Quinta é dia do Sinpro no cinema: diversão com benefício exclusivo para a categoria
Jornalista: sindicato
No dia do Sinpro no Cinema do Liberty Mall, quem ganha são os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, que pagam R$ 10 na entrada, com direito a um acompanhante pelo mesmo valor. Para aproveitar o benefício, é preciso ser sindicalizado(a) e apresentar a carteirinha válida, em versão física ou digital, ou, ainda, o último contracheque com o desconto da contribuição sindical.
Importante destacar que o benefício do dia do Sinpro no cinema do Liberty Mall é somente às quintas-feiras.
“A arte nos ajuda a compreender o mundo ao nosso redor. É com ela que expressamos da maneira mais livre e genuína nossos sentimentos, pensamentos e emoções. A arte também é uma ferramenta poderosa na luta da classe trabalhadora. Ela pode ser usada para conscientizar, mobilizar e inspirar a luta por direitos. Uma sociedade em que espaços culturais, como o cinema, é valorizado, é uma sociedade com possibilidades”, enfatiza Bernardo Távora, coordenador da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro.
Confira a programação da semana
O desconto para professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) é somente para as sessões das quintas-feiras.
Festival Latinidades chega aos 18 anos com a voz das mulheres negras
Jornalista: Maria Carla
De 23 a 31 de julho, o Festival Latinidades — o maior encontro de mulheres negras da América Latina — retorna a Brasília com extensa programação em defesa da temática racial, econômica, ancestral e cultural. Em 2025, a 18ª edição celebra o “Julho das Pretas”, em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho.
O festival enfatiza ainda a conexão entre cultura e justiça social — por meio de discussões sobre tributação, reparação econômica e luta das mulheres negras —, posicionando-se como ferramenta de mobilização política e social. Confira aqui também matéria da CUT sobre o Julho das Pretas.
“Em 2025, o festival completa 18 anos e articula as suas atividades em torno do tema ‘Mulheres negras movem o mundo’. O objetivo é reconhecer e celebrar o impacto das mulheres negras na sociedade, nas famílias brasileiras, na cultura, na economia, na política e nas ciências”, informa Patrícia Guimarães, arte-educadora, professora aposentada da Secretaria de Educação do DF e integrante da equipe de mobilidade do Festival Latinidades.
Ela explica que o tema deste ano é mais do que uma celebração. “É uma afirmação política, poética e ancestral de que que não há transformação real sem o protagonismo das mulheres negras. Celebrar mulheres negras que movem o mundo é entender que o que nos move é ancestral, urgente e inegociável. É reconhecer que se o mundo gira é porque somos parte fundamental deste movimento”.
A abertura oficial do Festival Latinidades será precedida por um pré-evento no dia 12 de julho (sábado), das 9h às 15h, no Museu da República. Neste dia, será realizado o debate “Saúde mental: quem cuida de quem produz?”, em parceria com a Casa Afrolatinas, com práticas ancestrais, cozinha afetiva de Conceição Matias e dados sobre o setor cultural negro.
Em 22 de julho, às 19h, o festival oficial começa com a inauguração da exposição “Alumbramento”, no Museu Nacional da República. A mostra coletiva, com curadoria de Nathalia Grilo, transforma a Galeria 3 em um espaço sensorial inspirado no cosmograma bantu Dikenga, celebrando a criação como prática de dignidade e fé.
A programação 2025, totalmente gratuita (com ingressos limitados por lotes), reúne shows, debates, cinema, literatura, teatro, dança, feira e formação. Os destaques musicais já confirmados incluem Zezé Motta com Malía; Karol Conká; IAMDDB; Isa Marques; Larissa Luz com o show “Rock In Gil” (homenageando Gilberto Gil); Nessa Preppy, artista afro-caribenha de Trinidad & Tobago.
23/7 | 19h – “Pequeno Manual Antirracista – A Peça”, adaptação teatral da obra de Djamila Ribeiro, no Sesc Taguatinga.
24/7 | 17h–19h – Roda de conversa “Justiça Fiscal e Reparação para Mulheres Negras”, com apresentação do “Guia Desigualdade no Bolso” (Inesc), no Auditório II do Museu Nacional.
25/7 | 17h–19h – “Lélia González: memória e ancestralidade”, recital e roda com Elisa Lucinda, Macaé Evaristo, Dulce Pereira e Melina de Lima, no Auditório II do Museu Nacional.
26/7 | 14h–18h – “Julho das Pretas que escrevem”: sarau, literatura e oficina infantojuvenil no Museu Nacional.
26/7 | 14h–17h – “Latinidades Kids – Festival Infantil de Breaking Kurumim”, no Anexo do Museu Nacional.
26/7 | shows à noite – apresentações de IAMDDB, Larissa Luz, Nessa Preppy e mais.
De 23 a 31 de julho, haverá ainda a “Mostra Audiovisual Cine Afrolatinas”, que inclui o documentário “Bam Bam: a história de Sister Nancy”, encontro com criadoras negras e lançamento do livro “Empoderadas”, de Renata Martins e Juliana Vicente . Acesse o Instagram do festival e fique por dentro: https://www.instagram.com/festivallatinidades/
Serviço Quando: 23 a 31 de julho de 2025
Onde: Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul), Brasília, e Sesc Taguatinga
Ingresso: gratuito — necessário retirada antecipada por lotes (primeiro inseto já aberto; segundo lote via newsletter). Retirada de ingressos em https://www.latinidades.com.br/
LIVE | Avanços da greve para contratos temporários: confira e tire suas dúvidas
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Sinpro realiza uma Live nesta quarta-feira (09/07), às 19h, para demonstrar como a proposta de início da reestruturação da carreira do magistério público do Distrito Federal pode trazer benefícios também para os(as) profissionais do contrato temporário da categoria.
Participam da live o diretor do Sinpro Cláudio Antunes e a diretora do Sinpro, Ana Bonina, que vão tirar as dúvidas de professores(as) do contrato temporário durante a Live.
A Live será transmitida ao vivo pelo Youtube e Facebook do Sinpro.
Prorrogadas as inscrições para o III Prêmio Paulo Freire de Educação
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro informa que as inscrições para o III Prêmio Paulo Freire de Educação (PPFE) estão prorrogadas até o dia 24 de agosto. As inscrições estão disponíveis para profissionais de educação, professores(as), estudantes, familiares de estudantes, estudiosos(as), ativistas pelo direito à educação e comunidades escolares, em geral. As inscrições podem ser feitas pelo site do PPFE.
A iniciativa é da Câmara Legislativa do Distrito Federal, por meio do deputado distrital Gabriel Magno (PT). Capitaneada pela Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Casa, a premiação seleciona projetos inovadores que contribuem para incrementar, enriquecer e solucionar desafios do campo educacional.
Entre os requisitos, os(as) candidatos(as) devem ter em sua trajetória ações que abordem o direito à educação, a gestão escolar democrática, o Plano Distrital de Educação e/ou projetos político-pedagógicos que impactem os territórios onde as instituições educativas se inserem.
Para participar da 3ª edição do Prêmio, os projetos precisam ser inscritos em uma das seguintes temáticas:
– Educação sobre história e cultura afro-brasileira, indígena e antirracista;
– Promoção da inclusão e diversidade na educação;
– Cultura de paz;
– Educação ambiental e patrimonial;
– Práxis transformadoras nas áreas do conhecimento e na formação continuada;
– Proteção da criança e do adolescente;
– Inclusão digital;
– Interação entre escola e comunidade
A CEC selecionará três finalistas de cada um dos eixos temáticos. No dia 25 de setembro, a Câmara realizará sessão solene para a entrega do Prêmio, com homenagens aos vencedores.
Serviço:
III Prêmio Paulo Freire de educação
🗓️ Inscrições: de 5 de maio a 5 de julho
📌 Saiba mais sobre o prêmio: www.cl.df.gov.br/premio-paulo-freire
📌 Inscreva-se aqui: bit.ly/4jAI4IQ
❔Dúvidas: envie e-mail para premiopaulofreire@cl.df.gov.br
Luta do magistério garante direito a atestado de acompanhamento a CT’s
Jornalista: Leandro Gomes
Pela primeira vez no Distrito Federal, professores(as) em regime de contrato temporário passam a ter direito a atestado de acompanhamento de cônjuge ou dependente em consultas e exames de saúde.
A medida foi um dos avanços arrancados no movimento grevista de 2025 e representa um passo importante no reconhecimento da dignidade como parte dos direitos de quem educa — independentemente do tipo de vínculo.
Formalizada pelo TJDFT como título judicial – com força de lei −, a garantia do direito constará no edital do próximo processo seletivo simplificado, previsto para meados de setembro.
Direito de cuidar
O avanço da categoria se torna ainda mais significativo quando se considera a composição do magistério público no DF: cerca de 80% dos(as) educadores(as) da rede pública são mulheres – um grupo historicamente sobrecarregado com as responsabilidades do cuidado familiar.
“É um ganho histórico. Quem educa também cuida, também tem família, também precisa de suporte. Essa vitória é fruto da nossa luta coletiva, da força da greve e da resistência de cada educador e educadora que não abriu mão da dignidade. Esse direito, que parecia pequeno para alguns, representa muito para quem vive a realidade das escolas todos os dias”, disse a diretora do Sinpro Ana Bonina.
Luta do Sinpro
A luta do Sinpro pelo direito ao atestado de acompanhamento para professores(as) em regime de contrato temporário é antiga. Por anos, o Sindicato tem denunciado a precarização dos profissionais em regime de contrato temporário, e lutado para corrigir as distorções, garantindo isonomia e valorização profissional para toda a rede de ensino.
A pauta constava, inclusive, no acordo de greve de 2023, mas foi descumprida pelo GDF, assim como outros pontos. Agora, com muita mobilização e organização, a categoria, organizada pelo Sinpro, avança na luta por igualdade de direitos.
“É preciso que sigamos em unidade e luta para garantir a efetivação desse direito. Assim como nossa luta foi fundamental para avançarmos na garantia do direito, será relevante também para assegurar que não haja retrocessos ou negligência em seu cumprimento. Além disso, seguiremos mobilizados para que todos os itens do acordo de greve de 2023 sejam alcançados”, disse a diretora do Sinpro Ana Bonina.
Sobre a utilização de abono e TRE no período de reposição
Jornalista: Leandro Gomes
Após provocação do Sinpro, a Secretaria de Educação definiu as diretrizes para o usufruo de abonos e TREs durante a reposição dos dias parados na greve da educação. O encontro aconteceu nesta terça-feira (1º/7) e deu continuidade às tratativas sobre o tema.
O mesmo procedimento já adotado na rede pública de ensino com base na Lei do Abono (Lei 1.303/1996) será aplicado. Ou seja, professores(as) e orientadores(as) educacionais poderão gozar os benefícios, desde que haja anuência da chefia imediata e condições para sua realização.
As exceções para a reposição dos dias de greve também foram discutidas no encontro. De forma excepcional, escolas que funcionam em regime anual que ainda tenham mais de 17 dias letivos para repor no primeiro semestre, mas não disponham de dias suficientes para isso, poderão abrir um processo via SEI. A solicitação deve prever o fechamento de calendário no segundo semestre, com indicação das datas para seu cumprimento.
DF Legal destrói horta comunitária e leva prejuízo à população de Samambaia
Jornalista: Maria Carla
Horta comunitária na QR 127 de Samambaia antes da destruição do DF Legal. Foto: Divulgação
Na sexta-feira (27), o DF Legal destruiu um terreno público em Samambaia, no qual funcionava, há 30 anos, uma horta comunitária. O espaço, mantido pela população local, também abrigava programas de educação e saúde realizados por instituições, como a Universidade de Brasília (UnB) e o Sistema Único de Saúde (SUS), e por outras instituições que atuavam com ações de formação e distribuição gratuita de alimentos para combater a fome e garantir segurança alimentar.
Moradores da QR 127 e de outras quadras ficaram em choque com a ação. André Tavares, do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD-DF), afirmou que a operação foi motivada por denúncia anônima feita ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e que os prejuízos ainda estão sendo avaliados.
Tavares denuncia os danos emocionais e prejuízos financeiros, que incluem desde custos com preparo do solo e insumos até perdas na segurança alimentar e no bem-estar da população. A horta utilizava práticas agroecológicas sem agrotóxicos, o que exige investimentos caros em correção do solo, mudas, formação e mobilização comunitária.
Eguimar Rodrigues de Souza, professor de matemática no CED 619 de Samambaia e morador da região, confirmou que a horta beneficiava várias famílias. Após a destruição, o deputado distrital Gabriel Magno (PT) e organizações sociais visitaram o local. No sábado (28/6), moradores denunciaram o ocorrido durante a reunião do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), reforçando a indignação popular.
Ele explicou que, embora a horta existisse há décadas, ela foi formalizada como comunitária apenas em 2024. Após a destruição, cercas improvisadas foram removidas e parte do terreno foi recuada 5 metros da rua, para cumprir uma exigência da Administração Regional. O espaço também era um ponto de convivência com realizações de mutirões, oficinas e atividades culturais, como peças de teatro e formações em gastronomia.
Reação da comunidade
O professor Eguimar informa que, no domingo (29/6), uma reunião com o deputado distrital Gabriel Magno ajudou a definir novas estratégias. A comunidade deliberou iniciar diálogos com a Emater e a Administração Regional, além de organizar uma Festa Julina nos dias 19 e 20 de julho para denunciar o ocorrido e arrecadar recursos para o replantio. Também foi confirmada a participação na Conferência Distrital das Cidades, na qual defenderão propostas ligadas à agricultura urbana e à retomada dos Conselhos Locais de Planejamento.
Ele disse também que o grupo está estruturando uma rede de apoio com comunicados à imprensa e parlamentares, cobrando responsabilização pela ação do DF Legal. A atuação do órgão e de seus auditores será investigada, com apoio jurídico da AJUP, da UnB.
As crianças das escolas próximas usavam o espaço como ferramenta pedagógica, com ações de plantio integradas ao currículo escolar. Os moradores buscavam regularizar a área por meio do programa Adote uma Praça, mas foram surpreendidos pela intervenção do GDF.
A hora era ambiente terapêutico e de combate à fome. Foto: Divulgação
Prejuízos e reconstrução
André Tavares afirmou que o terreno da horta, localizado no Conjunto 4 da QR 127, é reconhecido como área pública de uso comum, conforme o GeoPortal. A comunidade está de luto pela perda. Na área, havia uma plantação de árvores nativas do cerrado: baru, ipês, angicos, jerivá, gabiroba, cuja derrubada constitui crime ambiental. Também derrubaram árvores frutíferas: mamão (papaia e formosa), maracujá (azedo e doce do cerrado), banana (6 variedades), manga, cajá-mirim, acerola, seriguela, ameixa, goiaba, pitanga, café, amora, limão, mexerica, morango.
O DF Legal eliminou o cultivo de plantas medicinais e aromáticas: capim-santo, hortelã, citronela, funcho, babosa, erva baleeira, cominho, orégano, arruda, mastruz, guiné, manjericão, erva-cidreira, maracujina, alecrim, babosa, capim-limão, guaco, aroeira pimenteira, alho erva-doce. E destruiu a horticultura: chuchu, mandioca, alface (quatro variedades), salsa, coentro, couve (3 variedades), pimentão, tomate, rúcula, batatas-doces: branca e roxa, acelga, beterraba, berinjela, abóboras (três variedades), espinafre, jiló, inhame. Além de ter devastado os produtos que seriam colhidos por agora: alface, rúcula, cebolinha, coentro, salsa, batata-doce, banana, mamão, hortelã, capim-santo, alface, couve.
Resultado, mais de 20 famílias, que seriam beneficiadas diretamente por essa produção, ficaram sem os alimentos. Tavares informa que, na reunião do PDOT, o MTD propôs a criação de um comitê para tratar de conflitos fundiários, exigindo que futuras remoções sejam precedidas de diálogo com os moradores.
Ele afirma ainda que a presença do deputado distrital Gabriel Magno foi vista como importante para a reorganização das ações. O grupo pretende regularizar a horta com o programa Adote uma Praça, mobilizar recursos por meio de eventos e reativar o espaço. A reconstrução envolve planejamento e avaliação jurídica da legalidade da destruição, com apoio da AJUP.
Danos morais, emocionais e psicológicos
Tanto Eguimar como Tavares enfatizam os impactos emocionais da destruição entre as equipes que atuam no local, mas, sobretudo, entre os(as) moradores(as) e as famílias beneficiadas pela horta comunitária. Além da perda do alimento, a comunidade está abalada com a mudança na paisagem. As máquinas do DF Legal deixaram suas marcas de devastação no local em que, antes, havia uma agrofloresta com pomar e espaço terapêutico. Moradores(as) relatam dificuldade em lidar com o luto e com a ausência do local de acolhimento e bem-estar.
Local pedagógico em que a educação ambiental era o foco. Foto: Divulgação
Destruição dos projetos AgPopSUS e ERA/UnB
A horta também era usada em ações de saúde pública e educação. Lá aconteciam formações do curso de Agente Popular de Educação em Saúde (AgPopSUS) e articulações com redes como o Projeto ERA (Extensão Rural e Agroecologia) da UnB. A destruição interrompeu essas atividades, desarticulando ações fundamentais para o território.
Também foi destruído o galinheiro, construído com recursos dos próprios moradores e do MTD. Apesar de ser improvisado com pallets, era funcional e representava anos de trabalho coletivo. A ação causou perdas materiais, educacionais e culturais, com o fim de atividades como apresentações teatrais, oficinas, festas juninas e quadrilhas.
Danos morais, sociais, emocionais e psicológicos
O terreno público era muito mais que uma horta: era espaço de convivência, formação, cultura e solidariedade. Ali ocorriam almoços e festas coletivas, distribuição de alimentos e absorventes, rodas de conversa e reuniões comunitárias. A horta era ponto de partida para a organização social, como a participação no G20 Social e a mobilização contra a instalação de uma termelétrica na região. “A horta simbolizava a autonomia de uma comunidade que sabe olhar para sua realidade e agir a partir dela”, finaliza Tavares.
Confira a ata do acordo homologado pelo TJDFT que assegura avanços ao magistério
Jornalista: Leandro Gomes
Professores(as) e orientadores(as) educacionais podem acessar a ata de acordo que formalizou a proposta arrancada pelo magistério público durante a greve da educação. O documento foi homologado e reconhecido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) como título judicial – com força de lei −, mediante a finalização do movimento paredista pela categoria. (Veja abaixo).
Assinam a ata representantes da Comissão de Negociação do Sinpro, além de representação do Comando de Greve e advogados do Sindicato; representantes da Secretaria de Educação, da Procuradoria-Geral do DF, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, além dos deputados distritais Chico Vigilante e Gabriel Magno.
Veja os principais pontos da proposta homologada pelo TJDFT:
– Envio pelo GDF à CLDF do projeto de lei referente à progressão horizontal, dobrando percentuais de titulação, que passam a ser: 10% para especialistas, 20% para mestres e 30% para doutores;
– Pelo menos 3 mil nomeações até dezembro/2025;
– Prorrogação do concurso que venceria em 27/07/2025;
– Realização de novo concurso público para o magistério, com previsão de publicação do edital no primeiro semestre de 2026;
– Pagamento integral dos dias descontados, com folha suplementar lançada na mesma data ou um dia após o pagamento de julho;
– Recomposição do calendário escolar com reposição das aulas ainda no primeiro semestre, e recesso na primeira semana de agosto;
Além dos pontos acima, a mobilização da categoria garantiu a instalação da mesa permanente de negociação entre governo e Sinpro, com o objetivo de avançar os demais pontos do Plano de Carreira do Magistério Público. Participarão das discussões sobre o tema Comissão de Negociação do Sinpro, integrantes da Casa Civil e das secretarias de Fazenda e Educação. A próxima reunião acontecerá nesta semana.
Outro item importante arrancado pelo movimento grevista foi o reconhecimento do direito a atestado de acompanhamento de cônjuges e dependentes em consulta ou exames para profissionais em regime de contratação temporária. A garantia constará em edital no próximo processo seletivo simplificado, previsto para meados de setembro.
“Foi dado um importante passo com o início da reestruturação do nosso plano de carreira, a partir das tabelas de progressão horizontal. É fundamental que a categoria se mantenha mobilizada para que alcancemos a restruturação em sua totalidade, que perpassa pelo achatamento dos padrões de 25 para 15, antecipação de padrões a cada 3 anos, valorização do percentual entre padrões, extensão do pagamento da GAA, universalização da GAEE, dentre outros”, disse o diretor do Sinpro Cléber Soares.
Reposição do calendário letivo acontece em julho e no 2º semestre
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A circular nº 78, estabelecida em mesa de negociação entre Sinpro e SEEDF e publicada em 27 de junho de 2025, orienta que a recomposição dos dias letivos paralisados aconteça durante o mês de julho e mais cinco sábados do segundo semestre. Esses dias no segundo semestre serão necessários para evitar que o ano letivo se conclua após o Natal. A seguir, o Sinpro explica os detalhes da circular, para facilitar a organização das escolas com relação à recomposição do calendário letivo.
Conclusão do segundo bimestre em julho
Dos 24 dias corridos de greve, 16 são dias letivos. Segundo a circular nº 78, esses dias começam a ser repostos no próximo sábado, 5 de julho, e seguem pelo mês de julho até o dia 25 (em azul na imagem).
Há duas observações importantes sobre os sábados do mês de julho:
– Dias 12 e 19: Esses sábados podem ser usados para recomposição, observando os seguintes critérios (conforme item 5.6 da circular nº 78):
a) A escola não havia feito previamente a reposição dos dias 7 e 8 de julho (dias letivos móveis): É possível usar os dias 12 e 19 para essa finalidade
b) A escola havia feito previamente a reposição dos dias 7 e 8 de julho: É possível usar os dias 12 e 19 para adiantar os dias de recomposição do segundo semestre.
– Dia 26: apesar de não constar na circular, a mesa de negociação entre Sinpro e GDF estabeleceu que, caso a escola precise, pode dispor dessa data para fazer a reposição no último sábado de julho. O último sábado de junho (28/6) também entra nessa contagem.
Recesso na última semana de julho
A circular nº 78 estabelece que na semana de 28 de julho a 1º de agosto (em amarelo na imagem) a rede pública de ensino do DF estará em recesso. O segundo semestre se inicia no dia 4 de agosto.
Esses cinco dias de recesso deverão ser repostos ao longo do segundo semestre, dos quais três sábados no terceiro bimestre e dois sábados no quarto bimestre. Com isso, evita-se que o ano letivo se conclua depois do natal.
Com relação à reposição desses cinco sábados, o Sinpro também faz algumas recomendações com relação a dois sábados específicos:
– 11 de outubro: embora seja possível, o Sinpro não recomenda o uso do dia 11 de outubro para reposição. Isso porque a segunda-feira 13 de outubro está mantida como recesso, e a comemoração do dia do professor foi antecipada para a terça-feira 14 de outubro. Logo, o dia 11 de outubro será parte integrante de um feriado prolongado. Da mesma forma, não recomendamos o uso do sábado, dia 22 de novembro.
– 20 de dezembro: o ano letivo deve ser concluído em 18 de dezembro. O dia 19 será usado para avaliação final. Portanto, o sábado 20/12, embora anterior ao natal, não deve ser contado para fins de reposição.
Outras observações
– Servidores(as) que não participaram da greve podem cumprir com o recesso escolar de 9 a 27 de julho, conforme calendário original, e serão obrigados(as) a estendê-lo até 1º de agosto, sabendo que deverão repor a última semana de julho ao longo do segundo semestre, conforme calendário da unidade escolar.
– Servidores(as) que participaram integralmente da greve deverão cumprir com o calendário de reposição, gozar o recesso na última semana de julho e repor essa semana no segundo semestre, conforme calendário da unidade escolar.
– Servidores(as) que participaram parcialmente da greve podem antecipar seu recesso se a reposição for antecipada, conforme item 5.6 da circular nº 78.
Confira a seguir a live que foi ao ar na noite desta segunda-feira (30/6), para auxiliar na organização das escolas com relação à recomposição do calendário letivo.
LIVE | Reestruturação da carreira e aposentados: confira e tire suas dúvidas
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Sinpro realiza uma Live nesta segunda-feira (30/6), às 20:15, para demonstrar como a proposta de início da reestruturação da carreira do magistério público do Distrito Federal pode trazer benefícios também para as e os aposentados da categoria.
Participam da live o diretor do Sinpro Cláudio Antunes e a coordenadora da secretaria de assuntos de aposentados do Sinpro, Elineide Rodrigues, que vão tirar as dúvidas de professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) durante a Live.
“Todos os aposentados terão benefícios com essa reestruturação. Vamos demonstrar como a progressão horizontal pode alterar os vencimentos dos aposentados”, diz Elineide.
A Live será transmitida ao vivo pelo Youtube e Facebook do Sinpro.