Sinpro pressiona e GDF garante nomeação de aprovados em concurso
Jornalista: Vanessa Galassi
O chefe da Casa Civil do DF, Gustavo do Vale Rocha, afirmou nesta segunda-feira (11/12) que nomeará imediatamente quase 800 aprovados(as) no concurso do Magistério Público de 2022. Além disso, será apresentado um cronograma de novas nomeações em janeiro de 2024. A manifestação foi realizada em reunião com a Comissão de Negociação do Sinpro-DF, intermediada pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT).
O compromisso foi de nomear 776 professores(as) e 20 orientadores(as) educacionais aprovados(as) no último certame. O quantitativo corresponde ao número de vagas imediatas previstas no edital do concurso.
Já o calendário que será elaborado tem como objetivo indicar e sistematizar a nomeação dos(as) 3.104 professores(as) e 80 orientadores(as) educacionais que ficaram no cadastro reserva.
Na reunião desta segunda, a Comissão de Negociação do Sinpro destacou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2024, que norteia a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o mesmo ano, previa a entrada de 6,2 mil novos professores(as) e 1 mil orientadores(as) educacionais na rede pública do DF. Entretanto, o governador do DF, Ibaneis Rocha, vetou o trecho do texto e lançou na proposta orçamentária de 2024 a convocação de apenas 630 servidores para o setor.
O chefe da Casa Civil ponderou e afirmou que a LDO é autorizativa e não impositiva, podendo ser alterada durante o ano. Rocha ainda disse que um novo concurso para o Magistério Público será organizado em 2024.
Para a Comissão de Negociação do Sinpro, é necessário “compromisso e respeito do GDF com a educação pública e seus profissionais”. O grupo foi enfático ao dizer ao chefe da Casa Civil do DF que o cumprimento do acordo de greve, na íntegra, é fundamental, já que a Greve da Educação não foi finalizada, mas sim suspensa.
40 horas
Na reunião desta segunda-feira (11/12), o chefe da Casa Civil do DF afirmou que professores(as) e orientadores(as) educacionais que formalizaram requerimento para ampliação da carga horária para 40 horas semanais serão atendidos em fevereiro de 2024.
No dia 18 de dezembro, será realizada mais uma rodada da Mesa de Negociação Permanente. Desta vez, a reunião da Comissão do Sinpro será com representantes da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do DF, e terá na pauta não só os itens que estão no acordo de suspensão da greve, mas também as demais pautas da categoria que não estão inseridos no documento.
Aprovados em concurso dão o sangue pela educação pública
Jornalista: sindicato
Professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovados(as) no último concurso do Magistério Público em vaga imediata e no cadastro reserva realizarão ato com doação de sangue dia 12 de dezembro (terça-feira). A ação, chamada pelo Sinpro-DF, marca a campanha “Convoca Já!”, e está agendada para 9h45, no Hemocentro (Setor Médico Hospitalar Norte, próximo ao HRAN).
“Vamos mostrar que estamos dando o sangue pela educação pública de qualidade. Já fomos aprovados e aprovadas no concurso. Estamos prontos e prontas para ir para as salas de aula e fazer uma educação pública de qualidade ”, afirma a diretora do Sinpro-DF Ana Bonina.
A sindicalista lembra que o governador Ibaneis Rocha anunciou a nomeação de alguns aprovados no concurso de 2022, mas que o quantitativo “é totalmente insuficiente”. “As 766 nomeações anunciadas por Ibaneis estão longe de cobrir o déficit de 9 mil professores na rede pública. E para orientadores, que também são deficitários nas escolas públicas, o anúncio foi da convocação de apenas 20 aprovados”, denuncia a diretora do Sinpro.
Segundo dados da Secretaria de Educação, atualmente, 70% dos professores(as) em regência estão em regime de contratação temporária. “Professores e professoras com contrato temporário são altamente qualificados, mas têm direitos precarizados. A gente quer professores e professoras com direitos plenos. Além disso, a alta rotatividade dos professores substitutos inviabiliza o acompanhamento do aprendizado dos estudantes e dificulta o planejamento das atividades escolares”, esclarece a diretora do Sinpro-DF Márcia Gilda.
Entre vagas imediatas e cadastro reserva do último concurso do Magistério Público do DF, foram aprovados 3.880 professores(as) e 100 orientadores(as) educacionais. O GDF chegou a assinar documento se comprometendo a nomear todo o quantitativo.
Orientações para doar sangue
O Hemocentro de Brasília apresenta algumas orientações para ser doador(a) de sangue. As principais são:
>> Ter entre 16 e 69 anos
>> Pesar mais de 51 quilos
>> Dormir pelo menos 6 horas, com qualidade, na noite anterior à doação
>> Não ingerir bebida alcoólica nas últimas 12 horas antes da doação
>> Não fumar 2 horas antes da doação
>> Estar bem alimentado(a) e nem hidratado(a)
>> Evitar alimentos gordurosos, como leite, frituras e massas
>> Estar com documento de identificação oficial com foto em mãos
Para dar qualidade ao atendimento, o Hemocentro de Brasília realiza agendamento para doação de sangue. A marcação pode ser feita pelo site https://www.hemocentro.df.gov.br/. Entretanto, a direção da fundação afirma que, caso o(a) doador(a) não consiga realizar o agendamento via internet, pode se dirigir diretamente ao Hemocentro das 7h15 às 18h, de segunda a sábado.
A Campanha Convoca Já! está nas ruas, nas escolas e na mídia. Para dar corpo à luta, o Sinpro espalhou outdoors em pontos estratégicos da cidade; vem fazendo visitas formativas nas escolas e com a publicação de vídeos sobre o tema na rede local de TV vídeo.
10 de dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos
Jornalista: Maria Carla
O Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado no dia 10 de dezembro. Nesta data, em 1948, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), como uma resposta aos crimes cometidos durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais do século XX.
Atualmente, além da comemoração da Carta dos Direitos Humanos, o dia 10 marca o encerramento dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” em todo o planeta. No Brasil, esse movimento em defesa da vida das mulheres é chamado de “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. Confira informações sobre o tema a segunda parte desta matéria.
Declaração Universal dos Direitos Humanos
A Declaração é o primeiro documento de caráter universal de proteção aos direitos humanos, que, desde 1948, tem inspirado as Constituições de Estados democráticos, como é a Constituição Federal do Brasil.
Na DUDH há preceitos que se tornaram fundamentais em sociedades abertas e desenvolvidas, como, por exemplo, a condenação da tortura, a igualdade perante a lei, a presunção de inocência, os direitos à nacionalidade, à propriedade, ao trabalho e à liberdade de opinião e expressão.
Os 30 artigos da DUDH defendem e orientam os Estados nacionais a garantirem vida digna a todos e todas, independentemente de nacionalidade, cor, sexo ou orientação sexual, convicção política ou crença religiosa.
“A DUDH é um marco normativo que serve de pressuposto para balizar as condutas dos Estados e dos cidadãos.O artigo XXI da declaração menciona o direito do cidadão de participar da vida pública e das decisões políticas: ‘Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos’”, destaca o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TER-PE).
21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres
No Brasil, além do Dia Internacional dos Direitos Humanos, a mobilização feminista é chamada de “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, uma vez que seu início ocorrem em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e considerando a dupla vulnerabilidade da mulher negra.
A campanha busca conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo. Trata-se de uma mobilização anual, empreendida por diversos atores da sociedade civil e do poder público.
Em escala mundial, a celebração ocorre em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, até 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que também tem o objetivo de propor medidas de prevenção e combate à violência, além de ampliar os espaços de debate com a sociedade.
Todo ano o Sinpro-DF participa e divulga a programação relacionada a essa atividade do movimento feminista. Confira a seguir as matérias que o sindicato divulgou no site e redes sociais este ano e participe da programação.
O argumento da magistrada coincide com o argumento dos Ministérios Públicos estaduais: por ser contrário à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e contrário à Lei de Gestão Democrática, o projeto de escolas cívico-militares é ilegal. Foi apresentado pelos Ministérios Públicos do Paraná e do Distrito Federal.
Ineficiente, autoritário, precarizador…
O modelo de escolas cívico-militares é um projeto fadado ao fracasso. Além de não seguirem o projeto dos Colégios Militares (as escolas que pertencem ao Exército, polícias militares ou Corpo de Bombeiros), em alguns casos traz para dentro da escola, para sua gestão, policiais que entendem que lidar com estudante indisciplinado é o mesmo que lidar com bandido. Pior: traz para dentro das escolas profissionais de segurança pública afastados das ruas após serem submetidos a situações de estresse e pressão intensas.
Por conta disso, as escolas militarizadas também promovem a desvalorização dos(as) trabalhadores(as) da educação. Recursos que deveriam ser investidos na infraestrutura das escolas e na melhoria das condições de salário e trabalho dos(as) professores(as) e funcionários(as) são desviados dessa finalidade para engordar a remuneração de policiais aposentados ou afastados de suas funções.
Impedem estudantes de expressarem suas identidades étnico-culturais, acabam com a liberdade de cátedra de professores e professoras, tudo sob uma pretensa e falsa ideia de disciplina como solução para todos os problemas da escola.
A pedagoga e doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP), Catarina de Almeida Santos, em entrevista à Revista Forum, associa a lógica da escola cívico-militar à lógica da juventude hitlerista: “é a lógica do bater continência, obedecer comando, da uniformização, da negação do sujeito. Quando você tenta padronizar todo mundo, você está negando a diversidade, o diverso dentro da escola. Então tem muito dessa lógica da juventude hitlerista. (…) Costumo dizer que a militarização mexe em toda a complexidade do processo educativo e do que esperamos que a educação possa fazer.”
… e ilegal
Depois da revogação da portaria pelo MEC, depois de diversos pareceres de Ministérios Públicos Estaduais, ainda corre no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, a Ação Direta de Inconstitucionalidade 6791, requerida pelo PT e pelo PSOL. Ela foi ajuizada em 2021, e questiona a lei que cria as escolas cívico-militares do Paraná, sob a alegação de que a mudança de regime de gestão escolar é de competência exclusiva da União, e por isso o estado do Paraná não possuiria competência para editar tal lei.
A Adin argumenta ainda que a escolha de militares inativos ou afastados das ruas para atuar nas gestões das escolas viola a Constituição Federal, pois representa desvio de função dos membros das forças de segurança.
A Adin está em fase final. No final de novembro, seguiu com argumentações e petições concluídas para análise do ministro relator.
“O projeto de escolas cívico-militares é uma grande gambiarra que busca projetar dentro da escola a lógica disciplinar das forças armadas. É uma lógica que não se aplica a adolescentes, pessoas que estão em fase de formação de suas identidades e personalidades. Não se trabalha essa formação na base da força e do excesso de autoritarismo. E é uma grande gambiarra porque contraria todo o arcabouço legal do país, da Constituição Federal à portaria do MEC, passando pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Não tem como dar certo”, analisa a diretora do Sinpro Márcia Gilda.
O SInpro-DF defende a presença e a ampliação dos batalhões escolares como instrumento de segurança das escolas e de toda a comunidade escolar.
Orientadores educacionais mais perto da aposentadoria especial
Jornalista: Vanessa Galassi
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 573/2006, que garante aos(às) orientadores educacionais o direito à aposentadoria especial, depende apenas da análise de comissão especial para ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados.
“O Sinpro encampa a luta pela aposentadoria especial também para orientadores e orientadoras educacionais há anos. Agora, vamos reforçar nossa atuação, que será no corpo a corpo na Câmara dos Deputados. Vamos exigir que essa comissão especial seja formada e analise com agilidade nossa proposta para que, então, ela siga para o Plenário”, afirma o diretor do Sinpro Luciano Matos.
Com a garantia da aposentadoria especial, orientadores(as) educacionais terão redução em cinco anos dos requisitos de idade e de tempo de contribuição necessários à aposentadoria voluntária.
No último dia 25 de setembro, o relator da PEC 573/2006 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Tarcísio Mota (Psol-RJ), deu parecer favorável à proposta. Em seu relatório, ele lembrou que “jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se firmado no sentido de que a função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda a direção de unidade escolar”.
“Com essa emenda constitucional, o orientador educacional terá os mesmos direitos de aposentadoria de professores. É uma questão de justiça não só com orientadores, mas com toda a categoria do magistério”, avalia o dirigente do Sinpro Chicão Alves.
No Plenário da Câmara, a aprovação da PEC 573/2006 depende dos votos favoráveis de 3/5 dos deputados (308), em dois turnos de votação. Aprovada, ela seguirá ao Senado Federal.
Sinpro atuante
Em agosto deste ano, o Sinpro realizou reunião para discutir a PEC 573/2006, com a participação da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e dos deputados federais Reginaldo Veras (PV-DF) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ), relator da PEC 573/2006. Esse foi apenas um dos esforços do Sindicato para fazer voltar andar a proposta que estava há 17 anos na CCJ da Câmara dos Deputados.O sindicato ainda realizou várias atuações na Casa, momento em que foram feitos diálogos-chave para que a pauta dos(as) orientadores(as) educacionais avançasse.
A PEC 573/2006 será também discutida no Encontro dos(as) Orientadores(as) Educacionais, que será realizado dia 15 de dezembro, às 10h, na Chácara do Sinpro. Saiba mais AQUI
Instagram: conta do Sinpro arbitrariamente desativada
Jornalista: Letícia Sallorenzo
No dia 1º de dezembro, a secretaria de imprensa e divulgação do Sinpro foi surpreendida com uma aparente “inexistência” da conta do sindicato na rede Instagram. Após provocarmos a plataforma, recebemos a informação vaga e genérica de que “descumprimos com os termos de uso da plataforma”. E mais nada nos foi explicado. A decisão da Meta, responsável pelo Instagram, ocorreu sem nenhum aviso prévio, motivo que nos deixou ainda mais perplexos.
Desde então, a secretaria de imprensa e divulgação do sindicato está em contato constante com a plataforma, a fim de obter explicações para recuperar a conta e entender o que, de fato, aconteceu e reverter a situação o mais rápido possível.
Hoje (7/12), depois de uma semana ouvindo da Meta que deveríamos “aguardar a análise da situação”, fomos informados de que nossa conta foi permanentemente desativada. Acionamos o departamento jurídico do sindicato, para a recuperação da conta por via extrajudicial ou judicial, e busca de reparos por perdas e danos morais.
Sabemos que perfis extremamente politizados, com crescimento expressivo, são alvos de ataques de haters, robôs e trolls, que costumam denunciar em massa as postagens levando a própria plataforma a desativar a conta. Mas também temos ciência de que a própria empresa Meta costuma censurar perfis progressistas.
De fato, professores, professoras, orientadores e orientadoras educacionais, além de estudantes, demais membros da comunidade escolar e da sociedade se encontravam e interagiam diariamente no Instagram do Sinpro. Eram mais de 50 mil seguidores e quase um milhão de visitas diárias ao perfil @sinprodf
O ocorrido, além de lamentável, é revoltante. O trabalho de vários anos de crescimento totalmente orgânico, com a formação de uma verdadeira comunidade, foi dilapidado de forma arbitrária, monocrática e irresponsável. Estamos tomando todas as providências, práticas e legais, para reverter a situação e recuperar uma conta que pertence a toda a categoria.
Para que nossa conexão não seja interrompida no Instagram, vamos divulgar, na semana que vem, uma conta reserva do Sinpro no Instagram, que será usada de forma provisória até que a nossa conta oficial seja recuperada.
Sinpro atua e MPC/DF alerta sobre necessidade de nomeação dos aprovados em concurso
Jornalista: Vanessa Galassi
O Ministério Público de Contas do DF apresentou, nessa quarta-feira (6/12), representação que aponta possíveis irregularidades da Secretaria de Educação do DF na contratação de professores(as) substitutos(as). A ação também questiona a negligência do governo do Distrito Federal ao não nomear professores(as) aprovados(as) no último concurso do Magistério Público, realizado em 2022.
“Apesar da existência de candidatos aprovados no concurso público regulado pelo Edital nº 31/2022 (…) e, ainda, a previsão orçamentária contida na LDO/2023 para a nomeação de 6.200 professores da Educação Básica (40h) visando ao provimento de cargos efetivos, a SEEDF opta, sem qualquer justificativa, pela contratação/manutenção de professores temporários substitutos, contrariando as normas de regência”, diz trecho da representação.
A manifestação do Ministério foi apresentada após reuniões da direção do Sinpro-DF com membros do Tribunal de Contas do DF (TCDF), como o conselheiro Paulo Tadeu, por exemplo. Nas ocasiões, o sindicato apresentou dados sobre o injustificável número de professores(as) substitutos(as) na rede de ensino, enquanto aprovados(as) no concurso público para o Magistério continuam sem ser nomeados(as). Além disso, o sindicato solicitou a investigação desse cenário e o cumprimento da lei por parte do GDF.
Segundo o MPC/DF, “o modelo de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (…)vem sendo utilizado pela SEEDF não como resultado de uma circunstância transitória, mas sim, de uma política sistemática”.
O Ministério Público ainda afirma que a Secretaria de Educação do DF interpreta “de forma errônea” a lei que trata da contratação de professores(as) substitutos(as), e reafirma que a Constituição Federal estabelece que “a aprovação em concurso público é o meio idôneo para investidura em cargos ou empregos públicos”.
Na representação, o MPC/DF ainda afirma que a manutenção de professores(as) em regime de contratação temporária ao longo do tempo pode “violar a regra do concurso público, (…) além de representar afronta a direito subjetivo de candidatos aprovados em concurso público”.
Segundo lei distrital, a contratação de professores(as) substitutos(as) deve ser realizada apenas quando houver “falta de docente”, medida utilizada para não prejudicar a realização as atividades de magistério. Quando houver vacância definitiva, com necessidade de provimento de cargo efetivo, a norma determina que sejam nomeados(as) professores(as) aprovados(as) em concurso público. “Não existindo candidato aprovado em concurso e apto à nomeação, fica autorizada a manutenção/contratação de professor substituto. Nessa hipótese, também é necessário que a Administração lance novo concurso público para preenchimento da vaga no prazo de 60 (sessenta) dias”, explica o MPC/DF em sua representação.
“Essa é uma representação seríssima, que traz dados graves e que necessitam de urgente reparo. A representação se soma às denúncias que o Sinpro vem fazendo: de descaso com a educação pública, o que gera prejuízos irreparáveis para a sociedade. Estamos muito perto do início do próximo ano letivo, e é necessário que iniciemos este novo período cumprindo o que diz a lei”, afirma a diretora do Sinpro-DF Márcia Gilda.
Segundo ela, o Sinpro-DF continuará acompanhando o desenrolar da representação, inclusive com a apresentação de informações adicionais sobre o cenário, caso necessário. A ideia é atuar para que a representação do MPC/DF seja analisada com agilidade pela Corte.
Sinpro realiza Encontro dos(as) Orientadores(as) Educacionais, dia 15. Inscreva-se!
Jornalista: Vanessa Galassi
No dia 15 de dezembro, o Sinpro realizará o Encontro Formativo e Comemorativo do Dia do(a) Orientador(a) Educacional. O evento, exclusivo para filiados(as) ao sindicato, será a partir das 10h, na Chácara do Sinpro. Inscrições AQUI
Na programação, palestras que dialogam com o dia a dia do(a) orientador(a) educacional, abordam as dificuldades da profissão e a necessidade de acolhimento do(a) profissional, inclusive sob as perspectivas de raça e gênero.
Entre as palestrantes, a psicóloga Luciane Kozicz; as diretoras do Sinpro Mônica Caldeira e Márcia Gilda, e as diretoras da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Rosilene Corrêa e Berenice Darc, que também é diretora do sindicato.
“Esse é um momento de reflexão, formação e comemoração. É importante que todos e todas participem, para que possamos fortalecer a nossa luta”, afirma o diretor do Sinpro-DF Luciano Matos. Ele lembra que os atuais desafios desses e dessas profissionais “vão desde a falta de concursos públicos a não nomeação dos concursados”.
“O descaso por parte do GDF é tão grande que mais de 200 escolas não têm nenhum orientador ou orientadora educacional. A diretoria colegiada do Sinpro-DF tem travado uma luta permanente pelo fortalecimento desse importante segmento da categoria”, afirma Luciano Matos ao citar, entre outras iniciativas do sindicato, a campanha “Convoca Já”, pela nomeação imediata dos(as) aprovados(as) no último concurso do Magistério Público, nas vagas imediatas e no cadastro reserva.
“Para uma educação pública de qualidade, precisamos de valorização, investimento e educadores suficientes nas salas de aula”, complementa o diretor do Sinpro-DF Chicão.
Veja os painéis do Encontro Formativo e Comemorativo do Dia do(a) Orientador(a) Educacional:
O incômodo: de socorrista a intensivista
Palestrante: Dra. Luciane Kozicz, psicóloga clínica, psicanalista e pesquisadora do Núcleo de Trabalho e Linguagem da Universidade de Brasília
O conceito de trabalho decente da Convenção 190 da OIT numa reflexão com a(o) orientadora(o) educacional
Palestrante: Mônica Caldeira, diretora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF
O antirracismo na construção da Escola que queremos
Palestrante: Márcia Gilda, diretora da Secretaria de Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF
Relatório do GT sobre violência nas escolas
Palestrante: Rosilene Corrêa, diretora da CNTE
Os desdobramentos da PEC 573, que trata aposentadoria especial dos orientadores educacionais
Palestrante: Berenice Darc, diretora da Secretaria de Política Educacional do Sinpro e diretora da CNTE
Mediação: Luciano Matos e Chicão Alves, diretores do Sinpro-DF
Sinpro-DF realiza atividade de vivência e formação com mulheres, neste sábado 9. Inscreva-se!
Jornalista: Vanessa Galassi
30Como parte das ações dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, o Sinpro-DF realizará atividade de vivência e formação neste 9 de dezembro (sábado), das 9h às 16h30, na Chácara do Sinpro. A atividade é exclusiva para filiadas ao sindicato. Faça sua inscrição AQUI
Nomeada “Vivência Feminista no Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres”, a atividade do dia 9 de dezembro debaterá temas como feminismo, e realizará momentos de integração das participantes.
Para a atividade, estão confirmados os seguintes painéis:
Escalda-pés: práticas integrativas
Facilitadora: Juh Travassos, advogada
Feminismo e patriarcado: conceitos e estruturas
Facilitadora: Thaísa Magalhães, professora e secretária de Mulheres da CUT-DF
Violência Urbana
Facilitadora: Ismenia Garcia, servidora do STJ
Ainda haverá aula de hidroginástica com a professora Sandra Reis da Costa e o Churrasco das Manas.
“É importantíssimo que todas as professoras e orientadores educacionais participem da atividade. As escolas devem ser espaços centrais na formação da conscientização dos futuros – e atuais – adultos quanto aos direitos e à dignidade das mulheres”, afirma a secretária de Mulheres do Sinpro Mônica Caldeira.
Outras ações que integram os 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, que contam com a parceria do Sinpro, já foram realizadas como parte do calendário de lutas. Confira a programação completa no cartaz abaixo.
Cemeb encerra ano letivo com dois espetáculos abertos ao público
Jornalista: Maria Carla
O Centro de Ensino Médio Elefante Branco (Cemeb) da Asa Sul realiza, nesta quinta-feira (7/12), o fechamento do ano letivo 2023 com a reapresentação de dois importantes espetáculos da Cia de Teatro do Elefante Branco estreados neste ano. Ambos terão entrada franca e são abertos ao público.
Trata-se do “Epifania”, um espetáculo de dança contemporânea que integra a programação do I-Festival, Mostra de Dança da Licenciatura em Dança do Instituto Federal de Brasília (IFB), a ser reapresentado às 11h da manhã no Campus Brasília, IFB Norte, L2 Norte.
E o “Sarau das memórias eternas”, espetáculo antirracista que será a abertura do XIII Fórum da Orientação Educacional da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF), a ser encenado à noite no Auditório do Cemeb.
Cia de Teatro Elefante Branco e parceria com IFB
O Elefante Branco tem o Projeto da Companhia de Teatro (Cia de Teatro) fixado em sua grade curricular desde 2018. Essa é uma companhia de repertório, ou seja, são vários espetáculos montados durante o ano. “Em outubro deste ano, a gente fez o nosso VI Festival de Teatro e, nesse festival, a gente apresentou algumas peças, como ‘Obras do PAS’, e, agora, em dezembro, vai reapresentar dois espetáculos que haviam sido apresentados durante o ano letivo de 2023: o ‘Epifania’ e ‘Sarau das memórias eternas'”, informa Marcello D’Lucas, professor de arte e coordenador do Elefante Branco.
O professor explica que o espetáculo “Epifania” foi montado em parceria com o curso Licenciatura em Dança, do Instituto Federal de Brasília (IFB). “Eu supervisiono, no Cemeb, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, o PIBID, de Arte do IFB. Com isso, eu tenho acesso aos ‘pibidianos’ da bolsa. Alguns desses ‘pibidianos’ conduziram uma oficina de dança durante o ano e, dessa oficina, resultou o espetáculo Epifania”, explica.
Esse espetáculo foi apresentado no VI Festival de Teatro e foram convidados a reapresentá-lo na Mostra de Dança do IFB. Além disso, todo ano, em novembro, no Mês da Consciência Negra, o Cemeb estreia um espetáculo novo que, geralmente, fica em cartaz no ano seguinte, com o tema do antirracismo. Este ano, esse espetáculo foi o “Sarau das memórias eternas”, apresentado na Semana da Consciência Negra.
“Vamos reapresentar o ‘Sarau das memórias eternas’ no Fórum da Orientação Educacional, da SEE-DF. Nesta quinta-feira, os orientadores estarão no Elefante Branco e vamos reapresentar esse espetáculo, às 20h, no próprio Elefante Branco, e é também aberto ao público.
Protagonismo juvenil
O professor Marcello explica que os projetos de teatro e dança são uma forma de a escola pública promover o protagonismo juvenil e abrir espaços para os(as) estudantes possam se expressar e ter um espaço em que possam ser vistos, questionar as coisas. “Os dois espetáculos têm conteúdo político. O ‘Epifania’ fala sobre a sociedade fria, que segue padrões, monótona. Esse espetáculo brinca, ironiza um pouco com essa temática, em que as personagens se assemelham a robôs e, com o passar do tempo, durante o espetáculo, por isso o título ‘epifania’, como se fossem ‘epifanizados’, e começassem a enxergar o mundo colorido e multiplural e não um mundo reto, quadrado, sem cor, sem formas”, explica.
Segundo ele, o ‘Sarau das memórias eternas’ é um espetáculo antirracista. “São poemas da autora Cristiane Sobral, que é uma escritora preta carioca, que reside no Distrito Federal e é professora efetiva da SEE-DF, mas, hoje, ela trabalha no Ministério da Educação. Esse espetáculo se chama ‘sarau’ porque se trata de um recital de poemas dela só que em forma de espetáculo de teatro. Essa é uma forma de a gente trazer também uma visibilidade negra porque o elenco é toda preta, a equipe é toda preta, e é um momento de a gente ver os e as adolescentes negros em cena, representando toda a ancestralidade negra de uma forma performática, poética, denunciativa, crítica”, informa Marcello.
O “Sarau das memórias eternas” aborda várias questões relacionadas ao racismo estrutural e a toda a essa rede que converge para o encarceramento do jovem preto. “E como se a gente tivesse também a oportunidade de fazer com que os e as adolescentes se sintam parte da comunidade e, mais do que isso, que eles e elas possam mudar a realidade deles”, afirma. D’Lucas informa ainda que o Cia Elefante Branco está no Instagram @ciaelefantebranco, local em que o público pode conhecer com maiores detalhes o seu histórico.
“É um projeto que visa a trazer o protagonismo juvenil e catapultar para além dos muros da escola toda esse talento e a disponibilidade dos adolescentes de fazer arte, de se engajarem nessas atividades. A gente consegue ver, com o passar do tempo, já estamos no fim do ano e então consigo enxergar em relação a este ano letivo, por exemplo, uma motivação maior dos e das estudantes para frequentar a escola porque agora eles e elas têm essa responsabilidade de fazerem parte das apresentações e, com isso, se sentem integrantes da escola, importantes, e estão ali o tempo inteiro para ensaiar, além de assistirem às aulas e de terem seus trabalhos de artista reconhecidos em sala de aula pelos professores, pela comunidade escolar. É uma forma muito digna de fazer com que os e as estudantes se sintam parte da escola”, afirma.
Ele diz ainda que o projeto é importante também porque “à medida que o estudante vai se desenvolvendo, ele vai tendo consciência de suas potencialidades porque ali a gente não está tentando nem formar artistas, mas apenas trazer um espaço em que cada estudante possa se reconhecer como um sujeito autônomo, capaz de produzir cultura para a sua comunidade e também possibilitar esse diálogo da comunidade escolar, os espectadores, com eles, que são estudantes exercendo a função de artistas. E o mais importante que é formar plateia. A gente conseguindo fazer essas apresentações para o público da escola e também para o público externo, com apresentações externas, como será o caso dessas duas apresentações, a gente mobiliza toda uma comunidade em prol desse entendimento das artes na escola”, finaliza.