Dia internacional de luta das mulheres terá ato político-cultural em Brasília

O Sinpro-DF convida todos e todas a participarem das atividades do Dia Internacional de Luta das Mulheres realizado pela  CUT-DF, sindicatos e movimentos de mulheres de Brasília e do entorno, em um ato político-cultural no dia 8 de março, às 16h,  na praça Zumbi dos Palmares (em frente ao Conic).  A data terá uma série de atividades para destacar as conquistas das mulheres e reivindicar mais direitos e dignidade.

A mobilização aborda a dramática realidade da violência contra a mulher no Distrito Federal. O feminicídio foi crime que mais cresceu em 2023 no DF. O número dobrou entre 2022 (17 casos) e ano passado (34), segundo Secretaria de Segurança Pública, em um aumento de 100% de mortes. As tentativas de feminicídio tiveram um aumento de 110% – o número passou de 37 para 78.

“O ensino antimachista é importante para combater e enfrentar a tragédia do feminicídio e a violência contra a mulher”, destaca Mônica Caldeira, diretora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, lembrando a importância da Educação para a mudança da sociedade.

O Sinpro-DF se soma ao evento que contará ainda com a apresentação das cantoras Emília Monteiro, com um repertório de ritmos do norte, Kris Maciel que promete animar a noite com samba, e Alê Terribili canta MPB dançante a partir das 19 horas.

Caldeira destaca a importância da presença de todas(os) professoras(es), orientadoras(es) educacionais e educadoras(es) da carreira do Magistério no ato de luta por direitos e liberdades.

“O 8 de março é importante para marcar a constante luta das mulheres por liberdade, pela implementação de  políticas públicas e para a manutenção de direitos. O ato integra as centenas de eventos que acontecerão pelo país durante o mês. Temos muito a construir  para conquistar a emancipação das mulheres”.

 

Dia Internacional de Luta das Mulheres
Data:  8 de Março
Local: Praça Zumbi dos Palmares (em frente ao Conic), Brasília
Ato político às 16h
Programação cultural às 19h:
Emília Monteiro
Kris Maciel
Alê Terribili 

 

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MPDFT se soma ao Sinpro pela urgência do cumprimento do acordo de greve

A necessidade de dar celeridade ao cumprimento do acordo de greve firmado pelo governo do Distrito Federal com a categoria do magistério público recebeu amplo apoio da Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (ProEduc) e a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC). O posicionamento dos órgãos que tutelam o direito à educação e os direitos constitucionais dos cidadãos foi registrado em reunião solicitada pela Comissão de Negociação do Sinpro, realizada nesta quarta-feira (28/2).

No encontro, os(as) representantes do sindicato revisaram ponto a ponto o acordo de greve aprovado pela categoria como condição para suspender a greve da Educação realizada no ano passado. Entre os pontos de destaque, a Comissão de Negociação abordou a urgência de nomeação dos(as) aprovados(as) no último concurso público; o número insustentável de contratações temporárias para a rede; e a ampliação da carga horária para 40 horas àqueles(as) que já formalizaram requerimento.

O procurador de Justiça José Eduardo Sabo Paes, da PDDC, se comprometeu a realizar reunião com a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, com o secretário de Estado de Economia, Ney Ferraz Júnior, e com Secretário de Estado-Chefe da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha. A previsão é de que a devolutiva seja feita ao Sinpro antes do dia 20 de março, quando será realizada assembleia da categoria.

>> Leia também: ASSEMBLEIA DO DIA 20 ABRE CAMPANHA SALARIAL 2024

“Com responsabilidade, o Sinpro coordenou o movimento grevista e alcançou um acordo histórico para a categoria, diante de uma conjuntura de arrocho e desvalorização dos serviços públicos. Negociamos, discutimos, pressionamos. Mostramos ao governo que temos palavra. E é por isso que cobramos celeridade no cumprimento do acordo de greve. A reunião desta quarta mostrou que a urgência do cumprimento de tudo que foi acordado é apoiado por órgãos estruturantes para o funcionamento da democracia, dos direitos da sociedade. Esperamos que o GDF reflita sobre isso e faça sua parte”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

No dia 8 de março, o Sinpro se reunirá com a Secretaria de Orçamento, Planejamento e Gestão e a Secretaria de Educação, dando continuidade à Mesa de Negociação, um dos itens do acordo de greve.

Nomeação
Durante reunião desta quarta (28) com a Proeduc e a PDDC, a Comissão de Negociação do Sinpro apresentou uma série de documentos que comprovam o déficit de profissionais efetivos na rede pública de ensino e a urgência de se nomear, o quanto antes, os(as) aprovados(as) no último concurso público do magistério.

O grupo ainda citou a constitucionalidade da Lei n° 6.488/2020, conhecida como Lei Claudio Abrantes, que permite o aproveitamento de candidatos habilitados além do número de vagas previstas em concursos no DF.

“Ficou claro que os procuradores têm a mesma preocupação que o Sinpro quanto ao número de contratos temporários na rede pública. Assim como nós, eles entendem que isso gera prejuízos imensuráveis à sociedade, não pela capacidade profissional dos professores e das professoras, mas pela perversidade que esse tipo de contratação representa tanto aos profissionais quanto a toda comunidade escolar”, pontua a diretora do Sinpro Berenice Darc.

Leia também: CONCURSO 2022 | SINPRO PRESSIONA E SEEDF APRESENTA CRONOGRAMA DE NOMEAÇÃO

Amplia Já!
A ampliação da carga horária para 40 horas para quem já formalizou requerimento também foi pauta da reunião entre a Comissão de Negociação do Sinpro, a Proeduc e a PDDC. No encontro, o sindicato ressaltou que termina nesta quinta-feira (29/2) o prazo dado pela secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, para o cumprimento do ponto firmado no acordo de greve.

Durante a reunião, os procuradores entraram em contato com a SEEDF, que informou que o tema está na Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão, e aguarda liberação de recurso.

“Essa é uma das nossas pautas urgentes. Pela lógica administrativa, primeiro há ampliação da carga horária para depois haver nomeações e contratação de contrato temporário para vagas que não há efetivo. Mas o GDF deixou iniciar até o ano letivo, contratou 16 mil novos contratos temporários e ainda não cumpriu esse ponto do nosso acordo de greve”, afirma a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

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Donas do Dom cantam Bethânia em evento que celebra 45 anos do Sinpro e 8 de março

No dia 8 de março, a partir das 20h30, no Karekas Bar, em Taguatinga Norte (Praça da CNF 2), o grupo Donas do Dom interpreta canções imortalizadas pela cantora Maria Bethânia. O show “Estado de Poesia” faz parte da programação em comemoração aos 45 anos do Sinpro e em celebração ao Dia Internacional de Luta das Mulheres. Professores(as) e orientadores(as) educacionais filiados ao sindicato não pagam couvert artístico.

“É um momento de celebração e luta! Temos que lembrar que a cultura e a arte também são revolucionárias. Por isso, fazemos o convite para que toda a categoria do magistério público se encontre nesse evento primoroso”, diz o diretor do Sinpro-DF Bernardo Távora.

Já a diretora do sindicato Mônica Caldeira lembra que o grupo Donas do Dom traz consigo a potência da categoria do magistério público, composta majoritariamente por mulheres. “É um grupo que tem na composição professora da rede pública, poeta e, sobretudo, que traz consigo o protagonismo das mulheres”, afirma.

Donas do Dom
Formado pelas cantoras Lina Renhem, Nanci Araujo e Rejane Pitanga, além da poeta Jirlene Pascoal, Donas do Dom nasceu no 8 de março de 2023. O grupo ainda conta com os músicos Magoo Vale Rio (violão), De Sá Viana (violão), Beto Nascimento (baixo) e Bento (percussão).

Com vasta trajetória musical no cenário do DF, as artistas montaram o espetáculo intitulado “Estado de Poesia”, que será apresentado no Karekas Bar. O show, que traz poemas e músicas interprestadas por Maria Bethânia, é feito com cuidado na escolha do repertório, do figurino e do cenário.

 

Revista Mátria homenageia Raquel Guisoni: militante da educação pública e Igualdade de Gênero

No mês dedicado às mulheres, a 22ª edição da Revista Mátria celebra suas conquistas em uma edição que conta com histórias inspiradoras e conteúdos relevantes que abordam os desafios e as perspectivas das mulheres brasileiras. A homenagem da capa é para Raquel Guisoni, voz ativa na defesa da igualdade de gênero, além de seu compromisso na luta sindical e pela educação pública.

A edição traz 84 páginas com reportagens e artigos especiais sobre política, direitos, desafios, trabalho e as atuais perspectivas para as mulheres brasileiras. Publicada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação (CNTE), traz os conteúdos com uma abordagem cuidadosa sobre as questões de gênero, raça e sexualidade, enquanto explora as perspectivas da pluralidade da mulher em relação a um projeto educacional.

A secretária de Relações de Gênero da CNTE e coordenadora da revista, Berenice Darc, destaca que a publicação aborda a possibilidade da construção de políticas públicas afirmativas para as mulheres, observando-se a pluralidade, religiosidade, diferenças culturais e de raça. Ao portal da Confederação, ela destaca a homenagem especial a Guison. “A Mátria” é uma revista muito aguardada para o mês de março e ela tem uma construção sempre muito cuidadosa. Nesta edição, temos algo especial que é a nossa homenagem à Raquel Guisoni. Junto a outras mulheres, ela foi responsável por consolidar uma política importante voltada para a igualdade de gênero na Confederação”, disse.

A partir de 1º de março, os conteúdos da 22ª edição da Revista Eclética estarão disponíveis para leitura no site oficial da publicação, mas a versão em PDF para leitura online da Revista Mátria já está disponível para download. Nos próximos dias, todas as entidades filiadas à CNTE receberão a edição impressa.

CNDM: anos de resiliência em defesa de direitos

A revista traz reportagem sobre a resiliência do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) em defesa dos direitos desde o impeachment sofrido pela ex-presidenta da república, Dilma Rousseff, em 2016. A publicação aponta que a instância foi enfraquecida pelos nos governos posteriores, com a perda de membros e o enfrentamento de políticas que trouxeram retrocessos à vida das mulheres.

Na reportagem, a diretora do Sinpro-DF, Berenice D’arc, que é conselheira do CNDM e secretária de Relações de Gênero da CNTE, destaca a importância do Conselho no acompanhamento das políticas para as mulheres em todos os governos, e aponta o retrocesso dos últimos governos em relação aos direitos e às políticas públicas voltadas às mulheres.

“Era sempre uma disputa grande para manter o pouco que conseguimos assegurar. Mas foi um período em que, infelizmente, tivemos derrotas e retrocessos nas políticas públicas para as mulheres”, lamenta Berenice. “Tempos muito difíceis com o papel duro de fazer a disputa para acompanhar e manter algumas dessas políticas”, diz.

Criado em 1985, o CNDM tem como objetivo formular e propor diretrizes de ação governamental para garantir a igualdade de gênero.

Distribuição

A partir de 1º de março, os conteúdos da 22ª edição da Revista Eclética estarão disponíveis para leitura no site oficial da publicação, mas a versão em PDF para leitura online da Revista Mátria já está disponível para download. Nos próximos dias, todas as entidades filiadas à CNTE receberão a edição impressa.

A Mátria é distribuída gratuitamente para sindicatos, escolas e bibliotecas públicas.

 

Edição 22º da Revista Mátria, em PDF,  para download 

 

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Espetáculo “De Boca em Boca”, do Paepalanthus, no TV Sinpro desta quarta (28)

O espetáculo teatral “De Boca em Boca”, do grupo Paepalanthus, será transmitido na íntegra no TV Sinpro desta quarta-feira (28/2). O programa é veiculado na TV Comunitária do DF (canal 12 da NET), às 19h, com retransmissão no canal do Youtube do Sinpro e no Facebook do sindicato.

A peça teatral traz de volta os contos populares que influenciaram gerações. Essas histórias eram passadas de boca em boca, em um tempo em não havia Internet, televisão, rádio. A literatura oral era fortalecida por pais, avós e outros idosos da comunidade, que contavam longas narrativas. “E assim, de boca em boca, as histórias contam o mundo”, afirma a direção do espetáculo.

O grupo
O grupo Paepalanthus é formado por Aldanei Menegaz, Miriam Rocha, Rose Costa e Simone Carneiro. Com trajetórias individuais de mais de 25 anos na arte narrativa, elas se reuniram para fortalecer seus objetivos de compartilhar histórias e os benefícios que delas ecoam, tanto para quem conta como para quem ouve.

O Paepalanthus – nome de flor do cerrado que cresce em lugares altos e arenosos – tem mais de uma década de existência. O grupo vem elaborando formas de expressividade artística e verbal para realização dos seus espetáculos literários, implementado diversas ações no Distrito Federal e entorno que contribuem para o enriquecimento e a valorização da identidade cultural da capital federal.

 

Reunião organiza 27ª Turma de Formação Sindical – Etapa Básica, nesta segunda (4)

Nesta segunda-feira (4/3), o Sinpro realizará reunião às 19h, na sede do sindicato, para organizar a 27ª Turma de Formação Sindical – Etapa Básica. O curso será nos dias 16 e 17 de março (sábado/domingo), durante todo o dia, no Centro de Treinamento Educacional da CNTI, em Luziânia (GO). A atividade, que conta como formação continuada pela Secretaria de Educação do DF, é gratuita e exclusiva para professores(as) e orientadores(as) educacionais filiados(as) ao Sinpro.

O curso é dividido em três blocos, com total de 72 horas-aula. Nesta primeira etapa, serão discutidas questões como história do mundo sindical, Plano de Carreira do Magistério, além de pautas sociais. As aulas são presenciais, com atividades complementares realizadas em plataforma digital.

“A partir de estudos, reflexões e debates, os participantes e as participantes serão levados a perceber, do ponto de vista histórico e social, como as conquistas foram alcançadas, e observarão que a organização coletiva dos trabalhadores e das trabalhadoras é fundamental para isso”, explica a diretora do Sinpro Vanilce Diniz.

Segundo ela, o curso não se restringe aos pontos específicos da categoria do magistério público. “A formação também aborda temas sociais como: o impacto do racismo nas relações humanas, sociais, de trabalho e financeiras; o papel da mulher na sociedade, a luta da comunidade LGBTQIAPN+ por respeito e dignidade, e vários outros assuntos”, conta a dirigente sindical.

A ideia é que os(as) participantes do curso de formação levem para a sala de aula os temas abordados durante os dois dias de atividades.

Como participar?
Para participar da 27ª Turma de Formação Sindical – Etapa Básica do Sinpro basta ser filiado(a) ao sindicato e participar da reunião do dia 4 de março, segunda-feira, às 19h, na sede do sindicato.

Serão abertas 60 vagas para a primeira etapa do curso de formação. O Sinpro providenciará transporte para os(as) inscritos, saindo da sede do sindicato no dia 15 de março, à noite. Quem se inscrever no primeiro módulo, terá vaga garantida nos dois módulos seguintes.

O curso de formação do Sinpro é realizado em parceria com a Escola Centro-Oeste de Formação Sindical da CUT – Apolônio de Carvalho.

Estado laico: o direito à escola pública plural e democrática

O Sinpro-DF se manifesta publicamente em defesa da laicidade do ensino público, um direito do(as) estudantes brasileiros(as), e repudia a intenção de setores da sociedade em inserir conteúdo ou princípios religiosos na Educação. A escola é um espaço da construção crítica do conhecimento, da inclusão e de respeito às diferenças, às crenças dos alunos e de suas famílias, sem a imposição de quaisquer religiões ou crenças.

No último dia 20, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) abriu espaço para uma reunião pública onde se defendeu a participação da comunidade cristã na Educação, para que “não haja distorções dos ensinamentos bíblicos” e para “a preservação da vida e da família”, segundo divulgado pelo portal da CLDF. Causa preocupação a manifestação do autor da iniciativa, o deputado João Cardoso (Avante), que falou da importância da participação dos religiosos na formulação dos conteúdos do ensino público e privado, com “valores cristãos”.

A  imposição de conteúdo ou valores religiosos no ensino público viola a laicidade do Estado, definido pela Constituição Federal brasileira, de 1988. Não cabe ao Estado interferir na crença dos cidadãos. Como disse o educador Paulo Freire, a escola é um espaço de promoção da emancipação individual e coletiva. Por isso, deve ser um espaço que não pertença a qualquer ordem religiosa. O  conhecimento é produzido pela interação crítica da comunidade escolar, formada por pessoas das mais diversas religiões e credos, e, exatamente por isso, é um ambiente rico de multiplicação do aprendizado.

Não existe religião oficial do Brasil, um país plural, e o ensino público não deve abrir nenhuma exceção para que religião alguma se torne majoritária. A imposição de valores ou a exclusão por fatores de crença no ensino configura uma relação autoritária e intimidatória e impede a geração de conhecimento e do aprendizado.

A laicidade é o princípio que impulsionou a separação moderna entre a Igreja e o Estado e ganhou força com a Revolução Francesa (1789-1799). No Brasil, a separação oficial entre instituições religiosas e o Estado ocorreu há 134 anos. Além disso, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que afirma que “toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos”.

A sociedade deve estar aberta à inclusão, ao compartilhamento ao conhecimento de culturas e vivências, de forma democrática e crítica, para o seu pleno desenvolvimento, respeitando-se as liberdades individuais, inclusive à crença e à religiosidade, sem imposições autoritárias.

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GDF tem até março para explicar à Justiça descumprimento do PDE

Relatório técnico de avaliação do Plano Distrital de Educação (PDE) realizado pelo Tribunal de Contas do DF registrou redução do percentual investido em educação em relação ao Produto Interno Bruto do Distrito Federal (PIB). A auditoria, finalizada neste mês de fevereiro, ainda indica várias outras falhas, deficiências, fragilidades, inadequações e ineficiências que criam um abismo entre as ações do GDF e as metas do PDE.

“O que a gente constatou foi que, ao longo dos últimos anos, ao invés de alcançar a meta 20 do PDE, ou seja, dobrar o percentual de investimento em relação ao PIB, o que aconteceu com muita força foi diminuir. Saímos de 3,1% do PIB em 2015 para 2,6% agora no último ano de gestão de Ibaneis”, afirma o deputado distrital Gabriel Magno (PT/DF).

Presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa, o parlamentar entrou com várias representações no TCDF, em 2023, denunciando problemas na gestão da Secretaria de Educação, principalmente sobre o descumprimento das metas do PDE.

Várias dessas ações constam no relatório técnico de avaliação do PDE. Além da redução do percentual investido em relação ao PIB do DF, a auditoria ainda aponta:

>> Falhas no arranjo da oferta de vagas diante da demanda total da educação básica obrigatória;
>> Inadequações em itens da infraestrutura escolar;
>> Inconformidades no funcionamento do Parque Tecnológico das escolas;
>> Deficiência nos processos de Monitoramento e Avaliação do Plano Distrital de Educação;
>> Falhas na transparência do monitoramento e avaliação do PDE;
>> Insuficiente mensuração do custeio por aluno na rede pública de ensino do DF, acompanhada de baixa eficiência dos gastos em educação;
>> Falhas na integração entre as Leis Orçamentárias e o PDE;
>> Ineficácia e lacunas na implementação de programas para correção de distorção idade/ano e do déficit de aprendizagem, respectivamente;
>> Não implementação das atividades de Busca Ativa para a população de 4 a 17 anos fora do ambiente escolar.

“O que o TCDF levantou é exatamente o que o Sinpro vem repetindo há tempos: o governador Ibaneis Rocha sucateia a educação pública do DF. São salas superlotadas, escolas com infraestrutura precária, déficit de professores efetivos, EJA e educação inclusiva prejudicadas, desvalorização da carreira do magistério. Tudo isso vai na contramão do que trazem as metas do PDE. E isso significa que a política de Ibaneis para a educação é caótica, desrespeitosa e prejudicial à sociedade e à democracia”, avalia a diretora do Sinpro-DF Márcia Gilda.

Segundo ela, “o Sinpro vai continuar atuando para que os órgãos de controle do DF imponham ações ao GDF para que o investimento necessário à educação pública seja retomado”.

No texto preliminar do relatório técnico de avaliação do PDE, o TCDF ainda indica o prazo de 30 dias (a partir do dia 17 de fevereiro) para que o GDF se manifeste “acerca dos achados”.

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Voto feminino: 92 anos

Você sabia que as mulheres brasileiras estão entre as primeiras no mundo a terem direito ao voto? E que a primeira eleição brasileira que contou com a participação do voto feminino foi a de 1933, em que elas elegeram a Assembleia Nacional Constituinte de 1934?

Tudo isso aconteceu graças ao decreto promulgado no longínquo 24 de fevereiro de 1932. Nessa data foi promulgado o decreto 21.076. além da garantia do voto feminino, esse decreto estabeleceu outras duas importantes instituições brasileiras: o voto secreto e a Justiça Eleitoral.

Passados 92 anos dessa data, somos a quarta maior democracia do mundo – em número de habitantes e em número de eleitores. E a única do mundo que apresenta os resultados das eleições horas após o fim da votação. Nossa trajetória histórica é admirada por americanos, que se ressentem de seu processo eleitoral, antiquado e engessado na realidade de quase 250 anos atrás.

Chegamos às últimas eleições, em 2022, com um total de 156.454.011 de indivíduos aptos a votar. Desse total, 82.373.164 são do gênero feminino e 74.044.065 do masculino. O número de eleitoras representa 52,65% do eleitorado, enquanto o de homens equivale a 47,33%. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres são maioria do eleitorado nacional desde as eleições de 2000. Em 2016, nos tornamos maioria também em todas as Unidades da Federação e no exterior: das 697.078 pessoas que moram fora do país e se habilitaram para votar para o cargo de presidente da República, 408.055 (59%) são mulheres e 289.023 (41%) são homens.

A nós, mulheres, ainda há muito o que conquistar. Precisamos lutar por mais espaços nas cortes superiores de justiça. Precisamos lutar por uma sociedade mais justa, mais igualitária, onde homens e mulheres dividam igualmente não só os espaços de trabalho e poder, como as obrigações domésticas.

A luta começou há muito tempo. E não tem hora pra terminar.

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Prêmio Educar, para projetos de educação antirracista, está com inscrições abertas

Estão abertas até o dia 31 de março as inscrições para a 9ª edição do Prêmio Educar. A premiação celebra práticas que combatem o racismo e promovem a diversidade étnico-racial.

O prêmio foi criado em 2002 pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), e tem como objetivo identificar, difundir, reconhecer e apoiar práticas pedagógicas e de gestão escolar vinculadas à temática étnico-racial, de combate ao racismo e de valorização da diversidade étnico-racial.

As outras edições do prêmio contaram com pouquíssimas participações de projetos da região Centro-Oeste, e a organização do evento convida educadores e educadoras de Brasília a inscreverem seus trabalhos antirracistas para concorrer na premiação.

O site com o formulário de inscrição, o edital e todas as informações do prêmio estão no link abaixo.

Inscreva-se

 

Categorias e premiações

Podem se inscrever para a premiação docentes e gestores(as) de escolas públicas ou particulares de qualquer categoria e modalidade do ensino básico, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Quilombola, Indígena, Profissional e Tecnológica, Especial e a Distância.

O Prêmio Educar está dividido em duas categorias: Práticas Docentes e Escola. A categoria prática docente, destinada a professores e professoras, se divide em práticas pedagógicas realizadas entre 2021 e 2023 e práticas pedagógicas projetadas; a categoria Escola tem apenas uma modalidade: Gestão com Equidade Antirracista.

Cada categoria contará com 16 finalistas, dos quais 8 serão premiados, sendo 2 de Educação Infantil, 2 de Ensino Fundamental Iniciais, 2 Ensino Fundamental Finais e 2 Ensino Médio.

Na categoria Práticas Docentes cada um dos os 8 projetos premiados receberá R$ 7.000,00, mais 1 Kit de livros na temática da equidade racial e de gênero na educação básica e a participação em curso virtual de formação continuada na temática da equidade racial e de gênero na educação básica. Na categoria Escola, cada uma das oito práticas finalistas receberá R$ 10.000,00, mais o kit de livros e o curso de formação virtual. A premiação ocorre no segundo semestre.

Os(as) professores(as) premiados(as) passam a fazer parte de uma rede de educadores. Os 32 trabalhos selecionados (16 de cada categoria) podem ser publicados em um Livro/Catálogo (virtual), os quais serão descritos e indicados como exemplos de práticas educacionais bem-sucedidas.

Escola do DF premiada em 2022

Um dos projetos premiados na categoria Escola, na última edição do Prêmio Educar, ocorrida em 2022, foi o trabalho do Centro de Ensino Infantil 01 de São Sebastião “Festival de Valorização das Cultural Afro, Brasileira e Indígena”.

O Festival é realizado anualmente no “Centrinho”, e tornou-se referência pela profunda pesquisa e informação por parte do corpo docente da escola, e por tornar fácil às crianças da escola o acesso às culturas de povos de matriz africana e indígena no Brasil. A coordenadora da escola, Francineia Alves da Silva, conta que a “tecnologia ancestral” do projeto é que acaba por fazer a diferença: “é a tecnologia da roda de conversa, da contação de história, da música, do desenho, da pintura, e da arte que movimenta a população negra. As Leis 10.639/03 e 11.645/08 [que incluíram no currículo oficial das redes de ensino a História e Cultura Afrobrasileira e História e Cultura Indígena, respectivamente] vieram para a gente fazer esse resgate histórico”.

Francineia conta a emoção de receber o prêmio Educar: “às vezes, a gente não tem ideia da potência dos projetos que a gente desenvolve, e quando a gente se vê no meio de tantas escolas, a gente se dá conta da importância desse prêmio e do nosso trabalho. O legal do Prêmio Educar é perceber que a gente não está sozinha no nosso trabalho. É uma emoção indescritível!”

A coordenadora pedagógica do Centrinho também destaca a importância da educação antirracista: “As pessoas precisam entender que trabalhar a conscientização do racismo e as práticas antirracistas é trabalho para todo o ano letivo, e a escola é o lugar perfeito para executar esse trabalho”.

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