Sinpro disponibiliza calendário escolar 2024 com datas de luta da categoria
Jornalista: Vanessa Galassi
Concurso de Redação e Desenho, Dia de Paulo Freire e outras datas importantes foram inseridas no calendário escolar 2024 diagramado e disponibilizado pelo Sinpro-DF.
O material traz ainda o tema “Escola é lugar de ser feliz”, que será o mote no XIV Concurso de Desenho do Sinpro. Baixe o cronograma em PDF AQUI. Quem preferir, pode retirar o calendário impresso na sede do Sinpro (SIG).
O calendário escolar 2024 publicado pela Secretaria de Educação do DF tem como referencial enquete realizada pelo Sinpro-DF, que levantou necessidades e preferências da categoria do magistério público do DF quanto aos principais dias do período.
Entre as demandas da categoria garantidas no calendário escolar de 2024, está um recesso escolar amplo no meio. A folga pode chegar a 23 dias. Com isso, o documento assegura questões trazidas pelo Plano de Carreira do magistério público, como recesso de pelo menos 15 dias entre o primeiro e o segundo semestre.
Outra data importante inserida no calendário escolar de 2024 é o dia 20 de novembro. Esta será a primeira vez no DF que o Dia da Consciência Negra entra no calendário escolar como feriado.
FÉRIAS
O calendário escolar indica que as férias da categoria do magistério público será de 8 de janeiro (segunda-feira) a 6 de fevereiro (terça-feira).
SEMANA PEDAGÓGICA
A Semana Pedagógica começará logo após as férias do início do ano: dia 7 de fevereiro (quarta-feira), e seguirá até 16 de fevereiro (sexta-feira).
INÍCIO DO ANO LETIVO
Pelo calendário escolar de 2024, o início do ano letivo está programado para dia 19 de fevereiro (segunda-feira), após a Semana Pedagógica.
RECESSO MEIO DO ANO
O calendário escolar 2024 estabelece que o recesso do meio do ano seja realizado de 11 a 28 de julho (quinta a quinta-feira), totalizando 18 dias. Entretanto, caso a unidade escolar queira, os dias 8, 9 e 10 (segunda a quarta-feira) do mesmo mês poderão ser inseridos no período de recesso. No total, contabilizando com o fim de semana que precede o dia 8 de julho, o recesso do meio do ano poderá chegar a 23 dias.
INÍCIO SEGUNDO SEMESTRE
De acordo com o calendário escolar de 2024, o segundo semestre letivo do ano iniciará dia 29 de julho, segunda-feira.
FIM DO ANO LETIVO
O último dia letivo está programado para 19 de dezembro (quinta-feira), com aplicação das provas finais no dia 20 de dezembro (sexta-feira).
CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA 2024
O Sinpro orienta que professores(as) que celebrarão novo contrato temporário para exercício de 2024 estejam no Distrito Federal a partir do dia 23 de janeiro de 2024, com toda a documentação necessária.
Em dezembro deste ano, o sindicato dará novas informações tanto sobre contratos temporários que serão realizados em 2024 como sobre acertos financeiros para professores(as) que atuaram sob este tipo de contratação em 2023.
Simpósio sobre Neurociência e Educação ocorre nesta quarta (22) no Guará
Jornalista: sindicato
Realizado em dois turnos, das 8h30 às 10h30 (para professores/as que atuam no turno da tarde) e 14h às 16h30 (para professores/as que atuam no turno da manhã), o Simpósio “Neurociência e Educação: Contribuições, Práticas e Perspectivas” ocorre nesta quarta-feira (22/11) no auditório do CEF 02 do Guará (QE 07, AE, Guará I).
O evento planeja ser um momento de refletir sobre as práticas, contribuições e perspectivas para educação; celebrar o êxito do projeto Liber – Laboratório Interdisciplinar de Metodologias Educacionais; além de debates, reunindo protagonistas do CED 01 do Guará, da SEDF, da comunidade da cidade e do Grupo de Pesquisa da Universidade Católica de Brasília.
A programação conta com apresentação do Projeto Líber; apresentação do CED 01 do Guará: Depoimento sobre distorção idade-série; palestra “Neurociência e Educação: contribuições, práticas e perspectivas; Lançamentos: e-book “Nas trilhas do lobo Guará, aplicativo, documentário”.
O Simpósio terá como palestrante a pesquisadora Adriana Marques Campos Kikuchi. Formada em 2005 pela Universidade Católica de Brasília, ela iniciou sua jornada na psicologia organizacional com a missão de transformar vidas. Começou a especialização em Neuropsicologia pelo IBNeuro e atuou como neuropsicóloga voluntária no Hospital Universitário de Brasília. Desejando aplicar conhecimentos da Neuropsicologia à psicoterapia recorreu a duas especializações ofertadas pela PUC-RS: Terapia Cognitivo Comportamental – TCC e a de Neurociência e Comportamento. Em 2020 fez a formação em Terapia do Esquema pelo Insere, Terapia do Esquema para casais pelo ITPC e a Terapia Comportamental Dialética (DBT) pela Elo.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui. O evento fornecerá certificado.
Assista ao vídeo com a cobertura da Feira Cultural do CED 16 de Ceilândia
Jornalista: sindicato
A equipe de reportagem do Sinpro esteve presente no final de outubro no CED 16 de Ceilândia, quando ocorreu a Feira Cultural dos alunos da EJA. O evento ocorre desde 2010 e é um momento em que o estudante pode desempenhar e mostrar suas habilidades. O tema da edição deste ano foi a mulher. A escolha foi “em virtude da crescente violência contra as mulheres, que são diuturnamente violentadas, agredidas, sofrendo maus-tratos. A escalada da violência nesses últimos 5 anos no Distrito Federal foi exorbitante e acendeu este alerta em nós”, disse Wellington Nascimento dos Santos, coordenador da escola.
“Foi emocionante, muito lindo. Demos oportunidade para que as alunas e alunos se expressarem das mais variadas formas. As atividades mostraram a Lei Maria da Penha, peças de teatro que mostraram a violência doméstica, a mulher no mercado de trabalho, o sonho da mulher de se tornar uma profissional… Foram muito bonitas as apresentações”, afirma o coordenador.
Patrícia, aluna da EJA, diz que “eu tenho aprendido muito academicamente, mas também com a convivência. A EJA é importante sim, se você acha que é muito velho (para estudar), tire isso da sua cabeça”.
“Achei que meu tempo tinha passado, mas a vida segue”. Não existe idade e a gente pode continuar a sonhar”, afirma Cláudia, aluna da EJA.
De acordo com Wellington, a EJA cumpre um papel importantíssimo para a sociedade. “A EJA só pode deixar de existir quando o nosso país se tornar um país justo, que dá oportunidade a todos e que todos possam ter a escolarização na idade certa. Enquanto isso não acontece, a gente tem uma demanda muito grande de pessoas que não sabem, ou não têm conhecimento das escolas que estão abertas à noite e que podem acolhê-las e dar oportunidade de continuidade dos estudos e da realização do sonho de ter um diploma, da realização pessoal, de galgar dias melhores para elas”.
Governo Ibaneis tenta usar EAD para extinguir a EJAIT no Distrito Federal
Jornalista: Maria Carla
O governo Ibaneis Rocha (MDB) tenta usar o seu segundo mandato para enterrar de uma vez por todas a Educação de Jovens, Adultos e Idosos Trabalhadores (EJAIT) no Distrito Federal. Além de fechamentos de turmas, inserção de turmas multietapas e multisseriadas, dentre outras ações que prejudicam essa modalidade de ensino e que este governo já vem executando, o Sinpro destaca a intenção de adotar a Educação a Distância (EaD) na EJAIT como mais um mecanismo para tentar apagá-la da rede pública de ensino.
O sindicato destaca os perigos e as armadilhas de transformar a modalidade EJAIT unicamente em EaD. Durante a Conferência Nacional de Educação 2024 – Etapa Distrital (Conae Distrital), realizada entre os dias 9 e 11 de novembro deste ano, foi denunciado que a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEE-DF) montou um estúdio no quinto andar do Shopping ID para tentar ofertar, no DF, a EJAIT somente a distância.
O sindicato afirma que esse tipo de ação, caso venha a se materializar, irá provocar prejuízos à educação pública e, sobretudo, aos(às) estudantes, que precisam da EJA presencial em todos os sentidos. Na Conae Distrital foi apresentado um documento acerca de uma reunião da SEE-DF com a Diretoria de Educação de Jovens e Adultos e a Gerência de Atenção à Educação de Jovens e Adultos, realizada no dia 31 de outubro deste ano, na Subeb/Unigaeb (sexto andar do Shopping ID), para “discutir as regras de negócio criadas para o EducaDF Digital voltadas para a EJA antes de apresentar para a Subtic”. No documento, está a informação de que grupo que participou dessa reunião também discutiu a instalação da EJA somente a distância.
O documento informa ainda que o grupo deliberou, principalmente, sobre a matrícula por componentes e concomitante para EJAIT EaD/Presencial. Nesta quinta matéria da campanha em defesa da EJAIT, o Sinpro-DF denuncia esse projeto em curso da atual gestão do Governo do Distrito Federal (GDF) de extinção sistemática do direito constitucional da classe trabalhadora da capital do País de ter seu direito à educação pública, gratuita, seriada, presencial, inclusiva, laica e de qualidade socialmente referenciada.
O sindicato ressalta que não é contra a EaD como recurso pedagógico para a formação de estudantes na rede pública de ensino, até porque esse é um dos mecanismos utilizados para a profissionalização e está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Contudo, o uso desse instrumento é específico para outras realidades. Não para a oferta exclusivamente a distância na EJAIT. O Sinpro destaca a avaliação do Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização do Distrito Federal Fórum de Educação de Jovens e Adultos (GTPA-Fórum EJA) de que o uso da EaD na EJAIT é mais um passo do GDF no aprofundamento do desmonte dessa modalidade de ensino, que começou em 2021, no governo Jair Bolsonaro (PL).
Abaixo-assinado contra a Resolução CNE/CEB 1/2021
Na época, a Coordenação Nacional dos Fóruns de EJA (CN-Fórum EJA) do Brasil denunciou uma decisão do governo Bolsonaro que dava ensejo a esse tipo de desmonte e exigiu a revogação da Resolução CNE/CEB 1/2021, documento que tem respaldado a SEE-DF, até hoje, a executar esse desmonte da EJA do DF. Essa resolução instituiu as chamadas Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos a seu alinhamento à Política Nacional de Alfabetização (PNA) e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e Educação de Jovens e Adultos a Distância do governo Bolsonaro.
Desde que esse documento foi instituído, em 2021, os movimentos em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade referenciada, como os Fóruns de Educação de Jovens e Adultos do Brasil (Fóruns EJA), iniciaram uma campanha pela revogação imediata dessa resolução, com um abaixo-assinado na Internet, e têm denunciado os impactos negativos dela, dentre as quais, o fato de estar causando um desmonte prejudicial à Educação Básica de milhões de brasileiros(as).
No abaixo-assinado, a Coordenação Nacional dos Fóruns de EJA afirma que a revogação é urgente porque as diretrizes provocam a dissociação entre vida, ciência, cultura e sociedade, restringindo a educação básica a qualificação profissional com ênfase no ensino a distância superficial, aligeirado com forte tendência privatista e mercadológica. Esse projeto de EJA a distância é uma das principais causas de fechamento de turmas e de escolas, com a nucleação das turmas, dificultando, profundamente, a frequência dos estudantes, resultando em dramática redução das matrículas de EJA em todo o Brasil. Segundo o CN-Fórum EJA, os fechamentos de turmas e de escolas, dentre outros problemas, são evidências dos prejuízos da resolução CNE 01/21.
Merenda escolar e ação pedagógica
“Além disso, a resolução permite oferta de EJA em até 80% na forma EaD, desqualificando a modalidade e promovendo uma verdadeira enxurrada de convênios de prefeituras com entidades privadas, por vezes inidôneas, como vimos na imprensa nos últimos dias”, denuncia Dorisdei Valente Rodrigues, professora da rede pública de ensino do DF e membro do GTPA-Fórum EJA no DF.
Ela acrescenta ainda, que, além dos prejuízos pedagógicos, a EaD na EJA impede os(as) estudantes de baixa renda de terem acesso à merenda escolar. “Para além da alimentação propriamente dita, trata-se do atendimento presencial que o e a da estudante não tiveram, presencialmente, em que ele e ela podem tirar dúvidas. Ou seja, mais do que o direito à alimentação, a merenda é a oportunidade de aprender com os outros, partilhar experiências e saberes. Na constituição de sujeito coletivo, cidadão com direitos e deveres”, finaliza a professora.
XV Encontro de Educadores Ambientais do DF será nesta quarta (22)
Jornalista: Maria Carla
O XV Encontro de Educadores Ambiental do Distrito Federal será realizado nesta quarta-feira (22), das 9h às 18h, no Auditório do Edifício Sede do DER/DF, localizado à SAM Bloco C – Setor Complementar. As inscrições serão realizadas no local do evento a partir das 8h. Nesta 15ª edição, o evento terá como tema Água, Urbanização e Cerrado: Perspectivas da Educação Ambiental.
A Turma 1 terá como palestrantes Gilberto Lacerda dos Santos; Larissa Brenda Cordeiro de Souza; Luiz Felipe Blanco de Alencar; Maicon Braúna; Miguel de Freitas Sartori; Pedro Eduardo Graça Aranha; Priscilla Castro da Silva; Rosangela Martines Echeverria; Sara Seilert; Vanessa Sousa de Oliveira; Vivyanne Graça de Melo. Caso seja enviado pelos palestrantes, o material estará disponível no link a seguir: URL: https://egov.df.gov.br/2311221
O Encontro de Educadores Ambientais do Distrito Federal tem o objetivo de reunir atores governamentais e sociedade civil para promover a troca de saberes e fazeres, como um espaço de fomento e fortalecimento das políticas públicas para a promoção da educação ambiental no Distrito Federal, com foco nos educadores ambientais, agentes de transformação em nível local.
O evento é organizado pela Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Distrito Federal (CIEA-DF), colegiado público formado por várias instituições governamentais e da sociedade civil, que promove a implantação, o monitoramento e a avaliação do Plano Distrital de Educação Ambiental (PDEA).
Concurso “Juventude que Muda a Educação Pública” é prorrogado até 06 de dezembro
Jornalista: sindicato
Com foco na promoção dos direitos humanos, inclusão e ações educativas emancipadoras, a CNTE e entidades filiadas (dentre elas, o Sinpro) promovem o concurso “Juventude que Muda a Educação Pública”. Trabalhadores (as) em educação de todo o país com até 35 anos de idade, poderão compartilhar os projetos que desenvolvem na escola. As inscrições foram prorrogadas e vão até 06 de dezembro.
Os projetos serão avaliados inicialmente pelos sindicatos filiados à CNTE da Unidade da Federação onde a inscrição foi realizada. Em seguida, a CNTE escolhe o projeto-destaque de cada UF e em seguida, ocorre a seleção das melhores iniciativas de cada região do país.
Os autores (as) das cinco melhores propostas (uma de cada região) serão convidados (as) a apresentarem as mesmas em um evento nacional de educação, que será realizado em Brasília, em 2024. Ana Bonina, diretora do Sinpro, afirma que o “concurso busca valorizar as ações desses profissionais que lutam por uma educação de qualidade com projetos que transformam não só a educação, mas a sociedade, pois além da luta pela carreira e valorização do magistério público é preciso dar visibilidade ao trabalho da juventude que está chegando”.
Para Ana, “a educação não tem sido uma carreira atrativa para a juventude, tendo em vista a precarização da educação e a desvalorização dos profissionais. Então ela chega ao mundo do trabalho e pega um contexto bastante difícil de desregulamentação das relações de trabalho que tem gerado trabalhos informais”.
Segundo Bruno Vital, coordenador do Coletivo da Juventude da CNTE, além de ter como proposta resgatar a autoestima desses profissionais, o concurso visa dar visibilidade às ações positivas que trazem resultado pela melhoria da qualidade da educação pública.
“Queremos, ainda, aumentar a aproximação de jovens trabalhadores com o movimento sindical, fortalecendo a identidade deste público com as pautas educacionais da nossa classe, além de dar visibilidade à discussão dos temas da juventude dentro dos sindicatos e valorizar suas ações Brasil afora”, diz.
Para Luiz Felipe Krehan, que divide a Coordenação do mesmo Coletivo com Bruno, o jovem possui uma grande força de vontade de transformar a sociedade e são muitos os exemplos de como fazer isso através da educação. Ele afirma que “há muitos jovens que se desdobram para conseguir dar o melhor para seus alunos, seja no local de trabalho ou em projetos voluntários fora do ambiente escolar. São essas pessoas que queremos reconhecer”.
Como se inscrever:
Serão aceitos projetos implementados, ou ainda em execução, no ano de 2023. Siga o passo a passo, a seguir, para concluir a sua inscrição:
1) Descreva seu projeto em um documento de até três páginas, incluindo:
Nome do/a educador/a
Nome do projeto
Cidade/Estado
Nome da escola
Telefone/WhatsApp e e-mail do educador
Justificativa
Objetivos
Metodologia
Resultados ou conclusões
2) Separe um arquivo de vídeo de, no máximo, 5 minutos; ou um PDF com até cinco páginas de fotos.
3) Poderão ser anexados, portanto, apenas dois arquivos ao formulário: o projeto por escrito + o vídeo ou as fotos.
Sinpro-DF realiza atividade de vivência e formação com mulheres, dia 9/12
Jornalista: Vanessa Galassi
Como parte das ações dos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, o Sinpro-DF realizará atividade de vivência e formação neste 9 de dezembro (sábado), das 9h às 16h30, na Chácara do Sinpro. A atividade é exclusiva para filiadas ao sindicato. Faça sua inscrição AQUI
Nomeada “Imersão de Mulheres no Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres”, a atividade do dia 9 de dezembro debaterá temas como feminismo, e realizará momentos de integração das participantes.
“É importantíssimo que todas as professoras e orientadores educacionais participem da atividade. As escolas devem ser espaços centrais na formação da conscientização dos futuros – e atuais – adultos quanto aos direitos e à dignidade das mulheres”, afirma a secretária de Mulheres do Sinpro Mônica Caldeira.
Outras ações, que contam com a parceria do Sinpro, serão realizadas como parte do calendário de lutas.
No dia 19 de novembro, a CUT-DF realizará o debate “Da Revolta da Chibata aos dias de hoje”. A atividade será das 8h às 12, na 208 do Eixão Norte.
Também de iniciativa da CUT-DF, será exibido o documentário “A Voz é Delas – histórias não contadas das sindicalistas”, seguido de debate sobre violência política de gênero. A atividade será dia 23 de novembro, às 19h, no Tatro Mapati (707 Norte).
Já no dia 25 de novembro, a CUT-DF realizará lançamento da campanha de combate ao assédio moral e sexual nos ambientes de trabalho, nas redes da Central, do Sinpro e sindicatos.
Já no dia 2 de dezembro, o Sindicato dos Bancários de Brasília realizará o seminário “Viva Sem Violência – Bancárias pelo fim da violência contra as mulheres”. A ação será a partir das 9h, no Teatro dos Bancários de Brasília (314/315 Sul).
A CUT ainda exibirá o filme “Verde-Esperanza”, seguido de debate. A atividade será dia 8 de dezembro, às 19h, no auditório da Central.
I Festival de Curtas do Sinpro Adélia Sampaio: inscrições prorrogadas até 26/11
Jornalista: Letícia Sallorenzo
As inscrições e a realização do I Festival de Curtas – Adélia Sampaio, concurso exclusivo para estudantes, professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino do DF, foram prorrogadas até o próximo domingo, dia 26 de novembro.
“Muitos professores, professoras e estudantes vieram nos procurar. Todo mundo empolgado em participar, mas a correria do fim do ano letivo não permite. Resolvemos prorrogar as inscrições até domingo 26 de novembro”, explica o diretor do Sinpro responsável pelo evento, Raimundo Kamir.
Nesta primeira edição, o festival traz como tema: “Para ser libertadora, a educação precisa ser antirracista”. “O setor da educação escancara como o racismo é presente em nossa sociedade. Pessoas pretas têm piores condições de ensino, têm mais dificuldade para entrar na universidade, são a maioria dos analfabetos. Mas a educação também é uma das principais ferramentas para mudar esse cenário, desde que seja uma educação antirracista”, afirma Kamir.
Sinpro prepara mapeamento de negras e negros no Magistério Público do DF
Jornalista: Vanessa Galassi
Neste mês de novembro, mês da Consciência Negra, o Sinpro-DF realizará a pesquisa “Participação e presença de profissionais negros(as) na rede pública de ensino do DF”. O objetivo é, a partir das informações, realizar e propor políticas e ações voltadas ao segmento.
“Somente com coleta de dados de forma detalhada será possível identificar, de fato, como negros e negras estão inseridos no Magistério Público, quais os espaços reservados a eles e elas, além do porquê de tudo isso. Somente com esse mapeamento poderemos discutir se o espaço que estamos é o espaço que queremos estar e, claro, promover e reivindicar as mudanças necessárias para combater o racismo existente em todos os espaços sociais, inclusive na educação”, afirma a diretora do Sinpro-DF Márcia Gilda.
Entre os dados que serão levantados pelo Sindicato estão a participação de negras e negros nas direções escolares, o número de negros e negras em regência, número de negras e negros com mestrado e doutorado, além da relação de negros e negras por regional de ensino.
Segundo Marcia Gilda, o recorte de gênero também será considerado no estudo. “Não podemos falar de raça sem falar de gênero, e vice-versa. Não fazer esse recorte seria negação daquilo que é óbvio e urgente de ser corrigido: mulheres negras são alvo prioritário de uma sociedade racista. Saber como essa realidade de estabelece na nossa categoria é necessário”, justifica.
A expectativa é de que o mapeamento “Participação e presença de profissionais negros(as) na rede pública de ensino do DF”, que iniciará neste mês, seja finalizado até o fim do ano.
Ibaneis insiste na política de superlotação de salas de aula
Jornalista: Alessandra Terribili
O ano de 2024 já bate à porta, e o Sinpro-DF manifesta sua profunda preocupação com a garantia das condições adequadas de trabalho bem como a qualidade do ensino na rede pública por parte do governador Ibaneis Rocha e da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. Todas e todos lembramos bem que o início de 2023 foi marcado pela superlotação de salas de aula e por turmas sem professores; questões que, inclusive, permearam os debates e as reivindicações da greve da categoria.
O Sinpro-DF destaca a necessidade latente de se reduzir o número de estudantes por sala de aula. Houve um enorme retrocesso na estratégia de matrícula de 2022, quando o GDF decidiu, unilateralmente, ampliar em até 60% o número de estudantes por turma na rede pública de ensino.
A etapa mais atingida foi a educação infantil. Em 2021, a estratégia de matrícula permitia, no máximo, 15 crianças por turma nesta etapa. Em 2022, esse teto pulou para 24. Na educação básica, os limites foram ampliados para 42 estudantes por sala. Um verdadeiro absurdo.
Os atuais números praticados pela SEEDF contrariam o Plano Distrital de Educação, que prevê que o número de crianças por sala de aula devem seguir o disposto pela Conferência Nacional de Educação de 2010. A instância indica turmas com até 13 crianças de 3 anos e, no caso de estudantes de 4 e 5 anos, turmas com, no máximo 22 crianças. Isso significa até 84,6% menos que o estabelecido pelo GDF para crianças dessa faixa etária.
Não se faz educação de qualidade sem condições de trabalho, no mínimo, adequadas para professores e professoras. Turmas superlotadas causam prejuízos para o processo de aprendizagem dos estudantes e para a saúde física e psíquica dos profissionais em sala de aula. Por isso, o Sinpro-DF vem insistindo em rediscutir a estratégia de matrículas adotada por Ibaneis e Hélvia nos últimos dois anos, que, nitidamente, não foi bem-sucedida.
Como se essa realidade não bastasse, também são recorrentes os atrasos no repasse do PDAF (Programa de Descentralização Administrativa e Financeira), que é determinante para adaptação e ampliação de estrutura do ambiente escolar. Num contexto de salas lotadas, muitas ações que dependem do PDAF são necessárias.
Reduzir o número de estudantes por turma e encaminhar com urgência as nomeações do concurso de 2022 é fundamental para fortalecer a escola pública! A qualidade do ensino para investir no futuro das nossas crianças e adolescentes depende disso!