EC 12 de Ceilândia realiza 3ª edição do Chocolate Literário: um encontro de leitura e cultura

A Escola Classe 12 de Ceilândia (EC 12 de Ceilândia) realizou a terceira edição do projeto “Chocolate Literário”, um projeto pedagógico que, desde sua criação, busca aproximar os(as) estudantes da literatura de maneira envolvente e significativa. Com foco na valorização da diversidade cultural, a iniciativa é uma celebração do conhecimento e da criatividade, estimulando a imaginação e o pensamento crítico dos(as) educandos(as).

Alessandra Lemes, diretora da EC 12 há 15 anos, psicóloga e escritora fascinada pela literatura, informa que o projeto Chocolate Literário tem o objetivo de destacar a literatura como ferramenta de expressão, reflexão e desenvolvimento de competências essenciais. “A atividade tem como objetivo a valorização da literatura como linguagem capaz de mobilizar sentimentos, emoções e valores, enaltecendo os estudantes como escritores e, também, como ouvintes, contribuindo para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita bem como a estimulação e o interesse pela leitura, além do desenvolvimento do pensamento crítico”, afirma.

Ela explica que, durante o ano, diversos(as) autores(as) locais, brasilienses, com obras temáticas de grande relevância alinhadas ao currículo são convidados(as) a fazerem parte do projeto. Assim, as obras são apresentadas às(aos) professores(as), que selecionam a obra a seu critério. A partir da familiaridade dos(as) docentes com as obras e os textos, eles(as) são livres para definir as metodologias para trabalhar tanto a obra quanto a biografia do(a) autor(a), por exemplo, com recontos, atividades artísticas, rodas de conversa, produção de textos, escrita coletiva, dentre outros.

“Na culminância, temos a participação de toda a comunidade escolar. A escola é decorada e organizada para uma exposição., cada sala de aula se transforma em um grande stand de amostras das obras dos autores homenageados.  Os estudantes encenam histórias, declamar poesias, confeccionam painéis e varais literários, demonstrar protagonismo como leitores, escritores e artistas, prestar  homenagem aos autores do Distrito Federal, além de se deliciar com o universo da literatura e degustar um delicioso chocolate quente”, informa.

Nesta edição, os(as) autores(as) locais homenageados foram Marcos Reis, com as obras Lápis cor de pele; Gira mundo, roda pião; Quem pegou a peruca do rei?; Alessandra Alexandria, com Dr. Falador – O palhaço que semeia amor; Francisco de Assis Assley Faos, com as obras Uma história de medo, Alfabeto em rimas, Minha pele cor de pele; Regina Ferreira com a obra Encontro de Cristal; Neuza com as obras A princesa negra e Pedrinho e Simão; Lair França, com Mariela quer ser modelo e Lentes mágicas.

A diretora afirma que, por meio de uma série de atividades, o projeto busca incentivar o prazer pela leitura, com obras de autores locais que ressoem com os interesses e vivências dos(as) estudantes; desenvolver habilidades de leitura e escrita, melhorando a compreensão de diferentes textos e ampliando o vocabulário dos estudantes; estimular o pensamento crítico, promovendo debates, rodas de conversa e discussões sobre temas presentes nas obras literárias; e  fortalecer a identidade e a expressão criativa dos(as) estudantes, incentivando a produção de textos, a interpretação de obras e a criação de projetos artísticos.

“As obras escolhidas foram alinhadas ao tema central do projeto, “Eu sou porque nós somos”, e proporcionam aos alunos uma rica reflexão sobre suas próprias vivências e a valorização das diferenças culturais”, informa.

Metodologia e atividades

Ao longo do ano letivo, diversos(as) autores(as) locais são convidados(as) a participarem do projeto. Eles e elas levam para a sala de aula livros com temáticas relevantes, alinhadas ao currículo escolar. Os(as) professores(as), com base nas obras, escolhem as metodologias mais adequadas para trabalhar tanto o conteúdo literário quanto a biografia dos(as) autores(as), por meio de atividades interativas como, recontos e resumos de obras; produção de textos individuais e coletivos; atividades artísticas, como painéis e varais literários; encenações de histórias e declamação de poesias; e rodas de conversa e debates sobre os temas abordados nos livros. Segundo a diretora, os(as) estudantes também são incentivados(as) a refletir sobre suas próprias experiências, criando narrativas e textos baseados nas leituras realizadas.

Culminância 

A culminância do Chocolate Literário é um evento de grande importância para a comunidade escolar. No dia, toda a escola é transformada em um espaço literário, com exposições, apresentações e atividades culturais. A programação inclui exposição de trabalhos, com painéis, varais literários e produções artísticas realizadas pelos(as) estudantes; apresentações culturais, com encenações de histórias e declamações de poesias, demonstrando o protagonismo dos estudantes como leitores e artistas.

A programação também apresenta homenagem aos(às) autores(as) locais, em que os(as) estudantes prestam tributo aos(às) escritores do Distrito Federal, destacando a importância da literatura regional. Realiza também a  “Manhã de autógrafos”, com a presença de autores(as)  convidados(as), proporcionando uma troca de saberes entre escritores(as) e estudantes. E, por fim, degustação de chocolate quente, criando um ambiente acolhedor e festivo, em que a literatura se encontra com o prazer da convivência.

O projeto segue também um cronograma de ações que envolve a comunidade escolar em diversas etapas. Confira as principais datas. Este ano, entre os dias 2 de outubro e 9 de novembro, uma série de atividades foi realizada como parte do projeto: apresentação dos(as) autores(as) e obras; análise e escolha das obras pelos(as) professores(as); período de desenvolvimento das atividades com os(as) estudantes; convite para a comunidade escolar participar do evento; organização das salas e espaços para o evento de culminância; no dia 9/11, realizada a culminância do projeto, das 9h às 11h30.

Avaliação

A avaliação do Chocolate Literário ocorre de forma contínua e reflexiva, com o objetivo de medir a eficácia das atividades propostas e os impactos na formação dos(as) estudantes. Aspectos como o uso adequado dos recursos, o alcance dos objetivos pedagógicos, o feedback (retorno) dos(as) participantes e a continuidade dos resultados após o término do projeto serão analisados para aperfeiçoar futuras edições.

O Chocolate Literário faz parte do Projeto Político-Pedagógico (PPP)da escola e, além de valorizar a autoria Local, promove a inclusão  cultural. Este ano, o projeto contou com obras de de autores locais que abordam temas como identidade, diversidade e pertencimento. A ideia é que cada turma trabalhe com uma obra específica, com imersão profunda na literatura local. Entre os autores convidados estão: Marcos Reis com “Lápis cor de pele” (2ºP “B” e 2ºP “D”); Alessandra Alexandria com “Dr. Falador – O palhaço que semeia amor” (3ºA e 3ºB); Francisco Assley Faos com “Uma história de Medo” (1ºB e 2ºB); Regina Ferreira com “Encontro de Cristal” (1ºP “C” e 1ºP “D”); Neuza Maria com “A princesa negra” (1ºP “B”) e “Pedrinho e Simão” (5ºA); Lair França com a obra “Lentes mágicas” (5ºA).

Para Alessandra Lemes, o projeto Chocolate Literário é muito mais do que uma simples atividade escolar. “Trata-se de um espaço de encontro, reflexão e expressão, onde a literatura se torna uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento humano e cultural dos estudantes. Ao celebrar a diversidade, os alunos não apenas ampliam seus horizontes literários, mas também se conectam com sua própria identidade e com as riquezas culturais de sua comunidade. Este projeto reafirma a importância de iniciativas que promovem a leitura e a escrita como instrumentos de transformação, fomentando o protagonismo e a criatividade dos alunos, e fortalecendo o vínculo da escola com a comunidade”, finaliza.

Estudantes dão aula na premiação do 2º Festival de Curtas do Sinpro

O conceito de felicidade é uma questão filosófica. Para Sócrates, a felicidade só poderia ser atingida por uma conduta virtuosa e justa. Aristóteles entendia felicidade como o fim que todo ser humano busca. Para Hannah Arendt, a felicidade se encontra na participação ativa na vida política e na construção do mundo comum. Na filosofia africana Ubuntu, a felicidade individual está diretamente ligada à felicidade do outro.

A premiação do 2º Festival de Curtas do Sinpro – Adélia Sampaio, realizada nessa quarta-feira (13/11), deu prosseguimento ao debate que atravessa os tempos. De realidades diversas, muitas vezes duras, estudantes das escolas públicas do DF fizeram análises sensíveis, críticas e impactantes sobre o que é felicidade ao elaborar filmes de até 5 minutos com o tema “Escola é Lugar de Ser Feliz”.

Para eles, felicidade é não conviver mais com o bullying; é ser acolhido por colegas da sala de aula; é sair de um lar conturbado e encontrar amizades verdadeiras; é ser livre para assumir a orientação sexual; é ter acesso ao conhecimento que liberta; é ter inclusão. Felicidade também é receber o apoio de um professor; é brincar na hora do recreio; é comer a merenda – muitas vezes, a única refeição do dia; é fazer rimas e grafites bem elaborados; é ter oportunidade para construir um futuro sem grades.

“Neste 2º Festival de Curtas do Sinpro, quem teve aula fomos nós, os professores e orientadores educacionais. É emocionante ver como os estudantes, independente da idade, fazem discussões tão profundas para que tenhamos uma sociedade onde haja mais paz, mais sorrisos, mais solidariedade, mais acolhimento, mais justiça”, avalia o diretor do Sinpro Raimundo Kamir.

Para o sindicalista, “o maior prêmio desta edição do Festival foi dado ao coletivo”. “Acredito que saímos daqui (da cerimônia de premiação), todos e todas, premiados. Discutimos, conjuntamente, o que nossa comunidade escolar quer e precisa para ser feliz. Apontamos falhas que embarreiram viver em felicidade, como a desvalorização da nossa categoria e a violência que nasce da ausência do Estado e invade as escolas. Mostramos que as escolas públicas são definitivas para a formação de crianças e jovens, e que é necessário investimento para a educação. Esses ensinamentos serão espalhados e, com certeza, contribuirão para a construção de um DF e um Brasil melhor.”

A chegada
Cerca de 40 minutos antes do horário de início da cerimônia de premiação do 2º Festival de Curtas do Sinpro, agendada para 14h, ônibus lotados de estudantes de várias cidades do DF começaram a chegar ao Cine Brasília.

Tanto os pequenos como os mais crescidos observavam atentamente o espaço que abrigou figuras ilustres da cinematografia e exibiu obras revolucionárias para o cinema brasileiro.

De uniforme escolar, os estudantes entraram curiosos no último cinema de rua do DF, projetado por Oscar Niemeyer, por onde já passaram o cineasta Vladimir Carvalho, a atriz Sônia Braga, o músico e cantor Paulo Miklos e tantos outros. Fizeram pausa para registrar o momento com selfies e, claro, para pegar a pipoca. Afinal, a sessão estava prestes a começar.

Da esquerda para direita: Lehandro Lira, jurado; Joana Darc, diretora do Sinpro; Cleber Soares, representante da CUT e diretor do Sinpro


A sessão

Em poucos minutos após a abertura da sala de cinema, os mais de 600 lugares do Cine Brasília foram ocupados quase que completamente. E não demorou muito para que os gritos de “já ganhou” começassem, antes mesmo que fossem exibidos os 25 curtas selecionados pela Comissão Julgadora do 2º Festival de Curtas do Sinpro.

“Hoje não teremos os melhores. Teremos os melhores momentos dos curtas selecionados, pois cada um já deu o melhor de si”, disse o jurado Lehandro Lira, diretor de arte, arte educador, coreógrafo e ativista cultural.

Ao lado dele, a diretora do Sinpro Joana Darc afirmou que os estudantes levariam aquele momento para sempre na lembrança. “Lançamos a semente. Daqui, muita coisa boa vai sair, principalmente a ideia de que realmente precisamos de mais livros e menos armas. E, para isso, é urgente mais investimento na educação”, afirmou.

Como representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o diretor do Sinpro Cleber Soares seguiu a linha de Darc, e completou: “Uma escola só é feliz se for cuidada. E escola cuidada é escola que tem investimento do governo”, disparou, e recebeu aplausos que confirmaram que esse era um pensamento compartilhado por todos ali.

Minutos depois, as luzes se apagaram. No telão, o aviso: “Desliguem os celulares. A sessão vai começar”. O público foi à loucura. Faltava pouco para o anúncio dos grandes vencedores.

A premiação
Abraços, pulos, sorrisos, gritos a cada anúncio dos curtas que se destacaram nas categorias do 2º Festival de Curtas do Sinpro. Não importava a idade. Alguns se emocionaram, outros fizeram dancinha no palco. Comemorações de fazer inveja a vencedores do Oscar.

Rafael Francisco, de 10 anos, foi o protagonista do curta “O Bruxinho que Atrasava o Conhecimento”. A história traz uma criatura que invade a sala de aula e joga um feitiço nos estudantes para que ninguém mais consiga aprender. O que essa criatura não esperava era que ali, naquele espaço de conhecimento, havia a arma perfeita para combate-la. “Eu criei essa história. Ela saiu da minha cabeça. No dia, eu estava inspirado, e aí disse: tio, bora fazer desse jeito? Aí ele topou, arrumou algumas coisas que eu tinha falado, e aí foi”, contou orgulhoso. O curta, realizado pela Escola Classe 12 do Gama, foi o escolhido na categoria Educação Infantil.

Para o professor Higor Lucas da Rocha Alencar, do CED Darcy Ribeiro, no Paranoá, o Festival de Curtas do Sinpro proporcionou aos estudantes da unidade escolar a consciência de que eles também podem fazer cinema. “Têm alunos nossos que nunca foram ao cinema. Com o Festival de Curtas, nós levamos até os estudantes não só a oportunidade de virem ao Cine Brasília, de prestigiarem os outros colegas, mas também de fazer filmes. Isso é fantástico”, avaliou o docente que coordenou a elaboração do curta “Epílogo”, um stop motion de papel, escolhido na categoria Ensino Fundamental.

Já o professor Francisco Celso Leitão Freitas, do Núcleo de Ensino da Unidade de Internação da Santa Maria, avalia que os curtas exibidos no Festival promovido pelo Sinpro “mostram a potência da educação pública do DF”. “Costumo dizer que a linguagem artística toca muito mais mentes e corações do que qualquer discurso eloquente. A sétima arte é uma ferramenta muito poderosa de educomunicação, ainda mais em um espaço de silenciamento tanto das vozes quanto dos corpos.” Ele coordenou o curta “Violência Nunca Mais!”, vencedor da categoria Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional.

Além da premiação dos curtas escolhidos em cada uma das categorias do Festival do Sinpro, também foram entregues menções honrosas para filmes que se destacaram. “Foram muitos trabalhos maravilhosos. É preciso reconhecer a dedicação, o empenho e, principalmente, o olhar crítico dos nossos estudantes, professores, orientadores educacionais, dos trabalhadores que fazem a merenda, dos que realizam a limpeza das unidades escolares. Toda a comunidade escolar foi envolvida nesses trabalhos, o que mostra que escola é também um lugar de partilha, de horizontalidade, de trabalho em conjunto. Definitivamente, escola é lugar de ser feliz”, afirma a diretora do Sinpro Letícia Montandon.

> Acesse aqui o álbum de fotos da premiação

Ao todo, cinco filmes receberam premiação de melhor curta (Veja lista abaixo) nas categorias Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação do Sistema Socioeductivo ou do Sistema Prisional), além da avaliação do Júri Popular.

O próximo Festival de Curtas do Sinpro – Adélia Sampaio será em 2025. A contagem regressiva para a terceira edição já começou.

PREMIADOS

Educação Infantil

O Bruxinho que Atrasava o Conhecimento
Escola Classe 12 do Gama
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Educação Fundamental

Epílogo
Centro Educacional Darcy Ribeiro
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Ensino Médio

Mundo de Papel
Centro Educacional do Lago Norte
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Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional

Violência Nunca Mais!
Núcleo de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria
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 Júri Popular

Pétalas do Ébano
Centro de Ensino Médio Integrado do Gama
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MENÇÃO HONROSA

Educação Infantil

Escola é Lugar de Ser Feliz
Escola Classe 06 de Taguatinga
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A Turma Feliz
Escola Classe 12 do Gama
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Ensino Fundamental

Horinhas de Descuido
CEF Gan
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Valores
Centro Educacional Darcy Ribeiro
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Ensino Médio

Bia e Tiago
Centro de Ensino Médio Elefante Branco
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Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional

Esperançar, Educar, Ressignificar
Núcleo de Ensino da Unidade de Internação da Santa Maria
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MATÉRIAS EM LIBRAS

Remanejamento externo: servidor deve enviar lista de carências até domingo (17/11)

Esta semana acontece uma importante etapa do processo de remanejamento externo: servidores e servidoras interessados em participar do processo devem enviar a lista de carências no SIGEP até domingo (17/11). O resultado sai na próxima terça-feira, 19/11.

O prazo para apresentação de recursos ao resultado preliminar do remanejamento externo vai de 19 a 21 de novembro – Em Processo SEI, encaminhar DISET. A Sugep tem até o dia 25 para analisar os recursos.

No dia 9/12 sai o resultado final do procedimento de remanejamento externo e Resultado final geral do procedimento de Remanejamento 2024-2025.

 

Resultado geral e comprovante de bloqueio

9 a 11/12 – Lembre-se: após o resultado final do procedimento de remanejamento, você, servidor(a) ainda deve, entre os dias 9 e 11 de dezembro, apresentar o comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo 2024-2025 e entregar a documentação para validação de pontuação para o procedimento de distribuição de turmas / carga horária / atribuição de atendimentos da UE/UEE / ENE de destino. Não se esqueça dessa última etapa, pois em 16 de dezembro a EU/UEE/ENE fará o procedimento de distribuição de turmas / Carga Horária / atribuição de atendimentos.

Sinpro apoia posição histórica da CUT em defesa do fim da jornada de trabalho 6X1

O Sinpro referenda a luta histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em defesa da classe trabalhadora, contra corte de gastos e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário, bem como pela garantia do direito ao descanso semanal, conforme determina a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Nesse sentido, apoia o posicionamento da Central divulgado em nota pública, nessa terça-feira (12),  na qual a entidade defende a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP), a qual põe o fim da escala de trabalho 6×1. Além da redução da jornada de trabalho sem redução de salários, pauta histórica da Central, a nota inclui posição contrária ao corte de gastos.

Líder do Psol na Câmara dos Deputados, Hilton busca conseguir 171 assinaturas para poder apresentar a PEC que estabelece a duração do trabalho de até 8 horas diárias e 36 semanais, com jornada de quatro dias por semana e três de descanso. Outra proposta já em tramitação na Câmara é a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal no Brasil. Essa redução terá prazo de dez anos para se concretizar. O texto do deputado está na Comissão de Constituição e Justiça à espera de um relator desde março.

Fim da jornada 6X1

Em matéria divulgada recentemente no seu site, a Revista Fórum mostra que, enquanto o Brasil, sempre atrasado no processo histórico, discute ainda o fim da jornada 6X1, a Alemanha testa semana de quatro dias de trabalho. No país europeu, funcionários que participaram do projeto, geralmente, se sentiam melhor com menos horas e permaneciam tão produtivos quanto eram com uma semana de cinco dias.

O debate sobre esse tema tem ganhado as ruas e as redes sociais e pressionado entidades e políticos a se manifestarem sobre a questão. O Sinpro lembra que, embora a Constituição Federal estabeleça a jorndada de 8 horas diárias e até 44 horas semanais, a luta pela redução dessa jornada e pelo direito ao descanso é uma pauta permanente na luta histórica da classe trabalhadora.

A CLT estabelece que funcionários não podem trabalhar mais de 8 horas por dia ou 44 horas por semana — com possibilidade de duas horas extras por dia, mediante acordo trabalhista. No entanto, a escala de trabalho (como essas horas são divididas por dia de trabalho) não é definida por lei. Com isso, as empresas podem determinar a escala que quiserem, sendo a mais comum a de 5×2 — de cinco dias trabalhados, com dois de folga. Todavia, o comércio pratica a escala 6×1 — com seis dias de trabalho para um dia de folga, o que provoca um grande número de reclamações trabalhistas sobre o direito ao descanso. Confira a nota da CUT na íntegra:

 

NOTA DA CUT EM DEFESA DA CLASSE TRABALHADORA, CONTRA CORTE DE GASTOS E PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO

 

A Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasil está acompanhando de forma atenta os debates acerca do possível corte de recursos orçamentários e outras fontes de financiamento de políticas públicas, bem como o debate mais recente acerca da redução da jornada de trabalho impulsionada pela proposta de fim da escala semanal de trabalho “6×1” (seis dias de trabalho por um de descanso). A defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras no orçamento público e da redução da jornada de trabalho sem redução do salário são bandeiras de luta históricas da CUT e não aceitaremos que sirvam como instrumento de pressão por parte de uma minoria privilegiada para ampliar seus lucros com a retirada de direitos do povo.

 

Desde a sua fundação, a CUT tem se consolidado como uma organização sindical de massas com o compromisso de defender os objetivos imediatos e históricos da classe trabalhadora, a luta por melhores condições de vida e de trabalho, bem como o engajamento no processo de transformação da sociedade brasileira em direção à democracia. Em seu último Congresso Nacional, realizado em 2023, deliberou da seguinte forma:

 

Sobre emprego, renda e proteção social:

Como parte e desdobramento das políticas de desenvolvimento, a CUT continuará priorizando ações em defesa da ampliação da proteção social, do combate à fome, à pobreza e à precarização do trabalho. Da mesma forma e com igual vigor, deverá continuar demandando do Estado a continuidade da política de valorização do salário-mínimo, o desenvolvimento de políticas de proteção ao emprego, de valorização dos servidores públicos, de geração de empregos de qualidade, de ampliação de moradias para os trabalhadores(as), de mais investimento na rede pública de saúde e de educação, de fortalecimento da agricultura familiar, da proteção do meio ambiente e da transição justa, por abertura de novos concursos nas empresas públicas, a fim de repor o contingente perdido nos últimos anos de desmonte e oxigenar os fundos de previdência complementar e os planos de saúde baseados na solidariedade. (…) Fortalecer a política de valorização do salário-mínimo, conquista da CUT e das Centrais em 2004 e desmontada pelo governo Temer e Bolsonaro, é fundamental para possibilitar uma nova dinâmica econômica. Deve ser prioridade do projeto de desenvolvimento nacional,  pois, além de combater a pobreza e distribuir renda, tem grande impacto na economia ao dinamizar o mercado interno. Articulada a outros programas de transferência de renda, contribui para diminuir a desigualdade, especialmente para mulheres, negros(as), LGBTQIA+, PCDs e indígenas.

Sobre redução jornada de trabalho:

Avançar na proposta de redução das jornadas de trabalho sem redução salarial é reconhecer e apontar soluções para problemas históricos gerados pelo capitalismo, visto que as tecnologias sempre eliminaram empregos e a ganância dos capitalistas sempre precarizaram as relações de trabalho. Atualmente os novos arranjos de investimentos já não mobilizam a capacidade produtiva na intensidade em que precisa gerar postos de trabalho, além de dirimir padrões de trabalho tradicionalmente associados às ocupações. A redução das jornadas de trabalho contribui sobretudo no sentido de apresentar uma saída para o problema estrutural de falta de trabalho e postos de trabalhos decentes a toda força de trabalho disponível. É crucial garantir trabalho a todas as pessoas, que estes trabalhos sejam reconhecidos como relevantes socialmente para toda comunidade e não fiquem restritos ao circuito de acumulação capitalista, distribuindo empregos para todas as pessoas, ampliando o tempo livre para que a classe trabalhadora possa ter uma vida digna a com qualidade. Além disso, a redução da jornada de trabalho contribui para diminuir a disparidade de gênero, visto que são brutalmente afetadas pela sobrecarga de trabalho, fruto das duplas e triplas jornadas de trabalho. Os avanços tecnológicos permitem tecnicamente reduzir a jornada de trabalho e este debate deve estar articulado ao debate sobre a distribuição do tempo entre o trabalho e não-trabalho e na própria distribuição das responsabilidades familiares por todos os seus membros, também como uma resposta política ao problema da pobreza, da desigualdade e da precariedade que afeta a maioria da classe trabalhadora.

No momento em que o Governo Federal tem desenvolvido ações importantes para a reconstrução do país, constatados em especial com a recuperação do nível de emprego, retomada da política de salário mínimo e melhora na renda da população, é inadmissível a pressão que o poder financeiro, o “mercado” e seus porta-vozes têm feito sobre o Poder Executivo e Legislativo para cortar direitos por conta de uma crise fiscal inexistente e indicando como caminho a elevação da taxa de juros e o corte do orçamento público destinado para políticas públicas. Como temos afirmado, quem ganha mais nesse país precisa pagar mais e contribuir para melhorar a vida de quem realmente trabalha.

Nesse sentido, reconhecendo a importância desse momento, a CUT reafirma seu compromisso histórico em defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras, contra todas as ameaças de retirada de direitos, contra a redução do orçamento para as políticas públicas e em defesa do fim da escala de trabalho semanal de 6×1 sem redução de salários e sem a retirada de direitos de redução da jornada já conquistadas por algumas categorias por meio da negociação coletiva. O crescimento e o desenvolvimento do país somente serão possíveis com distribuição de renda, com políticas permanentes de proteção social e de valorização do salário mínimo, com redução da jornada de trabalho sem redução de salários e com o povo brasileiro no orçamento público. Considerando a importância do trabalho e da qualidade de vida para trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo, dentre as propostas da CUT aos Chefes de Estado que irão participar do G20, apresentamos a redução da jornada como parte das medidas para a construção de um mundo justo e sustentável. Não há futuro sem trabalho decente e sem a participação da classe trabalhadora nos rumos da sua vida e do país.

 

 

São Paulo, 12 de novembro de 2024

 

Direção Executiva Nacional da CUT

Sinpro pressiona e CCJ aprova aposentadoria especial para orientadores educacionais

Depois de 18 anos, a Proposta de Emenda à Constituição que concede aos(às) orientadores educacionais o direito à aposentadoria especial (PEC 573/2006) foi admitida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A aprovação foi realizada em sessão desta terça-feira (12/11).

“A nossa tão sonhada aposentadoria especial está mais perto que nunca. Esse resultado de hoje é fruto da nossa luta, na nossa unidade. É resultado do compromisso que o Sinpro tem com a categoria do magistério público”, afirma o diretor do Sinpro Luciano Matos.

 

Orientadores(as) educacionais e professores(as) participaram da reunião da CCJ desta terça e mostraram aos(às) parlamentares que não abrirão mão do direito à aposentadoria especial. Durante a sessão, eles e elas levantaram cartazes com frases como “Parlamentar que respeita a educação vota SIM para a PEC 573/2006” e “Aposentadoria especial para orientadores(as) educacionais é direito!”.

Relatora da PEC 573/2006, a deputada federal Érika Kokay não só deu parecer favorável à alteração, como foi peça-chave na articulação com os demais membros da CCJ para que a proposta fosse admitida. “Vencemos todas as resistências e conseguimos aprovar a admissibilidade da PEC 573”, afirma.

Agora, a PEC da aposentadoria especial dos(as) orientadores educacionais seguirá para comissão especial na Câmara dos Deputados.

“Temos que continuar mobilizados e mobilizadas, pois a nossa luta continua. Ainda há um caminho a ser percorrido até que a nossa aposentadoria especial se torne lei”, alerta o diretor do Sinpro Chicão Alves.

Aprovada na comissão especial, a PEC 573/2006 seguirá para votação no Plenário da Câmara, em dois turnos. Só então ela poderá, se aprovada, ir para o Senado.

Como fica
Com a garantia da aposentadoria especial, orientadores(as) educacionais terão redução em cinco anos dos requisitos de idade e de tempo de contribuição necessários à aposentadoria voluntária.

Com isso, orientadoras educacionais poderão se aposentar com 50 anos de idade e 25 de contribuição. Já orientadores deverão ter idade mínima de 55 anos, além de 30 anos de contribuição. A alteração equipara a aposentadoria de professores(as) e orientadores(as) educacionais.

De acordo com a regra atual, a idade mínima exigida para a orientadora educacional se aposentar é 55 anos, além de 30 anos de contribuição previdenciária. Já o orientador deve ter no mínimo de 60 anos de idade e 35 anos de contribuição previdenciária.

 

MATÉRIAS EM LIBRAS

Sinpro fecha mais um ciclo de formação sindical etapa avançada

Cerca de 60 professores(as) e orientadores(as) educacionais finalizaram a etapa avançada do curso de formação sindical, nos dias 9 e 10 de novembro. Eles fizeram parte da 11ª Turma de Formação Sindical, e cursaram cinco módulos, de agosto a novembro, com carga total de 180 horas.

“O Sinpro adota o processo contínuo de formação da categoria do magistério público. Nessa 11ª Turma de formação avançada, vários participantes, a partir dos estudos, se interessaram em se tornar delegados sindicais. O resultado final é o fortalecimento da nossa luta”, afirma a diretora do Sinpro Vanilce Diniz.

O curso de formação sindical tem como objetivos qualificar a categoria magistério público a fim de potencializar a organização dos(as) educadores(as) nos locais de trabalho e no sindicato, emponderá-los(as) e ampliar os conhecimentos do curso básico, falando sobre a consciência de classe.

“A partir dos ensinamentos adquiridos é possível resgatar o sentimento de pertencimento à classe trabalhadora. Isso é essencial para fazer luta contra o processo de desmonte da educação e construir, coletivamente, uma frente de resistência unificada”, ressalta o diretor do Sinpro Levi Porto.

Durante o curso de formação sindical, ainda foram resgatados os princípios, a concepção e a estrutura da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Organização por Local de Trabalho (OLT), raça e etnia, emancipação da mulher e diversos outros temas que abrangem não apenas a luta da categoria, mas a organização social de modo geral.

“A luta da categoria do magistério é a luta de toda a classe trabalhadora, assim como a luta de cada uma das diversas categorias de trabalhadores deve ser nossa. Nós, definitivamente, devemos entender que somos uma classe só: a classe trabalhadora”, observa o também diretor do Sinpro Hamilton Caiana.

Os cursos de formação política e sindical do Sinpro-DF são estabelecidos em parceria com a CUT e com a Escola Centro-Oeste de Formação Sindical da CUT – ECO/CUT Apolônio de Carvalho.

 

Acesse AQUI o álbum de fotos

Terminam nesta quarta-feira (13) as inscrições para programas de mestrado profissional em história; as de sociologia encerram dia 20

Professores(as) de história e sociologia da rede pública de ensino do Distrito Federal que precisam ou desejam fazer um mestrado profissional tem uma oportunidade. O Ministério da Educação (MEC) está com inscrições abertas para os mestrados PROFHISTORIA e PROFSOCIO, programas gratuitos voltados para professores(as) de história e sociologia.

O processo seletivo para o PROFHISTORIA do MEC inclui provas objetivas e discursivas, com uma taxa de inscrição de R$ 130,00. As inscrições terminam nesta quarta-feira (13). Confira aqui os editais:

Edital PROFHISTORIA

Organizadora do processo seletivo

O processo seletivo do PROFSOCIO é um pouco diferente, pois envolve a avaliação de uma carta de intenções e uma defesa virtual da proposta de pesquisa, com uma taxa de inscrição de R$ 100,00. As inscrições devem ser realizadas até 20 de novembro de 2024.

Edital PROFSOCIO
Site do Programa PROFSOCIO

Nova oportunidade

Essa nova oportunidade está aberta para professores(as) brasileiros(as) que buscam enriquecer suas carreiras acadêmicas e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade da educação no País. As inscrições estão abertas desde outubro, quando o MEC, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), lançou os editais para dois renomados programas de mestrado profissional: o PROFHISTORIA, voltado para docentes de história, e o PROFSOCIO, voltado para professores de sociologia.

Esses programas oferecem formação acadêmica gratuita e prometem uma combinação valiosa entre teoria e prática sem exigir dos(as) docentes a interrupção de suas atividades na sala de aula. São mais de 900 vagas distribuídas em universidades por todas as regiões do Brasil, facilitando o acesso dos(as) profissionais de diferentes contextos e promovendo uma capacitação diversificada.

Como participar do programa do MEC

Para participar do PROFHISTORIA, os(as) interessados(as) devem estar atentos(as) aos requisitos e ao prazo de inscrição. Esse programa, que disponibiliza 605 vagas em mais de trinta instituições de ensino e foi projetado para aperfeiçoar as práticas pedagógicas em história e aprofundar o conhecimento na área, capacitando os(as) profissionais para lidar com os desafios contemporâneos da educação.

O processo seletivo para o PROFHISTORIA do MEC inclui provas objetivas e discursivas, com uma taxa de inscrição de R$ 130,00. As inscrições podem ser realizadas até o dia 13 de novembro de 2024. Mais detalhes sobre o curso, incluindo o edital completo e a organizadora do processo seletivo, estão disponíveis nos seguintes links:

Edital PROFHISTORIA

Organizadora do processo seletivo

Para o programa PROFSOCIO, que atende a professores de sociologia do ensino fundamental e médio, estão sendo oferecidas 308 vagas em 25 instituições. O objetivo principal do mestrado é proporcionar uma formação que estimule o pensamento crítico e a intervenção social, características fundamentais para professores dessa área.

O processo seletivo do PROFSOCIO é um pouco diferente, pois envolve a avaliação de uma carta de intenções e uma defesa virtual da proposta de pesquisa, com uma taxa de inscrição de R$ 100,00. As inscrições devem ser realizadas até 20 de novembro de 2024. Confira o edital e as instruções detalhadas no site do PROFSOCIO nos links a seguir:

Edital PROFSOCIO

Site do Programa PROFSOCIO

Processo de seleção

A seleção para esses programas é altamente rigorosa, com critérios de classificação que avaliam o conhecimento dos candidatos e sua capacidade de aplicar o que aprendem na prática. Para o PROFHISTORIA, o processo seletivo é composto por provas objetivas e discursivas, enquanto no PROFSOCIO, a avaliação se baseia na análise da carta de intenções e na defesa virtual do projeto de pesquisa.

Os candidatos aprovados terão uma oportunidade única de aprimorar suas habilidades e conhecimentos de maneira prática e teórica, mantendo suas atividades profissionais. A formação oferecida por esses programas é reconhecida e respeitada nacionalmente, oferecendo aos professores uma qualificação que pode abrir portas para novas oportunidades no meio acadêmico e contribuir para uma educação mais robusta.

Prazos e distribuição das vagas

A distribuição de vagas para ambos os programas foi cuidadosamente planejada para garantir acesso a professores de todo o Brasil, independentemente da região. Essa estrutura ampla é essencial para promover a inclusão de profissionais de várias realidades e enriquecer o ambiente acadêmico com perspectivas diversas. É importante ficar atento aos prazos de inscrição para garantir a participação:

PROFHISTORIA: inscrições até 13 de novembro de 2024

PROFSOCIO: inscrições até 20 de novembro de 2024

Os programas têm uma cobertura nacional, com vagas distribuídas por diversas instituições de ensino, de norte a sul do país.

Motivos para participar

Para professores interessados em evoluir academicamente e contribuir com a qualidade da educação, essa é uma chance de grande valor.Participar de um mestrado profissional reconhecido pelo MEC e pela CAPES não só oferece formação de alto nível, mas também permite que os docentes apliquem o conhecimento adquirido diretamente em suas práticas diárias.

Com isso, é possível aumentar a eficácia e a inovação nas abordagens pedagógicas, ajudando a formar alunos mais críticos e informados.Este investimento na educação continuada do MEC é um passo estratégico para melhorar o ambiente de ensino em todo o Brasil, e o retorno para o professor se reflete tanto na qualidade da sua atuação quanto em seu desenvolvimento profissional.

Inscrições no MEC

Para se inscrever nos programas de mestrado PROFHISTORIA ou PROFSOCIO, os candidatos devem acessar os links fornecidos e seguir as orientações dos editais:

Edital PROFHISTORIA

Edital PROFSOCIO

Ambos os programas oferecem a possibilidade de inscrição gratuita, porém, a taxa de participação pode ser paga conforme o processo descrito nos editais. Essa é uma chance que não só beneficia o professor, mas também impacta positivamente a qualidade da educação no Brasil. Será que essa oportunidade pode impulsionar uma nova era na educação brasileira? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe suas expectativas.

Com informações do site CPG – Click Petróleo e Gás.

Sem chamada pública para matrículas, GDF inicia formação de turmas e modulação na EJA

O govenro Ibaneis-Celina mantém o ritmo acelerado de desmonte da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Distrito Federal. A denúncia é do Grupo de trabalho Pró-Alfabetização do Distrito Federal e do Fórum de Educação de Jovens e Adultos do Distrito Federal (GTPA-Fórum EJA), que monitora e analisa, diuturnamente, as políticas do Governo do Distrito Federal (GDF) relacionadas ao direito à educação de pessoas jovens, adultas e idosas da classe trabalhadora. Todo dia há uma novidade negativa e devastadora para a EJA na rede pública de ensino do DF.

A notícia desta semana é que a Secretaria de Estado de Educação (SEE-DF) iniciou, há alguns dias, a modulação e a formação de turmas de EJA sem ter realizado chamada pública das escolas. Não há nenhuma propaganda nas mídias da cidade e nem nas próprias mídias do GDF, menos ainda nas escolas. O governo Ibaneis-Celina não publicizam o acesso à educação pública para quem precisa da EJA. O público-alvo dessa modalidade não está sabendo que as matrículas estão abertas o ano inteiro simplesmente porque o governo Ibaneis-Celina decidiu que não vai investir o dinheiro público em divulgação de matrículas para essa modalidade.

Há tempos o Sinpro vem denunciando o desmonte da EJA pelo governo Ibaneis-Celina, mostrando o esvaziamento e fechamento de turmas e até de turno para não disponibilizar a EJA para a classe trabalhadora. O número de matrículas da EJA tem diminuído, drasticamente, a cada semestre. Atualmente, no DF, há apenas duas escolas com aulas presenciais que atendem a estudantes da EJA nos três turnos: matutino, vespertino e noturno.

Abandonada pela SEE-DF, a divulgação de oferta das escolas é  feita pelas próprias escolas,  utilizando recursos financeiros dos(as) próprios(as) professores(as) em carros de som, cartazes, panfletos e outras formas de mídia para divulgação de matrículas. Em outubro deste ano, o Ministério da Educação (MEC) realizou chamadas públicas para a EJA no País inteiro, incluído no DF, no entanto, o GDF não providenciou nenhum cartaz, nem sequer um flyer para distribuição na Rodoviária, não tivermos nada para divulgação das matrículas para a EJA nas Coordenações Regionais de Ensino (CREs), nas Administrações Regionais, nos restaurantes comunitários.

O governo Ibaneis-Celina não se deu ao trabalho de pôr nenhuma publicidade sobre matrículas para a EJA anunciando as vagas abertas no Distrito Federal. O resultado dessa proposital não chamada pública é a diminuição dramática da oferta de matrículas e o fechamento de escolas, uma política mau-intencionada para deixar, propositadamente, os(as) trabalhadores(as) que não conseguem estudar mais longe ainda de uma possibilidade de ter a educação básica na capital do País.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) sobre educação de 2023, divulgada em março deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que o Brasil ainda tem 9,3 milhões de analfabetos(as). Desse grupo, 8,3 milhões têm mais de 40 anos. Ou seja, em 2024, 46% da população do País não tem escolaridade básica completa.

Esse levantamento do IBGE também mapeou os motivos da evasão escolar entre jovens de 14 a 29 anos, que deixaram a escola por trabalho (45%), falta de interesse (23%) e afazeres domésticos ou cuidar de pessoas (15%). Segundo matéria do jornal O Globo, “este último motivo, porém, tem uma enorme diferença entre homens e mulheres. Menos de 1% dos homens deixou as salas de aula para o trabalho não-remunerado, enquanto 36% das mulheres apontaram esse motivo — o que já foi até tema de redação do Enem, em 2023”.

Apesar da luta do atual governo federal para superar e erradicar o analfabetismo no Brasil, o governo Ibaneis-Celina atua para aumentar esse número e impedir a classe trabalhadora de acessar o direito à educação. O Sinpro vem denunciando essa atitude deliberada do atual governo do DF de demolir a EJA por meio de uma campanha permanente contra o fechamento de turmas e de turnos, mostrando que isso é uma ação intencional e privatista.

Desde que implantou a campanha permanente em defesa da EJA, o Sinpro destaca a importância da divulgação de matrículas, da busca ativa e outras ações que o GDF deve realizar para garantir educação pública e de qualidade para todos e todas. O GTPA– Fórum EJA ressalta as diretrizes operacionais da EJA que define a busca ativa como uma das partes mais importantes do processo. Em entrevista ao site do Sinpro, ainda em 2012, a professora Madalena Torres, afirmou que é muito importante recorrer a iniciativas que alcancem possíveis estudantes antes de fechar turmas.

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Sinpro com você contra a violência

Diante de crescentes casos de violência nas escolas, o Sinpro apresenta um protocolo para atendimento e acompanhamento de casos. Trata-se do “Sinpro com você contra a violência”, que vai desenvolver ações de curto e de médio prazo de acolhimento, atendimento, acompanhamento e prevenção.

Ao sofrer um episódio ou processo de violência na escola, o professor, professora, orientador ou orientadora educacional, deve procurar um(a) diretor(a) do Sinpro. Ele ou ela dará encaminhamento à situação.

A partir desse primeiro passo, o departamento jurídico do Sinpro acolherá esses profissionais e dará as orientações necessárias. Nenhuma vítima de violência ficará silenciada, muito menos desamparada!

Os atendimentos realizados formarão um banco de dados – com todo sigilo quanto aos dados individuais, claro! Esses dados alimentarão o Observatório contra a Violência nas Escolas, que vai municiar o Sinpro de informações para exigir da SEEDF uma política de prevenção à violência contra os profissionais do magistério; e para tornar esta uma pauta permanente da mesa de negociação.

 

Prevenção

São necessárias, concomitantemente com as respostas tratadas acima, ações de prevenção. O protocolo “Sinpro com você contra a violência” também abarca essa perspectiva.

Plaquinhas serão afixadas nas escolas, afirmando que desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela é crime, e pode resultar em pena de detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos ou multa. Uma exposição visível da Lei do Desacato (artigo 331 do Código Penal) é importante para evitar agressões verbais ou físicas por parte de pessoas de fora da escola.

 

 

Outra iniciativa importante de prevenção da violência é a formação no local de trabalho, visando a fomentar uma cultura de paz e respeito. O “Dia do Sinpro nas Escolas” será realizado em conjunto pelas secretarias de Mulheres, Saúde, Raça e Sexualidade e Assuntos Jurídicos do Sinpro, para levar oficinas, palestras e materiais de apoio, trazendo reflexões e informações objetivas quanto a encaminhamentos jurídicos e administrativos.

Sabemos que os principais alvos da violência são mulheres, pessoas negras, população LGBT+. No caso do magistério, sabemos também que há segmentos da nossa categoria mais vulneráveis em relação aos demais, como profissionais em regime de contrato temporário ou aqueles e aquelas que atuam em escolas militarizadas. É preciso atenção para essas particularidades, e as ações terão esse devido recorte.

 

Contexto violento

Há muito tempo, o sindicato vem monitorando e tomando iniciativas nessa direção. Foram realizadas pesquisas, atividades nas escolas e no sindicato, campanhas, debates com o governo, com a Câmara Legislativa e com o Ministério Público. Agora, essas ações se combinarão no protocolo “Sinpro com você contra a violência”.

Nos últimos anos, ideólogos da extrema direita que se apresentam como “sem partido” construíram uma atmosfera de desconfiança e desqualificação do trabalho de professores e professoras. Essas lamentáveis ideias deram origem e respaldo a propostas como a lei da mordaça, o homeschooling, a militarização, a instalação de câmeras em salas de aula. Com isso, buscam o fim da liberdade de cátedra, a censura de conteúdos e a perseguição de docentes.

Esse discurso gera uma onda de violência contra professores e professoras, seja através de ameaças, intimidação, exposição em redes sociais ou até violência física. Isso significa que os casos de agressão na escola aumentaram, somando-se a episódios violentos de outras naturezas.

Além disso, um aspecto da campanha é o combate ao assédio moral, que é um conjunto de comportamentos abusivos, humilhantes e constrangedores, praticados de forma repetitiva e prolongada, causando danos à integridade física e psíquica de uma pessoa no seu local de trabalho.

 


Solidariedade

Fique atento e atenta aos sinais, para também poder ajudar colegas que se encontrem nesta situação. Divulgue o protocolo e as ações do Sinpro de combate à violência. O Sinpro está com você para vencer a violência e construir um ambiente de solidariedade e empatia para toda a comunidade escolar!

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* Publicado originalmente dia 14 de outubro.

12 de novembro: Dia da Gestora e do Gestor Escolar

Nesta terça-feira (12), o Brasil comemora o Dia do(a) Gestor(a) Escolar. Essa comemoração está estreitamente vinculada à defesa da gestão democrática na educação brasileira. Trata-se de um direito conquistado com o fim da ditadura militar e consolidada na Constituição de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Sem a gestão democrática, a função de gestor(a) escolar se perde e acaba resvalando no autoritarismo.

A gestão democrática é o mecanismo aliado dos(as) gestores(as) escolares na execução da função administrativa. O Sinpro lembra que a conquista da gestão democrática é resultado da atuação de um sindicado do magistério público forte e consciente e de uma base mobilizada e atuante”. “As eleições diretas para diretor e diretora, vice-diretor e vice-diretora e Conselho Escolar estabelecem parâmetros e instrumentos de participação que fortalecem a democracia nas escolas públicas.

Para Wellington Mesquita, diretor da Escola Classe nº 16 de Planaltina (EC 16 de Planaltina), a gestão democrática “possibilita unir gestores, educadores, pais, estudantes e toda comunidade escolar e prol do desenvolvimento da escola e de seus estudantes”. Pedagogo da carreira assistência, ele afirma que os desafios da gestão escolar são muitos e passam pelo problema dos recursos financeiros, evasão escolar, violência no ambiente escolar, gestão de pessoas e a desmotivação dos educadores e dificuldades na comunicação com a comunidade escolar.

Para o diretor da EC 16 de Planaltina, situada na Estância Nova Planaltina, a única fórmula para enfrentar esses desafios é a valorização dos(as) educadores(as) por parte dos governantes, com estímulo à motivação e à formação continuada dos(as) educadores(as). “Também dialogar sempre com a comunidade, investimentos em tecnologias, infraestrutura e no pedagógico da escola, praticar mediações e ser resiliente”, afirma.

O Sinpro observa que a gestão democrática tem como princípio fundamental a participação ativa de todos os envolvidos no processo educacional. No entanto, sua implementação enfrenta desafios, já que, apesar da legislação, as práticas de gestão variam amplamente nas escolas, com diferentes denominações e abordagens, como gestão participativa e cogestão. A verdadeira gestão democrática exige uma postura de colaboração entre gestores, professores, alunos, pais e a comunidade, garantindo a autonomia pedagógica e administrativa das escolas, mas essa transformação ainda esbarra em obstáculos, como a falta de articulação entre os atores e a resistência a mudanças no modelo tradicional de gestão.

A escola precisa da participação coletiva de toda a comunidade escolar para alcançar seus objetivos educacionais e melhorar a qualidade do ensino. O(a) gestor(a) escolar, em especial, deve adotar um papel de liderança cooperativa, que promova a inclusão de todos os segmentos da escola nas decisões, criando um ambiente de transparência e autonomia. A gestão democrática não se resume apenas a um modelo de administração, mas também de se relacionar diretamente com o projeto pedagógico e a construção de uma educação mais inclusiva e de qualidade. Por isso, a formação contínua dos(as)  gestores(as) e a busca constante por melhorias são essenciais para a eficácia desse modelo, que depende da participação ativa da comunidade escolar para superar as dificuldades e avançar no processo de democratização da educação.

Aproveitamos o Dia da Gestora e do Gestor Escolar, comemorado em 12 de novembro, para reconhecer e valorizar o trabalho fundamental desses(as) profissionais na construção de um ambiente educacional mais democrático, inclusivo e participativo. O papel do(a) gestor(a) escolar é crucial para garantir que todos(as) os(as) envolvidos(as) no processo educacional tenham voz e possam colaborar na melhoria da qualidade do ensino. Que este dia seja um momento de reflexão sobre os desafios enfrentados e as conquistas já alcançadas, e que inspire a todos e todas a continuarem empenhados(as) na construção de uma educação transformadora.

Vale lembrar que as eleições diretas para gestor(a) de escola são apenas uma das etapas gestão democrática. Efetivamente, é no dia a dia, com o processo democrático de decisão e o envolvimento dos diversos atores e atrizes, que ela (a gestão democrática) se consolida como ferramenta imprescindível de fortalecimento da escola como formadora de cidadãos e cidadãs críticos e críticas.

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