Audiência pública discutirá PDOT e o destino das terras do DF neste sábado (29)

A primeira audiência pública para discussão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) será realizada em 29 de junho, a partir das 9h, no auditório do Museu Nacional da República. Participe! O PDOT é a lei que será atualizada para os próximos 10 anos e definirá as regiões do Distrito Federal que podem ser destinadas à especulação imobiliária e outras coisas.

A audiência pública será realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh-DF) e visa a construir o Projeto de Lei (PL) para atualização do PDOT, a lei que define onde estão e quais são as diretrizes e estratégias aplicadas às zonas urbanas e rurais do DF, às áreas ambientalmente sensíveis e quais locais podem ser destinados à moradia ou à indústria ou a outras atividades da indústria da construção civil e imobiliária.

A norma vigente é de 2009 e deveria ter sido revisada em 2019, mas a atualização foi adiada por causa da pandemia da Covid-19. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, informou, recentemente, que, na audiência pública deste sábado (29), serão apresentados à população os estudos realizados. Os documentos que subsidiarão o debate estão disponíveis no site do PDOT.

Depois da audiência pública, a Seduh vai divulgar o prognóstico do processo de revisão e iniciar a etapa de propostas, com a realização de eventos para a participação social. A previsão é de que sejam realizados 62 encontros com a população, a partir de julho.

COMO POSSO PARTICIPAR?

Vá na Audiência! Leve seus companheiros, sua família!

Vista a camiseta do seu movimento!

Leve faixas, banners, bandeiras!

Para registrar suas contribuições com calma, você pode preencher um formulário online que estará aberto até o fim do dia 29/6: <https://sistemas.df.gov.br/PDOTSEDUH/Formulario?AudienciaPublicaId=2>

Caso queira se manifestar no dia, possivelmente haverá uma inscrição mas o tempo é curto. Organize previamente suas ideias para conseguir dar seu recado!

Laudo aponta que Ibaneis tem servido arroz de baixa qualidade a estudantes da rede pública

Há fortes indícios de que o GDF serve arroz de baixa qualidade aos estudantes das escolas públicas do DF. E pior que isso: paga por um arroz mais caro e recebe outro, mais barato.

Provocada pelo Conselho de Alimentação Escolar do DF (CAE), diante dos tantos problemas verificados na merenda – relembre abaixo os casos -, a Superintendência Regional do Ministério da Agricultura constatou que o arroz servido aos estudantes é de tipos 2 e 3, enquanto, segundo contrato, o GDF paga por arroz agulhinha tipo 1.

>>> MERENDA ESCOLAR: MINISTÉRIO PÚBLICO PLANEJA AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONTRA IBANEIS E CELINA
>>> DESCASO COM A EDUCAÇÃO: MAIS UMA VEZ, LARVAS SÃO ENCONTRADAS NA MERENDA
>>> GOVERNO NÃO ENTREGA ITENS PARA A MERENDA E ALIMENTAÇÃO ESCOLAR ESTÁ COMPROMETIDA

As amostras foram recolhidas no CEF 12 e no CEF 30 de Ceilândia. A uma emissora de TV, a Secretaria de Educação (SEE-DF) afirmou que vai solicitar um laudo da Vigilância Sanitária do DF e encaminhar o caso à Polícia Civil para investigação criminal.

Além de formalmente solicitar esclarecimentos e providências da SEE-DF, o CAE também acionou o Ministério Público, a Câmara Legislativa, o Tribunal de Contas, a Controladoria Geral e outros órgãos de controle. “O CAE realizou diversas fiscalizações, e foram encontrados carunchos e larvas no arroz entregue a escolas de diversas regionais; e agora o Ministério da Agricultura nos aponta que o arroz é de tipos 2 e 3”, explica Samuel Fernandes, membro do CAE e diretor do Sinpro-DF. “Estamos tomando providências, porque é esse o arroz que está chegando ao prato dos estudantes das escolas públicas do Distrito Federal”, conclui ele.

A diretoria do Sinpro considera inaceitável a crise da alimentação escolar no DF, ainda mais considerando o volume de recursos destinados a ela. A categoria tem debatido o tema em assembleias gerais e atividades regionalizadas, e o Sinpro segue atento aos encaminhamentos e cobrando providências da SEE-DF, ao lado do CAE.

Veja abaixo os laudos de classificação, feitos pela Empresa Nacional de Classificação e Análise a pedido do Ministério da Agricultura. Para acessar o contrato firmado para compra de arroz entre o GDF e a empresa Super Cesta Básica de Alimentos, clique AQUI.

 

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IV Noite de Autógrafos do Sinpro apresenta 33 escritores e homenageia a sindicalista Maria Augusta

IV Noite de Autógrafos do Sinpro 2024, que homenageou a professora aposentada e ex-sindicalista Maria Augusta Ribeiro. Foto: Deva Garcia

 

A Noite de Autógrafos do Sinpro tem se tornado, a cada ano, uma referência de defesa da cultura e da valorização de escritores(as) do Magistério Público do Distrito Federal. Nesta quarta edição, realizada na sexta-feira (21/6), 33 obras de autores(as) oriundos(as) da categoria de professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino foram lançadas, ou relançadas, no Auditório Paulo Freire, na sede do Sinpro do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). A edição deste ano foi mais um sucesso. Confira as fotos nas redes sociais do sindicato e prestigie os(as) autores(as): pratas da casa: https://www.facebook.com/share/p/goaCaydPgBYmDcBY/?mibextid=oFDknk

Após as saudações de boas-vindas e discursos dos(as) diretores(as) das Secretarias de Assuntos Culturais e Assuntos dos Aposentados, a festa começou com o anúncio dos nomes dos(as) autores(as) que se inscreveram. O evento contou, mais uma vez, com um delicioso coquetel inspirado em comidas típicas de festa junina. Houve sarau com apresentação musical do cantor Lucas Baraúna e recitação de poesias pelos(as) autores(as).

O auge da Noite de Autógrafos foi a emocionante homenagem à professora Maria Augusta Ribeiro, professora aposentada da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF) e ex-sindicalista, com 17 anos de uma intensa trajetória de lutas em defesa da categoria à frente do Sinpro-DF. Além de um lindo buquê de flores, Augusta recebeu uma placa de acrílico com a homenagem do sindicato. Para a diretoria colegiada da entidade, ela é sinônimo de mulher forte e guerreira, que lutou, e luta até hoje, pela igualdade de gênero.

A causa feminista e a conquista das mulheres sempre foram um dos principais objetivos da vida de Augusta. Ela atuou na coordenação da Secretaria de Administração e na Secretaria de Imprensa, encerrando o seu último mandato em julho de 2013. Após a apresentação musical, o cerimonial anunciou a abertura do momento cultural para poetas e escritores que se inscreveram especificamente para esse momento.

Noite de Autógrafos para valorizar os(a) escritores(as) da categoria

A Noite de Autógrafos é uma parceria da Secretaria para Assuntos de Aposentados com a Secretaria para Assuntos Culturais do Sinpro e faz parte das atividades culturais e pedagógicas do sindicato, cujo objetivo é fortalecer a produção de conhecimento na categoria e valorizar os(as) profissionais do magistério público que também são escritores(as). O encontro é aberto ao público. As obras são de responsabilidade dos(as) autores(as).

Podem participar do evento professores(as) efetivos(as), de contrato temporário ou aposentados(as), e também orientadores(as) educacionais efetivos(as) ou aposentados(as). No ato da inscrição, é necessário preencher todos os campos e anexar, obrigatoriamente, release em PDF do livro que será apresentado. O(a) autor(a) deve ser sindicalizado(a) e estar em dia com o sindicato.

A IV Noite de Autógrafos 2024 lançou, e relançou, obras classificadas de escretores(as) da categoria do Magistério Público do DF em diversos gêneros, indo de contos e poesias a trabalhos acadêmicos, como pesquisas e ensaios, passando, também, pela literatura infanto-juvenil. Confira as obras e autores(as) inscritos(as):

As obras inscritas:

A Enfezada Melissa – Cilsa Tavares
Universidade do Caminho – Francisco das Chagas
Branda Brisa, Sertão de Maraiva, Escola de Joaninhas – Ana Magalhães
Meu neto vai ganhar uma irmã e eu não sou avó – Márcia Lucindo
Mundo Encantado das Dobraduras – Lair Franca
Donatello O menino que mudava de cor – Magda Oliveira
Investigações em ensino de matemática – Maria Dalvirene
Control C Control Verso – Luis Felipe Vitteli Peixoto
Manuela e as Borboletas Amarelas – Janilce Rodrigues
Nós de de oito eus – Gilda Andrade
Agrestina – José Sóter
As sacolas enigmáticas de dona Emengarda – Débora Bianca
Letras e Pedagogias – Um necessário enlace – Celina Cassal
Poesias acres-doces – Paulo Palmerio
De capa, máscara e boné – Rafael F. Souza
Liberdade de ser, coragem para sentir – Rafaela Farias
Os bem nascidos – Ruth Meyre
Dona Bolota, a bolha de sabão – Sirlene Lopes Nascimento
Putas e outras pátrias – Vicente de Melo
Espaço de Recordações – Ana Paula de Rezende Navarro
Esporte negócio: Uma estratégia de marketing esportivo – Antônio Donizete
Educação geográfica: possibilidades e desafios contemporâneos – Maria Solange Melo
Luz, uma canção em silêncio – Andréia Moreira
A Creche da Dona Coruja – Alice de Sousa
Garimpo: Uma verdade sobre a Chapada dos Veadeiros – Jorge Monicci
O Menguinho Sapeca – Arlene Muniz
Sem tempo para sentir medo – Carlos Simões dos Santos
Faces de um velho punk – Gilberto Luiz
Fios que atravessam o tempo – Hozana Costa
O Sorriso de Eva – Natanael de Abreu
“A gente só é, e pronto!” Uma análise linguístico-discursiva sobre os impactos da LGBTIfobia na escola – Leonardo Café
Pés Descalços na Pandemia – Sônia Rodrih
Poesia no Reino da Infância – Neila Vaz Flores

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Debate sobre defesa da Arie JK será nesta quinta-feira (27/6)

O deputado distrital Gabriel Magno (PT) realizará, nesta quinta-feira (27/6), às 19h, um debate sobre a Arie JK. Ele convida a todos(as) os(as) brasilienses a participarem desse importante encontro, na Escola Parque Anísio Teixeira de Ceilândia, para “juntos e juntas, discutirmos soluções para a preservação da Arie JK e garantir um futuro sustentável para nosso DF. Conto com a sua presença”, convida o parlamentar.

Você já ouviu falar sobre a Arie JK e sabe por que a sua defesa é importante para todo o DF?

A Área de Relevante Interesse Ecológico Juscelino Kubitschek (Arie JK), situada entre Ceilândia, Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga é um legado histórico e ambiental precioso para o Distrito Federal. Esta área inclui o antigo Núcleo Rural de Taguatinga, estabelecido por JK na década de 1950 como um corredor ecológico essencial.

Mas a intensa grilagem de terras praticada por todo tipo de interesses nos 5.779 km² do quadrilátero que o Distrito Federal ocupa no território brasileiro não deixa a Arie JK em paz. Em postagem nas redes, o deputado distrital Gabriel Magno (PT), afirma que “hoje, enfrentamos [a população do DF] um desafio sério: a ameaça de destruição deste importante patrimônio verde”.

Embora algumas atividades urbanas sejam permitidas na região, é vital que sigamos um Plano de Manejo rigoroso para evitar impactos ambientais severos. Infelizmente, o governo do DF planeja expandir a área urbanizável, incluindo a criação de um novo bairro de alto padrão, o que poderia comprometer irreversivelmente nosso ambiente natural.

Confira também nas redes sociais do deputado? <https://www.instagram.com/p/C8Xdrv4uPXN/> e nas redes digitais do Sinpro-DF

 

Descaso e negligência de Ibaneis e Celina se traduzem em superlotação de salas de aula no DF

A superlotação de salas de aula atinge em cheio todas as regionais de ensino do Distrito Federal. O descaso de Ibaneis e Celina para com políticas educacionais estabelecidas em âmbito nacional e distrital é evidente.

O Sinpro-DF destaca a necessidade latente de se reduzir o número de estudantes por sala de aula. Houve um enorme retrocesso na estratégia de matrícula quando o GDF decidiu, unilateralmente, ampliar em até 60% o número de estudantes por turma na rede pública de ensino.

Os atuais números praticados pela SEE-DF contrariam o Plano Distrital de Educação, que prevê que o número de crianças por sala de aula deve seguir o disposto pela Conferência Nacional de Educação de 2010. A instância indica turmas com até 13 crianças de 3 anos e, no caso de estudantes de 4 e 5 anos, turmas com, no máximo 22 crianças.

O Sinpro intensifica a luta contra a superlotação nas salas de aula. Convidamos professores e professoras (efetivos(as) e do contrato temporário), além de orientadores(as) educacionais a, juntos, denunciarmos o descaso de Ibaneis e Hélvia com a educação, em mais uma etapa de sua campanha.

Foram confeccionadas placas para denunciar a superlotação nas salas de aula. Solicite à diretora ou ao diretor do Sinpro que atende a sua escola uma placa, escreva com pincel de lousa o número ideal de alunos da sua turma e quantos existem de fato. Tire uma foto da placa presa perto da porta da sua sala de aula e envie a imagem (com o nome da escola, regional, e a turma em que você leciona) para imprensa@sinprodf.org.br

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Publicado originalmente em maio de 2024.

Professora e pedagoga aposentada da SEE-DF torna-se atriz

Professora de Educação Infantil e pedagoga aposentada da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), Rosângela Ventura, estreou como atriz, no dia 23 de maio, no Centro de Ensino Médio nº 304 de Samambaia (CEM 304 de Samambaia), com a peça “O caso do espelho”. Inspirada no texto de mesmo título do escritor, ilustrador e pesquisador brasileiro, Ricardo Azevedo, a peça traz a comédia como gênero e foi dirigida pelo professor de interpretação Wellington Fagner, do curso de atuação.

A peça foi apresentação única para duas turmas de 3º Ano do Ensino Médio da escola, com exploração pedagógica do texto envolvendo os(as) estudantes, com diálogo sobre a profissão de atriz e ator, tirando dúvidas para inserir na área e, em seguida, realizou a apresentação solo da adaptação do conto.

Rosângela sempre cultivou o sonho de atuar no teatro como atriz e nas passarelas como modelo. Bastou se aposentar, em 2020, para tornar seu sonho em realidade. Após atuar como modelo, a professora/pedagoga e ex-diretora do CEM 304 de Samambaia está disponível para atuar nas TVs e no cinema. Ela fez vários cursos on-line na escola de Wellingon Fagner e, agora, atua profissionalmente.

“Escolhi o conto de Ricardo Azevedo pelo fato de existir a sensibilidade da ingenuidade de muitas pessoas e por se tratar de uma comédia. Esse conto nos permite imaginar algo inexistente no cotidiano dos estudantes e das estudantes do Ensino Médio, como a roça, os caipiras, e uma visão em meio a muita simplicidade e leva a imaginar as três personagens principais do conto. Isso é arte: imaginar, observar, criar. No conto, os personagens não conhecem espelho. Somente se dão conto no final após muita confusão”, explica a professora aposentadas.

Ela ressalta que sempre valorizou a leitura, “e esse conto apesar de representar pessoas simples, ensina sobre diversidade de cultura. Trata-se de uma comédia, o que facilita o estudo e apresentação em teatro”. A ex-diretora do CEM 304 de Samambaia sempre apresentou peças nas escolas em que trabalhou.  “Inclusive, ainda como supervisora do CEM 304, fiz muitas apresentações nas coletivas junto ao grupo docente. Enquanto gestora da mesma escola, incentivei a participação dos estudantes e das estudantes em diversos concursos voltados à dança, teatro, música etc.”, informa.

Confira, no print de WhatsApp, o depoimento de uma estudante do 3º Ano do CEM 304 de Samambaia que assistiu à peça.

 

A peça faz parte da construção do seu portfólio, instrumento necessário para que a professora aposentada retire seu registro de atriz na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Trata-se de um registro importante para ela conseguir trabalhos nas redes de televisão e no cinema. “Como iniciei agora as apresentações, terei que ter outros trabalhos a estudar para apresentar”, diz .

Confira também as imagens e vídeo da interpretação teatral da nova atriz brasiliense Rosângela Ventura nas redes digitais do Sinpro-DF: https://www.facebook.com/share/p/c8fUPJw9qeyjVj2x/?mibextid=oFDknk

 

Assembleia se torna ato e vai ao Buriti exigir sanção da LDO

Mais uma vez, os profissionais do magistério da rede pública do DF deram uma aula de determinação e luta! Na manhã desta quarta-feira, 26 de junho, professores(as) e orientadores(as) educacionais transformaram a assembleia geral em ato público, e saíram em passeata até a Praça do Buriti. A manifestação teve o objetivo de exigir do governador Ibaneis Rocha a sanção do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) sem vetos às emendas aprovadas para a educação.

A LDO aprovada pela CLDF na noite de terça-feira (25) trouxe emendas importantes, todas aprovadas por unanimidade: medidas que buscam o cumprimento da Meta 17 do PDE; recurso para 11.867 novas nomeações para a educação pública do DF, sendo 8.517 para a carreira magistério público; recomposição inflacionária como valor mínimo para reajuste das transferências realizadas por meio do PDAF; isonomia entre as gratificações de gestores(as) escolares; incremento nas tabelas salariais com titulações (especialista, mestre e doutor); entre outras.

Essas emendas são uma vitória da categoria, que se manteve mobilizada ao longo de todo o semestre em assembleias, paralisações, atos públicos e ações regionalizadas, pela garantia de uma educação pública de qualidade. Nesse percurso, é preciso ainda destacar as constantes visitas da diretoria do Sinpro aos 24 gabinetes da Câmara Legislativa para dialogar com os(as) parlamentares e sensibilizá-los(as) quanto à necessidade de garantir Orçamento para a educação.

Outras conquistas importantes foram resultado dessa luta, como a nomeação de 3.104 professores(as) e 80 orientadores(as) educacionais – e há o compromisso assumido pelo GDF de uma nova leva de nomeações em agosto.

A luta continua e vai se fortalecer, porque há muitos pontos a serem garantidos em defesa da educação pública – que deve ser uma luta de toda a sociedade! Por isso, a assembleia aprovou a Jornada em Defesa da Educação, que buscará dialogar com a população sobre a importância da educação na vida de todos e todas; e vai pressionar o GDF a cumprir com seu dever constitucional de valorizar a educação pública.

Dentro desse calendário, no dia 22 de agosto, haverá um grande ato público na CLDF, pelo cumprimento da meta 17 e para exigir a nomeação de todas e todos os aprovados no concurso de 2022.

Confira abaixo o calendário completo da Jornada em Defesa da Educação, aprovado pela assembleia geral. Abaixo, também, estão as prioridades, dentro da pauta de reivindicações, aprovadas pela assembleia.

 

NOSSAS PRIORIDADES

– 19,8% Já! Rumo à Meta 17;
– Nomeação de todos os aprovados e aprovadas no concurso de 2022;
– Redução da alíquota previdenciária dos(as) aposentados(as);
– Fim do sistema de pagamento horista para professores(as) CTs;
– Achatamento dos padrões da tabela salarial de 25 para 15, com aumento dos percentuais entre os padrões;
– Dobrar o percentual de titulação para especialização, mestrado e doutorado, com pagamento de forma cumulativa. Criação da tabela para pós-doutorado;
– Isonomia da gratificação para gestores(as), independente da modalidade e etapa de ensino. Equiparação da gratificação dos(as) gestores(as) de educação com demais cargos comissionados de outras estruturas do GDF;
– Equiparação do valor do auxílio-alimentação ao pago pela CLDF;
– Garantia do pagamento da Gratificação de Atividade de Ensino Especial (GAEE) aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais de escolas regulares que atuem com estudantes com transtorno ou com deficiência;
– Não fechamento da EJA;
– Defesa do Ensino Médio;
– Fim da cobrança do CREF;
– Garantia de uma política com protocolo de ações de combate a todos os tipos de violência física e virtual contra professores(as), orientadores(as) educacionais e estudantes;
– Cumprimento integral do acordo de greve (2023).

Clique no botão abaixo e acesse a pauta de reivindicações completa:

Pauta de Reivindicações

Clique no botão abaixo para acessar o Edição Extra:

Edição Extra

 

Acesse AQUI o álbum de fotos da assembleia

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Assembleia de Prestação de Contas do Sinpro será nesta terça (25)

Nesta terça-feira, 25 de junho de 2024, o Sinpro realiza sua Assembleia Geral Ordinária de Prestação de Contas. A Assembleia acontece às 18h30, no Auditório Paulo Freire, situado na sede do Sinpro do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) – Quadra 06, Lote 2.260. A Assembleia começa com qualquer quórum e, em segunda convocação, às 19h.

A pauta única é apreciação dos balanços financeiro e patrimonial do Sinpro-DF do exercício de 2023. O edital de convocação foi publicado no Jornal de Brasília, na edição do dia 13 de junho de 2024.

Podem participar da Assembleia Geral Ordinária de Prestação de Contas todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa e aposentados(as), regularmente filiados(as) ao sindicato.

 

 

Clube de Leitura BDB Cultural realiza debate sobre livro de Grada Kilomba

O Clube de Leitura BDB Cultural irá debater, na edição de julho, o conteúdo do livro “Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano”, da escritora, acadêmica e artista portuguesa Grada Kilomba. O debate será realizado no dia 8/7, das 18h30 às 20h. Os(as) interessados(as) em participar devem ler o livro previamente ao encontro e fazer sua inscrição por meio do formulário disponível no link aqui. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail bdb@institutoincluir.com.br ou pelo WhatsApp (61) 99513-2426. Para quem precisar de certificado de participação, a atividade emite por demanda no formulário.

O evento será realizado em formato híbrido, permitindo a participação tanto presencial, no auditório da Biblioteca (EQS 506/507, Asa Sul, Brasília/DF), quanto on-line, via Google Meet. A atividade integra a programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), do Ministério da Cultura, e faz parte das atividades alusivas ao Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, que conduz a programação da Biblioteca na primeira quinzena de julho.

A autora Grada Kilomba tem raízes ancestrais em Angola e São Tomé e Príncipe e sey livro “Memórias da Plantação – Episódio de racismo” foi o escolhido da edição de julho do Clube de Leitura BDB Cultural.

Grada Kilomba e o Clube do Livro

“Memórias da plantação”, escrito por Grada Kilomba, que atualmente mora em Berlim, na Alemanha, e sempre participa de atividades no Brasil, é uma obra seminal que aborda questões cruciais sobre racismo, identidade e colonialismo. Publicado em 2008, o livro é uma coletânea de ensaios que misturam teoria acadêmica com relatos pessoais e histórias coletivas, explorando as complexas dinâmicas de opressão racial.

Kilomba utiliza uma abordagem interdisciplinar para dissecar o racismo contemporâneo. A autora baseia-se em teorias psicanalíticas, pós-coloniais e feministas para investigar como o racismo não é apenas um problema histórico, mas uma questão presente e estrutural que afeta profundamente as subjetividades e as relações sociais. Segundo a bibliotecária e mediadora  do Clube de Leitura BDB Cultural, Cleide Soares, a “escritora evidencia rotinas que naturalizaram o racismo e que precisamos encarar, refletir e eliminar do nosso cotidiano. O racismo deve provocar inquietação sempre e, por isso, selecionamos esta obra”.

O título “Memórias da plantação” remete diretamente ao legado da escravidão e ao sistema de plantations que sustentou a economia colonial, evocando a memória coletiva das brutalidades e injustiças cometidas contra povos africanos. Kilomba argumenta que essas memórias continuam vivas e influenciam as experiências de descendentes de escravizados, perpetuando traumas e desigualdades.

Sobre o Clube de Leitura, o coordenador da Biblioteca Demonstrativa, Sebastião Lima Filho diz que “é uma iniciativa importante porque é missão do Ministério da Cultura  estimular a abertura de mais clubes de leitura no país e a BDB é referência para outras bibliotecas públicas. Por isso, estamos fazendo em formato híbrido para que outras bibliotecas e seus públicos possam participar e ver como funciona a dinâmica”.

Para o especialista em literatura e educação, membro do Conselho Nacional de Educação de Portugal, e curador da Biblioteca Demonstrativa, David Rodrigues, Grada Kilomba é a imagem de uma artista multifacetada estendendo os seus interesses por várias formas artísticas e recolhendo inspiração em múltiplos lugares. “Pela sua diversidade e pela sua determinação em afirmar os valores pós-coloniais e a igual humanidade de todos os humanos, Grada, é uma inspiração para pensar eticamente o mundo em que vivemos”, ressalta.

Funcionamento da Biblioteca Demonstrativa

Todas as atividades culturais da BDB são abertas ao público em geral e inteiramente gratuitas. Além dessas atividades, a BDB oferece amplos espaços para estudo individual com acesso Wi-Fi gratuito e um telecentro para aqueles que não dispõem de um computador, bem como uma área infantil acolhedora, com Gibiteca e HQs para todas as idades.

Os livros podem ser emprestados à comunidade mediante cadastro no balcão da Biblioteca, levando documento de identificação e comprovante de residência. Cada pessoa pode levar até 3 livros por vez, por empréstimo, com devolução em até 15 dias, podendo renovar se não houver reserva de outro usuário. A BDB fica localizada na EQS 506/507, Asa Sul, em Brasília-DF, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração Nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura e o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Fundada em 1970 e localizada em Brasília, Distrito Federal, essa instituição tem caráter público federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental que promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando sempre estar na vanguarda. Além disso, ela desempenha um papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.

Armazém do Campo muda de endereço e é reinaugurado em Brasília

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vai reinaugurar, no dia 3 de julho, em Brasília, a loja do Armazém do Campo. Além da comercialização de produtos da reforma agrária, o novo local, situado no Setor Comercial Sul (SCS), no Edifício Denasa, será espaço privilegiado de promoção, ainda mais, de eventos culturais e outras atividades.

Nas redes sociais, o MST convida a todos(as): “Com muita alegria e com a mística da luta renovada, informamos que a reinauguração do nosso espaço do Armazém do Campo do Distrito Federal já tem data marcada. A nova loja está sendo instalada no Setor Comercial Sul, Edifício Denasa, com um amplo espaço que trará muitas novidades”.

Antes, a loja, inaugurada em 2022, se situava na CLN 115. O novo espaço, no SCS, está mais centralizado e de fácil acesso para todos(as) os(as) brasilienses. Os Sem-Terra garantem que no novo local haverá também culinária da terra, atividades culturais, biblioteca e muito mais.

“O Armazém do Campo DF será o elo de construção e articulação política, cultural e alimentar entre o povo do campo e da cidade, bem no centro de Brasília, tendo a solidariedade e a unidade de classe um dos pilares principais. “Seguiremos durante todo o mês de junho trazendo informações e novidades”, prometem. Prestigiem! Participem da inauguração!

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