Nota de pesar | Marina Ioko Uramoto Kondo

É com profundo pesar que a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento da professora de geografia aposentada, atuante na sede da Secretaria de Estado de Educação (SEE-DF), Marina Ioko Uramoto Kondo, aos 73 anos, em razão de um enfarte agudo.

Ela faleceu na madrugada desse sábado, 5 de outubro. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (7/10), no Campo da Esperança da Asa Sul.A professora Marina deixa um filho e o marido, Masaya Kondo, professor aposentado de biologia da SEE-DF, que atuou por muitos anos no setor de informática da secretaria.

O Sinpro-DF presta toda solidariedade aos(às) familiares, amigos(as) e colegas da professora Marina neste momento de grande dor.

Remanejamento interno: datas foram alteradas

A Secretaria de Educação do Distrito Federal divulgou novos prazos para o Remanejamento interno. Preste muita atenção, pois o período de recursos de carências para o Remanejamento interno, que antes se encerrava em 2 de outubro, se encerra hoje, 7 de outubro.

Houve, também, antecipações de prazos. O envio da lista de carências no SIGEP, que antes se encerrava em 21 de outubro, agora se encerra em 18 de outubro; o resultado preliminar do remanejamento interno foi antecipado de 23 para 21 de outubro, e o período de recursos ocorre, agora, de 21 a 25 de outubro. O resultado final do remanejamento interno está mantido para 4/11.

Confira no quadro a seguir as novas datas. Clique no link abaixo para ver o comunicado da SEE-DF com as novas datas do Remanejamento Interno.

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Festa Sinpro Com Você, Por Você comemora Dia da Professora e do Professor com Pitty e outras atrações

A categoria comemorou o Dia da Professora e do Professor, nesse sábado (5), em mais um dos tradicionais shows que o Sinpro-DF promove em homenagem a essa data. Na edição deste ano, realizada nesse sábado (5), no Opera Hall, a partir das 21h, professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal festejaram a data com a cantora Pitty e outras atrações musicais.

“Nossa categoria vibrou com o show emocionante da Pitty. Foi bonito ver a plateia empolgada e vibrando em plena alegria. A Pitty além de ser uma artista extraordinária, é também uma mulher que inspira e levanta outras mulheres. Nossa categoria que é composta majoritariamente por mulheres mereceu ter a Pitty celebrando no nosso dia”, conta Leilane Costa, diretora do Sinpro.

Ela disse “o Projeto RAP trouxe o hip hop crítico e fez a categoria se entusiasmar com as letras e refletir que a ressocialização é um caminho possível, e que a música é só um desses caminhos”.

A diretora Fátima de Almeida, disse que o Sinpro acerta, mais uma vez, na atividade em comemoração ao Dia da Professora e do Professor. “A festa do último sábado, deixou um gostinho de quero mais, pois quem lá esteve, entre as atrações, curtiu um rock autoral da cantora Pitty”, disse.

Bernardo Távora, coordenador da Secretaria de Cultura do Sinpro, também elogiou a atividade e considera que o Sinpro acertou em cheio na alegria. “Mais uma vez a categoria mostrou seu tamanho e alegria e lotou o Opera Hall, a festa foi um sucesso e, novamente, parabenizamos a cada um e cada uma pelo seu dia que mostrou que tem muita disposição sempre necessária para comemorar e lutar “

A Festa Sinpro Com Você, Por Você 2024

A cantora Pitty foi a principal atração da festa Sinpro Com Você, Por Você. A festa é exclusiva dos filiados(as) e seus(as) acompanhantes ou convidados(as). No show, Pitty apresentou uma seleção dos maiores sucessos de seus 27 anos de carreira. Também contou com shows de outros artistas, como o de DJ Chikão e a Banda de Diego Azevedo (um dos participantes do The Voice Brasil 2012).

O Projeto Ressocialização, Autonomia e Protagonismo (RAP), do Núcleo de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria (UISM), também participou, sob a mentoria do professor Francisco Celso. Na apresentação, três moças e três rapazes – dois DJs e quatro rappers – fizeram um pocket show (apresentação musical de curta duração).

Mais uma vez, a festa foi impecável.

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Atenção para o expediente do Sinpro nos dias 14 e 15 de outubro

Em virtude do dia da professora e do professor, a Diretoria Colegiada do Sinpro informa que não haverá expediente na sede e nas subsedes do sindicato nos dias 14 e 15 de outubro (segunda e terça-feira). O atendimento voltará ao normal na quarta-feira (16/10).

 

“Taguá”: uma imersão nas histórias de Taguatinga estreia neste fim de semana

Neste fim de semana, o Teatro Paulo Autran, no Sesc Taguatinga Norte, recebe a estreia da montagem teatral “Taguá”, dirigida por André Araújo. As apresentações acontecerão nos dias 5 e 6 de outubro (sábado e domingo), às 19h, para o público em geral, e nos dias 7 e 8 (segunda e terça-feira), às 15h e 20h, voltadas para alunos da rede pública de educação. As sessões do fim de semana incluirão interpretação em Libras, e a entrada é gratuita para todas as apresentações.

“Taguá” conecta histórias de diversas localidades, como Taguatinga, Altamira (PA), P Sul, Samambaia, Vicente Pires e Angola, em uma encruzilhada cultural. O espetáculo é fruto das vivências dos atores e atrizes, que participaram do projeto “Taguá em Cena – Oficina de teatro com André Araújo”. A narrativa aborda temas variados, desde histórias de nascimento, violência e lutas políticas, até a descoberta da sexualidade e os desafios da adolescência.

A oficina “Taguá em Cena” é um projeto gratuito, com duração de quatro meses, realizado no Mercado Sul, um importante polo cultural e social de Taguatinga. A iniciativa e o espetáculo resultante contam com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) do Distrito Federal.

André Araújo, diretor e professor do projeto, destaca a importância da expressão coletiva: “Taguatinga tem uma força criativa imensa, e esse espetáculo é uma amostra do poder e da beleza dessas pessoas e de suas histórias. Os alunos sentiram a necessidade de colocar no palco suas vivências, e a partir daí fomos criando a peça. Utilizamos diversas linguagens, como poesia, rap e rima, para unir temas variados. É uma celebração da arte como ferramenta de transformação social e sobrevivência em meio às dificuldades diárias.”

O elenco de “Taguá” é formado por Bianca Dutra, Felipe Resende, Fernanda Pacini, João Matheus Lucena, Kaio Duarte, Leônidas Fontes, Mary Jane, Mateus Alencar, SamusSuku, Vizage e Waldirene Silva. A dramaturgia é co-criada pelo elenco e por André Araújo, que também assina o cenário e figurino. A iluminação é de Rodrigo Lélis, com consultoria em comicidade de Ana Luiza Bellacosta e preparação corporal de Abaetê Queiroz.

SERVIÇO

Espetáculo “Taguá” – Resultado final do projeto Taguá em Cena – Oficina teatral com André Araújo

5 e 6 de outubro (sábado e domingo), às 19h

7 e 8 de outubro (segunda e terça-feira), às 15h e 20h

Teatro Paulo Autran – SESC Taguatinga Norte

Entrada Gratuita

Classificação indicativa: 16 anos

UnB abre processo seletivo de mestrado profissional em artes para professores de Educação Básica

O Sinpro-DF informa que a Universidade de Brasília (UnB) irá abrir, entre 21 e 30 de outubro, o novo Processo Seletivo do Mestrado Profissional em Artes (ProfArtes) da turma 2025 para professores e professoras de Artes, com atuação na Educação Básica. São 16 vagas para Artes Cênicas; oito vagas para Artes Visuais; e oito vagas para Música.

Confira o edital e mais informações em: www.ida.unb.br/pos/profartes

Atenção: as inscrições ocorrerão de 21/10 a 30/10/2024.

CEM 02 de Ceilândia realiza ensaio do projeto “Crespas e Cacheadas” neste sábado (5)

O Centro de Ensino Médio nº 02 de Ceilândia (CEM 02) dará continuidade ao projeto “Crespas e Cacheadas”, neste sábado (5), com um ensaio fotográfico que visa valorizar a estética afro de estudantes negros e negras. As imagens capturadas durante o evento serão exibidas em um mural da escola em novembro, em celebração ao Mês da Consciência Negra, e ficarão expostas por 1 ano.

O professor de sociologia e coordenador pedagógico da escola, Roberto Schiavini, explica que o projeto tem como principal objetivo promover a afirmação positiva da identidade étnico-racial por meio da fotografia. Além de combater o bullying e a discriminação, a iniciativa busca enfrentar o racismo estrutural, valorizando as relações étnicas e a ancestralidade dos jovens.

Recentemente, o CEM 03 de Taguatinga e o Centro Interescolar de Línguas do Recanto das Emas (CIL Recanto das Emas) também participaram do projeto, ampliando sua presença nas escolas públicas do Distrito Federal. O “Crespas e Cacheadas” já conquistou reconhecimento, recebendo um prêmio na 2ª edição do Prêmio Paulo Freire de Educação, promovido pela Câmara Legislativa do DF.

Histórico

Desde sua criação, em 2012, pela professora Regina Cotrin, o projeto evoluiu e agora inclui tanto alunas quanto alunos, focando na valorização da identidade de jovens negros da periferia. A atividade é parte do Projeto Político-Pedagógico da escola e promove uma construção pedagógica que incentiva a inclusão e a diversidade.

As três séries do Ensino Médio estão envolvidas, com inscrições abertas para todos os estudantes. O ensaio, seguido por uma exposição, ajuda a promover conscientização sobre questões raciais, impactando não apenas os participantes, mas também os demais alunos que transitam pelos corredores da instituição.

O caráter interdisciplinar do projeto é um de seus diferenciais, permitindo que professores de diversas disciplinas utilizem as fotografias como material didático para discussões sobre raça e identidade. A equipe atual da coordenação do projeto é composta por Roberto Schiavini, Gildenor de Araújo Sousa e Daniela Pessoa.

Antes do “Crespas e Cacheadas”, um projeto antirracista intitulado “Lápis cor da pele – Que cor?”, também iniciado pela professora Regina Cotrin, foi desenvolvido, refletindo sobre as percepções de cor e raça. A primeira exposição do projeto ocorreu em 2017 e, desde então, as atividades foram adaptadas, incluindo adaptações durante a pandemia.

O ensaio deste sábado representa mais um passo na luta pela valorização e visibilidade da beleza negra, reforçando a importância da arte como ferramenta de transformação social.

Ibaneis ataca democracia ao orientar punição a grevistas

Corte de ponto, interrupção do prazo para aquisição da licença-servidor e postergação do adicional por tempo de serviço são algumas das punições a servidores(as) grevistas orientadas pelo governador Ibaneis Rocha. Para o Sinpro, as instruções, encaminhadas na última semana de setembro a secretários, administradores regionais e demais gestores públicos via circular da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) estão na contramão da democracia.

O documento, vazado pelo portal Metrópoles, afirma que as punições são aplicadas automaticamente e devem ser adotadas desde o início das greves. Além disso, caso o movimento paredista seja declarado abusivo pela Justiça, “as ausências dos servidores no trabalho passam a ser consideradas faltas injustificadas”. Isso abre precedente para medidas como instauração de processo disciplinar e sindicância.

“O direito de greve é um dos pilares fundamentais da democracia. Ao orientar, inclusive formalmente, punição aos servidores e às servidoras que fazem uso de um direito constitucional, Ibaneis agride frontalmente o Estado democrático e mostra que o governo não respeita a participação ativa e o controle social por parte dos cidadãos”, avalia o diretor do Sinpro Cleber Soares.

De acordo com o dirigente sindical, as punições a grevistas estimuladas pelo governador do DF também são “medidas antissindicais”. “São punições severas que, pela gravidade, limitam drasticamente o direito de greve dos trabalhadores e das trabalhadoras. O governador praticamente aponta a participação em movimento grevista como uma infração administrativa, o que pode levar ao entendimento de que o sindicato que organiza aquele movimento age na ilegalidade”, denuncia.

Além de punir servidores(as) grevistas, o governador Ibaneis Rocha ainda empurra ladeira abaixo a qualidade do funcionalismo público do DF ao reduzir o gasto com pessoal, como planeja fazer com a educação. Em reunião da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara dos Deputados, nessa segunda (1º/10), o presidente da CESC, deputado Gabriel Magno (PT), denunciou que Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025 (PLOA) aponta redução de R$ 197 mil no detalhamento isolado do gasto com pessoal, nas despesas totais com educação.

Para rebater a suposta necessidade do corte, a CESC apresentou tabela mostrando que, em 2019, primeiro ano da gestão Ibaneis-Celina, o GDF concedeu R$ 1,8 bilhão em benefícios fiscais. Agora, em 2024, foram R$ 9,1 bilhões concedidos para o mesmo propósito. “É aqui que está uma das grandes prioridades do Estado”, disse Gabriel Magno.

O Sinpro lembra que o investimento em áreas essenciais, como educação, é dever do Estado, e que greve é um direito constitucional conferido a todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras. Cobrar o respeito a esses pressupostos da democracia é valorizar o funcionalismo público e ampliar a qualidade dos serviços prestados à sociedade.

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Seminário busca pensar um ambiente escolar que respeite as diversidades

O auditório do Sinpro ficou cheio na sexta e no sábado (28 e 29/9) durante as palestras do Seminário Educação Para a Diversidade em Tempos de Resistência, organizado pela secretaria de assuntos de raça e sexualidade do sindicato. Voltado para a discussão das questões LGBTQIAPN+, o seminário abordou temas importantes como direitos humanos no currículo em movimento e educação para a diversidade.

O objetivo do evento foi aprofundar os debates relativos à atuação e aos desafios das e dos profissionais do magistério público que fazem parte dessa população, e refletir sobre estratégias de luta para garantia de um ambiente escolar capaz de promover o respeito às diversidades.

Na mesa de abertura do evento, a dirigente da CNTE e ex-dirigente do Sinpro Rosilene Corrêa afirmou que o Sinpro tem tratado a pauta da população LGBTQIAPN+ com cuidado e respeito. “Só vamos derrotar o preconceito com educação. Não tem outro espaço para reverter o preconceito”, apontou.

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, que também é professor, lembrou que a Central Sindical foi a primeira a organizar o coletivo LGBTQIAPN+: “A classe trabalhadora é diversa. Cabe a todos e todas nós compreendermos as diferenças de anseios, angústias e alegrias de cada segmento diverso de trabalhadores. E nós, professores, além de levarmos conteúdo para a sala de aula, estamos também fazendo a discussão para a formação de pessoas. Precisamos entender nosso papel do fazer profissional entre os alunos e também entre nossos e nossas colegas, no ambiente de trabalho”

A diretora do Sinpro Ana Cristina Machado, apontou que ainda hoje, a escola é um espaço de expulsão, e não de evasão para estudantes LGBTQIAPN+: “é um espaço de dor, sofrimento e muitas vezes de terror, que resulta em depressão, automutilação e até mesmo infecção urinária, causada por não terem o direito de fazer suas necessidades básicas.”, lamentou.

O representante do coletivo LGBTQIAPN+ da CUT, o também professor João Macedo, declarou que “a nossa existência na escola é também resistência. Queremos regras, sim – e essas regras precisam nos respeitar.”.

Durante o seminário, foi lançada a carteirinha LGBTQIAPN+ do Sinpro, que é personalizada com as cores do Orgulho LGBTQIAPN+, e fez muito sucesso entre quem se inscreveu para o evento.

Na mesa de abertura, a professora travesti Adriana Salles destacou a diversidade de corpos da comunidade LGBTQIAPN+, que fogem ao padrão do que a sociedade chama de “correto”. “São corpos diversos, diferentes, fora do padrão, e que têm tanto direito de ir e vir quanto os outros. Mas são corpos que precisam ser compreendidos. Se você não quer compreender esse corpo, tudo bem. Mas guarde sua opinião para você, porque você não tem tutela sobre o corpo dos outros. Cabe a você respeitar a todos e a todas. Por isso, quero políticas públicas que criminalizem o racismo, a xenofobia, homofobia, a transfobia, a gordofobia.”

Salles apontou, ainda, as sequelas sociais da pandemia que ainda persistem na escola: “Nossos e nossas estudantes não são os jovens de cinco anos atrás, voltaram com uma série de novos problemas, inclusive de ordem psicológica. Nós, professores e professoras, temos de ter a expertise de transformar a situação de conflito em situação de diálogo.”

Para a professora, é a escola a instituição que vai garantir uma sociedade laica, com as diversidades educacionais todas inclusas e um currículo inclusivo. “Mas a escola pré pandemia não volta mais. “Então, precisamos resistir, mas resistir com qualidade. Preciso ter minha saúde física e mental preservadas, preciso ter minha garantia de ir e vir preservada.”

 

Palestras do sábado

A programação do sábado iniciou com um importante debate sobre o Currículo em Movimento. Na visão dos palestrantes Anderson Neves dos Santos, Leonardo Café e da professora Ana Artoni, o currículo é um território em disputa, e cabe à comunidade LGBTQIAPN+ atuar nessa disputa. Existe o Currículo Teórico, mas, na verdade é o Currículo prático que é levado para a sala de aula. Por que o Currículo em Movimento não está sendo colocado em prática?

Segundo os palestrantes, a escola pública deve ser um espaço que acolha todas as pessoas, por isso a importância de as práticas pedagógicas serem de respeito, pertencimento e acolhimento, criando estratégias de combate à discriminação, repudiando toda e qualquer forma de exclusão. É preciso ancorar o Caderno de Pressupostos Teóricos ao Eixo Transversal Educação para a Diversidade.

Foram debatidas outras normativas legais que podem ser usadas para se trabalhar o Currículo em Movimento, para além das orientações Político-Pedagógicas das escolas, de forma a respaldar e provocar a forma de agir das professoras e professores.

A mesa “Famílias LGBTQIAPN+ na escola: da invisibilidade à negligência” contou com a participação dos grupos Mães da Resistência e Mães da Diversidade. São duas ONGs nacionais que acolhem mães, pais e pessoas LGBTQAPN+ com o objetivo de formar, informar, fortalecer as famílias e lutar pela liberdade, promovendo ações que colaboram, lutam por uma sociedade mais justa e respeitosa para todas as pessoas.

Finalmente, foram discutidas as estratégias de como construir os Planos Nacional e Distrital de Ensino (PNE e PDE) pensando na defesa da diversidade na escola. Foi analisado o momento histórico e a capacidade real de mobilização da comunidade LGBTQIAPN+ na construção de uma política voltada para a educação pela diversidade.

Na última palestra, foram apresentadas experiências bem-sucedidas de trabalhos realizados por professores, professoras, orientadoras e orientadores da rede pública, que estão resistindo e agindo em sala de aula, realizando de acordo com a política pública de Gênero e Diversidade Sexual, portanto respaldada pelo Currículo em Movimento e nas escolas.

“A diretoria colegiada do SINPRO está orgulhosa pela realização deste Seminário, que nos proporcionou um momento de muito aprendizado. Estamos empenhados e empenhadas em dar continuidade a este trabalho de Educação para Diversidade em tempos de Resistência, em poder estar nas escolas fazendo os enfrentamentos necessários para lutar por direitos, pelo reconhecimento das diferenças de todas as pessoas LGBTQIAPN+”, apontou diretora Ana Cristina Machado, da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro.

“O Seminário Educação para Diversidade em Tempos de Resistência foi extremamente potente, iniciamos a noite da sexta com a professora Adriana Salles a qual ressaltou a importância de lutar pela implementação de políticas públicas para a entrada e permanência das/os estudantes LGBTQIAPN+ nas escolas, e fechamos o sábado com quatro debates de extrema importância para a comunidade”, completou a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

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Três projetos do CEF 14 de Taguatinga são homenageados pelo II Prêmio Paulo Freire de Educação

Na quinta-feira (27/9), o Centro de Ensino Fundamental nº 14 de Taguatinga (CEF 14) foi reconhecido por seus esforços inovadores na educação, ao receber menção honrosa no II Prêmio Paulo Freire de Educação (2024), da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Entre os 264 projetos inscritos, três se destacaram por promoverem a transformação do ensino por meio da matemática, do esporte e do xadrez: “Geometria dos cristais e a evolução dos videogames”, “O esporte brasileiro tem história” e “Xeque-mate: o mundo do xadrez”.

Geometria dos cristais e a evolução dos videogames

Desenvolvido pela professora Estefany Alves, com formação em Geologia e Matemática, este projeto interdisciplinar explora a relação entre a geometria dos cristais e o design de videogames, abrangendo desde os anos 90 até o fenômeno Minecraft. Dividido em quatro etapas — pesquisa, elaboração de um trabalho escrito, criação de um jogo na plataforma Genially e apresentação — o projeto foi parte da feira cultural da escola, que abordou as décadas de 60 até os dias atuais. A proposta visa fazer com que os alunos do 6º ano compreendam como formas geométricas influenciam a experiência visual e a jogabilidade, contribuindo para uma avaliação mais ampla e engajadora.

O esporte brasileiro tem história

Elaborado e coordenado pela professora de educação física, Ana Paula Farias de Oliveira, o projeto tem como público 220 estudantes do 6º e 7º Anos, incluindo estudantes com necessidades educativas especiais. A proposta busca resgatar a história do esporte brasileiro, promovendo a reflexão sobre a importância de atletas e modalidades esportivas na formação da identidade nacional. Com um enfoque interdisciplinar, o projeto não só discute a história dos esportes, mas também integra conteúdos de cidadania e direitos humanos, valorizando o respeito, a superação e a ética no esporte. Com a apresentação de atletas icônicos e suas histórias, os estudantes são incentivados a desenvolver uma visão crítica e informada sobre o legado esportivo no Brasil.

Xeque-mate: o mundo do xadrez

O xadrez, um dos jogos mais antigos, é utilizado como ferramenta pedagógica no projeto criado e coordenado também pela professora Ana Paula. O objetivo é estimular o desenvolvimento cognitivo e comportamental dos estudantes por meio do aprendizado das regras, táticas e estratégias do jogo. A atividade inclui a construção de tabuleiros feitos pelos próprios alunos, fomentando a interação social e o respeito mútuo em competições saudáveis. A metodologia envolveu etapas práticas e lúdicas, garantindo que todos os estudantes, inclusive aqueles com necessidades especiais, tivessem acesso às atividades. Os torneios realizados durante as aulas de Educação Física promovem a inclusão e o engajamento de todos os participantes.

Os projetos do CEF 14 de Taguatinga exemplificam a busca pela inovação e inclusão no ensino, utilizando o esporte e o xadrez como meios de transformação educacional. Ao receberem menção honrosa no II Prêmio Paulo Freire de Educação, esses projetos reforçam a importância de práticas pedagógicas que promovam não apenas o conhecimento, mas também a formação de cidadãos críticos e respeitosos.

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