EC Vila do Boa realiza culminância de projeto antirracista no Dia da Consciência Negra

Há 6 anos, a Escola Classe de Vila do Boa, em São Sebastião, não deixa o Dia da Consciência Negra passar em branco. Desde que implantou uma educação antirracista, a escola atua com o intuito de conscientizar todas as crianças, sobretudo as negras, da importância de sua representatividade na escola, na cidade e no mundo e construir a cidadania plena, antirracista, no Distrito Federal.

Este ano, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a escola realizou a culminância desse projeto com cinco oficinas que ampliaram a temática da cultura afro-brasileira, dentre elas as Oficinas de Ritmos Africanos, Autorretrato, Boneca Africana, Jogos Africanos. Confira no vídeo.

“Há 6 anos estamos aqui, na EC de Vila do Boa, fazendo um trabalho buscando construir uma educação antirracista e trazendo representatividade para os e as estudantes e para as crianças da comunidade escolar, com estratégias que visam à inclusão a representatividade”, informa Stephanie Duarte, diretora da EC Vila do Boa.

A ideia é fazer com que os(as) estudantes negros(as) se vejam e se reconheçam no espaço escolar. As atividades antirracistas estão no currículo. No início deste ano, as atividades desse projeto começaram com o projeto Entrada Musical.

Por meio dele, a escola apresentou artistas negros e negras de grande sucesso e de grande impacto na Música Popular Brasileira (MPB). “As crianças tiveram a oportunidade de conhecer a biografia e a música desses e dessas artistas”, conta a diretora.

Ela disse que outra forma utilizada para estimular essa representatividade foi o projeto Contação de Histórias, com narrativas que trazem personagens negras e destacam a relação Brasil–África. “Percebemos que as crianças estão felizes e se sentem representadas no espaço escolar”, finaliza.

Estatuto da Terra completa 59 anos e a concentração latifundiária no Brasil

Um dos principais desafios dos governos democráticos no Brasil é cumprir os artigos da Constituição Federal que determinam a função social da terra. Em 2023, 59 anos depois que a ditadura militar instituiu o Estatuto da Terra, o País ainda enfrenta o mesmo problema de concentração de terras de antes do golpe militar de 1964.

Neste 30 de novembro, o Estatuto da Terra (Lei nº 4.504/1964) completa 59 anos e, embora a lei tenha sido promulgada pela ditadura militar para atender aos objetivos dos latifundiários da época e revogar o Estatuto do Trabalhador Rural (ETR), sancionado, em 1963, pelo governo democrático de João Goulart (PTB), ela está em vigor e é considerada a Certidão de Nascimento do Direito Agrário no Brasil.

Essa lei instituiu vários princípios da função social da terra contemplados na Constituição Federal. Até hoje o Estatuto da Terra é a principal Lei Federal que disciplina o uso, a ocupação e a relações fundiárias no País. O Observatório do Agronegócio no Brasil, cujo site se chama “De olho nos ruralistas”, explica que o estatuto foi uma das principais leis do golpe de 1964 e foi um golpe agrário e contra o campo.

Golpe de 1964 foi também um golpe agrário

“A derrubada do governo João Goulart contou com a colaboração de organizações ruralistas, como a Sociedade Rural Brasileira (SRB), e impactou diretamente a vida de indígenas e camponeses, justo num momento em que trabalhadores rurais vivenciavam um processo crescente de luta pela terra e por direitos sociais, escreve o site De olho nos ruralistas.

E continua: “Pouco tempo depois do golpe, em novembro de 1964, foi criado o Estatuto da Terra, que tirava direitos sociais estabelecidos no ETR, porém, criava a função social da propriedade. A seguir, os militares criaram órgãos públicos, incluindo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O que se viu ao longo dos anos, contudo, foi a repressão aos movimentos do campo e o exílio de grandes apoiadores de suas causas, caso do médico Josué de Castro, autor do clássico ‘Geografia da Fome'”, informa o texto.

Em uma entrevista ao site Brasil de Fato, em 2019, Nicinha Porto, presidenta da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), explica o duplo caráter dessa lei e mostra que isso “gerava uma contradição na prática, que acabou beneficiando o lado do desenvolvimento agrícola pelo viés da colonização de novas áreas com base em grandes propriedades. O efeito foi o inverso da reforma agrária”.

No texto do jornal, ela diz que o estatuto foi ignorado em relação às regras para a reforma agrária. “Nós tivemos o desenvolvimento da modernização conservadora da agricultura do ponto de vista produtivo, que produziu os grandes latifúndios”, afirma.

 

Concentração de terras no Brasil em 2023

 

Uma matéria do site da Comissão Pastoral da Terra deste ano mostra que a concentração de terra na mão de poucos custa caro ao Brasil. Dados de 2023 do Atlas Fundiário do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) dão conta de que cerca de 3% do total das propriedades rurais do País, hoje, são latifúndios, ou seja, tem mais de mil hectares e ocupam 56,7% das terras agriculturáveis. Trata-se de área ocupada equivalente aos Estados de São Paulo e do Paraná juntos que está nas mãos dos 300 maiores proprietários rurais.

Enquanto isso, 4,8 milhões de famílias estão à espera de chão para plantar. Um dos exemplos do grau de concentração de terras no Brasil é a área de 4,5 milhões de hectares, localizada na Terra do Meio, coração do Pará, que o grupo CR Almeida, do empresário Cecilio do Rego Almeida, reivindica para si. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) esse é o maior latifúndio do mundo.

Sinpro-DF e a Carta do MST

No ano passado, o Sinpro-DF divulgou uma matéria sobre o Estatuto da Terra na qual traz a Carta ao Povo Brasileiro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na qual denuncia o aumento das desigualdades, dos crimes ambientais e da fome e afirma que a “falta de perspectiva atinge mais de 70 milhões de trabalhadores”. <

Na matéria https://x.gd/KVEgA, o Sinpro também explica que o Estatuto da Terra é a lei que determina ao Estado a obrigação de garantir o direito ao acesso à terra para quem nela vive e trabalha e que foi uma forma de a ditadura militar segurar os movimentos campesinos que se multiplicavam durante o Governo João Goulart e tinham as Ligas Camponesas como sua expressão maior.

Na obra “História das Ligas Camponesas no Brasil”, o professor, jornalista e escritor Clodomir Morais, um dos intelectuais orgânicos da reforma agrária no Brasil, conta um pouco dessa história.  O MST afirma que o problema da fome do Brasil só será resolvido quando o País fizer a reforma agrária. Acesse o livro nos links a seguir:

< https://mst.org.br/2020/03/25/clodomir-morais-intelectual-organico-da-reforma-agraria/>

< https://issuu.com/paginadomst/docs/a_histo_ria_das_ligas_camponesas>

 

< https://mst.org.br/wp-content/uploads/2020/03/A-HISTO%CC%81RIA-DAS-LIGAS-CAMPONESAS.pdf>

O Estatuto da Terra é o primeiro ordenamento legal de conceitos importantes para o Campo Brasileiro:

Reforma agrária – é o conjunto de medidas que visem a promover melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social e ao aumento de produtividade. (Art. 1º)

 

Módulo rural – é a menor unidade de terra que serve de sustento para uma família ou, como define a lei: lhes absorva toda a força de trabalho, garantindo-lhes a subsistência e o progresso social e econômico – e cujas dimensões, variáveis consoante diversos fatores (localização, tipo do solo, topografia, etc.), são determinadas por órgãos oficiais.

 

Minifúndio – Uma propriedade de terra cujas dimensões não perfazem o mínimo para configurar um módulo rural;

 

Latifúndio – propriedades que excedam a 600 módulos rurais ou, independentemente deste valor, que sejam destinadas a fins não produtivos (como a especulação).

 

As metas estabelecidas pelo Estatuto da Terra eram basicamente duas: a execução de uma reforma agrária e o desenvolvimento da agricultura.

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Remanejamento 2023/2024: resultado final liberado

O Sinpro informa que o resultado final geral do procedimento de remanejamento 2023/2024, assim como o comprovante de bloqueio, já estão disponíveis no SIGEP. Confira se sua solicitação foi contemplada.

E não se esqueça: de hoje, 29 de novembro até 8 de dezembro, é o período para homologar o procedimento: o servidor deverá apresentar comprovante de bloqueio no Procedimento de Remanejamento Interno/Externo 2023/2024, e entregar a documentação para validação da pontuação para o Procedimento de Distribuição de Turmas/Carga Horária/Atribuição de Atendimentos na UE/UEE/ENE de destino.  

Está previsto para o próximo dia 18 de dezembro o Procedimento de Distribuição de Turmas/Carga Horária/Atribuição de Atendimentos. O Sinpro destaca que, para participar do procedimento e acompanhar as fases constantes no processo, os(as) interessados(as) devem acessar o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (SIGEP).

Professor(a) em contrato temporário: saiba como calcular os acertos de final de ano

Professoras e professores em regime de contrato temporário podem conferir abaixo como se calculam e quando são pagos os acertos de fim de ano:

– Professores(as) em contrato temporário trabalham até dia 21 de dezembro, quando termina o ano letivo de 2023.

– Todos os profissionais em contrato temporário que assumiram carências no ano letivo 2023 (independentemente da quantidade de dias/meses) devem receber os seguintes acertos financeiros proporcionais ao período de efetivo exercício:

>> 13⁰ salário

>> Indenização de férias

>> 1/3 de abono de férias

– O 13⁰ salário cai na sua conta até dia 20 de dezembro. Indenização de férias e 1/3 de abono de férias caem junto com o salário de dezembro, no 5º dia útil de janeiro de 2023. Verifique os contracheques disponíveis em gdfnet.df.gov.br.

– Os valores proporcionais devem ser calculados da seguinte forma:

Some todos os valores recebidos a cada mês trabalhado (vencimentos + gratificações). Exclua os valores dos auxílios alimentação e transporte. Divida pelos meses trabalhados para chegar ao valor da média salarial mensal. Em seguida, divida por 12 (quantidade de meses). Por fim, multiplique pelo número de meses inteiros trabalhados (contabilize apenas os meses trabalhados 15 dias ou mais). Este cálculo feito para o 13º, é o mesmo realizado para chegar aos valores de férias indenizatórias. Ou seja, os valores do 13º salário e das férias indenizatórias serão os mesmos. Já para saber o valor de 1/3 de férias, divida o número encontrado para as férias indenizatórias e divida por 3. Dessa forma, será encontrado um total bruto aproximado de cada um desses direitos.

– Os professores de contrato temporário têm seu vínculo rompido, por isso não possuem férias e recebem uma indenização. O valor desse benefício também é proporcional ao período trabalhado.

– Após ação movida pelo Sinpro em 2013, professoras gestantes em estabilidade provisória têm garantia de vínculo/remuneração integral até o final dos 180 dias de licença-maternidade. Elas usufruem de férias coletivas junto aos demais professores efetivos, por isso, não recebem a indenização de férias. Mas estão garantidos os pagamentos do 13º e de 1/3 de abono de férias.

– Para as professoras que retornaram de licença-maternidade, os dias em licença são considerados período de efetivo trabalho e, portanto, valem para o cálculo dos acertos proporcionais.

– Os meses em que o(a) professor(a) tenha trabalhado menos que 15 dias não são considerados para efeito de cálculo dos acertos de fim de ano.

Tíquete alimentação

– Professores(as) em regime de contratação temporária recebem, no primeiro mês da contratação, o tíquete alimentação do mês em curso e do mês subsequente. Portanto, a folha 12 não trará o registro do auxílio.

Participe da live e tire suas dúvidas

O Sinpro-DF realizará no dia 6 de dezembro (quarta-feira) live que mostrará aos(às) professores(as) em regime de contratação temporária a metodologia dos cálculos realizados para os acertos financeiros de 2023. A transmissão será a partir das 19h, no Youtube do Sinpro-DF.

Participarão da live as diretoras do Sinpro-DF Ana Bonina e Letícia Montandon, além do diretor do Sindicato Cláudio Antunes.

Na atividade, valores referentes ao 13º salário, 1/3 de férias, férias indenizatórias e outros acertos, que neste ano serão impactados pelo reajuste salarial de 6% e a incorporação de 1/6 da Gaped, serão demonstrados de forma didática, considerando condições como jornada de trabalho, por exemplo.

Além dos acertos financeiros de 2023, a live também abordará direitos dos(as) professores(as) com regime de contratação temporária.

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Live explica como professores CT’s devem fazer cálculos dos acertos financeiros de 2023

O Sinpro-DF realizará no dia 6 de dezembro (quarta-feira) live que mostrará aos(às) professores(as) em regime de contratação temporária a metodologia dos cálculos realizados para os acertos financeiros de 2023. A transmissão será a partir das 19h, no Youtube do Sinpro-DF.

Participarão da live as diretoras do Sinpro-DF Ana Bonina e Letícia Montandon, além do diretor do Sindicato Cláudio Antunes.

Na atividade, valores referentes ao 13º salário, 1/3 de férias, férias indenizatórias e outros acertos, que neste ano serão impactados pelo reajuste salarial de 6% e a incorporação de 1/6 da Gaped, serão demonstrados de forma didática, considerando condições como jornada de trabalho, por exemplo.

Além dos acertos financeiros de 2023, a live também abordará direitos dos(as) professores(as) com regime de contratação temporária.

 

Em reunião com líderes, Sinpro luta contra vetos do GDF no Orçamento 2024

 

A comissão de negociação do Sinpro-DF se reuniu, na segunda-feira (27/11), com os deputados distritais integrantes do Colégio de Líderes, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), para apresentar sua preocupação e discordância da proposta orçamentária do governo Ibaneis Rocha (MDB) para o ano de 2024 encaminhada para a CLDF.

Na avaliação do Sinpro, a proposta do Governo do Distrito Federal (GDF) inviabiliza o cumprimento de acordos firmados, e chancelados pela CLDF, que suspenderam a greve de maio deste ano. Se esse orçamento for aprovado, poderá recolocar a categoria em greve novamente.

O presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), foi receptivo e sensível às preocupações do sindicato e se comprometeu a continuar esse debate e alertou os parlamentares que, de fato, todos os itens foram chancelados pela Casa Legislativa e que o debate sobre o orçamento deve considerar também esse acordo que suspendeu a greve.

A reunião foi presidida pelo presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), e contou com a presença dos parlamentares líderes dos blocos partidários. Inclusive, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024, enviado em setembro para a CLDF, foi alvo de críticas de diversos segmentos da sociedade durante uma audiência na Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da CLDF.

Acordo de greve: alertas e preocupações

A comissão de negociação citou, como exemplo que sinaliza a inviabilização do que foi acordo para o suspensão da greve, a previsão de nomeação de efetivos(as). Na proposta encaminhada pelo GDF, essa previsão é de 630 concursados(as). Porém, só o banco de reserva tem quase 3 mil profissionais do magistério esperando a nomeação. Além disso, o governo atual investe em trabalho precário, o que sucateia o serviço público e retira direitos trabalhistas. Hoje, dois terços dos(as) professores(as) da rede pública são formados por profissionais em contrato temporário. Por isso é importante o cumprimento do acordo de greve, com investimento financeiro previsto na LOA 2024 para nomeação dos(as) aprovados(as) nas vagas imediatas e do cadastro reserva e a realização de novo concurso.

Além disso, há o problema das diversas áreas que, mesmo chamando todo o banco de reserva, ainda assim continuarão com carência. Na ocasião da suspensão da greve, além da nomeação dos(as) concursados(as), um dos principais itens consensuados com o GDF que ensejaram essa suspensão foi o acordo para a realização de novo concurso público. Inclusive o próprio GDF reconhece que mesmo chamando totalmente o banco de reserva, ainda assim, a Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF) permanecerá com carência em algumas áreas. Ou seja, ao reduzir recursos financeiros para viabilização desses acordos, a previsão de nomeação de concursados(as) se resume a um número pequeno de nomeações e, provavelmente, a nomeação de todo o banco reserva e a realização de novo concurso estarão inviabilizados.

A falta de recursos financeiros também compromete a ampliação do pessoal de 20h para 40h, que também é uma situação que precisa de orçamento para ser viabilizado. Outro problema constatado no Orçamento 2024 é que o GDF reduziu os recursos financeiros para construção de novas escolas, reformas de outras, construção de escola de primeira infância. Quando o GDF reduz esses recursos, ele sinaliza para o aumento do número de estudantes em sala de aula, uma vez que é natural e previsível o aumento desse número de estudantes na rede ano a ano. Isso significa mais salas de aula superlotadas.

Ao reduzir esse recurso financeiro para reformas de escolas, a rede terá mais escolas sucateadas. A falta desses recursos para esse tipo de organização, como reforma e adequação dos espaços de uma maneira melhor, o GDF gera novos problemas, aprofunda os que já existem na maioria das salas de aula, além de trazer uma série de outras consequências, desde a execução de uma aula com mais recursos pedagógicos que dialoguem com esta geração tão bem informada e automatizada até problemas de saúde em decorrência das acomodações inadequadas.

A comissão de negociação pontuou outros problemas, como a falta de previsão orçamentária para que a Mesa de Negociação Permanente, que é uma das reivindicações que constam da pauta que suspendeu a greve, não só continue, mas também, sobretudo, gere resultados concretos e enseje a continuidade do processo de negociação da reestruturação da nossa carreira. A comissão assegura que a falta de recursos financeiros suficientes para atender às possibilidades de avanço nas Mesas de Negociações também é um dos problemas que preocupam a entidade e não está na proposta encaminhada pelo GDF.

 

Carta do Sinpro ao presidente da CLDF

 

Nessa terça-feira (28), o sindicato enviou um ofício ao deputado Wellington Luiz, presidente da CLDF, solicitando o apoio dele e da Casa Legislativa para garantir recursos financeiros na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024 para várias demandas da educação pública do Distrito Federal.

 

Ato público em defesa de recursos para a educação na LOA 2024

 

Diante dessa situação, o Sinpro-DF está mobilizando a categoria a participar intensamente do ato público a ser realizado na CLDF em defesa de recursos para a educação na LOA 2024. Fique atento(a) para a convocação a qualquer momento! Confira a imagem no fim desta matéria.

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Escola é espaço fundamental para desconstruir a normalização da violência

Saber identificar o que é violência é questão-chave para eliminar a prática realizada contra as mulheres. A afirmação foi feita na palestra “A desconstrução da violência pela educação: como identificar, evitar e encerrar o ciclo de violência”, realizada no Centro de Ensino Fundamental do Bosque, em São Sebastião, no dia 25 de novembro, Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

“Analisar as várias características da violência, as origens da violência, como ela surge e se desenvolve dentro de todos os tipos de relacionamento é imprescindível. Muitas vezes, a vítima está dentro de uma relação de abuso, mas não consegue identificar isso. Isso porque a violência não é só física, não é só tomar um soco, um tapa, um tiro. Mas uma palavra, uma difamação, uma violência patrimonial ou sexual, além de várias outras questões, também são formas de violência”, disse a palestrante Inara Amorim.

Professora de formação e policial civil há 14 anos, Inara, que também já foi vítima de violência, afirma que “a educação ensina a identificar os sinais, o cenário e, a partir disso, saber identificar se está ou não em um relacionamento abusivo e o que fazer diante disso”. “Esse é um tema para ser tratado em todas as idades, em todas as etapas de ensino”, afirma.

A diretora do Sinpro Leilane Costa participou da palestra e lembrou que o ambiente escolar é composto majoritariamente por mulheres, sejam professoras, orientadoras educacionais, estudantes, mães/responsáveis, trabalhadoras da limpeza.

“Nós do Sinpro temos uma séria de políticas para as mulheres, desenvolvidas por uma secretaria específica, que têm como um dos principais eixos o combate da violência contra as mulheres. Essa é uma luta que deve ser nossa, não só pela configuração da nossa categoria e do ambiente escolar, mas por defendermos que a educação deve ser emancipadora. Por isso, o tem do combate à violência contra as mulheres deve, sim, ser falado, e muito, dentro das escolas”, disse.

Leilane Costa, diretora do Sinpro

 

A dirigente sindical lembrou que o número de feminicídios no DF aumentou 250%, comparado o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2022. “Isso não pode ser normalizado. Aliás, nenhum tipo de violência pode ser normalizado. E as escolas são espaços importantes para desconstruirmos essa normalização”, afirma Leilane Costa.

A diretora do CEF do Bosque, Priscila Silva de Jesus Monteiro, conta que a palestra abriu a Semana Maria da Penha, inserida no inserida no Calendário Escolar. Entretanto, para ela, a atividade foi muito além de um evento alusivo à data. “Além de ser muito esclarecedora, a palestra encoraja. Esse tipo de atividade fortalece o debate de não à violência, independentemente do tipo”, avalia.

Organizador da atividade, o coordenador pedagógico do CEF do Bosque, Rogério Guimarães, lembra que a comunidade de São Sebastião tem como uma das características o volume aumentado de violência contra as mulheres. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, só neste ano, duas mães foram assassinadas pelo fato de serem mulheres.

“Percebemos como isso (a violência doméstica) tem afetado o desempenho escolar dos estudantes. É muito importante a parceria entre escola, família e toda a comunidade escolar para mudarmos este cenário”, afirma professor Rogério.

Segundo ele, o CEF do Bosque de São Sebastião planeja realizar mais duas palestras sobre violência de gênero: uma na primeira quinzena de janeiro e outra no ano letivo de 2024, após a Semana Pedagógica.


21 dias de ativismo

O dia 25 de novembro, Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, é uma das datas inseridas na campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, realizada desde 1991, mundialmente.

Internacionalmente, a campanha começa dia 25 de novembro e termina no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, totalizando 16 dias de ativismo. No Brasil, a campanha começa antes: no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, para enfatizar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras.

O Sinpro, a CUT e sindicatos vêm realizando uma série de atividades relacionadas à campanha. Acesse AQUI mais informações sobre o tema 

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CEF 18 de Ceilândia convida para lançamento do livro “Tempos de luta: histórias do período regencial”

O Centro de Ensino Fundamental nº 18 de Ceilândia (CEF 18 de Ceilândia) convida a todos(as) para o lançamento oficial do livro “Tempos de luta: histórias do período regencial (1831-1840)”, na quarta-feira (6/12), a partir das 17h, na própria escola, situada à QNP 10 – Área Especial, de Ceilândia. A obra no formato e-Book foi publicada em setembro deste ano. Confira a matéria sobre essa publicação https://sinpro25.sinprodf.org.br/livro-cef18/

“Contudo, agora, no dia 6 de dezembro, vamos fazer o lançamento oficial, com uma cerimônia na escola, reunindo nossos autores e autoras, seus familiares, professores e professoras, direção da escola e alguns convidados”, informa Fabiana Francisca Macena, professora de história e coordenadora da publicação.

 

 

No convite à comunidade escolar, a diretora Elaine Rodrigues de Amorim, os(as) estudantes das turmas de 9º Ano e a professora Fabiana Macena informam que têm a honra de convidar todos e todas para o lançamento oficial. A publicação foi produzida em 2022, quando os(as) estudantes cursavam o 8º Ano, mas, em razão do processo de produção da obra, ela será lançada agora, no fim do ano letivo de 2023, quando os(as) estudantes que a escreveram estão finalizando o 9º Ano.

“Devido a todo o processo de organização do livro, como diagramação e outras questões que envolvem a produção do livro, só conseguimos torná-lo possível agora, em 2023, quando esses e essas estudantes estão no 9º Ano. Mas o conteúdo é do 8º Ano. Este é o último ano deles na escola. Com isso, vamos fazer o lançamento da obra como fechamento do ciclo deles no CEF 18”, informa a professora Fabiana.

Disponível no formato e-Book no site https://paruna.com.br/ebooks/,  o resumo da obra informa que “os(as) estudantes que se comprometeram com o processo de aprendizagem histórica e com a produção do conhecimento histórico escolar, tornando-se agentes deste processo, abriram espaços para a formação de si como sujeitos. Ao produzirem outras narrativas sobre os movimentos do período regencial (1831-1840), constroem outras explicações possíveis e destacam a participação de homens e mulheres pobres, escravizados, indígenas. Também inventam novas formas de ser/estar no mundo”.

 

Ensino de História e Cidadania

Fabiana explica que o livro é o desdobramento do projeto “Ensino de História e Cidadania: a construção das diferenças e a conquista de direitos”, desenvolvido no CEF 18 de Ceilândia, com o apoio da direção. “O objetivo é que as e os estudantes compreendam como, a partir do século XIX, quando a cidadania emerge no vocabulário político brasileiro, seus sentidos implicaram na definição daqueles que eram e os que não eram cidadãos, aqueles que eram ou não detentores de direitos”, afirma a professora.

Ela explica que “todavia, mesmo excluídos das definições de cidadão da época, mulheres, escravizadas/os, pessoas pobres, indígenas buscaram encontrar caminhos possíveis para alcançar aqueles direitos que lhes foram negados. E um dos momentos da história do Brasil em que podemos perceber a riqueza de projetos e as muitas lutas por essa inserção é o período regencial, que se estende de 1831 a 1840. Momento em que o trono brasileiro se encontra vazio, em razão da abdicação de D. Pedro I e a impossibilidade de D. Pedro II assumir, em razão de sua idade (5 anos)”.

“Justamente pela riqueza de debates e projetos políticos defendidos nesse período, assim como pelas possibilidades abertas para a discussão do conceito de cidadania a partir de um aprofundamento de seu conhecimento, promovemos entre os estudantes dos 8º anos, no ano de 2022, o estímulo à pesquisa e à análise de diferentes registros e linguagens sobre estes movimentos políticos regenciais, as chamadas revoltas regências, como a Cabanagem, Balaiada, Farrapos, mas também aquelas menos discutidas, como Malês, Carrancas e Manoel Congo”, complementa.

A professora conta que o esforço possibilitou aos(às) estudantes conhecerem estes movimentos e suas motivações, mas também ir além: interpretar, compreender, estabelecer comparações e confrontos entre diferentes discursos sobre estas revoltas e que, na leitura do material didático e de outras produções sobre a temática, em uma perspectiva comparativa, os e as estudantes observaram as escolhas, os protagonistas, as omissões e os silêncios presentes na produção de conhecimento.

“A partir disso, foram capazes de construir suas próprias narrativas, em histórias em quadrinhos, cientes de que não seriam mais ou menos verdadeiras do que aquelas a que tiveram acesso, mas histórias possíveis, elaboradas a partir de suas escolhas e de registros acerca dos acontecimentos do período regencial, destacando, sobretudo, a presença de protagonistas até então esquecidos: mulheres, indígenas, pessoas negras libertas e escravizadas”, informa.

Primeira obra coletiva

Professora de História da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal desde 2017 e atuante no CEF 18 de Ceilândia desde 2019, Fabiana Francisca Macena é formada em História pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), além de mestre (2010) e doutora (2015) em História pela Universidade de Brasília (UnB). Ela realizou estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Mato Grosso (2016) na área de ensino de História.

Ela está sempre produzindo artigos científicos para livros e revistas com o tema do ensino de história. “Mas esta é a primeira obra coletiva, tendo estudantes como autores. E creio que este seja o principal diferencial do livro: evidenciar que há produção de conhecimento no espaço escolar e que os(as) estudantes são sujeitos nesse processo”, finaliza.

Premiação do I Festival de Curtas do Sinpro será dia 13; confira cronograma atualizado

Vencedores(as) do I Festival de Curtas do Sinpro Adélia Sampaio serão premiados no próximo dia 13 de dezembro. O evento é exclusivo para estudantes da rede pública de ensino que participaram do festival e seus convidados(as). Local e horário serão divulgados em breve.

Hoje com 79 anos, Adélia Sampaio, cineasta homenageada, estará presente na premiação do I Festival de Curtas do Sinpro, que tem como tema : “Para ser libertadora, a educação precisa ser antirracista”. Ela é a primeira mulher negra a dirigir um longa metragem no Brasil, e fez história na arte, na cultura e na luta antirracista e antimachista.

A premiação dos curtas selecionados será em formato de sessão de cinema, com a exibição dos cinco filmes mais bem votados de cada categoria.

Serão premiados os melhores curtas nas categorias Ensino Fundamental; Ensino Médio; Educação de Jovens e Adultos (EJA); Educação do Sistema Socioeducativo ou do Sistema Prisional. Não houve inscrições para a categoria Educação Infantil. Também haverá premiação para o curta mais bem votado na categoria Júri Popular.

Como critérios de avaliação, serão considerados originalidade e a criatividade do roteiro; a coerência da trama e sua capacidade de envolver o espectador; a correlação da obra com o tema proposto, a fotografia da
obra; e o ritmo e fluidez da edição.

O primeiro lugar de cada categoria e o mais bem votado pelo Júri Popular receberão R$ 2 mil e troféu. Também serão premiados(as) os(as) professores(as) ou orientadores(as) educacionais que acompanharam a produção do curta vencedor. O prêmio será de R$ 1 mil. Ainda haverá menção honrosa para trabalhos que se destacaram, mas não ganharam o primeiro lugar.

O I Festival de Curtas do Sinpro – Adélia Sampaio nasce do reconhecimento de que a educação e o cinema são ferramentas essenciais para compreender e interpretar a sociedade e suas formas de opressão. Um dos objetivos centrais da atividade é contribuir para a formação crítico-reflexiva de estudantes, sobretudo quanto a questões de raça e gênero.

Cronograma atualizado

Para garantir a ampla participação dos(as) estudantes da rede pública no I Festival de Curtas do Sinpro-DF, o sindicato prorrogou as inscrições, encerradas nesse 26 de novembro. Com isso, houve alteração em todo cronograma do evento. Veja as datas atualizadas:

Seleção Comissão Julgadora: 27 a 2/12/2023

Divulgação dos curtas selecionados pela Comissão Julgadora: 4/12/2023

Entrega dos termos de autorização de uso de imagem e voz dos(as) menores e dos(as) maiores de idade: 5 e 6/12/2023

Votação de Júri Popular: 6 a 7/12/2023

Premiação: 13 de dezembro

Acesse AQUI o regulamento do I Festival de Curtas do Sinpro – Adélia Sampaio

 

 

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CEMEIT realiza Exposição Cultural Científica 2023 nesta terça (28)

A mostra acontece nesta terça-feira (28) e dura apenas um dia. A Exposição Cultural Científica 2023, do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (CEMEIT), é a culminância dos projetos acadêmicos desenvolvidos pelos(as) estudantes durante os dois últimos bimestres. A atividade começa às 8h30 e vai às 16h, com a apresentação de mais de 1.500 estudantes. Compareça e conheça o trabalho.

 

A exposição é um evento pedagógico que integra o Projeto Político-Pedagógico (PPP) do CEMEIT há mais de 10 anos. No início, a escola realizava dois projetos grandes, a Feira de Ciência e a Exposição Cultural. Mas, há 8 anos, decidiram reunir ambos em um único projeto e passou a ser Exposição Cultural Científica.

 

Cada ano há um tema central subdividido em vários subtemas. Cada turma de 1º, 2º e 3º Anos do Ensino Médio fica com um subtema. O evento envolve todas as turmas da escola desde o 1º até o 3º Ano e os(as) estudantes ficam envolvido nesse conteúdo durante os dois últimos bimestres do ano letivo.

 

Este ano, o tema central é o “Big Bang: um novo começo para adiar o fim”, o qual tem sete eixos temáticos principais, a saber: arte e cultura, avanços tecnológicos, desafios globais, educação e futuro, exploração espacial, saúde e bem-estar, sustentabilidade ambiental, os quais foram subdivididos em 40 subtemas. As turmas de 1º Ano ficaram responsáveis por 15 subtemas; as de 2º Anos, 14 subtemas; e as de 3º Ano, ficaram responsáveis por 11 subtemas. Clique aqui e confira os temas e subtemas da edição deste ano. (https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2023/11/TEMAS-ECC-20231.pdf)

 

“São 40 temas que os e as estudantes têm de pensar, desde meio ambiente, cultura, educação, tecnologias, enfim, muitos temas relacionados ao tema central. O trabalho envolve todas as disciplinas porque é interdisciplinar e vale 5 pontos e 50% da nota dos e das estudantes para o quarto bimestre. Eles e elas têm de apresentar o trabalho escrito, que passa por uma banca avaliadora e, somente agora em novembro, vão para a exposição realizada na quadra da escola. É um processo que dura em torno de 6 meses”, informa o diretor e professor de filosofia, Gabriel Souza Rodrigues.

 

Todas as turmas recebem os seus temas no terceiro bimestre e, a partir daí, produziram trabalhos escritos, escrevendo um pré-projeto. Esse pré-projeto é avaliado pelos(as) professores(as) que participam da banca avaliadora. A banca faz alterações devidas, com sugestões e correções. A exposição é a culminância do trabalho. Compareça!

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