: “À professora Jamile, juntamente com os professores Vinícius, Carla, Ana Virgínia e Karina, formaram uma equipe comprometida que inspirou e orientou nossos estudantes ao longo dessa jornada. Seu apoio e dedicação foram essenciais para o desenvolvimento e a confiança dos estudantes na competição […] Essas conquistas reafirmam nosso compromisso com uma educação de qualidade e nos enchem de alegria. Parabéns aos nossos medalhistas e a todos os envolvidos! Que essas vitórias sejam apenas o início de uma trajetória brilhante”.

Na mensagem à comunidade escolar, a equipe gestora do CEF Polivalente informou, ainda, que, “como instituição pública, abraçamos a diversidade e nos dedicamos a reduzir as desigualdades que desafiam o aprendizado.​​ ​​De portas sempre abertas, acolhemos nossos estudantes e os incentivamos a perseguir seus sonhos.​​ ​​Além de promover uma educação integral, encorajamos a participação em olimpíadas do conhecimento, proporcionando experiências acadêmicas enriquecedoras”, informa o texto da equipe gestora da escola e mensagem divulgada nas redes sociais.​​

E completou elogiando a atuação dos(as) educadores(as) e as famílias dos(as) estudantes: “Hoje, celebramos essa conquista, e devemos essa honra aos nossos educadores, que, incansavelmente, buscam diariamente formas de inspirar nossos alunos e promover uma educação pública, gratuita e de qualidade. Agradecemos também às famílias dos estudantes que estão engajadas em motivá-los e mostram o caminho de valorização dos estudos como possibilidade de mudança social”.

Homenagem ao Mestre Antônio Modesto Neves da Cunha

Na ocasião, a OMDF homenageou o professor e mestre Antônio Modesto Neves da Cunha pelas conquistas de medalhas para o CEF Polivalente. Ele é professor de matemática dos 6º Anos. No texto em homenagem a ele, a equipe gestora o agradeceu e reconheceu seu trabalho na escola.

“Ao ​​nosso mestre Antônio, que há muitos anos se dedica com amor e competência ao CEF Polivalente.​​ ​​Sua paciência e profissionalismo são exemplos inspiradores para toda a comunidade docente. E reconhece que o professor tem uma trajetória toda marcada “por um compromisso inabalável com a educação pública de qualidade.​​ ​​Seu carinho e dedicação aos estudantes refletem-se no sucesso e na formação integral de cada um. ​​Nos sentimos honrados em trabalhar ao lado de quem enriquece nossa escola, e seu legado é motivo de orgulho para todos nós.​​ ​​Agradecemos por cada ensinamento e por ser uma fonte constante de inspiração.​​ Equipe Gestora do CEF Polivalente​​”.

Álbum do evento no Facebook do Sinpro-DF:
https://www.facebook.com/share/p/1AYMnFXAhQ/

CED 06 de Taguatinga Norte finaliza edição 2024 do Africanidades

Termina nesta sexta-feira (22) a semana de culminância do projeto Africanidades do Centro Educacional nº 06 de Taguatinga Norte (CED 06 de Taguatinga Norte). A culminação do projeto começou na segunda-feira (18), com a participação intensa de todas as turmas, estudantes e disciplinas, a edição deste ano, cujo tema foi “Semana da Consciência Negra: Eu sou porque nós somos”. A culminância materializa todas as atividades realizadas na unidade escolar para o Mês das Consciência Negra.

“A participação dos estudantes foi fundamental para a realização do projeto, pois, a partir das vivências da comunidade, puderam contextualizar a proposta do projeto à realidade da comunidade. Dentre os pontos abordados temos as questões culturais, históricas, científica dos povos afrodescendentes”, afirma Marçal Ponce Leones, professor de geografia e supervisor pedagógico da escola.

Ele explica que “o objetivo central do Projeto Africanidades é fomentar a sensibilização e a apreciação das culturas africana e afro-brasileira entre os estudantes, estimulando o reconhecimento da diversidade cultural e o pensamento crítico acerca das identidades étnicas e raciais no Brasil”.

Histórico

Jailton Kalludo, professor readaptado do CED 06, com formação acadêmica em história, filosofia, sociologia e jornalismo (parolímpico), informa que o Africanidades está no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola há mais de 10 anos. “Desde 2002, todo o corpo docente está envolvido na realização do projeto Africanidades. Os(as) professores(as) ajudaram na construção e na consolidação do projeto e o mantêm em constante atualização”.

Ele conta que começou com a professora Roseli e participação de outros(as) professores(as) que, como Roseli, já estão aposentados(as). O professor Jailton assumiu a produção, em 2002, quando ele ingressou na escola. “Eu administrava aula de filosofia, sociologia e história. Na ocasião, me interessei pelo tema da cultura africana e, com isso, a comunidade escolar – professores(as), gestores(as) – gostaram da ideia e, a partir disso, iniciamos um trabalho anual com culminância em novembro sobre africanidades”.

“Com isso, professores e professoras das outras disciplinas se interessaram, apesar de que algumas vezes houve resistência por parte de alguns(as) professores(as) por questões religiosas ou até ideológicas, mas todos e todas foram se adequando com o PPP e a logística da escola. O projeto também contou com o apoio de toda a comunidade escolar e até com patrocínios. Assim, de 2002 para a frente, realizamos o projeto Africanidades”, conta Jailton.

Ele explica que, nesse percurso, alguns(as) professores(as) trabalhavam até o semestre inteiro para quando chegasse a época do dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, data que até então não era reconhecida como feriado nacional, para realizar a culminância do projeto.

“Assim, o CED 06 se tornou vanguarda nas comemorações, celebrações e realização do projeto com conclusão nesta data. Além disso, a escola se tornou protagonista e referência nas reivindicações por direitos das pessoas negras e, depois, introduzimos a questão da mulher negra e, posteriormente, adicionamos a questão da mulher e do homem negros com deficiência. Crescemos. Ampliamos temas. Contamos com participantes e com a comunidade escolar, como a família. Hoje temos um projeto consolidado em que, todo ano, o CED 06 trabalha, nos três turnos, a temática da africanidade no mês de novembro”, afirma o professor Jailton.

No início, a temática do projeto era trabalhada em apenas três dias. Atualmente, é trabalhada em quase todo o mês de novembro. Alguns professores e professoras ampliam esse repertório e atuam com a temática da africanidade no semestre inteiro dentro da lógica cultural, econômica, filosófica, sociológica e antropológica.

“Isso que é a Africanidades do CED 06, que envolve todos(as) os professores(as), todas as disciplinas, todos(as) servidores(as), funcionários(as) terceirizados, estudantes, pedagogos(as), comunidade. Hoje, o projeto Africanidades é globalizador, de inclusão de todos, todas e todes. É um grande projeto que está no PPP da escola”, finaliza o professor Jailton.

Confira fotos da edição deste ano do projeto: https://www.facebook.com/share/p/1G9bwGC3iG/

“Macarroa e a Muda” está em cartaz em escolas da rede pública de ensino

Nesta segunda-feira (25), o Centro de Ensino Fundamental nº 01 do Varjão (CEF 01 do Varjão) irá receber o espetáculo “Macarroa e a Muda”. A peça de teatro infantil, que apresenta uma concepção inovadora ao integrar recursos de acessibilidade em encenação inclusiva, será apresentada em outras escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal.

A peça está em cartaz desde o dia 8 de novembro, quando foi apresentada na Escola Bilíngue de Taguatinga com um ensaio aberto e bate-papo. No dia 11/11, foi apresentada no CAIC Santa Paulina, no Paranoá; em 13/11, na Escola Classe nº 15 de Ceilândia (EC 15 de Ceilândia). Após a apresentção no Varjão, o espetáculo será apresentado na EC 08 de Brazlândia no dia 27/11. A temporada será encerrada no dia 29/11, no Centro de Ensino Especial do Guará.

Teatro acessível e sem mediação

A busca de uma linguagem teatral acessível a crianças com deficiência visual ou auditiva é o principal motivo que levou Nara Faria, atriz e arte-educadora com licenciatura em artes cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em dança e consciência corporal, a criar a peça “Macarroa e a Muda”. No espetáculo, ela utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras), que se apresenta integrada à própria interpretação da palhaça Macarroa (Nara Faria), trazendo o foco do público com deficiência auditiva diretamente para a cena, sem a mediação do intérprete de Libras. Além disso, um grande livro pop-up, confeccionado artesanalmente pela atriz, confere ainda mais ênfase na percepção visual e imagética da narrativa.

Nara ministra aulas em teatro, circo e dança desde 1998 como profissional autônoma, e explica que, a perspectiva das crianças com deficiência visual também foi ponto central na criação. “A dramaturgia utiliza o recurso da audiodescrição por meio da narradora em off da história, Dona Voz (também interpretada por Nara Faria). Um libreto texturizado é disponibilizado para as crianças com deficiência visual, possibilitando a percepção tátil de imagens correspondentes às do livro pop-up. A trilha sonora original sensível de Marcello Linhos preenche a ambientação sonora, com a delicadeza da viola caipira”.

A atriz Nara Faria, responsável pela concepção geral da obra, explica outro aspecto que a motivou a criar a peça foi que, “após várias experiências atuando e assistindo peças com recursos de audiodescrição e Libras, me senti instigada a buscar uma encenação em que o público com deficiência pudesse mergulhar na obra em si, sem dividir a percepção entre a peça e sua tradução”. E completa: “E para o público infantil em geral é uma oportunidade riquíssima de entrar em contato com essas linguagens de forma sensível e divertida”. Ela narra que, durante as apresentações, as crianças ouvintes reproduzem os sinais da Libras. “Acredito que despertar a curiosidade é um caminho possível para que um maior número de pessoas se interesse em aprender Libras ou saber mais sobre acessibilidade”.

Macarroa e a Muda

Na história, a palhaça Macarroa está aborrecida por ser alvo de piadas por parte de seus amigos. Ao conversar com sua amiga Muda – uma planta – Macarroa deseja ser como ela para viver em paz. Seu desejo se realiza e ela se vê no lugar da amiga. Este inusitado exercício de empatia transforma sua visão do mundo e de si mesma. A peça proporciona uma reflexão sadia sobre as diferentes percepções de mundo, incluindo as das pessoas com deficiência.

O espetáculo convida o espectador ao questionamento sobre sua própria noção de normalidade, e nada mais coerente com a temática do que a figura do palhaço. “Desajustado por natureza, o palhaço é uma caricatura do ser humano: uma exacerbação de seus traços, sua sensibilidade e suas limitações. O palhaço nos permite tanto rir de nossa própria pequenez, nosso próprio ridículo, quanto nos comover com nossa potencial grandeza enquanto seres humanos”, reflete Nara. “A presença da personagem Muda, uma planta, destaca a necessidade de uma melhor relação do ser humano também com os seres de outras espécies, com o meio ambiente em si”. O espetáculo busca assim sensibilizar o público para o respeito à diversidade de forma ainda mais abrangente.

A montagem contou com a consultoria de Clarissa Barros e Tatiana Elizabeth, profissionais de acessibilidade cultural. O material gráfico, também acessível, apresenta banner tátil e programa da peça em linguagem mista (ilustração e Braille unidos). O diretor convidado, Zé Regino, comenta: “Este é sem dúvida um dos trabalhos mais desafiadores dos quais eu participei nos últimos tempos. Temos muito a caminhar para chegarmos a uma sociedade inclusiva. Tenho aprendido muito, e existe um universo a ser desbravado”.

“Macarroa e a Muda” estreou em novembro e segue em temporada gratuita nas escolas públicas do DF durante o mês, em Ceilândia, Brazlândia, Varjão, Guará e Paranoá. O projeto conta com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do DF. Com a direção de Zé Regino, trilha sonora original de Marcello Linhos, fotografia de Diego Bresani, consultoria em acessibilidade feita por Clarissa Barros e Tatiana Elizabeth e gestão da V4 Cultural, Nara, que é a autora do projeto informa que já estão abertas as inscrições para as escolas que quiserem participar desse projeto em 2025. Para agendamento, basta entrar em contato pelo e-mail contato.macarroa@gmail.com ou pelo telefone (61) 99241.2627 – Nara Faria. Instagram: @‌macarroaeamuda

Data do Remanejamento Externo prorrogada para esta sexta-feira (22). Confira novos prazos!

O Sinpro informa que a data do Remanejamento Externo foi prorrogada para esta sexta-feira (22/11) e, o resultado, para terça-feira (26/11). O sindicato orienta a categoria a compartilhar as novas datas para mais pessoas fiquem sabendo da mudança. A lista com as novas datas mais importantes nesta nova etapa do procedimento:

13 a 22/11 – Os(as) servidores(as) devem enviar a lista de carências no Sigep para participação no Remanejamento Externo

26/11 – Sai o resultado preliminar.

26 e 27/11 – Cabe a você, servidor(a), apresentar recursos ao resultado preliminar do remanejamento externo. (Em Processo SEI, encaminhar DISET).

26/11 a 06/12 – Período de análise dos recursos do resultado preliminar do remanejamento externo.

9/12 – O resultado final do procedimento de remanejamento externo e resultado final geral do procedimento de Remanejamento 2024-2025 estão previstos para ocorrerem no dia 9 de dezembro.


Resultado geral e comprovante de bloqueio

9 a 11/12 – Lembre-se: após o resultado final do procedimento de remanejamento, você, servidor(a) ainda deve, entre os dias 9 e 11 de dezembro, apresentar o comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo 2024-2025 e entregar a documentação para validação de pontuação para o procedimento de distribuição de turmas / carga horária / atribuição de atendimentos da UE/UEE / ENE de destino. Não se esqueça dessa última etapa, pois em 16 de dezembro a EU/UEE/ENE fará o procedimento de distribuição de turmas / Carga Horária / atribuição de atendimentos.

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

CEM 10 de Ceilândia realiza 3ª Mostra de Curtas com protagonismo das mulheres negras

O protagonismo das mulheres negras e a trajetória do povo negro no Brasil foram os temas e o foco da 3ª Mostra de Curtas Centro de Ensino Médio nº 10 de Ceilândia (CEM 10 de Ceilândia). A escola realizou a edição deste ano do projeto pedagógico “Mostra de Curtas” entre os dias 12 e 14 de novembro. Com o propósito de valorizar a educação antirracista e antifascista, o projeto trouxe curtas elaborados durante o segundo semestre pelos(as) estudantes por meio de pesquisa, roteiro, elaboração de cartazes, filmagens até a realização da culminância do projeto.

Os curtas tinham a duração de 4 a 10 minutos, com temas voltados à temática da Consciência Negra. Com dois temas diferentes manhã trabalhou a trajetória do povo negro no Brasil e a tarde o protagonismo das mulheres negras. O turno matutino enfatizou a trajetória do povo negro no Brasil com temas que vão do movimento negro, leis, lutas e políticas até a abordagem sobre racismo estrutural, feminismo negro, revoltas do povo negro, heranças culturais africanas, poesias e contos, relatos de preconceito, personalidades negras, Quilombo ontem e hoje, representatividade negra na política, protagonismo negro.

No turno vespertino o tema protagonismo das mulheres negras, mulheres que marcaram a história e atuaram nas diversas áreas deu o tom à Mostra de Curtas. As personalidades escolhidas foram Rosa Parks, Carolina Maria de Jesus, Angela Davis, Dandara dos Palmares, Chimamanda, Conceição Evaristo, Elza Soares, Jaqueline Góes de Jesus, Rebeca Andrade, Cristiane de Sobral, Rosana Paulino e Gina Viera que foi inspiração para projeto.

A mostra de curtas faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP) do CEM 10 e tem intuito de enfatizar uma educação antifascista e antirracista e que valorize a cultura negra. O Projeto da Consciência Negra do ano letivo 2024 consistiu na criação e na apresentação de um Curta Metragem de duração no mínimo de 4 minutos e no máximo de 10  minutos. Após a apresentação do Curta Metragem, a turma promovia uma dinâmica com os(as) estudantes presentes. O cartaz do curta foi divulgado no Instagram da escola e o tinha de ter compatibilidade com os direitos humanos. Confira as fotos nas redes digitais do Sinpro-DF.

Confira no link a seguir o álbum de fotografias: https://www.facebook.com/share/p/1DbTLt1ECk/

Leia mais sobre o projeto Mostra de Curtas do CEM 10 aqui

Sinpro celebra Dia Nacional de Dandara, Zumbi e da Consciência Negra com Arte

O combate ao racismo passa, necessariamente, pela visibilidade das pessoas negras. Essa visibilidade deve ser concretizada em todos os espaços, inclusive na Arte, que é instrumento de conscientização e de denúncia. O ato político-cultural do Sinpro “Manifestações culturais negras: Luta e resistência de um povo”, realizado nessa segunda-feira (18/11) em celebração ao Dia de Dandara, Zumbi e da Consciência Negra, deu materialidade a essa ideia.

No centro do palco do Teatro dos Bancários, negras e negros contaram suas histórias, lutas e resistências em forma de texto, dança, discurso, dramatização. Lições que também lembram que é o povo preto que segue sustentando o Brasil.

Dirigentes do Sinpro com a Companhia de teatro Semente

 

“Através da Arte, dialogamos sobre o sistema racista, sobre o mito a democracia racial implantado pela elite para dizer que não há racismo, mas que fecha todas as portas para que a gente não tenha espaço. É uma noite para dizer que podemos ser atores e atrizes, ilustradores e ilustradoras, escritores e escritoras, médicos e médicas, engenheiros e engenheiras. Nós, o povo preto, podemos ser o que quisermos”, disse a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

O ato político-cultural do Sinpro teve início com o lançamento do livro “Saltei em Cuba e vim parar na Ruralzinha”, produzido pela classe especial do professor Helder da Silva, da Escola Classe Riacho Fundo. Em seguida, foi apresentada a peça teatral “Corpo Fechado”, da Companhia de Teatro Semente. Também subiu ao palco a Companhia de Dança Corpus Entre Mundos, criada pelo bailarino e coreógrafo angolano Dilo Paulo.

“Essa noite é como se fosse um grão de areia de uma grande praia que cerceia o mar que nos trouxe até aqui diasporicamente. Precisamos ter certeza de que mesmo sendo grãos de areia, nós constituímos a praia”, disse a professora Neide Rafael.

Durante o evento, a diretora do Sinpro Ana Cristina Machado lembrou Nelson Mandela. “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Essa educação que Nelson Mandela definiu é a educação que a gente acredita e usa para resistir.”

Bailarino e coreógrafo angolano Dilo Paulo, da Companhia de Dança Corpus Entre Mundos


Feriado Nacional

Presente no ato-cultura do Sinpro, a professora Leda Gonçalves lembrou que, pela primeira vez, o dia 20 de novembro é celebrado como feriado nacional, agora com o nome de Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

“Temos sim muito a celebrar; muitas lutas e resistência. O nosso país foi invadido há 524 anos. Temos mais tempo do regime de escravidão do que o atual capitalismo dependente. Quem sustentou esse país nos braços foi a população negra. Ela resistiu na escravidão e resiste atualmente neste capitalismo dependente”, disse. Entretanto, para ela, também é urgente romper com a desigualdade de gênero, raça e renda. “O Brasil tem 1% de ricos e 100 milhões de pobres, a maioria a população negra, a mulher negra”, contextualizou.

 

Professor Helder da Silva, da Escola Classe Riacho Fundo, com as dirigentes do Sinpro Ana Cristina Machado (de vermelho) e Márcia Gilda, e estudantes que produziram o livro “Saltei em Cuba e vim parar na Ruralzinha”

 

A deputada Érika Kokay (PT-DF) se somou à atividade e lembrou que a pauta antirracista ainda tem dificuldade de fazer parte do dia a dia do Congresso nacional diante do “racismo estrutural perenizado com sua própria negação”.

 

 

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