Sinpro pressiona e GDF garante nomeação de aprovados em concurso

O chefe da Casa Civil do DF, Gustavo do Vale Rocha, afirmou nesta segunda-feira (11/12) que nomeará imediatamente quase 800 aprovados(as) no concurso do Magistério Público de 2022. Além disso, será apresentado um cronograma de novas nomeações em janeiro de 2024. A manifestação foi realizada em reunião com a Comissão de Negociação do Sinpro-DF, intermediada pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT).

O compromisso foi de nomear 776 professores(as) e 20 orientadores(as) educacionais aprovados(as) no último certame. O quantitativo corresponde ao número de vagas imediatas previstas no edital do concurso.

Já o calendário que será elaborado tem como objetivo indicar e sistematizar a nomeação dos(as) 3.104 professores(as) e 80 orientadores(as) educacionais que ficaram no cadastro reserva.

Na reunião desta segunda, a Comissão de Negociação do Sinpro destacou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2024, que norteia a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o mesmo ano, previa a entrada de 6,2 mil novos professores(as) e 1 mil orientadores(as) educacionais na rede pública do DF. Entretanto, o governador do DF, Ibaneis Rocha, vetou o trecho do texto e lançou na proposta orçamentária de 2024 a convocação de apenas 630 servidores para o setor.

O chefe da Casa Civil ponderou e afirmou que a LDO é autorizativa e não impositiva, podendo ser alterada durante o ano. Rocha ainda disse que um novo concurso para o Magistério Público será organizado em 2024.

>> Leia também: MOBILIZAÇÃO NESTA QUARTA (13) PARA A VOTAÇÃO DA PLOA: EM DEFESA DOS RECURSOS PARA A EDUCAÇÃO

Para a Comissão de Negociação do Sinpro, é necessário “compromisso e respeito do GDF com a educação pública e seus profissionais”. O grupo foi enfático ao dizer ao chefe da Casa Civil do DF que o cumprimento do acordo de greve, na íntegra, é fundamental, já que a Greve da Educação não foi finalizada, mas sim suspensa.

40 horas
Na reunião desta segunda-feira (11/12), o chefe da Casa Civil do DF afirmou que professores(as) e orientadores(as) educacionais que formalizaram requerimento para ampliação da carga horária para 40 horas semanais serão atendidos em fevereiro de 2024.

>> Leia também: AMPLIA JÁ! 40 HORAS PARA QUEM PRECISA

No dia 18 de dezembro, será realizada mais uma rodada da Mesa de Negociação Permanente. Desta vez, a reunião da Comissão do Sinpro será com representantes da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do DF, e terá na pauta não só os itens que estão no acordo de suspensão da greve, mas também as demais pautas da categoria que não estão inseridos no documento.

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TV Sinpro mostra Vernissage Cultural desenvolvida pelo CEF 01 de Sobradinho

O Centro de Ensino Fundamental 01 de Sobradinho tem apostado nas artes cênicas e visuais para incrementar o conteúdo pedagógico repassado aos(às) estudantes. Fruto do projeto pedagógico da escola, os(as) alunos(as) promovem, anualmente, uma Vernissage Cultural onde expõem obras em mosaico, pintura em camisetas, pirografia e outras atividades. O projeto será destaque do TV Sinpro do dia 13 de dezembro, às 19h.

O projeto tem como objetivo debater o racismo na escola e traz o cumprimento da Lei 10.639/03. Apresenta a produção nas artes cênicas e visuais a partir do entendimento das negritudes nesse espaço escolar, das experiências racistas vividas e como podem e devem ser a transformação dos(as) estudantes/cidadãos conhecedores das suas histórias e potências.

O programa será transmitido às 19h pela TV Comunitária e pelo Youtube e Facebook do Sinpro-DF. Confira!

 

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Manifestação em defesa do ensino médio nesta terça (12) às 9h no Senado

Nesta terça-feira, 12, haverá mobilização da educação em defesa do ensino médio em todo o país!

Em Brasília, os manifestantes se encontrarão às 9h no Senado, onde será apresentado o relatório da subcomissão especial para o tema, trazendo uma série de retrocessos em relação às reivindicações dos movimentos da educação. Às 14h, a mobilização será na Câmara Federal.

Os atos reivindicarão a defesa do ensino médio com:

– 2.400 horas para formação geral dos/as estudantes
– Fim do notório saber para ministrar aulas na educação básica.
– Fortalecimento da formação profissional integrada.

Participe! Por um Ensino Médio que cumpra com excelência a formação dos(as) nossos(as) estudantes!

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Aprovados em concurso dão o sangue pela educação pública

Professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovados(as) no último concurso do Magistério Público em vaga imediata e no cadastro reserva realizarão ato com doação de sangue dia 12 de dezembro (terça-feira). A ação, chamada pelo Sinpro-DF, marca a campanha “Convoca Já!”, e está agendada para 9h45, no Hemocentro (Setor Médico Hospitalar Norte, próximo ao HRAN).

“Vamos mostrar que estamos dando o sangue pela educação pública de qualidade. Já fomos aprovados e aprovadas no concurso. Estamos prontos e prontas para ir para as salas de aula e fazer uma educação pública de qualidade ”, afirma a diretora do Sinpro-DF Ana Bonina.

A sindicalista lembra que o governador Ibaneis Rocha anunciou a nomeação de alguns aprovados no concurso de 2022, mas que o quantitativo “é totalmente insuficiente”. “As 766 nomeações anunciadas por Ibaneis estão longe de cobrir o déficit de 9 mil professores na rede pública. E para orientadores, que também são deficitários nas escolas públicas, o anúncio foi da convocação de apenas 20 aprovados”, denuncia a diretora do Sinpro.

Segundo dados da Secretaria de Educação, atualmente, 70% dos professores(as) em regência estão em regime de contratação temporária. “Professores e professoras com contrato temporário são altamente qualificados, mas têm direitos precarizados. A gente quer professores e professoras com direitos plenos. Além disso, a alta rotatividade dos professores substitutos inviabiliza o acompanhamento do aprendizado dos estudantes e dificulta o planejamento das atividades escolares”, esclarece a diretora do Sinpro-DF Márcia Gilda.

Entre vagas imediatas e cadastro reserva do último concurso do Magistério Público do DF, foram aprovados 3.880 professores(as) e 100 orientadores(as) educacionais. O GDF chegou a assinar documento se comprometendo a nomear todo o quantitativo.

 

Orientações para doar sangue

O Hemocentro de Brasília apresenta algumas orientações para ser doador(a) de sangue. As principais são:

>> Ter entre 16 e 69 anos
>> Pesar mais de 51 quilos
>> Dormir pelo menos 6 horas, com qualidade, na noite anterior à doação
>> Não ingerir bebida alcoólica nas últimas 12 horas antes da doação
>> Não fumar 2 horas antes da doação
>> Estar bem alimentado(a) e nem hidratado(a)
>> Evitar alimentos gordurosos, como leite, frituras e massas
>> Estar com documento de identificação oficial com foto em mãos

Para dar qualidade ao atendimento, o Hemocentro de Brasília realiza agendamento para doação de sangue. A marcação pode ser feita pelo site https://www.hemocentro.df.gov.br/. Entretanto, a direção da fundação afirma que, caso o(a) doador(a) não consiga realizar o agendamento via internet, pode se dirigir diretamente ao Hemocentro das 7h15 às 18h, de segunda a sábado.

SAIBA MAIS EM https://www.hemocentro.df.gov.br/

Campanha Convoca Já

A Campanha Convoca Já! está nas ruas, nas escolas e na mídia. Para dar corpo à luta, o Sinpro espalhou outdoors em pontos estratégicos da cidade; vem fazendo visitas formativas nas escolas e com a publicação de vídeos sobre o tema na rede local de TV vídeo.

Saiba mais AQUI e veja vídeo sobre o tema AQUI

 

 

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Sinpro disponibiliza agendas 2024 e realiza atualização cadastral

As agendas 2024 já estão disponíveis para professores(as) e orientadores(as) educacionais. O Sinpro informa que, em razão da atualização cadastral, a entrega da agenda será feita no ato do recadastramento diretamente ao(à) professor(a) e ao(à) orientador(a) educacional. Os(as) sindicalizados(as) também podem acessar o link a seguir e fazer sua atualização cadastral pelo site: https://sinpro25.sinprodf.org.br/atualize-seus-dados-cadastrais/

Tanto a entrega das agendas como a atualização cadastral serão feitos na sede e nas subsedes do Plano Piloto, Taguatinga, Planaltina e Gama no horário comercial, das 8h às 17h,  até o dia 22/12/2023. A entrega será suspensa durante o recesso de Natal e Ano Novo e retomada a partir do dia 02/01/2024.

“Escola é lugar de ser feliz”

A agenda traz uma nova temática, mas mantém o formato de planejador. Ou seja, em vez de uma simples e tradicional agenda, o Sinpro-DF oferece um planejador para ajudar a todos e todas a organizarem melhor todas as áreas de sua vida, tanto na escola como fora dela, num mesmo caderno. Disponibiliza espaços para anotações e planejamentos, além de outras informações, como calendários, telefones úteis da entidade e um histórico de lutas da categoria.

Com o tema “Escola é lugar de ser feliz”, a Agenda 2024 traz a defesa, intransigente, da paz na escola. “Recuperamos o conceito de uma campanha antiga e permanente do Sinpro intitulada ‘Quem bate na escola maltrata muita gente’, com a qual o sindicato combate todo tipo de violência que afeta a escola, mostrando que, para além de ser um lugar de construção do conhecimento acadêmico, é o locus da formação cidadã e de interação social”, afirma Letícia Montandon, coordenadora da Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF.

No texto de apresentação da agenda, o sindicato afirma que a “Escola é lugar de afeto […]. Escola é lugar de fazer amigos, de construir caminhos de compartilhar desafios; de sonhar. Escola é lugar de ser feliz! E é direito de todas as crianças, adolescentes e adultos que não se escolarizaram na idade ideal, com ou sem deficiência, ter acesso à educação pública, gratuita e de qualidade”. Com essa proposta, o Sinpro entende e expressa no texto introdutório da agenda que, para o mundo ser feliz, “a escola também deve se manter, para sempre, um lugar de ser feliz”.

 

Venha buscar a sua agenda e faça a sua atualização cadastral!

 

Clique no link a seguir e acesse a matéria “Atualize seus dados cadastrais!”

Atualize seus dados cadastrais!

10 de dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado no dia 10 de dezembro. Nesta data, em 1948, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), como uma resposta aos crimes cometidos durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais do século XX.

Atualmente, além da comemoração da Carta dos Direitos Humanos, o dia 10 marca o encerramento dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” em todo o planeta. No Brasil, esse movimento em defesa da vida das mulheres é chamado de “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. Confira informações sobre o tema a segunda parte desta matéria.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Declaração é o primeiro documento de caráter universal de proteção aos direitos humanos, que, desde 1948, tem inspirado as Constituições de Estados democráticos, como é a Constituição Federal do Brasil.

Na DUDH há preceitos que se tornaram fundamentais em sociedades abertas e desenvolvidas, como, por exemplo, a condenação da tortura, a igualdade perante a lei, a presunção de inocência, os direitos à nacionalidade, à propriedade, ao trabalho e à liberdade de opinião e expressão.

Os 30 artigos da DUDH defendem e orientam os Estados nacionais a garantirem vida digna a todos e todas, independentemente de nacionalidade, cor, sexo ou orientação sexual, convicção política ou crença religiosa.

“A DUDH é um marco normativo que serve de pressuposto para balizar as condutas dos Estados e dos cidadãos.O artigo XXI da declaração menciona o direito do cidadão de participar da vida pública e das decisões políticas: ‘Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos’”, destaca o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TER-PE).

21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres

No Brasil, além do Dia Internacional dos Direitos Humanos, a mobilização feminista é chamada de “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, uma vez que seu início ocorrem em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e considerando a dupla vulnerabilidade da mulher negra.

A campanha busca conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo. Trata-se de uma mobilização anual, empreendida por diversos atores da sociedade civil e do poder público.

Em escala mundial, a celebração ocorre em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, até 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que também tem o objetivo de propor medidas de prevenção e combate à violência, além de ampliar os espaços de debate com a sociedade.

Todo ano o Sinpro-DF participa e divulga a programação relacionada a essa atividade do movimento feminista. Confira a seguir as matérias que o sindicato divulgou no site e redes sociais este ano e participe da programação.

21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Confira a programação

Confira também a:

Campanha do Laço Branco

Com informações do TRE-PE e Câmara dos Deputados

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Escolas cívico-militares: mais uma derrota para um projeto falido

Depois de o Ministério da Educação decidir encerrar o programa das chamadas escolas cívico-militares, depois de alguns governadores insistirem com o projeto falido e ilegal, e depois de diversos ministérios públicos estaduais apontarem a irregularidade desse formato, foi a vez de, no final de novembro, a justiça gaúcha decretar a ilegalidade das escolas cívico-militares.

No dia 22 de novembro, uma decisão da 7ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre declarou a ilegalidade do projeto de escola cívico-militar em território gaúcho. Em despacho, a juíza Paula de Mattos Paradeda confirmou decisão do TJ-RS de novembro do ano passado, que já apontava a inconstitucionalidade do decreto que autorizou militares para atuarem na gestão educacional das escolas.

O argumento da magistrada coincide com o argumento dos Ministérios Públicos estaduais: por ser contrário à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e contrário à Lei de Gestão Democrática, o projeto de escolas cívico-militares é ilegal. Foi apresentado pelos Ministérios Públicos do Paraná e do Distrito Federal.

 

Ineficiente, autoritário, precarizador…

O modelo de escolas cívico-militares é um projeto fadado ao fracasso. Além de não seguirem o projeto dos Colégios Militares (as escolas que pertencem ao Exército, polícias militares ou Corpo de Bombeiros), em alguns casos traz para dentro da escola, para sua gestão, policiais que entendem que lidar com estudante indisciplinado é o mesmo que lidar com bandido. Pior: traz para dentro das escolas profissionais de segurança pública afastados das ruas após serem submetidos a situações de estresse e pressão intensas.

Por conta disso, as escolas militarizadas também promovem a desvalorização dos(as) trabalhadores(as) da educação. Recursos que deveriam ser investidos na infraestrutura das escolas e na melhoria das condições de salário e trabalho dos(as) professores(as) e funcionários(as) são desviados dessa finalidade para engordar a remuneração de policiais aposentados ou afastados de suas funções.

Impedem estudantes de expressarem suas identidades étnico-culturais, acabam com a liberdade de cátedra de professores e professoras, tudo sob uma pretensa e falsa ideia de disciplina como solução para todos os problemas da escola.

A pedagoga e doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP), Catarina de Almeida Santos, em entrevista à Revista Forum, associa a lógica da escola cívico-militar à lógica da juventude hitlerista: “é a lógica do bater continência, obedecer comando, da uniformização, da negação do sujeito. Quando você tenta padronizar todo mundo, você está negando a diversidade, o diverso dentro da escola. Então tem muito dessa lógica da juventude hitlerista. (…) Costumo dizer que a militarização mexe em toda a complexidade do processo educativo e do que esperamos que a educação possa fazer.”

 

… e ilegal

Depois da revogação da portaria pelo MEC, depois de diversos pareceres de Ministérios Públicos Estaduais, ainda corre no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, a Ação Direta de Inconstitucionalidade 6791, requerida pelo PT e pelo PSOL. Ela foi ajuizada em 2021, e questiona a lei que cria as escolas cívico-militares do Paraná, sob a alegação de que a mudança de regime de gestão escolar é de competência exclusiva da União, e por isso o estado do Paraná não possuiria competência para editar tal lei.

A Adin argumenta ainda que a escolha de militares inativos ou afastados das ruas para atuar nas gestões das escolas viola a Constituição Federal, pois representa desvio de função dos membros das forças de segurança.

A Adin está em fase final. No final de novembro, seguiu com argumentações e petições concluídas para análise do ministro relator.

“O projeto de escolas cívico-militares é uma grande gambiarra que busca projetar dentro da escola a lógica disciplinar das forças armadas. É uma lógica que não se aplica a adolescentes, pessoas que estão em fase de formação de suas identidades e personalidades. Não se trabalha essa formação na base da força e do excesso de autoritarismo. E é uma grande gambiarra porque contraria todo o arcabouço legal do país, da Constituição Federal à portaria do MEC, passando pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Não tem como dar certo”, analisa a diretora do Sinpro Márcia Gilda.

O SInpro-DF defende a presença e a ampliação dos batalhões escolares como instrumento de segurança das escolas e de toda a comunidade escolar.

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Orientadores educacionais mais perto da aposentadoria especial

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 573/2006, que garante aos(às) orientadores educacionais o direito à aposentadoria especial, depende apenas da análise de comissão especial para ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

“O Sinpro encampa a luta pela aposentadoria especial também para orientadores e orientadoras educacionais há anos. Agora, vamos reforçar nossa atuação, que será no corpo a corpo na Câmara dos Deputados. Vamos exigir que essa comissão especial seja formada e analise com agilidade nossa proposta para que, então, ela siga para o Plenário”, afirma o diretor do Sinpro Luciano Matos.

Com a garantia da aposentadoria especial, orientadores(as) educacionais terão redução em cinco anos dos requisitos de idade e de tempo de contribuição necessários à aposentadoria voluntária.

No último dia 25 de setembro, o relator da PEC 573/2006 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Tarcísio Mota (Psol-RJ), deu parecer favorável à proposta. Em seu relatório, ele lembrou que “jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se firmado no sentido de que a função de magistério não se circunscreve apenas ao trabalho em sala de aula, abrangendo também a preparação de aulas, a correção de provas, o atendimento aos pais e alunos, a coordenação e o assessoramento pedagógico e, ainda a direção de unidade escolar”.

“Com essa emenda constitucional, o orientador educacional terá os mesmos direitos de aposentadoria de professores. É uma questão de justiça não só com orientadores, mas com toda a categoria do magistério”, avalia o dirigente do Sinpro Chicão Alves.

No Plenário da Câmara, a aprovação da PEC 573/2006 depende dos votos favoráveis de 3/5 dos deputados (308), em dois turnos de votação. Aprovada, ela seguirá ao Senado Federal.

Sinpro atuante
Em agosto deste ano, o Sinpro realizou reunião para discutir a PEC 573/2006, com a participação da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e dos deputados federais Reginaldo Veras (PV-DF) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ), relator da PEC 573/2006. Esse foi apenas um dos esforços do Sindicato para fazer voltar andar a proposta que estava há 17 anos na CCJ da Câmara dos Deputados.O sindicato ainda realizou várias atuações na Casa, momento em que foram feitos diálogos-chave para que a pauta dos(as) orientadores(as) educacionais avançasse.

A PEC 573/2006 será também discutida no Encontro dos(as) Orientadores(as) Educacionais, que será realizado dia 15 de dezembro, às 10h, na Chácara do Sinpro. Saiba mais AQUI 

Publicada circular que orienta distribuição de carga horária

A Subsecretaria de Gestão de Pessoas publicou a Circular nº 27/2023 com orientações gerais para início do ano letivo 2024. O Sinpro lembra que o documento orienta o momento de Distribuição de Carga Horária e deve ser levado em consideração na hora de organizar o procedimento no dia 18 de dezembro.

A Circular apresenta um cronograma de organização, além do cronograma preparatório para a distribuição de turma, um pré-cronograma que fala sobre a contratação temporária tanto para 2024 como para quem já está contratado nesse final de ano, além dos acertos financeiros que encerram este contrato temporário. É importante salientar que este cronograma deve ser seguido.

Uma das novidades presentes nesta Circular é uma pontuação que valoriza o afastamento para estudos. Antes, ao se afastarem os(as) mestres e doutores pontuavam apenas 10 pontos. Agora, com a portaria e após negociação com o Sinpro, os(as) educadores(as) passam a pontuar 70 pontos no ano, uma valorização inédita e que é fruto da luta do sindicato e da categoria.

O Sinpro sugere aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais que leiam atentamente o documento e confiram, também, a portaria de Atuação, que ainda será publicada.

Clique aqui e confira a Circular nº 27/2023

 

Confira abaixo duas lives que abordam o assunto:

 

 

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Sinpro atua e MPC/DF alerta sobre necessidade de nomeação dos aprovados em concurso

O Ministério Público de Contas do DF apresentou, nessa quarta-feira (6/12), representação que aponta possíveis irregularidades da Secretaria de Educação do DF na contratação de professores(as) substitutos(as). A ação também questiona a negligência do governo do Distrito Federal ao não nomear professores(as) aprovados(as) no último concurso do Magistério Público, realizado em 2022.

“Apesar da existência de candidatos aprovados no concurso público regulado pelo Edital nº 31/2022 (…) e, ainda, a previsão orçamentária contida na LDO/2023 para a nomeação de 6.200 professores da Educação Básica (40h) visando ao provimento de cargos efetivos, a SEEDF opta, sem qualquer justificativa, pela contratação/manutenção de professores temporários substitutos, contrariando as normas de regência”, diz trecho da representação.

A manifestação do Ministério foi apresentada após reuniões da direção do Sinpro-DF com membros do Tribunal de Contas do DF (TCDF), como o conselheiro Paulo Tadeu, por exemplo. Nas ocasiões, o sindicato apresentou dados sobre o injustificável número de professores(as) substitutos(as) na rede de ensino, enquanto aprovados(as) no concurso público para o Magistério continuam sem ser nomeados(as). Além disso, o sindicato solicitou a investigação desse cenário e o cumprimento da lei por parte do GDF.

Segundo o MPC/DF, “o modelo de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (…)vem sendo utilizado pela SEEDF não como resultado de uma circunstância transitória, mas sim, de uma política sistemática”.

O Ministério Público ainda afirma que a Secretaria de Educação do DF interpreta “de forma errônea” a lei que trata da contratação de professores(as) substitutos(as), e reafirma que a Constituição Federal estabelece que “a aprovação em concurso público é o meio idôneo para investidura em cargos ou empregos públicos”.

Na representação, o MPC/DF ainda afirma que a manutenção de professores(as) em regime de contratação temporária ao longo do tempo pode “violar a regra do concurso público, (…) além de representar afronta a direito subjetivo de candidatos aprovados em concurso público”.

Segundo lei distrital, a contratação de professores(as) substitutos(as) deve ser realizada apenas quando houver “falta de docente”, medida utilizada para não prejudicar a realização as atividades de magistério. Quando houver vacância definitiva, com necessidade de provimento de cargo efetivo, a norma determina que sejam nomeados(as) professores(as) aprovados(as) em concurso público. “Não existindo candidato aprovado em concurso e apto à nomeação, fica autorizada a manutenção/contratação de professor substituto. Nessa hipótese, também é necessário que a Administração lance novo concurso público para preenchimento da vaga no prazo de 60 (sessenta) dias”, explica o MPC/DF em sua representação.

“Essa é uma representação seríssima, que traz dados graves e que necessitam de urgente reparo. A representação se soma às denúncias que o Sinpro vem fazendo: de descaso com a educação pública, o que gera prejuízos irreparáveis para a sociedade. Estamos muito perto do início do próximo ano letivo, e é necessário que iniciemos este novo período cumprindo o que diz a lei”, afirma a diretora do Sinpro-DF Márcia Gilda.

Segundo ela, o Sinpro-DF continuará acompanhando o desenrolar da representação, inclusive com a apresentação de informações adicionais sobre o cenário, caso necessário. A ideia é atuar para que a representação do MPC/DF seja analisada com agilidade pela Corte.

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