Professoras e orientadoras educacionais também são vítimas de violência e feminicídio

Falar de violência contra as mulheres e de feminicídio também é falar de classe trabalhadora. Quando se trata da categoria do Magistério Público, essa relação é ainda mais evidente.

Professoras e orientadoras educacionais são maioria no Magistério Público. Pela sua configuração, essa é também uma categoria composta, majoritariamente, por pessoas que sofreram, sofrem ou são potenciais vítimas de violência.

No DF, esse cenário se torna ainda mais preocupante, já que a unidade da federação registrou, no país, o maior crescimento de casos de violência baseada em gênero. O aumento foi de 250%, comparado o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2022, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Para se ter noção da gravidade do percentual, o segundo lugar foi para São Paulo, com 33,7%.

O reflexo desse cenário é multidirecionado, como alerta a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira.

“A vítima carrega consigo dores e traumas que, muitas vezes, se mostram insuperáveis. Isso reflete na sua atuação profissional, ou seja, impacta na qualidade da educação ofertada à população. E também perde o Estado, que tem custos com tratamentos médicos, benefícios sociais”, explica.

Segundo Mônica Caldeira, essa não é a única questão que justifica o debate da violência de gênero de forma contínua e interseccional nas escolas.

“É indiscutível que ser uma categoria composta majoritariamente por vítimas de violência de gênero é, por si só, definitivo para que esse tema seja parte do nosso cotidiano. Mas precisamos ir além: educação é um dos principais pilares de uma sociedade. Portanto, se almejamos uma sociedade justa, democrática, precisamos de uma educação antimachista, antimisógina.”

Fundamentalismo religioso e patriarcado
Embora conteúdos relacionados a gênero estejam previstos tanto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional como no Currículo em Movimento, falar de educação sexual, direitos humanos, violência contra as mulheres nas escolas ainda é um desafio.

“A gente está agora em um novo momento, um momento de esperança e visão de progresso. Mas a ultradireita ainda continua atuante e perigosa como sempre. Nós, professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais, sabemos bem disso. O combate à liberdade de cátedra, à uma educação libertadora e, consequentemente, antirracista e antimachista, continua forte; e nós continuamos sendo alvo”, avalia a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Sinpro-DF Berenice Darc.

Em entrevista para o Sinpro-DF em agosto deste ano, a Secretária de Saúde da CNTE, Francisca Seixas, disse que “o fundamentalismo religioso e o patriarcado tentam de todas as maneiras podar que as crianças e adolescentes recebam a informação adequada à sua faixa etária, sobretudo, no que envolve a sexualidade e os seus corpos, que devem ser invioláveis”.

A fala é ainda mais chocante diante Do seguinte dado da Secretaria de Segurança Pública do DF: 25% dos casos de estupro coletivo foram realizados em escola/comércio. O mesmo percentual é indicado para local ermo/via pública. O levantamento considera os meses de janeiro a setembro de 2023.

Pela vida de todas as mulheres e meninas

Dia 25 de novembro é Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A data marca o início da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No Brasil, a campanha começa antes, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, somando 21 dias de ativismo. Isso porque, aqui, é considerado essencial lembrar que as mulheres negras são as principais vítimas da violência de gênero.

Para a diretora do Sinpro-DF Mônica Caldeira, o dia 25 de novembro é um dos marcos da luta feminista, mas trata de um tema que deve ser abordado diariamente em todos os espaços, inclusive nas escolas.

“Não podemos achar que, porque existe uma data, o tema referente deve ser tratado exclusivamente neste dia. A violência contra as mulheres é cotidiana, infelizmente. Portanto, a luta pelo fim dessa violência e pela vida de todas as meninas e mulheres também deve ser diária e interseccional”, diz.

A dirigente sindical alerta ainda que, embora a escola tenha papel fundamental no fim da violência contra as mulheres, é urgente que o Estado supere as falhas ainda cometidas, que acarretam na falta de proteção de mulheres e meninas.

“O Estado precisa prevenir com ações educativas e culturais que rompam com os padrões sexistas; punir agressores, com o amparo das legislações vigentes; acolher as vítimas, com desenvolvimento de equipamentos públicos e treinamento de profissionais; gerar programas que resultem na independência financeira de mulheres. Esses são itens básicos, mas que não vêm sendo cumpridos como deveria, sobretudo em âmbito local”, afirma Mônica Caldeira.

A CPI do Feminicídio no DF, realizada em 2021, mostrou total desarticulação das atividades dos órgãos públicos locais que, em tese, atuam pelo fim da violência contra a mulher. O relatório da Comissão comprovou que, para além da inexistência do trabalho em rede das políticas públicas, da ausência de orçamento, de problemas diversos no protocolo de atendimento das vítimas e agressores, há flagrante deficiência de pessoal para atuação nos órgãos integrados ao processo de acolhimento às vítimas de feminicídio. E para os servidores que exercem as atividades, segundo o documento, há descaso total com as condições de trabalho.´

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Lula sanciona lei que valoriza Conselho de Alimentação Escolar

Conselho de Administração Escolar (CAE) deverá ter verba e condições para o pleno funcionamento. A determinação está prevista em lei (nº 14.734/2023) sancionada pelo presidente Lula nessa quinta-feira (23/11), que altera norma sobre atendimento da alimentação escolar (Lei nº 11.947/2009)

Membro do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Samuel Fernandes, que é diretor do Sinpro-DF, comemora a sanção da lei. “A regra valoriza o CAE, que tem a participação da sociedade civil organizada. Dessa forma, valoriza-se também a democracia direta”, avalia.

A lei que valoriza o CAE chega em um momento em que o DF passa pelo escândalo de larvas na merenda dos estudantes das escolas públicas, e tem potencial de garantir merenda de qualidade a crianças e adolescentes.

“Essas alterações que foram sancionadas pelo governo federal serão fundamentais para continuidade dos trabalhos de fiscalização, para que a merenda escolar chegue de fato de qualidade no prato dos alunos”, afirma Samuel Fernandes.

Embora o Conselho de Alimentação Escolar seja respaldado por legislação específica, o mecanismo de acompanhamento e fiscalização da merenda escolar no DF conta com a própria sorte. Quem integra o CAE atua voluntariamente, e não há subsídio nem para o transporte dos conselheiros até as unidades escolares, o que impede o trabalho de fiscalização.

“O CAE já fez diversas denúncias aos órgãos de controle devido às dificuldades que temos para as fiscalizações, pois a burocracia imposta pela Secretaria de Educação para liberar um transporte para essa finalidade é muito grande. Vamos cobrar do Governo Ibaneis que cumpra a lei”, diz Samuel Fernandes.

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TV Sinpro destaca projeto do CEM 804 do Recanto das Emas

Um projeto desenvolvido pelo Centro de Ensino Médio 804 do Recanto das Emas tem inovado quando o quesito é incentivar os(as) estudantes a conhecerem o mundo das artes, contextualizando suas vivências em nome da luta contra qualquer tipo de preconceito. O trabalho tem colhido frutos positivos e o TV Sinpro de quarta-feira (29) mostra um pouco mais do projeto, que está entre as escolas públicas que participaram do 8° Festival Estudantil de Teatro Amador – FESTA.

 

 

No ano passado o grupo realizou o espetáculo Sabe por quê tu não deu bola?, a partir dos relatos em que os estudantes foram vítimas ou tiveram acesso. A temática central parte do racismo contra os diversos gêneros, como LGBTQIAPN+ e mulheres, além de retratar diversas formas em que colocam as pessoas pretas/negras em condição de subalternidade. Além de debater esta temática tão atual e necessária, o espetáculo traz um grande repertório musical dando visibilidade aos artistas pretos brasileiros. O método utilizado para a construção deste espetáculo foi o do teatrólogo Augusto Boal, a partir da técnica Cena Fórum do Teatro do Oprimido.

O programa será transmitido às 19h pela TV Comunitária e pelo Youtube e Facebook do Sinpro-DF. Confira!

 

CEM Paulo Freire recebe a exposição Invisibilizados, de Marco Mota

A exposição Invisibilizados, com registros do fotógrafo brasiliense Marco Mota, com uma abordagem racial, étnica e social, reúne 21 fotografias autorais, tratadas em vários processos de sobreposição de imagens, colagens e intervenções digitais. A entrada é gratuita e ficará aberta ao público de 27 de novembro a 12 de dezembro de 8h às 18h no CEM Paulo Freire (610 Norte). A abertura será na segunda-feira (27), às 17h30.

A exposição celebra o Dia Mundial da Fotografia e resgata temas importantes que fazem parte da sociedade e que são negligenciados, como a questão da negritude, a indígena e dos candangos da construção de Brasília.

O curador Luis Guilherme M. Baptista, explica a importância da exposição.”Sempre é fundamental. Temos que trabalhar a memória, o registro, o reconhecimento dos atores da história. Sem isso, a gente vai ser sempre um país caduco, uma sociedade que não tem memória e está fadada a repetir diversas vezes os mesmos erros, preconceitos, estereótipos”.

A mostra começou na Sede do Sinpro (no SIG) e agora vai para o CEM Paulo Freire. Para Luis Guilherme, “é fundamental levar para a escola. Nossos alunos estão precisando ir ao cinema, teatro, exposições, porque quanto mais o aluno desde pequeno, vê coisas diferentes, olha a diversidade, a arte, a cultura, mais ele se encanta, mais ele aprende a ser um cidadão melhor, com um olhar maior do mundo. E já que as vezes eles não podem ir, a gente leva até eles”.

Sobre a curadoria, ele diz que “foi uma aventura realizar isso com o professor Marco. Foi um prazer enorme montar essa exposição para que o Marco tenha a visibilidade do seu trabalho, da sua obra, para que ele não fique sem a chance de mostrar o seu trabalho, que é digno de estar nas melhores salas e galerias do país”.

A exposição conta com três blocos. “O primeiro, ‘Belas Pretas’, conta com fotografias históricas de mulheres sem nome, invisibilizadas, escravas, do final do século XIX; nós temos fotos históricas, todas de domínio público, de arquivos públicos, da construção de Brasília; e temos fotos que o Marco tirou também de sociedades indígenas. Em cima desses temas que são fundamentais, ele coloca a arte dele. Sobrepõe imagens, sobrepõe fotografias, às vezes muitas fotografias na mesma fotografia e esse trabalho aumenta a dimensão sobre a proposta de falar sobre esses temas, dá luz, cor, cara, som, voz, para essas pessoas que nunca são lembradas, muito pouco lembradas ou lembradas de forma errônea. Então dá grandeza a este trabalho, pois é uma técnica muito apurada”.

Serão realizadas visitas a escolas públicas do DF que serão definidas posteriormente para a apresentação do trabalho. O fotógrafo Marco Mota participará destas visitas e explicará aos alunos(as) os processos de criação e produção das obras.

Já as escolas que queiram levar suas turmas para visitar a exposição (e posteriormente trabalhar com os estudantes os temas abordados) devem agendar a visita ao CEM Paulo Freire.

Marco Mota nasceu em Brasília, é formado em história e educação física. Atua como professor há mais de 18 anos. E a fotografia sempre esteve presente com cursos e ensaios. Suas referências são Elliott Erwitt, fotógrafo documental francês e Paulo Klee, pintor francês.

 

Invisibilizados, exposição fotográfica

Local: Biblioteca Castro Alves do CEM Paulo Freire (L2 Norte – SGAN 610, Módulo A, Asa Norte)

Abertura: 27 de novembro (segunda-feira) às 17h30

Data: de 27/11 a 12/12/2023

Horário de funcionamento: 8h às 18h

 

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Sinpro-DF reforça que não cobra taxa negocial

A diretoria colegiada do Sinpro reitera que não haverá cobrança de taxa negocial da categoria, bem como nunca houve desconto de imposto sindical.

Por decisão política, o Sinpro-DF nunca recolheu imposto sindical quando ele existia (foi abolido pela última reforma trabalhista em 2017), por apostar no autofinanciamento: o Sinpro-DF sempre se sustentou através da contribuição voluntária de filiadas e filiados.

Diante da não cobrança da taxa negocial, não é necessário que professores(as) e orientadores(as) educacionais enviem ao Sinpro-DF qualquer tipo de requerimento ou formalização de pedido para negar a contribuição.

 

O que é taxa negocial

O imposto sindical era uma contribuição compulsória estabelecida em legislação desde a década de 40. A CUT sempre foi contra o imposto sindical. Entretanto, a forma como a reforma trabalhista o extinguiu teve brutal impacto sobre a organização sindical no Brasil, com muitas entidades fechando as portas.

Este ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) teve a compreensão de que os efeitos da luta sindical são expressos em cada acordo coletivo e beneficiam o conjunto da categoria à qual correspondem. Portanto, seria justo que todos os trabalhadores e trabalhadoras custeiem o processo que foi desenvolvido e culminou com o acordo coletivo – processo que demanda altos custos com advogados, materiais de divulgação, estrutura.

Assim, surgiu a taxa negocial. Diferente do imposto, segundo o qual bastava o sindicato existir, ela deve ser debatida e aprovada em assembleia em meio aos debates de campanha salarial e acordo coletivo, e não a qualquer tempo.

 

Base do Sinpro-DF

Por princípio e por acreditar no financiamento voluntário da entidade por sindicalizados e sindicalizadas, o Sinpro-DF reafirma que não há nem haverá (assim como nunca houve) desconto de taxa negocial de nenhum professor(a) ou orientador(a) educacional.

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Publicado originalmente em 10 de outubro de 2023

Sinpro oferece oficina de hortas comunitárias dia 28/11

A Secretaria de Assuntos de Aposentados(as) do Sinpro informa que estão abertas as inscrições para a primeira oficina de hortas deste ano, a ser realizada dia 28 de novembro, à tarde, na Chácara do Sinpro, em duas modalidades: cultivo de hortas em pequenos espaços, e ervas aromáticas e alimentação saudável na rotina diária.

“A Chácara do Sinpro é o local ideal para esse evento, pois lá estamos todos em contato com a natureza”, lembra Elineide Rodrigues, coordenadora da secretaria de assuntos de aposentados(as) do sindicato.

Quem se interessar pode ligar para o Sinpro (3343-4235) e falar com Elieuza.

Dois ônibus vão sair às 13h, um da sede do Sinpro no SIG e outro do Taguaparque, para levar os e as participantes à chácara do Sinpro.

No ato da inscrição, a pessoa deve escolher se quer fazer a oficina de hortas em pequenos espaços ou a de ervas aromáticas e alimentação saudável na rotina diária.

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IE convoca entidades da educação a se solidarizar com professores e estudantes palestinos

A Internacional de Educação (IE) convoca suas entidades signatárias em todo o mundo para uma ação global urgente de solidariedade com os(as) professores(as) e estudantes palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia por intermédio de suas entidades-irmãs na região, a General Union of Palestinian (GUPT, União Geral da Palestina), o General Union of Workers in Kindergartens and Private Schools (GUWKPS, Sindicato Geral dos Trabalhadores em Creches e Escolas Particulares) e a Palestinian Teachers Federation of Unions of University Professors and Employeers (PFUUPE, Federação Palestina de Sindicatos de Professores e Funcionários Universitários).

A IE é a Federação Sindical Global, que reúne organizações de professores(as) e trabalhadores(as) da educação em todo o mundo e representa 32 milhões de profissionais em 178 países e territórios. Em documento enviado, nessa segunda-feira (20/11), a todas as suas entidades signatárias, ela ressalta o fato de o conflito armado entre Israel e o Hamas ceifar, diariamente, a vida de milhares de civis em Israel e na Faixa de Gaza, alerta para a situação subumana dos sobreviventes e pede ajuda financeira para levar insumos básicos a milhares de pessoas em condições degradantes em decorrência da guerra.

Para isso, pede a todas às entidades filiadas mundo afora o apoio financeiro para ajudar suas organizações irmãs na Faixa de Gaza e na Cisjordânia num esforço mundial para ajudar professores(as) e estudantes vítimas da guerra. As entidades podem contribuir com o Fundo de Solidariedade dependendo de sua capacidade financeira, fazendo a doação para a:

Internacional de la Educación

ING Bank

24, Avenue Marnix 1000 Bruselas

IBAN: BE05 3101 0061 7075

Swift: BBRUBEBB

Con la referencia: Llamamiento de ayuda humanitaria 2023/11

 

Necessidades urgentes

As GUPT, GUWKPS e a PFUUPE, organizações filiadas à IE na Cisjordania, têm mobilizado redes por meio das UNRWA e Unicef, agências da Organização das Nações Unidas (ONU), entre outras, para atender às necessidades mais urgentes de docentes e estudantes. Algumas dessas necessidades incluem a distribuição de cobertores para fazer frente às baixas temperaturas desta época do ano e alimentos, bem como livros e jogos para as crianças menores.

No documento lançado nessa segunda-feira (20/11), a IE afirma que no último mês, a guerra ceifou a vida de mais de 10 mil pessoas, sendo mais da metade delas crianças e jovens e uma abrupta maioria dos assassinados são cidadãos e cidadãs civis palestinos. “Até hoje, pelo menos 42% de todas as casas na Faixa de Gaza foram destruídas ou danificadas. Os bombardeios devastaram também 258 centros educativos, nove universidades e a maior parte das estruturas sanitárias. As nossas organizações irmãs na Palestina relataram a morte de pelo menos 130 professores”, informa a IE.

Também observa que a população de Gaza enfrenta condições de vida abaixo das condições subumanas, desastrosas e carentes de serviços e de artigos de primeira necessidade, como habitação, alimento, água, combustível, eletricidade, instalações de saneamento e saúde. “Os centros de educação permanecem fechados de modo que mais de 625 mil estudantes estão sem acesso à educação e muitas instalações educacionais se tornaram abrigos, apesar das condições inseguras devido aos danos já sofridos ou estão ameaçadas de novos ataques.

 

Clique no link a seguir para ler o documento da IE na íntegra.

https://sinpro25.sinprodf.org.br/wp-content/uploads/2023/11/LLAMAMIENTODEACCIONURGENTE-Palestina.pdf

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22 de novembro – Dia da Consciência Ambiental

Gestos simples e atitudes conscientes tem a capacidade de transformar vidas e, principalmente, salva-las. Fatos corriqueiros como plantar uma árvore, jogar lixo nos recipientes adequados ou respeitar a natureza geram benefícios para a nossa e para as futuras gerações, atitudes que obrigatoriamente deveriam ser triviais e naturais para a nossa subsistência. No dia 22 de novembro, enaltecer o Dia da Consciência Ambiental é, mais do que nunca, evidenciar o valor da vida.

Em um mundo cada vez mais capitalista e movido pela ganância e irresponsabilidade de grupos espalhados pelo mundo, transtornos ambientais têm mostrado que o caminho tomado por nós tem consequências, e graves. As consequências são visíveis, palpáveis e são vistas pelas alterações climáticas; extinção de espécies e habitats; aumento do nível do mar; desaparecimento de rios; poluição do ar; diminuição da qualidade de vida; além de enchentes e alagamentos. Estes são alguns dos indicativos de que toda ação gera uma reação, e as ações da natureza têm sido severas.

A consciência ambiental é uma ferramenta chave para que todas estas transformações, materializadas por mudanças climáticas, aquecimento global e tantas tragédias anunciadas sejam motivo para reflexões que embasem acordos internacionais e estímulo para que as pessoas mudem seus hábitos de vida. A promoção de medidas em prol da reflexão, da análise, da conscientização e da elaboração de medidas práticas é urgente, e o Dia da Consciência Ambiental faz este contraponto.

 

Sinpro na luta pela educação ambiental

O Sinpro é parceiro na luta pela reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas em prol do meio ambiente e do planeta em que vivemos, prova disto é o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Central de Cooperativas de Trabalhadores em Material Reciclável (Centcoop) pela melhoria da qualidade de vida da população do Distrito Federal e a defesa do meio ambiente na capital do País. Durante 3 anos o Sinpro e a Centcoop colocarão em prática ações de esclarecimento da população acerca da importância de sua escolha na consumação de produtos, adotando os princípios da redução, reaproveitamento e reciclagem, bem como o adequado tratamento dos resíduos pós-consumo e a separação de materiais dos resíduos gerados.

A diretora do Sinpro Gilza Lucia explica que o sindicato quer levar a preocupação ambiental para algumas escolas e incentivar a coleta seletiva no DF. “Queremos implantar esse projeto piloto de educação ambiental e incentivar a coleta seletiva para o nosso bem e para o bem das próximas gerações. Algumas escolas já se colocaram à disposição, como o Setor Oeste, o Centro Educacional Agrourbano Ipê do Caub 1 e o CEF 33 de Ceilândia, em que já existe um projeto de educação ambiental em curso, que envolve agrofloresta e outras experiências de proteção às nascentes e mantém um trabalho de preservação ambiental”, disse Gilza.

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Brasil Paralelo mente sobre Lei Maria da Penha

Um dos efeitos colaterais da ascensão da extrema direita no mundo é a necessidade por reescrever a história. Fatos do passado ganham “releitura crítica” feita por “especialistas” (que de especialistas não têm nada). A isso dá-se o nome de Revisionismo Histórico.

Com isso, surgem versões alternativas da história, como “o nazismo é de esquerda porque tem ‘socialista’ no nome”, “não houve holocausto, isso é invenção”, ou mesmo “o socialismo imperial arrasou o Império Romano e levou ao feudalismo

Não se trata de desvario, tampouco insanidade. É uma estratégia tipicamente adotada pelo fascismo. Em A Linguagem do Terceiro Reich, Victor Klemperer já mostrava como, através das palavras, se incutiram racismo, preconceitos, e assim se destruiu a história factual substituindo-a por uma “nova verdade”, que se revela uma realidade paralela que não encontra lastro na realidade.

Levanta a mão qual professor(a) de história nunca teve que se desdobrar diante um(a) aluno(a) questionando a veracidade do conteúdo ministrado nas aulas com frases do tipo “eu me informo, eu vejo vídeos!”?

O Brasil da terceira década do século XXI assistiu ao surgimento de uma produtora de vídeo cujo nome já dá o que pensar: Brasil Paralelo Entretenimento e Educação S/A. A produtora Brasil Paralelo se denomina como uma plataforma de “educação e entretenimento – para resgatar bons valores, ideias e sentimentos no coração de todos os brasileiros”. Mas ela vem sendo criticada por historiadores, cientistas políticos, jornalistas e figuras da esquerda por publicizar uma agenda de extrema direita que promove o revisionismo histórico.

Já em 2021, o objetivo da empresa era se tornar a “Netflix da direita”, nas palavras dos próprios sócios.

No ano passado, foi desmonetizada pelo Tribunal Superior Eleitoral em meio a denúncias em Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) de participação em esquemas de ecossistemas de desinformação.

O trabalho da Brasil Paralelo é amparado por uma estratégia de investimento em buscas patrocinadas no Google que custa muito dinheiro e faz da empresa uma das maiores clientes do Google no Brasil.

 

Maria da Penha

O mais recente trabalho da Brasil Paralelo é questionar a origem da lei Maria da Penha. Vídeo produzido pela empresa alega que a farmacêutica Maria da Penha Fernandes, vítima de violência doméstica e de duas tentativas de feminicídio pelo ex-marido, Marco Antonio Heredia Viveros, na “verdade” teria ficado tetraplégica “por conta de um assalto”.

Essa alegação, tratada como verdade absoluta no vídeo, não se sustenta: “a lei Maria da Penha foi criada após o Brasil ser processado pela Maria da Penha Fernandes na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, a OEA. O Brasil perdeu o processo, e foi condenado, em 2001, por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Uma das punições foi a recomendações para que fosse criada uma legislação adequada a esse tipo de violência, essa é a origem da Lei Maria da Penha”, explica a diretora da secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras, Mônica Caldeira.

O relatório 12.051 da OEA está, em português, ao alcance de um clique de mouse.

O revisionismo histórico da Lei Maria da Penha vem na esteira de um contexto bem desfavorável, principalmente aqui em Brasília, a cidade que proporcionalmente mais registra casos de feminicídio no Brasil, com dois estupros a cada 24 horas, e em meio à campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.

“É assustador ver, em meio a tantos casos de feminicídio, um vídeo com produção bem cara dar roupagem de verdade a uma mentira deslavada. Vídeos como esse ratificam a narrativa de que mulher que reclama de violência é “mimimi”, que adora se vitimizar. Não se trata de vitimização, só aqui no DF são 31 vítimas reais e fatais de feminicídio até 16 de novembro!”, explica Mônica.

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Estudantes continuam comendo merenda com larva

Na semana passada, o DF inteiro ficou sabendo do caso de larvas na merenda dos estudantes das escolas públicas da capital federal. Em nota, a Secretaria de Educação (SEEDF) afirmou que “adotou as providências imediatamente”. Mas crianças e adolescentes continuam encontrando larvas nos lanches servidos.

Na tarde dessa segunda-feira (20/11), logo após o Sinpro publicar a matéria “Larva na merenda escancara política adotada por Ibaneis para a educação”, estudantes do CEF 02 do Guará gravaram vídeo que mostra larvas no cuscuz servido como merenda.

“Em visita, encontrei cinco pacotes de arroz contaminados em uma sala ao lado do depósito no CEF 02 do Guará. Eles foram retirados do depósito da escola na última sexta-feira por terem larvas. Provavelmente essas larvas que os alunos mostraram no cuscuz que foi servido ontem deve ter ocorrido por contaminação cruzada”, afirma o membro do Conselho de Alimentação Escolar, Samuel Fernandes, que é diretor do Sinpro-DF.

Ele afirma que “o governo Ibaneis é o responsável pelo que está acontecendo”. “Todos os alimentos devem ser retirados pela Secretaria de Educação. As merendeiras não têm culpa. Quem compra arroz de péssima qualidade é o GDF”, diz Samuel Fernandes.

O Sinpro, via CAE, continua a atuação firme para garantir a qualidade da merenda escolar e da própria educação pública aos milhares de estudantes do DF.

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