É com grande pesar que a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento da orientadora educacional aposentada Maria Conceição Barros, aos 73 anos.
O velório será realizado nesta terça-feira (6), a partir das 15h, na Capela 04, do Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga. O sepultamento será às 17h30h. A orientadora educacional deixa duas filhas, dois netos e uma neta.
O Sinpro-DF presta toda solidariedade aos(às) familiares, amigos(as) e colegas da orientadora Maria Conceição neste momento de grande dor.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DESAFIO É VENCER O CAPACITISMO
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Como fazer a perspectiva da inclusão se sobrepor à perspectiva capacitista e medicalizada dos alunos com deficiência? O Sinpro promoveu no último fim de semana o Seminário Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, e trouxe especialistas para debaterem a dimensão social da perspectiva inclusiva versus o modelo biomédico, que induz ao capacitismo.
O evento foi aberto pela fanfarra do Centro de Ensino Especial 01 de Taguatinga. A seguir, a primeira palestra debateu a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva.
Matrículas aumentam; formação de profissionais tem oferta insuficiente
A primeira a falar foi a professora Olga Freitas, Pedagoga, professora aposentada da SEEDF, doutora em Educação, mestra em Neurociência do Comportamento, especialista em Neuropsicologia, Neuropsicopedagogia, Gestão Escolar, Libras e em Educação Inclusiva e Consultora da Unesco.
Olga apontou que a educação inclusiva vai muito além do acesso. É necessário garantir a acessibilidade, ou seja, os produtos, meios e ferramentas concretos que possibilitem usos específicos. A partir da acessibilidade, é possível garantir a permanência e a aprendizagem dos alunos público-alvo da educação inclusiva, com participação plena, ou seja, a execução de todas as atividades em condições de igualdade em relação aos demais estudantes.
Ao apresentar dados sobre a explosão de diagnósticos, principalmente de Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), com um aumento de 280% em 2022, Olga trouxe a seguinte reflexão: esses comportamentos de diferentes ordens vêm sendo apresentados como doenças, transtornos, distúrbios que camuflam questões políticas, sociais culturais e afetivas q afligem a vida das pessoas. Estamos voltando ao modelo médico da deficiência ou estamos sem saber como lidar com comportamentos próprios de uma geração? Para a neuropsicopedagoga, a escola não consegue mais dialogar com a capacidade de aprendizagem de uma geração que já nasceu em ambiente digital.
Olga entende que a escola deve ser não apenas um espaço físico para transmitir conhecimentos, mas um ambiente dinâmico e interativo, que utiliza as tecnologias de ponta para construir conhecimentos e oferecer uma educação personalizada e adaptada às necessidades e interesses de cada aluno. Para ela, incluir é valorizar a diversidade cognitiva.
A coordenadora geral de Estruturação do Sistema Educacional Inclusivo da Diretoria de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do ministério da Educação, Liliane Garcez, lembrou em sua palestra que inclusão é a mudança de posturas e atitudes – e isso só acontece quando eu, de fato, convivo com o outro.
A representante do ministério da Educação informou que o número de matrículas da educação especial chegou a 1,8 milhão em 2023 – aumento de 41,6% em relação a 2019. De 2008 a 2022, as matrículas da Educação Especial aumentaram em 219%, sendo que as matrículas em classes comuns quadruplicaram, enquanto as ocorridas em classes exclusivas reduziram pela metade.
Para além da explosão de matrículas de alunos com deficiência, Garcez também apontou como desafios da educação brasileira na perspectiva inclusiva a exclusão e a evasão escolar, escolas com baixa acessibilidade, oferta insuficiente de formação para profissionais de educação e estudantes sem acesso ao atendimento educacional especializado (como salas de recursos).
A coordenadora do Ministério da Educação lembrou também que o governo anterior simplesmente desativou a Secadi, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de jovens e adultos e Diversidade e Inclusão.
Confira a seguir a apresentação da fanfarra do CEE 01 de Taguatinga e a primeira palestra do Seminário
Capacitismo x inclusão: quem vence?
Na palestra do sábado, sobre Problemáticas na Rede e Capacitismo, a Ativista, integrante da Frente Parlamentar em Defesa da Educação Inclusiva do DF, mãe típica e atípica e membro do grupo Pitt-Hopkins Brasil, Andréa Medrado, lembrou que o capacitismo é estrutural na sociedade. Ela alertou para algumas expressões capacitistas, como aluno “laudado”, ou “anjo”, ou “aluno com necessidades especiais”, ou mesmo expressões como “ele vive no mundo da lua”; “é incapaz de ser alfabetizado”; “ela vai ser curada, tenha fé”, ou “fingir demência”, dentre outros. Ensinou que o correto a se utilizar é “pessoa com deficiência”. O termo foi definido na Convenção Internacional sobre o direito das Pessoas com Deficiência, na ONU, e ratificado no Brasil, por decretos e leis. O modelo biomédico cuida da “cura” da deficiência, e a trata como anormalidade, o que induz à ideia de que existem estudantes capazes e incapazes. Já o modelo social da inclusão entende que o problema da deficiência reside na estrutura social que oprime a pessoa PcD, uma vez que ser deficiente é uma das muitas formas de estar no mundo. Logo, é preciso tornar os ambientes acessíveis por meio da eliminação das barreiras.
O Diretor de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Ministério da Educação, Alexandre Mapurunga, trouxe alguns dados de sua dissertação de mestrado recém-defendida, sobre o capacitismo no contexto escolar. Para ele, a escola deve educar todos os alunos em igualdade de condições e proteger os alunos com deficiência de todas as formas de discriminação. O capacitismo é uma dinâmica que nega a inclusão, naturaliza a exclusão cria barreiras para participação plena e resulta na justificação do uso de práticas pedagógicas excludentes, falta de recursos adequados para práticas inclusivas e a segregação em ambientes educacionais exclusivos.
Confira a seguir a palestra do segundo dia do seminário
É com grande pesar que a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento do professor Roni Carlos da Silva, aos 47 anos.
Professor de geografia do CED Pompílio Marques de Souza de Planaltina, ele era ciclista e foi atropelado na BR-020, no sábado (3/8), perto de Planaltina. Atendido pelo Corpo de Bombeiros, ele não resistiu e faleceu no local do acidente.
O velório está em curso, iniciado às 8h30, desta segunda-feira (5), e o sepultamento será às 11h, no Campo da Esperança de Planaltina.
O Sinpro-DF presta toda solidariedade aos(às) familiares, amigos(as) e colegas do professor Roni neste momento de grande dor.
9ª Feira Cultural dos Aposentados e das Aposentadas será no Arraiá do Sinpro, dia 10/8
Jornalista: Vanessa Galassi
Professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) poderão expor trabalhos artesanais na 9ª Feira Cultural dos Aposentados e das Aposentadas. Nesta edição, o evento será realizado junto com o Arraiá do Sinpro, dia 10 de agosto, na Chácara do sindicato, a partir das 18h.
A diretora do Sinpro Elineide Rodrigues explica que a decisão de realizar a 9ª Feira Cultural dos Aposentados e das Aposentadas junto com o Arraiá do Sinpro tem como objetivo dar maior visibilidade aos trabalhos expostos. “Vamos juntar dois eventos muito esperados pela categoria. Dessa forma, o trabalho dos aposentados e das aposentadas será prestigiado por um público ainda maior que nos anos anteriores. Se nas edições passadas a atividade foi um sucesso, agora a promessa é de ser ainda melhor”, diz.
Consuelita Oliveira, que também integra a direção do Sinpro, lembra que a 9ª Feira Cultural dos Aposentados e das Aposentadas é “mais uma oportunidade de reencontrar amigos e fortalecer os laços de luta”. “A luta é fortalecida pela unidade. E essa união vem da nossa amizade, da nossa troca de experiências, do nosso senso de pertencimento”, afirma.
Já o diretor Chicão diz que “os trabalhos expostos refletem a sabedoria e a criatividade acumuladas ao longo dos anos”. “Este evento nos lembra da importância de permanecermos unidos e de continuarmos a apoiar uns aos outros, independentemente da fase da vida em que nos encontramos. Vamos todos e todas”, convida.
Expositores(as)
Para participar da 9ª Feira Cultural dos Aposentados e das Aposentadas como expositor(a) é necessário ser filiado(a) ao Sinpro e ter trabalhos exclusivamente artesanais, de produção própria. Interessados(as) devem entrar em contato com a Secretaria de Aposentados do Sinpro, pelo telefone (61) 9.9994-6258 (Elieuza), das 8h às 17h.
Lei 14.945/24, que reforma o ensino médio, foi sancionada com um veto
Jornalista: Alessandra Terribili
A lei 14.945/24, que define uma nova reforma para o ensino médio, foi sancionada pelo presidente Lula nesta quinta-feira, 1º de agosto, com um veto, que se refere aos conteúdos do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e vestibulares, que manterão a referência somente na base nacional curricular comum, não os itinerários formativos.
O veto é positivo porque considera e dá a devida importância às desigualdades e diferenças regionais – e mesmo entre escolas – na construção desses itinerários. O restante do texto da lei continua o mesmo aprovado pelo Congresso Nacional em julho.
Muitas das mudanças positivas que tinham sido feitas pelo Senado foram descartadas quando a matéria voltou à Câmara dos Deputados, resultando numa lei que ameniza parcialmente os efeitos do Novo Ensino Médio (NEM) lançado no governo golpista de Michel Temer, mas fica aquém do que é necessário para fortalecer a educação pública e a igualdade de oportunidades para os estudantes em situação de maior vulnerabilidade.
A CNTE e seus sindicatos filiados, entre eles, o Sinpro, marcaram forte presença nos debates realizados para embasar a elaboração da lei, bem como, posteriormente na resistência ao projeto final relatado pelo deputado Mendonça Filho, ex-ministro da Educação de Temer e proponente do NEM. Ao apreciar a matéria, pesou a composição política do Congresso Nacional, que majoritariamente defende interesses privados e, portanto, uma visão privatista da educação brasileira.
Algumas vitórias parciais foram arrancadas, como a recomposição de 2.400 horas da carga horária para a formação básica; a reintrodução das demais disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na formação geral básica; a oferta de no mínimo dois itinerários por escola, que devem observar os conteúdos da BNCC; a regulamentação nacional dos itinerários através de diretrizes do Conselho Nacional de Educação.
Porém, a ação privatista de Lira e Mendonça Filho impediram que se revertessem questões importantes como: a não obrigatoriedade da oferta da disciplina língua espanhola; a carga horária de formação básica se manteve em 1.800 horas nos cursos técnicos – podendo chegar a 2.100 horas se houver convergência de conteúdos entre o itinerário e a BNCC -; a não proibição de EaD.
Entre os pontos que haviam sido aprovados pelo Senado e não foram acatados na Câmara, estavam a limitação em 30% da carga horária para os itinerários formativos nas escolas de tempo integral e a a regulamentação das contratações por Notório Saber para atuar na Educação Técnica e Profissional por meio de diretrizes nacionais.
As diretrizes curriculares para os itinerários formativos devem ser aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação até o final deste ano. A nova estrutura do ensino médio passa a valer a partir de 2025.
Heleno Araújo é eleito vice-presidente mundial para a América Latina da IE
Jornalista: Maria Carla
Eleição do professor e diretor da CNTE, Heleno Araújo, para a Vice-Presidência Mundia da IE
O professor e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Heleno Araújo, foi eleito, nessa terça-feira (30), a Vice-Presidente Mundial para a América Latina da Internacional da Educação (IE). Com isso, a CNTE mantém sua representação na América Latina. Araújo passa a ocupar o cargo que, anteriormente, era preenchido pelo secretário de Relações Internacionais da CNTE, Roberto Leão.
A eleição de Araújo ocorre durante o 10º Congresso Mundial da Internacional da Educação (IE), realizado em Buenos Aires, entre 26 de julho e 2 de agosto. “Já há muitos anos a CNTE contribui mundialmente com o debate, a elaboração, as lutas e conquistas das políticas educacionais, sobre o direito à educação, a gestão democrática, a organização sindical, o financiamento da educação pública e a valorização da nossa categoria profissional”, relata Heleno.
“Com mais um mandato na Internacional da Educação, pretendo dar continuidade aos trabalhos realizados pelos que passaram neste posto, buscando avançar nos processos de elaboração, lutas e conquistas dos nossos direitos e pelo fortalecimento da democracia no mundo”, ele garante.
Ele disse ao Sinpro-DF que a atuação da entidade vai favorecer a educação no Brasil. “Atuamos com outras entidades da educação da América Latina, então, a manutenção da CNTE na Vice-Presidência da Internacional da Educação, e mais três entidades da nossa região, fortalece a integração da América Latina com os debates e as lutas em defesa da educação pública no mundo”.
E acrescentou que: “Manter a CNTE na Vice-Presidência Mundial da IE impacta nas políticas educacionais aplicadas no Brasil, fortalece nossa atuação nacional para barrar os processos de privatizações da educação pública e nos ajuda a lutar pela aplicação de políticas educacionais que atendam às demandas de toda a comunidade escolar”.
Em matéria divulgada no seu site, a CNTE informa que, na ocasião, o secretário-geral da IE, David Edwards, destacou o direito à educação e apresentou um panorama sobre garantia de direitos dos trabalhadores. O discurso de Edwards indica para mais um período de resistência perante as crises impostas pelo capitalismo.
Resistência perante crises
Apuração da CNTE mostra que a superação de dificuldades criadas por crises mundiais pautou o debate do 10º Congresso Mundial da Internacional da Educação. No primeiro dia oficial de atividades do evento, o secretário-geral da IE, David Edwards, refletiu sobre as conquistas dos movimentos sindicais globais nos últimos 5 anos e citou crises, como a provocada pela pandemia de covid-19, os problemas causados pelas emergências climáticas e as guerras decorrentes somadas ao crescente autoritarismo em todas as regiões do mundo.
Diante dessa situação, o desafio do próximo período, segundo análise de Edwards, é os(as) educadores(as) conseguiram avançar na garantia do direito à educação, dos direitos dos trabalhadores e à democracia em todo o mundo.
“O fervor, o empenho e a dinâmica entre as nossas organizações membros são inegáveis, porque sabemos que este é o nosso tempo. Sabemos que sistemas educativos de qualidade, gratuitos e com bons recursos não são inevitáveis. Sabemos que professores altamente qualificados, equipe de apoio educativo e outros educadores não estão garantidos para todos os alunos em todas as turmas. É preciso lutar por isso e defendermos essa garantia. Mas posso dizer, nesta nossa quarta década como federação, que construímos o reconhecimento, a reputação e o poder ao mais alto nível para sermos uma força não só para a educação, mas para os valores dos direitos humanos e da democracia em todo o mundo”, afirmou Edwards.
Internacional da Educação
A CNTE ressalta que, dentre as principais realizações da IE nos últimos anos, David Edwards destacou o trabalho da federação durante o período de pandemia de covid-19 e sua solidariedade além das fronteiras. Campanhas como a Go Public! Fund Education, a Teach for the Planet, as recomendações das Nações Unidas sobre a profissão docente, a mobilização global para a educação e justiça climática, além de outros compromissos firmados pela organização para a igualdade de gênero, equidade, e diversidade na educação foram enaltecidos na cerimônia.
Solidariedade em todas as crises
A Confederação também destacou que, em seu discurso, Edwars disse que “em memória à ação dos educadores no mundo no período da pandemia, Edwards elogiou, reforçando que “tudo fechou, mas nós não. Mantemos viva a visão que defendemos todos os dias como professores e trabalhadores da educação – um lugar chamado escola; o símbolo vivo da resiliência e da ambição no coração das nossas comunidades”.
À altura dos desafios impostos pela pandemia, a união solidária para além das fronteiras também se fez presente. “Em mais de 300 ocasiões, desde 2021 até hoje, nós nos reunimos virtualmente online, tanto com encontros individuais, em pequenos grupos, quanto em conferências regionais e globais, nos mantendo próximos em nossa missão e objetivo. Nenhuma organização global fora do setor da saúde primária esteve mais empenhada na resposta global à Covid do que a nossa federação”, destacou o dirigente sindical.
Segundo o dirigente, a mesma solidariedade se fez presente nos momentos em que os trabalhadores tiveram seus direitos negados. “Quando os direitos trabalhistas dos professores são retirados, os nossos valores de dignidade, humanidade, solidariedade, nos obrigam a defender a sua restauração”, disse ele, destacando as diversas ações de solidariedade em apoio aos profissionais da educação em Mianmar, Israel, Gaza, Ucrânia, Essuatíni, Turquia, Hong Kong, Bielorrússia, Filipinas, Uganda, Mali, Irã, Tanzânia, Argentina, Haiti e Afeganistão realizadas desde 2019.”
“Aqui na Argentina, acabamos de manifestar solidariedade para com os nossos colegas, os nossos anfitriões trabalhadores e acolhedores. Eles enfrentam uma inflação desenfreada, cortes salariais, pobreza crescente e, quando se manifestam, são confrontados com repressão, mentiras e ameaças pessoais. Mas eles não desistem, defendem os seus alunos, as suas comunidades e a sua nação. La patria no se vende!”, expressou David Edwards.
Clique aqui e confira a matéria da CNTE na íntegra.
Nota de pesar | Newton Filho, irmão do diretor Júlio Barros
Jornalista: Maria Carla
É com profundo pesar que a diretoria colegiada do Sinpro informa o falecimento de Newton Rodrigues de Farias Filho, irmão de Júlio Barros, diretor da entidade. O sepultamento ocorreu no domingo (28/7), no Campo da Esperança da Asa Sul. A Missa de 7º Dia será neste sábado, 3/8, às 19h na Paróquia Santo Antônio de Ceilândia. Endereço:QNM 29. Módulo K (abaixo da QNM 21- Ceilândia Sul).
O Sinpro-DF presta toda sua solidariedade à família e (às)aos amigos(as) neste momento de dor. Que Newton Filho descanse em paz e a sua ausência se transforme em força e resiliência na família e amigos(as).
Pré-inscrição para cursos de formação continuada se encerra hoje
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A pré-inscrição para os cursos de Formação Continuada do Sinpro se encerra nesta sexta-feira. Os cursos começam no próximo dia 14.
O Sinpro passa a oferecer a professores(as) (efetivos(as) ou do contrato temporário) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) os Cursos de Formação Continuada. Neste projeto pioneiro, os cursos serão oferecidos numa exclusiva plataforma online, e estarão disponíveis para quem for filiado ao sindicato.
Educação Inclusiva e Elaboração de Projeto de Pesquisa na grade de 2024
Neste segundo semestre de 2024 serão oferecidos dois cursos: Elaboração de Projeto de Pesquisa e Educação Especial na Perspectiva Inclusiva.
Ambos terão duração de 120h, e se estenderão de agosto a dezembro de 2024. As aulas de abertura e encerramento serão presenciais, no Sinpro, e as demais serão oferecidas na plataforma online do sindicato, de forma síncrona, de acordo com cronograma disponibilizado no AVA.
Não será permitida a inscrição nos dois cursos, pois ambos serão ofertados concomitantemente. Você deve optar por apenas um dos cursos disponíveis.
Os dois primeiros Cursos de formação Continuada estarão sob a coordenação da professora Olga Freitas, Pedagoga, Doutora em Educação e Mestra em Neurociência do Comportamento, dentre outras qualificações.
Curso 1 – Elaboração de Projetos de Pesquisa – 25 vagas
Neste curso, ministrado pelo professor Robson Camara, as pessoas inscritas aprenderão a elaborar projetos de pesquisa. A ideia é promover o encontro entre o pensar científico e a problematização da sala de aula. “Quem está na sala de aula sabe da realidade cotidiana de nossas turmas e nossos alunos e alunas. A ideia do curso é fazer com que os e as profissionais à frente das classes interpretem de forma científica o dia a dia das salas de aula, e assim consigam elaborar projetos de pesquisa que se tornem trabalhos de pós-graduação ou mesmo cursos de extensão nas universidades brasileiras. O objetivo então é promover a junção entre o fazer docente e o pensar acadêmico”, explica a professora Olga Freitas, coordenadora do curso.
“Esse curso é voltado para as pessoas que têm interesse em fazer mestrado nas Universidades”, conta Cláudio Antunes, que completa: “para 2025, buscaremos oferecer um curso voltado para quem tem interesse em fazer doutorado”.
Oferecido pela professora Olga Freitas, este curso trará a perspectiva social da Inclusão. “Não vamos tratar estudantes pelo viés médico ou psicológico. Temos que pensar essas crianças e jovens como cidadãos e cidadãs em formação. A(o) profissional que lida com essas pessoas devem ser preparadas(os) para promover a inclusão dessas crianças e jovens a partir da perspectiva da educação cidadã. Vamos, então, pensar em estratégias pedagógicas, aspectos legais, boas práticas de inclusão e deficiência, sem deixar de abordar as categorias de deficiências e altas habilidades. Vamos buscar entender o máximo possível as possibilidades político-pedagógicas”, conta a professora Olga Freitas.
Sinpro questiona SEE-DF por devolução retroativa de professores do contrato temporário
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Sinpro protocolou ofício junto à Secretaria de Educação (SEE-DF) questionando o expediente adotado pela pasta de determinar que os professores em contrato temporário sejam devolvidos com data retroativa ao início do recesso escolar.
A prática levanta questionamentos da entidade sindical, primeiro porque não há justificativa para que se assine um documento com data retroativa, se somente agora os professores foram informados de suas devoluções, segundo porque parece haver uma motivação financeira por parte da SEE-DF em adotar tal medida, visando o não pagamento dos dias de recesso a estes profissionais.
O Sinpro solicita à SEE-DF que seja respeitada a data efetiva da comunicação da devolução aos professores temporários, e que estes não sejam constrangidos a assinar documentos com data retroativa, em evidente ilegalidade.
O ofício protocolado ressalta que, enquanto o contrato de trabalho estava vigente, os profissionais não buscaram outras oportunidades de emprego, pois confiavam na segurança jurídica do documento. O sindicato expressa sua preocupação: “A devolução antecipada compromete a subsistência desses professores e de suas famílias, além de resultar em um impacto financeiro adverso ao não pagamento dos salários devidos durante o recesso escolar.”
Em caso de dúvidas orientamos aos professores temporários que busquem auxílio jurídico nos plantões dos advogados disponibilizados na sede e subsedes do SINPRO.
O Sinpro estará também atento à folha do mês de julho para observar se o pagamento desses profissionais será realizado de forma correta. Não está descartada a possibilidade de ingresso na justiça, caso seja necessário.
Ibaneis e Celina escolhem negligenciar a educação
É inaceitável que o GDF baseie sua política para a educação em contratações temporárias, que precarizam o trabalho do professor e comprometem a sequência do trabalho realizado na escola, ao invés de nomear todos os aprovados e realizar concurso para preenchimento de vagas efetivas.
Na virada do semestre letivo, Ibaneis e Celina demitiram mais de 2 mil professores temporários, e lançaram a Portaria nº 805, de 25/07/24 que, dentre inúmeras barbaridades, estabelece que professores temporários trabalhem em ambos os semestres na mesma escola para receberem o pagamento do recesso de julho. O que se observa é que a portaria busca, de alguma forma, “tornar regulares” uma série de flagrantes irregularidades do GDF.
A não prioridade do governo de Ibaneis Rocha e Celina Leão em relação à educação está evidente nas planilhas orçamentárias do governo. Basta dizer que o GDF pagou mais de R$ 219,5 milhões em propaganda em 2023. No mesmo ano, pagou R$ 128,3 milhões em alimentação escolar. Isso pode explicar a tentativa de Ibaneis e Celina de não pagarem o recesso aos professores do contrato temporário.
Não aceitaremos o projeto de desmonte da educação que Ibaneis e Celina defendem e representam!