Plano odontológico: confira como funciona e os cuidados necessários
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro vem registrando dúvidas da categoria quanto à solicitação de assinatura de documentos relacionados ao plano odontológico oferecido aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais pelo governo do Distrito Federal. O alerta é para que, antes de assinar qualquer documento, seja físico ou digital, o(a) beneficiário(a) leia atentamente o que está contido no texto para evitar possíveis problemas.
Desde 2024 a categoria do magistério público e demais servidores(as) do GDF têm direito ao plano odontológico. A assistência é prestada em forma de auxílio, com caráter indenizatório, mediante o ressarcimento de 99% do valor para a contratação do plano. O débito é feito direto na Folha de Pagamento, sendo R$ 29,70 pagos pelo GDF e R$ 0,30 pagos pelo(a) servidor(a) público(a).
São sete empresas credenciadas para prestação de serviços odontológicos. É interessante o(a) interessado(a) analisar as comodidades e os serviços prestados por cada empresa antes de aderir ao plano. Clique aqui e veja a lista das empresas.
O plano odontológico tem rede de prestadores de serviço em todo o Brasil. Têm direito a aderir ao plano professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa e aposentados(as), além de pensionistas. Também poderão usufruir do benefício cônjuges e filhos(as) até 24 anos dos(as) servidores(as) efetivos(as).
Para mais informações sobre as empresas credenciadas e tirar dúvidas sobre a prestação de serviços odontológicos, clique aqui.
Convoca Já! | Sinpro e aprovados promovem faixaço na Praça do Buriti
Jornalista: Luis Ricardo
A campanha do Sinpro Convoca Já!, em parceria com a Comissão dos Aprovados, promoveu, nesta quinta-feira (15/5), faixaço na Praça do Buriti. O objetivo foi pressionar o governo Ibaneis Rocha/Celina Leão a nomear os(as) professores(as) que aguardam apenas uma canetada do GDF para serem efetivados(as). A atividade é parte do Calendário de Lutas construído conjuntamente em abril.
Professores aprovados em concurso público reivindicam nomeação. Fotos: Deva Garcia
O faixaço foi realizado durante todo o dia, e contou com a presença de vários(as) professores(as) aprovados(as) no último certame do magistério público. Dentre as frases que evidenciaram os prejuízos à educação pública gerados pela falta de educadores(as) efetivos(as) estavam: “Nossa corrida é pela nomeação de todos os aprovados da SEEDF” e “Tem escola sem professor e tem professor esperando nomeação. Ibaneis/ Celina, Convoca Já!”.
As próximas atividades do Calendário de Lutas serão assembleias regionais no dia 22 de maio, às 9h e 14h, e a assembleia geral com indicativo de greve e paralisação, no dia 27 de maio, às 9h, no estacionamento da Funarte.
Prorroga já!
Além da nomeação de todos(as) os(as) aprovados(as), o Convoca Já! luta também pela prorrogação do concurso realizado em 2022, que vence no dia 27 de julho. “A nomeação das professoras e dos professores aprovados em concursos públicos é mais do que um cumprimento legal, é um ato de valorização da educação pública”, afirma a diretora do Sinpro Ana Bonina.
Desvalorização
Atualmente, o Distrito Federal registra aproximadamente 15 mil professores(as) em regime de contratação temporária na rede de ensino, número que ultrapassa o total de professores(as) efetivos(as).
O cenário evidencia a desvalorização dos(as) profissionais da educação pública e a precarização da educação. “A rede de ensino vive um verdadeiro apagão de docentes, fato que impacta diretamente a qualidade do ensino-aprendizagem. Já temos previsão orçamentária na LOA de 2025 para as nomeações e um banco de aprovados. O que falta é vontade política para fazer essas nomeações”, explica Ana Bonina.
Uma das faixas dizia que tem escola sem professor e professor esperando nomeação. Fotos: Deva Garcia
CNTE entrega a parlamentares mais de 350 emendas ao PNE
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) apresentou 351 emendas ao Plano Nacional de Educação (decênio 2024-2034) aos deputados federais, principalmente aos da comissão especial que trata do PNE. O pontos, entregues nessa quarta-feira (14/5), estão compilados em caderno elaborado pela Confederação e outras 18 entidades sindicais representativas da educação.
O caderno de emendas ao PNE contém 273 páginas, divididas de acordo com os 19 objetivos do Plano Nacional de Educação. Entre as alterações solicitadas, está a inclusão dos 10% do PIB para educação, além da inserção de temas como gênero, orientação sexual e diversidade.
“Para além de um conjunto de propostas de alteração na lei, o caderno de emendas da CNTE é a real natureza do Plano Nacional de Educação. É um trabalho discutido com todos os estratos da sociedade, elaborado por cidadãos e cidadãs e sancionado pelos legítimos representantes da sociedade no Poder Legislativo. A própria existência de um Plano Nacional de Educação para os próximos 10 anos é fruto de uma democracia madura, que busca incluir todas as pessoas em suas tomadas de decisões e objetivos a serem estabelecidos”, observa a dirigente da CNTE e diretora do Sinpro Berenice Darc.
O próprio relator do PNE, deputado Moses Rodrigues (União-CE), reconheceu que “houve avanços em muitas áreas”.
O prazo de apresentação das emendas ao PNE vai até dia 20 de maio. Em seguida, o projeto (PL nº2614/2024) será analisado pela comissão especial.
Termoelétrica ameaça EC Guariroba e comunidade de Samambaia
Jornalista: Letícia Sallorenzo
A Escola Classe Guariroba, localizada na zona rural de Samambaia, corre o risco de ser removida de seu local, caso seja aprovada a construção da Usina Termoelétrica (UTE) de Brasília. A situação leva incerteza e insegurança a uma comunidade que precisa daquela que é a única escola de anos iniciais a atender a região.
“Tudo o que sabemos é que, nos estudos de impacto ambiental da UTE, há a previsão de remoção de nossa escola daqui da DF-180. Não sabemos se isso vai acontecer, quando vai acontecer, como vai acontecer… a Secretaria (de Educação do Distrito Federal) nunca nos notificou, mas essa ameaça paira no ar”, conta a diretora da EC Guariroba, Nathália Pacheco.
A termoelétrica…
A UTE Brasília é projeto da Termo Norte Energia, do empresário Carlos Suarez, fundador da empreiteira OAS e conhecido comoRei do Gás. Prevê a construção da usina com três turbinas a gás na Fazenda Guariroba, em Samambaia, a 35 Km da Praça dos Três Poderes, para gerar 1.470 KW de potência “e fornecer energia elétrica ao sistema interligado, notadamente do submercado Sudeste/Centro-Oeste” – e não o Distrito Federal.
Como Brasília não tem gás natural, o funcionamento da usina seria viabilizado com um gasoduto, cuja implantação ficaria a cargo da Transportadora de Gás Brasil Central (TGBC), que coincidentemente tem como sócio o Rei do Gás.
Para a captação de água e descarte de efluentes (resíduos), será instalado um sistema de dutos para captar aproximadamente 110 m³/h de água do rio Melchior e um emissário com capacidade de descarga de efluente tratado de 104 m³/h, também com uma extensão total de 500 metros.
O rio Melchior é o mais poluído de Brasília, classificado na classe 4 de poluição. Receber efluentes de uma usina termelétrica pode piorar ainda mais a situação.
O próprio estudo de impacto ambiental da UTE Brasília aponta mais de 20 pontos negativos causados pela implantação da usina. Não há benefício social, ambiental e econômico para o DF.
Nas páginas 2 e 3 do documento “Perguntas frequentes”, sobre o estudo de impacto ambiental da UTE Brasília, consta como programa ambiental para atenuar impactos negativos e aumentar impactos positivos a informação: “Programa de Remoção e Realocação de Equipamento Público (Escola Classe Guariroba)”. Nada mais é informado a respeito da escola nesse documento.
Trata-se do primeiro caso de remoção de escola causado por implantação de termoelétrica no Brasil, segundo Juliano Bueno, diretor da Organização Internacional Ambiental Arayara. O impacto socioeconômico da remoção da EC Guariroba, no entanto, pode ser muito maior do que prevê o estudo de “impacto ambiental” da UTE Brasília.
… e a escola
Caso a construção da UTE Brasília seja aprovada, a EC Guariroba passará, pela segunda vez, por uma experiência traumática. Se não for fechada, terá que se mudar para outro endereço, algo que já aconteceu num passado não muito distante – e “foi o caos”, segundo a diretora Nathália Pacheco.
“Em 2016 e 2017, fomos removidos para a construção do aterro sanitário de Samambaia. Funcionamos provisoriamente no pátio da administração de Samambaia durante os anos letivos de 2016 e 2017, o que foi terrivelmente prejudicial para o rendimento pedagógico das crianças. Os índices de retenção, falta e evasão escolar aumentaram assustadoramente, porque a escola ficou distante de onde as crianças moravam. Nem na pandemia da Covid-19 nossos índices no Ideb e no Saeb caíram tanto quanto nesses dois anos”, preocupa-se a professora.
O impacto socioeconômico vai além da queda do rendimento escolar das crianças. Passa também pela disponibilidade do serviço de educação para uma população socialmente vulnerável e rural, que já sofre com a escassez deste “equipamento público”. A Escola Classe Guariroba atualmente atende a 350 estudantes em 17 turmas. Desse total, 102 estudam em período integral. A superlotação é realidade também na Guariroba, pois a demanda por vagas é muito maior.
“Todas as outras escolas das redondezas estão superlotadas. E a Guariroba não difere muito desse quadro, pois não temos mais como atender, por exemplo, à demanda por estudantes de primeiro ano”, conta Nathália. “Essa também é nossa grande preocupação, a oferta de educação para a região que nós atendemos. Temos uma preocupação imensa de deixar a comunidade desamparada por questão de educação, ou de vermos as crianças serem transferidas para uma escola que, além de superlotada, fica muito longe de casa”.
Além de todos os problemas do cotidiano de uma escola da rede distrital de ensino típicos do governo Ibaneis Rocha, a Escola Classe Guariroba e sua comunidade escolar ainda convivem com a insegurança e a incerteza do futuro da unidade de ensino. “Não temos informação nenhuma sobre qual será o futuro da escola, se ela será movida ou fechada. Essa falta de informação gera angústia, uma vez que a EC Guariroba tem uma importância muito grande para a comunidade”, explica a diretora.
A preocupação de Nathália com o rendimento escolar das crianças durante uma possível mudança da escola é compartilhada pela diretoria colegiada do Sinpro. “Não concordamos com a retirada da escola de seu atual endereço, pois a comunidade já sofreu o bastante durante a mudança causada pelo aterro sanitário. A comunidade escolar não pode ser prejudicada por conta de uma obra cujos benefícios para o DF não foram comprovados”, aponta o diretor do Sinpro Carlos Maciel.
Próximos passos
O projeto da UTE Brasília ainda dá seus primeiros passos. Nesta fase do projeto, estão previstas audiências públicas, em que a sociedade busca respostas das instituições envolvidas. O Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental federal, e a Termo Norte, responsável pelo projeto da UTE Brasília, apresentarão o projeto e os estudos ambientais da usina numa Audiência Pública que será realizada dia 17 de junho de 2025, às 19h, no Complexo Cultural de Samambaia.
A audiência deveria ter ocorrido em março, mas foi suspensa pela justiça. Isso porque, à época, a população não teve tempo hábil para ser informada sobre a reunião, pois o evento foi divulgado com data errada.
Nessa terça-feira (13/5), a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal promoveu seminário para debater os impactos socioambientais da construção da UTE Brasília. Entre os problemas alertados pelos ambientalistas e movimentos sociais, estão o aumento de gases de efeito estufa e a intensificação da poluição do rio Melchior.
Segundo o representante do Ibama na audiência pública, Eduardo Wagner da Silva, as condições de dispersão atmosférica dos gases a serem gerados pela usina estão entre as várias preocupações. Isso porque a região tem clima seco em parte do ano. A Termo Norte não compareceu ao seminário na Câmara dos Deputados.
Nova Organização Sindical, Transformações no Mundo do Trabalho, Luta de Classes e Qualidade de Vida será o tema geral do 13º Congresso de Trabalhadores em Educação Carlos Mota – Luta, coragem e resistência. A decisão foi realizada em assembleia geral extraordinária nessa terça-feira (13/5). O evento, que será nos dias 27, 28 e 29 de junho no Centro Comunitário Athos Bulcão da Universidade de Brasília (UnB), reunirá professores(as) e orientadores(as) educacionais de toda a rede pública do Distrito Federal, para a discussão de temas específicos da categoria e elaboração de políticas voltadas à educação.
Na assembleia dessa terça, também foi aprovado que uma das principais tarefas do 13º CTE é a atualização do estatuto do Sinpro. Segundo a diretora do sindicato Márcia Gilda, “uma necessidade estratégica e democrática para dar seguimento à luta do magistério público”. “Um estatuto atualizado, que reflita as necessidades e os anseios da nossa categoria, assegura que o Sinpro continue sendo voz ativa e legítima dos professores e orientadores educacionais, ampliando a capacidade de respostas aos desafios do presente e futuro”, diz.
Márcia Gilda ainda afirma que o tema escolhido para o 13º CTE é “essencial para o momento que vivemos”. “São várias as transformações no mundo do trabalho voltadas para a precarização das relações trabalhistas, inclusive na educação. Um tema que instiga a gente falar da necessidade da consciência de classe e da importância da representação sindical”, avalia.
Mesa conduz os trabalhos da assembleia geral extraordinária. Foto: Deva Garcia.
Critérios de participação
1. Delegados(as) natos(as): diretores(as) do Sinpro. 1.1. Todos(as) os(as) professores(as) dirigentes que fazem parte de entidades nas quais o Sinpro é filiado são delegados(as) natos(as).
3. Delegados(as) sindicais que comprovem sua eleição por meio de ata atualizada (2025) terão a sua participação garantida, sem levar em consideração o número de delegados(as) a que cada escola tem direito. 3.1. Escolas e Unidades de Internação Socioeducativas e Prisionais com até 30 professores(as) têm direito a 1 vaga de delegado(a); 3.2. Escolas e Unidades de Internação Socioeducativas e Prisionais que tenham de 31 a 150 professores(as) têm direito a 2 vagas de delegado(a); 3.3. Escolas e Unidades de Internação Socioeducativas e Prisionais com mais de 150 professores(as) têm direito a três 3 vagas de delegado(a); 3.4. Duas vagas de delegado(a) para orientadores(as) educacionais por cada Coordenação Regional de Ensino (CRE). Os(as) orientadores(as) deverão ser indicados(as) pelo coletivo de suas respectivas regionais, com registro em ata; 3.5. Uma vaga de delegado(a) para professor(a) por cada Coordenação Regional de Ensino (CRE); 3.6. Uma vaga de delegado(a) para a Sede I da Secretaria de Educação; 3.7. Três vagas de delegados(as) para a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (EAPE), sendo uma vaga para delegado(a) nato(a).
A eleição dos(as) delegados(as) ao 13º CTE deverá ser registrada em ata simplificada e entregue, de forma física ou digital, até dia 20 de junho. A entrega do documento físico deverá ser feita na sede ou subsedes do Sinpro (Veja aqui os endereços: https://sinpro25.sinprodf.org.br/fale-conosco/). Caso a opção seja pela entrega do documento digitalizado, a ata simplificada deverá ser enviada para o email joelma@sinprodf.org.br.
Os casos de desistência dos(as) delegados(as) deverão, obrigatoriamente, estar registrados em ata. Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora do 13° Congresso.
Inscrições de teses e resoluções
O prazo para a inscrição de teses para o 13º CTE se encerra no dia 27 de maio: 30 dias antes da realização do congresso. A data é definida pelo estatuto do Sinpro. As inscrições devem ser feitas pelo email joelma@sinprodf.org.br. Mais informações pelo telefone 3343-4209.
As teses e/ou resoluções deverão abordar os temas definidos na assembleia dessa terça (13/5). São eles:
Conjunturas internacional, nacional e local;
Transformações no mundo do trabalho, luta de classes e qualidade de vida;
Organização sindical e reforma estatutária.
Qualquer sindicalizado(a) inscrito(a) no 13º CTE poderá apresentar teses sobre o temário aprovado. O(a) professor(a) ou orientador(a)educacional poderá escrever um único texto sobre todos os temas, apresentar uma tese por assunto ou ainda escolher um dos pontos para abordar. Cada tema deverá ter, no máximo, 5 mil caracteres, já contados os espaços.
Votação na assembleia geral extraordinária. Foto: Deva Garcia.
Brinquedoteca
O 13º CTE disponibilizará brinquedoteca com profissionais da área para crianças menores de 7 anos. A ficha de inscrição será feita na hora. O espaço funcionará todos os dias do congresso.
PROGRAMAÇÃO
27/6, SEXTA-FEIRA
16h – Início do Credenciamento
19h – Solenidade de abertura / Mesa de abertura
19h45 – Aula Magna: Caminhos da Educação Diante das Transformações no Mundo do Trabalho
Palestrante: Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo
21h – Leitura e aprovação do Regimento Interno
Lançamento do 2º Caderno de Práticas Antirracistas
22h – Coquetel de encerramento, com atividades culturais
28/6, SÁBADO
8h às 9h – Café da manhã
9h às 10h – Painel: Conjunturas Internacional, Nacional e Local
Palestrantes: Antônio Lisboa (CUT), deputado distrital Gabriel Magno e Ana Prestes, socióloga e doutora em Ciência Política
11h às 12h – Votação do regimento do congresso
11h às 12h – Apresentação e defesa de Teses
12h – Encerramento do credenciamento
12h – Intervalo para o Almoço
Atividade Cultural
13h às 17h30 – Debate da Reforma Estatutária
20h – Posse da nova diretoria do Sinpro-DF
29/6, DOMINGO
8h às 9h – Café da manhã
9h às 12h – Debate da Reforma Estatutária
12h30 – Intervalo para o Almoço
13h30 – Assembleia Estatutária
17h – Encerramento/Atividade cultural
Carlos Mota
O professor Carlos Mota foi assassinado no dia 20 de junho de 2008, com um tiro no peito, dentro de casa, na região do Lago Oeste. Segundo investigação policial, a ação foi motivada por vingança. Dias antes, o docente havia repreendido um traficante que vendia drogas e assediava alunos(as) da escola. O acusado do homicídio foi condenado a 20 anos de prisão.
Em décadas de atuação, o docente marcou a educação pública do DF. Ele acreditava que o processo ensino-aprendizagem não se limitava ao espaço da sala de aula, pelo contrário, abrangia todos os aspectos da vida dos estudantes.
Um ano após a morte de Carlos Mota, a Câmara Legislativa do DF concedeu o título de cidadão honorário de Brasília ao professor, e o Centro de Ensino Fundamental do Lago Oeste mudou de nome: passou a se chamar Centro de Ensino Fundamental Professor Carlos Mota. O educador também foi tema do primeiro Concurso de Redação do Sinpro, criado no ano de seu assassinato.
Sinpro vence na Justiça e freia cobrança de gratificações recebidas na pandemia
Jornalista: sindicato
Em resposta à ação judicial do Sinpro, a 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) rejeitou recurso do governo Ibaneis Rocha-Celina Leão e manteve decisão pelo direito às gratificações e ao adicional de insalubridade recebidos durante a pandemia da covid-19.
Com a decisão, além de determinar que os(as) profissionais do magistério não devem restituir os valores recebidos, a sentença abre caminho para que servidores(as) que já tenham efetuado a devolução — por desconto em Folha ou outros meios — possam ser ressarcidos.
“Mais uma vez, a Justiça reconhece que os professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais agiram com responsabilidade e boa-fé. Essa vitória é da categoria, que segue firme na luta por respeito e valorização”, afirmou Dimas Rocha, coordenador da Secretaria para Assuntos Jurídicos direção do Sinpro.
Entenda o caso
De 19 de março de 2020 a 15 de março de 2021 — auge da crise sanitária —, os(as) profissionais da educação receberam gratificações como a GAZR (Gratificação de Atividade de Zona Rural), GADEED (Gratificação de Atividade de Direção de Estabelecimento Educacional) e GADERL (Gratificação de Atividade de Direção de Estabelecimento de Ensino Remoto), além do adicional de insalubridade.
O pagamento foi feito com base na compreensão de que a excepcionalidade da pandemia da covid-19 (2020-2023) não justificava a suspensão desses direitos, mesmo com a adoção do teletrabalho.
Contudo, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) discordou, afirmando que os pagamentos eram indevidos, pois os profissionais não estavam no ambiente escolar. A orientação do órgão gerou uma tentativa do GDF de cobrar a devolução dos valores — que poderiam chegar a R$ 17 milhões.
Diante da ameaça, o Sinpro ingressou com ação judicial no TJDFT pelo reconhecimento do direito ao recebimento das gratificações, e solicitou a ratificação da boa-fé dos(as) servidores(as), além do fim da cobrança dos valores pleiteados pelo governo local. Em primeira instância, a Justiça acolheu o pedido do Sinpro.
“Em um momento crítico de crise sanitária, era fundamental que os trabalhadores pudessem manter seus salários. Com várias demissões ocorrendo, muitos servidores passaram a ser os únicos a prover o sustento de suas famílias. A Justiça, compreendendo o direito dos professores e orientadores, reconheceu o direito a estabilidade salarial”, afirmou Lucas Mori advogado da assessoria jurídica do Sinpro.
Sinpro adere à campanha “Piso e carreira do magistério na pauta do STF”
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro se soma à campanha nacional “Piso e carreira do magistério na pauta do STF”, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), contra o Recurso Extraordinário (RE) nº 1.326.541/SP e pela valorização dos profissionais do magistério público.
Pautado para começar a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (9), o RE foi apresentado pelo governo do Estado de São Paulo e requer a inconstitucionalidade da vinculação dos reflexos da política de valorização do piso salarial profissional nacional do magistério aos planos de carreira. Como o tema tem repercussão geral, a decisão do STF valerá para todo o país.
A campanha é feita pelas redes sociais e buscar sensibilizar os ministros do STF quanto ao prejuízo do RE 1.326.541/SP. Durante esta quinta-feira (8/5) e no início da manhã de sexta (9/5), o Sinpro fortalecerá o tuitaço que apela para que os ministros votem contra o Recurso Extraordinário. A CNTE ainda destaca que o material também poderá ser poderá ser utilizado no Instagram e Facebook.
“É importante que todo mundo se some à campanha. Essa deve ser uma luta nossa. Retuítem os materiais e vamos fortalecer o movimento”, orienta a diretora do Sinpro Márcia Gilda.
Lei do Piso
O piso nacional para os professores da educação básica foi instituído há 17 anos, com a Lei 11.738/2008. Em 2011, o STF julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167, que questionava essa lei. A decisão do Supremo nesta ADI foi fundamental para definir que a referência do piso nacional seja a remuneração e não o vencimento inicial do profissional, como originalmente previsto na lei.
O piso nacional é reajustado anualmente, geralmente em janeiro, com base na variação do valor anual mínimo por aluno (VAA), que é calculado com base nas receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).
Sinpro destaca urgência da valorização do magistério em ato no 1º de maio
Jornalista: Vanessa Galassi
Professores(as) e orientadores(as) educacionais se uniram a várias outras categorias no ato político-cultural deste 1º de maio, data que celebra as lutas e conquistas históricas da classe trabalhadora. Na atividade, realizada pela Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF) e outras centrais sindicais, o Sinpro lembrou a urgência da valorização do magistério e a consolidação de uma educação pública de qualidade.
“Somos trabalhadores e trabalhadoras que podem transformar o presente e o futuro. Sem professoras e professores, orientadoras e orientadores valorizados, não há educação de qualidade”, disse a diretora do Sinpro Márcia Gilda durante o ato político-cultural.
Com a Campanha Salarial 19,8% rumo à Meta 17 – pela reestruturação da carreira já! nas ruas e assembleia com indicativo de greve agendada para dia 27 de maio, a categoria do magistério público do DF marcará o mês da classe trabalhadora com mobilização. Na agenda de lutas da categoria estão ações de mobilização, como o Sinpro nas Cidades, assembleias regionais (22/5), além de atividades do Convoca Já! – pela nomeação de todos os aprovados no último concurso do magistério.
“Buscamos o reconhecimento do papel fundamental da categoria do magistério público na construção de uma sociedade crítica, com cidadãos e cidadãs que tenham autonomia sobre seus próprios destinos. Nossa campanha não trata apenas de números, mas da garantia de condições dignas para quem é fundamental na formação das futuras gerações. É urgente que o governo do DF reconheça isso e atenda às nossas reivindicações”, destaca Márcia Gilda.
Nossa pauta
Além dos 19,8% de reajuste salarial em busca de uma remuneração que seja, pelo menos, a média dos salários das demais carreiras do GDF de nível superior, a categoria do magistério público compartilhou com os demais trabalhadores(as) presentes no 1º de maio a luta pelo Convoca Já!
O Sinpro, em parceria com os grupos “Zera Aprovados”, “Comissão dos Aprovados” e “Zera Pret@s e Pard@s”, aproveitou a celebração do Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras para ampliar o número de assinaturas para o abaixo-assinado que pede o apoio da população para a nomeação imediata de todos os aprovados no último concurso público do magistério, realizado em 2022.
A ideia é protocolar o abaixo-assinado na Comissão de Educação da Câmara Legislativa e na Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) do Ministério Público do Distrito Federal.
Uma só classe: a trabalhadora Para o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, a pauta dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais dialoga diretamente com as demandas de outros trabalhadores. “A luta da categoria do magistério é, sobretudo, por uma educação pública de qualidade: um direito de todo trabalhador e de toda trabalhadora, de seus filhos e filhas. Essa é uma luta que confronta o modelo de política que precariza o Estado e, consequentemente, valoriza a classe trabalhadora. Uma educação pública de qualidade amplia as possibilidades de um trabalhador ou futuro trabalhador no mundo do trabalho. E mais que isso, ela faz com que essa pessoa tenha consciência crítica suficiente para aprender o que é direito, o que é exploração, o que é consciência de classe”, afirma o sindicalista, que é professor de História da rede pública de ensino do DF.
Para a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) Rosilene Corrêa, “0 1º de maio é momento de consolidar o reconhecimento enquanto classe trabalhadora”. “É o nosso trabalho, no dia a dia, que constrói a Nação. No nosso caso, trabalhadores e trabalhadoras da educação, isso tem ainda mais destaque, pois é o nosso trabalho que forma brasileiros e brasileiros que podem fazer com que esse país caminhe para frente, uma evolução não só econômica, mas também humana”, avalia.
Celebração
O 1º de Maio da Classe Trabalhadora da CUT e demais centrais sindicais foi realizado no Eixão do Lazer, na altura da 106 Sul. Com ato político-cultural, categorias de trabalhadores de todo o DF se reuniram em defesa de suas pautas individuais e coletivas. Foi ainda lembrado que a unidade da classe trabalhadora é o único caminho possível para dar fim à exploração no trabalho, aos baixos salários, à precarização das relações laborais e aos ataques aos direitos sociais.
Além de lideranças sindicais, também participaram do ato político-cultural representantes de movimentos sociais e parlamentares. Entre eles, o deputado distrital Gabriel Magno (PT) e a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).
A atividade foi animada com a MPB de Jairo Mendonça, o forró dos Cangaceiros do Cerrado e a potência de Os Reis do Soul, que relembraram os sucessos de Tim Maia e Jorge Bem Jor. Também teve brinquedo inflável para a criançada, foodtrucks e muita animação.
As inscrições para as eleições do Sinpro, triênio 2025/2028, foram concluídas no último dia 28 de abril, com a homologação de três chapas pela Comissão Eleitoral. A nominata das chapas inscritas e as candidaturas ao Conselho Fiscal foram publicados em edital no Jornal de Brasília desta quinta (1º/5).
As chapas que se inscreveram para participar das eleições para a diretoria do Sinpro são:
– Chapa 1 – Mais Lutas, Mais Conquistas;
– Chapa 2 – Alternativa – Unificando Oposições; e
– Chapa 3 – MUP Reconstrução.
Conselho Fiscal
Além das três chapas que concorrem à direção do sindicato, foram registradas 11 candidaturas para o Conselho Fiscal. Cada eleitora ou eleitor poderá votar em até 5 nomes.
Eleições
As eleições serão realizadas dias 28 e 29 de maio (quarta e quinta-feira), de 8h às 17h, nas escolas de turno diurno. Já naquelas de turno diurno e noturno, o horário para votação será de 8h às 20h, assim como nas sedes e subsedes do Sinpro.
Serão disponibilizadas 71 urnas fixas, que serão distribuídas na sede e subsedes do Sinpro, além de unidades escolares nas cidades do DF. A Comissão Eleitoral poderá definir novos locais de votação, inclusive com a inclusão de urnas itinerantes.
Haverá dois tipos de cédula para votação: uma para voto em chapa e outra para voto em integrantes do Conselho Fiscal, conforme regulamenta o estatuto do Sinpro.
Comissão Eleitoral
A partir do registro de chapas, a Comissão Eleitoral passa a ser composta, também, por uma pessoa indicada por cada chapa registrada para concorrer às eleições, além dos cinco membros eleitos na assembleia do dia 12 de abril.
Sinpro alerta sobre novo golpe por chamadas de vídeo
Jornalista: Roberta Quintino
Criminosos estão aplicando um novo golpe via aplicativo de mensagens contra professores(as) e orientadores(as) educacionais. Agora, golpistas se passam por funcionários do escritório Resende Mori Hutchison Advocacia — que presta serviços ao Sinpro — e entram em contato via WhatsApp. Durante a conversa, alegam que há uma “liberação de pagamento de ação coletiva movida pelo Sinpro” e convidam a vítima para uma chamada de vídeo. A partir daí, os criminosos podem capturar senhas, códigos de acesso e interagir com aplicativos abertos no celular.
Para dar mais credibilidade à fraude, utilizam informações pessoais da vítima, como nome completo e CPF, além de mencionar nomes de advogados reais e números de processos.
O Sinpro ressalta que não solicita pagamentos para a liberação de precatórios. Informa ainda que o escritório de advocacia parceiro do sindicato utiliza apenas um número para contato com clientes: (61) 3031-4400 (WhatsApp). Já os números oficiais do Sinpro podem ser conferidos no site: https://www.sinprodf.org.br/fale-conosco/.
Em caso de suspeita de golpe, o Sinpro orienta a bloquear imediatamente o número que entrou em contato e denunciá-lo. Além disso, não deve-se enviar dados pessoais por telefone ou e-mail e realizar depósitos ou transferências de valores. Caso seja vítima do golpe, registre um boletim de ocorrência e informe a OAB.