Dia Nacional do Idoso e Dia Internacional da Terceira Idade: valorização da cultura ancestral

Neste 1° de outubro de 2024, celebramos o Dia Nacional do Idoso e o Dia Internacional da Terceira Idade, um momento de reflexão sobre a contribuição valiosa dos idosos à sociedade e a importância de políticas públicas que garantam seu bem-estar. O Sinpro destaca a necessidade de respeitar e comemorar as experiências acumuladas ao longo da vida, reconhecendo o valor dos idosos e das idosas do Magistério Público, bem como de nosso País, como pilares de nossa sociedade.

Atualmente, segundo o Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em 12 anos. A população idosa com 60 anos ou mais chegou a 32,1 milhões de pessoas, 15,8% da população do País. O aumento é de 56% em relação a 2010, quando era de 20,5 milhões (10,8%). Ainda de acordo com o Censo, a idade mediana da população brasileira aumentou seis anos desde 2010 e passou de 29 para os 35 anos em 2022.

Esse envelhecimento populacional traz desafios significativos, especialmente na área da saúde. Segundo dados do Ministério da Saúde, 26% dos idosos convivem com diabetes, 20% são obesos, 58% têm hipertensão e 67% estão acima do peso, refletindo a necessidade urgente de políticas públicas voltadas para a saúde e o bem-estar dessa faixa etária.

Ministério da Cultura e a valorização das ancestralidades

Este ano, o Ministério da Cultural destacou um aspecto que o Sinpro considera fundamental para uma sociedade mais justa: além da saúde, a inclusão social e a valorização cultural são essenciais. O ministério destacou a importância de mestres e mestras da cultura tradicional e popular, muitos deles com mais de 60 anos, dedicam suas vidas a preservar saberes ancestrais em suas comunidades. Manifestações culturais, como Folias de Reis, Frevo e Capoeira, são transmitidas de geração em geração, fortalecendo a identidade e os laços sociais. Como ressalta Makota Kidoiale, mestra da Universidade Federal de Minas Gerais, “o saber do mais velho para o mais novo assegura respeito, identidade, diversidade e cultura”.

A cultura também é uma ferramenta poderosa para promover o bem viver em todas as fases da vida. A secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, enfatiza que “envelhecer com arte e a arte de envelhecer” são caminhos que enriquecem a experiência de vida. O Ministério da Cultura tem se empenhado em incluir artistas idosos nas políticas culturais, reconhecendo suas contribuições essenciais para o cenário cultural do Brasil.

Um exemplo dessa valorização é o Prêmio de Culturas Populares e Tradicionais – Mestre Lucindo, que premiou 351 iniciativas culturais, incluindo 64 agentes culturais com 60 anos ou mais. Iniciativas como o coletivo Mulheres do Samba de Roda, formado por mulheres entre 60 e 80 anos, exemplificam como a cultura pode ser um meio de resistência e valorização da trajetória de vida.

O Sinpro considera fundamental que as políticas públicas se comprometam a defender os direitos dos idosos, incluindo moradia digna, saúde, educação e inclusão social. Tanto é que dedica um espaço de sua luta sindical aos(às) idosos(as) aposentados(as) ou não da categoria por meio da Secretaria de Assuntos para Aposentados. O fortalecimento dessas ações é crucial para garantir que todos possam envelhecer com dignidade e continuar contribuindo ativamente para a sociedade.

Neste Dia Nacional do Idoso, celebramos não apenas a vida dos idosos, mas também a riqueza cultural que eles representam. É um momento para reafirmar o compromisso coletivo de construir um futuro em cada pessoa, independentemente da idade, tenha seu valor reconhecido e respeitado.

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Reforma da Previdência é jabuti na PEC 66

O texto original da Proposta de Emenda à Constituição 66/2023 trata apenas da ampliação de prazo de parcelamento especial de débitos dos municípios com a Previdência. Mas quando seguiu para votação no Plenário do Senado, em agosto deste ano, o texto da PEC recebeu um verdadeiro jabuti.

Emenda de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB/SE) incluiu na proposta, conhecida como PEC da Morte, artigo determinando que as regras previdenciárias da União fossem integralmente aplicadas ao DF, estados e municípios. Isso quer dizer que a Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro, que impõe aumento da idade mínima para aposentar, maior tempo de contribuição, proventos reduzidos e uma série de maldades, passa a valer, obrigatoriamente, para os(as) servidores(as) públicos do DF, estados e municípios.

A emenda que altera as regras constitucionais aplicadas ao regime próprio de previdência foi integralmente aceita pelo relator da PEC 66, senador Carlos Portinho (PL/RJ).

 

 

“A proposta da emenda não tem qualquer relação com o texto original. No jargão político isso é um jabuti, ou melhor, um jabuti em cima de árvore, ou seja, algo fora do lugar. Essa é uma prática sorrateira que sempre foi utilizada para prejudicar trabalhadores e trabalhadoras”, afirma o diretor do Sinpro Cléber Soares.

Segundo o dirigente sindical, “jabutis têm sempre uma coisa em comum: são propostos por aqueles que têm interesse no Estado mínimo e, consequentemente, estão alinhados com o setor financeiro”.

“Quando o governo impõe mais tempo de trabalho e proventos reduzidos, ele garante, em médio e longo prazo, uma folga no orçamento. Esse recurso ‘extra’ é utilizado para realização de obras, em possibilidade de acessar linhas de crédito no setor financeiro e também em oportunidade para cobrir os rombos nas contas públicas feitos com as renúncias fiscais dadas a setores da economia”, explica Cleber Soares.

Quanto pior, melhor
A emenda apresentada pelo senador Alessandro Vieira e aprovada pelo senador Carlos Portinho adota a regra do quanto pior, melhor. Além de obrigar todos os entes federativos a adotarem integralmente em seus Regimes Próprios de Previdência Social a reforma da Previdência de 2019, a proposta ainda apresenta de maneira objetiva que entes federativos que previrem em seus regimes próprios de previdência social regras ainda mais rígidas, estão isentos da adoção das normas definidas à União.

O Sinpro vem realizando uma série de ações para barrar a PEC 66 de maneira integral. Isso porque o sindicato também considera prejudicial a ampliação do prazo para pagamento de precatórios.

Pelo texto da PEC, os débitos previdenciários do DF, municípios s e estados podem ser pagos em até 300 parcelas mensais, o que corresponde a 25 anos, aumentando o tempo de espera para o recebimento de precatórios.

Além disso, os pagamentos ficam limitados de 1% a 5% da receita corrente líquida de cada ente federado, a depender da dívida. A partir de 2030, esses percentuais aumentam em 20% (1% vira 1,2% e assim por diante).

A PEC da Morte derruba a regra constitucional que obriga estados e municípios a quitarem seus precatórios até 2029, não havendo mais data limite para isso. Na prática, mais um calote imposto aos(às) servidores públicos.

 

>> Leia mais sobre a luta do Sinpro contra a PEC 66

>> Comissão de negociação atua para barrar a PEC 66 em encontro com senador Izalci 

>> Sinpro articula apoio de parlamentares contra PEC 66

>> Sinpro busca apoio de parlamentares contra PEC 66

>> PEC 66 | PEC da Morte promete enterrar de vez direito à aposentadoria

 

 

 

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Atenção às datas mais importantes do procedimento de Remanejamento 2024-2025

Com a divulgação do edital do remanejamento, no dia 13 de setembro, é importante lembrar ao(à) professor(a) e ao(à) orientador(a) educacional as datas importantes desse procedimento.

Portaria 1.161 de 13/9/24  Edital nº 44/2024

 

O Sinpro preparou esta lista com as datas mais importantes:

 

Remanejamento Interno (Com atualização de datas em 2 de outubro)

As atividades referentes ao Remanejamento interno irão se estender pelo mês de outubro. Preste atenção às principais datas-limite:

4/10 – Divulgação das carências do Remanejamento Interno. Essa tarefa cabe à Sugep. Observe o SEI nessa data.

4 a 7/10 – Cabe a você, servidor(a), nessas duas datas, apresentar o recurso das carências para o remanejamento interno. A Sugep tem até o dia 8 para analisar os recursos, e até dia 14 para fazer a divulgação final das carências do remanejamento interno.

14 a 21/10 – Cabe a você, servidor(a), enviar a lista de carências no SIGEP, para participação no remanejamento interno. No dia 21, sai o resultado preliminar.

21 e 25/10 – Cabe a você, servidor(a), apresentar recursos ao resultado preliminar do remanejamento interno. (Em Processo SEI, encaminhar DISET). A Sugep tem até o dia 4 de novembro para analisar os recursos.

4/11 – Nessa data, a Sugep divulgará o resultado final do Remanejamento Interno. Preste atenção ao SEI.

 

Remanejamento Externo

No mês de novembro ocorre o processo de remanejamento externo. Confira as datas principais:

5/11 – A Sugep deve divulgar, nessa data, as carências do remanejamento externo.

5 e 6/11 – Cabe a você, servidor(a), nessas duas datas, apresentar o recurso das carências para o remanejamento externo. A Sugep tem até o dia 11 para analisar os recursos, e até dia 13 para fazer a divulgação final das carências do remanejamento externo.

13 a 17/11 – Cabe a você, servidor(a), enviar a lista de carências no SIGEP, para participação no remanejamento externo. No dia 19, sai o resultado preliminar.

19 a 21/11 – Cabe a você, servidor(a), apresentar recursos ao resultado preliminar do remanejamento externo. (Em Processo SEI, encaminhar DISET). A Sugep tem até o dia 25 para analisar os recursos.

9/12 – Resultado final do procedimento de remanejamento externo e Resultado final geral do procedimento de Remanejamento 2024-2025.

 

Resultado geral e comprovante de bloqueio

9 a 11/12 – Lembre-se: após o resultado final do procedimento de remanejamento, você, servidor(a) ainda deve, entre os dias 9 e 11 de dezembro, apresentar o comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo 2024-2025 e entregar a documentação para validação de pontuação para o procedimento de distribuição de turmas / carga horária / atribuição de atendimentos da UE/UEE / ENE de destino. Não se esqueça dessa última etapa, pois em 16 de dezembro a EU/UEE/ENE fará o procedimento de distribuição de turmas / Carga Horária / atribuição de atendimentos.

 

 

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Este ano tem Pitty na festa Sinpro Com Você, Por Você

A cantora Pitty é a atração principal da próxima festa Sinpro Com Você, Por Você, que ocorre este ano no dia 5 de outubro no Opera Hall, às 21h. A festa, que celebra o dia dos(as) professores(as), é exclusiva para filiados(as) do sindicato. A apresentação da carteirinha na entrada do show dá direito a um acompanhante.

No show, Pitty traz uma seleção dos maiores sucessos de seus 27 anos de carreira.

DJ Chikão e a Banda de Diego Azevedo (um dos participantes do The Voice Brasil 2012), também serão atrações da festa Sinpro Com Você, Por Você, e prometem não deixar ninguém parado.

O Projeto Ressocialização, Autonomia e Protagonismo (RAP), do Núcleo de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria (UISM), também confirmou presença na festa Sinpro Com Você, por você. Sob a mentoria do professor Francisco Celso, três moças e três rapazes – 2 DJs e 4 rappers – farão um pocket show durante a festa que celebra o dia dos(as) professores(as).

“Esse é o momento de celebrar a nossa data, o dia do professor e da professora. Este ano, o Sinpro traz toda a energia e o bom astral da cantora Pitty para alegrar nossa festa”, afirma o coordenador da secretaria de cultura do Sinpro, Bernardo Távora.

“Democracia se faz com muita luta, que a gente intercala com celebração para nos dar ainda mais energia pra luta”, lembra a diretora do Sinpro Fátima de Almeida.

“O Sinpro se orgulha de trazer uma cantora multipremiada para celebrar a festa dos professores e das professoras”, diz a diretora do Sinpro Leilane Costa.

A festa está imperdível! Compartilhe nas escolas, convide todos os seus colegas e suas colegas, e vamos celebrar mais uma vez a data da nossa categoria!

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Mais um golpe via WhatsApp tenta atingir professores(as)

Criminosos voltaram a encaminhar mensagem para a categoria se passando pelo Sinpro-DF. Na nova tentativa de golpe os estelionatários enviam uma mensagem via WhatsApp em nome de Camila Carnietto, secretária jurídica do escritório Resende Mori Hutchison, informando sobre a liquidação / cumprimento / execução do concurso de Credores, na área de direito processual civil e do trabalho. Segundo a mensagem fraudulenta, “o processo está em fase de liberação com data prevista para. [data ´próxima à data do envio da mensagem de golpe] se faz necessário o seu contato em caráter de urgência com a. DR. JULIO CESAR BORGES DE RESENDE. (OAB-DF 8.583). advogada responsável pelo seu processo, pois o mesmo está no tribunal recolhendo os alvarás em prol das liberações.”

O número telefônico do Jurídico do Sinpro é 3031-4400. Somente por este número o departamento jurídico do sindicato faz contato. qualquer outro número deve ser bloqueado e denunciado. Além disto, NUNCA deposite qualquer quantia em dinheiro. O sindicato não pede dinheiro para liberação de precatório nem de alvará.

É preciso ficar atento e não cair em mais esta tentativa de golpe. O Sinpro NUNCA solicita qualquer quantia em dinheiro para liberação de pagamento ou de alvará.

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Sinpro participa da discussão do PLOA 2025 na CESC da CLDF

O Sinpro-DF participou, na manhã desta segunda-feira (30), da reunião pública da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que discutiu o Projeto de Lei de Orçamentária Anual (PLOA 2025) e outras questões pertinentes às suas competências, conforme o projeto PL 1.294/2024. Confira o vídeo da audiência pública no final desta matéria.

Convocada pelo presidente da CESC, deputado Gabriel Magno (PT), a reunião ocorreu na Sala de Comissões Pedro de Souza Duarte, onde houve uma apresentação detalhada sobre o percurso da Lei Orçamentária. Na abertura do encontro, Magno expressou sua preocupação com a proposta de orçamento do DF para o próximo ano, destacando a redução significativa nos recursos para educação e cultura, especialmente para o Fundo de Apoio à Cultura (FAC). “Isso não pode ser ignorado!”, afirmou.

O parlamentar alertou sobre o cronograma: “O parecer preliminar da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças [CEOF] será apresentado no dia 15 de outubro. Temos apenas duas semanas, a partir de hoje, para nos mobilizarmos. A audiência pública da CEOF está marcada para o dia 6 de novembro. Temos pouco mais de um mês para organizar e estar presente. Convido todos a comparecerem na audiência pública da CEOF”, alerta. Ele também destacou que o parecer geral deve ser votado antes de ir ao Plenário, no dia 3 de dezembro, enfatizando a importância de estarmos preparados para esse debate.

Magno afirmou, ainda, que “essas políticas são fundamentais para garantir um desenvolvimento social e econômico justo. Educação e cultura precisam ser prioridades.” Durante a apresentação, ele expressou preocupação com o mínimo constitucional da educação, fixado em 25,32%, o menor da história do DF. O PLOA 2025 foi analisado em relação aos mínimos constitucionais que devem ser aplicados em saúde, educação e cultura, e também à previsão de provimento de cargos para essas áreas. Para a educação, o PLOA 2025 apresentou grandes reduções.

Além do Sinpro-DF e do SAE, estavam presentes várias entidades dos setores de cultura, saúde e educação. Na Mesa, estavam o deputado distrital Gabriel Magno, como mediador. E, além dele, estavam o deputado federal Professor Reginaldo Veras (PV-DF), representantes da Secretaria de Cultura, Secretaria de Saúde e Secretaria de Educação de Estado do Governo do Distrito Federal; e representantes do Conselho de Cultura, Conselho de Saúde, Conselho Regional de Medicina (CRM), Fórum Distrital de Educação (FDE), Comissão dos Aprovados da Educação.

 

Decréscimos na educação

Na área da educação, o deputado Gabriel Magno destacou que as reduções são preocupantes e comprometem o funcionamento do setor. Ele mencionou divergências nas metodologias de cálculo e discordâncias com pontos do PLOA enviado pelo Poder Executivo. As ações de manutenção e desenvolvimento do ensino sofreram quedas significativas, com a Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresentando uma redução de 82%. Ele observou ainda o aumento de mais de 400% na renúncia fiscal: “Foram R$ 7,2 bilhões em renúncia fiscal e o desemprego no DF continua sendo um dos maiores do país”, disse.

O deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF) expressou sua preocupação com as reduções. “Analisando as despesas, vemos aumento nos gastos com reformas, mas redução na manutenção. O que mantém as escolas hoje é praticamente emenda parlamentar, que agora estão dificultando a chegada dos recursos. Isso também se aplica ao PDPAS na saúde”, comentou.

Veras também notou que a Secretaria de Economia do DF tem celebrado o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas apontou que o governo está investindo em estruturas, não em pessoas. “A flexibilidade da LRF deve ser usada para investimentos em recursos humanos. Há espaço fiscal para buscar aumento de salário e convocar novos servidores”, incentivou.

Júlio Barros, diretor do Sinpro-DF e coordenador geral do FDE, ressaltou a redução do orçamento para a educação e a falta de compromisso do governo. “Em todas as campanhas políticas, a educação é apresentada como prioridade. Esta audiência desnuda se realmente é uma prioridade, pois ela se revela no Orçamento”, afirmou. Barros mencionou que o governo Ibaneis e Celina impuseram uma redução de R$ 52,7 milhões nos recursos do Fundo Constitucional para a Educação, contrariando a perspectiva de incremento de R$ 300 milhões. “O orçamento total do DF cresceu R$ 5,94 bilhões, mas a educação teve um aumento de apenas 2,8%”, acrescentou.

Cleber Soares, diretor do Sinpro, elogiou e evidenciou a importância do debate. Na avalização do sindicalista, todos e todas ficaram negativamente impactados. “Nós da educação, percebemos que isso é um sintoma do que o governo Ibaneis-Celina está reservando para nós ao longo do próximo ano. Nós, do sindicato dos professores temos uma série de reivindicações que o governo se comprometeu a materializá-las, como a contratação de todos os aprovados em concurso, dentre outros pleitos”. Confira no vídeo e assista todo o debate pelo YouTube da CLDF.

O Sinpro-DF vem monitorando, analisando e propondo emendas ao PLOA 2025, que determinará o futuro da educação pública no DF, incluindo a convocação de novos concursos e a campanha salarial da categoria. A entidade alerta que é fundamental que toda a categoria esteja atenta e mobilizada para pressionar os deputados distritais.

A mudança de rumos é reflexo da luta de professores(as) e orientadores(as) educacionais, que intensificaram as ações de protesto nos últimos anos, culminando na Greve da Educação de 2023. O Sinpro destaca a importância de garantir que os pontos sancionados sejam contemplados no orçamento de 2025, ou que ao menos um cronograma para sua implementação seja estabelecido.

Vale lembrar que, segundo estudo realizado pela consultoria jurídica do Sinpro, na Lei Orçamentária Anual 2025 apresentada à Câmara Legislativa do DF no dia 15 de setembro, há recursos disponíveis, com previsão de crescimento de 6,24% na arrecadação tributária do GDF e um aumento projetado de 5,4% no Fundo Constitucional.

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Luta da categoria organizada pelo Sinpro garante nomeações

Foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (30/9) a nomeação de 562 professores(as) e 28 orientadores(as) educacionais para a rede pública de ensino do DF. As nomeações, viabilizadas com a declaração das vagas sem efeito (não comparecimento para posse em tempo hábil) do concurso público de magistério de 2022, abrangem aprovados(as) para além das vagas imediatas e do cadastro reserva.

A diretora do Sinpro Ana Bonina destaca que a nomeação de aprovados(as) para além da vagas imediatas é uma conquista do Sinpro. “A nomeação dos aprovados fora das vagas imediatas é um ato discricionário do Governo do DF, ou seja, depende da vontade administrativa. No entanto, foi a mobilização incansável da nossa categoria, especialmente durante a histórica Greve da Educação, organizada pelo Sinpro, que tornou essa nomeação possível. Sem a força da nossa união e a firme atuação do sindicato, esse avanço não teria sido conquistado. A nossa luta coletiva mostrou que, quando trabalhadores se organizam, o que antes parecia uma escolha política pode se transformar em uma vitória para todos e todas nós”, avalia.

Prazos para entrega da documentação necessária e assinatura do termo de posse ainda não foram publicados pelo GDF. “Agora, é importante ir fazendo os exames admissionais”, lembra a diretora do Sinpro Ana Bonina. Esse tipo de exame verifica se o(a) candidato(a) está apto(a) para desempenhar as funções do cargo de forma segura e eficaz.

O Sinpro reforça que a luta pela nomeação de todos os(as) os(as) aprovados(as) tem como objetivo evitar a precarização da educação, já que, sem a condição de efetivo(a), professores(as) substitutos(as) são submetidos(as) a contrato de trabalho que traz direitos reduzidos. Além disso, a luta mira na continuidade do acompanhamento pedagógico e na ampliação da qualidade da educação pública, viabilizados com o fim da rotatividade de mão de obra.

Clique AQUI e acesse o DODF do dia 30 de setembro de 2024

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Estudantes da EP 308 Sul usam tato para aprender artes visuais

Os mais de 700 estudantes da Escola Parque 308 Sul interagiram com exposição de artes visuais tátil que apresentou em relevos e texturas obras clássicas, como o Beijo, de Gustav Klimt, Medusa, de Caravaggio, e O Grito, de Edvard Munch. A atividade dialogou com o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, lembrado em 21 de setembro.

 

 

“Nenhum dos nossos estudantes tem deficiência visual. Nosso objetivo foi trabalhar o desenvolvimento sensorial e cognitivo, além de valores sociais, como inclusão e respeito à diversidade”, explica o professor doutor de Artes Visuais Cleber Cardoso Xavier, que teve a iniciativa de levar a exposição à Escola Parque.

Ele explica que, ao participar de uma exposição tátil, as crianças sem cegueira são “incentivadas a explorar o mundo de forma diferente” e, ao mesmo tempo, tendem a se tornarem pessoas com maior empatia e compreensão das necessidades e desafios enfrentados por quem tem cegueira.

 

Da direita para esquerda: Ana Bonina, diretora do Sinpro; Solange Buosi, diretora do Sinpro; Cleber Cardoso Xavier, prof. dr. de Artes Visuais da EP 308 Sul; Thérèse Hofmann, prof. dra. de Artes Visuais da UnB

 

As mais de 20 obras expostas foram desenvolvidas por estudantes de licenciatura em Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), alunos e alunas da professora doutora Thérèse Hofmann.

“Vários estudantes de licenciatura em Artes Visuais da UnB, que serão futuros professores e professoras, estiveram presentes na exposição, conversando com as crianças, explicando o processo. Acaba sendo uma formação, essencial para que a educação seja, de fato, um instrumento de transformação da sociedade”, avalia a diretora do Sinpro Ana Bonina, que participou da exposição na Escola Parque da 308 Sul.

 

 

Já a diretora do Sindicato Solange Buosi analisa que iniciativas como a do professor Cleber Xavier devem ser reproduzidas em todas as unidades escolares da rede pública de ensino. “A promoção da inclusão envolve, necessariamente, pessoas sem deficiência. Isso porque, para que o mundo seja inclusivo, é necessário que haja uma mudança de mentalidade coletiva, e isso se faz também a partir da experiência, da troca de conhecimentos”, justifica.

“Recomende seu livro!” é um dos projetos homenageados no 2º Prêmio Paulo Freire de Educação

O projeto “Recomende seu livro!”, da professora de língua portuguesa Leda Barros, do Centro de Ensino Fundamental 04 de Sobradinho (CEF04), que destaca a importância da leitura e da sustentabilidade em Sobradinho, foi homenageado com uma medalha e uma Moção de Louvor da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nessa quinta-feira (26). A premiação foi parte da sessão solene de entrega do 2º Prêmio Paulo Freire de Educação, cujo objetivo é reconhecer o valor de projetos inovadores na educação pública do DF.

O projeto “Recomende seu livro!”, desenvolvido nas turmas de 7º Ano, tem como principal objetivo promover a leitura e a compreensão textual entre os(as) estudantes, além de incentivar a apropriação da língua portuguesa. A iniciativa se alinha aos princípios do Currículo em Movimento da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) e busca incorporar práticas sustentáveis no ambiente escolar.

Com o intuito de evidenciar a importância da leitura, o projeto estimula os(as) estudantes a reconhecerem a leitura como uma ferramenta essencial para compreender o mundo ao seu redor. Leda Barros promove um ciclo de doação e empréstimo de livros, incentivando práticas de consumo consciente e preservação ambiental. Essa abordagem não só enriquece o conhecimento dos estudantes, mas também promove uma consciência ecológica, uma vez que a reutilização de livros contribui para a redução do desperdício e o repensar dos hábitos de consumo.

“Ler, doar, emprestar e recomendar livros é uma excelente maneira de promover a sustentabilidade e a conexão com a natureza. Ao reutilizar livros, o estudante contribui para a redução do descarte de materiais e repensa os hábitos de consumo para promover um estilo de vida mais sustentável e equilibrado”, afirma a professora.

As culminâncias do projeto foram momentos marcantes. A primeira ocorreu em maio, com uma exposição de livros literários disponíveis para empréstimo. A segunda, realizada no início de setembro, foi um intervalo cultural que contou com a premiação dos principais leitores, além de apresentações culturais e uma nova exposição de livros arrecadados para doação.

O projeto “Recomende seu livro!” tem gerado um grande envolvimento entre os alunos, que se tornam agentes ativos na promoção do consumo consciente. Ao recomendarem e emprestarem livros uns aos outros, os estudantes criam um ciclo de troca de saberes, estimulando a curiosidade e o desenvolvimento de novos olhares sobre a literatura.

A moção de louvor recebida pela professora Leda Barros simboliza não apenas o reconhecimento de um projeto educacional, mas também a valorização do papel transformador da leitura e da educação na formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a sustentabilidade e o bem-estar social. Com iniciativas como essa, a educação pública de Sobradinho se destaca como um espaço de inovação e reflexão, moldando o futuro de seus estudantes de forma responsável e sustentável.

PRAZO PARA SE INSCREVER NO SEMINÁRIO EDUCAÇÃO PARA A DIVERSIDADE EM TEMPOS DE RESISTÊNCIA TERMINA QUINTA (26)

Termina nesta quinta-feira (26) o período de inscrições para o Seminário Educação para a Diversidade em Tempos de Resistência, que acontece nos dias 27 e 28 de setembro no auditório Paulo Freire, na sede do sindicato no SIG. Com este tema, o evento se propõe a discutir as questões referentes à inclusão de trabalhadoras, trabalhadores e estudantes LGBTQIAPN+ na sala de aula e na comunidade escolar. Veja a programação no final da matéria.

O seminário abordará temas importantes como saúde da população LGBTQIAPN+, direitos humanos no currículo em movimento e educação para a diversidade. O objetivo do evento é aprofundar os debates relativos à atuação e aos desafios das e dos profissionais do magistério público que fazem parte dessa população e refletir estratégias de luta para garantia de um ambiente escolar capaz de promover o respeito às diversidades.

E uma novidade: será lançada nessa ocasião a carteirinha LGBTQIAPN+ do Sinpro, personalizadas com as cores do Orgulho LGBTQIAPN+. A carteirinha será disponibilizada aos educadores e educadoras sindicalizados(as) que a solicitarem no ato da inscrição para o seminário.

As inscrições estão abertas até dia 26 de setembro. Para se inscrever, clique no botão abaixo.

Faça sua inscrição

“Discutir as pautas LGBTQIAPN+ de forma orgânica é tarefa do movimento sindical. Percorremos um longo caminho, com importantes avanços, mas há muitos entraves aos(às) trabalhadores(as) no ambiente escolar, como a exclusão e o assédio moral, impedindo-os de atuar. O desafio é intensificar a nossa presença com formação e educação para a diversidade nas escolas”, afirma Ana Cristina Machado, diretora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro. “Precisamos olhar, acolher e defender os educadores e educadoras LGBTQIAPN+ para que se sintam representados. Para além da luta por melhores salários e por carreira, é fundamental que possamos garantir condições dignas de trabalho e inclusão”, completa ela.

 

Participe!

O seminário é uma realização da Secretaria de Raça e Sexualidade e do Coletivo LGBTQIAPN+ do Sinpro. Será um espaço de formação e reflexão para apontar caminhos na construção de uma outra escola possível, com educação para a diversidade e inclusão de estudantes e trabalhadoras/es LGBTQIAPN+.

As escolas têm a obrigação de coibir discriminações e assédios por gênero, identidade de gênero e orientação sexual, e outras formas de ataque aos direitos das pessoas LGBTQIAPN+.

Sua participação é de grande importância- professoras(es) e orientadoras(es) educacionais – para a construção coletiva e para assegurar direitos para trabalhadoras/es LGBTQIAPN+ que atuam nas escolas públicas do DF.

 

Programação:

27/09 (sexta feira) às 19h.

Local: Auditório do Sinpro.

Mesa de Abertura: Educação para a diversidade em tempos de resistência

Palestrantes:

Adriana Sales – Adriana Sales, graduada em letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (2000). Estágio em cultura e civilização em Paris/França. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, campus de Rondonópolis. Doutora em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em psicologia da UNESP, Campus de assis/SP. Professora efetiva da Educação Básica na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso. Pesquisadora do grupo de pesquisa PsiCuQueer – Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicologia e Cultura Queer, UNESP/Assis; Colaboradora do Grupo de Estudos em Gênero, sexualidade e (m) interseccionalidades, GENI, na UERJ. Ativista social do movimento trans brasileiro desde 1998, atuando junto a Associação Nacional de Travestis e Transexuais – ANTRA.

Abra T é psicóloga e acadêmica cuja trajetória abrange trabalho junto ao governo federal na construção de políticas públicas de diversidade sexual e de gênero, atuação como pesquisadora no terceiro setor e docência no ensino superior. Colaborou ainda para a construção de marcos éticos na regulação da profissão sobre diversidade sexual e de gênero e ética laica (Conselho Federal de Psicologia). Além de ter exercido à docência, dialoga com educadoras e educadores da educação básica sobre laicidade e ética democrática no ensino. Tem se dedicado à reflexão sobre as violências institucionais e estratégias de cuidado para sofrimentos coletivos.

 

28/09 (sábado)

8h30h – Café da manhã de Boas-Vindas aos participantes.

9h30 – Currículo em movimento e a População LGBTQIAPN+ 

Palestrantes:

Anderson Neves dos Santos é professor da educação básica na Secretaria de Estado de Educação do DF, faz parte da Associação Brasileira de Currículo e da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, integra o Grupo de Estudos e Pesquisas Políticas dos Corpos, Cotidianos e Currículos (POC’s-UFPel), Mestre em Educação pela Universidade Federal do Tocantins e Doutorando em Educação na Universidade Federal de Pelotas).

Leonardo Café é professor da Secretaria de Estado de Educação do DF, Mestre em Linguística e Doutorando no PPGL/UnB.  Pesquisa gênero e diversidade em interface com Estudos Críticos do Discurso. É autor do livro “A gente só é gente e pronto!” Obra publicada pela editora Appris em 2020.

Professora Ana Artoni é bióloga, especialista em diversidade sexual e professora com mais de 10 anos de experiência na Secretaria de Estado de Educação do DF. Atualmente, atua como formadora na EAPE, onde desenvolve e oferece formações focadas em gênero e diversidade sexual. Além disso, participa ativamente de outros projetos que abordam essa temática, contribuindo para a promoção da inclusão e compreensão dessas questões na educação.

 

11h30 – Famílias LGBTQIAPN+ na Escola: da invisibilidade à negligência

Palestrantes:

Monica Monteiro – Mães Pela Diversidade – Musicista, licenciada em música, especialista em educação e mestra em psicologia do desenvolvimento humano no contexto sócio-cultural. Professora aposentada do CEP/Escola de Música de Brasília. Coordenadora Regional da ONG Mães pela Diversidade do DF e Entorno.

Marcia Sousa de Abreu – Mães da Resistência – Pedagoga, professora de educação básica na SEE-DF, ensino fundamental/séries iniciais. Possui Especialização em Educação Básica e Direitos Humanos na Perspectiva Internacional pela Universidade de Brasília/UnB e Educação, democracia e gestão escolar pela Universidade de Tocantins/UNITINS. Vice coordenadora das Mães da Resistência DF. Ativista feminista, antifascista, anticapacitista, antilgbtfobica, antimanicomial e militante sindical da educação e dos Direitos Humanos.

 

12h30 – Almoço

 

14h – O novo PDE e a defesa da diversidade na escola+

Palestrantes:

Alexandre Bortolini – Pedagogo e Comunicador Social. Mestre e Doutor em Educação. Certificado em Estudos Afrolatinoamericanos pela Harvard University. Atuou como consultor da Organização dos Estados Iberoamericanos e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Coordenou o Projeto Diversidade Sexual na Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro, voltado à formação continuada de profissionais de educação em gênero e sexualidade no âmbito do Programa Brasil Sem Homofobia. Integrou a equipe da Coordenação-Geral de Direitos Humanos do Ministério da Educação. Foi Professor Substituto do Núcleo de Estudos em Políticas Públicas em Direitos Humanos da UFRJ. Atua no Programa de Pós-Doutorado para Pesquisadores Negros e Negras da Universidade de São Paulo. É Presidente da Associação Brasileira de Estudos da Trans-Homocultura.

 

16h – Experiências exitosas na educação para a diversidade

Palestrantes:

Leonardo Café é professor da Secretaria de Estado de Educação do DF, Mestre em Linguística e Doutorando no PPGL/UnB.  Pesquisa gênero e diversidade em interface com Estudos Críticos do Discurso. É autor do livro “A gente só é gente e pronto!” Obra publicada pela editora Appris em 2020.

Ana Artoni é bióloga, especialista em diversidade sexual e professora com mais de 10 anos de experiência na Secretaria de Estado de Educação do DF. Atualmente, atua como formadora na EAPE, onde desenvolve e oferece formações focadas em gênero e diversidade sexual. Além disso, participa ativamente de outros projetos que abordam essa temática, contribuindo para a promoção da inclusão e compreensão dessas questões na educação.

 

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