Leia a Carta Aberta à Comunidade, escrita pela equipe da EC 03 da Estrutural
Jornalista: Alessandra Terribili
Leia a nota produzida pela equipe da Escola Classe 03 da Estrutural, referente a “notícia” irresponsável veiculada na imprensa sobre a escola e seus procedimentos no cuidado com seus estudantes.
Carta Aberta à Comunidade da Escola Classe 03 da Estrutural
Nós, profissionais concursados e contratados temporários da Escola Classe 03 da Estrutural, viemos a público expressar nossa profunda indignação em relação à reportagem publicada pelo jornal Metrópoles. A matéria não condiz com os fatos e prejudica a imagem da nossa instituição, que sempre atuou com transparência, respeito e dedicação à educação de nossas crianças.
A “sala das emoções” mencionada na reportagem é, na verdade, uma sala multissensorial, cuidadosamente projetada para auxiliar nossos alunos, especialmente aqueles com necessidades especiais, a regular suas emoções e comportamentos em momentos de desregulação. Essa sala é uma conquista para nossa escola, fruto de um esforço coletivo para oferecer um ambiente seguro e acolhedor, que promove o bem-estar e o desenvolvimento integral de todas as crianças.
Nos espanta e entristece a notícia de que, ao longo de seis meses, estaríamos compactuando com práticas inaceitáveis contra nossas crianças. Em um grupo composto por quase 50 profissionais dedicados, fica difícil acreditar que, diante de uma situação tão grave como a descrita na reportagem, nenhum de nós teria levantado a voz ou tomado providências. Essa acusação não só fere nossa honra, mas também desrespeita toda a nossa trajetória como educadores, muitos dos quais têm quase 30 anos de experiência e dedicação à formação de nossos alunos.
Reconhecemos a confiança que a comunidade sempre depositou em nossa escola, e por isso reafirmamos nosso compromisso com a transparência e o diálogo aberto. Entre nossos profissionais, há pais e mães de crianças neurodivergentes, que entendem profundamente a importância de um ambiente acolhedor e respeitoso para todas as crianças. Desde o início do ano, realizamos quatro reuniões com as famílias, sendo uma delas, em março, destinada a apresentar nossa proposta de acolhimento às crianças com necessidades educacionais específicas.
Os benefícios da sala multissensorial têm sido evidentes em nossa prática diária, ajudando nossas crianças a desenvolverem habilidades de autorregulação e proporcionando um espaço seguro para a expressão de suas emoções. Lamentamos profundamente que uma reportagem com tantas inconsistências tenha sido publicada sem a devida verificação dos fatos.
Continuaremos trabalhando com dedicação e seriedade, sempre priorizando o bem-estar dos nossos alunos e a confiança da comunidade escolar. Convidamos todos os pais e responsáveis a visitarem nossa escola, conhecerem a sala multissensorial e continuarem a dialogar conosco, para que possamos juntos superar esse momento e seguir oferecendo uma educação de excelência.
Estamos avaliando medidas para restaurar a verdade e proteger a reputação dos profissionais e da instituição. Contamos com o apoio de todos para que possamos, juntos, seguir adiante com confiança e solidariedade.
Atenciosamente,
Equipe de Profissionais da Escola Classe 03 da Estrutural
Grito dos Excluídos deste 7 de Setembro relaciona crise ambiental e vulnerabilidade social
Jornalista: Vanessa Galassi
Com 30 anos de história, o Grito dos Excluídos realiza mais uma edição neste 7 de setembro, Dia da Independência. A concentração para o ato será na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic, às 10h. De lá, os manifestantes realizarão passeata até a Rodoviária do Plano Piloto.
O lema da 30ª edição do Grito dos Excluídos é “Todas as formas de vida importam. Mas, quem se importa?”. A pergunta é uma crítica ao sistema econômico vigente que, segundo os organizadores do ato, também é responsável pela crise climática, que atinge, principalmente, as pessoas em vulnerabilidade social.
“Gritamos pelo direito à vida, que está diretamente ligado ao direito ao meio ambiente sadio: um direito humano fundamental. São várias as formas de violência contra os excluídos. E a destruição da natureza, uma imposição desse sistema econômico, é uma das violências que matam. É preciso que a sociedade compreenda que a forma de preservar todas as vida é preservando cada uma delas”, afirma o diretor do Sinpro Cleber Soares, que integra a organização do Grito dos Excluídos no DF.
Raimundo Kamir, que também é diretor do Sinpro-DF, ressalta que, embora a crise climática atinja toda a sociedade, os primeiros e mais prejudicados são as pessoas pobres e pretas, e exemplifica com caso do DF. “Com a fumaça decorrente de queimadas, a Secretaria de Saúde do DF recomendou permanecer em ambiente com portas e janelas fechadas, ingerir bastante água e se proteger contra a poeira. Mas como as famílias da periferia vão seguir essas orientações, se a maioria mora em barracos de um quarto, em terrenos sem pavimentação e sem acesso a água potável?”, questiona.
O Sinpro orienta a participação de todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais no Grito dos Excluídos 2024. Para o Sindicato, a conscientização sobre o direito ao meio ambiente e sobre os agentes causadores da crise climática passa, sobretudo, pela sala de aula.
História
O primeiro Grito dos Excluídos e Excluídas foi realizado em 7 de setembro de 1995, tendo como lema “A vida em primeiro lugar”, e aconteceu em 170 localidades. Em Aparecida, São Paulo, aconteceu junto à Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras, parceria que continua até hoje.
Em 1993, em Montes Claros (MG), já havia acontecido o “Clamor dos Sem Teto”, encontro posteriormente identificado como precursor do Grito dos Excluídos. A mobilização ocorreu após visitas às ocupações urbanas durante a Campanha da Fraternidade daquele ano.
O tema era “Onde Moras?” e, como tudo ocorreu próximo ao 7 de setembro, foi realizada uma parada cívica durante o desfile oficial. As famílias organizadas, os jovens e todos os simpatizantes àquela causa tomaram as ruas, com cartazes que manifestavam a indignação com a situação dos moradores das favelas de Montes Claros.
A partir de 1996, o Grito dos Excluídos e Excluídas foi assumido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que o aprovou em sua Assembleia Geral como parte do Projeto Rumo ao Novo Milênio (PRNM).
Seminário de Saúde do Sinpro reúne trabalhadores(as) da Educação Distrital
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O auditório do Sinpro recebeu, no fim de semana dos dias 30 e 31 de agosto de 2024, o Seminário de saúde do(a) trabalhador(a) do Sinpro. A abertura do evento foi na sexta-feira (30/8), e contou com a participação dos integrantes da secretaria de assuntos da saúde do trabalhador do Sinpro, Élbia Pires, João Braga e Rodrigo Teixeira, e também da secretária de saúde da CNTE, Francisca Pereira.
No sábado (31/8), ocorreram quatro mesas de debate. A primeira foi sobre o direito à saúde no exercício do magistério público, com a participação das dirigentes da CNTE Rosilene Corrêa e Francisca Pereira. A seguir, o assunto em debate foi saúde mental e comunidade LGBTQIAPN+ no mundo do trabalho, com a psicóloga Daniela Garcia. Após o almoço, foi discutida a readaptação funcional: perspectivas de e3xercício pleno da capacidade laborativa, com a professora readaptada da rede Érika Teodora, e legislação, normas e procedimentos da SEE-DF, com advogados e advogadas do escritório Resende Mori Hutchinson Advogados, que atende ao Sinpro-DF.
Quem participou do evento recebeu a versão impressa de todas as cartilhas com temas atinentes à saúde do(a) trabalhador do Sinpro: pensão por morte, readaptação funcional, suicídio, adicional de insalubridade, acidente de trabalho, aposentadoria por invalidez, assédio moral no trabalho, proteção à infância, Prioridade no pagamento do precatório, Licenças médicas em geral, isenção de imposto de renda e abertura de processos administrativos da saúde – SEI GDF. Essas cartilhas estão todas disponíveis online, neste link aqui:
“O seminário foi um momento de troca de experiências e conhecimentos, retirada de dúvidas e acúmulo de informações de extrema importância para a nossa categoria. Um encontro de escuta ativa e aprofundamento de nosso fazer sindical na busca de instrumentalizar nossa categoria na prevenção e cuidado com o adoecimento em razão do trabalho e no exercício do magistério público”, avaliou a coordenadora da secretaria de assuntos de saúde do trabalhador, Élbia Pires.
Nova versão do app do Sinpro disponível nas lojas de aplicativos
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Google Play
Já está disponível no Google Play e na App Store a nova versão do Sinpro App, que foi lançada na sequência das comemorações aos 45 anos do Sindicato. A nova versão do Sinpro App tem muito mais funcionalidades para professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais. A nova versão do app do Sinpro está muito mais dinâmica e interativa. Está fácil e rápido de usar, e traz uma série de facilidades e funcionalidades: é possível fazer agendamentos, reservar quiosques na chácara do Sinpro, tem a carteirinha virtual sempre disponível, e muito mais!
App Store
Para localizar a nova versão do app nas lojas de aplicativos, busque na App Store por “SinproDF APP”. E, no Google Play, busque por “SinproDFAPP” (sem espaços).
Ou, então,
Veja abaixo o vídeo com o passo a passo de como baixar, se cadastrar e usar o Sinpro App.
Professora realiza qualificação de doutorado sobre consciência inicial, em si e para si, do coordenador pedagógico
Jornalista: Maria Carla
Nesta quarta-feira (4), a partir das 9h30, Lívia Gonçalves de Oliveira, professora efetiva da rede pública de ensino do Distrito Federal, realizará sua qualificação de doutorado, presencialmente, na Sala Atos da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE-UnB). Professora de Atividade, pertencente à Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Núcleo Bandeirante, e afastada da sala de aula para estudo, Lívia fará sua qualificação sobre o projeto de tese intitulado “Coordenador pedagógico: formação da consciência inicial, em-si e para-si no e pelo trabalho educativo”, sob orientação da Prof. Drª. Edileuza Fernandes.
Ela explica que o projeto de pesquisa apresenta como objeto de estudo a consciência inicial, em si e para si do coordenador pedagógico. “Nesta temática, compreende-se que a função social precípua da escola pública é oportunizar aos sujeitos a apropriação de conhecimentos historicamente produzidos pela humanidade e a sua formação humana omnilateral. Nesta perspectiva, entende-se que os indivíduos envolvidos no trabalho educativo e pedagógico precisam perceber a escola como uma das esferas fundamentais de enriquecimento da universalidade humana, pois quanto maior for a compreensão crítica dos diversos complexos que constituem a vida humana, mais transformador e emancipatório será o papel dos indivíduos na sociedade”.
Lívia observa que, em assim sendo, entender esse movimento envolve a análise da formação da consciência dos indivíduos, que se dá a partir da realidade concreta existente em um processo inicial de interiorização de valores, normas, juízos e somados a esses, o domínio dos conhecimentos científicos. “Nesse sentido, destaca-se o papel do coordenador pedagógico nas escolas públicas contemporâneas, como um dos responsáveis pela mediação dos saberes pedagógicos que consubstanciam a prática docente e, logo, a formação humana dos seus pares. Este profissional, tem um papel essencial na articulação do trabalho pedagógico e pode em sua atividade, conceber e propor ações que podem manter, reproduzir ou transformar a realidade escolar, os seus pares e a si mesmo, dependendo do nível de consciência que possui de seu trabalho enquanto práxis intencional, planejada e orientada a finalidades”.
Destaca, ainda, a relevância dessa temática e diz que se dedicou a ela porque, “primeiramente, a universalidade que caracteriza a atividade do coordenador pedagógico ainda carece de um entendimento mais profundo e de determinações concretas; com isso, meu objetivo é contribuir para a produção de conhecimento sobre a formação da consciência desse sujeito, que ainda é pouco explorado nos estudos sobre o contexto escolar. Em segundo lugar, ao revisitar os estudos de Mauro Iasi em sua obra ‘Consciência e Ideologia: para além dos muros de pedra’, ele destaca que o movimento de compreensão de quem somos e do que podemos fazer se transforma em uma força material capaz de nos impulsionar para além das barreiras, pois ao reconhecê-las e entendê-las, podemos almejar superá-las. Nesse sentido, meu trabalho busca construir mediações que possibilitem aos coordenadores pedagógicos, e aos demais profissionais envolvidos na atividade pedagógica, transformar o saber e o conhecimento crítico sobre a realidade concreta em uma força material, elevando sua consciência a patamares mais elevados. Isso fortalece as ações emancipatórias e transformadoras desses indivíduos a partir do ato educativo, que é a base para a construção de uma prática pedagógica verdadeiramente comprometida com a transformação social”, finaliza.
Professora defende dissertação sobre atividade criadora na organização didática da aula de artes visuais
Jornalista: Maria Carla
Nesta quarta-feira (4/9), a partir das 14h30, Renata Esteves Lobato, professora efetiva da rede pública de ensino do Distrito Federal, irá defender sua dissertação de mestrado a ser realizada, presencialmente, na Sala Atos, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE-UnB) e, virtualmente, pelo link https://conferenciaweb.rnp.br/unb/sala-de-reuniao-02-do-nte
Renata atua na Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Samambaia, mas está afastada para estudo. Sua pesquisa, intitulada “Entre o esboço e a pintura: a atividade criadora na organização didática da aula de artes visuais”, faz parte da linha de pesquisa Profissão Docente, Currículo e Avaliação dentro do Programa de Pós-Graduação da FE-UnB, sob a orientação da professora Prof.ª Dr.ª Edileuza Fernandes Silva. Ela informa que “o objetivo geral é o de analisar a organização didática da aula de artes visuais e suas repercussões no desenvolvimento do processo criador e do fazer artístico dos estudantes e das estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental de uma escola pública, situada na Região Administrativa de Samambaia”.
“Após o processo de construção dos dados a partir de observações na escola, entrevistas com a professora de Artes Visuais e grupo de discussão com os alunos, uma vez que, de forma diferencial, essa pesquisa teve como foco as significações constituídas pelos estudantes, ou seja, a ideia era ouvir os alunos a respeito das suas ideias e conceitos sobre a aula de arte e como ela poderia desenvolver mais a atividade criadora”, explica a professora.
“É importante salientar que no meu trabalho procuramos evitar o termo ‘criatividade’, uma vez que, utilizando-se do referencial teórico, ‘criatividade’ é mais utilizado dentro de uma perspectiva de genialidade, que apenas alguns ou algumas pessoas nascem com ela ou está atrelada a habilidades que podem ser desenvolvidas em poucas pessoas e pode contribuir para o sistema alienante em que vivemos”, afirma.
Renata informa que, nesse trabalho, foi utilizado o termo “atividade criadora”, que, nas perspectivas de Vigotsky (2018) — Lev Semionovitch Vigotsk, psicólogo russo, proponente da psicologia histórico-cultural —, é uma característica humana, ou seja, todos possuem, e pode ser desenvolvida. “A pesquisa nos possibilitou concluir que: a) a atividade criadora é uma habilidade a ser desenvolvida também pela escola, portanto a organização didática da aula interfere no desenvolvimento do ato criador dos alunos; b) há a necessidade de os professores de Artes Visuais desenvolverem suas aulas articulando teoria e prática, uma vez que a atividade criadora se desenvolve a partir das referências adquiridas pelo sujeito, o que dialoga com as perspectivas teórico-metodológicas que fundamentam a aula de Artes Visuais; c) as perspectivas teórico-metodológicas que orientam a aula de Artes Visuais são as propostas no Currículo em Movimento do Distrito Federal. No entanto, há adesão à perspectiva tradicional, identificada em algumas ações da professora; d) a precarização das escolas é um impedimento para que o ato criador seja desenvolvido nos estudantes, uma vez que sem os materiais e o espaço adequado, há o comprometimento no trabalho do professor e no desenvolvimento dos(as) estudantes”.
E acrescenta: “Gosto de pensar que essa pesquisa poderá contribuir em alguns aspectos para o trabalho em sala de aula de todos os meus colegas, professores de artes, não apenas das artes visuais, como: quando do desenvolvimento da atividade criadora dos nossos estudantes, almejo que todos os alunos possam ser vistos como seres criadores faltando apenas o desenvolvimento dessa habilidade sendo essa também, uma possibilidade de trabalho dentro da sala de aula de artes e que de forma mais ampla, quando discutimos, na pesquisa a importância da Arte para o desenvolvimento do sujeito e mudança social, a partir de Lukács (2023). Por favor, valorizem a arte, os artistas e os professores de arte: a escola precisa desse espaço e, mais do que isso, nossos alunos precisam ter suas subjetividades transformadas pela arte de forma que possam construir para si, uma sociedade melhor!”, afirma.
Atenção para a prova de vida de aposentados e pensionistas nascidos em setembro
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) e os(as) pensionistas que fazem aniversário no mês de setembro devem ficar atentos à prova de vida. Estes(as) educadores(as) têm de hoje até o dia 30 de setembro para realizarem o procedimento no mês do seu aniversário, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.
O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.
Aplicativo Prova de Vida GDF
Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.
Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.
Outras formas de fazer a prova de vida
Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES ANDROID
Aposentados e pensionistas nascidos em agosto têm até dia 31 para fazer sua prova de vida
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A prova de vida para os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário no mês de agosto se encerra no dia 31. O Sinpro lembra que estes(as) educadores(as) devem ficar atentos(as) e realizar o procedimento no mês do seu aniversário, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.
O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.
Aplicativo Prova de Vida GDF
Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.
Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.
Outras formas de fazer a prova de vida
Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem no exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/
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Professores e OEs participam dos Diálogos sobre Taguatinga Plural e Brasil Original
Jornalista: Maria Carla
Mais de 100 professores(as) e orientadores(as) educacionais (OEs) ligados a Coordenação Regional de Educação (CRE) de Taguatinga participaram da primeira edição da roda de conversa intitulada “Diálogos sobre Taguatinga Plural e Brasil Original”, nessa quarta-feira (28), no auditório da Escola Classe 52 da cidade-satélite.
Trata-se de uma ação afirmativa realizada pela Coordenação Regional de Ensino (CRE) que integra o Projeto Taguatinga Plural. “O objetivo foi o de promover ações pedagógicas que possibilitem reflexões sobre o racismo na condição de ideologia que marca as relações sociais no Brasil e as contribuições da cultura indígena na formação da sociedade brasileira”, explica André Lúcio Bento, professor e coordenador do Projeto Taguatinga Plural.
O professor informa que, “nesta primeira edição da roda de conversa, contamos com as presenças de mulheres negras e indígenas para o debate com participantes de escolas de todas as etapas da Educação Básica sobre cultura, imaginários, diversidade e literatura que constituem os povos africanos e indígenas. Destaco também que a formação continuada dos professores sobre essas duas temáticas (afro-brasileira e indígena) é um pilar fundamental para o aprimoramento constante da qualidade da educação e para cumprimos o que está previsto na Lei 11.645/2028”.
A atividade foi um sucesso e muito bem recebida pelos(as) participantes. “O público recebeu muito bem as reflexões trazidas pelas quatro palestrantes. Foram falas muito fortes e, ao mesmo tempo, provocadoras. Aos poucos, vamos avançando no entendimento do papel das escolas na abordagem das culturas africanas e indígenas e seu papel na formação da sociedade brasileira. A partir de 2025, temos a intenção de realizar duas edições por ano, uma em cada semestre. O evento foi restrito para escolas da CRE Taguatinga”, afirma.
O debate matutino
A atividade foi realizada durante todo o dia. No turno vespertino, as culturas africana e indígena foram o tema condutor das palestras direcionadas aos(às) professores(as) que lecionam para os Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio e aos(às) orientadores(as) educacionais.
André conta que, Nilza Laice, professora de Teatro da Escola de Comunicação e Arte de Moçambique (ECA-UEM-Moçambique) e doutora em literatura pela Universidade de Brasília (UnB), ministrou a palestra intitulada “Imaginários sobre a África, as africanas e os africanos no Brasil: que histórias devemos contar?”
No entendimento de Nilza, “é extremamente importante momentos como esse, pois precisamos falar das histórias e das coisas positivas e plurais da África, é necessário promover o diálogo, pois ainda há muito desconhecimento. Mas cabe destacar que não falta informação, o que falta é a proposição de ações para que essas informações sejam acessadas de forma leve. E a escola deve promover momentos pedagógicos como essa roda de conversa que é uma estratégia adequada para promover o diálogo e o aprendizado”.
Na sequência, Fabiana Kakoma, cacique indígena e mestranda em linguística pela UnB, realizou a palestra “Cultura Indígena e suas diversidades”. Segundo ela, no Brasil, há 305 povos e 270 línguas reconhecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Fundação Nacional do Índio (Funai), mas essa diversidade não é reconhecida e nem conhecida pelos brasileiros.
“As histórias que contam sobre os indígenas não refletem a realidade histórica, nossa cultura não é vista com bons olhos e nossas narrativas não são ouvidas. Nesse contexto, os professores têm grande responsabilidade, pois trabalhar essa temática na sala de aula significa garantir respeito à diversidade cultural – base para a boa convivência humana. Destaco ainda que valorizar a cultura e a sabedoria indígenas são importantes para que as memórias dos nossos povos permanecem vivas”, enfatizou Fabiana.
Na avaliação de Duanny Batista, professora de língua portuguesa do Centro de Ensino Fundamental nº 08 de Taguatinga (CEF 08 de Taguatinga), a formação necessária. “É uma necessidade latente e uma grande responsabilidade conscientizar os estudantes para que possamos ter uma sociedade mais consciente, mas para isso precisamos propor atividades pedagógicas que permitam a desconstrução de estereótipos e isso precisa ocorrer nas escolas”, destacou.Flávio Silva, professor de língua portuguesa no CEF 15 de Taguatinga, também participou da roda de conversa e contou que ele já trabalha com as temáticas afro-brasileiras e indígenas nas suas aulas. “Para isso, apresento textos para leitura e interpretação. Esse trabalho de desconstruir é importante, mas também traz problemas e questionamentos de diferentes atores no ambiente escolar. Por isso, é fundamental termos formação com pessoas que, realmente, representam essas diferentes culturas e toda a pluralidade que as envolve”, ressaltou o educador.
O debate vespertino
No turno vespertino, a atividade pedagógica trouxe como tema norteador das palestras a literatura infantil afro-brasileira e indígena. Foram realizadas duas palestras para os docentes da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Nôra Pimentel, educadora e mulher indígena, entoou um canto de proteção e depois ministrou a sua palestra intitulada “A contribuição das autorias indígenas para o trabalho pedagógico”.
Segundo ela, “a roda de conversa permite a troca de saberes e promove o conhecimento sobre a diversidade das culturas indígenas no Brasil. Ao darmos visibilidade, fortalecemos a cultura, a conexão histórica, a identidade e o pertencimento dos povos originários”. Nôra é uma das ganhadoras do Prêmio Jabuti 2023 com a obra “Guerreiras da Ancestralidade”, na categoria Fomento à Leitura.
Em seguida, Dalva Martins de Almeida, professora da Secretaria de Educação do DF (SEE-DF) e doutora em Literatura pela UnB, palestrou sobre “Oralituras e corpos-baobás: discursos decoloniais na literatura infantil afro-brasileira contemporânea”. No entendimento da professora, “para trabalhar com as crianças é necessário começar com as origens, com a ancestralidade. Contamos histórias para sermos livres de nossas amarras, para que os pequenos possam compreender nossa identidade e para que possam ser protagonistas de suas vidas, que não há histórias únicas”.
André Bento informa que as palestrantes do turno vespertino levaram diferentes obras para que os(as) participantes evidenciassem a diversidade literária. Ele também comunica aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais que participaram da roda de conversa que todos(as) vão receber certificado de participação.
Histórico
O projeto foi criado em 2021 com o nome Cidade Cor. Em 2023, foi rebatizado como o Projeto Taguatinga Plural – Educação Antirracista e Herança Indígena e só atendia ao tema afro-brasileiro. “Neste ano, a novidade é ampliação do escopo de atuação (que envolve também a questão indígena). Até o momento, das 67 escolas vinculadas à Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga, 30 participam do projeto. Ao todo, mais 20 mil estudantes participam das atividades”, destacou o coordenador CRE de Taguatinga, Murilo Marconi.
Ainda segundo ele, o projeto atende à Lei 11.645/2028, que alterou a Lei nº 9.394/1996, que, por sua vez, foi modificada pela Lei nº 10.639/2003, a qual estabelece as diretrizes e bases da educação nacional a fim de incluir, no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Clique no link a seguir e confira fotos no Facebook do Sinpro:
Esvaziamento do orçamento da Educação impacta fortemente a EJA
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O auditório do Sinpro lotou na noite da quarta-feira (28/8), para o Seminário sobre os desafios da EJA no DF. Diversos(as) estudantes compareceram para a discussão do tema, e os dados apresentados pelos especialistas são estarrecedores.
O evento foi transmitido ao vivo nas redes do Sinpro (confira o link ao final desta matéria), e é mais um movimento do sindicato em defesa da Educação de Jovens e Adultos, que vem sendo sistematicamente negligenciada pelo governo Ibaneis / Celina. A EJA é tema de campanha permanente do Sinpro, que entende essa modalidade como fundamental para a emancipação de pessoas que sofrem com a baixa escolaridade, muitas vezes resultado de falta de oportunidade de estudos e necessidade de ingresso no mercado de trabalho.
O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, lembrou que a EJA é assunto a ser discutido na entidade, uma vez que essa modalidade é a educação do trabalhador, que não teve todas as oportunidades de permanecer na escola, por diversas razões – a grande maioria porque teve que deixar de estudar para trabalhar, por necessidade da vida.
O diretor do Sinpro Cláudio Antunes denunciou que o governo do Distrito Federal muitas vezes fecha os olhos para o público da EJA, mas o Brasil e o DF ainda tem muita necessidade dessa modalidade de ensino.
A demanda existe, mas não é mapeada
O coordenador do Fórum Distrital de Educação, Júlio Barros, trouxe uma série de dados para se pensar e analisar a EJA no Brasil e no DF.
De acordo com o último censo, o número de brasileiros(as) com 15 anos ou mais sem alfabetização é de 11,4 milhões de pessoas. A grande maioria dessas pessoas têm cor: dentre as pessoas maiores de 18 anos que não concluíram a educação básica, 62% são negras. Nos dados do analfabetismo no Brasil, a taxa de pretos(as) não alfabetizados é de 10,1%; entre pessoas pardas, esse índice é de 8,8%. Entre as pessoas brancas, a taxa de analfabetismo é a metade: 4,3%.
Outro recorte importante: 81% das pessoas privadas de liberdade no Brasil não concluíram a educação básica. Enquanto isso, no Distrito Federal, o percentual de oferta de matrículas da EJA na forma integrada à educação profissional no sistema prisional é de 0%.
Júlio aponta ainda o desastre do golpe de 2016 e os subsequentes governos Temer e Bolsonaro para a educação brasileira. O golpe de 2016 congelou os investimentos em educação e resultou em anomalias como o chamado “Novo Ensino Médio”. Os governos Temer e Bolsonaro promoveram uma série de retrocessos na educação, como o Escola sem Partido, o Novo Ensino Médio, tentativa de privatização do Fundeb, militarização de escolas. Tudo isso também teve reflexos importantes na EJA: em 2022, a oferta de matrículas na modalidade, na forma integrada à Educação Profissional foi de 1,5% (486 matrículas) – a meta prevista no Plano Nacional de Educação era de 57,5% (17.883 matrículas).
“Com a eleição de Lula, não chegamos ao paraíso, mas saímos do inferno. Em 2023, a EJA foi reinserida na agenda do MEC com a retomada da SECADI – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, e a Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (CNAEJA)”, aponta o coordenador do FDE.
O atual Governo Federal também destinou R$ 4 bilhões para investimentos com vistas à superação do analfabetismo e a qualificação da EJA.
Dados e documentos destruídos
A professora Dorisdei Valente Rodrigues, coordenadora do Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização (GTPA Fórum EJA), após denunciar que a SEE-DF não aceita conversar com o grupo, lamentou que a Capital Federal ainda esteja discutindo alfabetização de pessoas maiores de 15 anos. Ela lembrou que, em 2014, o DF foi considerado território livre do analfabetismo. “O que aconteceu nesses últimos 10 anos para que retrocedêssemos tanto?
Dorisdei conta que, nos governos passados, não só políticas, como também documentos referentes à EJA, foram destruídos. O site dos Fóruns EJA em todos os estados brasileiros é o maior repositório de informações da EJA no Brasil.
“Pesquisadores têm muitas dificuldades em obter os dados do Distrito Federal. Havia a Codeplan, que coletava esses dados. A Codeplan tornou-se o IPDF, cuja última coleta de dados data de 2021.”
A professora Dorisdei aponta outro dado: de acordo com o Censo, em 2023, dos quase 174,6 milhões de brasileiros(as) com 14 anos ou mais, 25,1 milhões já haviam frequentado algum curso de qualificação profissional – 14,4% desse universo. A busca por qualificação profissional é um fato, logo, existe demanda para a EJA. Por que não existe oferta por parte do GDF?
Dorisdei denuncia que, num intervalo de 12 anos, o DF não avançou: “tínhamos toda a estrutura para avançar. Continuamos do mesmo jeito, com uma grade curricular defasada, pois a grade atualizada não é aplicada pela SEE-DF.”
Ela contou que o Fórum GTPA solicitou em 7 de março de 2023 à SEE-DF audiência para tratar de 18 pontos de pauta referentes à EJAIT no DF, e nunca obteve resposta. Dentre os assuntos a serem discutidos, destacam-se:
– O diagnóstico da evasão da EJAIT no pós-pandemia;
– Chamada pública (anúncios e campanhas intensas), que não existiu e não atingiu a demanda social de trabalhadores para matricula na EJA;
– A busca ativa contínua, que consiste em sempre verificar o que aconteceu para que os e as estudantes da EJAIT deixassem de frequentar as aulas, e o que fazer para contornar essas adversidades;
– A criação de uma bolsa permanência e de uma série de políticas que permitam o acesso à educação noturna, como transporte, alimentação e saúde – como atendimento oftalmológico e fornecimento gratuito de óculos.
– Pesquisas para identificação da demanda social, a partir do Cadúnico do Bolsa Família, que ajudam a mapear a demanda da EJA no DF;
– Cumprimento das diretrizes operacionais da EJA, como atualização da matriz curricular da modalidade.
– Implementação do primeiro segmento com alfabetização emancipadora de trabalhadores;
– Expansão da EJA integrada à Educação Profissional;
– Formação de professores para a EJA;
– Avaliação da oferta da EJA à distância.
– Avaliação da EJA interventiva.
Reprovação para evitar contratação de professores
EM sua participação no debate, o deputado distrital Gabriel Magno denunciou que o estrangulamento do orçamento da educação no DF impacta muito fortemente a EJA. “Para o governo distrital, alguns tem menos direitos que outros”.
Ele trouxe uma séria denúncia de uma escola em São Sebastião: a escola ofertava EJA Interventiva, e foi instruída a alterar o processo de avaliação de estudantes, de forma a reprovar quem estivesse concluindo o primeiro segmento. Com esse artifício, não haveria a necessidade de contratação de professores para o novo segmento.