UECE oferece cursos de formação EAD gratuitos para professores da educação básica
Jornalista: Vanessa Galassi
Professores(as) da educação básica em exercício da docência têm até dia 26 de novembro para se inscreverem nos cursos de extensão: Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e Formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Quilombolas. As formações, na modalidade a distância, são oferecidas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e as inscrições são gratuitas. Inscreva-se em www.uece.br/sate
Para o curso de extensão Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, são oferecidas 5 mil vagas, distribuídas para todo o Brasil. Já o curso de extensão Formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Quilombolas oferece 3.750 vagas, também distribuídas em nível nacional. A seleção dos(as) candidatos seguirá ordem cronológica (dia, hora e minuto) das inscrições.
Para se inscrever, além de preencher a ficha no site www.uece.br/sate, é preciso anexar fotocópia do Documento de Identidade (documento oficial com foto), do CPF e da comprovação de vinculação como professor da educação básica (contra-cheque dos meses de agosto, setembro ou outubro de 2024 ou declaração que comprove o vínculo).
Cada um dos cursos terá carga horária de 120 horas e abordará questões como currículo, tecnologias e práticas pedagógicas inclusivas, no caso da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, e educação antirracista na prática, no caso da formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Quilombolas.
“As formações contam para progressão e pontuação, pela Carreira do Magistério Público do DF. Isso sem falar no acúmulo de conhecimento, imprescindível para uma educação pública de qualidade”, afirma a diretora do Sinpro Letícia Montandon.
A atividade faz parte do “Mês da Consciência Negra Iphan” e é realizada por meio da parceria entre o Centro de Documentação do Patrimônio (CDP), em parceria com a Coordenação-Geral de Educação, Formação e Participação Social(Cogedu), que disponibilizam 20 vagas para a visita mediada ao CDP que dará acesso ao público ao acervo que trata da temática racial e história local e regional.
Com a integração das unidades e setores do CDP/Iphan-Cogedu, o CDP irá apresentar aos(às) visitantes as possibilidades de pesquisa do acervo histórico do Iphan, com foco em documentos de arquivos e livros, os quais têm o potencial de colaborar e subsidiar a promoção de diálogo e reflexão sobre a temática da igualdade racial e da representação dos(as) negros(as) em espaços de memória.
Segundo o Iphan, essa ação “se propõe, por meio de uma visita guiada ao CDP/IPHAN, apresentar o acervo que trata da temática história local e regional, apresentando aos(às) professores(as) da rede pública e privada do Distrito Federal e aos membros da comunidade, as possibilidades de pesquisa do acervo histórico do Iphan, em foco, apresentaremos documentos de arquivo e livros que tem o potencial de ajudar a promover o diálogo e reflexão sobre a temática da igualdade racial e da representação dos negros em espaços de memória”.
Bailarinas do Projeto Pliê da EC 12 de Taguatinga apresentaram espetáculo de ballet
Jornalista: Maria Carla
Elas se apresentaram de collant, saia, meias e sapatilhas. Com esses trajes profissionais, as estudantes bailarinas da Escola Classe nº 12 de Taguatinga (EC 12 de Taguatinga) apresentaram o espetáculo de ballet “O Quebra-Nozes”, na noite de quinta-feira (5/11), no Teatro da Caesb, em Águas Claras. As estudantes participam do Projeto Pliê, desenvolvido na escola há 8 anos.
O projeto Pliê tem por objetivo promover o desenvolvimento integral das crianças e democratizar o acesso ao ballet, principalmente para crianças que não têm condições financeiras de arcar com os custos dessa modalidade de dança e para aquelas que têm necessidades educacionais específicas. No grupo, duas bailarinas cadeirantes participam das aulas.
O ballet como projeto pedagógico
As aulas de ballet ocorrem duas vezes por semana, no contraturno, na própria EC 12 de Taguatinga. “A aprendizagem vai além de passos e gestos. Desenvolve o autoconhecimento, o conhecimento do próprio corpo, das capacidades de resistência física e emocional, a disciplina, a autoestima e, sobretudo, estimula nas meninas o sonho de se tornarem bailarinas”, explicou a idealizadora do projeto e diretora da EC 12 de Taguatinga, Keith Alves.
Anualmente, as crianças matriculadas no projeto fazem duas ou três apresentações para o público. Neste ano, as apresentações ocorreram na Festa da Família e no espetáculo apresentado no dia 5/11. Para custear o traje das bailarinas, a gestão da escola realizou rifas e a ação “Adote uma Bailarina”. Em abril deste ano, duas estudantes do Projeto Pliê participaram de audição realizada pelo Ballet Bolshoi – uma das maiores escolas de dança do mundo.
Como tudo começou…
Uma criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) queria ser bailarina e, para tornar esse sonho possível, a diretora Keith idealizou o Projeto Pliê.
Confira fotos no álbum do Facebook do Sinpro no link a seguir:
Escola não é lugar de aprender apenas Português e Matemática. Na escola também se formam pessoas críticas, que saibam viver em coletividade e tenham interesse em construir um mundo mais justo e equânime. Na Escola Classe 415 Norte essa máxima é levada a sério e foi aplicada durante todo o ano letivo a partir do projeto pedagógico Aprender para a Diversidade.
O trabalho foi dividido em quatro eixos temáticos, um por bimestre. No primeiro, o tema foi “Eu e o outro”, onde foram trabalhadas questões como combate ao bullying e à intolerância religiosa e o respeito à diversidade.
No segundo bimestre, os estudantes trabalharam com o eixo “Corpo, mente e coração”. Durante os dois meses, foram realizadas ações que abordaram a saúde mental de professores e estudantes, partilha, interação, entre outros.
Já no terceiro bimestre, o eixo foi “Cultura popular”, com a abordagem da valorização de aspectos folclóricos, culturais e populares do DF e do Brasil, além dos aspectos da sociedade.
O eixo final deste ano letivo foi “Cidadania”, onde os(as) estudantes trabalharam com questões como respeito à democracia, sistema eleitoral brasileiro, respeito aos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
O projeto culminou com mostra artística realizada no último 9 de novembro. Foram expostas centenas de pinturas, maquetes, textos, desenhos e uma série de outras expressões artísticas que exploraram a importância e a necessidade da diversidade.
Segundo o professor Pedro Henrique Peres dos Santos, o período de trabalho teve resultados positivos importantes. “Ao longo do desenvolvimento do projeto, vimos mudanças de comportamento e iniciativas que convergem com nossos objetivos de promoção da inclusão e da equidade, estímulo ao respeito e à tolerância, além do desenvolvimento de competências sociais e emocionais. E isso, tanto em estudantes como em professores e outros membros da comunidade escolar”, afirma.
Para a diretora do Sinpro Márcia Gilda, a iniciativa da Escola Classe 415 Norte é base para uma educação pública emancipadora. “Nós, professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais, também contribuímos para a formação dos adultos de amanhã. Se lutamos por um mundo de igualdade, de respeito, de tolerância, devemos levar isso para dentro das escolas. Lá formaremos e seremos formados a partir desses princípios”, afirma.
Não haverá expediente no Sinpro nesta quarta-feira, 20/11
Jornalista: Maria Carla
Em razão do feriado nacional do Dia da Consciência Negra, a diretoria colegiada do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nesta quarta-feira, 20 de novembro. O atendimento voltará ao normal nesta quinta-feira (21/11).
Fiquem atentos(as) para as novas datas do remanejamento externo
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF alerta para as novas datas do remanejamento externo. O sindicato orienta a categoria a compartilhar as novas datas para mais pessoas fiquem sabendo da mudança. A lista com as novas datas mais importantes nesta nova etapa do procedimento:
13 a 20/11 – Cabe a você, servidor(a), enviar a lista de carências no SIGEP, para participação no remanejamento externo.
21/11 – Sai o resultado preliminar.
21 e 22/11 – Cabe a você, servidor(a), apresentar recursos ao resultado preliminar do remanejamento externo. (Em Processo SEI, encaminhar DISET).
21 a 30/11 – Período de análise dos recursos do resultado preliminar do remanejamento externo.
9/12 – O resultado final do procedimento de remanejamento externo e resultado final geral do procedimento de Remanejamento 2024-2025 estão previstos para ocorrerem no dia 9 de dezembro.
Resultado geral e comprovante de bloqueio
9 a 11/12 – Lembre-se: após o resultado final do procedimento de remanejamento, você, servidor(a) ainda deve, entre os dias 9 e 11 de dezembro, apresentar o comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo 2024-2025 e entregar a documentação para validação de pontuação para o procedimento de distribuição de turmas / carga horária / atribuição de atendimentos da UE/UEE / ENE de destino. Não se esqueça dessa última etapa, pois em 16 de dezembro a EU/UEE/ENE fará o procedimento de distribuição de turmas / Carga Horária / atribuição de atendimentos.
CEF 13 de Ceilândia realiza a culminância do projeto Halloween-Cultura
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Fundamental nº 13 de Ceilândia (CEF 13 de Ceilândia) adotou o Halloween, uma das tradições mais antigas e populares do mundo, comemoradas no dia 31 de outubro, como projeto pedagógico multicultural. Trata-se do projeto pedagógico Halloween-Cultura: uma celebração multicultural, cuja culminância ocorreu no dia 8 de novembro, com várias apresentações. Confira as fotos nas redes digitais do Sinpro-DF,
Durante o evento, todos os segmentos da comunidade escolar pôde participar e apreciar exposições de trabalhos acadêmicos relacionados ao tema, como poemas, desenhos, pinturas, esculturas, culinária, murais e cartazes. O evento contou apresentações teatrais, musicais e dança, o que tornou a finalização do projeto Halloween-Cultura em um momento de grande confraternização.
Realizado desde 2022 com a proposta de transformar o Halloween em uma ponte cultural, o objetivo do projeto é desmistificar preconceitos relacionados a essa data e destacar sua importância como uma celebração multicultural. Assim, o CEF promoveu, este ano, um evento especial que não apenas celebrou as tradições do Halloween, mas também procurou integrar e resgatar as lendas e costumes de diversos povos e promover uma maior compreensão sobre as diferentes culturas do mundo, além de estabelecer uma conexão dessas tradições com o folclore brasileiro, como o Carnaval ou o São João, e outras comemorações nacionais de grande importância no Brasil.
O projeto, idealizado por Suyane Lanuze, professora de inglês, já integra o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola e tem como principal objetivo a valorização da cultura, o incentivo à pesquisa e a promoção da interdisciplinaridade na escola. Segundo as organizadoras, o evento proporciona uma rica oportunidade para os(as) estudantes do 8º e 9º Anos, com idades entre 13 e 14 anos, e da EJA-Interventiva, de explorarem e aprofundarem seus conhecimentos sobre a tradição do Halloween e suas diversas origens.
“A data do Halloween não se resume apenas ao aprendizado de um idioma estrangeiro, como o inglês, mas também é uma chance de descobrir e compartilhar a rica cultura de diferentes países. O trabalho foi desenvolvido respeitando todas as religiões. O estudante está liberado para usar, ou não, a fantasia que desejar. O foco são as apresentações dos temas conectados com as matérias e exposições dos trabalhos realizados no decorrer das três semanas destinadas ao projeto. Para o dia, realizamos uma exposição e apresentação dos trabalhos, com um lanche e atividades especiais preparados com muito carinho para os estudantes”, afirma Jean Magali, coordenadora e professora do CEF 13.
Tradições e costumes do mundo
A coordenadora explica que a era digital tem facilitado o acesso dos(as) estudantes a informações culturais de diversos lugares do mundo, o que amplia o interesse por tradições e costumes de outros países e, consequentemente, permite a incorporação dessas culturas no cotidiano escolar e promover a interdisciplinaridade. Assim, o Halloween-Cultura é um projeto que abrange diversas disciplinas, com atividades específicas para cada área do conhecimento, refletindo a proposta de um trabalho integrado.
Ela cita alguns exemplos de atividades: “Português e inglês: leitura e interpretação de textos literários de fantasia, oficinas de contação de histórias, saraus e apresentações de lendas. Artes: produção de decorações, apresentações teatrais, maquiagem, confecção de fantasias e expressões artísticas relacionadas ao tema. Educação física: jogos e danças típicas, brincadeiras e atividades lúdicas com o clima de festa.Ciências: experimentos e demonstrações de ilusões de ótica e outras atividades científicas que poderiam ser relacionadas ao tema do Halloween. Matemática: uso de gráficos, origamis e outros jogos matemáticos para conectar o conteúdo com a festividade. Geografia e história: estudo das origens do Halloween, suas lendas e personagens míticos, comparando com outras celebrações em diferentes países.
Metodologia e culminância
O projeto foi planejado e desenvolvido por meio de pesquisas realizadas em grupo. Cada uma das 12 turma (seis turmas do 8º Ano e, seis, do 9º Ano) tiveram a missão de decorar suas salas de aula e preparar apresentações sobre o Halloween e suas diversas vertentes culturais. As atividades foram distribuídas de forma que todas as disciplinas estivessem representadas nas apresentações finais.
O trabalho, segundo a coordenadora, também traz a inovação e o engajamento como prática pedagógica e uma das atividades que favorecem esse tipo de prática é o Concurso de Fantasias, com diversas categorias, como a melhor fantasia criativa, melhor fantasia feminina e masculina, e até prêmios para as turmas que mais se destacaram na arrecadação de alimentos, brinquedos ou agasalhos para doação a instituições carentes. Outra iniciativa que estimula a inovação e o engajamento são as “Ações Solidárias”, que trazem um aspecto ainda mais significativo para a celebração e mostra que o Halloween também pode ser um momento de generosidade e aprendizado sobre o valor de ajudar ao próximo.
Avaliação e impacto educacional
Magali explica que, no fim do projeto, os(as) estudantes são avaliados com base em sua participação nas atividades e na organização dos trabalhos, considerando a dedicação e o envolvimento de cada turma. A avaliação, que contemplou todas as disciplinas envolvidas, foi realizada de forma integrada e levou em conta a criatividade, a pesquisa e a colaboração entre os estudantes.
Segundo ela, o Halloween-Cultura no CEF13 é uma experiência enriquecedora para todos(as) estudantes, professores(as) e toda a comunidade escolar. Além de proporcionar um dia de muita diversão e aprendizado, o projeto tem impacto positivo na formação cultural dos(as) estudantes ao promover a valorização das diversidades culturais e ao quebrar tabus sobre uma das celebrações mais populares do mundo.
O evento, na opinião da coordenadora, é uma excelente oportunidade para refletir sobre o papel das festas e das celebrações na construção da identidade cultural, demonstrando como o Halloween pode ser uma rica fonte de aprendizado, diversão e, sobretudo, de respeito às tradições de outros povos. Com a participação ativa dos(as) estudantes e o apoio dos(as) professores(as), o Halloween-Cultura no CEF13 se consolidou como um exemplo de como a educação pode unir cultura, solidariedade e conhecimento de forma criativa e envolvente.
Origem do Halloween
A origem do Halloween remonta a cerca de 2.500 anos, na Irlanda, e desde então se espalhou por diversos países, incluindo Estados Unidos da América (EUA), Inglaterra, Japão e até o Brasil. No Brasil, a data tem ganhado cada vez mais destaque, principalmente em escolas, cursinhos e festas organizadas por instituições públicas e privadas. No entanto, ao longo dos anos, o Halloween foi visto por alguns como uma festividade de conotação negativa, associada a ideias de “demonismo”, um conceito que muitos brasileiros passaram a questionar.
Há 135 anos, o Brasil ingressava na Era da República. Ainda que aos trancos e barrancos, iniciamos naquele 15 de novembro de 1889 uma construção coletiva de todos que acreditam na soberania popular e, mais do que isso, de todos que acreditam e confiam na sabedoria popular, que acreditam que pessoas são passageiras, mas as instituições devem ser fortalecidas, pois são permanentes e imprescindíveis para um Brasil melhor, para um Brasil de sucesso e progresso, para um Brasil com mais harmonia, com mais justiça social, com mais igualdade e solidariedade, para um Brasil com mais amor e esperança.
A diretoria colegiada do Sinpro acredita, também, que a República é o único caminho para a Democracia e o Estado Democrático de Direito, a forma de governo daqueles que acreditam na liberdade, na paz, no desenvolvimento, na dignidade da pessoa humana, no pleno emprego, no fim da fome, na redução das desigualdades, na prevalência da educação e na garantia de saúde de todas as brasileiras e brasileiros.
Remanejamento externo: envio de carências estendido até 20/11
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Devido a instabilidades no SIGEP, a Secretaria ampliou o prazo para que servidores(as) interessados em participar do processo enviem a lista de carências. O prazo termina na próxima quarta-feira, 20/11.
As demais datas do processo de remanejamento também devem sofrer alterações, e serão comunicadas em breve.
Pautas da classe trabalhadora no centro do debate do G20 Social
Jornalista: Vanessa Galassi
Desta quinta-feira (14) até sábado (16/11), o Rio de Janeiro recebe o G20 Social. A iniciativa busca ampliar a participação da sociedade civil nos processos decisórios do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia. O evento terá a participação ativa da Central Única dos Trabalha (CUT) e outras centrais sindicais, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e de sindicatos de trabalhadores, que levarão como pauta a reflexão do mundo do trabalho a partir das mudanças tecnológicas, da emergência ambiental e da justiça social.
Palco montado para o G20 Social, na Praça Mauá, Rio de Janeiro. Foto: Franciéli Barcellos/G20 Brasil
O anúncio do g20 Social foi feio pelo presidente Lula na 18ª Cúpula de Chefes de Governo e Estado do G20, em Nova Délhi, na Índia, quando o Brasil assumiu simbolicamente a presidência do bloco.
Neste primeiro dia do G20 Social serão realizadas atividades autogestionadas pelas entidades sindicais. As discussões contribuirão para a construção e aprovação do texto “Transições no mundo do trabalho: garantir empregos de qualidade e promover a redução das desigualdades”. O material será apresentado junto com outras propostas das entidades civis no último dia do evento, quando será elaborado documento síntese da Cúpula Social.
Na atividade desta quinta-feira, a CNTE apresentou “A Carta de Fortaleza”, documento elaborado no Seminário Internacional da Educação, realizado no último mês de outubro, na capital do Ceará, com o lema “Do local ao global, fortalecendo a educação pública e a organização sindical!”. O seminário integrou a agenda de atividades do G20 Educacional.
A Carta de Fortaleza expressa preocupação e urgência em relação à situação da educação em nível global, além de apontar pautas que precisam ser assumidas por todos que defendem uma educação como direito.
“Em um momento em que os desafios enfrentados pelas nações exigem uma reflexão profunda e ações concretas, é imperativo que a educação pública, gratuita, laica, democrática, inclusiva, de boa qualidade e socialmente referenciada seja colocada no centro das prioridades dos países que compõem o G20”, diz trecho do documento. Entre os problemas da educação, o documento destaca a desvalorização profissional. “A valorização dos/as trabalhadores/as da educação não apenas melhora a qualidade do ensino, mas também contribui para a retenção e atração de talentos para a carreira docente”, aponta o texto. (Leia a íntegra da Carta de Fortaliza AQUI)
Essa é a primeira vez que os movimentos sindical e social estão integrados ao G20. Nos outros encontros, os debates sobre decisões a respeito de assuntos que afetam a economia mundial e, consequentemente, a vida da classe trabalhadora, ficaram restritos aos chefes de Estado. “Ficávamos à margem das discussões, realizando atividades paralelas que não eram nem reconhecidas. Agora, participamos institucionalmente”, afirma o presidente da CUT, Sérgio Nobre.
O sindicalista ainda destaca que as reflexões da classe trabalhadora não ficarão restritas ao Brasil. “Não vamos pensar, por exemplo, em geração de emprego no Brasil, ou a melhoria da saúde no Brasil. Nós vamos pensar no planeta, combater o desemprego, as desigualdades sociais no planeta. E a ideia é que nossas pautas sejam entregues ao presidente Lula para que ele coloque nos seus discursos com os líderes mundiais”, diz.
O documento “Transições no mundo do trabalho: garantir empregos de qualidade e promover a redução das desigualdades” que será apresentado na Cúpula Social do G20 pelas centrais sindicais brasileiras terá, ao menos, 20 demandas:
1 – Implementação de políticas de desenvolvimento econômico socialmente justo e ambientalmente sustentável, com redução das diferentes dimensões das desigualdades.
2 – Garantia de acesso público, universal e de qualidade à saúde, educação, aos serviços de cuidado e seguridade para as populações ao longo de toda a vida.
3 – Garantia de direitos trabalhistas, previdenciários e sindicais, revertendo processos de precarização do trabalho difundidos ao redor do mundo, revendo o estabelecimento de contratos de trabalho precários.
4 – Fortalecimento da liberdade de organização sindical e a negociação coletiva nos setores público e privado, combate de práticas antissindicais e garantia de autonomia dos trabalhadores na definição do sistema de financiamento sindical.
5 – Implementação da política de valorização salarial.
6 – Ampliação da adesão às Convenções da OIT, como a convenção 156, sobre a adoção de medidas para impedir que demandas familiares dificultem o acesso ao emprego e o crescimento profissional; criação de convenções que tratem das novas formas de trabalho mediadas pela digitalização e pelo uso da Inteligência Artificial.
7 – Ampliação das oportunidades orientadas pelos princípios do trabalho decente para mulheres, população negra, juventude, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, além de combater o trabalho escravo e erradicar o trabalho infantil.
8 – Atualização das regulações da jornada laboral de modo a limitar a fragmentação do tempo de trabalho por meio das novas tecnologias.
9 – Garantia de formação profissional permanente e de qualificação profissional para novos postos de trabalho em casos de empresas afetadas pela automação.
10 – Eliminação de processos produtivos prejudiciais à saúde dos trabalhadores garantindo saúde e segurança no trabalho.
11 – Garantia de proteção aos desempregados através de políticas como seguro-desemprego, formação profissional, intermediação de mão de obra e programas de transferência de renda.
12 – Instituição da renda básica universal como direito social, complementar aos direitos do trabalho.
13 – Implementação de tributação progressiva sobre renda e patrimônio e o aumento da tributação sobre grandes heranças e fortunas, lucros e dividendos para a criação de um fundo mundial para transição energética e o combate à pobreza e às desigualdades.
14 – Implementação de políticas de transição, recuperação e preservação ambiental que incluam a geração de trabalho decente e amparo para todas as comunidades afetadas.
15 – Garantia da valorização da agricultura familiar, da agroecologia, da economia circular e redução da poluição nas cidades e no campo.
16 – Implementação de investimentos em energia limpa, renovável e acessível, garantindo que a população tenha acesso a padrões de vida dignos e mobilidade.
17 – Ampliação dos investimentos em infraestrutura para uma produtividade ancorada em ciência e tecnologia e criação de empregos formais de qualidade e sustentáveis.
18 – Estabelecer infraestrutura econômica, social e ambiental para uma industrialização sustentável, revertendo o processo de reprimarização em países da periferia.
19 – Regulamentação do uso de tecnologias que impactam negativamente os postos e as condições de trabalho, de forma que as inovações sejam elementos de promoção e melhoria da vida em sociedade.
20 – Compartilhamento dos ganhos de produtividade advindos de avanços tecnológicos com os trabalhadores (por meio da redução da jornada de trabalho e da valorização dos salários) e com o Estado (arrecadação de tributos).