Sinpro distribui cartaz e folder para 8 de março nas escolas
Jornalista: Vanessa Galassi
Escola é lugar de formação de pensamento crítico.
A partir dessa afirmação, a Secretaria de Mulheres do Sinpro preparou cartaz e folder que sugerem às escolas públicas do DF atividades para serem realizados no 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres.
Os materiais apresentam ações como palestras e debates, oficinas criativas, teatro, exposição de filmes e documentários, entre outros, voltados à conscientização do protagonismo das mulheres nas diversas áreas da sociedade. Também são abordadas discussões sobre igualdade de gênero, emancipação feminina, direitos e lutas das mulheres.
“É essencial que educadores e educadoras debatam com os estudantes e as estudantes a luta das mulheres por igualdade e liberdade, sempre fazendo a transversalidade do gênero com raça e classe. Receber flores é muito bom, mas enquanto uma prática comum, do dia a dia. 8 de março é dia de luta e de reflexão”, afirma a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.
A diretora Regina Célia lembra que, ao abordar a questão de gênero nas escolas, “não se pode ignorar as diferentes realidades existentes”. “Mulheres negras trabalham mais, mas ganham menos. Elas também são as que mais sofrem violência. Elas são alvo do racismo ambiental: arrimos de família, são relegadas a áreas com despejo de lixo tóxico, poluição do ar e das águas, degradação ambiental. É claro que é importante trabalharmos esses temas nas escolas. Mas também é importante refletir que, no curso da história, mulheres negras – e o povo preto – teve sua potência atacada, sua cultura explorada. Nós, mulheres pretas, temos voz. O que falta é sermos ouvidas!”, analisa a sindicalista.
Já a diretora do Sinpro Silvana Fernandes afirma que “debater o Dia Internacional de Luta das Mulheres nas escolas é um passo fundamental para construir um futuro mais justo e igualitário”. “Ao incentivar a promoção da igualdade de gênero e combater o machismo, a misoginia, o racismo desde a infância, podemos criar uma sociedade mais respeitosa e diversa. As crianças de hoje são os adultos de amanhã.”
Os cartazes e folders produzidos pelo Sinpro serão distribuídos nas unidades escolares. Interessados(as) também podem retirá-los na sede do sindicato (SIG), das 8h às 17h.
Vem aí a 1ª Conferência dos(as) Aposentados(as), 26 e 27 de março
Jornalista: Vanessa Galassi
Com o tema “Aposentadoria, diversidade e participação”, o Sinpro realizará a 1ª Conferência dos(as) Aposentados(as). Exclusivo para filiados(as) do sindicato, a atividade será dias 26 e 27 de março, na Chácara do Sinpro, das 8h às 17h. Inscreva-se AQUI.
A 1ª Conferência tem como objetivo debater e buscar a promoção de políticas que garantam qualidade de vida, bem-estar e protagonismo dessa parcela da categoria do magistério público.
“A 1ª Conferência dos Aposentados e das Aposentadas foi pavimentada pelos resultados da pesquisa ‘Aposentadoria Ativa’, realizada pelo Sinpro, com o objetivo de investigar indicadores relativos à saúde física, social e mental dos servidores e das servidoras aposentadas. Além de discutir esses temas urgentes, a partir da atividade, vamos promover a interconexão entre pares e fortalecer a valorização da educação”, explica a diretora do Sinpro Elineide Rodrigues.
Além de análise de conjuntura local, nacional e internacional, a 1ª Conferência dos(as) Aposentados(as) do Sinpro realizará mesas de debate que têm entre os temas o papel do Poder Legislativo na manutenção e ampliação dos direitos dos(as) aposentados(as) e pessoas idosas.
“O Poder Legislativo tem um papel fundamental na garantia da qualidade de vida da população idosa, através da criação, aprimoramento e defesa de leis que assegurem seus direitos e promovam seu bem-estar. Nós devemos estar ativos nessa busca”, afirma a diretora do Sinpro Consuelita Oliveira.
Também serão realizados grupos temáticos que discutirão temas como: legislação, aposentadoria e envelhecimento; combate ao etarismo; e práticas integrativas e complementares na perspectiva da saúde integral. As propostas apresentadas nesses grupos serão levadas consolidadas em plenária, realizada no fim da conferência.
Estão confirmadas participações como a do pós-doutor em Ciências Sociais, especialista em Gerontologia, professor emérito da UnB Vicente Faleiros e da especialista em políticas públicas de cuidados na América Latina, pós-doutoranda em Psicologia clínica e cultura na UnB Cosette Castro. Também participarão da conferência a deputados(as) federais e distritais, além de dirigentes da CUT e da CNTE.
Para fechar a conferência, atividade cultural, com muita música boa.
“É importante que essa conferência tenha a participação massiva dos aposentados e das aposentadas filiados e filiadas ao Sinpro. Nós temos que estar juntos e juntas na luta. Só assim alcançaremos vitórias”, convida o diretor do Sinpro Chicão Alves.
Inscrições
Para participar da 1ª Conferência dos(as) Aposentados(as) do Sinpro, basta ser filiado(a) ao sindicato. As vagas são limitadas e a inscrição é gratuita. O prazo para se inscrever vai até dia 18 de março ou até se encerrarem as vagas (Inscreva-se AQUI).
No ato da inscrição, o(a) interessado(a) deverá preencher os campos que pedem os dados pessoais, além de indicar também, no local específico, a cidade da qual sairá.
Programação completa
26/03 –Terça-feira
8h – ACOLHIMENTO, RECEPÇÃO E CAFÉ
9h – ABERTURA: ANÁLISE DE CONJUNTURA ATUAL NO MUNDO, NO BRASIL E NO DF
Participantes: Antônio Lisboa, Rodrigo Rodrigues e Rosilene Corrêa
10h30 – MESA SOBRE A TEMÁTICA APOSENTADORA, DIVERSIDADE E PARTICIPAÇÃO
Participantes: Cleber Soares, Vicente Faleiros e Cosette Castro
12h – ALMOÇO
13h30 – GRUPOS TEMÁTICOS
1 – Práticas integrativas e complementares na perspectiva da saúde integral
2 – O que fazer ao se aposentar: vida na aposentadoria do magistério
3 – Legislação, aposentadoria e envelhecimento: cidadania não tem idade
4 – Aposentadoria e diversidade: gênero, sexualidade e relações étnico-raciais
5 – Conjuntura de lutas: na categoria, no Distrito Federal, no Brasil e no mundo
6 – Combate ao etarismo: autonomia, independência e dignidade
7 – A experiência de envelhecer com deficiência: direitos e políticas públicas
27/03 – Quarta-feira
8h – ACOLHIMENTO, RECEPÇÃO E CAFÉ
9h – O PAPEL DO PODER LEGISLATIVO NA MANUTENÇÃO E AMPLIAÇÃO DOS DIREITOS DOS/AS APOSENTADOS/AS E DAS PESSOAS IDOSAS
Participantes: Parlamentares Chico Vigilante, Gabriel Magno, Ricardo Vale, Erika Kokay e Reginaldo Veras
10h30 – RETOMADA DOS GRUPOS TEMÁTICOS
12h – ALMOÇO
13h30 – PLENÁRIA DE CONSOLIDAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES ORIUNDAS DOS GRUPOS TEMÁTICOS
16h – ENCERRAMENTO COM MEMBROS DA CATEGORIA: Memórias da luta do Magistério – ‘SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA”
Uma série de ações serão realizadas no DF no dia 8 de Março, Dia Internacional de Luta das Mulheres. As atividades fazem parte do calendário unificado de lutas, fortalecido pelo Sinpro.
A primeira atividade do sindicato agendada para o dia 8 de Março é um faixaço nos semáforos da Ceilândia Centro. “Vamos estampar para as milhares de pessoas que passarem em frente à Feira da Ceilândia a frase: ‘Educação transformadora combate o machismo. Por um mundo onde todas as mulheres sejam livres’. Precisamos lembrar que a escola é um dos principais mecanismos de conscientização e transformação social. Então, é também nas escolas que podemos promover a formação de pessoas antimachistas e antimisóginas”, afirma a diretora do Sinpro Mônica Caldeira.
Ela ainda lembra que a Secretaria de Mulheres do Sinpro preparou cartaz e folder que sugerem às escolas públicas do DF atividades para serem realizados Dia Internacional de Luta das Mulheres. “É essencial que educadores e educadoras debatam com os estudantes e as estudantes a luta das mulheres por igualdade e liberdade. A educação transforma a sociedade e emancipa as mulheres para que elas sejam protagonistas”, diz a sindicalista. (Acesse AQUI o cartaz e o folder)
Já às 12h do dia 8 de março, o Sinpro estará presente no ato contra o feminicídio, em frente ao Palácio do Buriti. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, de 2015 a 28 de fevereiro de 2024, 188 mulheres foram assassinadas pelo fato de serem mulheres. E embora o relatório da CPI do Feminicídio, realizado pela Câmara Legislativa em 2021, com dezenas de recomendações a serem implementadas para prevenir, proteger e promover o nosso bem-estar, pouco foi feito no DF.
“Nenhuma a menos. Essa é uma frase que tem que ser dita por toda a sociedade, não só por nós, mulheres. E temos que lembrar que são as mulheres negras as principais vítimas de todas as violências de gênero. É por isso que, quando falamos e lutamos pelas causas das mulheres, temos que fazer de forma interseccional com raça e classe”, destaca a diretora do Sinpro Regina Célia.
O Dia Internacional de Luta das Mulheres no DF também será celebrado com ato público na Praça Zumbi dos Palmares (Conic), a partir das 16h.
Por último, às 19h, mulheres de todo DF participarão do ato político-cultural em frente à Central Única dos Trabalhadores (CUT), também no Conic. A ação terá apresentação das cantoras Emília Monteiro e seu repertório de ritmos do Norte, Kris Maciel, que promete animar a noite com samba, e Alê Terribili, que canta MPB.
“É importante que a categoria do magistério público se some às ações do 8 de março. As ruas também podem ser salas de aula. Juntas, podemos construir uma sociedade mais justa e igualitária!”, reflete a diretora do Sinpro Silvana.
Neste ano, o 8 de Março Unificadas DF e Entorno tem como lema: “Nossos corpos, nossos lares: Pela paz, contra o genocídio do povo Palestino! Pela vida de todas as Mulheres! Não ao feminicídio e ao transfeminicídio! Contra a privatização da vida, o racismo, o machismo, a LBTfobia e todas as formas de violência! Pelo bem-viver e pelo aborto legal e seguro! Democracia! Sem anistia aos golpistas!”.
IFB do Gama sedia palestra sobre educação inclusiva voltado para público-alvo da educação especial
Jornalista: sindicato
A Coordenação Regional de Ensino do Gama, juntamente com os professores do Atendimento Educacional Especializado das EC 22, CEF 01, CEF 03, CEF 08, CEF 11, CEM 01 e Cedel, realizam palestra “O trabalho colaborativo como apoio à inclusão escolar de estudantes públicos-alvo da educação especial”. O evento faz parte das ações da Semana de Conscientização da Educação Inclusiva para estudantes públicos-alvo da educação especial, tem apoio do Sinpro-DF e do IFB-Gama, sendo direcionado à professores da educação básica do Gama.
O professor mestre em educação inclusiva Inácio Athayde-Oliveira da rede de ensino pública do DF, que é pedagogo numa perspectiva bilíngue pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), será o mediador do evento que contará com palestra da docente doutora em psicologia pela Universidade Federal de São Carlos, Enicéia Mendes. Ela é integrante do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da universidade, assim como coordenadora da rede de pesquisadores do Observatório Nacional de Educação Especial (ONEESP).
A temática da palestra refere-se ao título do livro “Ensino colaborativo como apoio à inclusão escolar: Unindo esforços entre educação comum e especial” escrito pela palestrante Enicéia Mendes, em parceria com Carla Vilaronga e Ana Paula Zerbato. De acordo com Marcilene de Carvalho, professora de surdos e alunos com deficiência auditiva do CRE Gama, a palestra será um momento importante de formação para os professores, pois contribuirá para ampliar e qualificar as ações que envolvem o planejamento de todos os agentes envolvidos no ambiente escolar com intuito de promover a reflexão sobre uma nova forma de abordar o ensino dos estudantes públicos-alvo da educação especial.
A professora Enicéia Mendes é uma grande contribuinte da pesquisa sobre a educação inclusiva, atuando em diversos temas relacionados à participação de estudantes público-alvo da educação especial, por exemplo: inclusão escolar desses estudantes no sistema nacional de avaliação da educação básica e ao uso de salas de recursos multifuncionais, jogos e tecnologia no ensino especial.
O professor Inácio Athayde-Oliveira destaca a importância da pesquisa da prática pedagógica inclusiva e colaborativa, além de políticas voltadas para o ensino especial: “Pensar em pressupostos que envolvem o ensino colaborativo com apoio à inclusão escolar de estudantes públicos-alvo da Educação Especial, perpassa pela concretização de princípios que norteiam a prática pedagógica inclusiva em que todos são beneficiados numa sala de aula. Porém, é fundamental a implementação de políticas públicas inclusivas que envolvam as diversas esferas: municipal, estadual/distrital e federal, com respeito”.
O evento acontecerá no dia 6 de março, no período da manhã, de 8h30 às 11h, e no período da tarde, das 14h até às 16h30.
Palestra “O trabalho colaborativo como apoio à inclusão escolar de estudantes públicos-alvo da educação especial”
Local: Auditório do IFB Gama
Data: 6 de março
Manhã: 8h30 às 11h
Tarde: 14h às 16h30
CT’s que atuaram entre 2014 a 2019 têm valores de gratificações a serem recebidos
Jornalista: Vanessa Galassi
Cerca de 3,8 mil professores(as) que atuaram na rede pública de ensino do DF em regime de contratação temporária no período de 2014 a 2019 têm valores a serem recebidos. Para isso, é necessário entrar em contato com o Sinpro.
O montante é referente a ação coletiva do Sinpro, que questiona divergência nos valores de pagamento de gratificações (GAA, GAEE, GARZ, GADERL ou GADEED) registradas naquele período. A ação, impetrada em 2019, foi favorável ao sindicato. Com isso, professores(as) CT’s que tiveram problemas com o pagamento, têm agora direito a receber a diferença, ainda que hoje atuem como professores(as) efetivos ou orientadores(as) educacionais.
Foram representados cerca de 6 mil profissionais. Até agora, 2.188 ações foram ajuizadas.
Como o processo está em fase de execução (fase que garante que a parte vencedora do processo receba o que lhe é de direito), é necessário que o(a) filiado(a) agende atendimento pelo telefone 3031-4400 e apresente-se pessoalmente no Sinpro, com os seguintes documentos:
>> Kit de procuração (fornecido pelo Sinpro);
>> Cópia de RG e CPF (pode ser CNH);
>> Cópia comprovante de endereço;
>> Três últimos contracheques (caso ainda esteja na SEE em vínculo temporário ou efetivo);
>> Fichas Financeiras, de 2014 a 2020, dos vínculos temporários (as fichas financeiras podem ser obtidas no portal do servidor, onde a categoria visualiza os contracheques).
No atendimento feito pela assessoria jurídica do Sinpro, serão feitos os cálculos dos valores devidos e encaminhado o processo. É importante que os(as) professores(as) agilizem o agendamento, já que há prazo para enviar as informações à Justiça.
Cuidado com golpe
O Sinpro alerta que, diante de casos de golpes financeiros, professores(as) devem ficar atentos(as). O primeiro destaque é que o Sinpro NÃO cobra qualquer valor para dar andamentos a processos da categoria.
Além disso, é importante que filiados(as) não passem dados pessoais por email, telefone ou aplicativos de mensagem eletrônica, a menos que tenham certeza de que estão falando com um(a) funcionário(a) do Sinpro. Para confirmar que o contato é realmente do sindicato, entre em contato com a assessoria jurídica, pelo telefone 3031-4400.
DIA MUNDIAL DA AUDIÇÃO: A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS AUDITIVOS E DO ACESSO A DIREITOS
Jornalista: sindicato
Neste domingo (3), comemora-se o Dia Mundial da Audição, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para sensibilizar a população sobre a importância da audição e promover a prevenção da perda auditiva, além de melhorar os cuidados auditivos. A organização aponta que, na região das Américas, aproximadamente 217 milhões de pessoas vivem com perda auditiva, representando 21,52% da população, e espera-se que esse número possa subir para 322 milhões até 2050.
Em 2024, a campanha da Word Health Organization (WHO), organização ligada à ONU, tem como título “Façamos dos cuidados de ouvido e audição uma realidade para todos!” e incentivará ações de prevenção à perda auditiva e a melhoria dos cuidados auditivos, informando sobre a necessidade de superar percepções erradas da sociedade sobre a surdez.
No mundo, mais de 80% das necessidades de cuidados auditivos não são atendidas, e a perda auditiva não tratada representa um custo anual global de quase US$ 1 trilhão, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Visibilidade
O diretor de Políticas Educacionais do Sinpro-DF, Carlos Maciel, ressalta a importância da data e das ações de divulgação e informação relacionadas à deficiência auditiva, tanto para melhorar as condições de vida para a população com deficiência quanto para prevenir a perda auditiva. “Independente da sua condição, se é pessoa com deficiência auditiva ou qualquer outra. É imprescindível abordar o tema da qualidade de vida, para diminuir o preconceito e acabar também com o capacitismo”, considera Maciel.
Ele lembra as dificuldades que a população com deficiência auditiva enfrenta em seu cotidiano, a exemplo da acessibilidade, mobilidade, educação e transporte, e destaca que a surdez pode não ser perceptível à primeira observação, criando obstáculos adicionais, devido à falta de conscientização de quem está em torno sobre suas necessidades.
Para o dirigente, ações como a implementação da lei do cordão com girassol são importantes para a conscientização e o respeito a direitos garantidos e para dar visibilidade aos deficientes auditivos. Criada em 2023, Lei nº 14.624/2023, oficializa o uso do cordão de fita com desenhos de girassóis para a identificação de pessoas com deficiências ocultas ou não aparentes em locais ou serviços públicos.
Desafios da Educação Inclusiva
No Brasil, apenas uma em cada quatro pessoas com deficiência conclui o ensino básico, o que demonstra a dificuldade no acesso à educação por esta população, inclusive os deficientes auditivos, que necessitam de uma educação inclusiva, com professores formados Libras e a cultura surda.
A inclusão escolar de alunos(as) surdos(as) é um desafio, apesar da legislação brasileira garantir esse direito, que também enfrentam a escassez de recursos e materiais adaptados. “As escolas precisam investir mais em acessibilidade tendo mais intérpretes de libras, que deve ser universal, e que todas as pessoas possam estar no espaço físico escolar. A escola deve ter acessibilidade, deve estar pronta para receber todas as pessoas”, explica Maciel. No Distrito Federal, o cenário se torna mais desafiador diante do cenário de sucateamento das escolas.
“A falta de estrutura ofertada pelo governo do Distrito Federal, pelo governo Ibanês, nas escolas, a superlotação, as salas com péssimo ambiente ampliam as possibilidades de, ao longo da carreira, adquirirmos problemas auditivos. Então, precisamos cotidianamente cuidar da nossa audição e precisamos reforçar a cobrança que o GDF precisa fazer com os cuidados, com a carreira, com os profissionais do Magistério Público, do Distrito Federal”, diz Élbia Pires, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do sindicato.
O Sinpro-DF conta um Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência (Coletivo dos PcD) e trabalha para a acessibilidade de toda a comunidade escolar, pelo ensino em libras, assim como para que todos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais portadores de deficiência auditiva tenham acesso pleno ao trabalho, com condições estruturais e materiais.
Inscrições abertas para a IX Corrida do Sinpro: VAGAS LIMITADAS
Jornalista: Letícia Sallorenzo
Foi dada a largada para a primeira parte da IX Corrida do Sinpro: as inscrições para o evento começam hoje e vão até o dia 1º de abril ou até acabarem as vagas, então corra e garanta já a sua vaga! Este ano, a corrida, caminhada e passeio ciclístico ocorrem no domingo 14 de abril, no Parque da Cidade, com largada no Estacionamento 9, às 7h.
As inscrições são gratuitas para filiados e filiadas que estejam com as mensalidades do sindicato em dia.
Este ano, a corrida e a caminhada terão percurso de 5Km, e o passeio ciclístico, 10 Km.
Você pode se inscrever em uma das três modalidades: Corrida, caminhada e ciclismo. Os kits para os inscritos estarão disponíveis de 8 a 12 de abril, no local escolhido, no ato da inscrição, para retirada: sede (SIG) ou subsedes do Gama, Planaltina e Taguatinga.
“Além de proporcionar um excelente momento de lazer, a prática de atividade física promove o convívio social e torna-se espaço para a categoria fazer do esporte um espaço político e de resistência na capital”, lembra o coordenador da secretaria de assuntos culturais do Sinpro, Bernardo Távora.
“A Corrida do Sinpro já se tornou um evento tradicional de nosso calendário anual. É um momento de confraternização, reunião e lazer – e esses momentos também fazem parte de nossa luta!”, diz a diretora do Sinpro Leilane Costa.
A diretora do Sinpro Fátima Almeida, a Fatinha, lembra do aniversário do sindicato, comemorado no dia 14 de março: “A Corrida do Sinpro é uma atividade esportiva e cultural em comemoração aos 45 anos do nosso sindicato! Quero convidar você, que é filiada ou filiado, a se inscrever e participar!”
Clique no botão abaixo e veja o regulamento completo.
Aposentados e pensionistas nascidos em março: atenção para a prova de vida
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O Sinpro informa que os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e os(as) pensionistas que fazem aniversário em março já podem fazer a sua prova de vida. Estes(as) educadores(as) tem até o dia 29 para realizarem o procedimento no mês do seu aniversário, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.
O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.
Aplicativo Prova de Vida GDF
Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.
Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.
Outras formas de fazer a prova de vida
Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O APLICATIVO PARA CELULARES ANDROID
Prazo final para a prova de vida de aposentados e pensionistas nascidos em fevereiro
Jornalista: Letícia Sallorenzo
O prazo para que professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as) e os(as) pensionistas que fazem aniversário no mês de fevereiro façam a prova de vida termina nesta quinta-feira (29). Estes(as) educadores(as) devem ficar atentos e realizar o procedimento no mês do seu aniversário, uma vez que é uma comprovação anual obrigatória e necessária para o pagamento regular de aposentadorias e pensões.
O procedimento pode ser realizado de forma presencial, ou seja, o(a) beneficiário(a) pode ir pessoalmente a qualquer Agência do BRB ou pode fazer virtualmente, por meio do aplicativo disponível nas lojas da iOS e Android. Confira o procedimento virtual no final desta matéria.
Aplicativo Prova de Vida GDF
Criado durante a pandemia da Covid-19, o aplicativo Prova de Vida GDF oferece agilidade no atendimento e comodidade nessa tarefa anual. Para realizar a prova de vida por meio digital, os(as) aposentados(as) e pensionistas precisam baixar o aplicativo Prova de Vida GDF, inserir o CPF e confirmar alguns dados. Após essa etapa, serão solicitadas a captura do documento do(a) beneficiário(a) e uma foto selfie, com boa qualidade, tirada em ambiente bem iluminado.
Para finalizar, o(a) usuário(a) deve informar endereço, número do telefone celular e e-mail. Após preencher e enviar todas as informações, os(as) aposentados(as) receberão um e-mail com a confirmação do resultado da criação dessa conta (login) no aplicativo da prova de vida.
Outras formas de fazer a prova de vida
Aposentados(as) e pensionistas impedidos(as) de comparecer presencialmente em qualquer agência do BRB ou que não tenham acesso ao aplicativo, podem solicitar a visita domiciliar para fazer a prova de vida. O(a) mesmo(a) deverá anexar atestado médico comprovando a impossibilidade. Para beneficiário(a) com mais de 90 anos, também pode ser feita a solicitação pelo e-mail agendamento@iprev.df.gov.br. Brasileiros(as) que residem no exterior, a prova de vida deve ser encaminhada por meio de consulado ou da representação diplomática do Brasil no país em que reside. Basta encaminhar ao Iprev correspondência com declaração de comparecimento emitida pela representação do País com cópia dos documentos autenticados. Se o país onde reside não tiver representação, a pessoa deve acessar o Formulário Específico de Atestado de Vida disponível no site do Iprev: https://www.iprev.df.gov.br/prova-de-vida/
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Na segunda matéria da série sobre superlotação das turmas na rede distrital, vamos abordar os reflexos e as consequências deste problema crônico na educação do DF para estudantes dos anos iniciais do Fundamental. Ao longo das próximas semanas, traremos exemplos e situações das turmas dos anos finais do ensino Fundamental e do ensino médio.
Para dar continuidade à campanha contra a superlotação, convidamos professores e professoras (efetivos(as) e do contrato temporário), além de orientadores(as) educacionais a, juntos, demonstrarmos a superlotação no dia a dia das turmas. Envie seu relato e fotos da sua turma para o e-mail imprensa@sinprodf.org.br.
Escolas Classe superlotadas
Em cada tipo de escola, o prejuízo pedagógico e as consequências da superlotação se revelam de forma diferente. Nas Escolas Classe e Centros de Ensino Infantil, por exemplo, o perfil de estudantes é de crianças, que ainda pedem colo e precisam aprender, dentre outras coisas, a manipular e controlar adequadamente o material escolar. Demandam muita atenção das professoras. Mas a contrapartida do governo ocorre em forma de negligência, descaso e muito improviso. E o improviso de agora vai sair caro na próxima década.
“Deveria haver 28 crianças matriculadas na minha turma de primeiro ano, mas eu estou com 31 alunos. São crianças de 6 anos, em fase de transição, acabaram de chegar da educação infantil. O processo de adaptação delas é mais demorado. Não é possível abarrotar uma turma de primeiro ano Fundamental”, reclama a professora Ana Paula Aguiar, da EC 01 do Lago Sul.
“Nas turmas de alfabetização, a falta de um olhar para as individualidades, diferentes contextos, ritmos e estilos de aprendizagem gera prejuízos incalculáveis que podem se estender por todo o processo de escolarização, gerando a necessidade de maiores investimentos para a recomposição das aprendizagens que não foram construídas no período próprio. A alfabetização malfeita hoje vai se tornar, daqui a cinco ou dez anos, uma demanda por turma de readequação etária, e isso tem um custo – financeiro e humano”, lembra Olga Freitas, que é Pedagoga, Doutora em Educação, Mestra em Neurociência do Comportamento, doutoranda em Neurociência Cognitiva, Especialista em Gestão Educacional, em Língua Brasileira e Sinais, em Neuropsicologia e em Neuropsicopedagogia.
Olga observa todas as consequências (físicas, intelectuais, pedagógicas e laborais) de se apinhoar crianças e jovens além da conta em espaços insalubres.
Escolas sucateadas
As crianças e jovens ficam cada vez mais apertados dentro das salas, muitos desses locais com sérios problemas de ventilação. Num mundo onde as ondas de calor extremo só fazem se intensificar, os problemas causados pela superlotação das salas de aula tendem a se agravar.
“Imaginemos essas salas de aula nos períodos quentes? Sem ventilação, iluminação, isolamento térmico adequado, tornam-se espaços degradantes, inóspitos mesmo. Isso é sum sufocamento material e simbólico do direito à educação, do acesso e permanência na escola com êxito nas aprendizagens”, lembra Olga.
Todo ano, a SEE-DF anuncia a reforma e construção de dezenas de escolas. Mas ninguém sabe, ninguém viu essas escolas reformadas ou construídas. Já notícias de escolas sucateadas não faltam. Veja nosso panfleto a respeito.
A EC 01 do Lago Sul precisa de manutenção há anos, mas não consegue a atenção da SEEDF. Além das turmas cheias, o pátio central está todo quebrado, precisando de reforma e pintura. As salas são pequenas e as janelas, do tipo basculante, sem manutenção há anos estão emperradas. “Várias colegas do turno da tarde passaram mal durante as ondas de calor extremo no ano passado”, conta a professora Ana Paula.
“É uma verdadeira asfixia do processo de desenvolvimento de crianças e jovens, especialmente das classes menos favorecidas, que têm (ou pelo menos deveriam ter) na escola um dos principais espaços de desenvolvimento pleno e integral”, completa Olga.
“Tenho colegas com três alunos especiais em sala. Tivemos turmas fechadas no ano passado, e hoje há turmas com 20 alunos pequenos, em alguns casos com 3 crianças com de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) numa única turma”, conta Ana Paula.
Do Lago Sul para Sobradinho a realidade não muda muito. Embora a EC 11 de Sobradinho esteja em reformas, a grande incógnita é com relação à quantidade de profissionais para atenderem às novas turmas que serão abertas com as novas salas construídas. “Atualmente, 60% de nosso pessoal é do regime de contrato temporário. Os professores efetivos foram aposentando, e não houve reposição das vagas”, conta uma das professoras da escola.
Com o PDE negligenciado, falta estratégia – de matrícula e de educação
Outros números explicam o caos e a negligência generalizada na educação local. De acordo com levantamento do Tribunal de Contas, o Distrito Federal que investia 3,1% do PIB na educação em 2015 chegou a 2024, o mais recente ano da gestão Ibaneis, investindo 2,6% do PIB. Houve redução do orçamento para a educação. Isso se traduz, de saída, em falhas no arranjo da oferta de vagas diante da demanda total da educação básica obrigatória. Por esse e por outros motivos, o TCDFT deu até março para a SEEDF explicar por que não está cumprindo com as metas do PDE.
“Em vez de impor normativas que validam o amontoamento de estudantes em espaços paralisantes, o GDF deveria minimamente tentar cumprir o PDE que, em suas diretrizes, prevê o planejamento estratégico e sua implementação para a construção e reforma de unidades escolares a partir do levantamento das necessidades da população”, analisa Olga Freitas.
Mas nem só de mobiliário urbano se faz uma escola, como lembra a diretora do Sinpro Márcia Gilda: “É preciso nomear os professores(as) e orientadores(as) educacionais que já estão aprovados no concurso de 2022, e chamar novo concurso público para o magistério. Fazer isso é, de alguma forma, tentar mitigar dez anos de negligência com as metas do Plano Distrital de Educação.” Inclusive, o TCDFT aguarda respostas.
Tire uma foto e envie para a gente
Foram confeccionadas placas para denunciar a superlotação nas salas de aula. Solicite à diretora ou ao diretor do Sinpro que atende a sua escola uma placa, escreva com pincel de lousa o número ideal de alunos da sua turma e quantos existem de fato. Tire uma foto da placa presa perto da porta da sua sala de aula e envie a imagem (com o nome da escola, regional, e a turma em que você leciona) para imprensa@sinprodf.org.br