Trinta e cinco expressões racistas para banirmos do nosso vocabulário

(*) Por Simão de Miranda

Vamos lá, pois a coisa está preta e amanhã é dia de branco. Antes que venham denegrir minha imagem, preciso esclarecer uma coisa: eu até tenho amigos que são negros e tenho uma camisa de estampa étnica que até gosto muito! Sou perfeccionista, não gosto de nada feito nas coxas e não me venha com essas críticas meia-tigela. Se insistir lhe coloco na minha lista negra, exijo respeito, pois não sou tuas negas!

Mesmo elaborando esta frase como exemplo da carga racista nela contida, doeu muito fazê-lo. Na dor do exemplo desta curta locução, estão contidas onze expressões racistas, sublinhadas no parágrafo, com as quais, não raro, nos deparamos diariamente.

Constatamos diariamente o quanto nossa sociedade alimenta o racismo por diversas vias, uma destas se manifesta na forma de palavras e expressões que conduzem elementos profundamente racistas na comunicação cotidiana, muitas vezes sem nos darmos conta, o que denota a forte dimensão do racismo estrutural.

Reuni este glossário mínimo na intenção de contribuir com a menor parte que seja para  a desconstrução desta semântica, porque não da sintaxe também, e, assim, no campo da escola, colaborar para uma Educação Antirracista. Perspectiva essencial para promover o entendimento e o respeito pelas diferentes culturas e origens que enriquecem nossa sociedade.

  1. A coisa está preta:A linguagem racista se manifesta na associação entre a palavra “preto” e situações desconfortáveis, desagradáveis, difíceis ou perigosas.
  2. Amanhã é dia de branco:Essa expressão tem várias origens possíveis. De acordo com estudiosos, ela foi criada em referência ao uniforme da marinha. Outros sugerem que estaria ligada à nota de mil cruzeiros, que apresentava a estampa do Barão do Rio Branco, vestindo trajes brancos. Dizer que o dia seguinte é “de branco” inicialmente significava um dia de trabalho ou de oportunidade para ganhar dinheiro. No entanto, ao longo do tempo, esse ditado popular adquiriu conotações preconceituosas, tornando-se uma forma de reforçar a suposta “inferioridade das pessoas negras”.
  3. Boçal: O termo “boçal” é comumente utilizado para descrever alguém mal-educado ou grosseiro. No entanto, durante o período do escravismo, essa palavra era empregada para se referir a pessoas escravizadas que não falavam português. Por isso, o uso desse termo tem raízes preconceituosas e deve ser substituído por “ignorante” ou “grosseiro”.
  4. Cabelo ruim, Cabelo de Bombril ou cabelo duro: São expressões racistas frequentemente utilizadas, especialmente na infância por colegas, mas que infelizmente persistem na vida adulta. Criticar as características dos cabelos afro também constitui racismo.
  5. Cor de pele: Esta expressão geralmente se refere a tons de bege, sugerindo uma preferência por representar a pele branca como padrão, o que é uma forma de racismo. Na verdade, não existe uma cor única que represente a diversidade da pele humana, que possui uma ampla variedade de tons.
  6. Cor do pecado:Geralmente utilizada como se elogio fosse, essa associação remete ao estereótipo da mulher negra hipersexualizada. Em uma sociedade fortemente influenciada pela religião cristã, como a brasileira, essa conotação de “pecado” é ainda mais carregada do seu aspecto pejorativo.
  7. Criado-mudo:O termo utilizado para descrever o móvel frequentemente posicionado na cabeceira da cama tem suas origens em um dos papéis desempenhados pelos escravizados dentro das residências dos senhores brancos: o de segurar objetos para seus “donos”. Porém, devido à necessidade de silêncio para não perturbar os moradores, esses servidores eram comumente chamados de “mudos”.
  8. Crioulo:Era a denominação para os filhos de pessoas escravizadas, um termo altamente pejorativo e discriminatório em relação aos indivíduos negros ou afrodescendentes.
  9. Denegrir:Este termo, sinônimo de difamar, tem sua raiz no significado de “tornar negro”, carregando uma conotação maldosa e ofensiva, como se manchasse uma reputação anteriormente “limpa”.
  10. Disputar a nega: Esta expressão tem origem não apenas no escravismo, mas também na misoginia e no estupro. Quando os “senhores” jogavam algum esporte ou jogo, o prêmio muitas vezes era uma mulher escravizada.
  11. Doméstica:As domésticas eram mulheres negras que trabalhavam nas residências das famílias brancas e eram denominadas “domesticadas”. Essa designação remonta à ideia de que pessoas negras eram consideradas animais e, portanto, necessitavam ser “domesticadas” através de métodos de controle e punição.
  12. Esclarecer: Carrega uma conotação racista, sugerindo que a compreensão só ocorre sob a luz da “branquitude”. É mais apropriado usar palavras como “explicar” ou “elucidar”.
  13. Escravo e escrava: A palavra “escravo” deriva da palavra grega eslavo, dada aos primeiros escravizados pelos romanos e que habitava o leste europeu. Estas palavras podem sugerir que a pessoa nasceu sem liberdade, ignorando o fato de que pessoas africanas foram trazidas ao Brasil e forçadas a trabalhar. “Escravizado(a)” é a alternativa mais apropriada para descrever essa condição.
  14. Estampa étnica: É comumente usada para descrever padrões de tecidos não europeus, como africanos ou indígenas. No entanto, essa expressão cria uma diferenciação preconceituosa ao usar “etnia” para tudo que não é europeu ou branco. É mais apropriado usar termos como “estampa africana” ou “estampa indígena” para indicar claramente a origem dos padrões.
  15. Feito nas coxas:A expressão popular tem sua origem na época do escravismo no Brasil, quando, de acordo com uma das teorias, as telhas eram moldadas de argila nas coxas dos escravizados.
  16. Humor negro: Use a expressão humor ácido” para evitar associar elementos mórbidos ou ilícitos à pessoa negra.
  17. Inveja branca:Outra expressão que perpetua a associação entre a negritude e comportamentos negativos. A inveja, já considerada negativa, é amenizada quando atribuída a pessoas brancas.
  18. Macumba: As origens da palavra “macumba” têm raízes em diferentes línguas africanas, como o quimbundo, originário de Angola; ou o quicongo, no Congo. No entanto, o termo é frequentemente utilizado de maneira pejorativa. Para evitar essa conotação, utilize expressões respeitosas, como “religião de matriz africana” ou “candomblé”, quando apropriado.
  19. Macumbeiro, Galinha de macumba, Chuta que é macumba: São expressões discriminatórias contra praticantes de religiões de matriz africana.
  20. Magia negra: Esta expressão associa rituais e práticas religiosas de forma pejorativa a eventos negativos, reforçando preconceitos e estigmatizando a palavra “negra”. Para evitar essas conotações discriminatórias, é preferível utilizar termos como “rituais proibidos” ou “práticas religiosas não aceitas”.
  21. Meia tigela:O povo negro que trabalhava forçadamente nas minas de ouro nem sempre conseguiam atingir suas “metas”. Quando isso ocorria, eram punidos recebendo apenas metade da tigela de comida e ganhavam o apelido de “meia tigela”, termo que hoje significa algo sem valor e medíocre.
  22. Mercado negro, lista negra:Essas são apenas algumas das muitas expressões em que a palavra “negro” é usada de forma pejorativa, associada a algo prejudicial, ilegal ou impresumível.
  23. Mulata, Mulata tipo exportação:Na língua espanhola, o termo era utilizado para se referir ao filhote macho resultante do cruzamento entre um cavalo e uma jumenta ou entre um jumento e uma égua. A carga pejorativa do termo é ainda mais intensa quando se usa a expressão “mulata tipo exportação”, que reforça a visão do corpo da mulher negra como mercadoria.
  24. Não sou tuas negas:Quando a mulher negra é descrita como “qualquer uma” ou “de todo mundo”, reflete a percepção da sociedade de que ela é alguém com quem se pode fazer qualquer coisa. Durante a época do escravismo, as mulheres negras eram tratadas como propriedade dos homens brancos e usadas para satisfazer seus desejos sexuais. Esse contexto de subjugação perpetuava uma cultura de assédio e estupro. Portanto, além de ser profundamente racista, o uso desses termos também está impregnado de machismo.
  25. Nasceu com um pé na cozinha:Esta expressão se refere literalmente à ancestralidade negra. As mulheres negras foram frequentemente associadas aos serviços domésticos, pois as escravizadas eram muitas vezes alocadas nas cozinhas das casas-grandes, onde também dormiam no chão. Infelizmente, essa proximidade facilitava o assédio e estupro por parte dos senhores.
  26. Nega maluca: Esta expressão é utilizada para descrever um bolo de chocolate, porém seu uso é problemático pois associa indevidamente a mulher negra a uma sobremesa e sugere falta de discernimento e inteligência. É mais apropriado simplesmente chamar o bolo de chocolate de “bolo de chocolate”.
  27. Negra de beleza exótica: Ser considerada bonita sendo negra muitas vezes está associado não aos traços naturais da pessoa, mas sim à conformidade com os padrões de beleza eurocêntricos. Este fenômeno evidencia um aspecto do racismo, onde características mais próximas do ideal da branquitude, são valorizadas em detrimento das características das pessoas negras. Esta dinâmica reflete um padrão prevalente de discriminação racial que persiste em muitas sociedades.
  28. Nhaca: Este termo tem sido usado desde os tempos coloniais para referir-se a um mau cheiro ou odor forte, no entanto, “Inhaca” é uma ilha em Moçambique, onde ainda vivem os povos Nhacas, um povo Ban.
  29. Ovelha negra: Tal expressão é utilizada para descrever alguém que se comporta de maneira não convencional. No entanto, sua origem tem conotações racistas ao associar pessoas negras a aspectos negativos.
  30. Preto de alma branca: É uma tentativa de elogiar uma pessoa negra, insinuando que a dignidade é algo pertencente apenas às pessoas brancas.
  31. Samba do crioulo doido: É o título de uma canção que satirizava o ensino da História do Brasil nas escolas durante a época da ditadura, composta pelo cronista carioca Sérgio Porto, conhecido pelo pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta. No entanto, a expressão debochada, que denota confusão ou desorganização, reforça estereótipos discriminatórios em relação aos negros.
  32. Serviço de preto:Novamente, a palavra “preto” é utilizada de forma pejorativa, desta vez associada a uma tarefa malfeita ou realizada de forma incorreta, reforçando estereótipos racistas sobre o trabalho realizado por pessoas negras.
  33. Tem caroço nesse angu: Esta frase tem suas raízes em uma estratégia realizada pelas pessoas escravizadas para melhorar sua alimentação. Frequentemente, quando o prato consistia em angu de fubá, o que era comum, a pessoa que servia às vezes conseguia esconder um pedaço de carne ou torresmos sob o angu.
  34. Tenho até amigos que são negros: é uma defensiva comum quando alguém é confrontado sobre uma atitude ou fala racista. Fuja dessa expressão e aproveite e repense-a a partir das críticas recebidas.
  35. Volta pro mar, oferenda: Esta expressão é ofensiva, pois associa coisas indesejáveis a práticas religiosas, desrespeitando as religiões de matriz africana.

Não é difícil concluirmos que muitas destas expressões são plenamente substituíveis e outras são mesmo desnecessárias. Portanto precisamos firmar compromissos para praticarmos uma comunicação livre de racismo. Não é fácil, pois estes rizomas estão profundamente arraigados. Mas precisamos começar em algum momento, preferivelmente neste aqui agora, em processos de autorregulação e aconselhamento ao outro. Não podemos nos omitir ao ouvirmos tais expressões e, sim, de forma gentil e amorosa, atuarmos neste processo de educação antirracista. Não podemos continuar naturalizando o racismo linguístico, aliás racismo algum, em nenhum espaço, na escola sobretudo. Pois, sendo lugar de aprendizagens, conteúdos aprendidos se sedimentam.

Vamos então agir, pois não tá fácil pra ninguém, amanhã é dia de labuta e não quero ninguém me difamando. Deixa-me lhe explicar: tenho muitos amigos e uma camisa de estampa africana da qual gosto muito. Sou perfeccionista, por isso não gosto de nada malfeito. Críticas são bem-vindas, elogios também e seu nome vai para minha lista das pessoas especiais.

Pois aí está, a mensagem da abertura deste texto, reconfigurada de forma ética, responsável e amorosa.

Espero que esta conversa possa lhe incentivar ainda mais ao engajamento à luta contra o racismo e consequentemente lhe instrumentalizar para uma educação antirracista. Receba meu abraço cheio de desejos por um mundo onde caibamos e vivamos todos como iguais.

 

Referências:

CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária: https://www.cenpec.org.br/

Geledés – Instituto da Mulher Negra: www.geledes.org.br/

Unicef Brasil: https://www.unicef.org/brazil/por-uma-infancia-sem-racismo

 

(*) Por Simão de Miranda, pós-Doutor em Educação, professor e escritor. Redes: /simaodemiranda. Assista em vídeo no canal do professor Simão de Miranda: https://youtu.be/lEK_HlrXwSQ?si=V2iH-C1tKwxaqJOD 

Prazo final para a prova de vida de aposentados e pensionistas nascidos em maio

O Sinpro lembra aos(às) professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e pensionistas que fazem aniversário no mês de maio que o prazo para fazer a prova de vida termina nesta sexta-feira (31). Estes(as) educadores(as) devem ficar atentos e realizar o procedimento no mês do seu aniversário, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.

O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.

 

Aplicativo Prova de Vida GDF

Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.

Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.

 

Outras formas de fazer a prova de vida

Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem no exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/

 

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES ANDROID

https://play.google.com/store/search?q=prova+de+vida+gdf&c=apps&pli=1

 

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES iOS

https://apps.apple.com/br/app/prova-de-vida-gdf/id1614842989 

 

SEEDF responde furo em nomeação e explica que convocação será única em junho

A expectativa era grande nesta quarta-feira (29/5) para a nomeação de 1.600 professores(as) e 40 orientadores(as) educacionais aprovados(as) no último concurso do magistério. Entretanto, sem qualquer explicação prévia, o GDF não efetivou o provimento.

A indignação, demonstrada pela categoria há tempos, ficou ainda mais evidente diante de nova demonstração de que o governo Ibaneis Rocha/Celina Leão não faz qualquer questão de dar aos (às) professores(as) e orientadores(as) educacionais o básico: respeito.

Diante da repercussão negativa, a SEEDF chamou a Comissão de Negociação do Sinpro para reunião na tarde desta quarta. No encontro, realizado com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, foi informado que todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovados(as) no último concurso serão nomeados(as) de uma só vez na primeira quinzena de junho.

 

 

No anúncio anterior, seriam nomeados(as) 1.600 professores(as) e 40 orientadores(as) educacionais nesta quarta (29). O restante das nomeações seria feita em agosto.

No entanto, foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira (29/5) sanção da legislação que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), concedendo acréscimo de despesas de pessoal. No documento, é apresentado previsão de nomeação de 3.104 professores(as) da Educação Básica 40 horas e 80 orientadores(as) educacionais.

Para o Sinpro, é positiva a nomeação total dos(as) aprovados(as) em convocação única, proposição essa defendida pela Comissão de Negociação desde a instalação da Mesa Permanente de Negociação – resultado da Greve da Educação de 2023.

Seguiremos firmes na luta pela nomeação de todos os aprovados e de todas as aprovadas no último concurso público do magistério.

Outros encaminhamentos
A pauta de reivindicações atualizada da categoria do magistério, já apresentada em reunião da Mesa Permanente de Negociação, foi entregue à secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, na reunião desta quarta-feira (29/5).

No encontro, foi informado que, até o dia 5 de junho, será realizado o pagamento de mais um lote dos exercícios findos para servidores(as) da carreira magistério público que tiverem direito aos valores devidos, sejam efetivos(as) ou em regime de contratação temporária. Um terceiro lote será pago ainda no mês de junho.

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Coletivo da Juventude do Sinpro se reúne na sede do sindicato

O Coletivo da juventude do Sinpro, que foi criado durante a pandemia, fez seu encontro na noite de segunda-feira (27/5), na sede do sindicato. O coletivo é composto por professores(as) e orientadores(as) educacionais de até 39 anos, e o objetivo do encontro de ontem foi ouvir as demandas das pessoas jovens da categoria.

No encontro, foi proposta a carta-compromisso do Coletivo da Juventude, na qual deverão ser apresentadas as frentes de luta, o que se espera do coletivo da juventude e sobre a necessidade do fortalecimento da luta para o movimento sindical.

As pessoas presentes ao encontro relataram as péssimas condições de trabalho nas salas de aula. No debate da conjuntura, essa questão foi correlacionada com o descaso do governo neoliberal de Ibaneis Rocha e Celina Leão para com a educação pública. “A consequência dessa conjuntura é que a precarização das relações de trabalho têm distanciado o jovem da luta coletiva.”, explica Raimundo Kamir, diretor da secretaria de políticas sociais do Sinpro.

“É importante, neste momento, fortalecer a luta coletiva. A saída para nossos problemas é coletiva. Nesse contexto, nada mais importante que a participação dos e das jovens com sua garra e esperança de luta. É importante construirmos juntos os rumos da política sindical a partir das demandas apresentadas”, avalia Ana Bonina, coordenadora do coletivo da Juventude.

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Nota de Repúdio | Ratinho Jr quer o fim da educação pública no Paraná

A diretoria colegiada do Sinpro repudia o projeto de lei do governo do Paraná que representa, ao fim e ao cabo, a privatização da escola pública. O projeto de lei tem nome muito pomposo e bonito: “Parceiros da Escola”. Fala em “empresa gestora”, “inovação”, “eficiência e eficácia”. Mas pelo que consta do projeto, ninguém vai ser amigo ou parceiro ou caminhar lado a lado com a escola. Inovação passa longe dali. A realidade se traduz em uma palavra, que não tem nada de bela: extermínio da educação pública.

Ao impor a lógica do mercado no processo pedagógico e entregar tudo nas mãos de uma “empresa gestora”, que vai “garantir serviços públicos educacionais com mais eficiência e eficácia”, além de “se comprometer com a melhoria da infraestrutura e do ensino”, Ratinho Jr vai conseguir um único feito: destruir a educação pública, laica e socialmente referenciada.

De acordo com o projeto encaminhado pelo governador paranaense, os professores que atuam nessas escolas ou pedirão remoção ou terão seus contratos rescindidos. Nem funcionário terceirizado terá o emprego garantido. Gestão democrática de escola deixará de seguir a lógica da pedagogia para se enveredar pelos caminhos da “gestão eficaz” – como se a lógica corporativa garantisse eficácia pedagógica.

A própria existência desse projeto de lei deixa claro que se o governo Ratinho Jr precisa terceirizar gestão, é porque reconhece sua própria incompetência em executar processos de gestão governamental. É incompetente para cuidar dos mais basilares direitos constitucionais – o direto de todos à educação.

O artigo 205 da Constituição Federal deixa bem claro que a Educação é dever do Estado e da Família, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Ratinho Jr ignora o direito e ignora a Constituição Federal.

A diretoria colegiada do Sinpro também presta sua solidariedade aos professores e às professoras da educação pública do Paraná.

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Reuniões com gestores(as): alteração na data do Paranoá

A diretoria colegiada do Sinpro informa a alteração na data da reunião com gestores(as) do Paranoá: o encontro será no dia 28 de maio, às 14h, no mesmo local (CRE do Paranoá). Com essa alteração, a agenda fica assim:

 

 

Pautas

Os(as) gestores(as) poderão participar de qualquer uma das reuniões agendadas, independentemente da Regional de Ensino que atuam. A ideia é garantir ampla participação.

A pauta das reuniões é composta pelos seguintes pontos:

  1. Reajuste e isonomia da gratificação à equipe gestora – A reivindicação é de reajuste de 25% da gratificação, além da garantia de isonomia do benefício para todas as unidades escolares, em todas as etapas.
  2. PDAF – Atraso do repasse do Programa de Descentralização Financeira e Orçamentária (PDAF), valor insuficiente para as necessidades das unidades escolares, rede limitada de credenciamento, além de dificuldades técnicas do uso do cartão PDAF.
  3. Merenda escolar – Garantia da normalização da situação da merenda escolar. Todos os anos, há atraso na entrega de itens alimentícios, prejudicando os(as) estudantes e toda a comunidade escolar.
  4. Intervalo – Abordagem do direito, garantido em lei, a intervalo de 15 minutos a professores(as) regentes.
  5. Gestão democrática – Discussão e garantia do efetivo exercício da gestão democrática nas escolas.
  6. Diários eletrônicos – Normalização do sistema de gestão do diário eletrônico (i-Educar e EducaDF), com problemas desde o início do ano letivo. Com isso, professores(as) do Ensino Médio sequer podem lançar a nota dos(as) estudantes ou fazer chamada.
  7. PNE – Discussão dos pontos do novo Plano Nacional de Educação (2024-2034) e as estratégias para aprová-lo no Congresso Nacional.

 

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Coletivo da Juventude do Sinpro convida jovens educadores para reunião que acontece hoje (27)

Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que tem até 39 anos estão convidados(as) a participar do Coletivo da Juventude do Sinpro, que acontecerá pela primeira vez de forma presencial hoje (27), às 19h. O coletivo vem para fazer debates, formação e planejar ações para a organização da juventude e fortalecimento da participação na luta coletiva.

 

A diretora do Sinpro Ana Bonina explica que em um mundo marcado por projetos neoliberais que individualizam as pessoas e as afastam da luta coletiva, é fundamental trazer o jovem para a luta da organização da sua categoria para que continue avançando na conquista dos direitos. “Tivemos perda de direitos com as reformas trabalhista e previdenciária, e agora a classe trabalhadora amarga trabalhos sem direitos, precarizados, com instabilidade, onde a instabilidade é colocada como regra. Quanto mais precarizados nós estamos, mais precisamos nos engajar na luta para podermos ir atrás dos nossos direitos”.

Participe do Encontro de Juventude do Sinpro!

 

Publicada originalmente no dia 16/05/2024

Eleições municipais no Entorno são cruciais para o futuro do DF e do Brasil

Faltam 5 meses para os(as) eleitores(as) de 5.569 municípios brasileiros irem às urnas escolher prefeitos(as), vice-prefeitos(as) e vereadores(as) para as Câmaras Municipais. Embora o Distrito Federal não tenha eleições municipais, ele também se prepara para mais esse ciclo eleitoral a ser realizado em 6 de outubro (primeiro turno) e em 27 de outubro (segundo turno). Isso porque os mais de 20 municípios que integram a Microrregião do Entorno influem diretamente nos serviços públicos do Governo do Distrito Federal (GDF) e na vida dos(as) brasilienses.

Nesse sentido, a diretoria colegiada do Sinpro alerta para a importância de direcionar o olhar da categoria do magistério público não apenas para as eleições da própria capital, mas também para as das cidades do Entorno, tendo em vista o fato de que toda e qualquer eleição em municípios e estados que fazem divisa com o DF interferem na vida da capital do País. O Sinpro alerta também para o cuidado com fake News e pede a todos(as) para seguirem as orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujos links estão disponíveis no final desta matéria.

O resultado das eleições municipais das áreas circunvizinhas desempenha papel crucial no futuro da educação, saúde, transporte, segurança pública, emprego e renda, moradia e todos os outros direitos constitucionais, bem como no sucesso ou no fracasso de políticas públicas que afetam a vida dos brasilienses. A influência das cidades do Entorno no Distrito Federal (DF) é inegável. Milhares de pessoas que vivem nesses municípios atravessam, diariamente, as fronteiras de suas cidades para trabalhar, estudar e buscar serviços no DF. Portanto, as decisões políticas tomadas nas Prefeituras dessas cidades têm um impacto relevante e direto na qualidade de vida dos habitantes do DF.

Nesse contexto, é incontestável o direito de os(as) brasilienses apoiarem candidatos(as) aos Poderes Executivo e Legislativo dessas cidades. Com isso, é fundamental destacar o papel dos(as) professores(as) e dos(as) orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF no apoio e na defesa de políticos progressistas, que, realmente, defendem a educação e os serviços públicos. Importante destacar que não basta ser político comprometido com o direito à educação pública, tem de ser engajado na defesa de uma educação pública, gratuita, laica, inclusiva, libertária, de qualidade socialmente referenciada e que defenda a soberania do País.

Como agentes de transformação social, professores(as) e orientadores(as) educacionais têm o poder de mobilizar e de conscientizar suas comunidades escolares sobre a importância das eleições municipais nas cidades do entorno. Nas conversas com as comunidades escolares sobre as eleições municipais, a categoria pode, por exemplo, ressaltar a necessidade de apoiar candidatos e candidatas progressistas, comprometidas(os) com as causas e os direitos constitucionais da educação, saúde, transporte, segurança pública, moradia, emprego e renda etc., que são diuturnamente assediados por políticos privatistas.

O voto dado a políticos das cidades do Entorno do DF não é apenas uma escolha local: ele reverbera nas políticas públicas do Distrito Federal. Se por um lado, políticos progressistas eleitos nas Prefeituras e Câmaras de Vereadores vizinhas têm o potencial de fortalecer e de emancipar o direito à educação pública, garantindo investimentos adequados, valorização dos(as) profissionais da educação e melhoria das condições das escolas, por outro lado, eleger candidatos que não priorizam essas questões e que usam o tema da educação apenas para se eleger pode resultar em retrocessos, como o sucateamento da educação pública em prol da privatização e suas graves consequências para a população e para os(as) servidores(as) públicos(as).

Portanto, é imperativo que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais do DF atuem como agentes de mudança, promovendo o debate sobre as eleições municipais nas cidades do Entorno e incentivando o apoio a candidatos(as) progressistas. As eleições municipais não dizem respeito apenas às comunidades locais, mas têm um impacto profundo, direto e indireto, no futuro da educação pública e dos serviços públicos do Distrito Federal. É hora de unir forças em prol de um projeto educacional inclusivo, democrático e progressista e garantidor da existência de serviços públicos eficientes e eficazes, que beneficiem não apenas os(as) brasilienses, mas todas as pessoas que dependem da qualidade da educação na região.

Confira:

Calendário eleitoral do TSE: https://www.tse.jus.br/eleicoes/calendario-eleitoral/calendario-eleitoral

Fake News: https://www.justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato/#

Justiça Eleitoral: https://www.justicaeleitoral.jus.br/

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Assembleia geral com paralisação, dia 26 de junho

Professores(as) e orientadores(as) educacionais se reunião em assembleia geral com paralisação no próximo dia 26 de junho. O encontro será às 9h, no estacionamento da Funarte.

Essa será a quarta e última assembleia do semestre, que antecede o recesso escolar do meio do ano e a segunda leva de nomeação dos(as) aprovados(as) no último concurso do magistério. Na Mesa de Negociação Permanente – garantida com a Greve da Educação de 2023 –, o GDF anunciou a nomeação de 1.600 professores(as) e 40 orientadores(as) educacionais até o dia 29 de maio. Os demais aprovados(as) serão nomeados(as) até o final de agosto.

Na assembleia no dia 26, a categoria do magistério público intensificará a luta da Campanha Salarial, que traz a reivindicação de reajuste salarial imediato de 19,8%, rumo a meta 17.

 

 

O índice de 19,8% repõe as perdas inflacionárias geradas de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Já a meta 17 do PDE (Plano Distrital de Educação) equipara o vencimento básico de professores(as) e orientadores(as) educacionais à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF de escolaridade equivalente. Com isso, o reajuste da remuneração da categoria superaria o índice de 67%.

Também estão na pauta da assembleia o cumprimento integral do acordo de greve, assinado em 2023, e da pauta de reivindicação atualizada da categoria (Acesse aqui a pauta de reivindicações).

Na assembleia do dia 26 de junho, professores(as) e orientadores(as) educacionais, novamente, denunciarão e exigirão soluções para situações inaceitáveis que fazem parte do dia a dia das escolas públicas. Entre elas, merenda com larvas e cardápio sem variedade de produtos alimentícios; superlotação das salas de aula; ensino inclusivo sem qualquer suporte; escolas sem condições mínimas de infraestrutura; pane no sistema que dá acesso ao Diário de Classe; omissão à violência contra professores(as) e orientadores(as) educacionais em exercício.

A categoria do magistério público avalia que a política antieducação do governador Ibaneis Rocha e de sua vice, Celina Leão, já ultrapassou todos os limites. Professores(as) e orientadores(as) educacionais não tolerarão mais o descaso e os desmandos com a categoria e com o povo do DF.

O Sinpro reafirma que a unidade e a mobilização da categoria são imprescindíveis para avançar em mudanças e conquistas. Para o sindicato, o momento é descaso com a educação: ao mesmo tempo que mostra o caos na educação, impõe à categoria um governador que tem como legado a menor despesa total de pessoal da história.

Para que professores(as) e orientadores(as) educacionais de todo DF possam participar em peso da assembleia, o Sinpro disponibilizará ônibus saindo de várias regiões administrativas. Lista será divulgada em breve.

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25 de maio: Dia Mundial da África

Comemoração anual da fundação, em 25 de maio de 1963, da Organização da Unidade Africana, atualmente conhecida apenas por “Unidade Africana”, e celebração da luta unificada pela libertação da África do domínio colonial. O Dia Mundial da África é festejado em vários países. No Brasil, a data é mais um momento de reflexão e fortalecimento da luta antirracista e anticolonialista.

O Sinpro-DF ressalta que a data é uma boa oportunidade para a categoria do magistério público reforçar, nas atividades pedagógicas, a Lei º 10.639/2003, que incluiu, no currículo oficial da rede pública de ensino em todo o País, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. O sindicato destaca, ainda, sua atuação, por meio da Secretaria de Raça e Sexualidade, na luta contra o racismo.

Dentre as várias atividades e publicações produzidas pela entidade, o Sinpro convida a categoria a utilizar a cartilha intitulada “É preciso ser antirracista – Caderno de apoio para práticas pedagógicas de enfrentamento e combate ao racismo na escola”. Inclusive, a título de conhecimento, o nome da cartilha é inspirado na frase da filósofa, professora e ativista socialista, Angela Davis, em que declarou: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É preciso ser antirracista”.

O sindicato sugere também a leitura do livro “O ensino de filosofia e a Lei 10.639”, de Renato Nogueira, como subsídio para apropriação do tema. Clique no link a seguir e acesse a cartilha “É preciso ser antirracista”:

https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2019/01/miolo-e-preciso-ser-antirracista__web.pdf

 

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