Sabores e saberes: a culminância do Projeto Pizza Artístico Literário no CEF 02 de Planaltina

Na manhã de terça-feira (29/10), o Centro de Ensino Fundamental nº 02 de Planaltina (CEF 02) se transformou em um verdadeiro banquete cultural com a culminância do Projeto Pizza Artístico Literário. Estudantes e professores(as) se reuniram para uma manhã recheada de arte, dança, música, teatro e, claro, muita pizza.

As apresentações incluíram contações de histórias e a leitura de resenhas de obras, culminando na exibição das “Pizzas Artísticas Literárias”, elaboradas pelos(as) estudantes, como uma releitura criativa das obras estudadas. Sob a responsabilidade das professoras Sheyne Santos Sampaio e Vívian da Costa Santos, este ano, o projeto teve como tema a vida e obra de Monteiro Lobato, envolvendo cinco turmas de estudantes com idades entre 12 e 14 anos.

“Foi uma manhã maravilhosa, recheada de leitura, arte e muito sabor”, destacou a vice-diretora Neiva de Oliveira Badú. O projeto, que já está em sua segunda edição, teve como foco o desenvolvimento da leitura, escrita e expressão artística, essenciais para o aprendizado dos(as) estudantes.

O evento não apenas celebrou a criatividade, mas também reforçou os pilares curriculares do Projeto Político Pedagógico da escola, promovendo um ambiente rico em aprendizado e troca cultural.

 

Atuação do Sinpro aproxima aposentadoria especial para orientadores educacionais

Com a luta do Sinpro e a articulação da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), foi acordada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da aposentadoria especial dos(as) orientadores(as) educacionais da educação básica.

Fruto do acordo, a PEC 537/06 será o segundo ponto de pauta da próxima reunião da Comissão.

 

Diretor do Sinpro Luciano Matos (camisa rosa) e a deputada Erika Kokay atuam na CCJ pela admissibilidade da PEC 537/2006

 

“Depois de 18 anos em tramitação na CCJ, demos mais um passo importante pela admissibilidade da tão sonhada aposentadoria especial das orientadoras e dos orientadores educacionais. Uma luta da nossa categoria, do Sinpro-DF, que foi possível também pelo empenho da deputada Erika Kokay”, afirma o diretor do Sinpro Luciano Matos.

Relatora da PEC, Kokay lembra que tudo caminhava para que a admissibilidade da proposta fosse rejeitada, mas que a atuação do Sinpro reverteu o cenário. “Vencemos todas as resistências e conseguimos aprovar a admissibilidade (da PEC 573/2006). Esse é um sintoma de que devemos caminhar bem na comissão especial. Parabéns ao Sinpro e à toda a categoria”, disse a deputada.

 

O diretor do Sinpro Luciano Matos alerta que, assim que confirmada a data da próxima reunião da CCJ, o Sinpro convocará a categoria para realizar pressão na Câmara. “É essencial que fiquemos todas e todos atentos às convocações do Sinpro. Nossa luta deve continuar para que possamos, de fato, garantir a nossa aposentadoria especial.”

Após aprovação na CCJ, a PEC 573/2006 seguirá para a comissão especial citada pela deputada Erika Kokay. Com o aval do grupo, a proposta seguirá para votação no Plenário da Câmara, em dois turnos. Só então ela poderá, se aprovada, ir para o Senado.

Como fica
Com a garantia da aposentadoria especial, orientadores(as) educacionais terão redução em cinco anos dos requisitos de idade e de tempo de contribuição necessários à aposentadoria voluntária.

De acordo com a regra atual, a idade mínima exigida para a orientadora educacional se aposentar é 55 anos, além de 30 anos de contribuição previdenciária. Já o orientador deve ter no mínimo de 60 anos de idade e 35 anos de contribuição previdenciária.

Caso a PEC 573/2006 seja aprovada pelo Congresso Nacional, orientadoras educacionais poderão se aposentar com 50 anos de idade e 25 de contribuição. Já orientadores deverão ter idade mínima de 55 anos, além de 30 anos de contribuição.

A alteração equipara a aposentadoria de professores(as) e orientadores(as) educacionais.

NOTA DE REPÚDIO | Sinpro defende ensino de Cultura africana nas escolas e denuncia racismo religioso

A obrigatoriedade do ensino de Cultura africana nas escolas públicas é resultado de anos de luta de grupos sociais que atuam em defesa do respeito às diversas culturas, à desconstrução de estereótipos e de estigmas construídos historicamente. Uma luta decisiva para que não sejam banalizadas formas de violência, opressão, discriminação que marcam a vida e a história de milhares de pessoas.

Entender a Cultura africana – bem como a indígena, a asiática e todas as outras – é conhecer o passado, perceber o presente e projetar o futuro. É poder pensar qual o amanhã que queremos, com qual realidade socioeconômica.

O ensino da Cultura afro-indígena é garantido no Currículo em Movimento da Secretaria de Educação do DF, na Lei Orgânica do DF e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Entretanto, colocar isso em prática nas salas de aula ainda causa desconforto em algumas pessoas. Entre elas, infelizmente, figuras que têm como umas das principais funções legislar em um país onde leis pressupõem a construção de uma sociedade justa e democrática.

É o caso do deputado distrital pastor Daniel de Castro (PP). Nas redes sociais, o parlamentar afirmou que entrou com representação junto ao Ministério Público contra uma professora da rede pública de ensino do DF que apresentava aos estudantes a Cultura africana e, necessariamente, sua religião.

No vídeo, o parlamentar afirma que a professora cometeu um “crime” e “incute na cabeça das crianças uma religião afro”. O próprio material publicado pelo deputado mostra que a professora apenas aborda questões sobre religiões de matriz africana, que assim como o cristianismo, cultua divindades. Certamente não são as mesmas. Entretanto, como afirma o especialista em Orientação Educacional Renato Ferreira Machado, “as verdades de cada religião são afirmações de fé, feitas pelo que se acredita e não pelo que se viu”.

A crítica contundente e infundada do deputado pastor Daniel de Castro quanto ao ensino da Cultura africana/afro-brasileira leva ao flagrante de racismo religioso. A prática, essa sim considerada crime e violação dos direitos humanos, se manifesta, inclusive, em falas que expressam discriminação e atitudes que apresentam antítese ao legado africano, apresentado também em suas religiões.

Em defesa da democracia, da liberdade e da igualdade, de uma sociedade antirracista e sem preconceito religioso, o Sinpro repudia a manifestação do deputado pastor Daniel de Castro. Escola não é apenas lugar de ensinar Matemática, Física, Português, caro deputado. Escola é lugar de entender o mundo de forma crítica, de aprender a conviver com a diversidade, de ser a gente mesmo desde que isso não atinja os direitos de outras pessoas. Escola é lugar de ser feliz, e para isso, é preciso ter nossos direitos garantidos.

Diretoria colegiada do Sinpro-DF

Plenárias regionais de Gama, São Sebastião e Sobradinho aconteceram nesta terça (29)

A terceira rodada de plenárias regionais para debater a PEC da Morte (PEC 66) aconteceu nesta terça-feira, 29, no Gama, em São Sebastião e em Sobradinho.

Nas plenárias, o Sinpro debateu com professores(as) e educadores(as) educacionais os prejuízos que a PEC da Morte pode trazer para a categoria. A mobilização incisiva da categoria, organizada pelo Sinpro-DF em conjunto com a Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e várias outras entidades sindicais conquistou uma importante vitória para o Magistério Público: foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal a retirada dos “jabutis” que atacavam a nossa aposentadoria.

>>> Saiba mais: Luta organizada pelo Sinpro garante retirada de jabutis da PEC 66

As últimas plenárias regionais acontecerão na quinta-feira, dia 31, em Ceilândia (CEM 03) e no Plano Piloto (sede do Sinpro/SIG).

Veja no facebook o álbum com fotos das plenárias regionais do dia 29.

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Sinpro alerta a categoria para a troca de banco responsável pela emissão de boletos do GDF Saúde

O Sinpro-DF informa a toda a categoria, em especial aos(as) professores(as) do contrato temporário, que os(as) beneficiários(as) do GDF Saúde devem ficar atentos(as) para a troca de instituição financeira responsável pela emissão dos boletos bancários.

Em recente comunicado disponibilizado em seu site, o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas) informou que, após a conclusão de um processo licitatório, a instituição financeira (banco) responsável pelos serviços de emissão de boletos bancários será substituída.

Segundo o Inas, os boletos emitidos até o dia 20/10/2024, pelo Banco de Brasília (BRB), permanecem válidos para pagamento até a sua data de vencimento. Contudo, após essa data, os boletos passarão a ser emitidos pelo Banco Bradesco, vencedor da licitação.

Em razão dessa alteração, haverá atraso na emissão e no envio dos boletos do mês de outubro/2024, referentes às despesas da competência setembro/2024, cujo vencimento original estava previsto para ocorrer entre os dias 20 e 25 de outubro/2024.

O Inas ressalta que, tão logo as integrações dos dados estejam implantadas, os boletos serão enviados para o endereço eletrônico (e-mail) dos beneficiários. Os novos boletos serão gerados pelo Banco Bradesco e possuirão novas datas de vencimento, sem acréscimo de juros e multas.

A entidade sugere aos(às) beneficiários(as) que realizem a programação financeira para pagamento desses boletos, tendo em vista a possibilidade de o vencimento ocorrer no início de novembro. Nesse caso, poderá haver nova cobrança no final do mês de novembro, relativa às despesas da competência outubro/2024.

Clique aqui e confira a mensagem do Inas.

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Veja o resultado do XIV Concurso de Redação e Desenho; premiação será dia 7/11

A lista de vencedores do XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro já está disponível (Veja abaixo). Receberão prêmio os três primeiros lugares de cada uma das 11 categorias, entre as modalidades desenho e redação. A solenidade de premiação será dia 7 e novembro, no auditório Paulo Freire da sede do sindicato. A atividade começa às 14h e é aberta ao público.

>> CLIQUE AQUI E SAIBA QUEM SÃO OS VENCEDORES DO XIII CONCURSO DE REDAÇÃO E DESENHO DO SINPRO-DF

 

 

Os trabalhos foram avaliados por uma Comissão Julgadora composta por 16 professores e professoras da rede pública de ensino do DF, entre ativos e aposentados. Todos e todas com título ou notório saber em Artes Plásticas e/ou Literatura.

Esta foi a edição que registrou o maior número de inscrições da história do concurso. Foram 3.348 inscrições, um aumento é de 40% em relação à edição anterior, quando foram inscritos 2.390 trabalhos. Se comparado ao concurso de 2022, o crescimento é de mais de 100%. A categoria mais procurada foi a Desenho II, que abrange 1º, 2º e 3º ano do Ensino Fundamental. Só para esta categoria, somam-se 859 inscritos(as).

O XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro trouxe como tema “Escola é lugar de ser feliz”. Entre os objetivos, está incentivar estudantes da rede pública de ensino do DF a fortalecerem a ideia de escola como um ambiente de paz e conhecimento, além de denunciar os problemas que levam a violência para dentro das escolas e indicar o que é necessário fazer para prevenir e combater qualquer tipo de agressão no ambiente escolar.

“É com imensa alegria que celebramos o sucesso do XIV Concurso de Redação e Desenho do Sinpro. A cada edição, somos surpreendidos pela criatividade, talento e engajamento dos nossos estudantes”, afirma a diretora do Sinpro Letícia Montandon. Segundo ela, “ao longo destes anos, o concurso se consolidou como um importante espaço para que os estudantes possam expressar suas opiniões, seus sonhos e seus sentimentos”. “Através da arte é possível dar voz às experiências e contribuir para a construção de uma escola mais justa e democrática, um lugar de ser feliz”, diz.

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Inscrições abertas para a oficina Teatro do Oprimido em Taguatinga Sul

Estão abertas as inscrições para a oficina Teatro do Oprimido. A iniciativa é gratuita e voltada para pessoas com mais de 50 anos e moradores(as) da região do Mercado Sul, localizado em Taguatinga. As aulas serão ministradas Pedro Ribeiro, professor da rede pública de ensino do Distrito Federal, arte-educador formado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB) e multiplicador do Centro de Teatro do Oprimido (CTO) do Rio de Janeiro.

As inscrições vão até sexta-feira (1º/11), contudo, é possível a quem não acompanhou todas as aulas, ingressar depois na turma, sem problema. Assim, a partir desta sexta-feira (1º), o Mercado Sul recebe a oficina “Teatro do Oprimido”, que acontecerá em oito encontros, sempre das 14h30 às 18h30, nos dias 1º, 5, 8, 19, 22, 26 e 29 de novembro, e 3 de dezembro. A participação é gratuita.

 

Faça sua inscrição aqui

 

Ou podem ser feitas também pelo link a seguir. A pessoa deve preencher o formulário disponível (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScTUYV6IKiM8bhpIMGWOTU872ROCFtGmyrIIISdQ_yB3Hkk4g/viewform).

Espetáculo “Outro Lear”

A oficina faz parte das atividades do espetáculo “Outro Lear”, que estreia em 28 de novembro, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC). E é uma peça que fala sobre velhice, esquecimento. É um monólogo com o Humberto Pedrancini, um ator mais velho também. Daí a ideia de levar essa temática para as atividades extras, por isso, é com foco no público 50+

Professor Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro, arte-educador formado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília e multiplicador do Centro de Teatro do Oprimido (CTO) do Rio de Janeiro, conduzirá as aulas. Durante as oficinas, os participantes terão a oportunidade de aprender noções iniciais das técnicas do Teatro do Oprimido, um método cênico-pedagógico criado pelo dramaturgo Augusto Boal nos anos 1970. O objetivo é conscientizar os participantes, transformando-os em agentes ativos da ação dramática, sem a necessidade de experiência prévia em atuação.

Teatro do Oprimido (TO)

O Teatro do Oprimido (TO) é um projeto teatral idealizado por Augusto Boal (1931-2009), um dos mais importantes artistas e pensadores do teatro brasileiro e mundial. É um movimento teatral que une arte e política. Surgiu nos anos 1960 como uma forma de ativar a participação do espectador e combater a passividade social. Baseado em exercícios e técnicas que promovem a conscientização, o TO propõe uma “Poética da Libertação”, em que o público se torna protagonista de sua própria realidade.

Augusto Boal estudou em Nova York na década de 1950 e fez sua pós-graduação em química industrial quando teve contato com o trabalho ali desenvolvido baseado nas ideias de Stanislavski. Realizou estudos no teatro, que era a sua verdadeira vocação. Após o exílio imposto pela ditadura militar (1964-1985), Boal expandiu a metodologia em vários países da América Latina e fundou o Centro de Teatro do Oprimido em Paris e no Rio de Janeiro. Atualmente, a proposta do TO abrange diversas frentes, incluindo trabalho em prisões e parcerias com movimentos sociais, buscando alternativas para a opressão e promovendo o engajamento político através do teatro.

Com informações da internet.

 

SERVIÇO:

Oficina: Teatro do Oprimido

Público-alvo: Pessoas com mais de 50 anos e moradores de Taguatinga

Datas: 1, 5, 8, 19, 22, 26 e 29 de novembro e 3 de dezembro

Horário: 14h30 às 18h30

Local: Casa Kaluana (QSB 12/13, bloco A, loja 4, Taguatinga Sul), no MERCADO SUL

Mais informações: outrolear@gmail.com

Participação: Grátis

 

Superlotação de salas de aula não combina com educação

Neste ano letivo de 2024, mais uma vez o governador Ibaneis Rocha insistindo em sua “estratégia” de subverter as boas práticas pedagógicas e as leis da física, em detrimento de obras viárias: as salas de aula estão superlotadas, com aumento de até 60% no número de alunos. A primavera que começa esta semana se anuncia com temperaturas extremas, o que torna as aulas em salas superlotadas ainda mais insalubres.

“Essas salas de aula, nos períodos quentes, estão sem ventilação, iluminação, isolamento térmico adequado. Elas se tornam espaços degradantes, inóspitos mesmo. Isso é um sufocamento material e simbólico do direito à educação, do acesso e permanência na escola com êxito nas aprendizagens”, aponta Olga Freitas, que é Pedagoga, Doutora em Educação e Mestra em Neurociência do Comportamento, dentre outras qualificações.

Em cada tipo de escola, o prejuízo pedagógico é diferente. Nos anos iniciais, por exemplo, o perfil de estudantes é de crianças, que ainda pedem colo, e precisam aprender, dentre outras coisas, a manipular e controlar adequadamente o material escolar. Demandam muita atenção das professoras.

“É uma verdadeira asfixia do processo de desenvolvimento de crianças e jovens, especialmente das classes menos favorecidas, que têm (ou pelo menos deveriam ter) na escola um dos principais espaços de desenvolvimento pleno e integral”, completa Olga.

As crianças e jovens ficam cada vez mais apertados dentro das salas, muitas desses locais com sérios problemas de ventilação. Num mundo onde as ondas de calor extremo só fazem se intensificar, os problemas causados pela superlotação das salas de aula tendem a se agravar.

“Em vez de impor normativas que validam o amontoamento de estudantes em espaços paralisantes, o GDF deveria minimamente tentar cumprir o PDE que, em suas diretrizes, prevê o planejamento estratégico e sua implementação para a construção e reforma de unidades escolares a partir do levantamento das necessidades da população”, analisa Olga Freitas.

“É imperativo que o governador Ibaneis Rocha respeite a capacidade máxima das salas de aula. O excesso de estudantes nas salas de aula compromete o processo pedagógico, dispersa crianças e jovens, deixa nossos e nossas profissionais com sobrecarga de demandas e, nos dias mais quentes, submete seres humanos a condições degradantes, que sofrem com o calor e a baixa ventilação.”, aponta a diretora do Sinpro, Márcia Gilda.

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II Encontro do Fecampo 2024 será dia 12/11 no Sinpro

Aberto à participação de todos e todas, o II Encontro do Fórum da Educação do Campo (Fecampo) 2024 será realizado no dia 12 de novembro, a partir das 19h, no Auditório Paulo Freire, na sede do Sinpro-DF no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Na pauta, está prevista a participação do GT da Educação do Campo – Meta 8 (PDE – Plano Distrital de Educação); diretrizes Pedagógicas da Educação do Campo; diagnóstico da Educação do Campo do Distrito Federal.

“É fundamental e importante a participação de todos e todas no próximo encontro do Fecampo em que vamos discutir a reformulação do novo Plano Distrital de Educação, o novo PDE, e uma série de elementos que irão e devem constar desse novo plano. Diante disso, convidamos a todos e todas para que a gente possa fazer um excelente debate da educação do campo e que possa constar do próximo Plano Distrital de Educação”, convida Raimundo Kamir, coordenador da Secretaria para Assuntos de Políticas Sociais do Sinpro-DF

Câmara realiza audiência pública sobre isenção do IR para professores, nesta quinta (31)

A Câmara dos Deputados realizará nesta quinta-feira (31/10) audiência pública para debater a isenção do imposto de renda, seja na fonte ou na declaração anual, para professores em efetivo exercício no ensino infantil, fundamental, médio e superior. A atividade, chamada pelo deputado Reginaldo Veras (PV-DF), será às 10h30, no plenário 10 da Casa.

 

 

O tema está no texto do Projeto de Lei 165/22, que tramita na Câmara dos Deputados, em caráter conclusivo. De acordo com o autor do PL, Rubens Otoni (PT-GO), a isenção do imposto de renda “terá o condão de valorizar o professor diretamente”.

Deputado Reginaldo Veras segue a mesma linha de Otoni. Nas redes sociais, o parlamentar disse que “os professores brasileiros, em geral, recebem baixos salários, o que gera um desestímulo absoluto à profissão”. Segundo ele, isso justifica a isenção do imposto de renda para a categoria.

O Sinpro avalia que é essencial discutir o tema em audiência pública. O Sindicato ressalta que, infelizmente, a realidade de professores e professoras, principalmente da educação básica, é de desvalorização e precarização.

Entretanto, para o Sinpro, a isenção do imposto de renda, por si só, apenas mitiga o problema. A solução, segundo a entidade sindical, está na real valorização da educação e de seus servidores. Isso se dá com planos de carreira que estimulem o desenvolvimento profissional; com salários dignos e condizentes com a importância do setor para a promoção de uma sociedade justa e menos desigual; com formação continuada; com realização periódica de concurso público para a rede pública de ensino; com unidades escolares estruturadas e fim da superlotação das salas de aula.

A isenção do imposto de renda sem que haja estratégia gera impacto direto e significativo na arrecadação do governo, resultando em redução do orçamento público e, consequentemente, no investimento em áreas sociais, como a própria educação.

O Sinpro defende que, quando se trata de imposto de renda, é necessária uma Reforma Tributária que promova uma mudança na lógica de tributação, baseada na renda e no patrimônio, para que os mais ricos paguem mais impostos que os mais pobres – o que não acontece hoje.

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