Semana Escolar de Combate à Violência Contra a Mulher e a participação do Sinpro nesta luta
Jornalista: Vanessa Galassi
De 26 a 30 de agosto, as unidades escolares do DF realizam a Semana Escolar de Combate à Violência Contra a Mulher. Ela é resultado da Lei federal 14.164, que alterou a Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional para incluir conteúdos sobre prevenção da violência contra as mulheres nos currículos da educação básica.
A proposta da atividade inclui discussões sobre a Lei Maria da Penha, reflexões críticas sobre as formas de violência contra as mulheres, capacitações de profissionais da educação, além de outras ações que envolvem toda a comunidade escolar.
Para a diretora do Sinpro Mônica Caldeira, “escola não é só um espaço de aprendizagem. Escola também deve ser reconhecida como um ambiente onde meninas e mulheres se sintam seguras e respeitadas”. Para fortalecer essa luta, ela explica que a Secretaria de Mulheres do Sinpro desenvolve durante todo o ano ações que instrumentalizam a categoria do magistério público para que o combate à violência contra as mulheres chegue a todas as salas de aula do DF.
“Temos o Maria da Penha Vai à Escola com o Sinpro, o Faça Bonito nas escolas, contra o abuso e a exploração sexual infantil; a cartilha sobre a Convenção 190 da OIT, que tem o objetivo de eliminar a violência e o assédio do mundo do trabalho; além de outros materiais que pautam o tema do combate à violência contra as mulheres de forma didática”, diz Mônica Caldeira.
A diretora do Sinpro Silvana Fernandes lembra ainda que a Secretaria de Mulheres do Sinpro vem se empenhando na inserção da comunidade escolar em ações nacionais em defesa dos direitos e contra a violência às mulheres. “Professoras, orientadoras educacionais, alunas e suas familiares vêm participando cada vez mais da Marcha das Margaridas, conhecendo as ações da Marcha Mundial das Mulheres e do Levante Feminista”, dialoga.
Já a diretora do Sindicato Regina Célia diz que é importante lembrar que “a Secretaria de Mulheres do Sinpro “vem estimulando a participação da categoria em atividades voltadas à vida das mulheres”. Entre elas, as manifestações contra o PL da Gravidez Infantil, que criminaliza meninas e mulheres vítimas de estupro, caso a opção seja a interrupção da gestação após a 22ª semana. “Combater a violência contra as mulheres e fazer das escolas centros de formação para somar nessa luta é central para a Secretaria das Mulheres do Sinpro. Seguiremos firmes em defesa das nossas professoras, das nossas orientadoras, das nossas estudantes e de todas as meninas e mulheres”, afirma Regina Célia.
Ação do SInpro de formação de professoras(es) e orientadoras(es) escolares sobre gênero
TV Sinpro
Para fortalecer as ações de combate à violência contra as mulheres, sobretudo a formação, o TV Sinpro desta quinta-feira (29/8) apresenta a plenária “Maria da Penha e o papel social da escola”, realizada pelo Sinpro dia 7 de agosto, em homenagem aos 18 anos da Lei Maria da Penha. O programa vai ao ar às 17h30, na TV Comunitária de Brasília (Canal 12 da NET) e pelas redes sociais do sindicato (Facebook e Youtube). Leia mais AQUI.
CRE e MPDFT realizam primeiro fórum de diversidade para combater o feminicídio no Gama
Jornalista: Maria Carla
A Coordenação Regional de Ensino do Gama (CRE-Gama) realizou, na quarta-feira (21/8), em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o primeiro fórum de diversidade intitulado “Racismo e violência doméstica – Sobre reconhecimentos e condutas”. O evento foi criado a partir de um diálogo com a promotora Vyvyany Viana Nascimento de Azevedo Gulart, do MPDFT, que provocou o setor da educação pública dessa Região Administrativa (RA) a combater os altos índices de feminicídio.
Dados do MPDFT indicam que o Gama está em segundo lugar nas taxas de feminicídio do Distrito Federal. Para retirar a cidade dessas taxas subumanas de violência doméstica e de gênero, o ministério entente que é necessário haver uma parceria entre instituições públicas que compõem a RA a fim de pensar maneiras de lidar com a situação e empreender esforços para retirar o Gama dessa cifra alarmante.
“Como responsável pela mediação do diálogo junto ao MPDFT e pela curadoria da estruturação teórica do fórum, gostaria de destacar a importância de dois documentos para a construção de um trabalho sério e consistente sobre diversidade e direitos humanos no contexto da SEEDF: primeiro, Indicadores da qualidade na educação – relações raciais na escola (2023), construído e subsidiado a partir do diálogo de importantes movimentos, tais como o Ação Educativa e o Projeto Seta em importante interface com o MEC e com o MIR, e também pelo segundo documento que gostaria de destacar, o Relatório 7 da pesquisa sobre Atitudes discriminatórias em ambiente escolar, desenvolvido em pela parceria entre Inep e FIPE-USP. O nosso maior desafio hoje, tanto na prevenção da violência quanto na promoção da diversidade, é reconhecer que mais que conceitos, raça, gênero e identidade são maneiras de reconhecer dimensões concretas da realidade que, infelizmente, são majoritariamente marcadas por atitudes discriminatórias que inviabilizam, não só o direito universal à educação, mas elementos básicos de dignidade humana”, informa a professora e mestre Rebecca Reseck Wanderley Dias.
O fórum de diversidade ocorreu no auditório do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (Uniceplac), com participação de cerca de 400 professores(as) e orientadores(as) educacionais por turno. Além da CRE do Gama e do MPDFT, o fórum contou com a participação de Ângela Maria dos Santos, delegada Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficicência (Decrin – Gama).
O MPDFT reconhece a capacidade da escola de mudar a sociedade para melhor por meio de uma educação cidadã. “A capilaridade e o alcance da escola pública na comunidade são fundamentais neste momento de combate à violência. Neste primeiro momento, resolvemos fazer um plano concreto de como podemos implantar medidas efetivas que, realmente, combatam a violência doméstica e de gênero por meio da educação e sobre os vários elementos que compõem tudo isso, como a questão de raça, de gênero, de classe etc.”, explica a professora.
Ela informa que o objetivo desse primeiro passo foi o de promover, entre todos e todas da escola pública, “a oportunidade de se reconhecerem como coletivos e pessoas reais dentro de concepções de gênero e das dificuldades cotidianas de lidar com o reconhecimento e o encaminhamento de casos concretos e possíveis casos de violência doméstica tanto no contexto protocolar da Secretaria de Estado de Educação quanto no contexto do fluxograma das instituições parceiras”.
O fórum da diversidade foi divido em dois turnos. No turno matutino, a mediação foi feita pela professora Rebecca Reseck Wanderley Dias (CRE – Gama), com a abertura artística do “Lidhy7” (Donas da Rima). A Mesa foi constituída pela professora Ana Caroline Gomes (CEMI-Gama), Ângela Maria dos Santos (delegada – Decrin); professora Dalva Martins de Almeida (CEMI-Gama); Laiane Vasconcelos Leão Velame (analista de serviço social do MPU); Luana Marilis (coordenadora pedagógica – EC 16 do Gama); Vyvyany Viana Nascimento de Azevedo Gulart (promotora do MPDTF no Gama).
No turno vespertino, a Mesa foi formada pela professora Ana Caroline Gomes; professora Dalva Martins de Almeida; Laiane Vasconcelos Leão Velame; Luana Marilis; e Vyvyany Viana Nascimento de Azevedo Gulart. Confira as fotos de Joelma Bomfim/Sinpro-DF nas redes sociais do sindicato.
Neste 25 de agosto, celebramos o dia nacional da Educação Infantil. É a fase da educação que vai preparar as crianças para sua formação escolar, social e cidadã.
É na educação infantil que a gente aprende a segurar corretamente no lápis e desenvolve a coordenação motora fina que vai viabilizar a escrita – aprendizados que são basilares para toda uma vida. É também essa fase da escola que promove o primeiro momento da socialização dos indivíduos, e as crianças aprendem a negociar e respeitar o espaço do outro.
O(a) profissional que atua nessa fase da educação é frequentemente desvalorizado(a): seu trabalho poucas vezes é entendido como um processo extremamente complexo, que requer formação e conhecimento de ponta.
O Distrito Federal não tem muito o que celebrar neste 25 de agosto. Dados do Censo Escolar de 2023 dão conta de que menos de 50% da população público-alvo da educação infantil está matriculada na rede pública de ensino – a maioria na faixa etária de 0 a 3 anos.
O problema da educação infantil no DF extrapola a questão do déficit de vagas, segundo a professora Olga: “Ele esbarra, também, na falta de infraestrutura, na ausência de novas salas de aulas e novas escolas, falta de formação de professores(as), na falta de aquisição de materiais, equipamentos e recursos didáticos necessários para o pleno desenvolvimento das crianças nessa faixa etária. É um conjunto de fatores que demonstram o desinteresse e a falta de investimento na educação infantil”, lamenta.
A educação especial na educação infantil também passa por sérias negligências do governo Ibaneis/Celina, que fecha turmas específicas para estudantes com necessidades educacionais especiais, e encaminha diversas crianças que precisariam de atenção diferenciada para turmas regulares. A falta de investimento e de gestão do GDF são ingredientes da receita do caos na educação infantil.
É importante lembrar que a educação infantil é a base sólida para que a criança se desenvolva plenamente e alcance os níveis mais avançados de escolarização, de forma bastante significativa. Essa fase também é crucial por outro fator muito importante: “É a partir da educação infantil que a gente vai garantir as condições para a permanência, a aprendizagem com êxito e a plena participação dessas crianças na escola e no processo de ensino e aprendizagem”, lembra a professora Olga.
Enquanto isso, o governo federal anunciou recursos para a construção de 2500 novas creches em todo o território nacional, por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). O Distrito Federas será contemplado com a construção de duas novas creches.
É importante cobrar a aplicação desse recurso em áreas que requerem mais esse investimento.
O Sinpro está sempre na defesa dos e das profissionais da educação infantil, uma fase tão basilar para a vida de uma pessoa.
Projeto incentiva estudantes da rede pública a serem escritores e ilustradores
Jornalista: Vanessa Galassi
Lançar o próprio livro é um sonho distante para muita gente. Na maioria das vezes, o entrave principal é a falta de oportunidade. Para abrir caminhos a escritores e ilustradores, o concurso literário “Minha escola tem história” vem percorrendo unidades escolares da rede pública do DF.
Ao todo, escolas de oito regiões administrativas (Sobradinho, Ceilândia, Planaltina, Samambaia, Estrutural, Gama, Cruzeiro e Recanto das Emas) participam da proposta idealizada pela gestora cultural Ester Braga. Estudante de escola pública, ela diz que conhece a dificuldade do acesso de estudantes da rede a escritores. “O objetivo é, a partir da educação e da cultura, dar às pessoas , principalmente as das regiões administrativas (do DF), possibilidade de alcançarem espaços que parecem distantes”, explica.
1ª edição do concurso literário “Minha escola tem história”
Essa é a segunda edição do concurso “Minha escola tem história”, nascida do projeto Jornada Literária “Histórias na sua Escola”, que leva contação de histórias aos estudantes. “Senti a necessidade de deixar algo mais, uma semente que pudesse germinar ali. Então, nasceu o concurso literário ‘Minha escola tem história’”, conta Ester Braga.
Como funciona
O concurso literário “Minha escola tem história” envolve estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I e II.
Durante todo este mês de agosto, professores(as) das escolas que fazem parte do projeto vêm trabalhando com os estudantes temas que serão abordados nos textos propostos ao concurso literário.
Os estudantes do Ensino Fundamental I escreverão narrativas que valorizem o convívio com a natureza, sob o tema “O Planeta e Eu”. Já os alunos do Fundamental II produzirão textos com o mote “O outro e eu”, que trarão reflexões sobre o convívio com as diferenças, combate e enfrentamento ao preconceito social, religioso, racial, etário e de gênero.
Os alunos da educação infantil, ainda não letrados, farão ilustrações sobre “Educação Ambiental – Animais e Vegetação do Cerrado”.
A autora Flávia Ribas escreverá poemas para as ilustrações selecionadas na categoria educação infantil, e Romont Willy e Carmen Santhiago ilustrarão as histórias vencedoras do concurso no ensino fundamental.
Os textos e ilustrações serão avaliados por uma comissão julgadora composta por escritores renomados, indicados ao Prêmio Jabuti.
Premiação
A cerimônia de premiação do concurso literário “Minha escola tem história” será realizada dia 18 de novembro. O estudante vencedor ficará sabendo apenas na hora do evento, quando sua história será contada no palco, por contadores de história. Os textos vencedores se tornarão um livro.
Serão doados às escolas participantes 750 livros. Cada unidade de ensino também vai receber quatro livros de cada autor que integra a programação do projeto, totalizando mais 200 livros.
Contação de histórias
Também em novembro, terá início a programação itinerante da Jornada Literária “Histórias na sua Escola”, nas unidades de ensino. Serão promovidos encontros com escritores de livros infanto-juvenis. Dez autores e contadores de história se revezarão para levar a magia da literatura aos estudantes, nos dois turnos.
Atuação do Sinpro movimenta CLDF e GDF diz que LDO será alterada
Jornalista: Vanessa Galassi
Professores(as) e orientadores(as) educacionais organizados pelo Sinpro paralisaram as atividades nesta quinta-feira (22) para realizar ato que teve como pauta central a exigência de orçamento à educação pública em 2025. Isso viabiliza, entre outros pontos, a nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as) no concurso do Magistério realizado em 2022.
Categoria do magistério realiza ato e mostra à população que exige orçamento para a educação pública.
Durante a ação, iniciada em frente à Câmara Legislativa, a categoria reivindicou que os(as) deputados(as) derrubem os vetos do governador Ibaneis Rocha à Lei de Diretrizes Orçamentários 2025 (LDO), que prejudicam frontalmente questões estruturais para a educação. Entre elas, o cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação (que garante a professores(as) remuneração equivalente a média do que recebem demais carreiras do DF de mesma escolaridade), a reforma de escolas, o aumento dos percentuais de titulação e o reajuste da gratificação da equipe gestora.
Márcia Gilda, diretora do Sinpro-DF
“Imediatamente após o veto de Ibaneis a emendas centrais para a valorização da educação pública, articulamos uma série de ações com parlamentares e com representantes do governo para que a LDO tenha um texto que dialogue com as necessidades da nossa categoria e de toda a comunidade escolar”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.
A estratégia de luta do Sindicato, realizada com responsabilidade e compromisso, rendeu resultados positivos. Segundo o deputado Gabriel Magno (PT), em até duas semanas, o Executivo deverá enviar à Casa legislativa novo projeto de lei alterando a LDO.
“Fizemos um acordo para que a gente possa fazer as emendas à LDO novamente, adequando, se necessário, questões técnicas, mas mantendo o espírito das emendas que já haviam sido apresentadas e vetadas. Em seguida, esse texto deve ser sancionado pelo governador, alterando a LDO”, explicou.
Deputado Gabriel Margno (PT), à direita, e deputado Wellington Luiz (MDB)
De acordo com o parlamentar, “caso o governo não cumpra o acordo, o compromisso feito com o presidente da Câmara Legislativa e com o colégio de líderes é de que a Casa derrube, em plenário, os vetos do governador”.
Da base do governo, o presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), compareceu ao ato do magistério público e afirmou que tem “certeza de que o texto de alteração da LDO irá à Câmara”. “Isso é para dar a vocês o que é de vocês”, disse o parlamentar. Se referindo a uma possível quebra de acordo do GDF e a consequente derrubada do veto em plenário, o deputado afirmou: “A Câmara precisa fazer o seu papel”.
Na luta, sempre!
Após a manifestação em frente à CLDF, professores(as) e orientadores(as) educacionais realizaram caminhada até a Praça do Buriti. Lá, a categoria mostrou ao governador que está unida e mobilizada em defesa de uma LDO que contemple a educação pública.
“Não existe valorização da educação pública, não existe educação de qualidade sem que haja orçamento garantido. O governador que prometeu salário de juiz a professor tem que cumprir ao menos o básico: garantir uma LDO que expresse que a educação pública é estrutural para a sociedade”, disse de cima do carro de som a diretora do Sinpro Berenice D’arc.
Berenice D’arc, diretora do Sinpro
Para Raimundo Kamir, que também integra a direção do Sindicato, “é essencial a garantia de uma LDO que traga as emendas apresentadas a partir da reivindicação do Sinpro. Entretanto, ainda há muito o que fazer”. “Precisamos que a Lei Orçamentária Anual contemple o conjunto que a LDO prevê e, depois disso, precisamos que o orçamento seja executado como previsto”, alerta.
O caminho para isso, de acordo com o diretor do Sinpro Samuel Fernandes, “é a luta”. “Nossa luta é todo dia. Precisamos, cada vez mais, fortalecer nossas ações e, principalmente, fortalecer nosso sindicato.”
Atuação do Sinpro na CLDF foi determinante para compromisso de alteração da LOA
Representares dos estudantes e da Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF) se somaram ao ato do magistério público. “A classe trabalhadora, os filhos e as filhas da classe trabalhadora estão nas escolas públicas. A luta por uma educação de qualidade é de toda a sociedade”, disse o presidente da Central, Rodrigo Rodrigues.
Passos dados
A LDO não traz como única marca o veto de Ibaneis a emendas importantes para a educação. Graças à luta da categoria organizada pelo Sinpro, também foram sancionadas emendas que preveem mais de 8,5 mil nomeações em concursos para a Carreira do Magistério Público; sinalizam margem de negociação para reajuste salarial e indicam equiparação da Gratificação de Atividades Educacionais entre diretores e vice-diretores.
Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF
Paralelamente, fruto do acordo de greve de 2023, a Mesa Permanente de Negociação continua ativa para agilizar o cumprimento de todos os itens acordados no movimento paredista do ano passado e encaminhar outras pautas do magistério público.
Para além dos pontos do acordo de greve já conquistados (clique aqui para ver lista completa), o diretor do Sinpro Cleber Soares disse durante o ato desta quinta-feira que pontos importantes estão prestes a serem implementados.
Cleber Soares, diretor do Sinpro-DF
“As tabelas PQ1 e PQ2 já viraram projeto de lei e serão encaminhadas para a Câmara Legislativa. O governo disse que também já recebeu parecer favorável da Procuradoria para dar seguimento ao atestado de acompanhamento para professores e professoras em contrato temporário. Além disso, a expectativa é de que, a partir do ano que vem, professores e professoras em contratação temporária participem da Semana Pedagógica, já que este ponto também teve parecer favorável da Procuradoria”, informou o dirigente sindical.
Sinpro disponibiliza ônibus para ato do dia 22; veja locais de saída
Jornalista: Vanessa Galassi
Para garantir a participação massiva dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais no ato com paralisação do dia 22, o Sinpro disponibilizará ônibus saindo de várias cidades do DF e entorno (veja lista completa abaixo). A ação, que será realizada na Câmara Legislativa, às 14h, reivindica a nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as) no último concurso do Magistério Público (2022) e a alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2025 (LDO), com a garantia de mais recursos para a educação.
Para isso, é urgente que a CLDF derrube os vetos do governador Ibaneis Rocha à LDO, que atingem em especial o cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), os recursos dirigidos às escolas e a gratificação da equipe gestora.
Para além dos vetos, graças ao compromisso e à luta organizada pelo Sinpro, pontos determinantes para o magistério público foram sancionados pelo governador. Eles estão dispostos no Anexo IV do texto da LDO e preveem mais de 8,5 mil nomeações em concursos para a Carreira do Magistério Público; sinalizam margem de negociação para reajuste salarial e indicam equiparação da Gratificação de Atividades Educacionais entre diretores e vice-diretores.
Acompanhe os pontos do Acordo de Greve conquistados pela categoria
Jornalista: Vanessa Galassi
A Greve da Educação realizada em 2023 foi suspensa após a concretização do Acordo de Greve composto por 17 pontos. Grande parte desse total foi conquistado. O restante segue em discussão, com acompanhamento e cobrança constante do Sinpro.
O Sinpro lembra que mesmo com o acordo fechado, professores(as) e orientadores(as) educacionais devem estar mobilizados(as) para garantir que todas as cláusulas sejam cumpridas. Essa é uma prática utilizada em todo processo de luta, independente da categoria.
O Sindicato ainda ressalta que manter a categoria unida e mobilizada é importante para que outras demandas sejam atendidas. É o caso da luta pela derrubada dos vetos do governador Ibaneis Rocha à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que impactam na despesa de pessoal. Os vetos atingem, em especial, o cumprimento da meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação), os recursos dirigidos às escolas e a gratificação da equipe gestora. Para pressionar a Câmara Legislativa do DF a derrubar os vetos de Ibaneis à LDO, o Sinpro convoca toda a categoria para ato com paralisação das atividades no próximo dia 22, às 14h, em frente à Casa legislativa.
Veja os itens do Acordo de Greve de 2023 conquistados até o momento:
1º item: Nomeação de todos os aprovados no concurso público regido pelo Edital normativo nº 31/2022 para os cargos de Professor de Educação Básica e Pedagogo – Orientador Educacional (vagas imediatas e cadastro reserva);
6º item: Apresentação de PL para alteração da Lei nº 5.105, de 3 de maio de 2013, para ampliar o recesso dos servidores em exercício nas unidades administrativas e pedagógicas dos níveis intermediário da Secretaria de Estado de Educação para 15 dias corridos;
7º item: Apresentação de PL para alteração da Lei nº 5.105, de 3 de maio de 2013, assegurando isonomia nos percentuais de coordenação pedagógica para regime de trabalho de 20 horas em 35%;
9º item: Autorização da ampliação de carga horária dos servidores da carreira Magistério Público do Distrito Federal que já formalizaram requerimento (Neste ponto, servidores que ainda não haviam aberto requerimento, mas pleitearam a ampliação de carga horária, tiveram a ampliação);
14º item: Incorporação da Gratificação de Atividade Pedagógica – Gaped e da Gratificação de Atividade de Suporte Educacional – Gase em seis parcelas de 5%, sendo a primeira na folha de pagamento referente a outubro de 2023, a segunda a janeiro de 2024 e as demais semestralmente (julho e janeiro);
15º item: Apresentação de PL para previsão de intervalo de 15 minutos para descanso e/ou refeição;
16º item: Garantia de continuidade da Mesa de Negociação;
17º item: Negociação dos dias parados sem corte de ponto.
Para que a categoria fique por dentro das conquistas garantidas com mobilização e luta, a lista de pontos do Acordo de Greve de 2023 será atualizada sempre que necessário.
CEF Sargento Lima de Santa Maria é premiado com o projeto “Caminho das Águas”
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Fundamental Sargento Lima de Santa Maria (CEF Sargento Lima de Santa Maria) tem tirado nota 10 no quesito superação. Trata-se do “Projeto Caminho das Águas”, que, a partir da realidade local e considerando as precariedades com o meio ambiente, institucionalizou oficinas pedagógicas de educação ambiental que envolve toda a comunidade escolar. O sucesso é tanto que o projeto tem ganhado prêmios e boas notas por ajudar a comunidade a superar dificuldades e a escola a elevar o seu nível de atuação na região.
O “Caminho das Águas” é uma proposta pedagógica em curso desde 2020. Foi pensada e desenvolvida de forma interdisciplinar pelos(as) professores(as) do CEF Sargento Lima e pela professora de Atividades, Nivian Paula Barros Viana Barreto, e aplicada nas turmas com estudantes do 5º Ano do Ensino Fundamental dos Anos Iniciais. Confira o álbum no Facebook no link a seguir: https://www.facebook.com/share/p/FCw8ao7JX9Euou2d/?mibextid=oFDknk.
A iniciativa tem recebido vários prêmios importantes. Além de ter conquistado o primeiro lugar nos Anos Iniciais, em 2023, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) — um ranqueamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) —, também ganhou o prêmio Horta na Escola, da Embrapa; e outras premiações, como, por exemplo, um prêmio no Programa de Educação Fiscal; e medalhas de ouro, prata e bronze na Olimpíada Mirim (OBMEP Mirim).
“Com a crescente ocorrência de problemas ambientais, torna-se necessário pensar nos problemas com a água, os mananciais, a fauna e a flora, bens naturais indispensáveis a todos, inclusive para as gerações futuras. Diante dessa realidade, o CEF Sargento Lima, que faz parte das bacias do Paraná, Paranaíba e Corumbá, institucionalizou o projeto, por meio de oficinas pedagógicas, partindo da realidade local e considerando as precariedades com o meio ambiente. O estudo utilizou a pesquisa participativa para demonstrar as experiências vivenciadas por estudantes, professores e a comunidade do CEF, em que todos os envolvidos se comprometem com a busca por soluções/práticas de responsabilidade e comprometimento socioambiental”, explica a professora.
Metodologia e aplicação
A proposta metodológica é de abordagem qualitativa, com realização de pesquisa participante realizada sobre o tema educação ambiental nas escolas, sustentabilidade e ferramentas tecnológicas com estudantes do 5º e 6º Anos do Ensino Fundamental. Os dados gerados ao longo da pesquisa são obtidos durante oficinas de implantação do projeto. “Os resultados indicam que, ao debater assuntos tangíveis à vivência dos estudantes das escolas do campo, bem como seus interesses, motivação e participação, influencia o senso comum e o saber científico, e isso demonstra a importância de promover o debate sobre as características da comunidade em diálogo com a prática realizada nas escolas”, afirma Nivian.
Ela diz que, ao promover uma Educação Ambiental, Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), a escola passa a ter o dever de estimular práticas e ações para sensibilizar a sociedade em relação às questões ambientais e que, para tanto, é preciso que a PNEA busque alternativas nos currículos educacionais e nas novas metodologias para capacitar os indivíduos para este fim. “Esse trabalho parte da reflexão acerca da escassez e mau uso da água, com enfoque na conscientização dos recursos naturais”, acrescenta.
Objetivos pedagógicos
O objetivo desse projeto, segundo a professora, é elaborar, implementar, avaliar e replicar estratégias de inserção de metodologias que possibilitem a participação dos estudantes, professores, familiares, enfim, da comunidade local para se comprometerem com a sustentabilidade socioeconômica e ambiental da região. “As atividades desenvolvidas focaram na problemática dos recursos hídricos de forma interdisciplinar com professores(as) de língua portuguesa, matemática, ciências, história, geografia e artes”, informa.
Ela considera, ainda, que o trabalho com projetos constitui uma das posturas metodológicas de ensino mais dinâmicas e eficientes, sobretudo pela sua força motivadora, aprendizagens em situação real e trabalho em cooperação. “Ele propicia a conexão de várias áreas do conhecimento, fazendo com que a aprendizagem se torne significativa para o educando. Com os projetos, os professores têm a oportunidade de utilizar diferentes métodos que se adequam à demanda daquela sala de aula”.
Além disso, Nivian avalia que, quando há um desenvolvimento eficiente dos projetos escolares, o estudante constrói habilidades ligadas à cidadania, se tornam mais ativos no caminho da construção de conhecimento, em geral e são capazes de enfrentar situações-problema, com as quais inevitavelmente, irão se deparar no seu cotidiano”, finaliza.
Acompanhe os pontos do Acordo de Greve conquistados pela categoria
Jornalista: Vanessa Galassi
A Greve da Educação realizada em 2023 foi suspensa após a concretização do Acordo de Greve composto por 17 pontos. Grande parte desse total foi conquistado. O restante segue em discussão, com acompanhamento e cobrança constante do Sinpro.
O Sinpro lembra que mesmo com o acordo fechado, professores(as) e orientadores(as) educacionais devem estar mobilizados(as) para garantir que todas as cláusulas sejam cumpridas. Essa é uma prática utilizada em todo processo de luta, independente da categoria.
O Sindicato ainda ressalta que manter a categoria unida e mobilizada é importante para que outras demandas sejam atendidas. É o caso da luta pela derrubada dos vetos do governador Ibaneis Rocha à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que impactam na despesa de pessoal. Os vetos atingem, em especial, o cumprimento da meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação), os recursos dirigidos às escolas e a gratificação da equipe gestora. Para pressionar a Câmara Legislativa do DF a derrubar os vetos de Ibaneis à LDO, o Sinpro convoca toda a categoria para ato com paralisação das atividades no próximo dia 22, às 14h, em frente à Casa legislativa.
Veja os itens do Acordo de Greve de 2023 conquistados até o momento:
1º item: Nomeação de todos os aprovados no concurso público regido pelo Edital normativo nº 31/2022 para os cargos de Professor de Educação Básica e Pedagogo – Orientador Educacional (vagas imediatas e cadastro reserva);
6º item: Apresentação de PL para alteração da Lei nº 5.105, de 3 de maio de 2013, para ampliar o recesso dos servidores em exercício nas unidades administrativas e pedagógicas dos níveis intermediário da Secretaria de Estado de Educação para 15 dias corridos;
7º item: Apresentação de PL para alteração da Lei nº 5.105, de 3 de maio de 2013, assegurando isonomia nos percentuais de coordenação pedagógica para regime de trabalho de 20 horas em 35%;
9º item: Autorização da ampliação de carga horária dos servidores da carreira Magistério Público do Distrito Federal que já formalizaram requerimento (Neste ponto, servidores que ainda não haviam aberto requerimento, mas pleitearam a ampliação de carga horária, tiveram a ampliação);
14º item: Incorporação da Gratificação de Atividade Pedagógica – Gaped e da Gratificação de Atividade de Suporte Educacional – Gase em seis parcelas de 5%, sendo a primeira na folha de pagamento referente a outubro de 2023, a segunda a janeiro de 2024 e as demais semestralmente (julho e janeiro);
15º item: Apresentação de PL para previsão de intervalo de 15 minutos para descanso e/ou refeição;
16º item: Garantia de continuidade da Mesa de Negociação;
17º item: Negociação dos dias parados sem corte de ponto.
Para que a categoria fique por dentro das conquistas garantidas com mobilização e luta, a lista de pontos do Acordo de Greve de 2023 será atualizada sempre que necessário.
Professores e orientadores educacionais participem da pesquisa da CNTE
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal, com idade entre 18 e 35 anos, a responderem a pesquisa “Juventude trabalhadora na educação”. Confira no vídeo, com participação de alguns(as) professores(as) do Coletivo da Juventude do Sinpro e da diretora da entidade, Ana Bonina, o convite especial para a juventude da categoria responder a pesquisa, que estará disponível até 31/8. É rápido e fácil! Você levará menos de 10 minutos para respondê-la. O Cine Cultura do Liberty Mall também está veiculando o vídeo-convite.
Assista, divulgue, acesse o link e participe!
A pesquisa e a campanha
A campanha intitulada “Juventude trabalhadora na educação” visa a traçar o perfil de jovens trabalhadores(as) da educação do Distrito Federal. Essa campanha tem o objetivo de estimular todos(as) os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e técnicos-administrativos(as) da rede pública de ensino da capital do País a participarem a uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da Escola Nacional Paulo Freire (ENPF) que busca traçar o perfil desse(as) jovens trabalhadores(as) brasileiros(as).
Assim, o Sinpro convida a todos(as) os(as) jovens, com idade entre 18 a 35 anos, e que exerçam atividades remuneradas na rede pública de ensino do Distrito Federal a participarem da “Pesquisa Nacional da CNTE: Juventude Trabalhadora da Educação”. São apenas 10 minutos para responder. Opine e contribua para a construção do perfil da juventude trabalhadora na educação. Além de traçar o perfil da categoria, os dados coletados no DF vão se somar aos das demais unidades federativas do País e, com isso, a CNTE e a ENPF vão construir o perfil da juventude trabalhadora brasileira na educação.
A pesquisa vai ficar disponível para respostas até o último dia de agosto deste ano. O Sinpro orienta a categoria a divulgar a pesquisa e a estimular a juventude trabalhadora da rede a participar, respondendo ao questionário on-line. “Traçar o perfil e conhecer a juventude trabalhadora é fundamental para os sindicatos construírem uma política sindical que dialogue com as necessidades desse grupo”, afirma a diretora do Sinpro, Ana Bonina.
Realizada pelo Coletivo da Juventude da CNTE, essa pesquisa é um instrumento que busca compreender e identificar o perfil dos(as) jovens trabalhadores(as) em educação e como se relacionam com as entidades sindicais. “As respostas vão nos dar subsídios para construir um quadro da situação e do sentimento da juventude trabalhadora em educação de todo o Brasil. Queremos saber como pensa essa juventude para podermos atuar melhor e em maior sintonia com os e as jovens”, afirma Bruno Vital, professor de inglês da rede estadual de educação do Rio Grande do Norte (RN), coordenador do Departamento de Juventude da CNTE, coordenador Geral do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as) em Educação da Rede Pública do RN (SINTE-RN).
O sindicalista destaca ainda que, outra vantagem de responder a essa pesquisa, é ela dar ao movimento sindical os subsídios necessários para a construção de uma luta em defesa da juventude trabalhadora e contra a precarização do trabalho. “Cabe destacar que a juventude é o segmento mais precarizado no mundo do trabalho e não tem se identificado com os seus sindicatos. Precisamos estabelecer esse laço e entender o que a juventude quer para si”.
Em abril, o Coletivo de Juventude da CNTE lançou a pesquisa “Juventude Trabalhadora em Educação”, em parceria com a Escola Nacional Paulo Freire (ENPF), com o intuito de coletar dados para compreender qual o perfil dos(as) jovens trabalhadores(as) em educação e como se relacionam com o sindicato.
Segundo a CNTE, “atualmente, os(as) profissionais da educação mais jovens correspondem ao menor número entre filiados e filiadas aos sindicatos. Segundo justifica a pesquisa da CNTE, a falta de acesso às memórias das lutas, de uma maior compreensão sobre os direitos trabalhistas, a ameaça dos gerentes e patrões, e a redução de renda pelo desconto da sindicalização são causas comuns que podem dificultar essa aproximação”.
Luiz Felipe Krehan, coordenador do Coletivo de Juventude da CNTE, explica que o objetivo é conseguir traçar o perfil desses(as) jovens trabalhadores(as) em educação em suas mais variadas formas de atuação, sejam esses(as) professores(as), orientadores(as) educacionais, funcionários(as) técnico-administrativos(as) de escolas, efetivos(as) ou contratados(as). “Compreender a juventude hoje não é algo de curto prazo. Mas tê-los nos sindicatos é a garantia de que nos próximos 40 anos teremos lideranças em uma luta que não está fácil. Esperamos que, a partir dos resultados dessa pesquisa, possamos dar luz para a situação da docência no nosso país, e dos trabalhadores e trabalhadoras em educação”, finaliza.
Metodologia
Enquanto trabalhadores jovens, a pesquisa identifica aqueles que estão na faixa etária até 35 anos de idade. Ao longo do período de levantamento dos dados, até novembro de 2024, a pesquisa buscará identificar dois aspectos:
I- A situação desses trabalhadores (Quantidade; em quais condições de trabalho; qual a remuneração média; e tipo de vínculos trabalhistas); e
II- Quais os seus interesses (Quem são; como veem o sindicato; como se relacionam com a política, etc.).
“Que essa próxima etapa da pesquisa possa nos ajudar a alterar esse perfil da nossa categoria – em que os jovens ainda representam uma parcela pequena dos sindicalizados – e trazer a juventude para a nossa profissão, com muita garra, disposição e disponibilidade para fazer valer o direito de cada cidadão e cidadãs à educação pública em nosso país, com os enfrentamentos necessários”, considerou o presidente da CNTE, Heleno Araújo.
Além das representações da CNTE, o lançamento da pesquisa contou com a participação da deputada estadual por Goiás, Bia Lima, da senadora Teresa Leitão (PT-PE), da deputada estadual por São Paulo, Professora Bebel, da secretária de Juventude da CUT, Cristiane Paiva, e dos representantes da Escola Nacional Paulo Freire, Rafael Versolato e Vitor Alcântara.