Greve no Paraná | CUT entra contra Ratinho Jr na OIT; Internacional da Educação em alerta

O ex-dirigente do Sinpro e atual Secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e representante dos trabalhadores brasileiros perante a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Antonio Lisboa, anunciou que vai entrar na OIT contra o governo e o governador do estado do Paraná, por violação do direito sindical e do direito de greve. Com isso, o governador Ratinho Jr terá que prestar contas (também) aos órgãos internacionais por autoritarismo e por ferir o direito de liberdade sindical.

Também a Internacional da Educação, organização global que representa mais de 32 milhões de educadores(as) em 178 países, emitiu nota nesta quinta-feira (6) repudiando a perseguição judicial contra a greve realizada pelos(as) educadores(as) e a ameaça de prisão da presidenta da APP-Sindicato, solicitada pelo governador do Paraná, através da sua Procuradoria Geral do Estado.

Veja o vídeo de Antônio Lisboa

 

Nota de Repúdio da Internacional da Educação

O texto ressalta o básico que o governador paranaense se esqueceu: greve é direito estabelecido e respaldado pelas Convenções 87 e 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A Internacional da Educação afirma ainda que as organizações internacionais que representam os(as) trabalhadores(as) da educação acompanham a luta dos(as) educadores(as) paranaenses e os ataques do governo estadual.

“As organizações sindicais de educação afiliadas à Internacional da Educação (IE) na América Latina e no mundo estarão vigilantes para que as autoridades do Paraná respeitem o direito de mobilização da APP-Sindicato e respeitem o direito à liberdade de sua Presidenta, Walkiria Olegário Mazeto, e toda sua liderança”, diz o texto.

A nota é assinada pela presidenta do comitê regional da Internacional da Educação na América Latina, Sonia Alesso, da Argentina, e por mais nove líderes que integram o comitê representando países como Colômbia, Costa Rica, Paraguai, Uruguai, Peru, El Salvador e Honduras. Leia no final da matéria a íntegra do documento traduzido para a língua portuguesa.

 

Entenda

Os professores e professoras do Paraná entraram em greve na segunda-feira (3/6) porque o governo Ratinho Jr quer privatizar a educação. A Procuradora-Geral do Paraná, Mariana Carvalho Waihrich, pediu a prisão de Walkiria Mazeto, por “desobediência”.

O projeto de lei, votado em regime de urgência na noite da última segunda-feira pela Assembleia paranaense, em meio a muita confusão e repressão policial contra professores e professoras, tem nome muito pomposo e bonito: “Parceiros da Escola”. Fala em “empresa gestora”, “inovação”, “eficiência e eficácia”. Mas pelo que consta do projeto, ninguém vai ser amigo ou parceiro ou caminhar lado a lado com a escola. Inovação passa longe dali. A realidade se traduz em uma palavra, que não tem nada de bela: extermínio da educação pública.

Ao impor a lógica do mercado no processo pedagógico e entregar tudo nas mãos de uma “empresa gestora”, que vai “garantir serviços públicos educacionais com mais eficiência e eficácia”, além de “se comprometer com a melhoria da infraestrutura e do ensino”, Ratinho Jr vai conseguir um único feito: destruir a educação pública, laica e socialmente referenciada.

De acordo com o projeto encaminhado pelo governador paranaense, os professores que atuam nessas escolas ou pedirão remoção ou terão seus contratos rescindidos. Nem funcionário terceirizado terá o emprego garantido. Gestão democrática de escola deixará de seguir a lógica da pedagogia para se enveredar pelos caminhos da “gestão eficaz” – como se a lógica corporativa garantisse eficácia pedagógica.

A própria existência desse projeto de lei deixa claro que se o governo Ratinho Jr precisa terceirizar gestão, é porque reconhece sua incompetência em executar processos de gestão governamental. É incompetente para cuidar dos mais basilares direitos constitucionais – o direto de todos à educação.

O artigo 205 da Constituição Federal deixa bem claro que a Educação é dever do Estado e da Família, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

 

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Proem realiza, com sucesso, “Dia D”: uma missão do NaMoral

Os(as) estudantes da Escola do Parque da Cidade (EPC-Proem) deram um show de aprendizado nas apresentações de uma das missões do projeto NaMoral. Eles(as) participaram do Dia D e cumpriram com sucesso a meta pedagógica de uma das missões do projeto de apresentar para toda comunidade escolar o herói ou os heróis construídos por eles(as) mesmos(as).

Nesta edição 2024 do NaMoral, um projeto do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF), a primeira missão, realizada no dia 29 de maio, foi a de mediar a construção de heróis pelos(as) estudantes, que, por sua vez, foram inspirados nos(as) professores(as)  e/ou nos(as) servidores(as) da escola.

“Esse é o segundo ano de participação da escola e o projeto dura o ano todo a partir de “missões”, que precisam ser realizadas por estudantes e professores(as). O projeto já faz parte do Projeto Político-Pedagógico, o PPP da escola, e, em sendo a EPC-Proem uma escola em tempo integral, o NaMoral contempla as atividades diversificadas de nossa grade”, afirma Pedro Luiz da Silva Filho, professor de arte e história da SEE-DF e diretor da escola.

Ele diz que, este ano, “houve um crescimento do projeto em relação ao ano passado, com a participação de todos e todas, em razão de um melhor entendimento da dinâmica e da união de outros projetos que já faziam parte também do nosso PPP, como a ‘Lojinha Proem'”, informa.

Na avaliação do diretor, “o projeto é positivo, uma vez que agrega a participação de toda a comunidade escolar, pois tivemos, inclusive, a participação das famílias. Os ganhos pedagógicos e materiais para a escola também foram muito satisfatórios, no que diz respeito às premiações e às parcerias”.

Este ano, o responsável pelo projeto foi o professor de geografia Peterson Couto Araújo. “Ele conduziu as missões de forma brilhante”, informou Luciane Silva Queiroz de Freitas, professora de geografia e vice-diretora da EPC-Proem. Segundo ela, dentre os projetos desenvolvidos pela escola e incorporados ao NaMoral, destaca o “Banco PROEM e o “Encontro das famílias”.

A orientadora educacional Cláudia Maria Garcia é a responsável pelo projeto Encontro das famílias. “Nossa escola conta com a participação de pais, mães e/ou responsáveis pelos(as) adolescentes e, uma vez por mês, realiza projeto com o nome ‘Encontro das famílias’. O objetivo é estreitar os laços com a comunidade escolar e assegurar uma participação efetiva da família na escola, cultivando a cultura de paz. Nesse dia houve a participação dos pais, mães e/ou responsáveis”, informa a vice-diretora.

Regina Célia Pinheiro, diretora do Sinpro-DF, também participou do evento e afirma, remetendo-se ao tema do Concurso de Redação do Sinpro deste ano, que a “Escola é lugar de ser feliz”. “Para isso ocorrer, a escola deve ser esse espaço de desenvolvimento de habilidades diversas, cognitivas, sociais, culturais, emocionais, que possibilitem aprendizagens significativas, construindo, assim, no dia a dia, uma educação de qualidade para todos e todas. Isso é o que faz o Proem, abraçando, ano após ano, projetos que auxiliam suas ações didáticas e pedagógicas”.

Banco PROEM

O Banco Proem é um projeto desenvolvido pela EPC-PROEM em parceria com o projeto NaMoral, que abriu sua lojinha no Dia D, oferecendo, aos(às) estudantes, a chance de trocar seus ‘Proens’– moeda especial recebida por bom comportamento, respeito ao próximo, empatia, etc. – por uma série de produtos. O responsável por esse projeto é o professor de matemática Rogerisson da Silva Caetano.

“Esse é um projeto direcionado à educação financeira e competências socioemocionais para estudantes do 1º ao 9º ano da escola, que leciona para os(as) estudantes em vulnerabilidade pedagógica, com condição financeira fragilizada. Os produtos da lojinha vieram de doações. A generosidade de cada um é fundamental para continuar incentivando e recompensando nossos estudantes pelas boas atitudes e ações diárias”, informa a Luciane Queiroz.

Na avaliação da diretoria da escola, o projeto faz a diferença e ajuda a criar um ambiente escolar mais motivador e gratificante. O evento contou com a presença da diretora do Sinpro-DF, Regina Célia Pinheiro; Pedro Luiz Filho, diretor da EPC-Proem; Luciane Queiroz, vice-diretora da escola; da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá; Isaías Aparecido, secretário-Executivo da SEE-DF; Sandra Cristina Brito, coordenadora da CRE/PPC; Luciana Aspen, promotora do MPDFT; dentre outros.

A EPC-Proem é uma escola destinada, prioritariamente, ao atendimento de estudantes adolescente, com idades entre 11 e 17 anos, em incompatibilidade de idade em relação ao ano, do ensino fundamental,que estejam em situação de risco ou acumulando múltiplas vulnerabilidades que o impedem de seguir o fluxo do ensino regular e, portanto, necessitando de um atendimento individualizado.

Confira as fotos do evento nas redes digitais do Sinpro.

O projeto “NaMoral”

O NaMoral é um projeto do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Secretaria de Estado e Educação do Distrito Federal (SEEDF), criado para difundir o conceito de cidadania plena, o valor da integridade e colaborar na formação de cidadãos responsáveis. Originário do programa Cidadão contra a Corrupção, que consistia em palestras realizadas por servidores e membros do MPDFT nas escolas do DF, o NaMoral estreitou este contato com professores e estudantes e, valendo-se das experiências de integridade mais exitosas nas escolas, da tecnologia social e das metodologias ativas, criou uma didática gamificada, objetivando a formação estratégica de crianças e jovens, para a construção de ecossistemas de integridade.

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Precarização do magistério é uma das principais causas do assédio moral na escola

O assédio moral tem destruído as relações de trabalho no Brasil, causando graves doenças emocionais e a degradação das relações no ambiente de trabalho.  A prática reiterada de situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, que define o assédio moral, tem motivado e aumentado vários tipos de doenças emocionais com centenas de afastamentos, cujos principais sintomas são a síndrome de burnout, depressão e ansiedade.

A prova disso é que, no início deste ano, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) revelou que houve um aumento de 38% nos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais dos trabalhadores de 2022 a 2023. Na rede pública de ensino do Distrito Federal (DF) não foi diferente. A Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro, por meio do seu atendimento jurídico da saúde, tem constatado o aumento de vítimas que procuram a proteção do sindicato para denunciar os abusos sofridos no ambiente laboral.

No entendimento do Sinpro, o motivo desse aumento é a ampliação significativa da precarização do magistério, o que tem sido um dos principais propulsores do aumento da prática de assédio moral nas escolas. Salas de aulas lotadas, propostas pedagógicas arbitrárias, imposição de chefias que não estabelecem diálogos, discrepância entre cobranças, expectativas e condições para objetivos pedagógicos, condições de trabalho precarizadas, falta de material de apoio para atender as múltiplas deficiências, dentre outros problemas, são condições precárias que ocasionam danos à integridade física e psíquica dos(as) servidores(as) da educação.

“A rede pública enfrenta um processo de adoecimento por assédio moral que nos preocupa tanto que, este ano, o Sinpro decidiu dedicar esforços para erradicar esse mal das nossas escolas”, afirma Élbia Pires, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador. Uma das ações é a campanha “Assédio moral nas escolas, NÃO!”, que parte de um esforço contínuo do Sinpro de combater esse problema. Essa campanha surgiu a partir do aumento de casos de adoecimento por assédio moral, observados nos atendimentos realizados pelo sindicato e nas visitas dos diretores do Sinpro às escolas. A psicóloga da entidade, Luciane Kozicz, tem diagnosticado muitos desses casos.

Psicóloga e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), Luciane Kozicz afirma que a Clínica do Trabalho, realizada semanalmente nas escolas da rede pública do DF, também tem constatado os principais sintomas diante de tanta precariedade na educação: “Culpa e vergonha, silenciamento, depressão, ansiedade, síndrome de burnout, espaço coletivo interditado, que torna o servidor um coadjuvante no ensino”.

O Sinpro oferece à categoria vários serviços para enfrentamento desse mal. Além dos serviços mencionados anteriormente, há uma cartilha sobre o tema e, este ano, está com a campanha “Assédio moral nas escolas, NÃO!” para conscientizar, dar visibilidade e transparência sobre práticas assediantes, muitas vezes normalizadas no cotidiano do trabalho. “A ideia é criar uma rede de proteção para que os profissionais possam exercer o magistério sem que isso se torne uma carga destrutiva, permitindo-lhes viver plenamente suas outras dimensões de vida”,  afirma Élbia.

 

Medo e insegurança: o combustível do assédio moral

Luciane Kozicz afirma que o aumento de contratação temporária na rede de ensino amplia o caos relacional e psíquico. “Estratégias como reduzir o quadro estável, tornar a carreira imprevisível, instabilidade de projetos, variação contínua de colegas e equipes resultam na degradação de vínculos e corrosão da personalidade”, salienta a psicóloga.

Essa situação trabalhista, estritamente relacionada ao modelo econômico capitalista neoliberal, normaliza contratações precarizadas. No DF, por exemplo, há cerca de 22 mil professores em regência de classe, dos quais 16 mil são temporários. “Cerca de 70% da categoria está em situação de contratação precarizada, o que gera incertezas, disparidade de direitos e sofrimento. Esse é um dos motivos pelos quais defendemos a convocação imediata dos aprovados no último concurso e a realização de novos concursos públicos para atender a essa demanda sempre crescente na escola pública”, defende Pires.

Além disso, problemas que deveriam ser resolvidos coletivamente viram perseguições individuais, com trabalhadores(as) sendo exigidos(as) a se entregar integralmente ao trabalho. “O governo Ibaneis é exemplo desse ‘sujeito neoliberal’, que usa a homogeneização dos discursos e dos saberes para instituir um novo modelo de servidão voluntária que molda mentes. É tutelado com técnicas refinadas de motivação, estímulo e incentivo. O efeito dessa nova subjetividade é a produção em cadeia com trabalhadores empreendedores e competitivos com falha zero”, explica Luciane.

Na saúde, segundo ela, percebe-se o crescimento geométrico dos afastamentos por depressão: a segunda maior CID (Classificação Internacional de Doenças) de afastamento no trabalho. Cansados(as) das exigências desse desempenho “admirável”, com aprendizados contínuos, flexibilidade e mudanças impostas, comprometimentos coagidos e desmoralizado, o adoecimento é a linguagem que resta”, destaca a psicóloga.

Ela afirma que “a depressão se refere a um ser humano em pane, cansado de si mesmo. Para um assediador, esse trabalhador é descartável. Esse sentimento é muito comum entre professores(as) readaptados(as), que ficam desamparados e, muitas vezes, não encontram sentido na nova tarefa”. O Sinpro denuncia essa situação há anos e defende o fortalecimento das relações de trabalho para erradicar o assédio moral.

O tema foi debatido no programa TV Sinpro de quarta-feira (5/6). Para acessá-lo, basta clicar no link do YouTube do Sinpro a seguir:

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7 de junho – Dia Nacional da Liberdade de Imprensa

Neste 7 de junho é comemorado o dia Nacional da Liberdade de imprensa. Temos que celebrar muito o direito de jornalistas ao exercício de seu trabalho sem amarras.

Liberdade de expressão é uma conquista cara demais à sociedade. Muitas pessoas lutaram, algumas morreram, em nome dessa liberdade. Por isso mesmo, é importante ressaltar que liberdade de expressão não é liberdade de agressão. “Quem pensa por si mesmo é livre, e ser livre é coisa muito séria”, já nos ensinava Renato Russo.

A imprensa, brasileira e mundial, tem na liberdade uma de suas mais importantes ferramentas para noticiarem tudo, ponderando apenas que liberdade e responsabilidade devem caminhar lado a lado, sempre.

O Sinpro parabeniza os e as jornalistas que se mantêm livres e independentes em tempos tão difíceis.

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Resultado da Greve da Educação, GDF nomeia aprovados, dia 14

No próximo dia 14 de junho, sexta-feira, serão nomeados(as) 3.104 aprovados(as) no último concurso do magistério público, entre professores(as) e orientadores(as) educacionais. A convocação é resultado da Greve da Educação realizada em 2023. O ato de nomeação será às 9h30, na Praça do Buriti.

 

 

Para o Sinpro, a nomeação dos(as) aprovados reflete a força de uma categoria que realiza a luta de forma organizada e unitária. A convocação vai ao encontro do compromisso feito com a Comissão de Negociação do Sinpro no último dia 19 de maio, quando a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, afirmou que a nomeação dos(as) aprovados(as) seria feita de uma só vez, na primeira quinzena de junho.

Anteriormente, o GDF havia anunciado que nomearia 1.600 professores(as) e 40 orientadores(as) educacionais no dia 29 de maio. Entretanto, alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), concedendo acréscimo de despesas de pessoal, viabilizou a convocação única.

 

>> Leia também: SEEDF RESPONDE FURO EM NOMEAÇÃO E EXPLICA QUE CONVOCAÇÃO SERÁ ÚNICA EM JUNHO

 

Diante de um déficit histórico de efetivos(as) na rede pública de educação, o Sinpro considera as nomeações um marco importante na luta da categoria do magistério. Entretanto, justamente pelo déficit de mais de 9 mil servidores(as) na Secretaria de Educação, o Sindicato avalia que o número de novos efetivos(as) é insuficiente.

 

>> Leia também: SINPRO REAFIRMA LUTA PELA NOMEAÇÃO DE TODOS OS APROVADOS NO CONCURSO DE 2022

 

Como pactuado com aprovados(as) em reunião no último dia 4 de junho, o Sinpro continuará a luta em defesa da nomeação não só daqueles e daquelas que estão nas vagas imediatas e no cadastro reserva, mas de todos e todas que atingiram a nota de corte do certame e tiveram a aprovação homologada.

 

 

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Sessão solene celebra 38 anos dos Centros de Vivências Lúdicas

Nesta sexta-feira (7/6), a Câmara Legislativa do DF (CLDF) realizará sessão solene para celebrar os 38 anos dos Centros de Vivências Lúdicas – Oficinas Pedagógicas da rede pública de ensino do DF. A atividade será às 9h, no Plenário da Casa, e contará com a participação do Sinpro e da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

Autor do pedido de sessão solene, o deputado Gabriel Magno (PT) afirma que a ação tem como objetivo homenagear professores(as) que atuam e atuaram nos Centros de Vivências Lúdicas, “celebrando a importância social desses profissionais para a formação continuada dos docentes da educação básica”.

 

 

“É sabido que o lúdico é uma ferramenta importante no processo de ensino-aprendizagem. As atividades lúdicas deixam os estudantes motivados e isso facilita a aprendizagem significativamente, promove o conhecimento e consequentemente o rendimento escolar. Essa ludicidade desenvolvida nas formações das oficinas pedagógicas é compreendida como experiência interna de inteireza e plenitude por parte do sujeito”, afirma o parlamentar no requerimento da sessão solene.

As oficinas pedagógicas foram iniciadas em 1986. Elas se constituem como espaços destinados à formação continuada dos professores da Secretaria de Formação do DF, apresentando a ludicidade como força motriz das propostas.

Superlotação é problema crônico em todo o DF

A superlotação das salas de aula da rede pública é problema crônico, que só se agrava ao longo da gestão de Ibaneis Rocha e Celina Leão. Além de construir novos espaços para aulas, o GDF deve reduzir o número de estudantes por turma e encaminhar com urgência as nomeações do concurso de 2022! A qualidade do ensino para investir no futuro das nossas crianças e adolescentes depende disso!

O Sinpro fortalece a luta contra a superlotação nas salas de aula, e convida professores e professoras (efetivos(as) e do contrato temporário), além de orientadores(as) educacionais a, juntos, denunciarmos o descaso de Ibaneis e Celina com a educação.

Foram confeccionadas placas para denunciar a superlotação nas salas de aula. Solicite à diretora ou ao diretor do Sinpro que atende a sua escola uma placa, escreva com pincel de lousa o número ideal de alunos da sua turma e quantos existem de fato. Tire uma foto da placa presa perto da porta da sua sala de aula e envie a imagem (com o nome da escola, regional, e a turma em que você leciona) para imprensa@sinprodf.org.br

 

Ato em defesa da educação pública denuncia superlotação em São Sebastião

Em março de 2024, o Sinpro realizou um ato em defesa da escola pública que percorreu a região de São Sebastião, uma das que mais sofre com o problema da superlotação das salas de aula. Há denúncias de que, como consequência da falta de investimento de Ibaneis e Celina em unidades escolares na região, gestores de escolas estão tirando medidas dos espaços livres nas salas e informando à CRE, para comprovar se cabem mais alunos ou não naquele espaço. A lista de espera por vagas na regional de São Sebastião é de cerca de 200 estudantes – e esse número não considera as listas de cada escola.

Turmas de alfabetização na região estão com quase 40 crianças, mais do que o previsto na estratégia de matrícula (e permitido por lei), e classes especiais de integração reversa sendo fechadas. As crianças que deveriam ser matriculadas nessas turmas estão matriculadas em turmas regulares, em aulas que não rendem para ninguém: nem para a professora, nem para os(as) estudantes.

 

Veja o vídeo do ato

 

 

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Inscrições abertas para o segundo aulão de redação para o Vestibular 60+ da UnB

O Sinpro-DF está com inscrições abertas para o segundo aulão de redação para o Vestibular 60+ da Universidade de Brasília (UnB). Na tarde da quinta-feira (6 de junho), os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) terão direito ao aulão de redação com a professora Danielle Mendonça Sousa. O evento, oferecido pela Secretaria de Assuntos de Aposentados(as) do Sinpro, oferta duzentas vagas e é aberto a toda a categoria com mais de 60 anos.

As inscrições começam nesta terça-feira (28/5) e terminam na quinta-feira (6/6), dia do aulão.

 

Inscreva-se

 

Danielle é mestra em educação pela UnB, e professora de redação discursiva para concursos, vestibulares e para o Enem. O aulão acontece no Auditório Paulo Freire do Sinpro, no SIG, dia 6/6, das 14 às 17h.

A aula está cheia de dicas sobre como fazer uma redação discursiva para o Vestibular: como estruturar o texto, como explorar os temas, organização de parágrafos, conectores e repertório. Durante a aula, todo mundo vai praticar fazendo uma redação.

“É uma excelente oportunidade, pois o vestibular 60 + da UnB ocorre no final do mês. É uma política pública importante de democratização do acesso à universidade pública para pessoas idosas, e faz parte de uma série de projetos e programas da UnB para inclusão, valorização e respeito à dignidade das pessoas idosas, o enfrentamento ao etarismo e o envelhecer como direito. São ofertadas 136 vagas em 37 cursos presenciais de graduação nos quatro campi da UnB (Darcy Ribeiro, Gama, Planaltina e Ceilândia), e para participar, basta ter mais de 60 anos e ter cursado o ensino médio. A prova será apenas a redação”, conta Elineide Rodrigues, da secretaria de assuntos dos(as) aposentados(as) do sindicato.

As inscrições para as 216 vagas em diversos cursos de graduação ofertadas pelo vestibular da UnB para o segundo semestre de 2024 a maiores de 60 anos se encerraram no dia 15 de maio.

O Sinpro reforça que as inscrições para o seu segundo aulão de redação estarão abertas entre esta terça-feira (28/5) e prosseguem até o dia 6 de junho, data de realização do aulão.

A aula será gravada e, posteriormente, disponibilizada no canal do Sinpro no Youtube.

 

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Publicado originalmente em 28/05/2024

Nota do Sinpro | Apoio à APP Sindicato e Repúdio a Ratinho Jr e à PGR/PR

A diretoria colegiada do Sinpro vem prestar seu apoio e solidariedade irrestritos à APP Sindicato, do Paraná, e à presidenta do sindicato paranaense, a professora Walkíria Olegário Mazeto. Também manifesta seu inteiro repúdio à Procuradoria Geral do Paraná e ao governador Ratinho Jr, pela tentativa de criminalização da greve e dos sindicatos. Os professores e professoras do Paraná estão em greve desde o dia 3 de junho em protesto contra a privatização da educação do estado, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa, ocupada por toda a categoria – ocasião na qual a polícia de Ratinho Jr, mantendo sua tradição contra a categoria dos professores, mais uma vez agrediu violentamente quem se manifestava na Assembleia e em suas imediações, com direito a prisões abusivas.

Se a própria existência do projeto de lei estadual já é chocante por toda sua capacidade destruidora da educação laica, de qualidade socialmente referenciada, e da gestão democrática das escolas, o comportamento de Ratinho Jr e da Procuradora do Estado do Paraná, Mariana Carvalho Waihrich são ainda mais estarrecedores.

Em decisão flagrantemente ilegal e abusiva, que fere o direito constitucional de greve, a doutora Mariana achou por bem decretar a prisão da professora Walkíria, da APP Sindicato. Na falta de uma lei específica para combater o direito legítimo à greve de qualquer trabalhador ou trabalhadora, a doutora Mariana acusa a professora Walkíria de “Desobediência, de acordo com o art. 330 do Código Penal”.

A PGR e o governador do Paraná buscam, com isso, a criminalização dos trabalhadores, dos sindicatos e do direito constitucional à greve. Nem a APP Sindicato, nem a professora Walkiria irão se curvar a tamanha arbitrariedade. A diretoria colegiada do Sinpro reitera o apoio e a solidariedade à professora Walkíria e a todos os professores e professoras do estado do Paraná.

A realidade do projeto de Ratinho Jr, “Parceiros da escola”, aprovado na noite do dia 3, se traduz em uma palavra que não tem nada de bela: extermínio da educação pública. Ao impor a lógica do mercado no processo pedagógico e entregar tudo nas mãos de uma “empresa gestora”, que vai “garantir serviços públicos educacionais com mais eficiência e eficácia”, além de “se comprometer com a melhoria da infraestrutura e do ensino”, Ratinho Jr vai conseguir um único feito: destruir a educação pública, laica e socialmente referenciada.

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Congresso de Educação Física debate inclusão de estudantes com deficiência e TEA

No próximo sábado (8/6) será realizado o II Congresso de Educação Física da FIEPS (Federação Internacional de Educação Física e Esportiva) Região Centro-Oeste. Em Brasília, o tema será: “Estudantes com deficiência e Transtorno do Espectro de Autismo (TEA): limites e possibilidades para a inclusão na educação física”. O evento será das 8h às 12h, no auditório da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, com oficinas na parte da tarde. Inscrições gratuitas e com certificado no link https://x.gd/pJ88z

Na parte da manhã, o tema do Congresso será debatido pelos professores Drs. Juarez Sampaio, André Beltrame, Wanderson Araújo Cavalcante. A mediação será feita pelo professor Luís Maurício Marques.

Já na parte da tarde do dia 8, das 13h45 às 17h45, serão realizadas oficinas, no Centro Olímpico da UnB. Veja abaixo os temas e horários:

Das 13h45 às 15h45

Oficina 1 – “O vôlei sentado como ferramenta de inclusão nas aulas de Educação Física”, com o professor Vinícius Mahatma e a professora Grasiela Costa.

Oficina 2 – “Estratégias pedagógicas para a estimulação precoce”, com o professor Davi de Freitas Sena e a professora Graziela Rodrigues Ribeiro.

Oficina 3 – “ Autismo e o brincar”, com o professor Dr. Juarez Sampaio.

 

Das 15h45 às 17h45

Oficina 4 – “Inclusão: corpo e expressão”, com professor Dr. André Beltrame.

Oficina 5 – “Atendimento na educação física na perspectiva do paradesporto”, com a professora Telmara Pessoa Nery.

O principal objetivo do II Congresso de Educação Física da FIEPS é levar conhecimento para profissionais da área e promover a troca de experiência.

 

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