Professoras e orientadoras educacionais também são vítimas de violência e feminicídio

Falar de violência contra as mulheres e de feminicídio também é falar de classe trabalhadora. Quando se trata da categoria do Magistério Público, essa relação é ainda mais evidente.

Professoras e orientadoras educacionais são maioria no Magistério Público. Pela sua configuração, essa é também uma categoria composta, majoritariamente, por pessoas que sofreram, sofrem ou são potenciais vítimas de violência.

No DF, esse cenário se torna ainda mais preocupante, já que a unidade da federação registrou, no país, o maior crescimento de casos de violência baseada em gênero. O aumento foi de 250%, comparado o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2022, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Para se ter noção da gravidade do percentual, o segundo lugar foi para São Paulo, com 33,7%.

O reflexo desse cenário é multidirecionado, como alerta a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira.

“A vítima carrega consigo dores e traumas que, muitas vezes, se mostram insuperáveis. Isso reflete na sua atuação profissional, ou seja, impacta na qualidade da educação ofertada à população. E também perde o Estado, que tem custos com tratamentos médicos, benefícios sociais”, explica.

Segundo Mônica Caldeira, essa não é a única questão que justifica o debate da violência de gênero de forma contínua e interseccional nas escolas.

“É indiscutível que ser uma categoria composta majoritariamente por vítimas de violência de gênero é, por si só, definitivo para que esse tema seja parte do nosso cotidiano. Mas precisamos ir além: educação é um dos principais pilares de uma sociedade. Portanto, se almejamos uma sociedade justa, democrática, precisamos de uma educação antimachista, antimisógina.”

Fundamentalismo religioso e patriarcado
Embora conteúdos relacionados a gênero estejam previstos tanto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional como no Currículo em Movimento, falar de educação sexual, direitos humanos, violência contra as mulheres nas escolas ainda é um desafio.

“A gente está agora em um novo momento, um momento de esperança e visão de progresso. Mas a ultradireita ainda continua atuante e perigosa como sempre. Nós, professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais, sabemos bem disso. O combate à liberdade de cátedra, à uma educação libertadora e, consequentemente, antirracista e antimachista, continua forte; e nós continuamos sendo alvo”, avalia a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Sinpro-DF Berenice Darc.

Em entrevista para o Sinpro-DF em agosto deste ano, a Secretária de Saúde da CNTE, Francisca Seixas, disse que “o fundamentalismo religioso e o patriarcado tentam de todas as maneiras podar que as crianças e adolescentes recebam a informação adequada à sua faixa etária, sobretudo, no que envolve a sexualidade e os seus corpos, que devem ser invioláveis”.

A fala é ainda mais chocante diante Do seguinte dado da Secretaria de Segurança Pública do DF: 25% dos casos de estupro coletivo foram realizados em escola/comércio. O mesmo percentual é indicado para local ermo/via pública. O levantamento considera os meses de janeiro a setembro de 2023.

Pela vida de todas as mulheres e meninas

Dia 25 de novembro é Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A data marca o início da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No Brasil, a campanha começa antes, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, somando 21 dias de ativismo. Isso porque, aqui, é considerado essencial lembrar que as mulheres negras são as principais vítimas da violência de gênero.

Para a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira, o dia 25 de novembro é um dos marcos da luta feminista, mas trata de um tema que deve ser abordado diariamente em todos os espaços, inclusive nas escolas.

“Não podemos achar que, porque existe uma data, o tema referente deve ser tratado exclusivamente neste dia. A violência contra as mulheres é cotidiana, infelizmente. Portanto, a luta pelo fim dessa violência e pela vida de todas as meninas e mulheres também deve ser diária e interseccional”, diz.

A dirigente sindical alerta ainda que, embora a escola tenha papel fundamental no fim da violência contra as mulheres, é urgente que o Estado supere as falhas ainda cometidas, que acarretam na falta de proteção de mulheres e meninas.

“O Estado precisa prevenir com ações educativas e culturais que rompam com os padrões sexistas; punir agressores, com o amparo das legislações vigentes; acolher as vítimas, com desenvolvimento de equipamentos públicos e treinamento de profissionais; gerar programas que resultem na independência financeira de mulheres. Esses são itens básicos, mas que não vêm sendo cumpridos como deveria, sobretudo em âmbito local”, afirma Mônica Caldeira.

A CPI do Feminicídio no DF, realizada em 2021, mostrou total desarticulação das atividades dos órgãos públicos locais que, em tese, atuam pelo fim da violência contra a mulher. O relatório da Comissão comprovou que, para além da inexistência do trabalho em rede das políticas públicas, da ausência de orçamento, de problemas diversos no protocolo de atendimento das vítimas e agressores, há flagrante deficiência de pessoal para atuação nos órgãos integrados ao processo de acolhimento às vítimas de feminicídio. E para os servidores que exercem as atividades, segundo o documento, há descaso total com as condições de trabalho.´

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Lula sanciona lei que valoriza Conselho de Alimentação Escolar

Conselho de Administração Escolar (CAE) deverá ter verba e condições para o pleno funcionamento. A determinação está prevista em lei (nº 14.734/2023) sancionada pelo presidente Lula nessa quinta-feira (23/11), que altera norma sobre atendimento da alimentação escolar (Lei nº 11.947/2009)

Membro do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Samuel Fernandes, que é diretor do Sinpro-DF, comemora a sanção da lei. “A regra valoriza o CAE, que tem a participação da sociedade civil organizada. Dessa forma, valoriza-se também a democracia direta”, avalia.

A lei que valoriza o CAE chega em um momento em que o DF passa pelo escândalo de larvas na merenda dos estudantes das escolas públicas, e tem potencial de garantir merenda de qualidade a crianças e adolescentes.

“Essas alterações que foram sancionadas pelo governo federal serão fundamentais para continuidade dos trabalhos de fiscalização, para que a merenda escolar chegue de fato de qualidade no prato dos alunos”, afirma Samuel Fernandes.

Embora o Conselho de Alimentação Escolar seja respaldado por legislação específica, o mecanismo de acompanhamento e fiscalização da merenda escolar no DF conta com a própria sorte. Quem integra o CAE atua voluntariamente, e não há subsídio nem para o transporte dos conselheiros até as unidades escolares, o que impede o trabalho de fiscalização.

“O CAE já fez diversas denúncias aos órgãos de controle devido às dificuldades que temos para as fiscalizações, pois a burocracia imposta pela Secretaria de Educação para liberar um transporte para essa finalidade é muito grande. Vamos cobrar do Governo Ibaneis que cumpra a lei”, diz Samuel Fernandes.

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Projeto fotográfico do CEF 02 de Ceilândia expôs novo olhar sobre o ambiente escolar

A fotografia é arte? De vez em quando essa pergunta é ressuscitada e levanta a velha discussão dos primórdios da invenção da fotografia sobre se ela é arte ou não. Trata-se de um tema tão pulsante que sempre retorna à pauta de debates conceituais sobre artes. Quando a fotografia foi apresentada à Academia Francesa de Ciências, em 1839, o debate sobre se é arte ou não tomou o mundo da arte. A polêmica foi tão forte que o Vaticano, autoridade máxima do mundo ocidental na época, se reuniu para decidir se a recém-inventada fotografia era ou não uma forma de pecado.

A fotografia foi uma das invenções espetaculares do século 19 que veio para mudar conceitos. Por exemplo, ela, praticamente, retirou das artes aquele estigma de que a produção artística é uma atividade restrita a pessoas iluminadas e, seu o produto, um objeto caro para deleite apenas das elites do mundo. A fotografia nega essa mercantilização da inteligência e sensibilidade humanas. Ela popularizou a habilidade das pessoas de qualquer classe social produzirem conteúdos e formas, voltada para a materialização de um ideal de beleza, harmonia ou expressão de sua da subjetividade.

Tanto é que, enquanto as elites se debatiam sobre se é arte ou não, a fotografia se consolidou como arte, técnica e disciplina escolar, fazendo parte dos currículos do Ensino Fundamental ao Superior. Hoje, mais democratizada do nunca por causa do avanço e da popularização das novas tecnologias, ela é reconhecida como uma das sete artes digitais e está na mão, ao alcance de qualquer pessoa: está no celular. Esse novo argumento foi comprovado pela exposição “Ambiente escolar: um novo olhar”, do Centro de Ensino Fundamental 02 de Ceilândia (CEF 02 de Ceilândia).

Exposição “Ambiente escolar: um novo olhar”

Essa breve história foi contada para mostrar como o CEF 02 de Ceilândia utilizou a fotografia e o celular para reforçar o viés democrático das artes e o uso das tecnologias como instrumento pedagógico. A escola superou a velha discussão filosófica secular sobre o que é arte e apresentou o ambiente escolar como local de inspiração artística e o aparelho celular como instrumento pedagógico. Mas não ficou presa aí. A escola foi mais longe e transformou o olhar dos(as) estudantes em expressão artística, ou seja, em arte.

O projeto é da professora de artes Érika Guedes que, no primeiro semestre, finalizou o conteúdo da sua disciplina com a mostra “Ambiente escolar: um novo olhar”. A exposição foi instalada na própria escola e na EAPE. As fotografias desse trabalho foram produzidas por mais de 150 estudantes de cinco turmas do 9º Ano, que se organizaram em grupos de até quatro pessoas para que cada grupo pudesse ter pelo menos um celular que possibilitasse a participação de todos e a revelação das fotos não ficasse muito cara.

Com o projeto “Ambiente escolar: um novo olhar”, Érika contemplou os ideias do Currículo em Movimento, da Secretaria de Estado da Educação (SEE-DF), e ensinou a importância do ambiente escolar para todos(as). “Decidi fazê-lo este ano para que os estudantes pudessem utilizar o celular como meio pedagógico. Além disso, o projeto contempla o conteúdo do Currículo em Movimento, que trabalha da técnica da fotografia, abordando o tipo de imagem, o ângulo, as cores, a luminosidade dentre outras. Foi também uma forma de os estudantes respeitarem o ambiente e se sentirem pertencentes. Com o novo olhar sobre o ambiente escolar, os detalhes passaram a fazer parte dos momentos deles”, explica a professora.

A pedagogia do método

“Primeiramente, é importante destacar que o conteúdo “fotografia” está no currículo da disciplina artes. Depois, o projeto envolve fotografias tiradas de celulares. Durante as aulas de artes, os estudantes receberam orientações sobre os tipos de fotografias. Nos 15 minutos finais de cada aula de artes, eles foram liberados para fotografarem a escola. A partir dos objetos escolhidos, fui orientando quanto ao ângulo e à luminosidade. Eles tiveram total autonomia para se deslocarem no ambiente escolar e escolherem o que gostariam de fotografar”, explica.

A exposição fechou o conteúdo do primeiro semestre de artes e esteve disponível nos murais da escola até o início de novembro, quando foi retirada para dar espaço à culminância dos trabalhos referentes ao Mês da Consciência Negra. “O projeto ‘Ambiente escolar: um novo olhar’ mexeu com os conceitos acerca da escola entre os estudantes. No início, eles tiveram muita dificuldade em olhar a escola como ambiente com potencial artístico. Mas, depois, passaram a perceber os detalhes de objetos que eram apenas funcionais para o dia a dia”, conta.

Embora seja novo no CEF 02 de Ceilândia, esse projeto já foi feito pela professora Érika em outras escolas em que ela atuou. Além disso, trata-se de um projeto individual da disciplina artes e ainda não está previsto no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola. “Talvez, em 2024, ele seja um dos tópicos para a Semana Pedagógica. Este ano, de forma indireta, toda a escola e as disciplinas estiveram envolvidas. Direção e professores apoiaram o projeto e foram bem flexíveis quanto aos estudantes andando nos corredores e pedindo permissão para entrarem e outras salas para fotografar”, finaliza.

Professora aposentada é uma das premiadas do FAC Mulher

A professora aposentada da rede distrital Janilce Rodrigues é uma das 10 agraciadas com o prêmio FAC Mulher, concedido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec). Ela concorreu na modalidade acima de 60 anos.

O certame premiou, no total, 50 agentes culturais mulheres relevantes ou que tenham desenvolvido, no Distrito Federal, ações artísticas e culturais em benefício da sociedade, que comprovassem atuação direta ou indireta no enfrentamento, prevenção ou combate à violência contra mulheres por meio da cultura.

Janilce recebeu o prêmio por suas ações em trabalhos voluntários e comunitários. Com o apoio do Ministério Público de Sobradinho, ela organizou na cidade um programa de acolhimento para mulheres em situação de violência doméstica, intitulado “Conversando com meus botões”, que envolvia rodas de conversa e oficinas de costura para essas mulheres.

“Nesse programa nós fazíamos o acolhimento dessas mulheres, com roda de conversa ou jogos cênicos, a depender do planejamento. A seguir, oferecíamos agulha, linha e tecido para aprenderem bordado em tecido xadrez. Algumas mulheres não sabiam como mexer com linha e agulha, e nós as auxiliávamos nesse processo. Também levamos alguns tecidos para que elas trabalhassem livremente com o material. Algumas aprenderam o bordado e começaram a vender produtos de bordados e ensinar bordado para outras mulheres. Houve ainda, dentre as mulheres acolhidas, as que faziam apliques de crochê nos bordados, e também compartilharam essa técnica com o grupo.”

Janilce também criou e coordenou o Canto Coral Popular, com a regente Sara Landum: “Conversei com o presidente do Lyons clube, que disponibilizou o espaço do clube para os ensaios. Conseguimos reunir cerca de 15 pessoas e fizemos algumas apresentações do coral de MPB em Sobradinho. Apresentamos na praça e na feira de Sobradinho. O projeto durou cerca de um ano.”

A professora ainda é autora de três livros: os infantis A fada da caixa de costura, de 2015, e Manuela e as borboletas amarelas, de 2017, além de Teatro em Cadeado – uma experiência em cela de aula, de 2019 – este último com financiamento do FAC.

Em 2022, Janilce criou e fez a curadoria do projeto de artes visuais ” O novo sempre vem” – Celebração ao Centenário da Semana de Arte Moderna. A exposição na galeria de arte Van gogh, em Sobradinho, reuniu vários artistas do DF.

O prêmio FAC Mulheres concedeu um total de R$ 800 mil reais em prêmios a mulheres e entidades geridas por mulheres. Metade dos prêmios foram destinados a mulheres negras. Havia também as categorias indígena, quilombola, mulheres com deficiência e mulheres acima de 60 anos – categoria em que Janilce concorreu.

Sinpro soma na caminhada pela vida das mulheres, dia 25

No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, 25 de novembro, o Sinpro se soma a diversas organizações na Caminhada pela Vida de Todas as Mulheres e Meninas. A atividade será de 9h às 12h, no Taguaparque, em Taguatinga.

Além da caminhada, o evento também terá plantio de árvores, feirinha e serviços diversos. “Toda nossa categoria está convidada a participar. Vamos juntas e juntos defender a vida de todas as mulheres e meninas, nas ruas, nas escolas e em toda parte”, diz a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira.

O dia 25 de novembro marca mundo afora o início da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No Brasil, a campanha começa antes, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, somando 21 dias de ativismo. Isso porque, aqui, é considerado essencial lembrar que as mulheres negras são as principais vítimas da violência de gênero.

Sinpro oferece oficina de hortas comunitárias dia 28/11

A Secretaria de Assuntos de Aposentados(as) do Sinpro informa que estão abertas as inscrições para a primeira oficina de hortas deste ano, a ser realizada dia 28 de novembro, à tarde, na Chácara do Sinpro, em duas modalidades: cultivo de hortas em pequenos espaços, e ervas aromáticas e alimentação saudável na rotina diária.

“A Chácara do Sinpro é o local ideal para esse evento, pois lá estamos todos em contato com a natureza”, lembra Elineide Rodrigues, coordenadora da secretaria de assuntos de aposentados(as) do sindicato.

Quem se interessar pode ligar para o Sinpro (3343-4235) e falar com Elieuza.

Dois ônibus vão sair às 13h, um da sede do Sinpro no SIG e outro do Taguaparque, para levar os e as participantes à chácara do Sinpro.

No ato da inscrição, a pessoa deve escolher se quer fazer a oficina de hortas em pequenos espaços ou a de ervas aromáticas e alimentação saudável na rotina diária.

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Evento antirracista no CILC Ceilândia celebra mês da consciência negra

No último dia 18 de novembro, o Centro Interescolar de Línguas de Ceilândia (CILC) de Ceilândia também fez seu evento de celebração do mês da consciência negra. O evento foi realizado na escola de línguas a partir de sugestão da professora Amanda de Paula Alves, ainda na semana de coordenação pedagógica.

“Nos preparamos para este evento a partir de uma coordenação pedagógica coletiva, e organizamos inclusive uma palestra da EAPE sobre o tema”, conta Amanda.

O evento foi aberto à comunidade, e contou com rodas de conversas, oficinas e apresentações de dança e de música.

“Trabalhei com minhas turmas de 6º ano a série afrofuturista Kizazi Moto, da Disney, que conta a história da África, e discutimos questões de racismo no esporte, como os fatos ocorridos com o jogador de futebol Vinicius Junior, que joga no Valencia, time espanhol”, conta Amanda.

A professora também trabalhou em sala de aula a letra da música “que quede claro”, do grupo de hip hop cubano Orishas. A música, que foi tema de uma questão do Enem deste ano, retrata um caso de racismo ocorrido no metrô de Barcelona contra uma mulher negra equatoriana. “A partir dessa letra, fizemos um mural com rostos de personalidades negras aplicando a técnica pontilhada, muito usada pelo artista plástico dominicano (e negro) Cándido Bidó”, explica a professora, que trabalhou ainda, com sua turma, biografias de personalidades negras.

Antes da culminância do projeto, houve também um ensaio fotográfico, em outubro, denominado Cresp@s e Cachead@s, originalmente realizado no CEM 02 de Ceilândia e que foi levado para o CILC. O ensaio visa ao empoderamento da comunidade negra e da exaltação do cabelo crespo e cacheado.

Houve também oficina de charme, com o Periféricos no Topo, oficina de arte negra com a artista Lara Sales, Oficina de turbantes com a Professora Joana Darc e a professora Waneska Gomes, oficina de tranças com a professora Samara Melo.

O evento antirracista do dia 18 contou com a participação de vários ativistas (muitos ex-alunos da escola). Houve apresentações de batalha de rima, oficina de bonecas abayomi (técnica desenvolvida pela artesã Lena Martins na década de 1980, no Rio de Janeiro), oficina de maquiagem e bijuterias. Também teve oficina de Fit Hit, nova modalidade de dança/exercício em Brasília, cujo criador é o Professor Patrício Figueiredo.   A convidada a executar a oficina foi a professora e personal trainer Lene Launé.

Houve rodas de conversas com convidados realizadas em português, inglês, francês e espanhol. Como convidados para essas rodas de conversa, a jornalista da CNN Basília Rodrigues, o rapper X do grupo Câmbio Negro, a professora Daniela Pessoa, e os professores do IFB Francisco e Marcos, que fizeram rodas de conversa em inglês e em espanhol, respectivamente.

A roda de conversa em francês foi com o dono da empresa Afrikanus, René Mapouna, que comercializa moda africana. Ele é professor de francês e falou sobre o lado desconhecido do continente africano.

O evento se encerrou com um show de talentos dos próprios estudantes do CILC Ceilândia.

A professora Amanda conta que foi um grande desafio preparar um evento antirracista dentro de um Centro de Línguas:

“Ainda que a educação antirracista seja lei, vemos as instituições com muita dificuldade de trabalhar o tema, não só no mês da consciência negra, como também ao longo do ano. O debate está mais distante dos centros de línguas, por serem centros voltados ao ensino de línguas, mas acho que demos conta do desafio”, explica.

 

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IE convoca entidades da educação a se solidarizar com professores e estudantes palestinos

A Internacional de Educação (IE) convoca suas entidades signatárias em todo o mundo para uma ação global urgente de solidariedade com os(as) professores(as) e estudantes palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia por intermédio de suas entidades-irmãs na região, a General Union of Palestinian (GUPT, União Geral da Palestina), o General Union of Workers in Kindergartens and Private Schools (GUWKPS, Sindicato Geral dos Trabalhadores em Creches e Escolas Particulares) e a Palestinian Teachers Federation of Unions of University Professors and Employeers (PFUUPE, Federação Palestina de Sindicatos de Professores e Funcionários Universitários).

A IE é a Federação Sindical Global, que reúne organizações de professores(as) e trabalhadores(as) da educação em todo o mundo e representa 32 milhões de profissionais em 178 países e territórios. Em documento enviado, nessa segunda-feira (20/11), a todas as suas entidades signatárias, ela ressalta o fato de o conflito armado entre Israel e o Hamas ceifar, diariamente, a vida de milhares de civis em Israel e na Faixa de Gaza, alerta para a situação subumana dos sobreviventes e pede ajuda financeira para levar insumos básicos a milhares de pessoas em condições degradantes em decorrência da guerra.

Para isso, pede a todas às entidades filiadas mundo afora o apoio financeiro para ajudar suas organizações irmãs na Faixa de Gaza e na Cisjordânia num esforço mundial para ajudar professores(as) e estudantes vítimas da guerra. As entidades podem contribuir com o Fundo de Solidariedade dependendo de sua capacidade financeira, fazendo a doação para a:

Internacional de la Educación

ING Bank

24, Avenue Marnix 1000 Bruselas

IBAN: BE05 3101 0061 7075

Swift: BBRUBEBB

Con la referencia: Llamamiento de ayuda humanitaria 2023/11

 

Necessidades urgentes

As GUPT, GUWKPS e a PFUUPE, organizações filiadas à IE na Cisjordania, têm mobilizado redes por meio das UNRWA e Unicef, agências da Organização das Nações Unidas (ONU), entre outras, para atender às necessidades mais urgentes de docentes e estudantes. Algumas dessas necessidades incluem a distribuição de cobertores para fazer frente às baixas temperaturas desta época do ano e alimentos, bem como livros e jogos para as crianças menores.

No documento lançado nessa segunda-feira (20/11), a IE afirma que no último mês, a guerra ceifou a vida de mais de 10 mil pessoas, sendo mais da metade delas crianças e jovens e uma abrupta maioria dos assassinados são cidadãos e cidadãs civis palestinos. “Até hoje, pelo menos 42% de todas as casas na Faixa de Gaza foram destruídas ou danificadas. Os bombardeios devastaram também 258 centros educativos, nove universidades e a maior parte das estruturas sanitárias. As nossas organizações irmãs na Palestina relataram a morte de pelo menos 130 professores”, informa a IE.

Também observa que a população de Gaza enfrenta condições de vida abaixo das condições subumanas, desastrosas e carentes de serviços e de artigos de primeira necessidade, como habitação, alimento, água, combustível, eletricidade, instalações de saneamento e saúde. “Os centros de educação permanecem fechados de modo que mais de 625 mil estudantes estão sem acesso à educação e muitas instalações educacionais se tornaram abrigos, apesar das condições inseguras devido aos danos já sofridos ou estão ameaçadas de novos ataques.

 

Clique no link a seguir para ler o documento da IE na íntegra.

https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2023/11/LLAMAMIENTODEACCIONURGENTE-Palestina.pdf

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Nota de pesar: Márcia Alves Ferreira

Com imenso pesar, o Sinpro-DF informa o falecimento da professora Márcia Alves Ferreira, aos 77 anos. O velório será nesta quarta-feira (22), a partir das 16h, na Capela 02, do Campo da Esperança da Asa Sul. O corpo da professora será cremado com a participação somente da família.

 

Márcia foi professora de Língua Portuguesa no CEM Setor Oeste, na Asa Sul. Ela lutou com bravura contra um câncer de pulmão. Sempre presente nas lutas da categoria e por uma sociedade mais justa, a professora é uma daquelas pessoas que, para sempre, fará falta nas atividades do nosso sindicato.

 

O Sinpro se solidariza com familiares, amigos(as) e colegas e reitera seu profundo respeito à professora, desejando que ela descanse em paz e a família encontre resiliência para seguir em frente. Professora Márcia, presente!

 

Estudantes continuam comendo merenda com larva

Na semana passada, o DF inteiro ficou sabendo do caso de larvas na merenda dos estudantes das escolas públicas da capital federal. Em nota, a Secretaria de Educação (SEEDF) afirmou que “adotou as providências imediatamente”. Mas crianças e adolescentes continuam encontrando larvas nos lanches servidos.

Na tarde dessa segunda-feira (20/11), logo após o Sinpro publicar a matéria “Larva na merenda escancara política adotada por Ibaneis para a educação”, estudantes do CEF 02 do Guará gravaram vídeo que mostra larvas no cuscuz servido como merenda.

“Em visita, encontrei cinco pacotes de arroz contaminados em uma sala ao lado do depósito no CEF 02 do Guará. Eles foram retirados do depósito da escola na última sexta-feira por terem larvas. Provavelmente essas larvas que os alunos mostraram no cuscuz que foi servido ontem deve ter ocorrido por contaminação cruzada”, afirma o membro do Conselho de Alimentação Escolar, Samuel Fernandes, que é diretor do Sinpro-DF.

Ele afirma que “o governo Ibaneis é o responsável pelo que está acontecendo”. “Todos os alimentos devem ser retirados pela Secretaria de Educação. As merendeiras não têm culpa. Quem compra arroz de péssima qualidade é o GDF”, diz Samuel Fernandes.

O Sinpro, via CAE, continua a atuação firme para garantir a qualidade da merenda escolar e da própria educação pública aos milhares de estudantes do DF.

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